“Ler muito, estudar muito, saber discutir economia e política e entender de recursos humanos. A pessoa pode entender tudo sobre irrigação, por exemplo, mas para sobreviver no mercado, chegar a ser um diretor de empresa tem de conhecer outras áreas.” Esta foi a dica do ex-aluno de engenharia agrícola Leonardo Erthal, diretor da ADN Consultoria, revelada quarta-feira [5/10/05] a graduandos da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp.
Ele foi um dos palestrantes convidados pelo Centro Acadêmico e pela empresa júnior Agrológica da Feagri para participar do 2º Encontro de Alunos e Ex-alunos da Feagri, no anfiteatro da unidade. O evento contou também com a participação dos ex-alunos Roberto Gregori, diretor-geral da Testo; João Eduardo Silva, do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC); e de Talita Zanqueta, engenheira da área de P e D da Incotec. O primeiro encontro aconteceu em 1993.
Os profissionais trouxeram aos graduandos informações sobre sua experiência no mercado, satisfazendo a proposta do encontro que, segundo os organizadores, é integrar ex-alunos bem-sucedidos no mercado e futuros profissionais para mostrar quais são as necessidades da área.
Alguns professores ex-alunos estiveram presentes no evento, entre eles o próprio diretor da Feagri, Roberto Testezlaf; e o ex-diretor e um dos pioneiros na implantação da faculdade José Luiz Vasconcellos da Rocha, que relembrou a história de criação do curso.
Assim como os profissionais mostraram as vantagens de estar no mercado, Daniel Albiero, um dos organizadores, falou sobre a opção pela carreira acadêmica depois de uma experiência bem-sucedida no mercado. “Adorei minha experiência na área comercial quando saí da graduação, mas estou de volta à carreira acadêmica porque descobri que é o que eu quero para minha vida”, confessou. Na organização, mais um companheiro de Daniel, Marcelus Vale, coordenador da mesa de abertura, faz um misto entre academia e comércio. Atualmente, realiza pós-doutorado na Unicamp e trabalha em uma empresa de consultoria na área.
Para Márcio de Oliveira, vice-presidente do Centro Acadêmico o encontro entre veteranos e graduandos vem sanar uma preocupação comum entre formandos e terceiranistas que é conhecer o mercado que o espera. A questão comum, segundo Oliveira é: “Será que estou mesmo capacitado?”
Os ex-alunos mantêm um fórum eletrônico, aberto a qualquer profissional que tenha estudado na Feagri desde sua implantação. Quem desejar obter mais informações sobre a página pode entrar em contato pelos e-mails agrolog@agr.unicamp.br, caea@agr.unicamp.br e daniel.albiero@agr.unicamp.br.
Maria Alice da Cruz
Notícias da Unicamp
E-mail: halice@unicamp.br

Fonte: Notícias da Unicamp

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Desde o dia 3 de outubro (até 6/10/05) está acontecendo a 1ª. Oficina Estadual de Comunicação em Assistência Técnica e Extensão Rural, no Hotel Três Torres, na Cachoeira do Bom Jesus em Florianópolis . É o primeiro evento dessa natureza em Santa Catarina e no Brasil.
Os objetivos do encontro, que são discutir metodologias de comunicação na extensão rural e debater conceitos de relacionamento entre os profissionais de extensão e comunicação e a família do campo, estão sendo plenamente cumpridos.
Segundo informações do coordenador do encontro, consultor da Epagri Pedro Jungmann, no primeiro dia do evento as palestras e conferências deram embasamento da comunicação rural e extensão. Hur Ben Correia da Silva, da Secretaria de Agricultura Familiar, em sua palestra, fez um resgate histórico de como a extensão rural se desenvolveu depois da 2ª. Guerra Mundial, reafirmando a importância de rediscutir as visões de comunicação. No mesmo dia, o professor da Universidade Rural de Pernambuco, Paulo de Jesus, falou da nova postura do extensionista que privilegia o diálogo e a interação entre técnicos e agricultores.
No segundo dia foram feitos relatos de experiências em comunicação rural e metodologia como experiências práticas, problemas e desafios por agricultores e outros participantes, inclusive o relato emocionante do Cacique dos Índios Guarani, Timóteo, da Aldeia Tekoa Marangatu de Imaruí, que falou dos valores e da vida de sua tribo demonstrando, na prática, que é possível haver comunicação entre as pessoas, mesmo quando não se fala a mesma língua.
No final do encontro, será constituído um grupo com representantes de várias organizações que dará sequência a ações concretas de comunicação rural. Participam agricultores familiares e seus órgãos de representação, grupos de jovens, movimentos sociais, professores e estudantes, diversas Organizações Não Governamentais (ONGs) e profissionais das áreas de metodologia e comunicação.
Vale destacar que a Epagri foi convidada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para integrar um grupo de articulação e metodologia que envolve instituições de todo o país. “Santa Catarina é o primeiro Estado brasileiro a realizar sua própria oficina”, informa Jungmann, garantindo que outros Estados devem seguir o exemplo catarinense.
A promoção do evento é da Epagri, com apoio da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Márcia Correa Sampaio
E-mail: marcias@epagri.rct-sc.br

Fonte: Epagri

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A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a Fundação de Apoio à Pesquisa “Dalmo Giacometti”, promoverão no período de 10 a 15 de outubro de 2005 de outubro o X Curso de Exame Andrológico e Processamento de Sêmen Bovino.
Com o objetivo capacitar e atualizar médicos veterinários em técnicas de avaliação de reprodutores bovinos no uso estratégico do sêmen, o curso será realizado no Centro de Treinamento do Campo Experimental Sucupira (Estrada Parque Taguatinga – Gama, Km 05, Brasília, DF).
O curso tem ainda como objetivo apresentar as técnicas de manejo, comportamento sexual e seleção genética de reprodutores bovinos, além das novas tecnologias de avaliação reprodutiva, como ultra-sonografia e aplicação de marcadores moleculares na seleção de características reprodutivas.
A coordenação do curso será do pesquisador Roberto Sartori, que compõe a equipe de biotecnologia animal da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, liderada pelo pesquisador Rodolfo Rumpf. Essa equipe foi a responsável por várias conquistas inéditas na área de reprodução animal no Brasil, como: o primeiro animal clonado na América Latina: a bezerra “Vitória da Embrapa”; a fêmea bovina “Lenda da Embrapa”, desenvolvida a partir de um animal morto; o nascimento das duas primeiras potras nascidas no país pela técnica de bipartição de embriões, “Branca” e “Neve”, e, mais recentemente, duas bezerras clonadas representantes da raça Junqueira, que se encontra em alto risco de extinção.

Fernanda Diniz
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br
Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Representantes dos países que participaram na Espanha da XIII Conferência Ibero-Americana de Agricultura se comprometeram a implementar sistemas de rastreabilidade exigidos pela Europa nas importações de produtos alimentícios, incluindo a carne bovina. A conferência reuniu em Santiago de Compostela, entre os dias 25 a 28 de setembro de 2005, ministros de Agricultura de 12 países da América Latina, além representantes dos governos da Espanha e de Portugal.
Ao final da reunião, foi produzida a “Declaração de Santiago de Compostela”, que deverá servir de base na estruturação dos modelos de rastreabilidade para os países ibero-americanos. “Houve um movimento dos países com interesse em vender para o mercado europeu em implementar o sistema e os países compradores devem conceder um prazo para que os fornecedores se adaptem às exigências”, informou o secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcio Portocarrero, que representou o ministro Roberto Rodrigues no encontro.
Segundo o secretário, nas discussões sobre rastreabilidade os países demonstraram o desejo de que o sistema não se limite às questões sanitárias, mas se amplie para os setores ambiental, tecnológico e social. “A preocupação é de que a exigência se transforme numa nova barreira sanitária, prejudicando os países exportadores”, disse Portocarrero. Ele destacou que entre os países ibero-americanos, o Brasil é o que tem o modelo de rastreabilidade mais avançado, apesar das dificuldades de implementação. “Aprendemos com os erros. Hoje o produtor brasileiro tem consciência de que a rastreabilidae é uma vantagem competitiva”.
O secretário ressaltou ainda que com o trabalho desenvolvido pela Embrapa, vinculada ao Mapa, o Brasil detém tecnologias que o coloca à frente de outros países ibero-americanos. “O Brasil está na vanguarda. Argentina, Chile e Uruguai já experimentaram modelos de rastreabilidade, mas o Brasil lidera a tecnologia – se comparado com os países vizinhos”, disse.
O Brasil implantou a rastreabilidade em 2002. Desde então, o sistema vem sofrendo mudanças para que os produtores se adaptem às regras. Em janeiro de 2006 entra em vigor o novo modelo do Sistema Brasileiro de Identificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov). Atualmente, 50 milhões de animais estão na base de dados, de um rebanho total de 190 milhões de cabeças.
A grande novidade do novo modelo, segundo Márcio Portocarreo, é a exigência de certificação da propriedade e não mais do animal. “Hoje podem conviver na mesma propriedade animais rastreados ou não. A partir do ano que vem quem quiser exportar para qualquer mercado, não somente para a Europa, tem que ter a propriedade certificada, com identificação e acompanhamento individual dos animais.
“As propriedades credenciadas terão que atender ao protocolo de boas práticas que incluem questões tecnológicas, sanitárias, ambientais, sociais e correspondentes a um alimento seguro”, explicou o secretário. Ele alerta os produtores brasileiros de que a Europa está ampliando o consumo de carne e diminuindo a produção e exige um sistema de rastreabilidade seguro e transparente. “O Brasil talvez não esteja perdendo mercado de carne, mas sem a rastreabilidade pode deixar de ganhar”.
Em abril do ano que vem, Brasília vai sediar a II Conferência Internacional sobre Rastreabilidade. Durante o encontro, em Santiago de Compostela, a ministra da Agricultura da Espanha, Elena Espinosa Mangana, confirmou presença no evento.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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