A Baixada Fluminense é uma das áreas urbanas do Rio de Janeiro que já produz alimentos orgânicos, mas que necessita de orientação para melhor desenvolver essa agricultura, livre de agrotóxicos e com alto valor no mercado. Pela primeira vez o tema será discutido na região, durante o seminário “Produção Orgânica na Baixada Fluminense”, que acontecerá nesta quinta-feira (25), no Senac Duque de Caxias. O objetivo dos organizadores é incentivar a produção orgânica na região, apresentando um perfil de mercado promissor para sensibilizar o produtor sobre as oportunidades oferecidas por esta cultura.
A programação inclui palestras sobre como plantar hortas domésticas orgânicas, relatos de experiências de quem já produz, além de uma mesa-redonda com perguntas e respostas. “A procura por produtos naturais torna-se cada vez mais crescente, a idéia é apresentar à Baixada um mercado novo, cheio de oportunidades e desafios”, afirma Guilherme Bretz, gerente regional do Sebrae no Rio de Janeiro em Duque de Caxias.
A programação começa às 14 horas, com a palestra de Aly Ndiaye, da Agrosuisse, sobre hortas domésticas orgânicas. Em seguida, Álvaro Werneck, gerente administrativo do Planeta Orgânico, discutirá o interesse da Alemanha em produtos orgânicos brasileiros. De acordo com ele, é preciso desmistificar a idéia de que os produtos naturais são caros e só atendem a uma pequena parcela da população que tem condições de pagar por ele.
“Precisamos mostrar a todos que se trata de um mercado interessante, com grande procura e pouca oferta. Além do mais, a Baixada é uma região farta em terras pouco, ou praticamente nada, utilizadas. Se nós não arregaçarmos as mangas, outros virão”, comenta.
As experiências de cultura orgânica na Baixada serão expostas por Alice Wythe, que produz limão e flores em Duque de Caxias; Leonel Rocha Lima, da Emater/RJ, que presta assistência aos produtores da região; Patrícia Guimarães, do Instituto Kinder do Brasil; e Ana Paula de Farias, que tem uma usina de reciclagem de lixo, em Japeri, onde é utilizado o lixo reciclado em plantações orgânicas. Após as palestras, haverá uma mesa-redonda onde os participantes poderão discutir com os palestrantes as questões abordadas durante o seminário.
Experiências que deram certo
Há cinco anos a paisagista Alicia Wythe deixou a Califórnia, nos Estados Unidos, e voltou para o Brasil. A experiência que adquiriu lá com as flores orgânicas deu asas ao sonho de cultivá-las aqui, mais precisamente em Xerém, região agrícola de Duque de Caxias, onde comprou um Sítio. Alicia iniciou a plantação de flores orgânicas com mudas de helicônia, planta da família da bananeira, trazidas de Pernambuco e Alagoas. Hoje já exporta para a Europa e Estados Unidos, chegando a vender, em média, 1,5 mil flores por semana, somente para compradores americanos.
Uma vez por semana, Alicia lota uma Kombi com flores e limões orgânicos e leva para vender nas favelas a preço de custo. “Quero fazer um trabalho para todos. As pessoas mais carentes também têm o direito de adquirir produtos totalmente naturais, que façam bem à saúde. Sei que sozinha não vou mudar o mundo, mas fico feliz por estar ajudando com a parte que me cabe”, ressalta.
“A agricultura orgânica cria oportunidades para os pequenos produtores e não agride o meio ambiente pois não utiliza agrotóxicos”, afirma o técnico da área de Agronegócios do Sebrae/RJ, Ângelo Baeta Neves. Segundo ele, a agricultura no estado do Rio tem características peculiares que favorecem o cultivo de produtos orgânicos. “Os agricultores são pequenos proprietários de baixa renda, que têm suas atividades voltadas para agricultura familiar de subsistência, o que impossibilita a competição com os outros estados na agricultura de grande escala”, comenta.
O evento faz parte do Projeto Biofach, desenvolvido pelo Sebrae/RJ para promover a atividade no estado do Rio de Janeiro. A Biofach é uma feira originalmente alemã, que ajuda a transformar a preocupação com o meio ambiente em alavanca para o consumo de produtos orgânicos. Este ano, pela primeira vez, foi realizada uma versão latino-americana da Biofach, com sede no Rio de Janeiro.
As inscrições para o seminário podem ser feitas no próprio local, mediante a doação de um quilo de alimento não-perecível para a Campanha Natal Sem Fome. O Senac de Duque de Caxias fica na Avenida Brigadeiro Lima e Silva 764 – Bairro 25 de Agosto. Mais informações pelo telefone (21) 2671-6592 ou no site www.sebraerj.com.br.
Eleticia Quintão e Fernanda Romano Mendes

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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Conhecer a estrutura e experiências da Embrapa, com vistas à formalização de um acordo de cooperação, especialmente no que se refere à transferência de tecnologias e divulgação de resultados junto à sociedade, são as razões da visita no dia 22 de novembro de 2004 dos dirigentes do Instituto Nacional de Inovación y Transferencia en Tecnología Agropecuaria – INTA da Costa Rica, Alexis Vásquez Morera e Alvaro Rodríguez, respectivamente diretor executivo e diretor adjunto, à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia onde foram recebidos pela chefe adjunta de Comunicação e Negócios Maria Isabel de Oliveira Penteado.

Alexis Vásquez explicou que o INTA é a versão costarriquenha da Embrapa, com a missão de atender a pequenos e médios produtores na busca de garantir a sustentabilidade na produção de uma “cesta de produtos” que constituem a segurança alimentar da população, na qual se incluem o arroz, feijões, milho, raízes e tubérculos, hortaliças, frutas tropicais e as carnes bovina e suína. Também atua na relação agroambiental de forma a otimizar o uso e manejo do solo e da água, na produção orgânica de hortaliças e frutas e na utilização do controle biológico e de fontes de energia alternativas e renováveis como a biodigestão.

O INTA, segundo Alexis Vásquez, busca parcerias com as universidades estatais para dar início a pesquisas na área da agroecologia com ênfase nos aspectos florestais, e essa é mais uma área de interesse identificada no gradiente de domínios da pesquisa da Embrapa que lhes interessa. Ele esclareceu ainda que em pecuária, a pesquisa do Instituto se restringe à de corte, e nesta os trabalhos se concentram em melhoramento genético e forragens (O que? Produção de forragens, manejo ou melhoramento de forragens?).

Estrutura

Na Costa Rica a pecuária leiteira é desenvolvida pela iniciativa privada e alguns produtos de grande importância econômica como o café, a cana de açúcar e a banana, têm seus próprios institutos de pesquisa e desenvolvimento. Além disso, o INTA, em paralelo ao atendimento dos pequenos e médios produtores que é gratuito, realiza mediante contrato, pesquisas e desenvolvimento de tecnologias encomendadas por grandes produtores. O instituto é sediado na capital do País, San José e possui sedes regionais (estações experimentais nas quatro principais regiões da Costa Rica, mas grande parte dos trabalhos é desenvolvida diretamente nas propriedades rurais (fincas).

Na estrutura organizacional do INTA existe um Conselho Diretor formado por sete membros, sendo três representantes indicados pelo governo (Ministério da Agricultura e Pecuária, Ministério da Ciência e Tecnologia e Conselho Nacional de Produção; um representante do setor acadêmico(universidades federais) e mais três da iniciativa privada (pequenos produtores, grandes produtores e empresas do setor agroalimentar). Seu quadro de pessoal conta com 190 funcionários, dos quais 90 possuem o nível de Mestrado e seis o de Doutorado. O perfil profissional predominante é o de engenheiro agrônomo, com alguns biólogos e alguns zootecnistas. A direção do Instituto trabalha com Planos Anuais e Planos Estratégicos de Iniciativas com abrangência de oito anos e segundo Alexis Vásquez, interessa-lhes conseguir a capacitação de seu pessoal junto à Embrapa, bem como o treinamento periódico através de cursos de curta duração ministrados por técnicos da Embrapa nas próprias instalações do INTA.

O diretor executivo do INTA se interessou pelo sistema de bolsistas e estagiários e em conhecer a estrutura de comunicação e transferência de tecnologia da Embrapa, uma das carências diagnosticadas na instituição que dirige. “Estamos fazendo uma visita de identificação de oportunidades para cooperação, depois viremos propor as parcerias”, despediu-se Alexis Vásquez Morera.

