O café é um dos produtos agrícolas de maior destaque no mercado internacional. As duas variedades mais consumidas mundialmente são a arábica (mais de 70%) e a robusta. O Brasil é o maior produtor mundial de café e, além disso, é o único país que tem uma produção competitiva e em larga escala de ambos os cafés, destacando-se como principal produtor de arábica e o segundo na produção de robusta, atrás apenas do Vietnã, o que deixa o país numa posição estratégica em relação ao suprimento mundial de café.
Diante da importância desse produto para o nosso dia-a-dia e para a nossa economia, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades de pesquisa da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, decidiu escolhê-lo como tema para a exposição que vai promover nos dias 30 de abril e 1º de maio, no shopping CasaPark, em Brasília, DF. Esse evento faz parte de um ciclo de exposições itinerantes que a Unidade pretende realizar durante o ano de 2005, em vários locais da capital federal.
A exposição no Shopping CasaPark vai apresentar as pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Recursos Genéticos e pela Embrapa Café (outra unidade de pesquisa da Embrapa também localizada em Brasília) para aumentar a produtividade do café no Brasil e produzir variedades mais saudáveis, livres dos ataques de doenças e pragas da agricultura.

Biotecnologia: genoma e clonagem de café
Um dos destaques das pesquisas desenvolvidas pela Embrapa é o sequenciamento do genoma do café, concluído recentemente pelas duas unidades, em parceria com o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café. A conclusão desse genoma levou à formação de um banco de dados com mais de 200 mil seqüências de DNA de café, que hoje é acessado por instituições do Brasil e do exterior.
As informações geradas pelo Projeto Genoma Café vão beneficiar toda a cadeia produtiva, inclusive os pequenos produtores, incentivando a produção de orgânicos e a proteção do meio ambiente e do trabalhador rural por meio do uso de tecnologias sustentáveis, e proporcionando a inclusão tecnológica da agricultura familiar. Sem falar nos consumidores, que vão poder contar com variedades de melhor qualidade, em termos de aroma e sabor, e com melhorias nas características nutracêuticas, como menor teor de cafeína, mais vitaminas etc.
No campo da biotecnologia, serão mostradas também as pesquisas para produção de mudas de café através de biorreatores. Esses equipamentos foram desenvolvidos e patenteados pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e funcionam como uma espécie de ”fábrica” de plantas, multiplicando mudas com muito mais qualidade, segurança e higiene, além de possibilitar economia em mão-de-obra.
Conservação: garantia de variabilidade genética
Quem visitar a exposição da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia no Shopping CasaPark vai conhecer também as pesquisas desenvolvidas pela Unidade para conservação de sementes de café. O objetivo é ampliar e disponibilizar para os melhoristas genéticos a maior variabilidade genética possível de café para que possam gerar novas cultivares mais produtivas, resistentes a doenças ou com melhorias nutricionais.
A Unidade da Embrapa vem investindo na conservação de sementes de café a longo prazo em câmaras frias e em botijões de nitrogênio líquido, onde podem permanecer por mais de cem anos. Periodicamente são feitos testes para avaliar o seu poder germinativo.
Embrapa: de olho na entrada e controle de pragas do café
Serão apresentadas também as pesquisas de segurança biológica para evitar a entrada de pragas do café no Brasil. A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia é o órgão oficial designado pelo Ministério da Agricultura para fazer a quarentena de todo material vegetal que entra no país para fins de pesquisa. Recentemente, foi interceptada uma doença em mudas de café importadas de Portugal, conhecida como Coffee Berry Disease, que não existe no Brasil, e poderia ter causado sérios prejuízos a nossa cafeicultura.
Outro destaque serão as pesquisas de controle biológico de pragas e doenças do café. O controle biológico se baseia no uso de “inimigos naturais” – insetos e microrganismos (fungos, vírus e bactérias) – das pragas para combatê-las. Esses agentes naturais são específicos para as pragas e não causam mal à saúde humana e ao meio ambiente. Uma das pesquisas em andamento na Unidade da Embrapa é o controle biológico do nematóide de galhas pela bactéria Pasteuria penetrans. Essa é uma das piores ameaças à cultura de café e causa perdas de cerca de US$ 100 bilhões nas produções agrícolas em todo o mundo. Essa bactéria, além de não poluir o ambiente, também não parasita animais, sendo altamente específica ao nematóide de galhas. Os testes feitos com um produto biológico à base da bactéria têm alcançado eficiência de 80% no controle desse nematóide em plantas de cafeeiro altamente infectadas.
A exposição da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia no shopping CasaPark será realizada nos dias 30 de abril, das 10 às 21 horas, e no dia 1º de maio, das 10 às 18 horas.

