A Embrapa Clima Temperado, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, sediará em Pelotas, RS, o Simpósio Brasileiro de Recursos Genéticos de Frutas e Hortaliças, entre os dias 30 e 31 de março de 2005. O encontro reunirá melhoristas genéticos de todo o País e terá por local a sede da Embrapa em Pelotas, no km 78 da BR 392. A realização é da Embrapa, através de suas unidades de Clima Temperado, Recursos Genéticos e Hortaliças, as duas últimas sediadas em Brasília.
Seis instituições ligadas à pesquisa nacional e gaúcha estão apoiando o Seminário: Sociedade de Olericultura do Brasil, Sociedade Brasileira de Fruticultura, Sociedade Brasileira de Melhoramento de Plantas, Capes, CNPq e Fapergs. O encontro é aberto a todos os interessados, especialmente os que operam na área de recursos genéticos de frutas e hortaliças. Mais informações podem ser obtidas no site www.cpact.embrapa.br, pelo e-mail: recgen@cpact.embrapa.br ou através dos fones (53)275-8208 ou 275-8151.
Sadi M.Sapper
Embrapa Clima Temperado
Fonte: Página Rural

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Pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) estão testando em laboratório um milho geneticamente modificado para a produção de insulina. A nova semente terá a vantagem de baratear a produção, que também ficará mais rápida. A insulina é utilizada para reduzir o nível de glicose no organismo de diabéticos. A estimativa da Associação Nacional de Assistência ao Diabético é que, somente no estado de São Paulo, existam cerca de 2 milhões de pessoas com a doença.
Atualmente, a insulina é produzida no Brasil a partir de pâncreas bovinos e suínos e a maior parte das bactérias são desenvolvidas em laboratórios farmacêuticos. Os estudos do milho geneticamente modificado começaram nos anos 90, com a equipe de Biologia Molecular da Unicamp.
Agora, o projeto seque com o departamento de Engenharia de Processo para a produção em larga escala. Segundo o pesquisador Everson Miranda, a vantagem do novo produto é que ele deve baratear em até 20% o custo da produção de proteínas antes da recuperação. “Além disso, as proteínas produzidas por plantas são muito mais próximas às moléculas que o organismo produz”, disse.
De acordo com Miranda, o milho geneticamente modificado deverá ser propriedade de uma empresa, que só vai liberá-lo para produtores específicos e selecionados. Ainda não existe prazo estimado para a conclusão das pesquisas mas, segundo a Unicamp, já existe uma empresa interessada na tecnologia.
A venda de produtos geneticamente modificados está proibida até que uma ocorra uma regulamentação da lei sobre sobre o assunto. O projeto em tramitação no Congresso passou por mudanças no Senado e retornou à Câmara Federal. As informações são do site Soja.agr.
Fonte: Agrolink

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A adesão dos pecuaristas ao Sistema Brasileiro de Identificação de Origem de Bovinos e Bubalinos (Sisbov) passará a ser voluntária. A instrução normativa que criou o sistema – uma ferramenta para obter a rastreabilidade dos animais – previa identificação obrigatória por parte dos criadores nacionais, mas isso gerou divergências no setor. Na quinta-feira, após reunião com representantes da bancada ruralista na Câmara Federal, das secretarias estaduais de Agricultura e membros da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, anunciou que a adesão será voluntária. Rodrigues disse que foi uma “decisão compartilhada entre o governo e a iniciativa privada”.
O Sisbov foi criado para atender às exigências da União Européia – maior mercado para a carne bovina brasileira – que só importa o produto de países que têm algum sistema de identificação de origem animal. Mas o setor produtivo se queixava de que a obrigatoriedade significava custo maior para o pecuarista e tirava o poder de barganha dos criadores frente os frigoríficos. Isso porque, sendo uma exigência, os frigoríficos não queriam pagar um diferencial pelos animais identificados no sistema.
Antenor Nogueira, presidente do Fórum Nacional de Pecuária de Corte da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), disse que a exigência interferia no poder de negociação dos produtores. “O programa [de identificação] continua, mas não será obrigatório”, afirmou.
Para Nogueira, a medida permitirá que o pecuarista que aderiu ou aderir ao Sisbov receba um diferencial pelo animal identificado individualmente. “Se não houver incentivo, o setor produtivo não vai aderir”. Segundo Nogueira, o custo para rastrear os animais hoje está em R$ 4,00 por cabeça.
Nogueira informou ainda que foi criado um grupo de trabalho para fazer um projeto de certificação de animais por propriedade. Pelo Sisbov, a certificação é individual. O projeto será apresentado à UE por uma missão de técnicos brasileiros em data a ser definida.
A experiência do Estado do Paraná, que vincula informações do Sisbov à Guia de Trânsito de Animais (GTA), documento que autoriza o trânsito de animais, também será avaliada pelo governo.
Fontes do setor disseram ainda que, além do fim da obrigatoriedade, o pecuarista que quiser aderir ao Sisbov não precisará contratar uma certificadora para fazê-lo como ocorre atualmente.
Alda do Amaral Rocha
De São Paulo
Contexto
O Brasil vai reivindicar à Organização Internacional de Epizootias (OIE) o status de país livre da doença da “vaca louca”, a encefalopatia espongiforme bovina. Na quinta-feira, em reunião entre o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, a bancada ruralista, e representantes das Secretarias estaduais de Agricultura e de produtores, o gerente do Programa de Controle da Raiva de Herbívoros e outras Encefalopatias do Ministério, Guilherme Marques, apresentou as ações executadas pelo órgão na prevenção e vigilância da doença da “vaca louca” no Brasil. O setor produtivo quer definir estratégias para apresentar o pedido à OIE. Diferentemente de concorrentes como a União Européia, os Estados Unidos e o Canadá, o Brasil nunca registrou a doença. Para analistas, o reconhecimento pela OIE daria ainda mais credibilidade à carne bovina brasileira no exterior.
Fonte:
Valor Econômico

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O presidente americano, George W. Bush, nomeou ontem o governador republicano de Nebraska, Mike Johanns, como novo secretário de Agricultura do país. “Johanns tem experiência como funcionário público do coração agrícola dos Estados Unidos e histórico de amizade com os agricultores americanos”, disse Bush ao anunciar o novo secretário, o que indica que a escolha reflete a intenção da Casa Branca de se dedicar com ainda mais atenção às questões comerciais nos próximos quatro anos.
Bush acrescentou que “buscará políticas pró-agricultura” em seu segundo mandato e que seu governo irá exigir que outros países sigam as regras do comércio internacional no intuito de abrir novos mercados para os grãos, carne bovina, algodão e milho. O presidente lembrou que, em seu primeiro mandato, tais políticas ajudaram as exportações agrícolas dos EUA a atingirem níveis recordes.
“Estou muito, muito orgulhoso de meu passado. Os dias que passei no campo definiram a pessoa que sou hoje”, disse Johanns, nascido em Iowa e criado em uma fazenda produtora de leite. “Estou ansioso para avançar com a agenda rural no Século XXI”.
Como governador de Nebraska – Estado de peso nos EUA pela sua produção de soja e milho, além da criação de bovinos -, Johanns liderou uma delegação de fazendeiros e líderes empresariais em missões comerciais com o Japão, Taiwan, China, Cingapura e outra dezena de países.
O novo secretário deverá seguir a chamada “Farm Bill”, a política agrícola americana que está sob fortes críticas da Organização Mundial do Comércio (OMC) por fornecer subsídios considerados ilegais aos produtores. Essa política só deve ser alterada no âmbito de negociação global na OMC.
Johanns também terá de enfrentar o desafio de elevar as exportações americanas de carne, que tiveram uma queda brusca no ano passado com a descoberta da doença da vaca louca no Estado de Washington.
A nomeação de Johanns, que substituirá Ann M. Veneman, deverá ser submetida agora à aprovação do Senado americano.
Fonte: Valor Econômico

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