Paulo Euler T. Pires
E-mail: peuler@cenargen.embrapa.br

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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As mudanças nos padrões de alimentação da sociedade moderna vêm contribuindo para a chamada “invasão biológica” ou seja, o surgimento de organismos em áreas onde não ocorriam. Define-se como invasão biológica ou organismos invasores quaisquer microrganismos (invertebrados), plantas e animais (vertebrados), introduzidos intencionalmente ou não, em novos habitats, causando danos econômicos, sociais e ambientais tanto nos diferentes ecossistemas como no setor sócioeconômico de uma região. O termo “espécies invasoras exóticas” é, também, sinônimo de organismos invasores.
A entrada de um único organismo de efeito daninho em uma região pode causar um colapso econômico de efeito social devastador, em um país. Na história da humanidade, retrocedendo algumas décadas, apesar dos relatos de invasões biológicas serem esparsos eles mostraram a seriedade do problema, seja na área humana, agrícola, florestal ou ambiental.
Na área da saúde humana, exemplos que não devem ser esquecidos, como a peste bubônica, causado pelo bacilo de Yersin, Pasturella pestis e transmitida por pulgas que vivem em ratos (Rattus rattus) se disseminou da região asiática para o norte da África, Europa e China, matando na Idade Média, um terço da população desses continentes; o vírus causador da varíola e do sarampo foi introduzido no hemisfério ocidental através de colonizadores europeus que praticamente dizimou os índios dos impérios asteca e inca. Além de outros como a tuberculose, a lepra, vírus da influenza, gonorréia, são alguns poucos exemplos a serem citados.
Na agricultura, a fome que assolou a Irlanda, em 1840, provocada pelo fungo, Phytophtora infestans, que ataca a batata. Além dos prejuízos causados aos agricultores da época, o maior agravante foi à perda de vidas humanas pela fome com estimativas de um milhão de pessoas. Outras (cerca de um milhão e meio) deixaram a Irlanda principalmente com destino à América do Norte, as quais também padeceram pela introdução do fungo naquela região. Outras espécies como as moscas das frutas, pulgões, cancro cítrico, foram, igualmente, responsáveis por grandes prejuízos em áreas agrícolas, citando alguns exemplos.
Entretanto, se em algumas centenas de anos atrás, as chamadas barreiras naturais formadas pelos oceanos, cordilheiras e florestas eram impedimentos da dispersão rápida desses organismos, no momento atual, o aumento da velocidade dos meios de transporte, do trânsito de bens de consumo e de pessoas vem facilitando, cada vez mais, o estabelecimento e domínio dos ecossistemas agrícolas, urbanos e naturais por diversas outras espécies.
Recentemente, a entrada de Anoplophora glabripennis, vulgarmente conhecido como besouro chinês e de Tonicus piniperda (besouro dos brotos do pinheiro), nos Estados Unidos, ocasionaram perdas econômicas superiores a US$ 10 milhões. Os danos ambientais provocados pelo corte de árvores em praças públicas e áreas de produção florestal, são incalculáveis. Outras pragas como o mal-da-vaca louca, a gripe asiática do frango, a febre aftosa, o besouro asiático, a doença do carvalho, a dispersão do cancro cítrico e da mosca-branca, além de causarem perdas e danos na agropecuária, também contribuem para a formação de barreiras sanitárias ao comércio.
Numa busca para solucionar esses problemas, as comunidades científicas de vários países estabeleceram, em 1997, o Programa Global para Espécies Invasoras (GISP). O GISP foi estabelecido para lidar com o problema das espécies invasoras e dar suporte à implantação do Artigo 8(h) da Convenção da Diversidade Biológica. Ele é operado por um consórcio entre o Comitê Científico em Problemas Ambientais (SCOPE), CAB Internacional (CABI), União Mundial de Conservação (IUCN), em parceria com o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP). Uma lista das cem piores espécies invasoras do mundo foi elaborada pela IUCN, como forma de alertar os países para a possível introdução de alguma dessas espécies.
Microrganismo Invertebrado terrestre
Plasmodium relictum Linepithema humile
Banana bunch top virus Anoplophora glabripennis
Cryphonectria parasítica Aedes albopictus
Aphanomyces astaci Pheidole megacephala
Ophiostoma ulmi Anopheles quadrimaculatus
Batrachochytrium dendrobatidis Vespula vugaris
Phytophthora cinnamomi Anoplolepis gracilipes
Rinderpest virus Cinara cupressi
Platydemus manokwari
Planta aquática
Coptotermes formosanus
Caulerpa taxifolia Achatina fulica
Spartina anglica Pomacea canaliculata
Undaria pinnatifida Lymantria dispar
Eichhornia crassipes Trogoderma granarium
Wasmannia auropunctata
Planta terrestre
Solenopsis invicta
Spathodea campanulata Euglandina rosea
Acácia mearnsii
Schinus terebinthifolius Anfíbio
Imperata cylindrica Rana catesbeiana
Pinus pinaster Bufo marinus
Opuntia stricta Eleutherodactylus coqui
Myrica faya
Arundo donax Peixe
Ulex europaeus Salmo trutta
Hiptage benghalensis Cyprinus carpio
Polygonum cuspidatum Micropterus salmoides
Hedychium gardnerianum Oreochromis mossambicus
Clidemia hirta Lates niloticus
Pueraria Montana Oncorhynchus mykiss
Lantana camara Clarias batrachus
Euphorbia esula Gambusia affinis
Leucaena leucocephala
Melaleuca quinquenervia Pássaro
Prosopis glandulosa Acridotheres tristis
Miconia calvescens Pycnonotus cafer
Mikania micrantha Sturnus vulgaris
Mimosa pigra
Ligustrum robustum Réptil
Cecropia peltata Boiga irregularis
Lythrum salicaria Trachemys scripta
Cinchona pubescens
Ardisia elliptica Mamíferos
Chrmolaena odorata Trichosurus vulpecula
Psidium cattleianum Felis catus
Tamarix ramosissima Capra hircus
Wedelia trilobata Sciurus carolinensis
Rubus ellipticus Macaca fascicularis
Mus musculus
Invertebrados aquáticos
Myocastor coypus
Eriocheir sinensis Sus scrofa
Mnemiopsis leidyi Oryctolagus cuniculus
Carcinus maenas Cervus elaphus
Potamocorbula amurensis Vulpes vulpes
Mytillus galloprovincialis Rattus rattus
Asterias amurensis Herpestes javanicus
Cercopagis pengoi Mustela erminea
Dreissena polymorpha

Autora
Maria Regina Vilarinho de Oliveira
Pesquisadora, Doutora
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Caixa Postal 02372, CEP: 70.770-900
Brasília, DF.
Email: reginavilarinho@cenargen.embrapa.br
Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Procurar informações científicas relevantes na internet anda difícil? Não se preocupe, seus problemas acabaram – ou pelo menos vão diminuir. O Google, mais popular serviço de busca na internet, colocou em funcionamento uma versão especial para cientistas. Trata-se do Google Scholar, que varre a rede mundial de computadores atrás não de páginas comuns, mas sim de artigos científicos.
A novidade relaciona os artigos por importância, em relação à palavra ou expressão procurada e seguindo as regras já consagradas do Google. O serviço indica também quantas vezes eles foram citados por outros artigos disponíveis na web.
O Google Scholar permite também a busca por teses, livros, resumos, relatórios técnicos e outros tipos de publicações científicas em todas as áreas do conhecimento. O serviço por enquanto está em versão beta – e portanto com algumas deficiências – e apenas em inglês, mas em testes feitos pela reportagem se mostrou muito útil. Não localiza apenas artigos em inglês, mas também em outras línguas.
Quem encontrar problemas com a nova ferramenta pode enviar as observações ao pessoal do Google pelo próprio site. As contribuições serão muito úteis nessa fase de testes.
Google Scholar: http://scholar.google.com  

