O Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), abre amanhã (28/8) os seus portões para a 27ª Expointer, que se realiza até o próximo dia cinco de setembro. O otimismo em relação às vendas durante a mais tradicional mostra do agronegócio brasileiro é maior entre os criadores de animais do que o observado em relação aos fabricantes de máquinas agrícolas. A expectativa dos organizadores é atrair um contingente superior a 600 mil pessoas durante os nove dias de Expointer.
O número de animais inscritos este ano chegou a 5.923 exemplares de 170 raças, o que representa um aumento de 30% sobre o ano passado, quando 4.537 animais foram expostos ou colocados à venda. Na parte do maquinário agrícola, a maior distinção é o Prêmio Gerdau Melhores da Terra, considerado o maior da América Latina. Os vencedores serão conhecidos amanhã e a entrega da premiação está marcada para a próxima quarta-feira (1/9), na Gerdau Riograndense, no município vizinho de Sapucaia do Sul.
O presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), José Paulo Cairoli, prevê vendas de R$ 4 milhões, superando os R$ 3,15 milhões verificados na expointer 2003. Para Cairoli, uma série de fatores formam uma equação favorável ao incremento dos negócios este ano. Como exemplo, cita a disponibilização de R$ 5 milhões por parte do Banco do Brasil (BB) a juros e prazos reivindicados há anos pelos pecuaristas. Outra boa notícia, lembra ele, é a situação de estabilidade e recuperação da economia do País, elevando a renda da população e, com isso, levando a um aumento de consumo da carne bovina.
Fórum da Soja do Mercosul
Dentro da programação da Expointer, um dos momentos que deve alcançar maior repercussão é a criação do Fórum da Soja do Mercosul, marcado para a próxima sexta-feira (3/9), com a presença esperada dos ministros da Agricultura do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A idéia da iniciativa é fundar uma associação de produtores do grão dos quatro países para defender os interesses dos agricultores do Mercosul – que já colhem conjuntamente cerca de 110 milhões de toneladas de soja, um volume bem maior do que o produzido pelos EUA.
Com informações de Caio Ciganada da Gazeta Mercantil

Fonte: Gazeta Mercantil

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A diretoria-geral de Proteção ao Consumidor e à Saúde da Comissão Européia, órgão executivo da União Européia (UE), fez várias críticas ao Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) adotado no Brasil. As críticas foram feitas em relatório da missão que visitou Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás no período de 26 de abril a 6 de maio. A eficiência do sistema de defesa sanitária contra febre aftosa também foi questionada.
Os europeus consideraram o sistema de identificação e certificação como um processo ainda em fase inicial de implementação e criticaram os critérios adotados em sua implantação. A missão não encontrou, por exemplo, um procedimento para as certificadoras identificarem os dados dos animais individualmente e detectou deficiências quanto à operação de certificação em si e na supervisão da identificação animal.
A Comissão Européia cita ainda outros exemplos das deficiências do Sisbov, como problemas nos brincos de identificação. Outro ponto levantado foi a falta de um sistema de supervisão do governo da identificação dos animais nas propriedades.
Sobre o programa de vigilância contra febre aftosa, a missão constatou que a comprovação da vacinação é baseada só na “declaração do proprietário, não existindo sistema de controle específico implementado para avaliação desta declaração”.
Apesar disso, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano, afirmou que a avaliação européia foi “melhor do que o governo esperava”. “Não consideramos que o relatório trate a implementação do sistema de forma severa”, afirmou. Para ele, é “normal” que um sistema em fase de implementação sofra ajustes.

