As autoridades sanitárias de Ibaraki, província situada ao norte de Tóquio, informaram hoje [31/10/05] da existência de um possível foco de gripe aviária em uma fazenda da região, onde serão sacrificados 82 milfrangos.
As aves dessa fazenda situada na localidade de Ogawa foram infectadas com um dos vírus da gripe aviária, segundo revelaram os testes a que foram submetidos os animais, informou a agência Kyodo.
Embora o tipo de vírus ainda não tenha sido identificado, as autoridades veterinárias de Ibaraki ordenaram a morte dos frangos da fazenda.
Até 13 de outubro passado, o Governo de Ibaraki tinha ordenado a destruição de cerca de 1,48 milhões de frangos em 26 fazendas e quando se descobriu este possível novo caso estavam sendo realizados outros testes médicos para confirmar se se podia levantar a quarentena atual sobre frangos e ovos.
No ano passado, foi detectada a versão mais perigosa da doença, o vírus H5N1, nas províncias de Yamaguchi, Oita e Kioto, no sudoeste do país. No sudeste asiático, mais de sessenta pessoas morreram pela gripe aviária desde que foi diagnosticada em 2003.
O H5N1, a cepa que afeta humanos, é transmitido para as pessoas através do contágio direto com a ave infectada, mas os especialistas descartam a transmissão da doença pelo consumo de produtos avícolas e seus derivados, já que o vírus morre quando o animal é cozido.

Fonte: Terra Notícias

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Quinhentas aves, entre frangos, patos e gansos, morreram na semana passada em duas fazendas do norte do Vietnã, no que se teme que seja um novo foco de gripe aviária. Cerca de 100 frangos e 460 patos e gansos morreram entre quarta-feira e quinta-feira [27/10/05] em duas fazendas situadas cerca de 55 quilômetros ao norte da capital, Hanói, segundo Ngo Dang Tuan, diretor do Departamento de Agricultura do distrito de Viet Iene, província de Bac Giang.
“Enterramos as aves, limpamos as fazendas e proibimos o transporte de aves fora das fazendas infectadas” declarou Tuan, acrescentando que não surgiram outros casos. Amostras das aves foram enviadas ao instituto veterinário da província para seu estudo, informou o diretor.
Como parte dos esforços para deter o vírus que matou 41 pessoas no país, as autoridades anunciaram hoje a proibição da criação de aves em áreas urbanas a partir de meados de novembro. “Queremos reforçar a segurança nesta época, que é um período do ano com um alto risco. Também queremos promover entre o povo o consumo de peixe e carne de porco, no lugar de produtos avícola”, completou.
As autoridades de Hanói estudam também a possibilidade de proibir a presença de aves de curral na área urbana, segundo a imprensa oficial.

Fonte: Estadão Online

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A Organização Internacional em Saúde Animal (OIE) – vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS) baixou uma resolução na sexta-feira [29/10/05] mantendo o Rio Grande do Sul como Estado livre de febre aftosa com vacinação. Agora, apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm este status nas regiões sul, sudeste e centro-oeste. Neste mês, a OIE excluiu os estados de Tocantins, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul da classificação de áreas livres de aftosa com vacinação.
A informação é do diretor do Departamento de Produção Animal (DPA), Antonio Carlos Ferreira Neto. O secretário da Agricultura do Estado [RS], Odacir Klein, destacou que “para manter esta situação é preciso resistir a pressões ocasionais, agindo ao mesmo tempo com coragem e tranqüilidade. A secretaria da agricultura através do DPA está tomando todas as providências para manter este status, realizando barreiras na divisa com Santa Catarina”. No fim-de-semana foram instaladas equipes em alguns poucos pontos de menor trânsito de veículos. Além disto, foram cedidos a Santa Catarina cinco médicos veterinários e dez técnicos para reforçar o trabalho junto à divisa daquela estado com o Paraná.
Conforme a secretaria, na fronteira com a Argentina está sendo realizado um trabalho em colaboração com o Ministério da Agricultura. Os municípios também estão sendo chamados a colaborar, como é o caso de Uruguaiana através da construção do rodolúvel (uma espécie de reservatório com água, por onde passam os veículos). Na fronteira com o Uruguai, há um trabalho recíproco com os técnicos daquele país que permite um conhecimento exato das condições sanitárias dos dois países, facilitando a troca de informações. O sistema produtivo do Uruguai é semelhante ao do Estado e o país é grande exportador, distante dos focos do Mato Grosso do Sul.
Hoje, são 13 barreiras na divisa com Santa Catarina e seis já implantadas na fronteira com a Argentina. Com instalação do rodolúvel em Uruguaiana totaliza 20 barreiras fixas. Nelas é fiscalizada a documentação das cargas e realizada a desinfecção dos veículos através dos rodolúveis ou da utilização de motobombas. Os pedestres são orientados a pisarem no pédeluvel para desinfecção dos sapatos. Nestes mecanismos é utilizado um produto à base de iodo que é capaz de desativar o vírus da febre aftosa.

