Consultores dos Estados Unidos reuniram-se, de 17 a 19 de agosto, no Petrolina Palace Hotel (Petrolina – PE) para fazer uma revisão do Curso para Multiplicadores “Melhoria da Qualidade e Segurança de Frutas e Verduras Frescas”, realizado em junho de 2001.
O treinamento promovido pela unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e as organizações norte-americanas FDA (Food na Drug Administration), JIFSAN (Joint Institute for Food Safety and Applied Nutrition) e USDA, que teve alunos do Brasil, Argentina e Uruguai.
A Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) e as Boas Práticas Agrícolas (BPA) e Boas Práticas de Fabricação (BPF) são exigências do mercado internacional para importação de frutas e outros alimentos, explica o pesquisador Joston Simão de Assis, da Embrapa Semi-Árido (Petrolina – PE), um dos organizadores da reunião. Segundo Joston Assis, esta revisão está acontecendo três anos após a realização do curso para multiplicadores “Melhoria da Qualidade e Segurança de Frutas e Verduras Frescas”. Deste curso participaram 50 pesquisadores, sendo 47 do Brasil, 2 da Argentina e um do Uruguai.
Na ocasião, cogitava-se que poderia haver contaminação biológica em frutos exportados do Brasil, chamando a atenção de autoridades governamentais brasileiras, resultando na implementação do curso e de outros programas que estão em andamento para garantir a segurança e inocuidade de frutos e hortaliças.
Avaliação
Na reunião os pesquisadores e a equipe de avaliação norte americana avaliam a efetividade de implementação das recomendações sugeridas no curso de 2001 para os segmentos exportadores de frutas e hortaliças nos países latinos. Para Joston Assis, um sistema como o APPCC preconiza o emprego de boas práticas agrícolas e na fabricação e ou manipulação de alimentos.
O cumprimento destas normas garante a sustentabilidade da produção no campo, a inocuidade de alimentos, sua rastreabilidade, a higiene, a segurança e o bem estar do trabalhador. Sua adoção na cadeia agroalimentar é fundamental para a competitividade de quem pretende exportar sua produção, assegura ele.
A reunião foi aberta com a realização de duas palestras: uma por um representante do SENAI, que apresentou o Programa de Alimentos Seguros (PAS-Campo) coordenado pela instituição em conjunto com a Embrapa; e outra por um representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre o Programa de Produção Integrada de Frutas do Brasil.
Joston está animado com os resultados obtidos na implantação das Boas Práticas Agrícolas e APPCC nas fazendas exportadoras do Vale do São Francisco. Desde a realização do curso em 2001, ele e o também pesquisador Menhaz Chouddhuri, da Embrapa Semi-Árido, já formaram muitos multiplicadores por meio de vários treinamentos. Recentemente, Joston coordenou uma equipe que preparou a redação das Boas Práticas Agrícolas para cultura da manga por solicitação do Órgão das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – FAO, e está participando da equipe de preparação de um programa para o curso de formação de multiplicadores sobre APPCC – Campo do Programa de Alimentos Seguros, coordenado pela Embrapa/Senai/Sebrae/Senar.
Contatos:
Embrapa Semi-Árido
Joston Simão Assis – Pesquisador – joston@cpatsa.embrapa.br
Francisco Evangelista – Comunicação Empresarial – assis@cpatsa.embrapa.br

Fonte: Embrapa Semi-Árido

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) vão encaminhar ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, proposta para a criação de um programa de integração entre lavouras e rebanhos pecuários na região dos Cerrados. A exploração conjunta de ambas atividades é encarada como uma das melhores formas de aumentar a competitividade econômica rural com importante redução de impactos negativos ao meio ambiente.
O trabalho foi apresentado à Diretoria-Executiva da Embrapa durante reunião na unidade Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás (GO). A proposta busca a recuperação de 2 milhões de hectares de pastagens degradadas para aumentar a produção de carne e de leite, além de garantir a geração de empregos no agronegócio. A proposta do programa prevê a troca de informações entre os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Ciência e Tecnologia para coordenar alianças entre empresas estaduais de pesquisa agropecuária, universidades, secretarias estaduais de Agricultura, prefeituras, associações de produtores e setor privado.
O documento deve ser entregue a Roberto Rodrigues por um de seus idealizadores, o produtor rural Alysson Paulinelli, ex-ministro da Agricultura entre 1974 e 1979. Participaram da elaboração da proposta diversos representantes do MCT, além de pesquisadores de sete unidades da Embrapa – Milho e Sorgo; Soja; Gado de Corte; Arroz e Feijão; Gado de Leite; Transferência de Tecnologia; e Cerrados.
Publicação
A Embrapa e a Petrobras lançaram nesta semana, em Cuiabá (MT), o livro “Integração Lavoura-Pecuária” sobre alguns aspectos importantes do processo, como suprimento de forrageiras de qualidade na entressafra e o uso da braquiária para cobertura do solo no sistema de plantio direto, além dos benefícios do uso da uréia na agropecuária. O livro também será lançado nos dias 10 de setembro, em Santa Helena de Goiás (GO); 14 de setembro, em São Paulo (SP); e 6 de outubro, em Goiânia (GO). Em Brasília (DF), Sete Lagoas (MG), Recife (PE), Palmas (TO) ainda falta a definição das datas de lançamento.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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As vendas de produtos orgânicos no mercado interno devem crescer nos próximos meses. A expectativa é do secretário-executivo da Câmara Setorial da Agricultura Orgânica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Rogério Dias. Ele coordenou a reunião da câmara que discutiu o decreto de regulamentação da Lei da Agricultura Orgânica, publicada em dezembro de 2003. A regulamentação, rotulagem e fiscalização de orgânicos contribuirá para a expansão da comercialização desses produtos no país, afirmou Dias.
Durante a reunião, realizada ontem (19/08) no edifício-sede do MAPA, foram criados grupos de trabalho para participar do processo de regulamentação da lei. Além do processo de regulamentação, o MAPA criou o programa de desenvolvimento da agricultura orgânica, que cuida da capacitação, fomento, pesquisa e desenvolvimento, promoção comercial e ações para alavancar o consumo interno de produtos orgânicos.
De acordo com Dias, o sistema de certificação oficial, com marca e selo exclusivo, vai assegurar ao consumidor que o produto é fiscalizado. As certificadoras, responsáveis por esse trabalho, serão auditadas pelo governo. “A grande procura por orgânicos se baseia num aspecto – o da qualidade. O consumidor compra um produto diferenciado, sem resíduos e mais recomendável à saúde”, destaca Dias. A agricultura orgânica, acrescenta, é tradicionalmente praticada pelo produtor familiar. “A regulamentação, que deve agregar valor ao produto, é importante para os pequenos produtores. A estruturação do setor será boa para todo o segmento.”
O Brasil tem hoje 7,1 mil produtores certificados ou em processo de certificação, conforme dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A área ocupada pela agricultura orgânica é de aproximadamente 170 mil hectares e a taxa de crescimento do setor chega a 20% ao ano.
Fonte: MAPA

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O agronegócio dos caprinos e ovinos, a criação de grupos temáticos, o controle sanitário e o repasse de tecnologias da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ao setor produtivo foram os principais assuntos discutidos hoje (19/08), em Brasília, durante a primeira reunião da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
A câmara, presidida por Ricardo Schmidt Falcão, decidiu criar grupos temáticos específicos para discutir a aftosa, o controle sanitário integrado, a rastreabilidade, a qualidade da produção de carne, leite e lã das duas cadeias, o mercado mundial e o repasse de tecnologias aos pecuaristas. Segundo os membros da câmara, o sucesso da aplicação de pesquisas no setor depende de resultados práticos.
Além do Nordeste, o país tem pólos de criação de ovinos em São Paulo, Minas, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. A caprinocultura e a ovinocultura são atividades consideradas bastante promissoras no país. De 1999 a 2002, por exemplo, a produção de carnes de ovinos e caprinos cresceu de 17 mil para 21 mil toneladas por ano. O Brasil é o oitavo produtor mundial, somando 25 milhões de cabeças. As duas cadeias produtivas respondem pela geração de 56 mil postos de trabalho. O rebanho baiano de caprinos é o maior do país, com 4,5 milhões de cabeças.
A Câmara de Ovinos e Caprinos foi instalada em maio deste ano pelo secretário-executivo do MAPA, José Amauri Dimarzio, com o objetivo de fortalecer as duas cadeias por meio de programas estruturantes das atividades. O objetivo da câmara agora é vencer as barreiras sanitárias e comerciais para aumentar a produção e a qualidade de seus rebanhos, além de diminuir as importações e abrir mercados às exportações.
Fonte: MAPA

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