Transferência de Tecnologia: Novos Horizontes para o Agronegócio é o seminário que o British Council promove entre os dias 6 e 8 de dezembro no auditório do CIETEP, Federação das Indústrias do Paraná. As inovações em biotecnologia que visam o melhoramento da produção e da produtividade do agronegócio motivaram o British Council e o Governo do Paraná, através de sua Secretaria de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (SETI), a criar um debate em torno de uma área de prioridade para o Brasil.
O British Council e o Governo do Paraná reconhecem o alto padrão da pesquisa agrícola e alimentar no Brasil e no Reino Unido, e percebem as preocupações em ambos os países de que muito ainda é preciso ser feito para a transferência dos resultados da pesquisa de qualidade ao setor de agronegócio. O seminário é realizado tendo em vista a necessidade de uma transferência mais adequada desses resultados das universidades e institutos de pesquisa para o setor produtivo em favor de produtos e serviços geradores da riqueza.
O seminário é um desdobramento das discussões entre representantes das comunidades científicas britânica e brasileira realizadas durante encontros promovidos pelo British Council em Curitiba desde 1995. Nesses encontros vêm sendo debatidos temas como Transferência de Tecnologia e Comunicação da Ciência.
O evento reunirá cerca de 200 participantes, entre acadêmicos e profissionais dos setores público e privado do agronegócio. Eles estarão se revezando numa intensa programação de painéis, palestras e mesas redondas para debater questões que passam por temas como biotecnologia, biosegurança alimentar, propriedade intelectual e, acima de tudo, transferência de tecnologia.
Ao passo que no Brasil ainda há dificuldades em incorporar ao processo industrial os resultados de pesquisas de alta qualidade, no Reino Unido esse resultados são mais facilmente comunicados. Além disso, o Reino Unido tem participado ativamente dos debates europeus em torno da segurança alimentar e da regulamentação ambiental. Entre os palestrantes do seminário, estarão sete especialistas britânicos que discutirão com os brasileiros suas experiências no setor do agronegócio e apresentarão o grande sucesso obtido no Reino Unido em pesquisas em agrobiotecnologia.
A cerimônia de abertura do seminário acontece no dia 6 de dezembro, às 19 horas no auditório do CIETEP, na Federação das Indústrias do Paraná. Estarão presentes o Ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos e o Governador do Paraná, Roberto Requião.
O seminário Transferência de Tecnologia: Novos Horizontes para o Agronegócio é uma parceria do British Council e o Governo do Paraná (Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Agricultura), Federação da Agricultura (FAEP) e da Federação das Indústrias do Paraná. Entre outros apoiadores, contribuirão cientificamente o Conselho de Pesquisa em Biotecnologia e Biologia (BBSRC) do Reino Unido e a Universidade Federal do Paraná, com o apoio do Conselho de Pesquisa em Biotecnologia e Biologia (BBSRC) do Reino Unido e da Universidade Federal do Paraná.
Serviço
Data: 6 a 8 de dezembro de 2004
Local: Auditório do CIETEP
Federação das Indústrias
Av Comendador Franco, 1341
Curitiba – PR
Inscrições
As inscrições serão aceitas até o dia 3 de dezembro de 2004 e poderão ser efetuadas através de: Fax: (41) 3028-7306 ou na Internet: www.seti.gov.br/agronegocios
Fonte
Sylvia Lima
Approach Comunicação

Fonte: AgroAgenda

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Estão programados para a próxima semana 33 cursos de Formação Profissional Rural e Promoção Social do Senar-AR/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de Mato Grosso do Sul) em 22 municípios do Estado. Os cursos são gratuitos e promovidos em parceria com os Sindicatos Rurais, a Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul).
Para o município de Bataguassu estão programados seis eventos na semana de 22 a 28 de novembro. O curso de Manejo Básico de Ovinos de Corte será oferecido em duas datas, uma que começa no dia 24 e termina no dia 27 deste mês e outro entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro. O curso é novo no Estado e tem doze vagas. O objetivo é repassar conhecimento e técnicas de manejo básico de ovinos de corte, oportunizando o desenvolvimento da atividade e o fortalecimento do mercado deste produto.
Além desse curso, Bataguassu também terá as capacitações de Plantio e Manejo Básico de Pomar em duas datas (de 25 a 27 de novembro e depois de 22 a 24 do mesmo mês), Produção Caseira de Pães, Bolos e Biscoitos (25 a 27/11) e Formação de Agentes em Saúde Animal (28 a 30/11).
Em Miranda serão oferecidos três capacitações: Manutenção Preventiva de Tratores Agrícolas (Pneus) de 22 a 24 de novembro; Formação de Agentes em Saúde Animal no mesmo período e Administração da Pequena Empresa Rural de 22 a 26 deste mês. Já em Coxim, os trabalhadores rurais poderão fazer gratuitamente os cursos de Rastreamento de Bovinos e Bubalinos (Produtor) e Formação de Agentes em Saúde Animal.
Está previsto para Campo Grande o curso de Inseminação Artificial (Corte). O evento está marcado para os dias 23 a 27 de novembro. Esse mesmo curso será oferecido ainda em Inocência, no mesmo período. Para saber sobre os cursos e eventos do SENAR AR/MS, o contato pode ser feito através dos Sindicatos Rurais o conteúdo das capacitações também estão no site do SENAR AR/MS: www.senarms.org.br.  
Fabiane Sato
Time Comunicação

