Autoria:

Arminda Moreira de Carvalho
E-mail: arminda@cpac.embrapa.br
Renato Fernando Amabile
E-mail: amabile@cpac.embrapa.br
Pesquisadores da Embrapa Cerrados (Planaltina-DF)
Web: www.cpac.embrapa.br

Contato:

Liliane Castelões

EMail:

liliane@cpac.embrapa.br

DDD e Telefone(s):

(61) 3388-9953

Palavras-Chave:

adubos verdes, manejo sustentável, agroecossistemas

Resumo:

O uso de adubos verdes ou plantas de cobertura resulta em impactos positivos às propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, conseqüentemente, ao manejo sustentável dos agroecossistemas. O incremento de nitrogênio no solo seja por meio da fixação biológica, seja mediante incorporação de biomassa, principalmente de leguminosas, proporciona economia significativa de fertilizantes nitrogenados. Essa prática também contribui para o controle de insetos-pragas, doenças, fitonematóides e plantas invasoras, reduzindo as aplicações dos vários pesticidas. Para implementar e garantir o uso de adubos verdes/plantas de cobertura nos sistemas agropecuários seja em rotação, sucessão ou consórcio, deve-se buscar superar limitações, onde produção e aquisição de sementes constituem maiores dificuldades.

Corpo:

O Cerrado representa um dos principais Biomas brasileiros, não só devido à sua extensão, que é a segunda maior área, com 207 milhões de hectares, como também por sua enorme riqueza em espécies vegetais e por conter a nascente da maioria das grandes bacias hidrográficas. Nas últimas décadas, vem ocorrendo exploração intensiva desse bioma seja por expansão agropecuária, seja por plantios florestais. A ocupação humana transformou sua área contínua originalmente com biota natural em uma paisagem cada vez mais fragmentada. Estima-se que as perdas de cobertura vegetal natural estão em torno de 50%.

O uso da terra em atividades agrícolas em áreas de Cerrado tem se caracterizado pelos sistemas de produção intensivos, com aplicação de elevadas doses de fertilizantes e pesticidas, além de mecanização intensa e inadequada, no sentido de obter altas produtividades de monoculturas. O excessivo uso de implementos agrícolas de preparo do solo como a grade tem acelerado a degradação do solo com erosão, compactação, destruição de agregados e perdas de matéria orgânica, principal componente da fertilidade dos solos do Bioma Cerrado. Esses sistemas agrícolas mantidos com altos custos monetário e energético proporcionam, em um período relativamente curto, certa estabilidade na produção vegetal. Entretanto, com o decorrer do processo produtivo, a degradação do solo não permite sua sustentabilidade, sendo que a poluição por deposições de solo, fertilizantes e pesticidas nos mananciais hídricos afeta as populações rural e urbana.

O uso de adubos verdes ou plantas de cobertura resulta em impactos positivos às propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, conseqüentemente, ao manejo sustentável dos agroecossistemas. O incremento de nitrogênio no solo seja por meio da fixação biológica, seja mediante incorporação de biomassa, principalmente de leguminosas, proporciona economia significativa de fertilizantes nitrogenados. Essa prática também contribui para o controle de insetos-pragas, doenças, fitonematóides e plantas invasoras, reduzindo as aplicações dos vários pesticidas. Essa redução no uso de pesticidas e fertilizantes tem impactos ambientais e socioeconômicos altamente positivos, especialmente, porque diminui os riscos de poluição do solo e dos mananciais hídricos.

A Embrapa Cerrados iniciou atividades de pesquisas relacionadas à adubação verde a partir de 1975, buscando conhecer desde os aspectos básicos de adaptação de espécies vegetais aos ecossistemas do Cerrado até estudos mais aprofundados sobre os efeitos dos adubos verdes e das plantas de cobertura nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, com destaque para a matéria orgânica. A produtividade dos agroecossistemas, sem causar impactos negativos ou degradar o meio ambiente, é um dos grandes desafios da pesquisa agropecuária. Assim, o livro ?Cerrado Adubação Verde? (disponível na Livraria Virtual da Embrapa, CLIQUE AQUI para mais informações) apresenta a compilação de informações geradas nas últimas três décadas no Cerrado visando esclarecer mais sobre essa prática que deverá contribuir, sobremaneira, para o uso mais sustentável desse bioma.

Essa foi uma experiência de cooperação entre diversas áreas da agronomia, resultando numa publicação multidisciplinar, envolvendo várias especialidades (pedologia, manejo e conservação de solo, fitotecnia, sistemas de produção, microbiologia do solo – micorrizas, microbiologia do solo ? nitrogênio, nematologia, entomologia e economia). Os resultados apresentados no livro são próprios da pesquisa de cada um dos autores, de autores relacionados em outras publicações e da experiência de cada um em suas respectivas áreas de atuação.

