A partir do próximo ano o Brasil entra, via Bolsa, nas negociações de contratos de redução de emissões de gás carbônico. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e a Bolsa de Mercadorias e Futuros assinaram convênio ontem que propiciará ao país fazer as primeiras negociações mundiais desses contratos de redução de emissões no mercado de Bolsa, com base nas exigências do Protocolo de Kyoto, que entra em vigor em 2005.
O Brasil precisa implementar programas de redução de gases e o agronegócio será um dos maiores beneficiados. Os principais setores envolvidos serão os da pecuária, suinocultura, florestamento, reflorestamento e o de produção de energia à base de bagaço de cana, casca de arroz, biodiesel e álcool, entre outros, segundo Carlos Gastaldoni, secretário de Desenvolvimento da Produção do ministério.

Fonte: Uniquímica

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O cheiro é de dar água na boca do consumidor e para o produtor o mercado vem se tornando cada vez mais apetitoso. Trata-se da manga que — quando bonita — enche os olhos de quem circula pelos varejões, feiras ou supermercados. Mas para atrair o consumidor a fruta tem que ter qualidade e aí vem a necessidade de conhecer as tecnologias agronômicas há anos geradas pelo Instituto Agronômico (IAC). Para transferir conhecimento ao setor produtivo, será realizado o 3º Dia da Manga, no próximo dia 11 de dezembro, em Votuporanga. O evento é uma realização do Pólo Regional do Noroeste Paulista com apoio do IAC, ambos órgãos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
O objetivo é reunir produtores, viveiristas. comerciantes, industriais, técnicos e fabricantes de equipamentos e insumos utilizados na produção de manga. Com a transferência de tecnologia, a SAA pretende disponibilizar ferramentas para auxiliar os envolvidos na cadeia produtiva de manga na busca por bons resultados. A atividade tem relevância no Estado, já que São Paulo responde por quase 25% da produção nacional, sendo que a principal região produtora é o Noroeste do Estado — Votuporanga, Jales, Fernandópolis. De acordo com o pesquisador do Instituto de Economia Agrícola, Antonio Ambrosio Amaro, o Brasil é um dos principais países produtores de manga, com estimativa de 900 mil a 1 milhão de toneladas no total. A principal região é a do Nordeste com 60% da produção concentrada em PE, BA, Ceará e Rio Grande do Norte.
Dentre os entraves do setor estão questões agronômicas como doenças e pragas, adubação, calagem e correta indução floral para programação de colheita. Esses temas serão abordados em palestras durante o 3º Dia da Manga. O público, que também poderá degustar mangas variadas, terá orientações sobre pós-colheita e os procedimentos necessários para ter um produto à altura das exigências de mercado. As técnicas para produção fora de época serão outro assunto.
Do ponto de vista sanitário, o pesquisador Carlos Jorge Rosseto, que há 38 anos pesquisa manga no IAC, explica que há três problemas principais: má formação da inflorescência (fungo que ataca o ramo e reduz a produtividade), antracnose e mosca das frutas. Essas duas últimas limitam a exportação.
A solução para esses obstáculos representaria um avanço para o agronegócio de manga. Rosseto acredita que a resposta está por vir por meio do melhoramento genético, que poderá possibilitar o desenvolvimento do que ele chama de “supermanga”. No 3º Dia da Manga, o pesquisador irá falar sobre o Programa de Melhoramento de Manga e a expectativa para a obtenção dessa “supermanga” que está em estudos — uma variedade de ótima qualidade e produtividade, livre de doenças e pragas. Atualmente, dentre as pesquisas do IAC há um material resistente à mosca de fruta, de boa qualidade, mas com problemas de má formação e suscetível à antracnose.
“O Programa visa recombinar os materiais para reunir as três características desejadas. Os genes estão disponíveis e estamos trabalhando para dar um salto na mangicultura”, afirma Rossetto. O que o pesquisador pretende fazer é selecionar as qualidades que cada variedade IAC tem e uni-las, por meio do melhoramento, de forma a obter a “supermanga” . A resistência à mosca de frutas das variedades IAC 111 e IAC 103 foi divulgada pela primeira vez no XVIII Congresso Brasileiro de Fruticultura, realizado de 22 a 26 de novembro de 2004, em Florianópolis.
Mercado
O destino da produção comercial brasileira de mangas é diversificado. Estimativas recentes indicam que 8% da produção destinam-se à exportação de fruta fresca, 2% para a industrialização de polpa, suco em calda e néctar, 90% para mercado interno como fruta fresca (sendo 60% comercializada e 30% para consumo local e nas propriedades). O pesquisador Antonio Ambrosio Amaro, do IEA, outro órgão da SAA, considera que as perdas ainda são elevadas na produção e na comercialização.
Com relação a preços, segundo o IEA, em setembro, no Vale do São Francisco, principal região produtora, o preço recebido pelo produtor de Tommy Atkins foi em média R$0,25/kg na propriedade rural. “Vai depender muito da variedade a ser considerada. Por exemplo, a Palmer em São Paulo vale mais”, explica Amaro.
A respeito das perspectivas de exportação para o Japão, Amaro entende que será necessário um estudo do mercado asiático em função da concorrência com manga do México, das Filipinas, da Índia e Austrália.
Serviço:
3º Dia da Manga
Data: 11 de dezembro de 2004
Local: Pólo Regional do Noroeste Paulista, Rod. Votuporanga- Nhandeara, km 04, CEP 15500-000, Votuporanga, SP.
Horário: 8h às 12h.
Interessados devem ligar para (17) 3421-8148

