Procurar informações científicas relevantes na internet anda difícil? Não se preocupe, seus problemas acabaram – ou pelo menos vão diminuir. O Google, mais popular serviço de busca na internet, colocou em funcionamento uma versão especial para cientistas. Trata-se do Google Scholar, que varre a rede mundial de computadores atrás não de páginas comuns, mas sim de artigos científicos.
A novidade relaciona os artigos por importância, em relação à palavra ou expressão procurada e seguindo as regras já consagradas do Google. O serviço indica também quantas vezes eles foram citados por outros artigos disponíveis na web.
O Google Scholar permite também a busca por teses, livros, resumos, relatórios técnicos e outros tipos de publicações científicas em todas as áreas do conhecimento. O serviço por enquanto está em versão beta – e portanto com algumas deficiências – e apenas em inglês, mas em testes feitos pela reportagem se mostrou muito útil. Não localiza apenas artigos em inglês, mas também em outras línguas.
Quem encontrar problemas com a nova ferramenta pode enviar as observações ao pessoal do Google pelo próprio site. As contribuições serão muito úteis nessa fase de testes.
Google Scholar: http://scholar.google.com  

Fonte: Agência Fapesp

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A “Fazendinha Agroecológica”, um projeto da Embrapa Agrobiologia (Seropédica/RJ) em parceria com a Embrapa Solos (Rio de Janeiro/RJ), a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro-PESAGRO Rio e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, foi a primeira colocada no Prêmio Ambiental Von Martius, na categoria Tecnologia.
O prêmio, instituído pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha de São Paulo, é concedido há cinco anos a empresas, organizações do poder público, indivíduos e sociedade civil que promovem o desenvolvimento econômico, social e cultural com respeito ambiental. Em 2004, foram recebidos 122 projetos, provenientes de 14 estados brasileiros, inscritos nas categorias Humanidade, Natureza e Tecnologia, sendo que cada uma possui três vencedores.
O Projeto
Criada em 1993, a “Fazendinha Agroecológica” (SIPA- Sistema Integrado de Produção Agroecológica), tem sido a base para as pesquisas em agricultura orgânica realizadas pela Embrapa Agrobiologia. Trata-se de uma área de aproximadamente 70 hectares, situada na Baixada Fluminense (RJ), onde são realizadas pesquisas de campo, dentro de um sistema multidiversificado, sem o uso de agroquímicos sintéticos, enfatizando a integração lavoura-pecuária.
Num solo considerado pouco fértil, são cultivadas, sem o uso de agrotóxicos, mais de 50 espécies de plantas, incluindo frutíferas variadas, hortaliças e cereais. Compondo a paisagem, encontram-se fragmentos preservados da Mata Atlântica, além de um horto botânico com inúmeras espécies introduzidas.
Por ano, são cerca de 1500 visitantes em “dias de campo” organizados. São cerca de 40 teses de Pós-Graduação (mestrado e doutorado), dentre defendidas e em andamento, conduzidas no sistema orgânico de produção.
Este é o segundo Prêmio Ambiental Von Martius concedido a Embrapa Agrobiologia. Em 2001, o projeto de Recuperação de Áreas Degradadas foi o terceiro colocado na categoria tecnologia.
Confira abaixo os vencedores do Prêmio Ambiental Von Martius – Edição 2004.
Categoria Natureza
1° lugar
Safári Air Empreendimentos Ltda
Gerard Moss
Projeto: Brasil das Águas
2° lugar
Univers. Para o desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal e Fundação Manoel de Barros
Neiva Maria Robaldo Guedes
Projeto: Arara Azul
3° lugar
Museu de Ciências e Tecnologia – UBEA/PUCRS
Jeter Jorge Bertoletti
Projeto: Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no RS
Menção Honrosa
Gênesis Empreendimentos S.A.
Adriana Rielo
Projeto: Residencial Gênesis
Companhia Petroquímica do Sul
Carmem Langaro
Projeto: Parque Copesul de Proteção Ambiental – Ninho de Vida e Educação
Categoria Humanidade
1° lugar
CEAGESP
Luciano Rodrigues Legaspe e Ubiratan M. Ferraz
Projeto: Reciclagem Integrada na CEAGESP
2° lugar
IBENS
Ana Paula Passaes Galdino
Projeto: Castanha
3° lugar
Instituto de Permacultura da Bahia
Cinara Del’Arco Sanches
Projeto: Policultura no semi-árido – Sistemas agro-florestais na caatinga
Menção Honrosa
Companhia Siderúrgica de Tubarão – CST
Pedro Sérgio Bicudo Filho
Projeto: Educar para Transformar
Categoria Tecnologia
1° lugar
Embrapa Agrobiologia
Eduardo Campello e Dejair Lopes de Almeida
Projeto: Sistema integrado de produção agroecológica
2° lugar
Instituto do Bambu
Edmilson Gomes Fialho
Projeto: Inovação em uma Tecnologia Milenar
3° lugar
Edvaldo Alves dos Santos, Sr. Genghis Khan R. Junior
Projeto: Controlador Sensitivo para Irrigação
Com informações da Embrapa.