Fonte: Revista Cultivar

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A transferência de embriões, uma das mais bem sucedidas técnicas na área de reprodução animal, foi tema de palestra durante a Amazontech 2004, em Cuiabá, MT. A biotecnologia desponta hoje no cenário mundial como uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento da pecuária, já que possibilita o melhoramento genético dos rebanhos.
A Embrapa vem investindo no desenvolvimento de técnicas biotecnológicas para estudos de reprodução animal desde a década de 80, com o objetivo de melhorar a eficiência da produção de carne e leite. Várias tecnologias vêm sendo dominadas ao longo dos anos e repassadas ao setor produtivo. Dentre elas, pode-se destacar a transferência de embriões (TE), que é uma das biotecnologias reprodutivas mais bem sucedidas e vem sendo utilizada na pecuária há mais de vinte anos. Diante da sua importância para as pesquisas de reprodução animal no Brasil, essa tecnologia foi o foco da palestra que o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Roberto Sartori, apresentou, no dia 19 de agosto, durante a Amazontech 2004, em Cuiabá, MT, dentro do tema: biotecnologia animal.
A tecnologia de transferência de embriões vem crescendo muito nos últimos anos em todo o mundo, especialmente no Brasil. De acordo com o relatório anual da IETS (International Embryo Transfer Society) de 2003, em 2002 o Brasil foi responsável por cerca de 50% dos embriões produzidos in vitro (em laboratório) no mundo, o que é um dado muito significativo, na opinião de Sartori, considerando que esse número já aumentou muito de 2002 até hoje.
Segundo o pesquisador, o uso da TE pode gerar um ganho genético muito rápido nos rebanhos porque possibilita a seleção dos touros e das matrizes doadoras de embriões ou óvulos. Além disso, essa tecnologia tem o potencial de melhorar a eficiência reprodutiva ou o manejo zootécnico de determinados rebanhos em certas circunstâncias especiais. Como exemplo, podem ser citados os benefícios dessa tecnologia para amenizar um dos piores problemas da pecuária leiteira atual: a baixa eficiência reprodutiva das vacas lactantes. Vacas de alta produção leiteira têm apresentado melhores taxas de concepção com a utilização da TE do que com inseminação artificial (IA).
A TE também tem o potencial de ser utilizada rotineiramente em sistemas de produção que utilizam animais mestiços e que procuram manter sempre o mesmo grau de sangue no rebanho, preservando assim o vigor híbrido (a produtividade dos bezerros é superior a média dos pais) e facilitando o manejo dos animais.
O desenvolvimento de protocolos de sincronização (uso de hormônios para sincronizar o cio das vacas) para doadoras e receptoras de embrião e o aperfeiçoamento de outras biotecnologias, tais como sexagem (definição do sexo do embrião antes do nascimento) de espermatozóides ou de embriões, bipartição de embriões e criopreservação têm contribuído significativamente para o incremento da utilização dessa técnica no Brasil e no mundo.
Fernanda Diniz

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) apresenta hoje, às 8h30, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR), o Sistema Agrícola de Produção Integrada em Soja (SAPI) como uma das principais ferramentas para aumentar a competitividade da cadeia do agronegócio brasileiro. O SAPI reúne noções de segurança alimentar, proteção ambiental, responsabilidade social e viabilidade técnica e econômica da produção. O sistema de produção integrada de soja terá R$ 1 milhão para desenvolver projetos-piloto no Paraná, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, informa o secretário de Apoio Rural e Cooperativismo, Manoel Valdemiro Rocha. “O SAPI é, na verdade, uma receita para transformar a cultura de produtores, agroindústrias e do mercado para atender plenamente aos consumidores, internos e externos”, diz. “O sistema busca transformar a informação num fator de produção, que influencia decisões e negócios”.
Com o sistema, desenvolvido pelo MAPA, o Brasil se colocará em nível tecnológico adequado para atender as atuais exigências dos principais mercados mundiais e se prepara para responder às crescentes barreiras não-tarifárias impostas pelos compradores de nossos produtos agropecuários. Também participam da reunião João Henrique Hummel, assessor especial do ministro Roberto Rodrigues; José Norberto Kretzer, diretor do Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural (Denacoop).
O novo sistema busca disciplinar processos agronômicos e zootécnicos para garantir direitos trabalhistas, condições mínimas de higiene e saúde humana, valores sociais, controle de agrotóxicos. Além disso, busca estabelecer registro, certificação e rastreamento da produção. Tudo com parâmetros definidos pela cadeia produtiva e seguindo padrões internacionais. Um dos princípios básicos do SAPI é integrar atividades multidisciplinares, parcerias institucionais entre os setores público e privado e os agentes da cadeia produtiva. Cada um dos processos adotados deve ser identificado e caracterizado por técnicas e procedimentos regulamentados.
O objetivo do sistema é gerar mais empregos e renda, além de expandir a produção e focar as vendas em determinados mercados consumidores de alimentos. Também busca fortalecer estratégias de atração de investimentos para gerar novos produtos e serviços com a chamada “marca Brasil”. Todas as atividades relacionadas ao SAPI têm como base a seleção das áreas mais adequadas para cada uma das atividades em cada região, unindo experiências de associativismo e cooperativismo. Nesse processo, é possível garantir a incorporação de novas tecnologias, a geração de negócios, a gestão integrada e, sobretudo, a competitividade dos empreendimentos. “Saber quais produtos o consumidor quer, aqui e lá fora, é fundamental. Assim como introduzir conceitos de denominação de origem controlada, origem protegida e indicação geográfica”, diz Rocha.
O novo SAPI prevê também alguns objetivos específicos para desenvolver três segmentos. Da base produtora, exige a adoção de boas práticas agrícolas, com incorporação de métodos, técnicas e procedimentos que respeitem o meio ambiente e a saúde humana, controle os resíduos de insumos e cumpra com a responsabilidade social da atividade. Pede ainda forte monitoramento e controle sobre fatores de risco de contaminação do solo e da água para cumprir requisitos mínimos de sanidades e higiene. Ou seja, evitar a dispersão de dejetos humanos e animais no meio ambiente. Além disso, prega controle de pragas e doenças por meio do manejo integrado – físico, químico e, sobretudo, biológico. Para cumprir, prevê um treinamento específico para planejar, executar e avaliar os resultados.

Fonte: Ministéria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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