Fonte: AgroAgenda

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I DO 2004 – Desafios e Oportunidades acontece de 7 a 9 de dezembro, no Mercure Grand Hotel, em São Paulo. Realizado pelo ITS – Instituto de Tecnologia do Software, agente Softex de São Paulo em parceria com a Sociedade Softex, o evento é considerado o mais importante encontro para debate dos rumos da indústria brasileira de software. A intenção é reunir a comunidade brasileira de desenvolvedores de soluções em software, acadêmicos, profissionais diversos, representantes governamentais, investidores e empresários de diferentes setores de negócios.
A chefe-adjunta de pesquisa e desenvolvimento, Sônia Ternes, da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento participa, quinta-feira, 12, às 11h15, do painel “Oportunidades de Negócios em TI (Tecnologia da Informação) para o Agronegócio”.
Sônia abordará o tema software livre para o agronegócio, com destaque para a Rede de Software Livre para Agropecuária – AgroLivre. Criada em março deste ano, a Rede AgroLivre tem como objetivos implantar a política de software livre na Embrapa; manter um repositório de software livre para o setor agropecuário; disponibilizar produtos de software desenvolvidos pela Embrapa sob a licença de distribuição de software livre CC-GPL e coordenar o desenvolvimento da plataforma e-SAPI Bov – Sistema Agrícola de Produção Integrada da Cadeia Produtiva da Carne Bovina. Também busca apoiar a incubação de empresas em TI para o agronegócio, como uma das estratégias para aumentar a oferta de software para o setor agropecuário.
Durante o evento serão discutidos o crescimento do setor da TI no Brasil e os desafios da regionalização; os caminhos para o sucesso no mercado internacional e a viabilização dos negócios em software livre, entre outros temas. A programação está disponível no sítio do ITS (www.its.org.br). O Mercure Grand Hotel fica na Rua Joinville, 515, Ibirapuera, São Paulo.
Nadir Rodrigues Pereira
E-mail: nadir@cnptia.embrapa.br
Carolina Yada

