Autoria:

Jeanne Christine Claessen de Miranda
Pesquisadora da Embrapa Cerrados (Planaltina-DF)
Especialista em Microbiologia do Solo
E-mail: jeanne@cpac.embrapa.br

Contato:

Liliane Castelões

EMail:

liliane@cpac.embrapa.br

DDD e Telefone(s):

(61) 3388-9953

Palavras-Chave:

micorriza, inoculação, fungos micorrízicos

Resumo:

Os processos biológicos têm grande importância para os sistemas de produção, pois seu manejo adequado conduz à boa produtividade das culturas e retornos econômicos, bem como à preservação dos recursos naturais e da qualidade ambiental. Dentre os vários que participam ativamente na dinâmica dos solos, encontra-se a micorriza. A micorriza consiste numa associação natural entre fungos benéficos e específicos do solo, os fungos micorrízicos, e as raízes das plantas. Existem vários tipos de micorriza, mas a arbuscular é uma das mais relevantes devido à sua maior abrangência, geográfica e vegetal, ocorrendo na maioria dos solos e plantas, sobretudo nas culturas economicamente importantes, sejam elas anuais ou perenes, nativas ou cultivadas, de regiões temperadas e tropicais.

Abstract:

Corpo:

A atividade biológica é um indicativo da sustentabilidade e do potencial produtivo do solo. Os processos biológicos que nele ocorrem têm grande importância para os sistemas de produção, pois seu manejo adequado conduz à boa produtividade das culturas e retornos econômicos, bem como à preservação dos recursos naturais e da qualidade ambiental. Dentre os vários que participam ativamente na dinâmica dos solos, encontra-se a micorriza. Trata-se de um mecanismo biológico benéfico para as plantas, principalmente em situações de estresse edafoclimático comumente encontradas nos trópicos.

O que é a micorriza

A micorriza consiste numa associação natural entre fungos benéficos e específicos do solo, os fungos micorrízicos, e as raízes das plantas. Essa associação é simbiótica, isto é, beneficia a ambos organismos envolvidos. Os fungos ocorrem naturalmente nos solos e, através da associação, seus filamentos passam a funcionar como um sistema radicular adicional. Desse modo, um maior volume do solo é utilizado para a absorção de nutrientes. A associação proporciona um aumento nessa absorção pelas plantas, principalmente do fósforo. Contudo, é importante esclarecer que a micorriza não substitui a adubação fosfatada, mas aumenta a eficiência de utilização pelas plantas do fósforo natural ou do adicionado ao solo através da adubação. Consequentemente, melhora o aproveitamento do fertilizante fosfatado aplicado, especialmente nos solos de baixa fertilidade. Além disso, a micorriza pode atuar, também, como agente de controle biológico de microrganismos do solo que causam doenças nas raízes das plantas, bem como, promover o aumento da agregação das partículas do solo.

Existem vários tipos de micorriza, mas a arbuscular é uma das mais relevantes devido à sua maior abrangência, geográfica e vegetal, ocorrendo na maioria dos solos e plantas, sobretudo nas culturas economicamente importantes, sejam elas anuais ou perenes, nativas ou cultivadas, de regiões temperadas e tropicais.

Aplicação de inoculante

A prática de inoculação é mais recomendada na produção de mudas em viveiros, onde ela é necessária, pois para a produção de mudas, utiliza-se, com freqüência, subsolo ou solo esterilizado para eliminar os patógenos sendo que, paralelamente, também são eliminados os fungos micorrízicos arbusculares nativos. Outros substratos utilizados em viveiros, como a vermiculita e materiais orgânicos, são igualmente desprovidos desses fungos. A maioria das espécies arbustivas e arbóreas tropicais, frutíferas e florestais, com micorriza, desenvolvem-se melhor e mais rapidamente, podendo ser disponibilizadas mais cedo para o produtor. Além disso, elas são mais tolerantes ao estresse do transplantio, apresentando maior índice de sobrevivência no campo. Finalmente, essa prática permite, também, reduzir a quantidade ou aumentar a eficiência de uso dos corretivos e fertilizantes adicionados nos substratos.

