A Fundação Instituto de Administração (FIA), ligada à Faculdade de Economia e Administração e Contalidade (FEA) da USP, promoverá, nesta sexta (26), o seminário Gestão Inovadora em Propriedade Rural.
O palestrante será o pecuarista Mário Porto. O evento é uma iniciativa do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial, em parceria com a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócios e a Sociedade Rural Brasileira.
Formado em engenharia Civil e Elétrica pela PUC de Minas Gerais e especialista em Sistemas Elétricos, Mário Porto apresentará ao público as características de uma fazenda de sucesso, princípios do gerenciamento competente e também as diretrizes para a qualidade.
O seminário é gratuito e voltado aos estudantes, profissionais ou pesquisadores que tenham interesse em debater questões relacionadas ao agronegócio.
Os interessados podem se inscrever pelo telefone (11) 3435-4171 ou pelo e-mail fabiok@fia.com.br.
O evento acontecerá das 11 às 13 horas na Sala da Congregação da FEA (Av. Professor Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária, São Paulo).

Fonte: Agência da USP

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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou o Projeto de Lei 1847/03, do deputado Rubens Otoni (PT-GO), que institui o Programa Nacional de Apoio aos Produtos Nativos do Cerrado com o objetivo de incentivar o manejo sustentável da região e o cultivo e a conservação das espécies nativas desse bioma.
Diversas ações no âmbito do Programa são remetidas ao Poder Executivo, como identificar e mapear as áreas de incidência Cerrado e de comunidades tradicionais que se dedicam à coleta do pequi e de outros produtos nativos; realizar estudos visando à recuperação da biodiversidade das terras públicas e devolutas nesse bioma; e incentivar a industrialização e a comercialização do pequi e demais frutos típicos.
Segundo o autor do PL, o pequi, um dos frutos mais conhecidos do Cerrado, já está sendo usado como componente na fabricação de temperos, molhos e óleos, e como matéria-prima na produção de cosméticos e remédios. “Especialistas da Universidade Federal de Minas Gerais comprovaram que o pequi é o fruto que concentra a maior quantidade de vitamina A, sendo rico também em vitaminas B e C, cálcio, fósforo, ferro e cobre”, ressalta.
Participação de entidades
De acordo com a proposta, as ações governamentais de planejamento e implementação das atividades do Programa contarão com a participação de representantes de instituições públicas e de organizações não-governamentais ligadas à agricultura familiar, aos trabalhadores e produtores rurais ou à proteção do meio ambiente.
As terras públicas e devolutas que apresentem potencialidade específica para o cultivo serão destinadas a projetos de assentamento de trabalhadores rurais, nos moldes de reserva agroextrativista. O projeto, relatado pela deputada Teté Bezerra (PMDB-MT), também autoriza o Poder Executivo a criar o Centro de Referência do Cerrado para coordenar pesquisas e promover ações de educação ambiental, resgate e valorização da cultura local, além de outras atividades associadas aos frutos nativos do Cerrado.
Tramitação
As comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, analisarão os aspectos de adequação financeira e orçamentária da proposta, assim como sua constitucionalidade e juridicidade. O projeto, que tramita em caráter conclusivo, já foi aprovado pela Comissão de Agricultura e Política Rural em dezembro de 2003.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Rejane Oliveira

