Responsáveis por dois milhões de toneladas/ano da produção de frutas no País, ocupando o quinto lugar no ranking nacional, produtores de Minas Gerais debatem nesta terça e quarta-feira (7 e 8) uma agenda comum para o setor. Eles irão também conhecer os primeiros projetos do Programa Integrado de Frutas (PIF) no Estado.
O evento se divide em dois momentos distintos. Na terça-feira, é o dia do I Encontro de Lideranças Mineiras da Cadeia Produtiva de Frutas e, no dia seguinte, será realizado o I Seminário Mineiro de Produção Integrada de Frutas. Os dois acontecem no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte. São esperados cerca de 140 participantes nos eventos.
Segundo Cláudio Wagner de Castro, técnico do Sebrae (uma das entidades patrocinadoras dos eventos), o Encontro de Lideranças Mineiras da Cadeia Produtiva de Frutas terá como pano de fundo o projeto de implantação e amadurecimento dos Centros Regionais de Informação e Inovação em Fruticultura (CRIIF).
Iniciado há quatro em quatro regiões do Estado, a partir da atuação de técnicos do Sebrae e da Federação da Agricultura de Minas Gerais, os CRIIFs reúnem produtores e as mais diferentes entidades que estão ligadas à fruticultura. O objetivo é fomentar o setor a partir de ações conjuntas e do compartilhamento de informação.
Já foram instalados três CRIIFs no Estado. Eles atendem aos fruticultores do norte, da Zona da Mata e do Triângulo Mineiro. O quarto Centro está em formação, na região sul. “Os Centros funcionam para congregar e organizar sistemas de agronegócios de fruta nas regiões, visando um desenvolvimento sustentável”, assinala Castro, lembrando que os CRIIFs têm à disposição dos associados alguns serviços necessários ao desenrolar dos negócios, mas trabalham especialmente pela construção de projetos estratégicos comuns.
Os produtores irão conhecer, durante o I Seminário Mineiro de Produção Integrada de Fruta, os primeiros projetos no Estado que serão vinculados ao Programa Integrado de Frutas (PIF). Trata-se do sistema de certificação nacional para a fruticultura. Em Minas Gerais, o PIF deverá atender às produções de banana, uva e citros.
O PIF foi criado em 1999 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e é monitorado por entidades como a Embrapa. O Programa estimula a cadeia produtiva de frutas no País em conformidade com critérios e normas que atendem às exigências do mercado de exportação.
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas frescas, com 39 milhões de toneladas/ano. O país é ultrapassado no ranking da fruticultura apenas pela China e Índia. No ano passado, a fruticultura movimentou nacionalmente R$ 12,3 bilhões. A Comunidade Européia é a maior consumidora das frutas brasileiras. Só em 2002, de acordo com dados da Secretaria do Comércio e Exterior, 58% do volume de manga exportado teve tal destino, assim como 95% da uva de mesa.
Os países da Europa são grandes consumidores, mas também formam um mercado bastante exigente, no qual as certificações, que atestam a qualidade da produção, são essenciais. O PIF se tornou uma referência para a exportação das frutas nacionais, mas enfrenta também Em muitos casos, além do PIF, os produtores precisam obter selos internacionais para disputarem o mercado estrangeiro, o que, evidentemente, onera a produção. Porém, no caso de produtores nacionais de maçã que adotaram o PIF este não existe mais. Quem possui o selo é aceito sem outras exigências pelos exportadores na Europa.
Portanto, o PIF é encarado como iniciativa essencial à melhoria da qualidade e à adequação da produção nacional às exigências internacionais da fruticultura. O Programa prevê diretrizes de produção para 14 frutas (manga, maçã, uva, mamão, melão, pêssego, goiaba, caqui, citros, caju, coco, banana, maracujá e figo).
O sistema de produção integrada, que lastreia as diretrizes do PIF, é um conjunto amplo de critérios e especificações que têm como meta uma produção de qualidade, atenta aos impactos ambientais e sociais, favorecendo o desenvolvimento sustentável e também oferecendo garantias para exigências de mercado, como a especificação de origem. Com um controle especial do uso de agrotóxicos na produção, uma série de normas para uso e manejo de solo, dos recursos hídricos e outros fatores do ponto de vista ambiental, o sistema prevê ainda normas que beneficiam socialmente a cadeia produtiva, como capacitação e a organização dos produtores.
Serviço:
Cláudio de Castro (31) 3371-9090/8993
Roselena Nicolau

