Paulo Euler
peuler@cenargen.embrapa.br
“O seqüenciamento do genoma do cafeeiro terá entre suas consequências, uma mudança na maneira de se fazer pesquisa no Brasil”. A afirmação é do líder do projeto Genoma Café, pesquisador Luis Vieira, do Instituto Agronômico do Paraná – Iapar, durante visita aos laboratórios e a plataforma Genômica da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia onde foi feito o seqüenciamento, e para quem o projeto mostrou que já não há mais lugar para o isolacionismo na pesquisa. A conjuntura atual impõe a cooperação, a união de esforços e a interação das competências. Isso barateia os custos e mostra que não há necessidade de se ter todos os recursos em um só lugar, conclui Luis Vieira.

Segundo o líder do Genoma Café, o sucesso do projeto proporcionará também uma redução considerável na duração dos trabalhos de melhoramento genético do café, uma vez que os melhoristas terão à sua disposição um banco de dados de acesso imediato e gratuito. Isso permite afirmar, segundo Luis Vieira, que em breve teremos novas cultivares de café resistente a diversos tipos de estresse e pragas, cafés com maiores teores de açúcares e cafés cujo valor nutracêutico poderá ser potencializado. Tudo isso e mais as possibilidades que se abrem com a transgenia, concluiu.

Afinal, observa Luis Vieira, o café é uma planta de base genética bastante estreita e o conhecimento do seu genoma nos permite trabalhar com maior independência da busca de germoplasma exótico, uma vez que os dados de Coffea são intercambiáveis com os de Canephora. 

Para ele, um dos grandes benefícios do Genoma Café, é o aspecto da sua disponibilização livre e gratuita, que certamente não o seria caso o seqüenciamento fosse feito por uma empresa privada. Luis Vieira arremata desejando que em face dessa nova ferramenta, novos talentos possam ser atraídos para a pesquisa e desenvolvimento do café, que continua sendo um dos principais produtos da nossa pauta de exportações e de consumo interno. 

Informações:
Embrapa Café – (61) 448-4378
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia – (61) 448- 4769

Fonte

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Edvalson Bezerra Silva (Mocoin)
mocoin@cenargen.embrapa.br
Você sabia que o primeiro Zebu mocho da história do Brasil nasceu em Planaltina? A Embrapa vai mostrar o animal que o originou e contar a história durante evento comemorativo dos 145 anos da cidade, a II Exposição Agropecuária de Planaltina, que acontece nos dias 13, 14 e 15 de agosto, no Ginásio de Funções Múltiplas.

Um fazendeiro que habitava as distantes terras de Goiás criava uma raça de gado chamada Mocho Nacional, vinda de Portugal quando o Brasil ainda era colônia. Em 1907 ele adquiriu três reprodutores Zebus das primeiras levas importadas da Índia. O cruzamento dessas raças deu origem ao primeiro Zebu mocho da história e, posteriormente, à raça brasileira Tabapuã, de reconhecido valor nacional e internacional.

Trazidas da Europa pelos colonizadores portugueses e espanhóis, raças de bovinos, caprinos, ovinos, eqüinos, asininos e suínos se adaptaram aos diversos ecossistemas do Brasil, adquirindo resistência a doenças e parasitas. Apesar de todas essas qualidades, as raças ibéricas foram sendo progressivamente substituídas por outras mais produtivas. Sob risco de extinção, essas raças ressurgem como potenciais fornecedoras de genes.

As raças bovinas Mocho Nacional e Caracu, que enchiam os olhos dos pecuaristas no início do século passado, foram as primeiras com que a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia começou a trabalhar, em conjunto com outras unidades da empresa e instituições. Elas podem ser consideradas um exemplo de sucesso na luta da preservação. Pecuaristas organizados em associações, começaram a criá-las comercialmente, livrando esses animais do perigo de extinção. Pela semelhança fenotípica do Mocho Nacional com a raça Caracu, esses animais vem sendo registrados como “Caracu Variedade Mocha”.

Além dos animais, a conservação de sementes a longo prazo e a produção de cogumelos pela técnica Jun Cao serão mostradas no estande. Mais duas unidades da Embrapa, ambas sediadas em Brasília, estarão presentes apresentando suas tecnologias: a Embrapa Cerrados e a Embrapa Hortaliças.

A II Exposição Agropecuária de Planaltina, cidade que abriga a maior área rural do Distrito Federal, terá contará com mostra agrícola, exposição de animais, de produtos artesanais e agroindustriais, moagem, cavalgada, dentre outras atrações. Mais informações poderão ser obtidas na Administração Regional de Planaltina, com João Néri, telefone (61) 9614-1144 ou na Agência da Emater Planaltina, com Selma, no telefone (61) 9986-8150.

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Da Redação

O CNPq lançou, na última quarta-feira (4/08, edital para projetos de extensão universitária que tenham o objetivo de difundir processos de tecnologias apropriadas na agricultura familiar
A iniciativa conta com recursos de R$ 5 milhões, originários do Fundo Setorial de Agronegócios. Cada região do país irá receber R$ 1 milhão. Os interessados têm até 17 de setembro para enviarem suas propostas. O resultado será divulgado no dia 13 de outubro e a contratação dos projetos tem início a partir de 16 de novembro.
O secretário de Inclusão Social do ministério, Rodrigo Rollemberg, também prometeu para esta semana a realização de uma chamada interna para difusão de tecnologias que contribuam para a diminuição da desigualdade social. A chamada, que irá disponibilizar o mesmo valor que o edital do CNPq (R$ 5 milhões), será feita em parceria com a Embrapa.
As duas iniciativas fazem parte do acordo de cooperação técnica assinado, na semana passada, entre os ministros Eduardo Campos (C e amp;T) e Miguel Rosseto (Desenvolvimento Agrário). A medida visa promover a inclusão social dos pequenos agricultores do país, por meio da adequação dos processos tecnológicos utilizados atualmente.
Mais informações pelo telefone (61) 317-7515.
Com informações das assessorias de imprensa do MCT e do CNPq.
Fonte:
CNPq
Http://www.cnpq.br

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Lebna Landgraf

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Agronômico do Paraná e a Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa iniciaram, em julho, o calendário de mais de 30 dias de campo para a cultura do trigo. “Além do lançamento da cultivar BRS 229, indicada para o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, serão abordadas as características das cultivares mais promissoras para estas regiões e debatidas as estratégias para o controle de pragas e de doenças do trigo e outros aspectos do manejo da cultura, explica o pesquisador Luiz César Tavares, da Embrapa Soja.
Em todas as regiões do Paraná, a produtividade média da BRS 229 foi superior às cultivar com que foi comparada. No norte, por exemplo, a BRS 229 apresentou 3.967 Kg/ha enquanto a testemunha teve 3345Kg/ha. A cultivar BRS 229 apresenta grãos com tamanho e formato que facilitam o processo de moagem, o que facilita a extração de farinha. A estabilidade de massa produzida com esse grão também é considerada elevada para uma cultivar da classe Pão. “O destaque é a sua ampla adaptação e bom comportamento sob alta pressão de brusone, doença que afeta o desenvolvimento da espiga é um dos maiores problemas atualmente”, diz Tavares.
Outro destaque dos dias de campo serão as sementes da BRS 220, que já estarão disponíveis na próxima safra. Seu grande diferencial é apresentar rendimento médio de 4.228 kg/há, 7% superior à média das cultivares do Paraná. Sugere-se, que no norte do Paraná, a semeadura seja realizada a partir de meados de abril, quando as temperaturas são mais baixas, em relação ao início da época indicada para semeadura do trigo.
A cultivar é considerada de ciclo médio, porque leva 69 dias, em média, até chegar ao espigamento. “Possui também resistência à ferrugem da folha e moderada resistência às demais doenças fúngicas que atacam o trigo. Além disso é moderadamente tolerante ao alumínio, problema que afeta grande parte dos solos paranaenses”, explica o pesquisador Manoel Bassoi, da Embrapa Soja.
Confira a programação dos dias de campo no Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, nos meses de agosto:
Agronomia-CM • Campo Mourão/PR • 05/08/04
Jota Bassos • Ponta Porã/MS • 05/08/04
Emater • Cambira/PR • 06/08/04
Fundacao Meridional • Maracaju/MS • 06/08/04
Integrada • Assaí/PR • 10/08/04
FM – Embrapa – IAPAR • Cambará/PR • 11/08/04
Coopermota/FM • Candido Mota/SP • 12/08/04
Cocari • Mandaguari/PR • 12 e 13/08
Corol • Rolândia/PR • 18/08/04
Emater • Apucarana/PR • 19/08/04
Coagru • Ubiratã/PR • 20/08/04
C. Vale • Palotina/PR • 25/08/04
S. Campo Verde • Campo Mourão/PR • 20/08/04
Fundação Meridional • Itaberá/SP • 24/08/04 –
Tamarana/PR • 26/08/04
FM – Embrapa – Iapar • Warta/PR • 27/08/04
A. Horizonte M.C. • Rondon/PR • 30 e 31/08
Copacol • Cafelândia/PR • 30 e 31/08
I. Riedi • Cascável/PR • 30 e 31/08

Fonte: Embrapa Soja

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