Embrapa coordena projeto para conhecer melhor o potencial das espécies nativas da região centro-oeste, de forma a beneficiar os pequenos produtores e o setor empresarial

A região centro-oeste abriga uma enorme riqueza de espécies vegetais nativas. Ao longo de seus 1.606.370 km², divididos entre os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal, encontram-se três biomas: o cerrado, o pantanal e parte da Floresta Amazônica, o que dá a essa região uma diversidade expressiva de plantas. Mas, o conhecimento sobre essa riqueza genética ainda é pouco significativo, já que menos de 1% das espécies nativas foram pesquisadas geneticamente.

20665.jpgPreocupado com essa situação, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ? Embrapa, deu início em 2004, ao projeto ?Plantas do Futuro?, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre as plantas nativas da região centro-oeste, de forma a beneficiar os pequenos produtores e o setor empresarial. Quem quiser saber mais sobre esse projeto e conhecer algumas espécies nativas do cerrado, especialmente fruteiras e medicinais, pode visitar o estande da Embrapa na Feira Botânica do Shopping CasaPark nos dias 24 e 25 de junho.

O projeto ?Plantas do Futuro? é coordenado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades da Embrapa em Brasília, DF, em parceria com: outras unidades da Embrapa ? Cerrados; Meio Ambiente; e Pantanal; Centro Nacional de Plantas Ornamentais, Medicinais e Aromáticas do Ibama; Instituto Agronômico de Campinas ? IAC; Instituto de Botânica da Secretaria de Agricultura de São Paulo; além das seguintes universidades: Estaduais de Feira de Santana/BA e de Maringá/PR; e as Federais de Mato Grosso; Mato Grosso do Sul e do Piauí. O projeto conta com o apoio do Banco Mundial, Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), CNPq, Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e do Programa de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Brasileira (PROBIO).

O título de plantas do futuro se deve ao potencial das espécies nativas da região centro-oeste para uso sustentável pelos produtores locais e para a indústria, que ainda é pouco explorado em decorrência do pouco conhecimento científico, aliado à exploração predatória e a expansão crescente da agricultura na região.

Levantamento levou à indicação de 149 espécies

O levantamento realizado pelas instituições parceiras na região centro-oeste levou à indicação de 149 espécies vegetais, divididas em cinco categorias: aromáticas, forrageiras, fruteiras, medicinais e ornamentais. As informações técnico-científicas levantadas sobre cada uma delas incluem: descrição botânica; distribuição geográfica; tratos culturais; usos atuais e potenciais; cadeia produtiva; avaliação de mercado; pontos críticos e limitações.

Segundo Vieira, o objetivo principal do projeto é fazer com que as informações levantadas sobre a flora da região cheguem ao alcance dos pequenos produtores e do setor produtivo, de forma a otimizar a sua utilização sustentável e o aproveitamento comercial. ?O projeto Plantas do Futuro – Região Centro-Oeste pretende incrementar o desenvolvimento de produtos voltados para o mercado interno e para a exportação. Espécies fruteiras como o pequi, mangaba e araticum, por exemplo, dentre outras utilizadas pelas populações tradicionais, poderão ter seu uso ampliado como alimento e até se tornar insumos para os mais variados ramos das indústrias como a de cosméticos, fitoterápicos e corantes?, ressalta.

O pesquisador explica ainda que a produção de espécies nativas do centro-oeste pode representar uma inovação tecnológica para os agricultores e produtores, como alternativa de diversificação de produtos para o mercado. Ele enfatiza que a riqueza da biodiversidade da região, apesar de notória, ainda não apresenta inserção significativa no mercado. ?Essa situação só pode ser revertida com investimentos na geração de tecnologias adaptadas às condições sócio-econômicas existentes e, por isso, as instituições se uniram no desenvolvimento desse projeto, esperando que com esse esforço conjunto, as novas tecnologias geradas cheguem ao alcance do setor produtivo?, finaliza.

A Feira Botânica do Shopping CasaPark de Brasília (DF) acontece no dia 24 de junho (sábado), das 10 às 21 horas, e no dia 25 de junho (domingo), das 10 às 20 horas.

Fonte

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Fernanda Diniz – Jornalista
E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br
Internet: www.cenargen.embrapa.br

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Objetivo é agilizar a prevenção e o controle de pragas nocivas à biodiversidade, agricultura, pecuária e silvicultura no Brasil

O Ministério do Meio Ambiente, por meio do Projeto para Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira ? PROBIO, vai lançar em setembro o ?Informe Nacional sobre Espécies Exóticas Invasoras?, desenvolvido em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ? Embrapa, com o objetivo de mapear pragas atuais e potenciais que podem comprometer os sistemas de produção da agricultura, pecuária e silvicultura brasileiras.