Fonte: Senar MS

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Os agricultores podem se beneficiar duplamente da associação de bactérias diazotróficas na cultura de milho. Ao mesmo tempo que são fixadoras de nitrogênio, essas bactérias são produtoras de hormônios de crescimento, os quais podem tornar as plantas mais eficientes na busca de nutrientes. Apostando nessas potencialidades, a Embrapa Cerrados (Planaltina – DF) investe nas pesquisas de seleção e inoculação dessas bactérias em algumas variedades de milho.
Dentre os nutrientes minerais essenciais às plantas, o nitrogênio é o exigido em maior quantidade e de grande deficiência nos solos brasileiros. Para compensar a ausência de nitrogênio, os agricultores utilizam fertilizantes nitrogenados. A aplicação desses fertilizantes, de acordo com o pesquisador Fábio Bueno dos Reis Júnior, pode aumentar em até 40% os custos de produção na cultura de milho.
Quando se produz o fertilizante nitrogenado, utiliza-se petróleo para obtenção das altas temperaturas e pressão, necessárias para a quebra da tripla ligação que une os dois átomos de nitrogênio atmosférico. O mesmo é feito pelas bactérias, as quais também quebram a tripla ligação, através da ação de uma enzima conhecida como nitrogenase, transformando o nitrogênio atmosférico em amônia, que é assimilável pelas plantas.
Se a associação entre essas bactérias e as plantas for eficiente, o nitrogênio fixado pode suprir quase todas as necessidades do vegetal, dispensando o uso de fertilizantes nitrogenados, com vantagens econômicas e ecológicas. “No milho não vai chegar a autosuficiência como na soja. Devemos ter por volta de 30% de economia”, calcula Fábio Bueno.
Para os pequenos agricultores, que não utilizam os fertilizantes nitrogenados, o benefício da fixação biológica de nitrogênio será com o aumento da produtividade. Baseado em dados da literatura, a estimativa do pesquisador da Embrapa Cerrados é de que o ganho de produtividade seja entre 30% a 40%.
Pesquisa
Há um ano a Embrapa Cerrados desenvolve atividades de pesquisa com a finalidade de identificar, em variedades de milho, algumas bactérias diazotróficas eficientes na fixação de nitrogênio e na produção de hormônios de crescimento. Estes estudos são financiados pela Embrapa, através do projeto “Rede de Desenvolvimento de Cultivares e Recursos Genéticos de Milho tolerantes aos estresses, com qualidade de grãos e adaptados às diferentes regiões do país”, liderado pela Embrapa Milho e Sorgo e pelo Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq).
As etapas da pesquisa são compostas da avaliação de variedades de milho para eficiência no uso de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo; isolamento de bactérias associadas as variedades selecionadas, especialmente dos gêneros Azospirillum e Herbaspirillum; caracterização e seleção dos isolados em laboratório; e testes, em casa de vegetação, para verificar o efeito da inoculação dessas bactérias. Após estas etapas, serão realizados os experimentos no campo.
Além dos campos experimentais da Embrapa, as avaliações das variedades de milho também são feitas em pequenas propriedades rurais, junto aos agricultores. Uma das preocupações dos pesquisadores é de isolar bactérias eficientes que quando forem inoculadas sejam competitivas para ganharem das que já estão no solo.
Alguns países já comercializam inoculantes com essas bactérias, principalmente a do gênero Azospirillum. No México, em mais de 1 milhão de hectares plantados com cereais, principalmente milho, são aplicados inoculantes a base de Azospirillum, promovendo um ganho de produtividade na ordem de 30%. No Brasil ainda não há oferta do produto e são poucos os resultados de pesquisa com experimentos de campo.
Os pesquisadores da Embrapa Cerrados já isolaram 200 bactérias diazotróficas nas variedades de milho cultivadas no cerrado, principalmente dos gêneros Azospirillum e Herbaspirillum. Os primeiros trabalhos obtiveram resultados promissores e novos experimentos serão conduzidos em 2005.
A equipe do projeto é formada pelos pesquisadores Altair Toledo Machado, Cynthia Torres de Toledo Machado e Iêda de Carvalho Mendes, além de Fábio Bueno. A Embrapa Cerrados é uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Liliane Castelões
liliane@cpac.embrapa.br
Fonte
Embrapa Cerrados
http://www.cpac.embrapa.br

