Análise das safras passadas do milho e do sorgo e perspectivas para as próximas abriram os trabalhos da 51ª Reunião Técnica Anual do Milho e da 34ª Reunião Técnica Anual do Sorgo, que iniciaram nesta terça-feira (11/07) e seguem até quinta-feira (13/07), na sede da Embrapa Trigo, em Passo Fundo.

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O evento reúne mais de 300 pessoas entre pesquisadores, técnicos, estudantes e produtores. Participaram da abertura (foto ao lado) o chefe geral da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, o presidente da Emater/RS, Ricardo Schwarz, e os coordenadores do evento, Beatriz Emydgio e Cláudio Dóro, entre outras autoridades.

Acreditar na cultura do sorgo e na sua potencialidade de rentabilização foi a idéia central do palestrante e agrônomo da Cooperativa Agrícola Mista Aceguá Ltda ? Camal, Edemar Dutra. Segundo ele, o sorgo é considerado uma cultura secundária pela maioria dos produtores. No entanto, por ser resistente à deficiência hídrica tem grandes chances de expansão de produção em locais com essa dificuldade. Para Dutra, o fundamental é que os produtores usem tecnologia adequada e melhores variedades, com o auxílio da assistência técnica. ?Precisamos aumentar a produtividade com o menor custo?, complementa Dutra.

Já na análise do milho, o agrônomo da Emater/RS-Ascar, Cláudio Dóro, apresentou a evolução da safra nos últimos 10 anos, mostrando um incremento médio de área de 23%. Também nessa cultura o desafio é aumentar a produtividade, visando a rentabilidade. A tendência é que não haja um aumento da área plantada. ?Na safra 2005/2006 tínhamos, no Estado, 1.381 milhão de hectares cultivados com milho, 14,67% a mais do que em relação à 2004/2005. Para a próxima safra, a área deverá se manter, visto que o incremento na área normalmente está relacionado ao preço?, explica Dóro.

Segundo ele, o Rio Grande do Sul consome 5,2 milhões de toneladas de milho e a produção é de 4,6 milhões. ?Essa diferença, precisamos buscar no Paraná, Centro-Oeste e na Argentina. Temos que aumentar nossa produtividade para nos tornar auto-suficientes e, quem sabe, exportar?, analisa. Dóro frisou também a necessidade de o produtor fazer o uso de uma tecnologia adequada para alcançar os resultados.

Para o presidente da Emater/RS, Ricardo Schwarz, eventos como esse demonstram a preocupação da pesquisa e da extensão com o setor. ?Estamos presentes não só na organização do evento, mas também com a participação de nossos técnicos, que, depois, levam essas informações e conhecimentos para o produtor?, disse. Da mesma opinião é o chefe da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha. Segundo ele, há um entrave tecnológico na cultura do milho e do sorgo e eventos dessa natureza promovem discussões e encontro de alternativas para o incremento da produtividade.

Crédito foto: Vanessa Almeida de Moraes – divulgação Emater/RS-Ascar.

Fonte

Emater/RS-Ascar – Passo Fundo
Vanessa Almeida de Moraes – Jornalista
E-mail: imprensa@emater.tche.br
Internet: www.emater.tche.br

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O Programa Ubyfol para nutrição da videira será o tema da palestra do Dr. José Carlos Fráguas durante a Reunião da Asarvi a ser realizada na próxima quarta-feira, dia 12 de julho, às 19 horas, na Churrascaria Ipiranga, rua Olavo Bilac 200, Bento Gonçalves.

O pesquisador Fráguas é pesquisador aposentado da Embrapa Uva e Vinho (vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), graduado pela Escola Superior de Agricultura de Lavras/UFLA, mestre em Ciências Agrárias (Fruticultura de Clima Temperado) pela UFPel e doutor em Fitotecnia (Nutrição de Plantas) pela UFV.

Inscrições e Informações pelo telefone (54) 3455-8003.

Fonte

Embrapa Uva e Vinho
Viviane Zanella Bello Fialho – Jornalista
E-mail: viviane@cnpuv.embrapa.br
Internet: www.cnpuv.embrapa.br

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O apoio do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP e amp;D/Café), coordenado pela Embrapa Café, possibilita às instituições de pesquisa participantes o desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições específicas de cada região produtora. Nesta quinta-feira (13), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) apresentam aos produtores de suas regiões duas novas variedades de café.