Um grande número de espécies arbóreas se beneficiam da inoculação. Entre elas pode-se citar: café, citros, manga, acerola, abacate, mamão, maracujá, pequi, baru, jacarandá da bahia, sucupira, eucalipto, palmeiras como: buriti, gueroba, e forrageiras como: leucena, além das espécies arbóreas destinadas à recuperação de matas de galeria e de áreas degradadas.

Influência das práticas agrícolas

A inoculação dos fungos micorrízicos arbusculares em grandes áreas de cultivo ainda é restringida pela baixa disponibilidade de inoculantes comerciais. Entretanto, como esses fungos são componentes naturais do solo, recomendações de manejo da micorriza arbuscular permitem o aumento de sua comunidade no solo.

As diferentes práticas agrícolas, normalmente utilizadas nos sistemas de produção, interferem diretamente no crescimento e multiplicação dos fungos micorrízicos arbusculares no solo e na sua simbiose com a planta. Práticas como: preparo do solo (plantio convencional ou direto), calagem, adubação, rotação de culturas anuais, forrageiras ou culturas para adubação verde e rotação de sistemas de cultivo, como a integração lavoura-pastagem, aumentam a comunidade dos fungos micorrízicos no solo e a ocorrência da micorriza e otimizam os efeitos da simbiose, beneficiando a produção agrícola. Por outro lado, quando o manejo do solo e das culturas é inadequado, pode ocorrer uma redução nessa comunidade e uma conseqüente redução da resposta das plantas aos insumos utilizados.

Dentre as várias práticas agrícolas, tem sido observado que a rotação de culturas pode favorecer de forma significativa a micorriza. Então, para cada sistema de produção é importante e necessário programar as culturas e cultivares adequadas e o tipo de rotação a ser utilizado. Algumas culturas anuais (soja, feijão, milho) e para adubação verde (mucuna, crotalaria, feijão de porco, guandu, girassol, milheto, mamona) assim como algumas forrageiras (estilosantes, andropogon) apresentam elevado grau de dependência micorrízica. Quando utilizadas em um sistema de rotação, essas plantas aumentam a comunidade dos fungos micorrízicos arbusculares nativos no solo e se beneficiam da micorriza, assim como beneficiam os cultivos subseqüentes.

Por outro lado, culturas como do arroz e o adubo verde, nabo forrageiro, por exemplo, apresentam baixa ou nenhuma dependência micorrízica, respectivamente, e a introdução dessas culturas em um sistema de rotação reduz a comunidade desses fungos no solo e os benefícios da micorriza nos cultivos subseqüentes. Portanto, é necessário evitar o uso contínuo de culturas pouco ou não dependentes da micorriza no sistema de produção e intercalar, na rotação, culturas dependentes que beneficiam a multiplicação dos fungos.

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Objetivo é buscar novos empreendedores no meio acadêmico

Começa hoje na Universidade de Brasília ? UnB um evento promovido em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ? Embrapa, com o objetivo de incentivar o empreendorismo no meio acadêmico. O evento, que se estende até o dia 30 de junho e está sendo organizado pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da UnB (CDT/UnB), vai contar com exposição e palestras sobre nove tecnologias desenvolvidas por três unidades de pesquisa da Embrapa no Distrito Federal (Cerrados; Hortaliças; e Recursos Genéticos e Biotecnologia) que estão disponíveis para incubação de empresas.

A intenção das duas instituições é buscar novos empreendedores no setor acadêmico, como explica o Chefe Geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral. ?O programa de incubação de empresas da Embrapa está buscando novas empresas para transferir suas tecnologias e esse é o primeiro evento em parceria com a UnB nesse sentido?, ressalta Cabral, lembrando que a Universidade é um ambiente repleto de potenciais empreendedores, que podem ser alunos ou professores.