Fernanda Diniz
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br  
Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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A comunidade técnico-científica do Amapá vai poder conhecer, a partir desta sexta-feira, dia 29, sempre às 9 horas, no auditório da Embrapa, em Macapá, dissertação de mestrado e teses de doutorado defendidas por técnicos da Unidade que estiveram em treinamento de pós-graduação.
O ciclo de palestras começa com o engenheiro florestal José Antônio Leite de Queiroz que apresentará a dissertação de mestrado com o título Fitossociologia e Distribuição Diamétrica em Floresta de Várzea do Estuário do Rio Amazonas no Estado do Amapá. O técnico é mestre em ciências florestais pela Universidade Federal do Paraná.
No dia seis de maio será a vez do também engenheiro florestal e pesquisador Marcelino Carneiro Guedes. O título da tese de doutorado dele é Ciclagem de nutrientes após Aplicação de Lodo de Esgoto – biossólido – sobre Latossolo Cultivado com Eucalypitus Grandis. Marcelino Guedes é doutor em recursos florestais pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo.
Esse primeiro ciclo de palestras do ano na Embrapa Amapá termina no dia 20 de maio, com o pesquisador e engenheiro agrônomo Rogério Mauro Machado Alves, que é doutor em fisiologia vegetal pela Universidade Federal de Viçosa. O título da tese de doutorado e tema da palestra é Efeito do Alumínio sobre a produção, o Acúmulo e a Exudação de Ácidos Orgânicos em dois Cultivares de Arroz com Tolerância Diferencial a este Íon.

Fernando Sinimbu
Embrapa Amapá 
E-mail: fernando@cpafap.embrapa.br  

Fonte
Embrapa Amapá

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As indústrias gaúchas de suínos, aves e leite encaminham nos próximos dias, à Casa Civil da Presidência da República, um pedido para que seja alterado o decreto 4.680, que regulamenta a rotulagem de transgênicos no país. Segundo o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Aristides Vogt, uma instrução normativa posterior ao decreto não menciona a obrigatoriedade de rotular a carne de animais alimentados com rações feitas a partir de produtos geneticamente modificados, conforme está previsto no artigo 3° do decreto.
Vogt teme que a obrigatoriedade na rotulagem cause discriminação do mercado. “Nenhum país do mundo faz essa exigência. Porque o Brasil tem de fazer?” A decisão foi tomada num encontro ontem, na Fiergs, em Porto Alegre. Pela legislação, toda vez que a concentração de transgenia for superior a 1% deve ser informada ao consumidor.
O diretor técnico da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no RS, José Severo, apóia o pleito. “Do ponto de vista técnico não há nada que impeça a suspensão da exigência devido à diluição que ocorre durante os processos pelos quais passa o grão até chegar ao consumidor”.
A reivindicação surge às vésperas do começo da importação de milho transgênico da Argentina para alimentação animal devido à seca. Mas o setor não irá esperar um parecer para iniciar os embarques, que devem chegar a 500 mil toneladas no Rio Grande do Sul. O pedido das primeiras 50 mil t será encaminhado na semana que vem. Na reunião, o coordenador de Biossegurança do Mapa, Marcos Coelho, prometeu que a regulamentação para desembarque, transporte e processamento, em elaboração desde o início de abril, sai até o fim deste mês.
No encontro, as entidades confirmaram que o déficit do cereal para alimentação animal ficará entre 2 milhões de toneladas e 2,5 milhões toneladas no Estado. Segundo o diretor-executivo do Sindicato da Indústria da Produção Suína (Sips), Rogério Kerber, estão sendo avaliadas também as possibilidades de abastecimento de milho através de leilões direcionados ao setor agroindustrial e ainda com a produção da safrinha colhida pelo Centro-Oeste.