Fonte: AmbienteBrasil

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Pólo localizado em Belém processará quatro tipos de frutas e planeja aumentar produção em 60 mil toneladas até 2008. Um pólo de fruticultura, implantado no Pará há pouco mais de um ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que está consolidando um novo conceito de agricultura familiar, atinge hoje mais uma etapa de expansão, com a inauguração de sua unidade industrial de concentrados, no município de Benevides, na região metropolitana de Belém. O empreendimento, considerado hoje um modelo dentro da proposta de formação de cadeias produtivas, ganha também uma estação digital, que vai permitir em breve que cada produtor possa controlar toda a sua produção e o seu destino final através do terminal de computador.
A Amafrutas começou produzindo apenas o concentrado de maracujá. Em 2000, o empreendimento estava em processo de falência, chegando a acumular um passivo de R$ 2,7 milhões, deixando em situação precária as 800 famílias que forneciam a matéria-prima para a indústria. Foi quando os produtores e os empregados da indústria resolveram unir-se para recuperar o empreendimento.
Criou-se então a Central de Cooperativas Nova Amafrutas, formada por três cooperativas: a de Produção Agroindustrial (Coopagri), que reúne os empregados da fábrica, a Agrícola Mista de Produtores (Camp) e a de Produção Agroextrativista Familiar do Pará (Coopaexpa), dos produtores de frutas. Por meio de um conselho, essas cooperativas participaram da administração e do planejamento estratégico da Nova Amafrutas.
O pólo de fruticultura inaugurado por Lula no ano passado tem por base a Central de Cooperativas Nova Amafrutas, que surgiu graças à parceria entre o governo do Pará, da Organização Intereclesiástica ao Desenvolvimento (Icco), uma agência de fomento da Holanda, e o Banco da Amazônia, que investiu R$ 15 milhões no empreendimento.
Isso foi possível porque o Banco da Amazônia conseguiu modificar algumas regras junto ao Conselho Monetário Nacional, para permitir que o projeto tivesse taxas de juros reduzidas, compatíveis como o pequeno agricultor, com a criação de um novo programa de financiamento de agroindústria para agricultura familiar.
Já em 2002, a produção da Nova Amafrutas chegou a 8,6 mil toneladas de suco concentrado de maracujá. As 1,036 mil famílias beneficiadas receberam em torno de R$ 3,2 milhões e a empresa exportou o equivalente a R$ 2 milhões. Até o final do ano a sua produção atingirá a marca de 26 mil toneladas, devendo chegar a 59 mil toneladas em 2005, beneficiando mais de duas mil famílias de agricultores.
Além do maracujá, a fábrica passa a processar laranja, acerola e abacaxi. A meta é chegar em 2008 com 86 mil toneladas anuais. Mas a capacidade total da fábrica é para processar até 147 mil toneladas de 11 diferentes tipos de frutas. Pelos planos, a Nova Amafrutas deverá chegar em 2008 com um faturamento de R$ 38 milhões.
A diversificação de produtos industrializados foi uma decisão tomada pelos próprios cooperados. “A monocultura do maracujá foi o que inviabilizou em parte o empreendimento. A gente ficava preso aos preços que os compradores no exterior estabeleciam e que nem sempre atendiam as nossas necessidades. Com o plantio de outras frutas, temos mais condições de impor preços adequados”, afirma o presidente da Camp, Antônio Alves de Lima. “Com isso, aumentamos a nossa capacidade de comercialização. Quanto mais produtos tivermos para oferecer, maior a nossa capacidade de entrar no mercado”, diz o diretor geral da Nova Amafrutas, Max Pontes.
Segundo Pontes, a Nova Amafrutas exporta para a Europa, Estados Unidos e Canadá. “A partir de 2005, adotaremos uma postura mais agressiva para conquistar outros nichos do mercado internacional e nacional”, finaliza Pontes.
Raimundo José Pinto
Fonte: Gazeta Mercantil

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

As exportações brasileiras de carne bovina somaram 1,5 milhão de toneladas – pelo conceito equivalente-carcaça, que inclui carne “in natura” e industrializada – até outubro, com receita de US$ 2,021 bilhões. Os dados divulgados ontem pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) confirmam o Brasil, pelo segundo ano consecutivo, como o maior exportador mundial de carne bovina.
No mesmo período do ano passado, o País exportou 1 milhão de toneladas de carne, com receita de US$ 1,194 bilhão. A estimativa do presidente do Fórum Nacional da Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, no início do ano era de que em 2004 os embarques chegariam 1,5 milhão de toneladas, com faturamento de US$ 2 bilhões. “Esse resultado já foi alcançado nos dez primeiros meses do ano”.
Nogueira acredita que a partir de agora a expansão das exportações dependem muito de ajustes no mercado interno, ou seja, da melhor remuneração ao produtor. Pesquisa da CNA e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP) mostra que ao mesmo tempo em que houve aumento de faturamento e de volumes exportados, o preço pago pelo boi gordo ao pecuarista não pára de cair. A análise considera a situação em nove estados – GO, MG, MT, MS, PA, PR, RS, RO e SP – que concentram 78% do rebanho nacional, de 190 milhões de cabeças.
Segundo o estudo, entre janeiro e outubro o preço do boi caiu 2,13%, enquanto que os custos de produção subiram 9,04% no mesmo período. “Seria preciso que o preço do boi recuperasse pelo menos essa perda para manter as margens do pecuarista”, disse Nogueira. A alta dos custos desestimula o produtor, que começa a abater matrizes para cumprir seus compromissos, o que pode comprometer o crescimento do rebanho em médio prazo, afirmou Nogueira.
Riomar Trindade

Fonte: Gazeta Mercantil

Compartilhe esta postagem nas redes sociais