Motivo de preocupação para o governo chinês, a crescente importação de alimentos e outros produtos do setor de agronegócios por parte do país asiático é um dos principais combustíveis para o ânimo de exportadores do mundo todo, inclusive do Brasil.
Conforme o Ministério da Agricultura, no período de 12 meses entre agosto de 2003 e julho último – que aponta a tendência para 2004 -, as exportações brasileiras dos agronegócios para a China alcançaram US$ 2,912 bilhões, 28,8% mais que em todo o ano passado e 418,1% acima do total embarcado em 2000 (US$ 561,8 milhões).
O saldo da balança do campo é amplamente favorável ao Brasil, e também vem aumentando ano após ano. Entre agosto de 2003 e julho passado, o superávit alcançou US$ 2,829 bilhões, ante US$ 2,188 bilhões no ano passado e US$ 496,7 milhões em 2000. E, como a participação chinesa na exportação brasileira do agronegócio ainda é relativamente pequena – 7,9% -, especialistas do setor cansam de afirmar que ainda há grande potencial de crescimento.
Líderes na pauta brasileira de exportações em geral, e também no caso do comércio bilateral do agronegócio com a China, os produtos que formam o chamado complexo soja (grão, farelo e óleo) registram forte aumento no intercâmbio, tanto que grupos chineses do segmento já avaliam a possibilidade de investir diretamente no Brasil ou de, no mínimo, reduzir a participação das tradings especializadas na intermediação dos negócios. De agosto de 2003 a julho último, os embarques brasileiros do complexo renderam US$ 2,117 bilhões, montante 33,9% superior ao do acumulado de 2003 e 470,6% maior que o de 2002.
Tamanho crescimento preocupa até mesmo os exportadores que operam no país, pela dependência daquele mercado, mas eles mesmos admitem que não têm outra opção tão promissora. Segundo analistas, os subsídios que o governo chinês começou a oferecer à produção doméstica de grãos – mais de US$ 1 bilhão neste ano – pode, no futuro, travar o ritmo de crescimento. Açúcar e álcool, cachaça, carnes e café também estão entre as principais fontes brasileiras de divisas nas relações com a China. No caso das carnes, as arrastadas negociações em torno de um acordo sanitário ainda estimulam contrabando do produto brasileiro a partir de Hong Kong.
Fernando Lopes De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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Nos últimos dois meses, as estatísticas divulgadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reforçam o acelerado crescimento nos indicadores do comércio exterior de carne bovina. A receita com as exportações de carne bovina deve ultrapassar os US$ 2 bilhões previstos para 2004. Os valores acumulados nos últimos 12 meses até junho de 2004 indicam um crescimento de 69% no valor exportado, em comparação com os 12 meses imediatamente anteriores. No primeiro semestre deste ano, as exportações de carne bovina chegaram a US$ 1,088 bilhão, resultado 30,7% superior aos US$ 643,7 milhões registrados em igual período de 2003.
Parte deste desempenho é reflexo da implantação, há 2 anos, do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov). Neste período, quase 90 mil propriedades foram cadastradas no sistema e mais de 40 milhões de cabeças de gado bovino são mantidas no Banco Nacional de Dados do Sisbov (BND), de um total estimado de 189,3 milhões de cabeças. O sistema atende 60% do mercado em volume e, nos últimos dois anos, recuperou 60% do valor em vendas. O resultado é compartilhado por parte dos produtores, da indústria e do governo.
Este avanço permitiu ao Brasil rastrear o equivalente a quase 4 vezes todo o rebanho do vizinho Uruguai (11,5 milhões de cabeças), num período relativamente curto. A iniciativa brasileira levou Argentina, Uruguai e México a adotar medidas semelhantes. A crise na pecuária bovina após o aparecimento de BSE (vaca louca) e a entrada do Brasil em mercados servidos pelos EUA, levou o governo norte-americano a investir US$ 11,64 milhões na implantação de um sistema nacional de identificação animal (National Animal Identification System – NAIS) que será monitorado inicialmente em 29 estados do país e depois se tornara obrigatório para todos os bovinos dos EUA. Dado significativo: além de genuíno, o sistema brasileiro é o melhor disponível no mundo.
A adesão ao Sisbov é facultativa e permite o cadastramento nacional das propriedades participantes, com identificação individual dos animais, garantindo informações sobre sua sanidade (vacinas e medicamentos). O Sisbov permite ao governo e ao consumidor interno e externo conhecer o histórico do animal, oferecendo mínimas condições de segurança alimentar.
Em janeiro de 2003, 27 empresas de rastreabilidade e certificação uniram-se em torno da Acerta – ­ Associação das Empresas de Rastreabilidade e Certificação Agropecuária para promover a melhoria dos serviços. Neste período foram investidos cerca de R$ 23 milhões em equipamentos e treinamento de pessoal. A Acerta estima que o segmento incorporou um verdadeiro batalhão de técnicos, onde mais de 3.400 profissionais estão envolvidos no processo de extensão rural.
Até julho de 2004, os estados de Mato Grosso do Sul (8.658.487 animais), Mato Grosso (5.099.343) e Goiás (4.574.097) lideravam o ranking de animais inseridos no Banco Nacional de Dados (BND) do Sisbov.