Fonte: Agência Fapesp

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A “Fazendinha Agroecológica”, um projeto da Embrapa Agrobiologia (Seropédica/RJ) em parceria com a Embrapa Solos (Rio de Janeiro/RJ), a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro-PESAGRO Rio e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, foi a primeira colocada no Prêmio Ambiental Von Martius, na categoria Tecnologia.
O prêmio, instituído pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha de São Paulo, é concedido há cinco anos a empresas, organizações do poder público, indivíduos e sociedade civil que promovem o desenvolvimento econômico, social e cultural com respeito ambiental. Em 2004, foram recebidos 122 projetos, provenientes de 14 estados brasileiros, inscritos nas categorias Humanidade, Natureza e Tecnologia, sendo que cada uma possui três vencedores.
O Projeto
Criada em 1993, a “Fazendinha Agroecológica” (SIPA- Sistema Integrado de Produção Agroecológica), tem sido a base para as pesquisas em agricultura orgânica realizadas pela Embrapa Agrobiologia. Trata-se de uma área de aproximadamente 70 hectares, situada na Baixada Fluminense (RJ), onde são realizadas pesquisas de campo, dentro de um sistema multidiversificado, sem o uso de agroquímicos sintéticos, enfatizando a integração lavoura-pecuária.
Num solo considerado pouco fértil, são cultivadas, sem o uso de agrotóxicos, mais de 50 espécies de plantas, incluindo frutíferas variadas, hortaliças e cereais. Compondo a paisagem, encontram-se fragmentos preservados da Mata Atlântica, além de um horto botânico com inúmeras espécies introduzidas.
Por ano, são cerca de 1500 visitantes em “dias de campo” organizados. São cerca de 40 teses de Pós-Graduação (mestrado e doutorado), dentre defendidas e em andamento, conduzidas no sistema orgânico de produção.
Este é o segundo Prêmio Ambiental Von Martius concedido a Embrapa Agrobiologia. Em 2001, o projeto de Recuperação de Áreas Degradadas foi o terceiro colocado na categoria tecnologia.
Confira abaixo os vencedores do Prêmio Ambiental Von Martius – Edição 2004.
Categoria Natureza
1° lugar
Safári Air Empreendimentos Ltda
Gerard Moss
Projeto: Brasil das Águas
2° lugar
Univers. Para o desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal e Fundação Manoel de Barros
Neiva Maria Robaldo Guedes
Projeto: Arara Azul
3° lugar
Museu de Ciências e Tecnologia – UBEA/PUCRS
Jeter Jorge Bertoletti
Projeto: Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no RS
Menção Honrosa
Gênesis Empreendimentos S.A.
Adriana Rielo
Projeto: Residencial Gênesis
Companhia Petroquímica do Sul
Carmem Langaro
Projeto: Parque Copesul de Proteção Ambiental – Ninho de Vida e Educação
Categoria Humanidade
1° lugar
CEAGESP
Luciano Rodrigues Legaspe e Ubiratan M. Ferraz
Projeto: Reciclagem Integrada na CEAGESP
2° lugar
IBENS
Ana Paula Passaes Galdino
Projeto: Castanha
3° lugar
Instituto de Permacultura da Bahia
Cinara Del’Arco Sanches
Projeto: Policultura no semi-árido – Sistemas agro-florestais na caatinga
Menção Honrosa
Companhia Siderúrgica de Tubarão – CST
Pedro Sérgio Bicudo Filho
Projeto: Educar para Transformar
Categoria Tecnologia
1° lugar
Embrapa Agrobiologia
Eduardo Campello e Dejair Lopes de Almeida
Projeto: Sistema integrado de produção agroecológica
2° lugar
Instituto do Bambu
Edmilson Gomes Fialho
Projeto: Inovação em uma Tecnologia Milenar
3° lugar
Edvaldo Alves dos Santos, Sr. Genghis Khan R. Junior
Projeto: Controlador Sensitivo para Irrigação
Com informações da Embrapa.

Fonte: AmbienteBrasil

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Pólo localizado em Belém processará quatro tipos de frutas e planeja aumentar produção em 60 mil toneladas até 2008. Um pólo de fruticultura, implantado no Pará há pouco mais de um ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que está consolidando um novo conceito de agricultura familiar, atinge hoje mais uma etapa de expansão, com a inauguração de sua unidade industrial de concentrados, no município de Benevides, na região metropolitana de Belém. O empreendimento, considerado hoje um modelo dentro da proposta de formação de cadeias produtivas, ganha também uma estação digital, que vai permitir em breve que cada produtor possa controlar toda a sua produção e o seu destino final através do terminal de computador.
A Amafrutas começou produzindo apenas o concentrado de maracujá. Em 2000, o empreendimento estava em processo de falência, chegando a acumular um passivo de R$ 2,7 milhões, deixando em situação precária as 800 famílias que forneciam a matéria-prima para a indústria. Foi quando os produtores e os empregados da indústria resolveram unir-se para recuperar o empreendimento.
Criou-se então a Central de Cooperativas Nova Amafrutas, formada por três cooperativas: a de Produção Agroindustrial (Coopagri), que reúne os empregados da fábrica, a Agrícola Mista de Produtores (Camp) e a de Produção Agroextrativista Familiar do Pará (Coopaexpa), dos produtores de frutas. Por meio de um conselho, essas cooperativas participaram da administração e do planejamento estratégico da Nova Amafrutas.
O pólo de fruticultura inaugurado por Lula no ano passado tem por base a Central de Cooperativas Nova Amafrutas, que surgiu graças à parceria entre o governo do Pará, da Organização Intereclesiástica ao Desenvolvimento (Icco), uma agência de fomento da Holanda, e o Banco da Amazônia, que investiu R$ 15 milhões no empreendimento.
Isso foi possível porque o Banco da Amazônia conseguiu modificar algumas regras junto ao Conselho Monetário Nacional, para permitir que o projeto tivesse taxas de juros reduzidas, compatíveis como o pequeno agricultor, com a criação de um novo programa de financiamento de agroindústria para agricultura familiar.
Já em 2002, a produção da Nova Amafrutas chegou a 8,6 mil toneladas de suco concentrado de maracujá. As 1,036 mil famílias beneficiadas receberam em torno de R$ 3,2 milhões e a empresa exportou o equivalente a R$ 2 milhões. Até o final do ano a sua produção atingirá a marca de 26 mil toneladas, devendo chegar a 59 mil toneladas em 2005, beneficiando mais de duas mil famílias de agricultores.
Além do maracujá, a fábrica passa a processar laranja, acerola e abacaxi. A meta é chegar em 2008 com 86 mil toneladas anuais. Mas a capacidade total da fábrica é para processar até 147 mil toneladas de 11 diferentes tipos de frutas. Pelos planos, a Nova Amafrutas deverá chegar em 2008 com um faturamento de R$ 38 milhões.
A diversificação de produtos industrializados foi uma decisão tomada pelos próprios cooperados. “A monocultura do maracujá foi o que inviabilizou em parte o empreendimento. A gente ficava preso aos preços que os compradores no exterior estabeleciam e que nem sempre atendiam as nossas necessidades. Com o plantio de outras frutas, temos mais condições de impor preços adequados”, afirma o presidente da Camp, Antônio Alves de Lima. “Com isso, aumentamos a nossa capacidade de comercialização. Quanto mais produtos tivermos para oferecer, maior a nossa capacidade de entrar no mercado”, diz o diretor geral da Nova Amafrutas, Max Pontes.
Segundo Pontes, a Nova Amafrutas exporta para a Europa, Estados Unidos e Canadá. “A partir de 2005, adotaremos uma postura mais agressiva para conquistar outros nichos do mercado internacional e nacional”, finaliza Pontes.
Raimundo José Pinto
Fonte: Gazeta Mercantil

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As exportações brasileiras de carne bovina somaram 1,5 milhão de toneladas – pelo conceito equivalente-carcaça, que inclui carne “in natura” e industrializada – até outubro, com receita de US$ 2,021 bilhões. Os dados divulgados ontem pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) confirmam o Brasil, pelo segundo ano consecutivo, como o maior exportador mundial de carne bovina.
No mesmo período do ano passado, o País exportou 1 milhão de toneladas de carne, com receita de US$ 1,194 bilhão. A estimativa do presidente do Fórum Nacional da Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, no início do ano era de que em 2004 os embarques chegariam 1,5 milhão de toneladas, com faturamento de US$ 2 bilhões. “Esse resultado já foi alcançado nos dez primeiros meses do ano”.
Nogueira acredita que a partir de agora a expansão das exportações dependem muito de ajustes no mercado interno, ou seja, da melhor remuneração ao produtor. Pesquisa da CNA e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP) mostra que ao mesmo tempo em que houve aumento de faturamento e de volumes exportados, o preço pago pelo boi gordo ao pecuarista não pára de cair. A análise considera a situação em nove estados – GO, MG, MT, MS, PA, PR, RS, RO e SP – que concentram 78% do rebanho nacional, de 190 milhões de cabeças.
Segundo o estudo, entre janeiro e outubro o preço do boi caiu 2,13%, enquanto que os custos de produção subiram 9,04% no mesmo período. “Seria preciso que o preço do boi recuperasse pelo menos essa perda para manter as margens do pecuarista”, disse Nogueira. A alta dos custos desestimula o produtor, que começa a abater matrizes para cumprir seus compromissos, o que pode comprometer o crescimento do rebanho em médio prazo, afirmou Nogueira.
Riomar Trindade