O lançamento da Catiguá MG3 será na Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso, como nova opção para o Sul de Minas, com resistência à ferrugem alaranjada do cafeeiro e ao nematóide das galhas (Meloidogyne exígua Goeldi). Na sede do Iapar, em Londrina, a IPR 103 será apresentada em dia de campo para cafeicultores e lideranças do setor, técnicos, viveiristas e produtores de sementes.

Mais resistência para Minas

Originada da hibridação artificial entre um cafeeiro de Catuaí Amarelo IAC 86 e uma planta da seleção de Híbrido de Timor, a combinação foi avaliada por seis gerações e agora é oficialmente lançada com o nome Catiguá MG3. A cultivar tem porte baixo, copa de formato cônico, frutos vermelhos e folhas de coloração bronze. Foi selecionada pela equipe do pesquisador da Epamig Antônio Alves Pereira, em ensaios nas fazendas experimentais da Epamig, com o apoio do CBP e amp;D/Café.

Incorporando genes de resistência à ferrugem e ao nematóide, a utilização dessa nova cultivar oferece a possibilidade de incrementar a produtividade e reduzir o uso de agrotóxicos. A ferrugem, principal doença na maioria das regiões cafeeiras, provoca intensa e precoce queda das folhas, com conseqüente seca dos ramos plagiotrópicos, principalmente nos anos de elevada produção. De acordo com Pereira, a queda de folhas e seca dos ramos produtivos prejudica seriamente a produção de café no ano seguinte, tornando muito acentuado o ciclo bienal de produção da lavoura.

A produtividade das três primeiras colheitas da Catiguá MG3, avaliada na Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso, apresentou média de 62,2 sacas do café beneficiado por hectare, manejadas sem controle fitossanitários para pragas e doenças, exceto para o controle de broca do café. O espaçamento adotado foi o de 3,20 x 0,70 e foi comparado ao Topázio (61,2 sacas/ha), Catuaí vermelho IAC 144 (46,2 sacas/ha), Paraíso (63,7 sacas/ha), Catuaí vermelho IAC 99 (50,0 sacas/ha).

No sábado (15), será a vez o Vale do Jequitinhonha conhecer a cultivar Catiguá MG4, em dia-de-campo em Turmalina. A Catiguá MG4 apresenta as mesmas características agronômicas da Catiguá MG3 e seu desempenho na região está sendo avaliado para breve lançamento e disponibilidade de sementes.

Preparada para o frio do Paraná

20844.jpgFoto: IPR 103: nova opção para o Paraná

A equipe de genética e melhoramento genético do cafeeiro do Iapar, coordenado pelo pesquisador Tumoru Sera e com o apoio do CBP e amp;D/Café, depois de quase 30 anos de pesquisa, acaba de lançar a cultivar IPR 103. Com maturação tardia dos frutos e alta rusticidade, foi desenvolvida para regiões quentes e de solos pobres, indicada principalmente para cultivo no Noroeste do Paraná, região do Arenito Caiuá, como Paranavaí, Itaguajé e Umuarama.

Diferente das demais cultivares de café lançadas pelo Iapar, frutos de germoplasma sachimores, a tolerância à ferrugem da IPR 103 é resultado do cruzamento entre Catuaí e Icatu. Com ramificação abundante e vigorosa, plantas de formato cilíndrico e alta rusticidade climática e fitossanitária, a cultivar apresenta baixo índice de desfolha. A bebida tem aroma suave, bom corpo e sabor levemente ácido. Apresenta qualidade semelhante e produtividade superior ao Catuaí.

O pesquisador Tumoru Sera explica que a maturação tardia da IPR 103 possibilita aos pequenos cafeicultores o escalonamento da colheita, com maior qualidade dos frutos. Na região do arenito onde a cultivar foi avaliada, os frutos amadurecem na segunda quinzena de junho e, em regiões de terra roxa, na segunda quinzena de agosto. Para o pesquisador do Iapar, Armando Androcioli Filho, colhendo em etapas, o produtor obtém mais frutos no ponto ideal de maturação, economiza mão-de-obra e otimiza o uso da infra-estrutura na propriedade.

Outra vantagem está no vigor vegetativo e enfolhamento no inverno, o que garante maior armazenamento de carboidratos na planta e maior resistência ao congelamento. Além disso, Tumoru Sera explica que a IPR 103 produz bem já no segundo ano, o que possibilita o retorno mais rápido do investimento na formação da lavoura, característica importante no Paraná, que tradicionalmente sofre os prejuízos de geadas intensas.