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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O governador Roberto Requião recebeu no sábado (04) representantes do Grupo Carrefour que vieram ao Paraná manifestar apoio pelas medidas adotadas contra a presença de soja transgênica no Estado. “Ficamos realmente felizes em saber que um governador de um Estado brasileiro adotou o mesmo princípio da precaução que nós adotamos na França. Viemos felicitar o governador Requião pelas medidas tomadas e trazer o apoio comercial do Grupo Carrefour”, declarou Gilles Desbrosse, diretor de produtos frescos do Carrefour na França.
De acordo com Desbrosse, o Carrefour adotou o princípio da precaução e desde 1999 encontrou no Paraná a garantia de comprar produtos livre de transgênicos. “O Grupo Carrefour tem um estudo com 60 milhões de consumidores que mostra que 80% dos entrevistados não querem consumir produtos que contenham organismos geneticamente modificados. Isso foi um indício de que estávamos no caminho certo”, contou o diretor francês.
Desbrosse explicou que para o Grupo Carrefour o princípio da precaução é primordial para todas as ações da rede. “Ainda não estão claro quais são os riscos dos organismos geneticamente modificados para a saúde humana e o meio ambiente. Pelo contrário, há provas de danos ambientais”, salientou. Além disso, o diretor francês lembrou que ao optar pela cultura de sementes transgênicas, o produtor perde a sua autonomia.
“A agricultura, com a soja transgênica, significa dizer que os agricultores do mundo inteiro seriam como uma grande fazenda de multinacionais americanas, ou seja, grandes fazendeiros trabalhando para uma multinacional americana, perdendo a soberania e se submetendo a um domínio, o que preocupou os franceses”, contou.
Qualidade
Para o governador Roberto Requião, a declaração de apoio do Carrefour demonstra que o Governo do Estado está no caminho certo ao proibir a presença de organismos geneticamente modificados no Paraná. “Esta visita é a consolidação de negócios já existentes e a abertura para novos negócios. Mas, acima de tudo isso, esse encontro mostra que o Paraná está certo na luta contra os produtos transgênicos”, disse o governador.
Requião propôs ao Grupo Carrefour que seja criado um selo para certificar os produtos que contenham elementos comprados no Paraná. “Nós estamos propondo uma soma da qualidade Carrefour com a qualidade Paraná. Nós damos garantia de rastreabilidade e da ausência absoluta de transgênicos no produto”, explicou o governador.
Para Olivier Kriegk, diretor científico da cooperativa Terrena, um dos principais fornecedores do Grupo Carrefour, a principal preocupação da cooperativa é o respeito pelos seus consumidores. “Para nós, está bastante claro que o consumidor francês não quer se alimentar com produtos transgênicos”, constatou. Segundo ele, “a luta contra os organismos geneticamente modificados está crescendo no mundo e para nós é extremamente importante estarmos unidos com aqueles que estão lutando do nosso lado, contra a cadeia da soja transgênica”.
Terrena
Toda a soja usada pela cooperativa francesa Terrena é comprada exclusivamente no Paraná. “Pretendemos aumentar esse montante. A parceria com o Carrefour e o Estado do Paraná tem o objetivo de aumentar a importação de soja, que hoje é de cerca de 300 mil toneladas por ano”, afirmou Hubert De La Hamelinaye, diretor de nutrição animal da Terrena. A soja e o farelo de soja paranaenses são usados para ração animal.
Os franceses visitaram plantações de soja convencional no interior do Estado e no Porto de Paranaguá acompanharam as análises feitas pelo Governo nos carregamentos de soja. “Confirmamos o que já sabíamos porque o resultado das análises feitas na França, do material que vem do Paraná, sempre foi zero para transgênicos”, comentou Hamelinaye. No ano passado, o grupo movimentou quase 3 milhões de euros só na compra e venda de alimentos e dispõe atualmente de 360 milhões de euros em fundos para investimentos. A Terrena conta com 28 mil agricultores associados e 12,6 mil funcionários diretos.
Já o grupo Carrefour atua em 30 países e possui cerca de 9 mil lojas que empregam 350 mil funcionários. Responsável pelo atendimento médio de 2 milhões de consumidores anualmente, o Carrefour se instalou no Brasil em 1975 e hoje conta com 98 supermercados e 98 hipermercados em todo o país.
Mercado
O vice-governador e secretário da Agricultura Orlando Pessuti também participou da reunião e lembrou que outras comitivas estrangeiras já estiveram no Estado em busca de alimentos orgânicos ou livres de transgenia. “Nesses dois anos que estamos no Governo já recebemos missões chinesas, francesas, coreanas, italianas e todos que nos procuram querem comprar produtos orgânicos ou livres de transgenia. Por isso mesmo nós temos mantido essa posição de precaução de recomendar ao produtor do Paraná que não plante transgênicos”, justificou.
Segundo Pessuti, nos próximos dias 12 e 13 uma missão austríaca virá ao Estado visitar propriedades e cooperativas interessadas em comprar produtos orgânicos ou livres de transgenia. “O mercado de produtos convencionais e orgânicos é crescente porque o mundo busca uma segurança alimentar”, afirmou. Além disso, conforme destacou Requião, há uma valorização comercial da soja não transgênica, já que o mercado internacional paga mais pela soja pura.