Fonte: Gazeta Mercantil

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A sub-utilização de touros nas propriedades rurais do Pantanal ataca não só o potencial genético do rebanho mas, principalmente, o bolso dos pecuaristas da região. Estudos feitos pela Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), indicam que a utilização de uma relação touro:vaca de 1:25 representa melhores oportunidades de promover a melhoria genética e reprodutiva na propriedade. Embora a tecnologia já esteja disponível no mercado, o preço para a aquisição de animais de elite afasta o produtor de rendimentos mais efetivos em sua fazenda.
Hoje, a proporção touro:vaca adotada pelos produtores pantaneiros não passa de dez vacas por touro – índice que poderia ser melhorado. Com o objetivo de promover animais de elite e motivar os produtores rurais locais a mudarem seus hábitos com relação à aquisição de reprodutores, a Embrapa Pantanal em parceria com o Sindicato Rural de Corumbá, Banco do Brasil, CFM Agro-pecuária e Bellman – Nutrição Animal realiza no próximo dia 26 de novembro, no Parque de Exposições “Belmiro de Barros, às 18h30, o Dia de Campo sobre “Touros no Pantanal”.
O pesquisador da Embrapa Pantanal, o médico veterinário José Robson Bezerra Sereno, ressalta que no Pantanal observa-se com freqüência a compra de touros “ponta de boiada”, de origem e genética questionável, que ao longo dos anos pode ter sido responsável pela genética atualmente existente no Pantanal. “Acreditamos que para melhorarmos os índices produtivos atuais na região a curto e médio prazo haverá necessidade de aquisição de reprodutores melhoradores, os quais deverão ser comercializados após uma criteriosa avaliação do ponto de vista reprodutivo e genético”, acredita o pesquisador.
Para o evento, a CFM Agro-pecuária trará 30 touros de elite com faixa etária média de 24 meses, sendo que 12 destes animais são de propriedade da Embrapa Pantanal, os quais serão utilizados para a mostra de touros durante o evento, sendo os mesmos posteriormente transportados para a fazenda Nhumirim para uso como reprodutores em monta natural.
A CFM disponibilizará 18 touros de elite para a venda no local do evento. Os touros chegarão no local na tarde do dia 25 e serão expostos durante todo o dia 26 no tatersal do parque. A noite estes animais serão comercializados diretamente entre os interessados e a CFM Agro-pecuária. De acordo com Luís Adriano Teixeira, coordenador de pecuária da CFM Agro-pecuária, “faremos uma condição comercial especial para o evento, totalmente diferenciada da comercialização na fazenda. A nossa intenção é mostrar para os produtores corumbaenses a qualidade genética e reprodutiva dos nossos animais”, destacou. Segundo ele, o valor dos touros sairá conforme índice CFM, com comissão de compra zero, sendo que o produtor ainda poderá adquirir o animal em 14 parcelas (duas à vista, duas com 30 dias e restante do pagamento em 10 meses).
O preço médio dos touros vendidos no último leilão realizado pela CFM ficou em torno de R$ 5 mil. Já a média esperada para o leilão no próximo dia 26 de novembro deve ficar em torno de R$ 3 mil – uma excelente oportunidade de compra. Além disso, o Banco do Brasil, também parceiro deste evento disponibilizará um balcão de atendimento aos clientes, informando-os sobre os vários tipos de produtos e financiamentos existentes no banco para aquisição de reprodutores de elite, com o objetivo de tornar esta prática mais freqüente na região.
Programação
O dia de campo tem início às 18h30 com a recepção e credenciamento dos participantes. O coordenador de pecuária da CFM Agro-pecuária, Luís Adriano Teixeira, faz a abertura do evento fazendo um breve histórico da empresa e dos critérios de seleção empregados. O pesquisador da Embrapa Pantanal, José Robson Bezerra Sereno, falará sobre a “Relação touro:vaca” e, logo após, o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Antonio Rosa fala sobre a “Adaptação dos animais no Pantanal”.
Participam ainda do evento, representante da Bellman – Nutrição Animal e do Banco do Brasil. Após as palestras está prevista a mostra de touros.
Denise Justino da Silva
E-mail: denise@cpap.embrapa.br  

Fonte: Embrapa Pantanal

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O próximo Dia de Campo na TV vai ao ar dia 26 de novembro, sexta-feira, das 9h às 10h da manhã (horário de Brasília), com o tema Construção de cercas ecológicas com mourão vivo. Este programa é produzido pela Embrapa Informação Tecnológica, localizada em Brasílila – DF, em parceria com a Embrapa Agrobiologia, sediada em Seropédica – RJ, unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
As cercas permanentes podem ter seus mourões substituídos por estacas de gliricídia, usadas como mourão vivo. Cada estaca tem a capacidade de enraizar e brotar, formando uma nova árvore que servirá de mourão vivo, substituindo os convencionais. Além da redução da pressão sobre os remanescentes florestais para a obtenção de mourões, esta tecnologia apresenta vantagens como a introdução de nitrogênio através da fixação biológica, reciclagem de nutrientes pela queda das folhas, fonte de forragem em épocas críticas, sombreamento das pastagens, pasto apícola, barreira fitossanitária e “quebra-vento”.
Apesar de ser uma idéia bastante antiga, a formação de cercas com mourões vivos tornou-se mais atrativa, recentemente, dentro do cenário agropecuário de escassez de madeira de boa qualidade. Levantamento de custos de implantação de cercas mostram reduções da ordem de 2 a até 6 vezes, quando se compara a cerca de mourão vivo com outros materiais, tomando como base um período de 25 anos de vida útil previsto para a gliricídia quando empregada em cercas. Outro estudo, comparativo entre vários tipos de mourões, mostrou que o custo para a produção comercial de mourão vivo é da ordem de R$ 0,53 (cinquenta e três centavos), muito abaixo dos concorrentes do mercado. Além do aspecto econômico, outros atributos positivos podem ser listados, destacando-se a geração de subprodutos para a propriedade rural, como lenha e forragem, pasto apícola, adubação verde e melhoria estética da paisagem.
A divisão de pastos e a demarcação dos limites das propriedades representam alto custo tanto para os pequenos, médios ou grandes empreendimentos rurais. Antigamente, quando madeira de lei era abundante, o custo do arame pesava mais. Hoje, o custo financeiro maior é do mourão. Além disso, gera impacto ambiental negativo porque é o principal causador do quase desaparecimento de diversas espécies de madeiras de lei tais como a aroeira e a braúna que já estão na lista de espécies ameaçadas de extinção. Sapucaia, ipê, canela preta etc. também já estão desaparecendo, restando como última alternativa o uso de madeiras menos nobres, como o eucalipto, que se não forem tratados com produtos químicos, apodrecem rapidamente.
Por se tratar de material vivo, o que dificulta seu transporte para grandes distâncias, a Embrapa Agrobiologia criou um programa de atendimento baseado no envio, via correio, de kit composto de sementes de G. sepium, inoculante específico e instruções aos agricultores interessados. Desta forma, foram atendidos, até hoje, mais de 500 agricultores, que estão fornecendo informações importantes para a validação desta tecnologia em todo o país. O material tem tido excelente adaptação em todas as regiões geográficas, incluindo Cerrado, sertão, agreste e litoral (no Nordeste), bem como em todos os Estados das regiões Sudeste, Centro-oeste, Nordeste e na maioria dos Estados das regiões Norte e Sul.
O Dia de Campo na TV é transmitido ao vivo do estúdio da Embrapa Informação Tecnológica, em Brasília, para todo o país, via satélite. Para assistir, basta sintonizar uma antena parabólica na polarização horizontal, banda C, transponder 6A2, freqüência 3930 Mhz, sinal aberto, ou uma antena doméstica, banda L, freqüência 1220 Mhz. O programa também é exibido pelo Canal Rural (Net, Sky e parabólica: freqüência 4171 Mhz, transponder 12A2, polarização horizontal).
O Dia de Campo na TV é interativo. As dúvidas do público sobre a tecnologia apresentada são esclarecidas, ao vivo, por especialistas a partir de perguntas recebidas, durante o programa, pelo telefone 0800-701-1140 (ligação gratuita), pelo fax (61) 273-8949, ou ainda pelo endereço eletrônico diacampo@sct.embrapa.br.
Ana Lúcia Ferreira
E-mail: analucia@cnpab.embrapa.br
Jorge Macau
E-mail: diacampo@sct.embrapa.br