Para implementar e garantir o uso de adubos verdes/plantas de cobertura nos sistemas agropecuários seja em rotação, sucessão ou consórcio, deve-se buscar superar limitações, onde produção e aquisição de sementes constituem maiores dificuldades. A produção de sementes na propriedade rural onde se fará uso dessa técnica ou em núcleos de produção regionais são opções viáveis para facilitar sua adoção. Os órgãos de extensão e pesquisa devem trabalhar conjuntamente no sentido de facilitar a implementação desta prática conservacionista em sistemas de produção agropecuária do bioma cerrado.

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A vice-presidente de Secretaria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora eleita Kátia Abreu (PFL-TO), encaminhou fax à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e ao ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, solicitando que o governo adote as regras e padrões internacionais para o registro de produtos genéricos ou equivalentes para defensivos agrícolas. ?O governo fez uma consulta pública, não acatou qualquer sugestão do setor produtivo e agora pretende editar um decreto mantendo a burocracia que torna inviável o registro dos genéricos. Com isso, o governo transfere renda de 4 milhões de produtores para meia dúzia de multinacionais que controlam 85% do mercado de defensivos no Brasil?, disse Kátia Abreu.

22003.jpgFoto: Senadora Kátia Abreu, vice-presidente de Secretaria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Crédito: Obritonews

Hoje, o processo de registro de um defensivo genérico demora de quatro a seis anos e custa ao fabricante cerca de R$ 4 milhões, que é obrigado a enfrentar diversos trâmites burocráticos no Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Agricultura e Anvisa. Os custos e a lentidão tornam a produção de genéricos inviável no Brasil.

De acordo com Kátia Abreu, a liberação dos defensivos genéricos representa uma redução de aproximadamente 20% no custo de produção de grãos, colaborando para reduzir o preço ao consumidor e aumentando a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

CLIQUE AQUI para ouvir Kátia Abreu (MP3 – 500 kb).

Fonte

Agência CNA
Marcelo S. Tognozzi – Coordenador
Aline Alves de Faria e Queiroz – Editora
E-mail: agencia@cna.org.br
Internet: www.cna.org.br/cna/index_agencia.wsp

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A programação da Embrapa Cerrados na terceira edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia contou com palestras e atividades práticas aos alunos 7ª e 8ª séries e 1º ano do ensino médio do Centro Educacional Taquara (Planaltina-DF). Apenas no período da manhã da terça-feira (17/10), cerca de 500 estudantes da 5ª série ao 3º ano do ensino médio conheceram alguns dos produtos representativos das linhas de pesquisa desenvolvidas pela Unidade. No hall da escola foram expostas variedades de grãos, derivados de mandioca, produtos alimentícios produzidos com frutos nativos do Cerrado, exemplares de insetos e cobras.

O objetivo das palestras realizadas na escola foi despertar nos estudantes o pensamento crítico sobre as questões ambientais, principalmente as que envolvem a preservação dos recursos hídricos. Na parte teórica, os alunos assistiram às palestras sobre Conservação da Água e do Solo, e Gestão de Recursos Hídricos. Eles tomaram conhecimentos sobre origem e tipos de solos, sobre os recursos renováveis e os esgotáveis, e o uso das águas.

Na parte prática, em uma barragem próxima à escola, os estudantes tiveram a oportunidade de fazer um diagnóstico ambiental, identificando a mata ciliar, a inexistência de corredor ecológico e como as ações humanas podem interferir na cadeia alimentar. Os estudantes foram alertados sobre a importância de preservar as nascentes que formam as bacias hidrográficas. No Cerrado estão localizadas as nascentes que formam as bacias hidrográficas do São Francisco, Paraná e Tocantins, as maiores do Brasil.

Com um simulador de erosão, os técnicos da Embrapa Cerrados demonstraram como ocorre a erosão em um solo com cobertura vegetal e outro sem cobertura. ?Assim com exemplo é fácil ver como a vegetação protege o solo. No lado que não tem vegetação, a água escorre muito mais. A ação da chuva é muito maior?, comentou a aluna Maria Cristina, 15 anos.

O estudante Giliardi Barbosa, 17 anos, também estava interessado nas demonstrações e na exposição. Assim como a maioria dos seus colegas, o que mais lhe chamou a atenção foram as cobras e os insetos. Apesar de morar no campo e os pais trabalharem na agricultura, Giliardi não conhecia algumas das sementes expostas, entre elas, a da seringueira e do algodão.