Fonte: Correio do Povo

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O crescimento do agronegócio no Brasil tem sido rentável não só para a cadeia produtiva, mas também para as empresas de serviços e soluções de tecnologia da informação (TI). A adoção de sistemas que permitem gerenciar a produção e soluções que possibilitam o controle do negócio estão cada vez mais comum entre grandes e pequenos participantes desse mercado, interessados em reduzir custos e abraçar novas oportunidades.
Segundo a E-consulting , em 2005, os investimentos em TI para o agronegócio devem chegar a quase US$ 1,2 bilhão (R$ 3 bilhões na cotação de ontem), um crescimento de 22% em relação ao ano anterior. “O mercado interno está se fortalecendo com o crescimento da economia, e as exportações estão se consolidando como o 1º setor produtivo do País”, avalia o consultor Daniel Domeneghetti.
Para André Papaleo, diretor da recém-criada divisão de soluções de agronegócios da Oracle do Brasil , o crescimento do agronegócio começa a incomodar outros países, e para mantê-lo é fundamental investir em TI. “Os importadores estão pedindo cada vez mais informações sobre a origem dos produtos, e para garantir essa rastreabilidade só com a coleta de informações através da TI”, conclui. A empresa já atuava no setor, mas não possuía soluções específicas. Na Oracle a estratégia é oferecer a ferramenta de ERP associada a soluções de parceiros com experiência no mercado. A atuação se concentrará na agroindústria de aves, suínos, bovinos, citros, grãos, álcool/açúcar e leite. “Essa é uma iniciativa inédita na companhia que servirá como modelo para o resto do mundo”, afirma Papaleo.
Depois de apostar na alta tecnologia no campo, as empresas estão se voltando para as melhores práticas administrativas, é o que pensa Jonkel Magalhães Melo, diretor da unidade centro-oeste da RM Sistemas , empresa nacional atuante no mercado de sistemas de gestão há 19 anos.
Para Antônio Mauro Saraiva, presidente da Sociedade Brasileira de Informática aplicada à Agropecuária e Agroindústria (Sbi-Agro), entidade fundada em 96 para estudar a aplicação da TI no campo, só nos últimos três anos o mercado tem despertado para a necessidade de melhorar os processos de produção, tornando-se um bom mercado para as empresas de tecnologia. “Há alguns anos era impensável desenvolver sistemas específicos para esse setor”, comenta.
Na RM Sistemas, o agronegócio foi responsável por 10% do faturamento de R$ 110 milhões da empresa em 2004. O crescimento em 2005 será impulsionado pelo desenvolvimento de uma ferramenta específica para o setor, que permite controle de insumos, atividades de colheita e beneficiamento de produtos. “O novo sistema se integra à solução que a empresa já possuía, e vai permitir um crescimento grande, principalmente na Região Centro-Oeste”, conta Jonkel.
Na região, a RM possui 80 clientes de soja e algodão. Para Márcio Barbero, diretor da Goldnet , integradora de TI do interior paulista que está apostando no agronegócio desde o ano passado, existe tanto uma “zona de conforto” em relação a TI por parte dos produtores e da agroindústria, que não se importam muito com a atualização de sistemas, quanto uma falta de cultura dos desenvolvedores para investir no setor. “Falta paciência para estudar o ambiente e oferecer soluções específicas”, afirma ele. A pesquisa de mercado, realizada com mais de mil empresas do interior do estado, possibilitou à Goldnet conquistar 183 clientes nos mercados de citros e cana em São Paulo e sul de Minas, e faturar R$ 15 milhões com soluções de comunicação sem fio, segurança da informação e voz sobre IP ofertadas sob medida para agricultores e usineiros.
A Próxima , empresa nacional há 17 anos no mercado de serviços de gestão de TI para o agronegócio, produz uma solução voltada para o produtor, que possibilita o controle da plantação até a entrega da colheita nas usinas. “O produto agrícola deixou de ser visto como commodity, e o mercado está vendo que é preciso produzir mais rápido e de forma organizada”, avalia Sérgio Parasmo, gerente de relacionamento da Próxima. Com 80 clientes em todo o País, a maioria do ramo sucroalcooleiro, a empresa pretende partir para os mercados de citros e algodão, chegando a um faturamento de R$ 3,7 mi em 2005.
Gustavo Brigatto

Fonte: DCI

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