Fonte: Embrapa Informação Tecnológica

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Não há referências anteriores sobre questão do gênero. Assim, é provável que pela primeira vez na história das reuniões de cúpula mundiais, um problema sanitário específico da avicultura tenha sido incluído entre os assuntos da pauta de discussões e merecido uma referência específica.
Ocorreu no encontro da APEC – Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico encerrado em Santiago, Chile, no último domingo. Ali, ao final do encontro, os líderes dos 21 países integrantes da APEC (entre os presentes, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, dos EUA, George Bush, do México, Vicente Fox, do Chile, Ricardo Lagos, da China, Hu Jintau), assinaram declaração conjunta na qual – ressaltando o profundo impacto que apresentam sobre a população e a economia dos países afetados – recomendam o aumento e a concentração de esforços no combate a, entre outras doenças da atualidade, Influenza Aviária.
É verdade que da APEC participa a maioria dos países que em 2004 foram afetados pelos surtos de Influenza Aviária no sudeste asiático (como Japão, Coréia do Sul, Taiwan, Tailândia, Indonésia e Malásia), o que pode ter influído na menção à Influenza Aviária na declaração final do encontro.
Nos últimos tempos, porém, a persistência da doença e as dificuldades de controla-la têm aumentado a preocupação dos técnicos e epidemiologistas em diversas partes do mundo. Por exemplo, na semana passada, falando numa convenção de bancos agrícolas em Minneapolis, nos EUA, Michael Osterholm, especialista em doenças infecciosas, alertou que os EUA e outros países não estão preparados para a Influenza Aviária que, no seu entender, pode se transformar (a partir do sudeste asiático) numa pandemia letal. Na ocasião, Osterholm mostrou algumas projeções, apontando que uma pandemia do gênero pode matar, no primeiro ano, 1,7 milhão de norte-americanos e 177 milhões de pessoas mundo afora.

Fonte: AviSite Notícias

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Pouco mais de 50 empresas de diversos estados brasileiros e mais de 200 pequenos produtores rurais estarão expondo e comercializando produtos no Salão Mundo Orgânico, que acontece em Cascavel, no Paraná, dias 3, 4 e 5 de dezembro, no Centro de Convenções.
O evento é realizado pelo Sebrae/PR em parceria com a Emater/PR, Prefeitura de Cascavel e 20 associações municipais de produtores orgânicos do oeste paranaense. A entrada, bem como a participação nas oficinas e palestras, durante o evento, são gratuitas.
A organização realizou nesta terça-feira (23/11) uma prévia do evento, com o lançamento para a imprensa. Na ocasião estiveram expostos produtos industrializados, como vinhos, cachaças, aromatizantes de ambiente, chás, suplementos alimentícios e açúcar, entre outros, como frutas, verduras e cereais in natura.
Entre os pratos servidos para degustação, estavam o sashimi orgânico, bolos, tortas, sucos e coquetéis. “A prévia para a imprensa foi para mostrar um pouco do que estará exposto durante o evento de dezembro”, explicou o coordenador do Salão, consultor Renato Silveira, do Sebrae/PR. Um dos principais objetivos do evento, explica Silveira, é fortalecer o mercado de orgânicos na região, mostrando aos consumidores a qualidade e a diversidade de produtos sem agrotóxicos.
Para o Sebrae/PR, o maior desafio no setor de agronegócios “é fazer com que os produtores rurais passem a se ver e sejam reconhecidos como empresários e as propriedades administradas como verdadeiras empresas”, diz a gerente regional do Sebrae/PR, Beatriz Gentelini Bertóglio.
Urbano Mentz, da Emater/PR, explica que o alvo do programa, bem como do próprio Salão, são os pequenos produtores rurais. “Como em qualquer outro setor produtivo, os grandes empreendimentos rurais possuem as condições necessárias para fazer frente às exigências do mercado globalizado. Por isso, a preocupação maior é com as pequenas propriedades, com a agricultura familiar”, diz.
Segundo os organizadores do Salão, o sistema orgânico é uma das alternativas para o resgate da viabilidade econômica e sócio-ambiental das pequenas propriedades, permitindo menores custos ao não utilizar agrotóxicos, aumentar as oportunidades de trabalho no campo e render melhores preços no mercado.
Para os técnicos envolvidos no projeto, o salão nada mais é do que uma grande vitrine do mundo orgânico existente na região e foi planejado para mostrar uma pequena parte do negócio que deve movimentar algo em torno de 30 bilhões de dólares este ano em todo o mundo.
O Salão Mundo Orgânico, além de estandes para comercialização de produtos orgânicos naturais e industrializados, terá encontro de negócios, painéis de discussão sobre logística de transporte de produtos orgânicos na região; oficinas culinárias; exibição de vídeos sobre feiras, produção, comercialização e consumo de alimentos orgânicos; e o salãozinho, um espaço com práticas educativas e recreativas para crianças e adolescentes.
O Salão terá ainda uma ampla praça de alimentação, que servirá diariamente refeições completas com alimentos orgânicos – do aperitivo ao cafezinho – , além de lanches, doces e bebidas.
Mercado de Orgânicos
Segundo dados recentes de organismos internacionais, a demanda mundial por orgânicos hoje é de US$ 30 bilhões ao ano. Esta demanda vem crescendo à razão de 30% ao ano. No ano passado o mercado orgânico movimento US$ 25 bilhões. Só o Japão importou US$ 7 bilhões em produtos orgânicos.
O Brasil, que possui apenas 0,24% de toda sua área agrícola dedicada ao cultivo pelo sistema orgânico, já movimenta cerca de US$ 200 milhões ao ano e mantém uma taxa de crescimento acima de 20% ao ano. As exportações brasileiras em 2003 somaram US$ 30 milhões e o governo, segundo a Agência de Promoção às Exportações (Apex), estima um crescimento médio anual de 15%.
Um levantamento do BNDES junto a empresas certificadoras, em fins de 2003, constatou que existiam no Brasil 31 mil produtores orgânicos, num total de 2,2 milhões de hectares orgânicos ou em conversão. Números sete vezes maiores que levantamento idêntico realizado em fins de 2001. Ainda conforme o levantamento, 70% da agricultura orgânica brasileira está ligada à agricultura familiar.
A produção de orgânicos certificados no Brasil vai do pãozinho a perfumaria infantil, de ostras e camarões a chás medicinaisa, além de hortifrutis e cereais, como soja, café, milho e feijão. O Brasil é o maior produtor de açúcar orgânico no mundo.
No Paraná
No ano agrícola 96/97 o Paraná possuía apenas 450 produtores orgânicos e produziu pouco mais de quatro mil toneladas de produtos, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab). Na safra 2002/2003 já eram quase quatro mil produtores certificados e mais de 52 mil toneladas de produtos orgânicos.
No Oeste do Paraná existem hoje 20 associações municipais de produtores orgânicos. São 360 produtores certificados e mais 200 em fase de certificação, numa área total de 2.500 hectares certificados e outros 2.000 hectares em conversão. Na região, os principais produtos são a soja, café, hortaliças, plantas medicinais, leite, frango, frutas e milho.
Claudemir Hauptmann

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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A Fundação Instituto de Administração (FIA), ligada à Faculdade de Economia e Administração e Contalidade (FEA) da USP, promoverá, nesta sexta (26), o seminário Gestão Inovadora em Propriedade Rural.
O palestrante será o pecuarista Mário Porto. O evento é uma iniciativa do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial, em parceria com a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócios e a Sociedade Rural Brasileira.
Formado em engenharia Civil e Elétrica pela PUC de Minas Gerais e especialista em Sistemas Elétricos, Mário Porto apresentará ao público as características de uma fazenda de sucesso, princípios do gerenciamento competente e também as diretrizes para a qualidade.
O seminário é gratuito e voltado aos estudantes, profissionais ou pesquisadores que tenham interesse em debater questões relacionadas ao agronegócio.
Os interessados podem se inscrever pelo telefone (11) 3435-4171 ou pelo e-mail fabiok@fia.com.br.
O evento acontecerá das 11 às 13 horas na Sala da Congregação da FEA (Av. Professor Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária, São Paulo).