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As regiões Centro-Oeste e Sudeste apresentam condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da seringueira e desfavoráveis ao mal-das-folhas, principal doença que ataca a cultura. Devido às condições de escape a doenças, ao uso de clones adaptados e produtivos, e ao manejo adequado tem-se constatado o sucesso da heveicultura nessas áreas, responsáveis atualmente por mais de 90% da produção brasileira de borracha.
A Embrapa Cerrados, uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vem desenvolvendo pesquisas de avaliação e seleção de clones, além de possuir um banco de germoplasma de seringueira. Já são cerca de 100 clones em avaliação no campo. Alguns clones avaliados e selecionados são cultivados na região, porém, há outros clones novos em fase de avaliação que são bastante promissores.
A pesquisa de avaliação e seleção de clones é importante para garantir o sucesso da cultura de seringueira. O termo clone é empregado porque as variedades selecionadas são propagadas por enxertia que é um dos métodos de clonagem de plantas, possibilitando a formação de plantações uniformes, com bom desenvolvimento, alta produtividade e outras características de interesse.
As regiões Centro-Oeste e Sudeste têm vantagens em relação à região Norte. As pesquisas na área amazônica são voltadas para obtenção de materiais vigorosos, produtivos e resistentes a doenças, necessitando da dupla enxertia, de base e da copa. A enxertia de base tem a finalidade garantir um tronco produtivo, e a de copa para assegurar uma folhagem mais resistente a doenças.
Nas áreas de escape ao mal-das-folhas, os clones são selecionados, primeiramente, quanto ao vigor e produção de borracha e depois por outros caracteres desejáveis. Nas áreas de cerrado e de transição entre o cerrado e amazônia, existe um período seco bem definido, com baixa umidade no ar, e por isso as plantas não são atacadas pela doença, sendo feita enxertia apenas na base de modo a obter uma planta de copa própria, vigorosa e produtiva.
O projeto atualmente liderado pelo pesquisador Ailton Vítor Pereira (Embrapa Cerrados) é conduzido em parceria com a Agência Goiana de Desenvolvimento Rural e Fundiário, Embrapa Amazônia Ocidental, Embrapa Amazônia Oriental e empresas heveicultoras, como a Agropecuária Morais Ferrari, em Goianésia (GO) e a Codeara, em Santa Terezinha (MT).
Demanda crescente

A produção mundial de borracha prevista para 2004 é de 8,3 milhões de toneladas. As previsões são de que esse ano, o Brasil deve alcançar a nona posição como produtor mundial, ou seja, 1,36% da previsão total mundial.
Estima-se que o consumo mundial, esse ano, seja de 8,2 milhões de toneladas. A maior parte da borracha (90%) é consumida na forma de pneumáticos (pneus e câmaras de ar) e o restante como artefatos leves, entre eles, luva cirúrgica, luva de borracha, balões de festa de aniversário, chupetas, preservativos, mangueiras para soro, correias, solado de tênis e botina.
De acordo com Ailton Pereira, a previsão da produção nacional até 2010 é de no máximo 110 mil toneladas. A produção deve ficar estabilizada neste nível, enquanto o consumo brasileiro deverá crescer, até 2020, para 360 mil toneladas. Para o mesmo período, a expectativa de consumo mundial é de 10 milhões de toneladas para uma produção máxima de nove milhões de toneladas.
Essas previsões apontam um mercado futuro bastante promissor para a borracha natural. “Para reverter essa situação de déficit interno precisaria de um plano ousado de plantio nos próximos 10 anos, nas áreas de escape do Centro-Oeste e Sudeste”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados.
O planejamento tem que ser de longo prazo, em função das características da cultura. Precisa-se de pelos menos 12 anos de investimento para se obter os primeiros resultados. O tempo médio para fazer uma muda é entre um ano e meio a dois anos e seis a sete anos para iniciar a produção. Porém, a produção plena só é atingida aos 10 anos após o plantio.
A heveicultura pode ser desenvolvida pelo grande, médio e pequeno produtor. No entanto, segundo Ailton Pereira, é mais viável na agricultura familiar pelas seguintes razões: o mercado é garantido e a borracha é comprada na propriedade; a renda anual por hectare pode ultrapassar os R$ 4 mil e é distribuída ao longo do ano; o custo fixo é menor que dos médios e grandes heveicultores; a mão-de-obra, em torno de 30% da receita do seringal, é um recurso que fica com a própria família; e há ainda a possibilidade de consorciação com outras culturas agrícolas de subsistência.
Liliane Castelões
liliane@cpac.embrapa.br

Fonte
Embrapa Cerrados
http://www.cpac.embrapa.br

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