Fonte: Embrapa Informática Agropecuária

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O desenvolvimento de sensores inteligentes, irrigação de precisão, aplicação de novos materiais, estudos da dinâmica e reatividade da matéria orgânica em solos tropicais são alguns dos resultados de pesquisa conquistado pela Embrapa Instrumentação Agropecuária (São Carlos – SP), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 20 anos de fundação. Embora tenha sido criada no dia 18 de dezembro, as comemorações acontecerão no dia 10. Criada em 1984, a Unidade formou uma ponte permanente entre a Empresa Brasileira Pesquisa Agropecuária, as ciências básicas e engenharias, priorizando pesquisas interdicisplinares e projetos em redes.
Com uma equipe altamente qualificada, dos 57 funcionários 20 são pesquisadores com doutorado e pós-doutorado em diferentes áreas – combina físicos, engenheiros eletrônicos, engenheiros de materiais e de outras áreas das Ciências Exatas, com o conhecimento de agrônomos e veterinários – a Embrapa Instrumentação Agropecuária adotou conceitos antes usado na medicina para desenvolver o tomógrafo de uso em campo; adaptou ferramentas do aeromodelismo para fazer captação de imagem aérea a custo reduzido e com alta qualidade; criou dispositivo dez mil vezes mais sensível que o paladar humano ao validar o sensor gustativo; antecipou tendência ao apostar em um sistema automatizado para a irrigação de precisão. Estes são só alguns exemplos que fazem do Centro destaque no cenário nacional e internacional, ainda que com recursos insuficientes para o volume e importância das pesquisas desenvolvidas.
Com um orçamento perto de um milhão de reais, a Embrapa Instrumentação Agropecuária tem na captação de recursos externos, via projetos aprovados por órgãos de fomentos, um grande aliado. Só em 2004, o Centro conseguiu mais de dois milhões de reais com a aprovação de projetos de pesquisas que vão, após desenvolvidos e validados, beneficiar o agronegócio brasileiro com a automação de processos, adaptação de máquinas e desenvolvimento de metodologias para avaliação da compactação de solos com equipamento inédito para medir simultaneamente a resistência e o grau de umidade do solo.
A Unidade está localizada em São Carlos, interior de São Paulo, não por acaso. Há 20 anos, os idealizadores do Centro escolheram a cidade porque já acreditavam que futuramente ela se tornaria um pólo de alta tecnologia e referência no cenário nacional e internacional.
O prédio da extinta Rádio São Carlos abrigou o Centro por mais de 15 anos. Mas em 1995, a sede nova ganhou uma área de três mil metros quadrados para instalar laboratórios com equipamentos de última geração, entre eles, o tomógrafo e espectrômetro de alta resolução de ressonância magnética nuclear, espectrômetro de ressonância paramagnética eletrônica (EPR), e microscópico de força atômica e tunelamento. Estes equipamentos são avaliados em mais de um milhão de dólares e foram os primeiros do gênero a serem instalados em um instituto de pesquisa na área agrícola no Brasil.
Principais linhas de pesquisas
Pesquisas de grande impacto social e econômico e de interesse da ciência mundial. Entre elas estão:
1- Aplicação de novos materiais e novos sensores para a pesquisa e o desenvolvimento da agropecuária, área na qual o Centro já obteve os primeiros resultados com repercussão internacional, pelo desenvolvimento do sensor gustativo, a base de polímeros condutores (plásticos que conduzem eletricidade).
2- Nanotecnologia, área que vem despertando grande atenção da pesquisa nos dias atuais, em todas as áreas do conhecimento, sendo que os Estados Unidos e Japão já investiram centenas de milhões, e o Brasil já sinalizou a criação de um Centro Nacional de Referência em Tecnologia. A Embrapa Instrumentação Agropecuária lidera os estudos na agropecuária nesta área no país com aplicações usando microscópios com resolução atômica (medidas em milionésimos de milímetros) e de sensores e dispositivos nanoestruturados, que possibilitam obter informações e realizar procedimentos até recentemente considerados inviáveis.
3- Meio ambiente: destaca-se aqui o desenvolvimento de uma tecnologia simples, mas de grande alcance social, principalmente para o homem do campo que não conta com o saneamento básico. É a Fossa Biodigestora, um sistema simples e barato, que substitui as chamadas fossas negras, responsáveis pela contaminação do lençol freático.
O Centro também vem atuando na consolidação de estudos sobre substâncias húmicas e matéria orgânica dos solos, um tema muito relevante para o mundo, em especial para as regiões tropicais, em função não apenas dos aspectos relativos à fertilidade e conservação do solo, mas também por estar associado à emissão de gás carbônico do planeta, ao efeito estufa e às mudanças climáticas globais.
Desafios
Com foco na promoção e inovação e incorporação de instrumentação em cadeias produtivas, a Embrapa Instrumentação Agropecuária já tem algumas diretrizes traçadas para os próximos anos. Elas envolvem a agregação de valor a produtos primários e agroindustriais e contempla, entre outros, o desenvolvimento de instrumento de ressonância magnética para avaliação on-line de frutas e alimentos.
Centro é conduzido por Físico
Atualmente, a Embrapa Instrumentação Agropecuária é dirigida pelo físico Ladislau Martin Neto, que iniciou suas atividades de pesquisas na Embrapa, em 1986. O pesquisador tem doutorado pela USP São Carlos e pós-doutorado pela Universidade da Califórnia, Berkeley, Estados Unidos. Realizou trabalho pioneiro no estudo da dinâmica e reatividade da matéria orgânica em solos tropicais, incluindo trabalhos com seqüestro de carbono utilizando métodos espectroscópicos, como ressonância magnética nuclear, ressonância paramagnética eletrônica, fluorescência, infravermelho, entre outras.
Martin Neto foi o fundador em 1997 do grupo brasileiro da Sociedade Internacional de Substâncias Húmicas. Desde 2002, é membro do comitê diretor, atualmente com sede na Itália e membros em mais de 40 países.
Joanir Silva 
E-mail: jo@cnpdia.embrapa.br

Fonte: Embrapa Instrumentação Agropecuária

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