A transferência de embriões, uma das mais bem sucedidas técnicas na área de reprodução animal, foi tema de palestra durante a Amazontech 2004, em Cuiabá, MT. A biotecnologia desponta hoje no cenário mundial como uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento da pecuária, já que possibilita o melhoramento genético dos rebanhos.
A Embrapa vem investindo no desenvolvimento de técnicas biotecnológicas para estudos de reprodução animal desde a década de 80, com o objetivo de melhorar a eficiência da produção de carne e leite. Várias tecnologias vêm sendo dominadas ao longo dos anos e repassadas ao setor produtivo. Dentre elas, pode-se destacar a transferência de embriões (TE), que é uma das biotecnologias reprodutivas mais bem sucedidas e vem sendo utilizada na pecuária há mais de vinte anos. Diante da sua importância para as pesquisas de reprodução animal no Brasil, essa tecnologia foi o foco da palestra que o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Roberto Sartori, apresentou, no dia 19 de agosto, durante a Amazontech 2004, em Cuiabá, MT, dentro do tema: biotecnologia animal.
A tecnologia de transferência de embriões vem crescendo muito nos últimos anos em todo o mundo, especialmente no Brasil. De acordo com o relatório anual da IETS (International Embryo Transfer Society) de 2003, em 2002 o Brasil foi responsável por cerca de 50% dos embriões produzidos in vitro (em laboratório) no mundo, o que é um dado muito significativo, na opinião de Sartori, considerando que esse número já aumentou muito de 2002 até hoje.
Segundo o pesquisador, o uso da TE pode gerar um ganho genético muito rápido nos rebanhos porque possibilita a seleção dos touros e das matrizes doadoras de embriões ou óvulos. Além disso, essa tecnologia tem o potencial de melhorar a eficiência reprodutiva ou o manejo zootécnico de determinados rebanhos em certas circunstâncias especiais. Como exemplo, podem ser citados os benefícios dessa tecnologia para amenizar um dos piores problemas da pecuária leiteira atual: a baixa eficiência reprodutiva das vacas lactantes. Vacas de alta produção leiteira têm apresentado melhores taxas de concepção com a utilização da TE do que com inseminação artificial (IA).
A TE também tem o potencial de ser utilizada rotineiramente em sistemas de produção que utilizam animais mestiços e que procuram manter sempre o mesmo grau de sangue no rebanho, preservando assim o vigor híbrido (a produtividade dos bezerros é superior a média dos pais) e facilitando o manejo dos animais.
O desenvolvimento de protocolos de sincronização (uso de hormônios para sincronizar o cio das vacas) para doadoras e receptoras de embrião e o aperfeiçoamento de outras biotecnologias, tais como sexagem (definição do sexo do embrião antes do nascimento) de espermatozóides ou de embriões, bipartição de embriões e criopreservação têm contribuído significativamente para o incremento da utilização dessa técnica no Brasil e no mundo.
Fernanda Diniz

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) apresenta hoje, às 8h30, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR), o Sistema Agrícola de Produção Integrada em Soja (SAPI) como uma das principais ferramentas para aumentar a competitividade da cadeia do agronegócio brasileiro. O SAPI reúne noções de segurança alimentar, proteção ambiental, responsabilidade social e viabilidade técnica e econômica da produção. O sistema de produção integrada de soja terá R$ 1 milhão para desenvolver projetos-piloto no Paraná, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, informa o secretário de Apoio Rural e Cooperativismo, Manoel Valdemiro Rocha. “O SAPI é, na verdade, uma receita para transformar a cultura de produtores, agroindústrias e do mercado para atender plenamente aos consumidores, internos e externos”, diz. “O sistema busca transformar a informação num fator de produção, que influencia decisões e negócios”.
Com o sistema, desenvolvido pelo MAPA, o Brasil se colocará em nível tecnológico adequado para atender as atuais exigências dos principais mercados mundiais e se prepara para responder às crescentes barreiras não-tarifárias impostas pelos compradores de nossos produtos agropecuários. Também participam da reunião João Henrique Hummel, assessor especial do ministro Roberto Rodrigues; José Norberto Kretzer, diretor do Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural (Denacoop).
O novo sistema busca disciplinar processos agronômicos e zootécnicos para garantir direitos trabalhistas, condições mínimas de higiene e saúde humana, valores sociais, controle de agrotóxicos. Além disso, busca estabelecer registro, certificação e rastreamento da produção. Tudo com parâmetros definidos pela cadeia produtiva e seguindo padrões internacionais. Um dos princípios básicos do SAPI é integrar atividades multidisciplinares, parcerias institucionais entre os setores público e privado e os agentes da cadeia produtiva. Cada um dos processos adotados deve ser identificado e caracterizado por técnicas e procedimentos regulamentados.
O objetivo do sistema é gerar mais empregos e renda, além de expandir a produção e focar as vendas em determinados mercados consumidores de alimentos. Também busca fortalecer estratégias de atração de investimentos para gerar novos produtos e serviços com a chamada “marca Brasil”. Todas as atividades relacionadas ao SAPI têm como base a seleção das áreas mais adequadas para cada uma das atividades em cada região, unindo experiências de associativismo e cooperativismo. Nesse processo, é possível garantir a incorporação de novas tecnologias, a geração de negócios, a gestão integrada e, sobretudo, a competitividade dos empreendimentos. “Saber quais produtos o consumidor quer, aqui e lá fora, é fundamental. Assim como introduzir conceitos de denominação de origem controlada, origem protegida e indicação geográfica”, diz Rocha.
O novo SAPI prevê também alguns objetivos específicos para desenvolver três segmentos. Da base produtora, exige a adoção de boas práticas agrícolas, com incorporação de métodos, técnicas e procedimentos que respeitem o meio ambiente e a saúde humana, controle os resíduos de insumos e cumpra com a responsabilidade social da atividade. Pede ainda forte monitoramento e controle sobre fatores de risco de contaminação do solo e da água para cumprir requisitos mínimos de sanidades e higiene. Ou seja, evitar a dispersão de dejetos humanos e animais no meio ambiente. Além disso, prega controle de pragas e doenças por meio do manejo integrado – físico, químico e, sobretudo, biológico. Para cumprir, prevê um treinamento específico para planejar, executar e avaliar os resultados.

