A redução do desperdício na produção de alimentos foi o tema comum dos trabalhos agraciados neste ano com o prêmio Jovem Cientista. A 20.ª versão do prêmio foi entregue na quinta-feira, no Palácio do Planalto, em solenidade que teve a presença do vice-presidente José Alencar e o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos.
O primeiro prêmio foi para Florência Cladera Oliveira, de 28 anos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ela descobriu uma bactéria que vive no intestino do peixe piau e produz a bacteriocina.
A substância poderá reduzir a perda em culturas atacadas pela bactéria Erwinia, como a da batata inglesa, em que o prejuízo chega a 100%. O bioconservante produzido com a bacteriocina poderá ser utilizado também no combate à mastite das vacas e de um bacilo que provoca diarréia e gastroenterite em animais, prejudicando a produção leiteira.
Bananas
Um novo método para a produção de um purê de bananas garante o aproveitamento dessas frutas que normalmente são descartadas por terem passado do ponto de maturação preferido pelos consumidores.
A técnica que deu a Cynthia Ditchfield, da Universidade de São Paulo (USP) o segundo lugar, pode ser adotada em grande escala e permitir o aproveitamento de parcela da produção que seria descartada.
Arroz
A pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Priscila Nascimento Rangel, ficou com o terceiro lugar ao cruzar uma espécie de arroz da Amazônia (Oryza sativa) com uma asiática e, assim, assegurar duas colheitas no mesmo plantio.
Foram premiados ainda os vencedores da categoria Estudantes Marcela Chiumarelli, da Universidade de Campinas (Unicamp), Danielle Vieira Lima e Pollyanna Ibrahim Silva, ambas da Universidade Federal de Viçosa (MG).
A USP recebeu o prêmio de Mérito Institucional, que apresentou o maior número de inscrições com mérito científico.
James Allen

Fonte: Estado de São Paulo

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Pesquisadores da Unesp de Ilha Solteira, na divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul, montaram um banco genético de árvores ameaçadas de extinção nas florestas e cerrado brasileiros. As pesquisas, que tiveram início há 20 anos, vão desde a retirada das sementes no campo a análises do material genético em laboratórios, passando pela formação de viveiros em uma fazenda de pesquisa e extensão da Unesp em Ilha Solteira.
Hoje, espécies em extinção nas matas brasileiras podem ser encontradas na fazenda para projetos de reflorestamento. Além de ajudar na preservação florestal, as experiências vão produzir conhecimento das espécies para os setores da farmacologia, química e física. Com as pesquisas, será possível, por exemplo, evitar o desaparecimento da aroeira, espécie encontrada desde o Nordeste brasileiro ao norte da Argentina, mas em extinção e conhecida pela madeira de longa durabilidade e alto valor comercial.
Foram coletadas sementes e feitas diversas experiências com o DNA da planta. Hoje, novas aroeiras prontas para projetos de reflorestamento podem ser encontradas nos viveiros de Ilha Solteira.

Fonte: Estado de São Paulo

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Passou definitivamente pelo parlamento a lei que regulamenta o cultivo de transgênicos na Alemanha. Preocupação do governo foi assegurar a subsistência dos métodos convencionais e orgânicos.
Os lavradores alemães precisarão ter em mente a nova regulamentação do plantio de transgênicos, quando forem semear seus campos, passado o inverno. Nesta sexta-feira (26/11), o Bundestag aprovou definitivamente a lei, que contou com grande resistência da oposição e dos governos estaduais. A 1º de janeiro de 2005, ela entrará em vigor.
A maioria constituída pelos parlamentares da coalizão governamental social-democrata e verde foi suficiente para rejeitar um recurso imposto pelo Bundesrat, a câmara alta do Legislativo, na qual os Estados estão representados e os partidos oposicionistas têm maioria. Para a oposição, as regras rígidas impostas pela legislação teriam por meta impedir o cultivo dos transgênicos no país.
Já a ministra da Agricultura, a política do Partido Verde Renate Künast, acentua que a legislação garante maior segurança e transparência, possibilitando que os métodos convencionais e orgânicos de cultivo continuem subsistindo mesmo que a agricultura transgênica se expanda.
Registro, regras e responsabilidade
Todos os campos em que for praticada a agricultura transgênica serão lançados num registro especial. Com isso, outros produtores agrícolas, pecuaristas e apicultores das redondezas poderão informar-se sobre a possibilidade de contaminação de seus produtos por pólens de plantas transgênicas.
As regras ancoradas na nova lei determinam com precisão como o agricultor deve proceder para proteger a vizinhança de contaminação por pólens provenientes de suas plantações, impõem distâncias mínimas e indicam barreiras naturais contra a proliferação de pólens.
Lavradores que se dedicarem à agricultura transgênica se responsabilizarão por possíveis prejuízos em campos vizinhos, causados por pólens de suas plantas. Agricultores adeptos de métodos convencionais ou orgânicos poderão exigir indenizações junto a tribunais. Não sendo possível determinar de onde veio a contaminação, todos os donos de campos com plantas transgênicas da vizinhança dividem a responsabilidade entre si e pagam as indenizações em partes iguais. Os comerciantes de sementes transgênicas também podem ser chamados à responsabilidade, se não alertarem especificamente para os riscos e não fornecerem instruções de cultivo.

Fonte: Deustche Welle

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades de pesquisa da Embrapa, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a empresa Embrisa Biotecnologia SA. assinaram, no dia 25 de novembro, um contrato de parceria pecuária para produção de embriões bovinos in vitro. O contrato foi assinado pelo Chefe Geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral, e pelo proprietário da Embrisa, Carlos Alberto Zanenga, durante solenidade comemorativa pelo 30° aniversário da Unidade da Embrapa.
A assinatura desse contrato representa a formalização de uma rede de empresas denominada Rede PIVE, que tem como objetivo integrar esforços para produção de embriões de bovinos in vitro. A rede PIVE congrega empresas em diversas regiões brasileiras, o que possibilita maior agilidade e possibilidade de intercâmbio entre os resultados obtidos de acordo com as características de cada região.
Além da Embrisa, de Campo Grande, MS, compõem ainda a rede PIVE as seguintes empresas: Agropecuária Nova Vida, de Ariquemes, RO; Fertigen, de Londrina, PR; Abexpo, de Salvador, BA; Cauembryo, de Belo Horizonte, MG; Santa Bárbara, de Amparo, SP; Gênesis, de Brasília, DF; Mata Velha, de Uberaba, MG; Hospital Veterinário de Uberaba; e Gentec, de Cuiabá, MT.
Segundo o coordenador das pesquisas de reprodução animal da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rodolfo Rumpf, a rede PIVE vai possibilitar difundir tecnologias de ponta na área de multiplicação animal. “O nosso objetivo é constituir uma rede de parcerias na iniciativa privada em várias regiões brasileiras, com infra-estrutura e recursos humanos preparados para desenvolver as tecnologias da área de reprodução animal”, enfatiza Rodolfo, lembrando que com a rede PIVE será possível incorporar as inovações tecnológicas com mais rapidez junto ao setor produtivo.

Fernanda Diniz
E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br
Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais