Os trabalhos e a evolução da agricultura brasileira começaram a ser mostrados nesta quarta-feira (20), na SNA – Sociedade Nacional de Agricultura, a uma delegação chinesa integrada por autoridades das províncias de Hangzhou, Tonglu e Fuyang.
O diretor-executivo da Câmara Brasil-China, Richard Liu, que acompanha a missão, disse que os chineses estão interessados também “em sondar as possibilidades de realizar intercâmbio com o Brasil, principalmente nas áreas de tecnologia agrícola e de comércio, ampliando a corrente de comércio bilateral”.
As chances de intercâmbio, em especial no campo tecnológico, são “grandes”, na opinião de Liu, porque “a China possui bastante conhecimento em técnicas de irrigação, por exemplo, de produtos como o arroz”. Em contrapartida, o Brasil pode oferecer tecnologia já desenvolvida pela Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária de combate a pragas de plantios como o algodão e a cana. Nesses produtos, acrescentou, o Brasil apresenta muitas vantagens e preços competitivos.
Richard Liu enfatizou que as importações brasileiras de produtos da agricultura chinesa são praticamente nulas, concentradas em poucos itens e com destaque para o alho. “Mas do Brasil para a China a situação se inverte, por causa da soja e de alguns derivados da cana-de-açúcar, como o álcool”, explicou.
A visita à SNA poderá render também acordos no setor da agricultura orgânica. O diretor-executivo lembrou que “há uma grande demanda por produtos verdes na China e o governo vem incentivando esse tipo de agricultura, devido ao aumento do nível de vida da população”.
A delegação chinesa ficará sete dias no Brasil e irá ainda a São Paulo, com visita agendada a um frigorífico. Antes de retornar à China, a comitiva seguirá para o Chile.
Alana Gandra
Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

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O Gestar – Programa de Gestão Ambiental Rural do Ministério do Meio Ambiente será apresentado nesta sexta-feira (22), na sede do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, em Brasília (DF), para o público interno e outros ministérios que atuam em áreas próximas ao programa. A iniciativa faz parte da dinâmica de trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, que visa articular os diversos programas e ações desenvolvidos pelo ministério para integração e ampliação de parcerias.
Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, em parceria com a FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, o Gestar tem como objetivo criar alternativas de desenvolvimento para melhorar a qualidade de vida nas comunidades rurais.
O Gestar começou a ser desenvolvido como um programa piloto em 2003 no oeste de Santa Catarina, na bacia do Ariranha, região com grande concentração per capita de porcos do país. Além da construção de biodigestores, para dar destino aos dejetos produzidos pelos suínos, e evitar a poluição das nascentes, os produtores da região são incentivados a também criar gado de leite para diversificar a produção.
Além do território de Ariranha, outros locais desenvolvem ações do projeto: Araguaia (MT), Triângulo Mineiro (MG), Portal da Amazônia/MT (BR-163), Mampituba (RS-SC). Outras ações do projeto estão sendo implementadas em regiões importantes, como o Gestar/BR-163 (Pará) e o Gestar Baixo Amazonas, também nas área de influência da BR-163.
Assessoria de Comunicação
Ministério do Meio Ambiente

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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O pesquisador Manoel Teixeira Souza Júnior, coordenador do projeto de seqüenciamento genético da banana, afirmou hoje que só foi possível concluir o projeto com a liberação de R$ 550 mil do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Os recursos foram utilizados na primeira etapa do projeto, que foi anunciada nesta quarta-feira (20-07) em Brasília. Para uma segunda etapa, o CNPq já autorizou a liberação de mais R$ 250 mil. O dinheiro será usado no custeio, compra e manutenção de equipamentos e para pagamento de bolsas dos pesquisadores.
Ele lembrou que o banco de dados originário da pesquisa é o segundo do mundo sobre o assunto e perde apenas para o elaborado pela Syngenta, que garante ter 80 mil seqüências de DNA da banana. O banco de dados da Embrapa conta com 40 mil seqüencias.
O presidente da Embrapa, Silvio Crestana, lembrou que a estatal anunciou no ano passado a primeira fase do Genoma Café e que há proj etos para seqüenciar o DNA de bovinos, eucalipto e do trigo milho, sorgo e arroz. Crestana contou também que está sendo avaliada a possibilidade de um projeto conjunto com a China para decifrar o genoma da soja.
O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, contou durante o seu discurso que a cultura da banana é a quarta mais importante do mundo e perde somente para o arroz, trigo e milho. “A banana é mais importante que a soja e batata inglesa”, disse o ministro.
Ele lembrou que todo mundo come banana, e que o seqüenciamento genético elaborado pela Embrapa será importante em três aspectos. O primeiro é a definição, por meio da biotecnologia ou melhoramento e genético, da qualidade da banana no que diz respeito ao aspecto e a cor. O segundo ponto é o controle de doenças, criando variedades resistentes, como por exemplo a Sigatoka Negra, doença que chegou ao País em 1998 e no ano passado se alastrou por diversas regiões produtoras. O terceiro é ter variedades resiste ntes à seca. O ministro lembrou que o Brasil é o segundo maior produtor de banana do mundo e que 99% do que produz é consumido internamente.

Fonte: Agência Estado

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A Monsanto, dona da patente da soja transgênica roundup ready, está começando a enfrentar resistência entre seus aliados. Até o momento, os principais críticos da multinacional eram o Greenpeace e o governo do Paraná, adversários da soja geneticamente modificada. O gatilho das críticas contra a Monsanto reside no alto custo do quilo da semente de soja transgênica, vendida a 88 centavos, a título de royalties, com base na lei de biossegurança.
O líder do PDT no Senado, senador Osmar Dias, que foi o relator da lei e partidário da transgenia, chegou a sugerir, recentemente, o boicote à soja transgênica, caso a empresa norte-americana continue cobrando os atuais preços aos produtores. Em outras palavras, prevaleceria à tese do governador Roberto Requião de os produtores brasileiros, por estratégia de mercado e questões de segurança sanitária, devem plantar sementes convencionais.
Os preços das sementes de soja transgênica podem ser cem por cento m ais caros que os preços da semente da soja convencional. O parlamentar paranaense acredita que a lei é coerente quando oferece ao produtor o direito de escolher, mas não pode ser usada para explorar os produtores brasileiros. O senador quer a interferência do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, para chamar a Monsanto à realidade.
Monsanto
Parece que as críticas levaram a Monsanto a condescender. O site da Revista Amanhã, do Rio Grande do Sul, o primeiro Estado a aderir a transgenia em suas culturas de soja, informa que a empresa está alterando sua estratégia de comercialização: a multinacional acaba de fechar um acordo com a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) oferecendo um desconto promocional, segundo o site, “na tentativa de desencalhar o estoque”.
Pelo acordo, as revendedoras poderão reduzir os custos dos royalties que ficarão em R$ 0,74 por quilo da semente ao agricultor. O total despendido pelo produtor hoje, em média, entre ro yalties e produto seria de dois reais.
O caso do “T”
Já os integrantes da cadeia produtiva de milho e sorgo, aves e suínos querem modificar a lei de rotulagem de transgênicos: o símbolo “T”, de transgênico, segundo a interpretação da entidade, prejudicaria as vendas de produtos usados na alimentação de animais que consomem milho ou soja geneticamente modificada. O secretário-executivo, Cláudio Bellaver, declarou a Agrolink que “colocar o símbolo na carne é um demérito para o produto”. Uma proposta de alteração já foi encaminhada pela secretaria executiva da comissão para o Ministério da Agricultura.

Fonte: Gazeta do Paraná

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