Espécies exóticas invasoras englobam invertebrados (ácaros e insetos) e microrganismos (bactérias, fungos, vírus, viróides, prions e nematóides) e podem ser definidas como espécies que se encontram fora de seu ambiente natural, onde passam a se reproduzir e exercer dominância sobre outros organismos, constituindo ameaça à diversidade biológica – causando impactos ambientais ou perdas de produção. Um exemplo recente de praga introduzida no Brasil é o da ferrugem da soja, que causou prejuízos superiores a US$ 7 bilhões.

O documento vai abordar o diagnóstico de pragas exóticas atuais ou introduzidas bem como aquelas de perigo potencial para o Brasil, ou seja, que ainda não entraram no país. As informações contidas no documento darão subsídios na tomada de decisões públicas quanto a medidas de prevenção e controle. As informações abrangerão também todos os tipos de grupos biológicos que afetam o ambiente marinho; águas continentais; terrestres e a saúde humana.

À Embrapa coube o levantamento das pragas que podem representar ameaças à agricultura, pecuária e silvicultura. Os estudos foram desenvolvidos por cinco de suas 38 unidades de pesquisa ? Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília, DF); Caprinos (Sobral, CE); Suínos e Aves (Concórdia, SC); Florestas (Colombo, PR) e Gado de Corte (Campo Grande, MS) – e resultaram na indicação de 155 espécies invasoras exóticas atuais e potenciais, divididas em: 92 pragas agrícolas; 30 relacionadas à silvicultura, 11 de forrageiras, 15 de caprinos e ovinos e sete de suínos e aves.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Olinda Maria Martins, o Informe apresenta o maior número possível de informações sobre as pragas, incluindo o nome científico, nome popular, locais de ocorrência e características morfológicas, bioecologia, técnicas de prevenção e controle, etc. O objetivo é aumentar o conhecimento sobre as espécies exóticas ou pragas e, assim, auxiliar na definição de medidas para prevenir a sua entrada ou promover o seu controle.

A pesquisadora explica que o documento vai auxiliar na revisão das políticas públicas brasileiras e na criação de novas medidas para fomento do uso sustentável da agricultura, pecuária e silvicultura. Além disso, ela espera que contribua significativamente para aumentar a conscientização pública quanto à importância da segurança biológica no Brasil.

Conscientização pública é fundamental

Com o crescimento do agronegócio e do comércio internacional cresceram também os riscos de entrada de pragas no país. As exportações do agronegócio brasileiro aumentaram 7,3% no primeiro quadrimestre desse ano com relação a 2005, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA) do governo do estado de São Paulo. Se por um lado, o agronegócio é um dos setores que mais crescem no Brasil, por outro é também o mais vulnerável, em função do risco da entrada de pragas e enfermidades que podem devastar a nossa agricultura e pecuária se não forem tomadas as medidas necessárias.

A simples entrada de um ?vasinho de plantas? trazido inocentemente do exterior como souvenir pode representar perigo, pois junto com ele podem entrar também inimigos invisíveis a olho nu, como fungos, vírus, bactérias e outros microrganismos e insetos, que podem comprometer seriamente a economia brasileira. ?É muito importante que a sociedade em geral tenha consciência desses riscos, pois só assim conseguiremos um futuro melhor por meio da sustentabilidade da agricultura e proteção do meio ambiente?, enfatiza Olinda.

Por isso, o Informe sugere como medidas importantes para prevenir a entrada das espécies exóticas invasoras: o aumento da conscientização da população, especialmente a partir dos veículos de comunicação de massa; e a inclusão desse tema e de outros vinculados à segurança biológica, no ensino brasileiro. Espera-se, ainda, que o documento sensibilize o governo brasileiro a aumentar os investimentos em capacitação e treinamento dos pesquisadores e técnicos que atuam na inspeção, fiscalização, detecção e identificação de pragas, além de propiciar melhorias nos laboratórios credenciados para a análise fitossanitária ou quarentenária de espécies vegetais. Segundo Olinda, todas as informações levantadas e reunidas no documento foram agrupadas em uma base de dados que será disponibilizada para todas as instituições brasileiras que atuam na prevenção e controle de espécies exóticas invasoras.

Fonte

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Fernanda Diniz – Jornalista
E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br
Internet: www.cenargen.embrapa.br

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A Embrapa Suínos e Aves, unidade descentralizada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é uma das instituições que ajudou a definir as sugestões para se praticar uma agricultura familiar de qualidade. Elas estão descritas no livro e quot;Recomendações Básicas para a Aplicação das Boas Práticas Agropecuárias e de Fabricação na Agricultura Familiar e quot;, financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. A obras será lançada oficialmente no dia 23 de junho, em Brasília, durante a Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária.

O livro possui 35 autores e está dividido em 13 capítulos. Os autores fazem parte de outras unidades da Embrapa (Agroindústria de Alimentos, Mandioca e Fruticultura Tropical, Agrobiologia, Meio Ambiente, Gado de Leite, Caprinos e Tabuleiros Costeiros), de instituições de pesquisa agropecuária dos estados e de universidades. A obra é organizada pelo pesquisador Fénelon do Nascimento Neto, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ). Cada um dos capítulos aborda um tipo de produção vinculada à agricultura familiar e relaciona os procedimentos legais e técnicos que não podem ser ignorados pelos produtores.