Como as tecnologias da Embrapa estão voltadas ao conhecimento científico-tecnológico e ao agronegócio, Cabral acredita que o evento deve despertar mais o interesse dos cursos de biologia, engenharia agronômica, engenharia florestal, química, e nutrição, além de administração, economia e marketing, mas ressalta que todos os interessados, mesmo de outros cursos, serão bem-vindos ao evento.

Segundo o Chefe Geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, a conjugação de esforços entre a Embrapa e a UnB proporciona mais segurança aos novos empreendedores já que, por um lado, poderão contar com a assistência técnica da Embrapa e, por outro, com a larga experiência do CDT/UnB em questões relacionadas à gestão empresarial.

Segundo o Diretor do CDT, Luís Afonso Bermudez, a UnB tem mais de 20 anos de experiência com incubadoras e a parceria com a Embrapa é fundamental para unir tecnologia e mercado. ?A cooperação entre as duas instituições sempre foi e se mantém muito forte. E o evento vai mostrar ao público que duas instituições de prestígio estão trabalhando juntas para levar tecnologia ao setor produtivo?, ressalta Bermudez.

Depois do evento, as propostas apresentadas pelos empreendedores serão avaliadas pelo CDT e as selecionadas passarão por um processo de adequação ao mercado. ?Nós auxiliaremos os futuros incubados na montagem de seus empreendimentos, incluindo elaboração do plano de negócios e avaliações sobre os seus produtos, recursos disponíveis e segmentos de mercado aos quais se destinam?, afirma o diretor, lembrando que esses procedimentos aliados à competência técnica da Embrapa oferecem a segurança necessária aos novos investidores e a garantia de que as suas tecnologias chegarão bem ao mercado.

Tecnologias da Embrapa e programação do evento

A Embrapa conta hoje com nove tecnologias desenvolvidas por suas unidades de pesquisa no DF disponíveis para incubação. São elas: produção de cogumelos comestíveis e medicinais; biorreatores para produção de mudas; espécies nativas do cerrado; amaranto; utilização de feromônios para controle biológico de pragas; produção de mini-cenouras; substrato micorrizado; produção de sementes híbridas de hortaliças; e equipamentos para processamento de hortaliças.

Quem quiser conhecer melhor essas tecnologias, deve visitar a exposição da Embrapa hoje e amanhã no ICC Sul da Universidade de Brasília. Para complementar as informações, serão apresentadas palestras sobre as tecnologias no dia 30 de junho, das 9 às 17 horas, no auditório da Reitoria.

Fonte

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Fernanda Diniz – Jornalista
E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br
Internet: www.cenargen.embrapa.br

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O coordenador nacional de canais da Telium Networks, Marco Antonio Ribeiro, acompanhado do gerente de produtos Stivy Malty Soares e do Diretor Estratégico de Negócios Jonatas Abbott, percorreu mais de 10.000 Km em oito dias em busca de canais autorizados no sudeste e nordeste do Brasil.

Em Belo Horizonte, Recife e Salvador, Ribeiro – ex-HP, IBM e 3Com – comandou em média três reuniões por cidade com os principais integradores de telecomunicações de cada região, com destaque especial para o canal autorizado Telium de BH, a Acesso (www.acesso.com.br).

Já nas duas capitais nordestinas, empresas líderes em cada região foram visitadas e devem anunciar em breve a adesão ao programa de canais autorizados da empresa. Em Recife, especificamente, as negociações giraram em torno da abertura de uma filial pernambucana da empresa. Para breve também está prevista a abertura da Telium no estado de Alagoas.

e quot;O trabalho que estamos conduzindo no Brasil visa atingir uma meta de 300 canais autorizados até o fim de 2006. 120 empresas já aderiram ao programa, que já é responsável por 20% das vendas líquidas da companhia e quot; comemora Marco Antonio.

e quot;Especificamente no nordeste e em Minas Gerais demos um passo importante com esta viagem rumo à expanção da Telium nestas regiões. Espero para breve as assinaturas que levarão a Telium a inaugurar duas filiais no nordeste e mais de 20 novos canais autorizados na região e quot; complementa o coordenador nacional de canais.