Fonte: Agência da USP

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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou o Projeto de Lei 1847/03, do deputado Rubens Otoni (PT-GO), que institui o Programa Nacional de Apoio aos Produtos Nativos do Cerrado com o objetivo de incentivar o manejo sustentável da região e o cultivo e a conservação das espécies nativas desse bioma.
Diversas ações no âmbito do Programa são remetidas ao Poder Executivo, como identificar e mapear as áreas de incidência Cerrado e de comunidades tradicionais que se dedicam à coleta do pequi e de outros produtos nativos; realizar estudos visando à recuperação da biodiversidade das terras públicas e devolutas nesse bioma; e incentivar a industrialização e a comercialização do pequi e demais frutos típicos.
Segundo o autor do PL, o pequi, um dos frutos mais conhecidos do Cerrado, já está sendo usado como componente na fabricação de temperos, molhos e óleos, e como matéria-prima na produção de cosméticos e remédios. “Especialistas da Universidade Federal de Minas Gerais comprovaram que o pequi é o fruto que concentra a maior quantidade de vitamina A, sendo rico também em vitaminas B e C, cálcio, fósforo, ferro e cobre”, ressalta.
Participação de entidades
De acordo com a proposta, as ações governamentais de planejamento e implementação das atividades do Programa contarão com a participação de representantes de instituições públicas e de organizações não-governamentais ligadas à agricultura familiar, aos trabalhadores e produtores rurais ou à proteção do meio ambiente.
As terras públicas e devolutas que apresentem potencialidade específica para o cultivo serão destinadas a projetos de assentamento de trabalhadores rurais, nos moldes de reserva agroextrativista. O projeto, relatado pela deputada Teté Bezerra (PMDB-MT), também autoriza o Poder Executivo a criar o Centro de Referência do Cerrado para coordenar pesquisas e promover ações de educação ambiental, resgate e valorização da cultura local, além de outras atividades associadas aos frutos nativos do Cerrado.
Tramitação
As comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, analisarão os aspectos de adequação financeira e orçamentária da proposta, assim como sua constitucionalidade e juridicidade. O projeto, que tramita em caráter conclusivo, já foi aprovado pela Comissão de Agricultura e Política Rural em dezembro de 2003.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Rejane Oliveira

Fonte: Agência da Câmara

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Caso surja uma pandemia mundial de gripe do frango, como já temem alguns especialistas, o Instituto Butantan, em São Paulo, deve se converter no quartel-general da resistência brasileira a doença. E o órgão já está se preparando para esse papel.
Até o final do ano, deve ser apresentado ao Ministério da Saúde e à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) um projeto para a compra de biorreatores e a construção de um laboratório P3 (o segundo nível de segurança mais alto) no Butantan para o desenvolvimento de uma técnica de fabricação de vacinas para gripe que possa contra-atacar caso o vírus que hoje vitima as aves acabe por se espalhar pelo mundo e contamine fortemente as populações humanas.
“Isso em caráter de emergência”, diz Isaías Raw, pesquisador e presidente da Fundação Butantan, ligada ao instituto. “Precisamos ter essa tecnologia. Se a coisa se complicar, não vamos poder contar com os estrangeiros para a produção de nossas vacinas.” A idéia é desenvolver um método mais moderno para a produção de vacinas antigripais, meta que hoje também é perseguida pelas grandes companhias do mundo desenvolvido. O único método aplicado hoje em dia para a fabricação das vacinas de gripe utiliza justamente ovos de galinha, em que várias cepas do vírus alteradas para não causar a doença são injetadas e cultivadas.
Contaminações
A tecnologia é segura, segundo Raw, embora algumas empresas tenham tido dificuldades em manter suas fábricas em funcionamento. Uma contaminação numa fábrica da Chiron Corporation, no Reino Unido, levou à interrupção da produção e a uma escassez de vacina, sentida especialmente nos EUA.
Em 5 de outubro, autoridades de saúde britânicas suspenderam a licença de produção de vacina da Chiron e a empresa anunciou que não despacharia rumo aos EUA cerca de 50 milhões de doses encomendadas, metade do suprimento total daquele país.
A Chiron não foi a única empresa a ter problemas com suas fábricas de vacinas. Segundo a revista on-line americana “The Scientist” (www.the-scientist.com), a FDA (agência que regula fármacos e alimentos nos EUA), desde 2000, já advertiu pelo menos três fabricantes de vacinas antigripais de que suas instalações de produção estavam descumprindo exigências federais.
O Butantan fechou um acordo de licenciamento da tecnologia de cultivo de vacinas em ovos usado pela farmacêutica francesa Aventis para a construção de uma fábrica nacional, que deve entrar em operação em um ano.
O investimento, de cerca de US$ 50 milhões, foi dividido entre a União e o governo de São Paulo. “Esperamos suprir toda a demanda nacional em dois anos, e então poderemos até fornecer para o hemisfério Norte”, diz Raw.
Hoje, tanto a Chiron como a Aventis investem em pesquisa para desenvolver alternativas ao cultivo da vacina em ovos de galinha, mas nenhuma empresa chegou a resultados que permitissem aplicação comercial. De acordo com Raw, a principal motivação para o desenvolvimento dessas técnicas é o medo da gripe do frango.
Da Ásia para o mundo
A doença surgiu em dezembro do ano passado, o que obrigou os produtores asiáticos a sacrifícios em massa em seus aviários. Entre o final de 2003 e setembro deste ano, 29 pessoas morreram em contato com aves contaminadas. No Brasil, não houve casos da doença, mas há o temor de que isso possa se converter numa pandemia de escala global.
“Acabo de voltar de uma conferência e é a terceira seguida em que os especialistas manifestam essa preocupação, de que surja uma pandemia de gripe do frango”, afirma Raw. O maior medo é o de que a técnica dos ovos não possa fornecer vacinas contra ela, no caso de necessidade. “Como ela provoca a morte das aves, achamos que ela pode matar os embriões nos ovos também. Então é preciso uma alternativa.”
A principal tecnologia em desenvolvimento hoje prevê a produção da vacina a partir de culturas de células em laboratório. Alguns resultados promissores foram obtidos no exterior, mas Raw argumenta que o Brasil não poderá contar com a evolução da tecnologia lá para ter suas vacinas, no caso de uma epidemia de gripe do frango. “Já há falta de vacinas hoje em dia, imagine se as produções com ovos não servirem mais. Eles vão obviamente priorizar seu próprio mercado antes de vender doses para nós”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo

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O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, lançou hoje, durante a abertura do 24º Enaex (Encontro Nacional de Comércio Exterior), uma central de atendimento telefônico ao exportador, denominado “Fala, Expotador”.
Por meio do telefone 0800 978-2332 os pequenos e médios empresários que estão ingressando no processo exportador ou têm intenção de iniciar vendas no mercado externo poderão esclarecer suas dúvidas.
A central vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Segundo o ministro, o empresário ligará para o serviço e um atendente registrará sua dúvida e tentará dar uma resposta imediatamente.
Caso a pergunta não possa ser esclarecida pelo atendente, ela será encaminhada para os técnicos da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento e deverá ser respondida em no máximo três dias.
Para o ministro, as principais dificuldades das empresas de pequeno e médio porte são a falta de informação e a burocracia.
“Há uma orientação do presidente Lula para facilitar a vida dos pequenos empresários, para que eles olhem além dos seus municípios”, afirmou.
Ivone Portes