Fonte: Notícias do Campo

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A iniciativa do Ministério de Ciência e Tecnologia, de disponibilizar gratuitamente pela internet o catálogo de imagens dos satélites CBERS (sigla em inglês para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), provocou uma demanda que “superou a mais otimista das expectativas”.
A informação foi dada pelo pesquisador da Divisão de Sensoriamento Remoto do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), José Carlos Neves Epiphanio, durante o Fórum Nacional de Política Espacial, realizado no 10º Show Internacional de Geotecnologias.
Aberto ao público em 20 de abril, sem grande divulgação, o site (www.obt.inpe.br/catalogo) já conta com 3,8 mil usuários cadastrados. Neste período, mais de 20 mil cenas feitas pelo satélite CBERS 1 foram distribuídas, atendendo a aproximadamente 6 mil solicitantes – o que representa uma média de 250 cenas por dia útil. Antes da liberação, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) comercializava entre 1 mil e 1,5 mil imagens do satélite americano Landsat a cada ano.
Com o novo satélite, CBERS 2, lançado no ano passado, o Inpe acredita que a busca pelas fotos vai aumentar. “Nossa base de dados deverá aumentar brutalmente, com benefícios inequívocos para todo o segmento de sensoriamento remoto e tecnologias associadas. Além disso, muitos empregos, serviços e oportunidade serão criados”, Epiphanio. Para ele, a iniciativa “torna irreversível a continuidade do Programa Espacial e urgente seu fortalecimento”.
O diretor de política espacial e investimentos estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB), Himilcon de Castro Carvalho, explica que a idéia é ir além do público que já utiliza esse recurso e democratizar ao máximo a utilização do sensoriamento remoto no Brasil. “Com essa iniciativa, as imagens passarão a ser tratadas como bem público do país e a sociedade poderá usufruir desse programa considerado caríssimo”, diz. “É preciso aproximar a sociedade do programa espacial e facilitar o acesso aos dados, porque este é um programa nacional feito com investimento público e, portanto, deve trazer retornos aos cidadãos”, completa.
Atualmente, entre os principais usuários do sistema de busca estão universidades, secretarias, órgãos públicos, organizações não-governamentais, prefeituras, empresas de consultoria, jornais, setor hoteleiro, empresas de geologia, agricultura, engenharia, propaganda e marketing, cidadãos e estudantes.

Fonte: CruzeiroNet

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O Secretário de Agricultura e Abastecimento, Duarte Nogueira, assinou resolução que cria o selo Suíno Paulista, dentro do Programa de Qualidade Produto de São Paulo, em evento nesta quinta-feira (19/08) no Salão Nobre da Secretaria. Depois da cerimônia, o secretário e a presidente do Fundo visitaram estandes e carimbaram a ficha modelo de animal criado em granja que obedece às normas técnicas estabelecidas pelo selo.
A criação destas normas é resultado de um trabalho em parceria de técnicos da Secretaria, membros da Câmara Setorial da Carne Suína e da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). As normas estabelecem regras no pré-abate, da criação ao frigorífico. Os principais tópicos exigidos são: identificação do padrão genético da linhagem produzida, com peso, idade e manejo compatível com a nutrição utilizada e serviço de registro genealógico emitido pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos.
Também terão que ser feitas análise biológica semestral da qualidade da água destinada ao consumo dos suínos, notas de compras de rações, proibição do uso de aves e ou seus resíduos na alimentação dos suínos, proibição de substâncias naturais ou artificiais com anabolizantes.
As regras do selo também estabelece o peso mínimo ao nascimento de 1,4 kg, um peso médio no abate de 85 a 120 kg, com idade variando de 147 dias a 181 dias. Dentro das propriedades recomenda-se distância mínima de 3km de outra propriedade, vestiário com banheiros e chuveiro, além de roupas para visitação tanto para empregados da granja como visitantes.
“Pelas regras, percebe-se que o selo será a garantia da completa rastreabilidade da carne suína. Com isto, o criador agrega valor à sua produção”, explica o secretário Duarte Nogueira. Este é o terceiro selo lançado pela Secretaria. O primeiro foi o do café torrado e moído em 2002 e no ano passado, o do carvão vegetal. O Programa de Qualidade Produto de São Paulo foi lançado em 1999 e trabalha junto às 26 Câmaras Setoriais da Cadeia Produtiva Paulista para a normatização de outras cadeias. O próximo selo será o do algodão.
“É preciso destacar que a criação dos selos atende à demanda das próprias cadeias produtivas no âmbito das Câmaras Setoriais, o selo é a vitrine da capacidade de produção de qualidade dos nossos produtores”, afirma o secretário. Ele acrescenta que a suinocultura paulista tende a se estabilizar, principalmente com o aumento gradual na produção de milho, insumo imprescindível dentro da cadeia. “Só o milho safrinha deve alcançar 1,2 milhão de toneladas em 2004”, explica o secretário. No ano passado, só a cadeia suína absorveu 730 mil toneladas do total de 4,631 milhões de toneladas produzidas no estado.
São Paulo é o quinto estado produtor de carne suína, com 115 mil matrizes alojadas e o abate de 1,9 milhão de cabeças em 2003, gerando 38 mil empregos. “Perdemos em produção para os estados do sul e Minas Gerais, mas temos uma infra-estrutura de frigoríficos que nos permite produzir com qualidade”, afirma Nogueira.

Fonte: CruzeiroNet Agropecuária

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