Edvalson Bezerra Silva (Mocoin)
mocoin@cenargen.embrapa.br
Você sabia que o primeiro Zebu mocho da história do Brasil nasceu em Planaltina? A Embrapa vai mostrar o animal que o originou e contar a história durante evento comemorativo dos 145 anos da cidade, a II Exposição Agropecuária de Planaltina, que acontece nos dias 13, 14 e 15 de agosto, no Ginásio de Funções Múltiplas.

Um fazendeiro que habitava as distantes terras de Goiás criava uma raça de gado chamada Mocho Nacional, vinda de Portugal quando o Brasil ainda era colônia. Em 1907 ele adquiriu três reprodutores Zebus das primeiras levas importadas da Índia. O cruzamento dessas raças deu origem ao primeiro Zebu mocho da história e, posteriormente, à raça brasileira Tabapuã, de reconhecido valor nacional e internacional.

Trazidas da Europa pelos colonizadores portugueses e espanhóis, raças de bovinos, caprinos, ovinos, eqüinos, asininos e suínos se adaptaram aos diversos ecossistemas do Brasil, adquirindo resistência a doenças e parasitas. Apesar de todas essas qualidades, as raças ibéricas foram sendo progressivamente substituídas por outras mais produtivas. Sob risco de extinção, essas raças ressurgem como potenciais fornecedoras de genes.

As raças bovinas Mocho Nacional e Caracu, que enchiam os olhos dos pecuaristas no início do século passado, foram as primeiras com que a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia começou a trabalhar, em conjunto com outras unidades da empresa e instituições. Elas podem ser consideradas um exemplo de sucesso na luta da preservação. Pecuaristas organizados em associações, começaram a criá-las comercialmente, livrando esses animais do perigo de extinção. Pela semelhança fenotípica do Mocho Nacional com a raça Caracu, esses animais vem sendo registrados como “Caracu Variedade Mocha”.

Além dos animais, a conservação de sementes a longo prazo e a produção de cogumelos pela técnica Jun Cao serão mostradas no estande. Mais duas unidades da Embrapa, ambas sediadas em Brasília, estarão presentes apresentando suas tecnologias: a Embrapa Cerrados e a Embrapa Hortaliças.

A II Exposição Agropecuária de Planaltina, cidade que abriga a maior área rural do Distrito Federal, terá contará com mostra agrícola, exposição de animais, de produtos artesanais e agroindustriais, moagem, cavalgada, dentre outras atrações. Mais informações poderão ser obtidas na Administração Regional de Planaltina, com João Néri, telefone (61) 9614-1144 ou na Agência da Emater Planaltina, com Selma, no telefone (61) 9986-8150.

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Da Redação

O CNPq lançou, na última quarta-feira (4/08, edital para projetos de extensão universitária que tenham o objetivo de difundir processos de tecnologias apropriadas na agricultura familiar
A iniciativa conta com recursos de R$ 5 milhões, originários do Fundo Setorial de Agronegócios. Cada região do país irá receber R$ 1 milhão. Os interessados têm até 17 de setembro para enviarem suas propostas. O resultado será divulgado no dia 13 de outubro e a contratação dos projetos tem início a partir de 16 de novembro.
O secretário de Inclusão Social do ministério, Rodrigo Rollemberg, também prometeu para esta semana a realização de uma chamada interna para difusão de tecnologias que contribuam para a diminuição da desigualdade social. A chamada, que irá disponibilizar o mesmo valor que o edital do CNPq (R$ 5 milhões), será feita em parceria com a Embrapa.
As duas iniciativas fazem parte do acordo de cooperação técnica assinado, na semana passada, entre os ministros Eduardo Campos (C e amp;T) e Miguel Rosseto (Desenvolvimento Agrário). A medida visa promover a inclusão social dos pequenos agricultores do país, por meio da adequação dos processos tecnológicos utilizados atualmente.
Mais informações pelo telefone (61) 317-7515.
Com informações das assessorias de imprensa do MCT e do CNPq.
Fonte:
CNPq
Http://www.cnpq.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Lebna Landgraf

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Agronômico do Paraná e a Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa iniciaram, em julho, o calendário de mais de 30 dias de campo para a cultura do trigo. “Além do lançamento da cultivar BRS 229, indicada para o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, serão abordadas as características das cultivares mais promissoras para estas regiões e debatidas as estratégias para o controle de pragas e de doenças do trigo e outros aspectos do manejo da cultura, explica o pesquisador Luiz César Tavares, da Embrapa Soja.
Em todas as regiões do Paraná, a produtividade média da BRS 229 foi superior às cultivar com que foi comparada. No norte, por exemplo, a BRS 229 apresentou 3.967 Kg/ha enquanto a testemunha teve 3345Kg/ha. A cultivar BRS 229 apresenta grãos com tamanho e formato que facilitam o processo de moagem, o que facilita a extração de farinha. A estabilidade de massa produzida com esse grão também é considerada elevada para uma cultivar da classe Pão. “O destaque é a sua ampla adaptação e bom comportamento sob alta pressão de brusone, doença que afeta o desenvolvimento da espiga é um dos maiores problemas atualmente”, diz Tavares.
Outro destaque dos dias de campo serão as sementes da BRS 220, que já estarão disponíveis na próxima safra. Seu grande diferencial é apresentar rendimento médio de 4.228 kg/há, 7% superior à média das cultivares do Paraná. Sugere-se, que no norte do Paraná, a semeadura seja realizada a partir de meados de abril, quando as temperaturas são mais baixas, em relação ao início da época indicada para semeadura do trigo.
A cultivar é considerada de ciclo médio, porque leva 69 dias, em média, até chegar ao espigamento. “Possui também resistência à ferrugem da folha e moderada resistência às demais doenças fúngicas que atacam o trigo. Além disso é moderadamente tolerante ao alumínio, problema que afeta grande parte dos solos paranaenses”, explica o pesquisador Manoel Bassoi, da Embrapa Soja.
Confira a programação dos dias de campo no Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, nos meses de agosto:
Agronomia-CM • Campo Mourão/PR • 05/08/04
Jota Bassos • Ponta Porã/MS • 05/08/04
Emater • Cambira/PR • 06/08/04
Fundacao Meridional • Maracaju/MS • 06/08/04
Integrada • Assaí/PR • 10/08/04
FM – Embrapa – IAPAR • Cambará/PR • 11/08/04
Coopermota/FM • Candido Mota/SP • 12/08/04
Cocari • Mandaguari/PR • 12 e 13/08
Corol • Rolândia/PR • 18/08/04
Emater • Apucarana/PR • 19/08/04
Coagru • Ubiratã/PR • 20/08/04
C. Vale • Palotina/PR • 25/08/04
S. Campo Verde • Campo Mourão/PR • 20/08/04
Fundação Meridional • Itaberá/SP • 24/08/04 –
Tamarana/PR • 26/08/04
FM – Embrapa – Iapar • Warta/PR • 27/08/04
A. Horizonte M.C. • Rondon/PR • 30 e 31/08
Copacol • Cafelândia/PR • 30 e 31/08
I. Riedi • Cascável/PR • 30 e 31/08