Fonte: Ministéria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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Os investimentos do governo em defesa agropecuária para 2005 vão ser de pelo menos R$ 150 milhões, 70% acima do valor desembolsado em 2003, informou ontem o Ministério da Agricultura. No governo e na iniciativa privada, a avaliação é de que “os olhos do mundo estão em cima do Brasil” e é preciso estar preparado para manter a qualidade na produção e evitar as barreiras impostas às exportações.
O secretário de Defesa Agropecuária, Maçao Tadano, afirmou que este ano o orçamento, inicialmente definido em R$ 68 mihões, já foi ampliado para R$ 112 milhões. No ano passado, o valor foi inferior, de R$ 89 milhões. Os recursos do ministério envolvem gastos laboratoriais e apoio aos Estados e às regiões Norte e Nordeste.
O diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Antonio Camardelli, disse que os frigoríficos estão usando a tecnologia disponível para reduzir os riscos na produção e não dar condições para que sejam criadas no exterior barreiras às exportações.
Com informações do: Diário Catarinense

Fonte: Avicultura Industrial

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A Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora – MG), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento irá coordenar a criação, no Brasil, do comitê da International Dairy Federation (IDF). A decisão foi tomada em reunião realizada recentemente em São Paulo, onde estiveram presentes representantes da DPA Nestlé, Fonterra Brasil e o presidente do comitê da IDF na Nova Zelândia, Jeremy Hill. O chefe-adjunto de P e D da Embrapa Gado de Leite, Pedro Arcuri, também esteve presente ao encontro.
 Para formar a comissão provisória do Comitê no Brasil, Arcuri sugeriu os nomes do chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, e do pesquisador José Renaldi Feitosa de Brito. Eles serão o presidente e o secretário executivo respectivamente. Os nomes foram aprovados pelos presentes, que destacaram o papel Embrapa no desenvolvimento do setor leiteiro nacional.
A composição do Comitê ainda é provisória e precisa ser referendada por outros integrantes do setor. ” A reunião em São Paulo não foi tão representatividade devido ao pequeno número de pessoas ligadas ao agronegócio do leite”, diz Arcuri. Outra reunião será convocada em breve. Há a possibiliade de que ela ocorra no Quarto Congresso Internacional do Leite, a ser realizado em Campo Grande/MS, do dia quatro a sete de novembro.
A IDF foi criado, inicialmente na Europa, há mais de 100 anos, por instituições de diferentes países. A entidade está presente em 41 países e tem propostas de ampliação. No Brasil, servirá de elo com organizações representativas da cadeia produtiva do leite no exterior, visando promover o desenvolvimento do agronegócio do leite e a inserção do Brasil no grupo dos países exportadores de lácteos.
A IDF é uma organização não-governamental que funciona como fórum de discussões, normatização de análises e padronização de produtos lácteos. Dentre as atividades da IDF constam a organização de eventos e a criação de canais para ampliar e agilizar o diálogo, a troca de informações e experiências sobre o setor leiteiro internacional. Também faz parte das atribuições da entidade fomentar a publicação de material científico em todo o mundo. ” A essência da proposta da IDF é contribuir diretamente com o avanço do setor leiteiro internacional”, resume Pedro Arcuri.

Fonte: Embrapa Gado de Leite

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