Fonte: Folha Online

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O Brasil perde mais de US$ 1 bilhão por ano com os defeitos registrados em mais de cinco milhões de couros produzidos no País, informaram técnicos do Programa Brasileiro da Qualidade do Couro, na semana passada, em Irecê, durante a Feira da Agricultura Familiar (Agrifam).
A consultora Isadora Soares foi um dos que falaram sobre o assunto, chamando a atenção para as perdas também nos couros de caprinos e ovinos.
Para reduzir os prejuízos, o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) firmaram convênio para desenvolver o Programa Brasileiro da Qualidade do Couro, com meta de atingir em dois anos 19 Estados, 500 mil pecuaristas, 18 mil trabalhadores em esfola e 1.080 universitários de cursos técnicos que disseminarão as técnicas para pequenos criadores e trabalhadores rurais do País.
A iniciativa vai se traduzir em maiores ganhos para a cadeia produtiva do couro, um dos grandes motores da economia brasileira. A atividade movimenta mais de US$ 4,1 bilhões por ano, reúne sete mil indústrias e exportou US$ 3,3 bilhões no ano passado. Segundo dados da Embrapa Gado de Corte, 85% do couro norte-americano é de primeira qualidade ante 8% no Brasil.
Na região Nordeste, o programa prevê a realização de 531 ações para treinar 53.100 pequenos criadores de caprinos e ovinos.
O convênio firmado entre o CICB e o Sebrae abrange cinco módulos em todo o Brasil e prevê também ações nos frigoríficos, matadouros e outros estabelecimentos, treinamento de pecuaristas e universitário.
Na avaliação do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil, o incremento da qualidade do produto nacional pode dobrar o valor das exportações de couros.
Da Redação

Fonte: A Tarde

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Teve início dia 22 de novembro, às 9h30, no Centro Cultural e Esportivo da Embrapa Sede, em Brasília, o II Encontro Nacional da Escola Digital Integrada para a Educação da Família Rural – II ENEDI e o I Encontro Internacional de Inclusão Digital para o Desenvolvimento Rural – I ENIIDI. Durante a abertura, autoridades do Governo Federal e do Governo do Distrito Federal fizeram suas considerações sobre a importância do projeto de inclusão digital.
Na programação da II Mostra de Inclusão Digital do Governo Federal, realizada pelo Comitê Técnico de Inclusão Digital do Brasil, várias experiências de inclusão digital foram apresentadas, dentre elas a do Programa Maré, desenvolvido pela Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República; a experiência da Prefeitura de Rio das Ostras na implantação de software livre; Ação de Inclusão Digital do NTE-MEC de Novo Hamburgo, Telecentros de Porto Alegre, Rede Florestas de Inclusão Digital e outras.
Clayton Campanhola, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, destacou a importância do evento, nesse momento em que o meio rural se aproxima cada vez mais do meio urbano e se faz necessário o compartilhamento do conhecimento por todos.
Rodrigo Rolemberg, Secretário de Inclusão Digital, disse que o objetivo do Governo é fomentar a democratização de acesso às tecnologias no âmbito rural para promover a inclusão digital dessa população.
Patrícia Pessi, Diretora do Governo Eletrônico do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão ressaltou que o sucesso do programa do governo eletrônico depende da inclusão digital de toda a camada da sociedade. Informou que o Governo Federal está desenvolvendo dois projetos – o Centro de Recondicionamento de Computadores, previsto para implantação em janeiro 2005 e o Casa Brasil, já em fase de implantação em 60 localidades.
Alex Camacho apresentou o projeto Casa Brasil, que teve sua primeira casa inaugurada em Valente-BA. Mostrou que o mais importante desse projeto é o compartilhamento das tecnologias e do conhecimento com as populações menos favorecidas socialmente. O evento acontece até o próximo dia 24 de novembro, no horário de 9h às 18h30.
Jorge Macau
E-mail: macau@sct.embrapa.br

Fonte: Embrapa Informação Tecnológica

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A visita do presidente russo Vladimir Putin ao Brasil não resolveu um dos principais impasses entre os dois países, a exportação da carne brasileira ao país. Desde setembro último, quando foi descoberto um caso de febre aftosa no Amazonas, apenas o estado de Santa Catarina mantém o comércio de carne com a Rússia.
Nesta manhã (22/11), em Brasília, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano, afirmou que o Brasil não poderá condicionar prazo para que a Rússia defina a situação da exportação de carne.
“Nós temos expectativas, mas não temos dados precisos em relação às cotas que estão sendo definidas para o próximo ano, mas existem negociações nesse sentido”, disse Tadano, acrescentando que é necessário aguardar a evolução do caso. O secretário informou ainda que os russos manifestaram interesse em relação às frutas e flores brasileiras.
Na declaração conjunta dos resultados da conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin, os governos frisaram “a importância de dar continuidade ao desenvolvimento da cooperação bilateral na área do agronegócio” e a necessidade de “encontrar soluções mutuamente aceitáveis para problemas relacionados ao fornecimento de produtos cárneos brasileiros ao mercado russo”.
Segundo Tadano, a missão russa que está no Brasil avaliando as condições fitossanitárias do gado brasileiro segue viagem amanhã para o Rio de Janeiro, Manaus e Recife, antes de voltar a Moscou com um relatório que subsidiará a decisão sobre o fim do embargo.
Irene Lôbo
Com informações da Radiobrás