Fonte: Embrapa Soja

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Mariangela Morenghi


Os visitantes da II Feira Estadual da Agricultura Familiar e do Trabalho Rural (Agrifam), em Agudos (SP), que acontece de 13 a 15 de agosto, terão a oportunidade de conhecer a história da agricultura, no Túnel da Evolução Agrícola, no estande da Monsanto.

Técnicas primitivas utilizadas no campo, desde a mata nativa, a chegada da mecanização, o plantio convencional e plantio direto até a revolução da biotecnologia, a soja RR e outros produtos que farão parte da agricultura no futuro, serão os temas tratados por engenheiros agrônomos da empresa junto aos produtores.

Ainda no estande da Monsanto, os visitantes da feira vão conferir os benefícios que a biotecnologia já traz a pequenos produtores em todo o mundo: facilidade e flexibilidade de manejo de plantas daninhas e economia, pois seu cultivo requer uma quantidade menor de defensivos.

Produtores em todo o mundo estão seguindo esse caminho e muitos já optaram pelo cultivo de plantas mais produtivas, desenvolvidas pela biotecnologia, que são acessíveis tanto a grandes como pequenos produtores. Essas plantas facilitam o trabalho do agricultor, já que incorporam atributos agronômicos importantes, como proteção própria contra insetos-pragas ou tolerância a herbicidas que controlam as plantas daninhas, além de reduzirem o custo de produção.

Na China, por exemplo,segundo estudo feito pela FAO – Agência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura – em 2003 junto a pequenos produtores conclui que a adoção do algodão transgênico resistente a pragas (Bt) contribuiu para diminuição de casos de intoxicação entre lavradores, além dos benefícios econômicos. Segundo a entidade, os cotonicultores chineses que adotaram o algodão geneticamente reduziram em 80% o uso de inseticidas, e também obtiveram maior produtividade: produzem 3,37 toneladas por hectare, contra 3,18 toneladas por hectare produzidas com variedade convencional. Além disso, o algodão Bt reduz em 28% o custo de produção. Os benefícios da utilização de algodão resistente a insetos no país foram calculados em US$ 334 milhões em 1999.

O algodão Bt tem um gene do Bacillus thurigiensis, que lhe confere característica inseticida, e foi implantado na China em 1997, quando ocupou 2 mil hectares. Em 2002, a variedade foi cultivada em 2,1 milhões de hectares, o que representa 51% da área total de algodão no país. Segundo a FAO, o governo chinês e agricultores relatam um aumento na biodiversidade de insetos nos campos de algodão Bt. Além disso, foram constatados benefícios à saúde dos agricultores: 5% dos trabalhadores nos campos de algodão Bt foram contaminados com inseticidas, contra 22% nas plantações de algodão convencional.

Além das informações passadas no estande da empresa, Márcio Scaléa, pesquisador do Sistema de Plantio Direto há quase 30 anos, vai participar do ciclo de palestras promovido pela Agrifam, com o tema Biotecnologia e Plantio Direto. Sua apresentação será em 14 de agosto, das 15h às 15h40.

Nos últimos 50 anos, no mesmo período em que a Monsanto está presente no Brasil, ocorreram mudanças dramáticas tanto na agricultura brasileira quanto na mundial. Os agricultores brasileiros estão cada vez mais bem informados, valendo-se de novas tecnologias, como o plantio direto, e utilizando insumos de melhor qualidade, como fertilizantes, agroquímicos e sementes híbridas. No entanto, para manter esse bom desempenho, o Brasil, assim como os outros países, precisa continuar a busca por alternativas de aumento de produção.

Serviço:

II Feira Estadual da Agricultura Familiar e do Trabalho Rural – Agrifam
Local:
ITETRESP (Instituto Técnico e Educacional para Trabalhadores Rurais do Estado de S. Paulo)
Rodovia Marechal Rondon – km 322, Agudos/SP
Data: de 13 a 15 de Agosto
Horário: 9h às 17h
Fonte
CDI – Casa da Imprensa
http://www.cdicom.com.br
Mariangela Morenghi
mariangela@cdicom.com.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais