Público estimado em 60 mil pessoas poderá, durante os quatro dias do evento, visitar um total de 350 estandes. A 1 Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária será realizada entre os próximos dias 11 e 15, em Brasília. O evento, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), reunirá 450 expositores – produtores rurais, técnicos do governo, movimento sociais e organizações não-governamentais – e tem por objetivo aproximar a população das políticas do governo federal para o setor.
É a primeira vez que o governo reserva um espaço para apresentar os resultados e a experiência dos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. Os visitantes terão a oportunidade de conhecer melhor as atividades e a vida dos trabalhadores do campo, além de saber mais sobre as políticas públicas, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para as mulheres, jovens, cooperativas de crédito e agroindústrias.
Segundo o MDA, o público estimado é de 60 mil pessoas durante da feira. Elas poderão visitar 350 estandes, conhecer e adquirir alimentos preparados artesanalmente ou industrialmente pelos próprios produtores. Em um dos estandes, chamado de Cozinha da Agricultura Familiar, o gourmet João Carlos Demarco vai preparar pratos e comidas típicas brasileiros.
Fonte: Gazeta Mercantil

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Desta vez, o verdadeiro torpedo disparado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), ao anunciar suas previsões de uma safra recorde, especialmente para a soja, acertou as exportações do agronegócio quase na linha d´água. Para continuar flutuando e, assim, ao menos repetir a receita deste ano, o país será forçado a embarcar um volume de grãos substancialmente maior.
Oferta não deverá faltar. “Este não é mais o problema do país”, registra Régis Alimandro, assessor da Secretaria de Política Agrícola, adiantando que haverá produção de grãos em volume suficiente para assegurar o abastecimento interno e suprir de forma paralela as exportações. “O problema também não será de demanda, em 2005, mas de excesso de oferta mundial”, reforça Flávio França Júnior, da Safras e Mercado.
França Júnior alimenta projeções otimistas para o complexo soja, que sozinho responde por pouco mais de 29% de todas as exportações do agronegócio brasileiro. Em volume, os embarques do segmento deverão crescer 22,6%, de 36,7 milhões para 45 milhões de toneladas. Mas uma queda entre 6% (óleo) e 15% (grão e farelo) nos preços médios de venda ao exterior deverá limitar as receitas em US$ 10,6 bilhões – ainda assim, 6% mais do que neste ano.
De acordo com a avaliação da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), no entanto, a queda dos preços médios deverá ser mais pronunciada, na casa dos 20%, e o volume exportado não deverá crescer tanto, prevendo-se um recuo de 7,6% nas exportações do complexo, de US$ 10,105 bilhões para US$ 9,341 bilhões.
Estimadas em US$ 39 bilhões neste ano, num aumento próximo a 30% em relação ao ano passado, as exportações do agronegócio entraram em desaceleração no segundo semestre, depois de atingir uma variação de quase 70% em junho, sempre na comparação com igual mês do ano passado. Em setembro, a taxa havia recuado para 23,3% – demonstrando ainda assim um vigor considerável.
As exportações de carnes avançaram 57% até setembro, beneficiadas pela recuperação dos preços externos e por sucessivas crises sanitárias nos principais concorrentes brasileiros. A gripe aviária, num exemplo, empurraram as vendas brasileiras de frango, que crescem a um ritmo de 47% neste ano.
A doença da “vaca louca”, por sua vez, causou redução substancial na oferta de carne nos países da União Européia e deixou os Estados Unidos, temporariamente, fora do jogo, relembra Paulo Mustefaga, assessor técnico do Departamento Econômico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Sua previsão coloca as exportações brasileiras de carnes em US$ 2,3 bilhões em 2005 – mesmo resultado previsto para este ano, quando o setor deverá destinar ao mercado externo alguma coisa próxima a 1,7 milhão de toneladas, um recorde que poderá preservar para o país o posto de maior exportador mundial pelo segundo ano consecutivo.
Mustefaga adverte que o mercado mundial de carnes, e em particular o de carne bovina, é muito incerto e casos de embargos, como o imposto pela Rússia desde 20 de setembro passado, podem distorcer o cenário e afetar o desempenho das exportações. “Mantidas as condições atuais, talvez as vendas externas até possam crescer um pouco”, sustenta.
Fonte: Valor Econômico

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Mal acostumado com pelo menos três safras de bons resultados, o agronegócio deverá amargar, no próximo ano, um período menos brilhante, com preços em baixa e margens justas. “Será um ano de ajuste, mas não de crise, que poderá aportar definitivamente no setor em 2006, se os preços continuarem ruins e especialmente se ocorrer algum problema na colheita da safra deste ano”, analisa Anderson Galvão Gomes, sócio-diretor da Céleres, empresa de consultoria especializada em agronegócio com sede em Uberlândia (MG).
Em resumo, conforme apontam também Régis Alimandro, assessor da Secretaria de Política Agrícola do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e Flávio França Júnior, analista da Safras e Mercado, a agricultura brasileira vai caminhar, no próximo ano, sob o fio da navalha. A elevação dos custos dos insumos mais utilizados pelo campo, puxados pela disparada dos preços do petróleo, num cenário de preços frouxos para os grãos em geral, obrigará o agricultor a racionalizar gastos, concordam ambos.
Terá maior sucesso aquele produtor que conseguir colocar em prática uma política rigorosa de administração de custos – se possível, sem abrir mão de investimentos em tecnologia. “Esse vai ser um diferencial decisivo num ano de margens mais apertadas”, comenta França Júnior. Assim como ele, Alimandro observa uma ligeira tendência de redução – “diria melhor, de racionalização”, emenda o assessor – de gastos com tecnologia.
A Conab, em sua primeira estimativa de intenção de plantio da próxima safra a ser colhida no primeiro trimestre de 2005, estima um avanço entre 0,8% e 2,2% na área plantada, projetando de 47,9 milhões a 48,6 milhões de hectares. As vendas acumuladas de fertilizantes nos primeiros nove meses deste ano, dado mais recente divulgado pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), atingiram 15,728 milhões de toneladas, com recuo de 0,9% na comparação com idêntico período do ano passado, aparentemente confirmando as análises de França Júnior e Alimandro. O resultado foi o segundo melhor em toda a série de dados da Anda.
Os ganhos tecnológicos registrados pela agricultura nas últimas décadas, observa Galvão, devem funcionar, agora, para amortecer os efeitos da redução de margens. O consultor lembra, por exemplo, que a produtividade média da soja aumentou 66%, entre a safra 1990/1991, uma fase de “crise pesada” para o setor, e a média registrada no triênio encerrado na safra 2003/2004, pulando de 1,6 mil quilos para 2,651 mil quilos por hectare.
O exemplo do milho é expressivo. Na comparação entre as safras de 1986/1987 e 2003/2004, a área plantada caiu 34% (de 14,370 milhões para 9,467 milhões de hectares), enquanto a produção aumentou 23% (de 26,303 milhões para 32,403 milhões de toneladas). No Paraná, maior produtor nacional do grão, o rendimento médio da lavoura mais do que dobrou no mesmo período, saltando de 2,63 mil quilos para 5,544 mil quilos por hectare (mais 110,8%).
A pesquisa de intenção de plantio da Conab contempla uma produção total de grãos entre 128,9 milhões e 130,9 milhões de toneladas, o que representaria um incremento entre 8,1% e 9,8% frente à safra passada. O crescimento explica-se em função do aumento da área plantada e da produtividade da soja e do algodão, com quedas esperadas para a produção de arroz (-6,5%) e feijão (-1,3%) e virtual estabilidade para o milho.
Os maiores ganhos estão reservados para o algodão, a despeito de uma queda de 33% nos preços pagos aos produtores nos últimos 12 meses. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), a cotação da libra-peso, no mercado interno, caiu para R$ 1,36 na primeira semana de novembro, diante de R$ 2,03 em igual período do ano passado.
Para a Conab, a estrutura mobilizada pelos produtores de algodão impede ou dificulta a transição para outras culturas, diante do risco de perdas maiores. Por isso, prevê-se um crescimento entre 3,4% e 8,7% para a área reservada ao cultivo da pluma, o que no cenário mais otimista signica plantio de 1,161 milhão de hectares, com produção de 2,1 milhões de toneladas de algodão em caroço.
O delicado equilíbrio entre custos e preços no setor agrícola, embora inspire cuidados, não justifica reações de pânico. Um levantamento de campo, realizado em setembro pela Conab, mostra que os custos variáveis de produção subiram, nos 12 meses anteriores, entre 12% e 15% para a soja, quase 16% no caso do milho, e de 12% a 14% para o arroz e o algodão. Tomando-se os preços em vigor, as margens de comercialização para a soja, num exemplo, tenderiam a murchar de 35% a 40% para 10% a 15% nos cálculos de França Júnior.
Lauro Veiga Filho
para o Valor De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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A preocupação em garantir o desenvolvimento sustentável para a região do Pantanal se reflete nos 233 trabalhos técnico-científicos que serão apresentados na quarta edição do Simpósio sobre Recursos Naturais e Sócio-econômicos do Pantanal (SIMPAN), que acontece entre os dias 23 e 26 de novembro, em Corumbá (MS). Embora o prazo para o envio de trabalhos já tenha se encerrado, os interessados em participar do evento ainda podem efetuar suas inscrições através da página da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), www.cpap.embrapa.br.
A presidente da Comissão Científica do evento, a pesquisadora Balbina Soriano, aponta o crescimento da consciência global em favor da conservação e utilização racional dos recursos naturais do Pantanal como fator de motivação para o número de pesquisas conduzidas na região. A relação dos trinta trabalhos selecionados para as apresentações orais durante o evento, bem como os que deverão ser apresentados através de pôsteres estará disponível no site da Embrapa Pantanal a partir do dia 8 de novembro. “A comissão científica buscou assinalar a diversidade e as perspectivas de pesquisa no Pantanal”, ressaltou.
As principais temáticas do Simpósio serão destaque das mesas redondas: “Agricultura Familiar, Pequena Produção e Sustentabilidade”, “Uso Direto e Indireto dos Recursos Naturais do Pantanal” e “Turismo, Políticas e Sustentabilidade”. “A diversidade da flora pantaneira vai além de suas belezas cênicas, por isso é preciso discutir propostas de utilização sustentável desse recurso”, acredita o coordenador do evento, o pesquisador José Robson Bezerra Sereno, chefe adjunto de Comunicação e Negócios da Embrapa Pantanal.
Inscrições
A Embrapa Pantanal continua recebendo inscrições para a quarta edição do SIMPAN. A taxa de inscrição custa R$ 50,00 para estudantes e R$ 80,00 para profissionais. Para efetivar a inscrição, o autor deverá enviar pelo correio, ou entregar pessoalmente na sede da Embrapa Pantanal, o original do comprovante de depósito da quantia paga (Banco do Brasil – Agência: 0014-0 – c/c: 23092-8). A taxa de inscrição dá direito a uma pasta com materiais do evento, além de entradas para participação nas atividades previstas na programação.
O evento é uma realização da Embrapa Pantanal, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul (Sebrae/MS).
Denise Justino da Silva
E-mail: denise@cpap.embrapa.br

Fonte: Embrapa Pantanal

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