A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades de pesquisa da Embrapa, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, completou 30 anos de atividades no dia 22 de novembro e, como comemoração a essa data tão importante, vai expor as suas principais tecnologias no Espaço Cultural “Mário Covas” da Câmara Federal (Anexo II, em frente à biblioteca). nos dias 8 e 9 de dezembro, das 9 às 18 horas.
No dia 9, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural daquela Casa vai promover uma audiência pública em homenagem ao 30° aniversário da Unidade, às 10 horas, no plenário 06 do Anexo II.
A exposição vai apresentar os principais resultados obtidos em suas quatro grandes áreas de atuação – recursos genéticos, biotecnologia, controle biológico e segurança biológica.
Biotecnologia e controle biológico
Na área de biotecnologia, o destaque será o biorreator, um sistema de frascos de vidro interligados por tubos de borracha flexível, pelos quais as plantas recebem ar e água por aspersão ou borbulhamento. Esse equipamento foi desenvolvido e patenteado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e reduz significativamente os custos com mão-de-obra, além de acelerar o ciclo de produção, aumentar a produtividade, economizar tempo e espaço físico. Por isso, representa uma ótima opção para as empresas de fruticultura, produção de plantas ornamentais, reflorestamento, papel e celulose, e madeireiras, dentre outras.
O controle biológico de pragas vai mostrar as pesquisas desenvolvidas para produção de bioinseticidas, em parceria com empresas privadas. Estará à mostra o bioinseticida Sphaerus SC, desenvolvido em parceria com a empresa Bthek Biotecnologia, que já está sendo comercializado para controle do mosquito transmissor da malária e do pernilongo, que também é vetor de doenças, como a encefalite e a filariose. Por ser um produto biológico e conter na sua fórmula uma bactéria específica para combater o mosquito, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o bioinseticida não faz mal à saúde das pessoas e nem ao meio ambiente. Serão apresentadas também as pesquisas para produção de um bioinseticida para controlar o mosquito da dengue, que já estão em fase final de desenvolvimento.
Recursos genéticos e segurança biológica
Quem visitar o estande da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia na Câmara Federal vai conhecer também o trabalho de conservação de espécies vegetais da nossa biodiversidade. A Unidade possui um banco de conservação, onde as sementes de importância sócio-econômica podem ficar conservadas por cerca de 100 anos em câmaras frias, a uma temperatura de 20°C abaixo de zero. O banco conta hoje com cerca de 96 mil amostras de sementes de aproximadamente 350 espécies.
Serão apresentadas ainda as pesquisas realizadas na área de segurança biológica para evitar a entrada de pragas e doenças exóticas na agricultura brasileira, que podem causar sérios riscos a nossa economia. A introdução inadvertida de algumas pragas já dizimou culturas agrícolas em nosso país, como foi o caso do bicudo do algodoeiro, que devastou a cultura de algodão, especialmente na região nordeste, fazendo com que o Brasil passasse de maior exportador a um dos maiores importadores desse produto. Por isso, a Unidade desenvolve análises de risco de pragas e avançados testes moleculares para identificar as potenciais ameaças e evitar que sejam introduzidas e estabelecidas em nosso país.
Fernanda Diniz
E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br
Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Entre os dias 10 e 12 de dezembro, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, vai sediar o 3º Congresso dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo. O evento pretende debater as políticas de organização e estratégias de ação para os próximos três anos e a renovação de sua direção.
Organizado pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF-CUT), o congresso tem vagas limitadas em 270 delegados de diversas regiões agrícolas do Estado. Dez alunos da Esalq vão colaborar como monitores, acompanhando as dinâmicas realizadas.
Os ministros do Desenvolvimento Social e do Desenvolvimento Agrário, além dos presidentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) foram convidados para integrar o congresso.
A Esalq fica na Av. Pádua Dias, 11, Piracicaba.
Mais informações: (19) 3417-8700 ou mtpereir@esalq.usp.br, com a profa. Marly Pereira.

Fonte: Agência da USP

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A Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS) e a Embrapa Florestas (Colombo, PR), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento realizam no próximo dia 9 de dezembro, a partir das 8 horas, na Fazenda Laranjais, no município de Coxim, o dia de campo “Avaliação de Sistemas de Recuperação e Manejo de Pastagens, em solo arenoso na Bacia do Alto Taquari, MS”. Durante o evento, pesquisadores dos três centros de pesquisa apresentam os resultados obtidos até o momento com o experimento científico, que busca soluções para reduzir os processos erosivos na região.
De acordo com o coordenador do projeto, o pesquisador da Embrapa Pantanal Sérgio Galdino, o objetivo do evento é apresentar aos produtores rurais os dados referentes ao cultivo de pastagens em solos arenosos, que vem sendo coletados desde o ano passado. Ele explica que através desse experimento será possível inclusive avaliar o ganho de peso dos animais, o custo dos sistemas adotados por hectare/ano, a produtividade da carne por hectare/ano, além de índices como relação custo-benefício, margem bruta e receita líquida dos sistemas.
No dia de campo, o pesquisador da Embrapa Florestas, Renato Antônio Dedecek aborda as questões relacionadas à quantificação das perdas de água e solo em sistemas de manejo e recuperação de pastagens. Já o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Armindo Neivo Kichel, fala das alternativas para a recuperação e manejo de pastagens, considerando o custo benefício dos processos. O principal objetivo do projeto é a definição de um Programa de Ações Estratégicas contemplando os principais investimentos para a bacia do alto Paraguai no período de 2004 a 2007.
Histórico
O experimento está instalado no município de Coxim (MS), na Fazenda Laranjais, em uma área de solo bastante arenoso, medindo 25,2 ha ou 25.200 m2 (360 x 700 m). O experimento foi financiado pelo Projeto de Implementação de Práticas de Gerenciamento Integrado de Bacia Hidrográfica para o Pantanal e Alto Paraguai – ANA/GEF/PNUMA/OEA e, hoje recebe recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e conta com o apoio logístico da Agropecuária Miguel Sérgio. A Famasul, o Sindicato Rural de Coxim, e o Cointa – comprometidos com o desenvolvimento sustentável da bacia do alto Taquari – também apóiam a condução deste experimento no norte do Estado de Mato Grosso do Sul.
Denise Justino da Silva
E-mail: denise@cpap.embrapa.br

Fonte: Embrapa Pantanal

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O novo embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Collecott, 54, disse que seu país defende reformas no sistema europeu de proteção à agricultura como forma de “dar vantagens” a países em desenvolvimento nas negociações comerciais tanto na OMC (Organização Mundial do Comércio) como com o Mercosul.
Em contrapartida, quer uma abertura ampla em serviços e compras governamentais -área, para ele, mais sensível na negociação do acordo da União Européia e Mercosul. A razão é simples: os serviços -principalmente financeiros- representam 75% da economia britânica.
Ao falar sobre o acordo Mercosul-UE, afirmou que o novo comissário de Comércio do bloco, o britânico Peter Mandelson, tem “pessoalmente interesse na América Latina e no Brasil” e “num acordo amplo”.
Sobre a desvalorização do dólar ante o euro, não descartou intervenção do Banco Central Europeu. Em entrevista à Folha, ele afirmou ainda que o Brasil, candidato a vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), é o “representante natural” da América Latina.
Matemático formado em Cambridge e com doutorado em física na mesma instituição, Peter Collecott ingressou na diplomacia em 1977. Além do Brasil, onde está desde agosto, serviu em países como Sudão, Austrália, Indonésia e Alemanha.
Leia, a seguir, trechos da entrevista com o novo embaixador do Reino Unido no Brasil.
Folha – Especialistas dizem que o fato de o novo comissário de Comércio da UE (União Européia) ser britânico, com o “liberalismo no sangue”, facilitará as negociações do acordo com o Mercosul. O sr. concorda?
Peter Collecott – Peter Mandelson não representa posições do governo britânico, mas posições da UE. Mas ele é uma pessoa que apóia mercados livres e comércio aberto. Por isso, pessoalmente tem interesse na América Latina e no Brasil. E tem interesse num acordo amplo entre a União Européia e o Mercosul.
Folha – Incluindo avanços na sensível área de agricultura?
Collecott – Há um processo na Europa de abertura dos mercados agrícolas, de reforma [dos subsídios dados aos produtores], que é muito importante nas negociações da Rodada Doha [de liberalização de comércio, no âmbito da OMC]. Há também a oferta para o Mercosul sobre o mercado agrícola. Eu não tenho dúvida de que em um acordo é importante também que haja uma oferta do lado do Mercosul que seja interessante para a União Européia. Por exemplo: nas áreas de serviços, de compras governamentais.
Folha – Na visão do senhor, compras governamentais é a área mais sensível?
Collecott – Sim. Pode ser.
Folha – O Reino Unido apóia o ingresso do Brasil como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU?
Collecott – Já apoiamos publicamente o ingresso do Brasil. Ficou claro quando o presidente Lula foi a Londres. Nós apoiamos o ingresso do Brasil, assim como do Japão, da Alemanha e da Índia.
Folha – Tal apoio pode exigir contrapartidas comerciais?
Collecott – Não. Temos interesse, como membro [permanente] do Conselho de Segurança, em que ele seja mais representativo dos poderes atuais. Para nós, o Brasil é o representante natural da América Latina, mas não há troca nas negociações comerciais.
Folha – Uma preocupação hoje da União Européia é a desvalorização do dólar ante o euro. Isso pode resultar numa intervenção do Banco Central Europeu para conter esse movimento?
Collecott – Apoiamos sempre um sistema internacional de moedas transparente e liberal. Mas isso não significa que não seja um papel do Banco Central regular o mercado para intervir às vezes.
Folha – Mas não há uma pressão do setor produtivo da UE, especialmente dos exportadores, para conter a queda do dólar?
Collecott – Vivemos num mercado livre, que às vezes tem situações que não são equilibradas. Claro que, para uma firma que exporta, é ruim [a valorização do euro], mas às vezes há equilíbrio, e às vezes, desequilíbrio.
Folha – Em quais setores o sr. acha que o comércio entre Brasil e Reino Unido pode ser alargado?
Collecott – Em serviços financeiros, bancários, de seguros. No Brasil, encontramos problemas com acesso [a esses ramos]. Existem regras brasileiras específicas que não atraem firmas estrangeiras, do Reino Unido.
Folha – Voltando ao comércio internacional, quais são as pretensões do Reino Unido nas negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio)?
Collecott – A posição do governo do Reino Unido é que é fundamental ter um sistema de comércio com o mundo mais amplo. E também um sistema de negócios mais sustentável no mundo. É muito importante dar também vantagens aos países em desenvolvimento. Isso significa que nós, europeus, vamos, mais à frente, abrir o mercado agrícola para os países em desenvolvimento fornecer mais produtos. Por isso, a reforma do sistema agrícola é muito importante para resultados positivos na Rodada Doha. Na União Européia, os britânicos são os que lutam mais fortemente para abrir o sistema agrícola.
Pedro Soares
Folha de São Paulo

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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