20662.jpgA Embrapa Suínos e Aves foi responsável pela redação de dois capítulos. Nelson Morés, Armando Lopes do Amaral e Gerson Scheuermann descreveram as e quot;Boas Práticas Agropecuárias de Produção de Suínos na Propriedade Familiar e quot;. Fátima Regina Ferreira Jaenisch, Valdir Silveira de Avila e Gerson Neudi Scheuermann foram os autores do capítulo sobre as e quot;Boas Práticas Agropecuárias de Produção de Frangos de Corte na Propriedade Familiar e quot;. De acordo com a pesquisadora Fátima Jaenisch, a intenção foi descrever os procedimentos necessários para uma produção comercial, seja ela voltado para as agroindústrias ou para a venda direta ao consumidor.

Além das boas práticas de produção para suínos e aves, o livro aborda o processamento mínimo de vegetais, a rotulagem de alimentos, a produção orgânica vegetal e algumas práticas recomendadas para as culturas agrícolas e pecuárias mais presentes na agricultura familiar, como a cana-de-açúcar, mandioca e a produção de leite bovino e caprino. Há também capítulos dedicados às boas práticas de pós-colheita de frutas e hortaliças, método para calibração de pulverizadores e transporte e armazenagem de produtos agropecuário. A obra é voltada especialmente aos profissionais que prestam assistência técnica a agricultores familiares em todo o território nacional.

O livro e quot;Recomendações Básicas para a Aplicação das Boas Práticas Agropecuárias e de Fabricação na Agricultura Familiar e quot; será distribuído pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), que é mantido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Os agentes e multiplicadores que assistem às agroindústrias dos agricultores familiares serão os primeiros a receber a obra. Depois da Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária, o livro também estará disponível para consulta na página eletrônica www.mda.gov.br.

Fonte

Embrapa Suínos e Aves
Jean Carlos Porto Vilas Boas Souza – Jornalista
E-mail: jeanvb@cnpsa.embrapa.br
Internet: www.cnpsa.embrapa.br

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Produtores rurais, técnicos e representantes de entidades financiadoras terão a oportunidade de conhecer nesta quarta-feira (21 de junho) cultivares de mandioca e aipim (macaxeira) com 14 meses e 12 meses de colheita, respectivamente, durante dia de campo na estação experimental da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju ? SE) em Umbaúba (SE). Os trabalhos estão sendo desenvolvidos desde o ano passado e o objetivo é que até 2008 seja possível recomendar variedades de mandioca mais resistentes à podridão da raiz, principal doença que ataca os mandiocais do Estado.

Os participantes do evento, que começa às 9h, terão a oportunidade de conhecer o desempenho de 13 variedades de mandioca – entre elas ?aramaris?, ?kiriris?, ?mestiça?, ?lagoão?, ?amansa-burro?, ?8740/10? ? e de 11 variedades de aipim como ?manteiga?, ?rosa-branca?, ?rosa? e ?saracura?. Estes trabalhos fazem parte do Programa de Mandioca da Embrapa Tabuleiros Costeiros e Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas ? BA), Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O pesquisador Hélio Wilson de Carvalho, coordenador dos trabalhos, explica que este programa está incluído no Projeto de Adaptação de Cultivares de Mandioca Brava e Mansa para o Nordeste Brasileiro. ?O objetivo é validar e transferir cultivares de mandioca brava com alta produtividade de raízes associada a altos teores de fécula e amido e tolerância à podridão de raízes e ácaros. Também pesquisamos variedades de aipim de alta produtividade de raiz associado à boa qualidade de massa cozida durante as diversas épocas de colheita?, explica o pesquisador.

Em Sergipe, 99% dos produtores de mandioca ocupam área com menos de 10 hectares. ?Esta é uma cultura essencialmente de pequenos agricultores que obtém produtividade de 10 a 15 toneladas por hectare (ha). O objetivo dessas pesquisas é lançar variedades com produtividade superior a 30 toneladas/ha e resistente à doença?, informa Hélio Wilson.

Em, no máximo, dois anos, a expectativa é que já tenham variedades melhores do que a ?caravela?, que predomina no Estado apesar de apresentar pouca tolerância à podridão da raiz e conseqüentemente prejudicar seriamente o rendimento da cultura da mandioca. Em Sergipe são cultivados 32 mil hectares com mandioca, sendo que Lagarto é responsável por 26% da área plantada sendo seguida por Itabaiana.

Fonte

Embrapa Tabuleiros Costeiros
Gislene Alencar – Jornalista
E-mail: gislenealencar@cpatc.embrapa.br
Internet: www.cpatc.embrapa.br

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