Fonte: Agência Estadual de Notícias – Paranã

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A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), financiará projeto de pesquisa de R$ 1,8 milhão para a criação da primeira biblioteca pública de componentes de software da América Latina.
Segundo o MCT, o projeto foi aprovado por meio de uma chamada pública no âmbito das ações transversais dos fundos setoriais, que prevê investimentos dos fundos setoriais de Tecnologia da Informação e Verde-Amarelo, na interação universidade-empresa para apoio à inovação.
O projeto será apresentado nesta terça-feira (7/12), às 10h, na sala de reuniões da assessoria de imprensa da Universidade de Campinas (Unicamp).
Desenvolvido por um consórcio de seis empresas e instituições de pesquisa de São Paulo e do Nordeste, o projeto deverá atuar nos próximos dois anos em pesquisas para o desenvolvimento de componentes de software para o governo eletrônico (e-gov) e na construção de uma biblioteca virtual que possibilite o compartilhamento desses componentes.
O projeto é coordenado pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (Cesar), com o envolvimento do Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA), da CI e T Software (formada por ex-alunos da Unicamp), e das universidades federais de Pernambuco (UFPE), da Paraíba (UFPB) e Estadual de Campinas (Unicamp). Todo produto gerado pelo projeto será público e livre, ficando à disposição da indústria brasileira para utilização dos componentes.
De acordo com os idealizadores, um dos objetivos da iniciativa é otimizar os gastos públicos com tecnologia da informação (TI), evitando investimentos redundantes. A intenção é que as áreas de TI de órgãos públicos ou privados possam visualizar com facilidade quais componentes estão disponíveis na biblioteca de componentes, permitindo o aproveitamento dessa tecnologia na montagem de suas soluções.

Fonte: Agência Fapesp

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está liberando o acesso gratuito, pela Internet, às imagens produzidas pelo satélites de sensoriamento remoto Landsat 1, 2 e 3, entre 1973 a 1983. Segundo o Inpe, o catálogo possibilita o acompanhamento das mudanças ambientais, urbanas e hídricas no país no período. O acervo foi recuperado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio da Financiadora de Estudos Projetos, através do Fundo Setorial CT-Espacial, com investimento de R$ 1,5 milhão.
Estão disponíveis imagens de 100% do território nacional e de 80% da América do Sul: todo o Uruguai, Paraguai, Bolívia, Guianas, Suriname e parte do Chile, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e Argentina.
As imagens do Landsat 5, abrangendo o período de 1984 a 2000, também poderão ser acessadas a partir de 2005.
Desde junho, o Inpe disponibiliza, também pela internet e gratuitamente, o catálogo com imagens do CBERS – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres. Até novembro, mais de 45 mil imagens já haviam sido distribuídas a usuários de todo o território nacional.
O objetivo, com a liberação das imagens, é popularizar o uso do sensoriamento remoto no país. Hoje, a divisão responsável pelas estações de recepção, em Cuiabá (MT), e de processamento, em Cachoeira Paulista (SP), entrega, em média, 350 imagens do satélite CBERS por dia, tendo se tornado a estação com mais usuários de imagens do mundo, para esse segmento.
Imagens do catálogo Landsat: www.dgi.inpe.br/CatalogoMSS
Imagens dos catálogo CBERS: www.cbers.inpe.br
Conduzido pela Nasa, a agência espacial norte-americana, e pelo U.S. Geological Survey, o Programa Landsat, que começou em 1972, é o principal responsável pela produção de imagens feitas a partir do espaço de praticamente toda a superfície terrestre.
Imagens dos satálites Landsat 4, 5 e 7, podem ser obtidas pelo endereço: www.landsat.org
 

Fonte: Agência Fapesp

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