A Embrapa Cerrados (Planaltina- DF), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realizará nos dias 16 e 17 de novembro o II Seminário sobre Transgênicos.
O evento abordará desde as pesquisas desenvolvidas com transgênicos, a questão de biossegurança na produção desses produtos e o programa de soja transgênica na Embrapa Cerrados. Os coordenadores técnicos do Seminário são os pesquisadores Fábio Gelape Faleiro e Solange Rocha, que contam com assessoria do pesquisador Josefino de Freitas Fialho.
Programação
16 de novembro
09h30 – A pesquisa com transgênicos – Estado da Arte (Fábio Gelape Faleiro)
10h30 – A Biossegurança dos transgênicos (Solange Rocha Monteiro de Andrade)
11h30 – A comissão interna de biossegurança (CIBio) da Embrapa Cerrados (Solange Rocha Monteiro de Andrade)

17 de novembro
0900h – Os transgênicos e a microbiota do solo (Fábio Bueno dos Reis Júnior)
10h00 – Avaliação da fixação biológica de nitrogênio em soja transgênica (Iêda de Carvalho Mendes)
10h30- O programa de soja transgênica na Embrapa Cerrados (Plínio Itamar de Mello de Souza) 

Liliane Castelões
E-mail: liliane@cpac.embrapa.br  

Fonte
Embrapa Cerrados
http://www.cpac.embrapa.br

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O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) começam a elaborar este mês o Cadastro Nacional das Organizações de Comercialização e das Agroindústrias de Agricultores Familiares e Assentados. A intenção do governo federal é conhecer as agroindústrias familiares existentes no país e a produção de cada uma delas, para facilitar a comercialização dos produtos. É a primeira vez em toda a sua história que o Brasil vai contar com um levantamento de toda a oferta organizada da agricultura familiar. Até fevereiro do ano que vem, cerca de 3,7 mil profissionais dos órgãos de assistência técnica dos estados devem realizar 20 mil cadastros em todo o Brasil.
A base de dados incluirá informações sobre produtos convencionais, orgânicos e de iniciativa na economia solidária. Também terá um mapeamento da assistência técnica em cada localidade, dos financiamentos recebidos pelas organizações e do funcionamento delas – se formal ou não. Está prevista a emissão de relatórios a partir de maio de 2006. Eles serão disponibilizados para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entidades de assistência técnica rural e organizações cadastradas, e vão contribuir para tornar mais adequada a aplicação das políticas públicas desenvolvidas pelo governo federal.
Fonte: Agrol

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Os agricultores do Vale do Rio Pardo Édio Costa, 31 anos, e Hildor Becker, 56 anos, trazem do berço a tradição de cultivar fumo. Apesar da origem semelhante, Costa e Becker representam lados opostos em uma disputa entre a bilionária indústria do tabaco e o Ministério da Saúde em Brasília ao fazerem diferentes escolhas.
Até a próxima semana, o Senado voltará a discutir a adesão do Brasil à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, acordo internacional proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que prevê a substituição gradativa das lavouras de fumo nos próximos 20 anos. O objetivo da convenção é combater o tabagismo.
As fumageiras tentam convencer os senadores a não aderir, sustentando que 2,4 milhões de empregos serão cortados no país, incluindo os de 220 mil famílias de produtores de fumo. Além disso, também defendem que o Estado perderá 17% das exportações, e o Brasil deixará de arrecadar R$ 6,3 bilhões em impostos ao ano. Já os defensores da idéia apresentam alternativas à produção de tabaco e mostram que 5 milhões de pessoas morrem ao ano no mundo por causa do cigarro, incluindo 200 mil brasileiros.
Em Venâncio Aires, Costa garante que não abandonará o cultivo do fumo em três hectares e meio. A atividade rende cerca de R$ 15 mil líquidos ao ano e sustenta a família do fumicultor há mais de sete décadas.
– A base da economia da região é o fumo. Se acabar a cultura, o que será de nós? Se todos plantarem verduras, teremos a miséria total – argumenta Costa.
No interior de Vera Cruz, no âmago da maior região fumageira do Brasil, a propriedade da família Becker parece uma miragem cercada por lavouras de fumo. Há três anos, pomares de pêssego se tornaram a principal fonte de renda dos ex-fumicultores Hildor e da mulher, Laura, 53 anos. Em 2004, houve recorde de produção: 6 mil quilos de pêssego, o que gerará R$ 12 mil. Os Becker integram um projeto de diversificação da cultura da Universidade de Santa Cruz do Sul com 46 famílias da região.
– Estamos satisfeitos com o arvoredo sem agrotóxicos. O fumo exige um serviço pesado e venenoso – diz Becker.
Trinta e dois países já aderiram à Convenção
Até a próxima semana, o senador Fernando Bezerra (PTB/RN), relator da matéria, deverá apresentar um relatório favorável ao acordo na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Segundo Armando Pamplona, assessor do parlamentar, o documento indicará que a Convenção-Quadro tem de ser ratificada. A questão é como isso será feito sem prejudicar os fumicultores.
– O parecer deverá ser consenso. A tendência é de que a adesão seja aprovada, porque o Brasil foi um dos construtores da proposta. Os agricultores não serão prejudicados – diz o senador Eduardo Suplicy (PT/SP), presidente da comissão.
No mundo, 68 países assinaram o acordo e 32 já o ratificaram. Para entrar em vigor, é necessário que mais oito países confirmem a adesão. No Brasil, o projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados.
MARCIELE BRUM
Casa Zero Hora/Santa Cruz do Sul
Fonte: Zero Hora

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Público estimado em 60 mil pessoas poderá, durante os quatro dias do evento, visitar um total de 350 estandes. A 1 Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária será realizada entre os próximos dias 11 e 15, em Brasília. O evento, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), reunirá 450 expositores – produtores rurais, técnicos do governo, movimento sociais e organizações não-governamentais – e tem por objetivo aproximar a população das políticas do governo federal para o setor.
É a primeira vez que o governo reserva um espaço para apresentar os resultados e a experiência dos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. Os visitantes terão a oportunidade de conhecer melhor as atividades e a vida dos trabalhadores do campo, além de saber mais sobre as políticas públicas, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para as mulheres, jovens, cooperativas de crédito e agroindústrias.
Segundo o MDA, o público estimado é de 60 mil pessoas durante da feira. Elas poderão visitar 350 estandes, conhecer e adquirir alimentos preparados artesanalmente ou industrialmente pelos próprios produtores. Em um dos estandes, chamado de Cozinha da Agricultura Familiar, o gourmet João Carlos Demarco vai preparar pratos e comidas típicas brasileiros.
Fonte: Gazeta Mercantil

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