O IPR 103 também tem excelente produtividade e baixo custo de produção por saca, com economia na compra de produtos para controle da ferrugem entre R$ 600,00 e R$ 700,00 por hectare. Numa população de oito mil plantas/ha, a cultivar produziu 59,2 sacas beneficiadas, superior ao Catuaí Vermelho (37,7 sacas/ha) e o IAPAR 59 (43,8 sacas/ha). As sementes básicas da IPR 103 estarão disponíveis para produtores de semente a partir de agosto. Cada quilo de semente do IPR 103 produz três mil mudas.

Participe

Dia de campo – variedade de café IPR 103
Data: 13 de julho (quinta-feira)
Horário: 9 horas.
Local: Centro de Difusão de Tecnologias (CDT)
Na sede do Iapar, em Londrina
Rodovia Celso Garcia Cid, km 375 ? saída para Curitiba

Encontros Tecnológicos em Cafeicultura

Data: 13 de julho (quinta-feira)
Horário: 8h30
Local: Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso
Km 12, Distrito de Guardinha
Telefone: (31) 3531-1496

Data: 15 de junho (sábado)
Horário: 9h
Local: Suiguem Agropecuária Ltda
Fazenda Turmalina, BR 367, Turmalina/MG
Telefone: (35) 3527-1280

Fonte

Embrapa Café
Cibele Aguiar – Jornalista
E-mail: c.aguiar@uol.com.br
Internet: www.embra.br/cafe

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A Agrishow Semi-Árido reúne, pela primeira vez, num só espaço, o maior acervo de tecnologias para a convivência sustentável dos pequenos agricultores com as áreas secas do Nordeste. A demonstração de inovações, como as de variedades de milho (Asa Branca e Sertanejo) com potencial de produção de até sete vezes maiores que as cultivares tradicionais, revelam para a sociedade e os agricultores familiares a possibilidade de convivência com o sertão nordestino de maneira produtiva e digna, destaca o Chefe Geral da Embrapa Semi-Árido (Petrolina-PE), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Carlos Gama da Silva.

Aberta dia de 11 de julho de 2006, a feira já começou a receber as caravanas de produtores e visitantes que, até o fim do evento no dia 15 de julho, deverão somar entre 45 e 60 mil pessoas. Para os dirigentes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), esta primeira versão da Agrishow Semi-Árido está marcada pela idéia de semente que irá render muitos e bons frutos. Newton Silva Araújo, da ABIMAQ, prevê dobrar o tamanho do evento no próximo ano.

Dinâmico

O diretor executivo da Embrapa, José Geraldo Eugênio de França, destaca que a Agrishow reúne um somatório de tecnologias da iniciativa privada e das empresas de pesquisas voltadas para atender as demandas de um universo de mais de 2.500 mil pequenos agricultores do Nordeste que buscam mudar seus sistemas de produção e a qualidade de vida das suas famílias. Para ele, a feira que acontece na cidade de Petrolina é um início de modificações positivas nas atividades agrícolas dos sertões nordestino.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Manoel dos Santos, será importante que a Agrishow destaque a agricultura familiar como um segmento dinâmico da agricultura brasileira que ocupa cerca de 80% das pessoas que trabalham no setor, produz quase 80% do feijão consumido no país e tem participação expressiva até mesmo na produção de comodities como a soja: em torno de 30%. É uma grande produção colhida em pequenas propriedades, ressalta o líder dos trabalhadores.

No próximo dia 13, a Agrishow deverá receber a visita do presidente da Embrapa, Silvio Crestana. E na sexta, dia 14, será a vez do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luiz Carlos Guedes Pinto, visitar a feira.

Anote na agenda

Agrishow Semi-Árido
De 11 a 15 de julho de 2006
Na Embrapa Transferência de Tecnologia
Petrolina – PE
Internet: www.agrishow.com.br/sa/index.asp

Viste o estande do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Fonte

Embrapa Instrumentação Agropecuária
Joana Silva – Jornalista
E-mail: jo@cnpdia.embrapa.br
Internet: www.cnpdia.embrapa.br

Embrapa Caprinos
Verônica Freire – Jornalista
E-mail: vfreire@cnpc.embrapa.br
Internet: www.cnpc.embrapa.br

Embrapa Semi-Árido
Marcelino Ribeiro – Jornalista
E-mail: marcelrn@cpatsa.embrapa.br
Internet: www.cpatsa.embrapa.br

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