As palestras e as atividades práticas continuam nesta quarta-feira (18/10). Serão apresentadas palestras sobre Adubação Verde, Sistemas de Recuperação de Nascentes e Produção de mudas nativas dos Cerrados para recuperação de nascentes. No período da tarde, será a vez das crianças de 1ª a 4ª séries observarem a exposição.

A Unidade de Execução de Pesquisa e Desenvolvimento do Estado do Tocantins (UEP-TO) também participa da Semana de Ciência e Tecnologia com palestra sobre Manejo Nutricional e Sanitário de Bovinos de Leite, dia 17 em Pedro Afonso e dia 20 na Escola Agrotécnica Federal em Araguatins. No Colégio Agrícola de Natividade, dia 23, haverá a palestra e curso sobre Gerenciamento de Pequenas Propriedades Rurais.

O tema deste ano da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é Criatividade e Inovação, inspirado em Santos Dumont, tendo em vista que em 2006 comemora-se o Centenário do Vôo do 14bis. A finalidade da Semana, que se estende até o dia 23, é demonstrar a população que a ciência está no cotidiano de todos, além de estimular a criatividade, a inovação e atitude científica.

Fonte

Embrapa Cerrados
Liliane Castelões – Jornalista
Fone: (61) 3388-9953
E-mail: liliane@cpac.embrapa.br
Internet: www.cpac.embrapa.br

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Começam os preparativos para 22nd International Conference on Coffee Science, organizada pela Internation Association on Coffee Science (ASIC), a ser realizada no Brasil, de 13 a 19 de setembro de 2008, em Campinas/SP. Realizados a cada dois anos, o último simpósio foi de 11 a 15 de setembro, em Montpellier, França. No Brasil, dois temas serão enfatizados: ?Tendências do Consumo e a Ciência do Café? e ?Café e Saúde?. Com foco sobre os assuntos científicos da atualidade, o evento deverá reunir mais de 300 participantes, representando cerca de 30 países produtores e consumidores.

O simpósio internacional oferece à comunidade científica a possibilidade de divulgar os trabalhos relevantes ao agronegócio café, destacando-se pela abrangência dos tópicos de discussão e por envolverem pesquisadores de diferentes contextos, seja da produção, da industrialização e do consumo. Para o presidente do comitê organizador do evento no Brasil, Aldir Alves Teixeira, sediar simpósio de tamanha amplitude trará grande visibilidade ao país líder em produção e segundo maior consumidor da bebida no mundo.

A ASIC foi fundada em 1966 com o objetivo de unir os especialistas sobre café do mundo inteiro, para divulgar os conhecimentos científicos e possibilitar a troca de experiências entre os países produtores e consumidores. A ASIC é uma organização independente, de vocação científica, destinada a fortalecer a cadeia café, da semente à xícara. O atual presidente da ASIC é Andrea Illy. O Brasil foi sede da conferência da ASIC em 1982, em Salvador/BA.

Brasil em Montpellier

Na última conferência, na França, o Brasil foi representado por uma comitiva de 35 pesquisadores, representando as principais instituições de pesquisa. Foram 15 trabalhos apresentados oralmente e outros 47 trabalhos em formato de pôster. Os resultados das pesquisas apresentados enquadram-se nos tópicos destacados pela ASIC: agronomia, química, tecnologia e efeitos fisiológicos. A participação brasileira reforça a importância do país não só como líder em produção e exportação, mas também como gerador de pesquisas importantes para o fortalecimento do agronegócio café no mundo.

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Foto: 2006 França, 2008 Brasil!

O Brasil destaca-se no meio científico por ser o único país que fez o mapeamento genético do café, possui o maior banco de germoplasma de café e desenvolve as principais cultivares plantadas no mundo. De acordo com o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, o país ainda dá exemplo de organização e integração entre as instituições de pesquisa reunidas no Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP e amp;D/Café), iniciativa ímpar no setor.

Pólo de pesquisa

Campinas foi escolhida para sediar o evento pela tradição como centro de pesquisa cafeeira, cidade do imperial Instituto Agronômico (IAC), que completará, em 2007, 120 anos de pesquisa agronômica e relevantes contribuições à cafeicultura. Para o diretor do Centro de Café Alcides Carvalho, Luiz Carlos Fazuoli, a realização da conferência internacional no Brasil será um fator de motivação para a comunidade científica.

Comitê organizador

Aldir Alves Teixeira, Gabriel Ferreira Bartholo, Luis Fernando Ceribelli Madi, Samuel Giordano, Antônio De Salvo, Nelson Carvalhaes, Nathan Herszkowicz, Carlos Brando, Luiz Carlos Fazuoli e Marta Taniwaki.

Fonte

Embrapa Café
Cibele Aguiar – Jornalista
E-mail: cibele@sapc.embrapa.br
Internet: www.embrapa.br/cafe

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