Fonte: Agência da Câmara

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Caso surja uma pandemia mundial de gripe do frango, como já temem alguns especialistas, o Instituto Butantan, em São Paulo, deve se converter no quartel-general da resistência brasileira a doença. E o órgão já está se preparando para esse papel.
Até o final do ano, deve ser apresentado ao Ministério da Saúde e à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) um projeto para a compra de biorreatores e a construção de um laboratório P3 (o segundo nível de segurança mais alto) no Butantan para o desenvolvimento de uma técnica de fabricação de vacinas para gripe que possa contra-atacar caso o vírus que hoje vitima as aves acabe por se espalhar pelo mundo e contamine fortemente as populações humanas.
“Isso em caráter de emergência”, diz Isaías Raw, pesquisador e presidente da Fundação Butantan, ligada ao instituto. “Precisamos ter essa tecnologia. Se a coisa se complicar, não vamos poder contar com os estrangeiros para a produção de nossas vacinas.” A idéia é desenvolver um método mais moderno para a produção de vacinas antigripais, meta que hoje também é perseguida pelas grandes companhias do mundo desenvolvido. O único método aplicado hoje em dia para a fabricação das vacinas de gripe utiliza justamente ovos de galinha, em que várias cepas do vírus alteradas para não causar a doença são injetadas e cultivadas.
Contaminações
A tecnologia é segura, segundo Raw, embora algumas empresas tenham tido dificuldades em manter suas fábricas em funcionamento. Uma contaminação numa fábrica da Chiron Corporation, no Reino Unido, levou à interrupção da produção e a uma escassez de vacina, sentida especialmente nos EUA.
Em 5 de outubro, autoridades de saúde britânicas suspenderam a licença de produção de vacina da Chiron e a empresa anunciou que não despacharia rumo aos EUA cerca de 50 milhões de doses encomendadas, metade do suprimento total daquele país.
A Chiron não foi a única empresa a ter problemas com suas fábricas de vacinas. Segundo a revista on-line americana “The Scientist” (www.the-scientist.com), a FDA (agência que regula fármacos e alimentos nos EUA), desde 2000, já advertiu pelo menos três fabricantes de vacinas antigripais de que suas instalações de produção estavam descumprindo exigências federais.
O Butantan fechou um acordo de licenciamento da tecnologia de cultivo de vacinas em ovos usado pela farmacêutica francesa Aventis para a construção de uma fábrica nacional, que deve entrar em operação em um ano.
O investimento, de cerca de US$ 50 milhões, foi dividido entre a União e o governo de São Paulo. “Esperamos suprir toda a demanda nacional em dois anos, e então poderemos até fornecer para o hemisfério Norte”, diz Raw.
Hoje, tanto a Chiron como a Aventis investem em pesquisa para desenvolver alternativas ao cultivo da vacina em ovos de galinha, mas nenhuma empresa chegou a resultados que permitissem aplicação comercial. De acordo com Raw, a principal motivação para o desenvolvimento dessas técnicas é o medo da gripe do frango.
Da Ásia para o mundo
A doença surgiu em dezembro do ano passado, o que obrigou os produtores asiáticos a sacrifícios em massa em seus aviários. Entre o final de 2003 e setembro deste ano, 29 pessoas morreram em contato com aves contaminadas. No Brasil, não houve casos da doença, mas há o temor de que isso possa se converter numa pandemia de escala global.
“Acabo de voltar de uma conferência e é a terceira seguida em que os especialistas manifestam essa preocupação, de que surja uma pandemia de gripe do frango”, afirma Raw. O maior medo é o de que a técnica dos ovos não possa fornecer vacinas contra ela, no caso de necessidade. “Como ela provoca a morte das aves, achamos que ela pode matar os embriões nos ovos também. Então é preciso uma alternativa.”
A principal tecnologia em desenvolvimento hoje prevê a produção da vacina a partir de culturas de células em laboratório. Alguns resultados promissores foram obtidos no exterior, mas Raw argumenta que o Brasil não poderá contar com a evolução da tecnologia lá para ter suas vacinas, no caso de uma epidemia de gripe do frango. “Já há falta de vacinas hoje em dia, imagine se as produções com ovos não servirem mais. Eles vão obviamente priorizar seu próprio mercado antes de vender doses para nós”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo

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O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, lançou hoje, durante a abertura do 24º Enaex (Encontro Nacional de Comércio Exterior), uma central de atendimento telefônico ao exportador, denominado “Fala, Expotador”.
Por meio do telefone 0800 978-2332 os pequenos e médios empresários que estão ingressando no processo exportador ou têm intenção de iniciar vendas no mercado externo poderão esclarecer suas dúvidas.
A central vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Segundo o ministro, o empresário ligará para o serviço e um atendente registrará sua dúvida e tentará dar uma resposta imediatamente.
Caso a pergunta não possa ser esclarecida pelo atendente, ela será encaminhada para os técnicos da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento e deverá ser respondida em no máximo três dias.
Para o ministro, as principais dificuldades das empresas de pequeno e médio porte são a falta de informação e a burocracia.
“Há uma orientação do presidente Lula para facilitar a vida dos pequenos empresários, para que eles olhem além dos seus municípios”, afirmou.
Ivone Portes

Fonte: Folha Online

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