Nivaldo Custódio, diretor executivo da Telium Networks, lembra ainda que a empresa possui um backbone nacional que passa justamente pela principais capitais do nordeste, onde de fato a companhia paulista atende hoje mais de 20 clientes, em especial de links dedicados, VPN e colocation.

Em outro importante centro de atuação da empresa, o Rio de Janeiro, a equipe da Telium participou do 11º Encontro de Webdesign, onde realizou demonstração especial do Money Box, primeiro produto de internet e telecom que vem e quot;in a box e quot; e pronto para usar com 40 senhas pré-ativadas de acesso discado, hospedagem de sites, VOIP e software de e-mail marketing. Na ocasião mais de 250 novas empresas se cadastrarm interessadas no programa de canais para venda de hospedagem de sites e servidores. Ainda em território carioca, interessados puderam fazer uma visita à sede regional da Telium, que conta com um internet data center próprio e uma torre de rádio que centraliza o backbone wireless na capital fluminense.

O resultado obtido pelos executivos da Telium ao final desta verdadeira maratona foi um total de mais de 600 empresas interessadas que acabaram formando o cadastro nas quatro capitais visitadas.

Sobre a Telium Networks

A Telium atua nos segmentos de Telecom e IDC (Internet Data Center) e oferece uma série de produtos, entre os quais servidoores dedicados, streaming de áudio e vídeo, Internet Banda Larga, VoIP e novas funcionalidades na hospedagem de sites. A empresa possui representações nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Santos, Porto Alegre e Salvador, além de contar com parceiros estratégicos que ampliam essa abrangência para outras localidades brasileiras e também da América Latina.

Saiba mais sobre a Telium em www.telium.com.br.

Fonte

Cia. da Informação
Daniel Damas – Jornalista
E-mail: daniel@ciadainformacao.com.br
Paula Cohn – Jornalista
E-mail: paula@ciadainformacao.com.br
Internet: www.ciadainformacao.com.br

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Easy Power multiplica seus pontos de energia com inteligência

Quem depende de computadores na rotina diária do trabalho ou da escola sabe como é demorado ligar e desligar, de cada vez, a CPU, o monitor, as caixas de som, impressora e outros equipamentos conectados a ele toda vez que vamos usá-lo. Freqüentemente em escritórios e residências é comum que máquinas fiquem ativas sem utilização havendo um desperdício de energia uma vez que, mesmo sem uso, estão consumindo.

Para facilitar o uso destes e outros equipamentos de maneira econômica e segura, José Luís Kemmel Addas, inventor associado à ANI (Associação Nacional dos Inventores) desenvolveu o Easy Power. Dispositivo com três conectores que, divididos em um conector principal, monitora o consumo de energia da fonte principal, que pode ser um computador, uma televisão, um reciver, etc, a partir de uma amostra de corrente obtida desta fonte. O funcionamento das conexões secundárias dependerá da corrente de energia recebida da conexão principal.

Quando a amostra de corrente se tornar praticamente inexistente, ou seja quando o equipamento principal entrar em hibernação ou desligamento, o Easy Power promoverá o corte de alimentação das conexões secundárias. Ao ser religado o equipamento principal , o Easy Power realimentará os conectores secundários.

A instalação do Easy Power consiste somente em conectá-lo à rede elétrica e os periféricos às suas respectivas tomadas. Com um simples acionamento de ligar ou desligar a CPU de um computador, todos os demais equipamentos associados a este sistema serão ligados ou desligados ao mesmo tempo, não necessitando acionar uma a um.

Muito mais facilidade e praticidade nas residências e escritórios que, com o uso do Easy Power, não desperdiçarão energia esquecendo aparelhos ligados sem utilizar.

Fonte

ANI – Associação Nacional dos Inventores
Marcus Peres da Silva – Jornalista
E-mail: marcus@inventores.com.br
internet: www.inventores.com.br

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