Fonte: Correio do Povo

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Lançada em 2001 na capital do Catar, a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) tem o objetivo de aumentar a liberalização do comércio internacional. Segundo cálculos do Banco Mundial (Bird), a redução de tarifas e subsídios resultaria num ganho global de 100 bilhões de euros anuais. No papel, a idéia é ótima. Na prática, vale questionar para o bolso de quem esse dinheiro deve ir.
Estados Unidos e União Européia (UE) apegam-se a discursos fajutos para pressionar os países pobres a abrir mercados de bens industriais e de serviços. As nações ricas insistem que o comércio é um instrumento mais eficaz no combate à pobreza e no estímulo ao desenvolvimento global do que ajudas humanitárias. A velha retórica de sempre.
As nações subdesenvolvidas são deliberadamente mantidas fora do jogo pelas grandes potências. A existência da OMC é a maior prova de que aos países pobres tem sido negado o direito de se beneficiar do livre comércio. O argumento da UE e dos EUA de que só a liberalização comercial nos salvará se desmonta quando temas de fato relevantes estão sobre a mesa.
Os grandes conglomerados europeus e americanos dominam as áreas nas quais atuam. Atrasar em alguns anos a possibilidade de uma empresa de seguros de lá instalar-se no Brasil ou na Índia sem as restrições impostas aos estrangeiros não vai manchar de vermelho o balanço financeiro desses grupos.
O problema, para nós, começa quando Europa e Estados Unidos são chamados a deixar a retórica para trás e se comprometer com um desenvolvimento mundial que contemple todas as nações. Por isso a próxima reunião da OMC, marcada para dezembro, em Hong Kong, tem tudo para ficar na história como um grande fiasco.
Agricultura
O principal tema do encontro é a abertura dos mercados agrícolas dos países ricos às nações em desenvolvimento. As negociações pouco avançaram desde 2001, sem falar no desânimo geral provocado pelo fracasso da reunião da OMC em Cancún, no México, em 2003, quando as diferenças sobre o assunto impediram qualquer acordo.
Nos últimos anos, a intransigência dos EUA e da UE em abrir os mercados agrícolas, item no qual somos reconhecidamente competitivos, resultou em diversas disputas na OMC, com vitórias parciais para o Brasil e outros países em desenvolvimento. O caso recente mais comemorado foi o do algodão. O Itamaraty, auxiliado por advogados internacionais pagos pelo setor, provou que os subsídios concedidos por Washington aos fazendeiros locais distorcem o preço do produto no mercado internacional. A OMC determinou mudanças nos programas de ajuda norte-americanos, mas nada aconteceu até o momento. O Brasil decidiu fazer uso do direito de retaliação comercial contra os EUA e foi imediatamente ameaçado com represálias por Robert Zoelick, ex-representante de Comércio e atual vice-secretário de Estado americano.
Fracasso
A reunião de Hong Kong tem tudo para fracassar por causa da resistência da União Européia em apresentar uma proposta consistente de abertura dos mercados agrícolas. Altamente protegidos, os produtores europeus recebem subsídios superiores a US$ 1 bilhão por dia. É risível o argumento de que diminuir a ajuda aos agricultores da UE provocará o caos social na Europa, quando se tem camponeses africanos, latino-americanos e asiáticos vivendo com menos dinheiro do que o destinado a uma vaca francesa.
No comércio internacional, os alinhamentos entre países são resultado de conveniências. No momento, o G20 (grupo liderado pelo Brasil que defende maior abertura agrícola) segue de mãos dadas com os Estados Unidos contra os europeus. O Itamaraty reconhece que os americanos deram um passo difícil ao apresentar proposta de reformar o programa agrícola interno e enfrentar as resistências do Congresso para reduzir subsídios. O G20 pediu um corte global de 75% nas tarifas. Os EUA ofereceram 53%. É pouco, mas ainda há margem de manobra nas duas pontas.
Em relação à UE, o G20 quer um corte de 54%. A primeira oferta européia, de 26%, provocou reações indignadas. Brasil e Estados Unidos disseram que seus negociadores não sentariam à mesa para discutir um acordo com tais percentuais. Como não querem ser responsabilizados por um fracasso em Hong Kong pelo fato de não terem apresentado níveis de abertura comercial razoáveis, os europeus fizeram, na sexta-feira [28/10/05], outra proposta. Desta vez com reduções de 60% para as tarifas mais altas e de 35% a 60% para as menores. O corte médio, segundo a UE, ficaria em 46%. Nas contas do Brasil, no entanto, o percentual seria de 39% porque Bruxelas não usou uma média ponderada para estabelecer os valores finais das reduções tarifárias.
Novamente, o impasse está dado. EUA e G20 consideraram a proposta insuficiente e agora os diplomatas voltam a se reunir na próxima semana na tentativa de convencer a UE a melhorar os números. As chances são pequenas. “Dificilmente a oferta será revista. Propusemos cortes profundos no setor mais difícil para nós, que garante acesso real ao mercado europeu. Espero que o Brasil faça o mesmo. Chegou a hora da verdade”, disse à coluna, na sexta-feira [29/10/05] à noite, o embaixador da União Européia no Brasil, João Pacheco. Da parte brasileira, o recado também está dado: sem algo consistente, o G20 participará das reuniões em Hong Kong, não apresentará ofertas de abertura nas áreas industriais e de serviços e vai esperar a próxima rodada de comércio para tentar algum avanço. Talvez seja a hora de agricultores americanos e europeus pararem de plantar para os governos e começarem a plantar para o mercado.
Carlos Alberto Jr.

Fonte: Correio Braziliense

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