Fonte: Página Rural

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Recentemente foi divulgado na imprensa internacional e brasileira que a banana seria uma espécie em extinção. Obviamente tratava-se de um exagero, uma “força de expressão”. Mas como diz o velho ditado, onde tem fumaça há fogo. Neste caso pode-se afirmar que; realmente a cultura da banana esta sendo ameaçada por diversas pragas severas, dentre elas, a mais grave, a Sigatoka Negra, causada pelo fungo Micosphaerella figiensis.
No passado não muito distante, o mal-do-Panamá, causado pelo fungo Fusarium oxisproium cubense, dizimou os plantios da banana Gros Michel, até então uma das únicas cultivares tipo exportação, ou seja, o mercado internacional só aceitava esse tipo de banana. Com uma certa rapidez, ocorreu uma mudança na preferência dos consumidores e as cultivares do sub-grupo Cavendish passaram a ocupar o espaço da Gros Michel. Portanto, no mercado mundial há atualmente um domínio absoluto das cultivares Cavendish (Nanica, Nanicão, Grande Naine, Williams e Lacatan). Já no mercado brasileiro, além das cultivares deste sub-grupo, as bananas do tipo Prata e Maçã são também consumidas.
Até a década de 60 ocorria em países do continente americano, inclusive no Brasil, apenas a Sigatoka Amarela, de controle relativamente fácil e pouco oneroso. A partir da década de 70, com o aparecimento da Sigatoka Negra neste continente, praticamente tem inviabilizado a cultura da banana em vários paises, principalmente nas Américas do Sul e Central. Felizmente o Brasil continuou livre desta praga por mais duas décadas.
Com a chegada da Sigatoka Negra ao Brasil, mais especificamente na Região Amazônica em 1998, está se tornando impraticável produzir banana usando as cultivares tradicionais (Cavendish, Prata, Maca, Terra, Figo) naquela Região, uma vez que todas são altamente afetadas pela doença. Hoje a Sigatoka Negra já está espalhada por quase todo território brasileiro, o que vem provocando grande apreensão no agronegócio da banana no Brasil.
A Embrapa numa ação pró-ativa, antecipou-se aos fatos, criando inicialmente o pré-requisito básico para um programa de melhoramento genético, o banco ativo de germoplasma – BAG – de banana, em 1976. As atividades de introdução e conservação in vitro são realizadas pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, enquanto a conservação em campo, caracterização e avaliação, são feitas na Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas, BA. Coletas de germoplasma de banana foram realizadas no Brasil e posteriormente no exterior por ambas as instituições. Acessos avaliados no BAG, como a Calcutta e Lidi foram usados como os primeiros genitores masculinos para geração dos híbridos tipo Prata. Atualmente estes e outros diplóides são ancestrais dos híbridos diplóides em uso no melhoramento da bananeira. Assim, quando a Sigatoka-negra chegou ao Brasil, já havia materiais resistentes, que puderam, substituir as cultivares suscetíveis.
O trabalho de melhoramento genético, conduzido pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, a partir de 1983 obteve vários híbridos que foram testados juntamente com vários outros genótipos de origens diferentes. Como naquela época o fungo (Micosphaerella figiensis) não ocorria no Brasil, os testes de resistência a Sigatoka-negra eram realizados na Costa Rica, em trabalho cooperativo com outros países e coordenados pela Rede Internacional de Melhoramento de Banana e Plátano (Inibap).
Vários genótipos resistentes a Sigatoka Negra foram selecionados, tais como: Caipira, Thap Maeo, FHIA-18, Prata Zulu, Pacovan Ken, Preciosa, Maravilha, Garantida, Caprichosa e Pelipita.
Mediante um convênio estabelecido entra a Embrapa Mandioca e Fruticultura e a empresa Campo Biotecnologia Vegetal Ltda, algumas dessas cultivares foram multiplicadas pela propagação in vitro, de modo que atualmente apenas nos Estados de Amazonas, Acre, Para e Rondônia, foram estabelecidos mais de 4.000 ha de banana com essas cultivares resistentes, o que representa cerca de 50%, da banana produzida naquela Região, beneficiando principalmente os pequenos produtores, uma característica regional (Silva Neto, 2004). Além da resistência estes genótipos apresentam também características de desenvolvimento e rendimento que superam as das variedades em uso pelos produtores.
Foi também obtido um genótipo com as características da Maçã, denominado Tropical, tolerante ao mal-do-Panamá (Silva et al. 2003).
Tudo Isso só foi possível graças a uma ação desencadeada no inicio da década de 80, quando a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia contratou um consultor internacional, experiente melhorista de banana. Foi feito um inventario das coleções brasileiras de banana e realizaram-se algumas expedições para prospecção e coleta de germoplasma de banana no Brasil, confirmando relatos anteriores de Giacometti e Ferreira (1979), de que o germoplasma de banana presente em nosso país naquela época, possuía uma estreita base de variabilidade genética e não apresentava fonte de resistência às principais pragas e o mais grave, via de regra, essas cultivares são estéreis, quer seja como genitor feminino ou masculino, ou em ambos os sentidos.
A partir desta constatação, foram programadas varias expedições internacionais para prospecção e coleta de germoplasma de banana. Inicialmente, através de duas expedições, foram visitados vários paises da Ásia, centros de origem e diversidade genética do gênero Musa, tais como: Filipinas, Índia, Papua Nova Guiné, Malásia, Tailândia, Indonésia. Posteriormente foram visitados outros países, principalmente das Américas do Sul e Central e o Caribe. Em todos os locais foram realizadas avaliações preliminares do germoplasma de banana existente, e foram selecionados e introduzidos no Brasil, diversos acessos de germoplasma de grande interesse para o programa de melhoramento genético da bananeira.
Com isso foi possível importar cerca de 200 acessos de germoplasma de banana, com grande variabilidade genética, apresentando resistência às principais pragas, inclusive a Sigatoka Negra, e com alto índice de fertilidade. Todo material foi introduzido na forma de rizoma, porém ao chegar à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia ele foi passado pelo cultivo in vitro, atendendo medida profilática. Além disso, todas as plantas assim obtidas foram rigorosamente inspecionadas e quarentenadas, antes de serem liberadas para o uso no melhoramento.
Portanto, esse trabalho iniciado há mais de 20 anos, está produzindo seus mais promissores frutos, caracterizando-se como um dos trabalhos pioneiros nesta linha de melhoramento genético de banana, mostrando que a Embrapa, à semelhança do que ocorre para outras culturas, está também na vanguarda da pesquisa em fruticultura, principalmente para regiões tropicais.
O relacionamento com diversas instituições do Brasil e do exterior bem atestam a importância e significado do programa para a sustentabilidade do agronegócio da banana.

Literatura Consultada

Alves, E. J.; Shepherd, K.; Ferreira, F. R. Cultivares de banana caracterizadas e avaliadas no Centro Nacional de Pesquisa de Mandioca e Fruticultura. Cruz das Almas: EMBRAPA/CNPMF, Comunicado Técnico 167, 1985 (Comunicado Técnico).

Ferreira, F. R. Variedades comerciais de banana e germoplasma essencial ao melhoramento genetico. In: Simpósio Brasileiro sobre Bananicultura, 1º, Anais, 1984, Jaboticabal, UNESP/FCAVJ, 1984. p. 420-432.

Ferreira, F. R.; Shepherd, K. Embrapa realiza introdução de germoplasma de banana proveniente da Ásia e Havaí. Informativo SBF. Recife, v.2, n.1, 1983

Giacometti, D. C.; Ferreira, F. R. Situação do germoplasma de espécies frutíferas mais importantes no Brasil. In: Congresso Brasileiro de Fruticultura, 5º, Anais, 1979. Salvador, SBF, 1979, p. 1245-1258.

Shepherd, K.; Alves, E. J.; Ferreira, F. R. Classificação dos acessos do banco ativo de germoplasma de banana do CNPMF. In: Congresso Brasileiro de Fruticultura, 7º, Anais, 1984. Florianópolis, SBF, 1984. p. 213-219.

Shepherd, K.; Ferreira, F. R. The PNG Biological Fundations banana collection at Laloki Port Moesb. Papua New Guinea. Newsletter, IBPGR, Regional Committee for Southeast Asia, Bangkok, v.84, p. 28-34, 1984.

Silva, O.S.; Matos, A.P.; Cordeiro, Z.J..M.; Lima, M..B. Nova cultivar de banana tipo ‘Maçã’ tolerante ao mal-do-Panamá.. Cruz das Almas, Embrapa/CNPMF. Dez. 2003 CD-Rom (Circular técnica 68).

Silva Neto, S. P. Genetic control of black sigatoka in Brazil. In: International Symposium on Tropical and Subtropical Fruits, 3º, Program and abstracts, 2004. Fortaleza, ISHS/SBF, 2004. p. 41.

Autores
Francisco Ricardo Ferreira – Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
E-mail: fricardo@cenargen.embrapa.br
Elio Jose Alves – Embrapa Mandioca e Fruticultura
Sebastião de Oliveira e Silva – Embrapa Mandioca e Fruticultura
Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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A Certificação EuropGap para fornecedores de alimentos ao mercado europeu, é uma exigência do Euro Retailler Group, entidade que reúne os maiores varejistas de alimentos da União Européia.. Para receber a certificação, é preciso cumprir uma série de normas e procedimentos de “Boas Práticas Agropecuárias”, cuja sigla em inglês é GAP, surgindo daí o EuropGap.
O objetivo é qualificar a propriedade conforme os aspectos de produção, meio ambiente, bem-estar animal, segurança alimentar, análises de riscos, manejo, gestão e responsabilidade social. A partir de 2005 varejistas da União Européia não receberão mais carne bovina sem a certificação EuropGap.
Estamos, portanto, em contagem regressiva, motivo pelo qual a Conferência Internacional sobre Rastreabilidade de Alimentos, em parceria com o EuropGap, foi elaborada e realizada no curto prazo de três meses, atingindo os objetivos , disponibilizando informações e espaços para as necessárias seqüências de apoio às soluções que viabilizem nossas exportações, abrindo caminho para qualificar nossos produtos e agregar valor.
SAPI – diretrizes e bases
Saindo na frente, o Brasil já tem um programa atualíssimo, criado pela equipe executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), sob coordenação técnica do dr. Juaquim Naka. Trata-se do Sistema Agrícola de Produção Integrada (SAPI) – Diretrizes e Bases para a implantação de produção conforme normas e procedimentos exigidos pelos mercados importadores.
Exportadores de frutas brasileiros já estão dentro deste sistema com o Programa Integrado de Frutas (PIF). Interessante relatar, que as primeiras exigências dos varejistas da União Européia foi sobre frutas e vegetais, razão pela qual mais de 80% dos nossos produtores , nesta linha de produtos, está dentro do PIF.
Além do mais, o PIF tem se revelado uma excelente ferramenta de atuação na possibilidade que oferece de organizar grupos de pequenos produtores, que conseguem somar a produção com a qualidade e estão reforçando assim estas linhas de exportação para a Europa.
SAPI – Cadeia Bovina e SAPI- Grãos também estão ativos e completando parcerias de apoio sob demanda. São sistemas e programas voltados para atuar junto, nas bases e nas cadeias produtivas, sinalizando e cumprindo a parte que cabe ao governo, em ações de convergências práticas e voltadas para o sucesso da qualidade e da consuista que o agronegócio brasileiro espera alcançar nos anos futuros , como grande fornecedor de alimentos para o mundo.
Informações: www.agricultura.gov.br.

Fonte: Agrobiz

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