O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem (24/4) o prazo para pagamento de dívidas rurais com vencimentos entre 1º de abril e 30 de setembro próximo. As dívidas referentes a financiamentos de máquinas e equipamentos estão com os vencimentos adiados para 1º de outubro deste ano porque, até lá, o governo espera ter resolvido todos os detalhes para renegociação das dívidas rurais contraídas entre 2003 e 2006.

A informação é do secretário-adjunto de Micro-Finanças e Política Agrícola do Ministério da Fazenda, Gilson Alceu Bittencourt. Segundo ele, a proposta de renegociação deve ser enviada ao Congresso Nacional nos próximos dez dias, ou por medida provisória, ou projeto de lei. ?Qualquer que seja o mecanismo deve ter a tramitação mais rápida possível?, disse.

Ele relembrou que as equipes econômicas dos ministérios da Fazenda e da Agricultura discutiram com os parlamentares, dia 25 de março, o encaminhamento das negociações. O resultado das discussões, segundo ele, será encaminhado para avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, até o próximo dia 29.

O CMN também adiou para 1º de julho o prazo para pagamento de parcelas de dívidas de custeio (financiamento para compra de sementes e insumos) da safra 2007/2008. No caso dos municípios atingidos por fortes estiagens ou enchentes, nos quais foi decretado estado de emergência reconhecido pela União, o adiamento retroage a 1º de janeiro, ?desde que as operações não tenham cobertura de seguro?, afirmou Gilson Bittencourt.

Os conselheiros aprovaram linha de crédito adicional de R$ 1,2 bilhão, para financiamento da safra de inverno, para beneficiar, principalmente, os produtores de trigo. Parte dos recursos poderá ser usada também para custeio agrícola no Norte e no Nordeste, a juros de 6,75% ao ano e prazo máximo de dez meses para pagamento.

FONTE

Agência Brasil
Stênio Ribeiro
Repórter

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O Dia do Índio, comemorado em 19 de abril, será o tema da participação da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 41 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ? Embrapa na 97ª Feira Botânica do Shopping CasaPark, em Brasília, no período de 25 a 27 de abril. Serão apresentados os trabalhos mais recentes desenvolvidos em parceria entre a Embrapa e comunidades indígenas para conservação de espécies de plantas e animais.

A união entre o saber tradicional e a tecnologia moderna vem se mostrando um caminho promissor para ampliar o conhecimento e as técnicas de conservação de recursos genéticos. Quem visitar o estande da Embrapa no evento vai conhecer também produtos de artesanato indígena.

A parceria entre a Embrapa ? Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e os povos indígenas começou na década de 90, quando a Empresa foi procurada por representantes da etnia Krahô, de Tocantins, que estavam em busca de sementes tradicionais de milho e amendoim. As sementes são conservadas no banco genético da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, que hoje é o maior do Brasil e o sexto maior do mundo, com mais de 100 mil amostras de sementes. De lá para cá, a parceria foi se estreitando cada vez mais e outras comunidades indígenas vêm sendo incorporadas.

Quem visitar o estande da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia no evento vai conhecer as pesquisas mais recentes desenvolvidas pelo grupo de etnobiologia da Unidade, entre as quais se destacam: a conservação de tracajá e do cipó Kupá.

TRACAJÁ: MANEJO NO PARQUE INDÍGENA DO XINGU

O tracajá (Podocnemis unifilis) é uma espécie parente da tartaruga da Amazônia e é um alimento tradicionalmente apreciado (ovos, filhotes e animais adultos) por muitos povos indígenas. Nos últimos anos, os índios da aldeia Morená, da etnia Kamayurá, no Parque Indígena do Xingu (MT) vêm alertando que as populações de tracajá estão diminuindo, tanto os animais adultos, como de ovos e filhotes, devido a uma série de fatores, que vão desde o aumento da população de índios dentro do Parque (aumentando o volume consumido); o aprendizado de formas mais eficientes de pesca da espécie; até a poluição das cabeceiras dos rios no entorno do Parque.

Preocupados com essa situação, os representantes da aldeia Morená procuraram a Embrapa na busca de suporte técnico-financeiro para um projeto de manejo de tracajá ao longo de nove praias do rio Xingu, nas proximidades da aldeia.

A necessidade de recuperação dessa espécie levou a uma parceria entre a Embrapa e o Ibama, através do Instituto Chico Mendes – RAN, que estão se aliando às populações locais para assegurar o sucesso das ações de manejo de tracajá.

KUPÁ: O CIPÓ ALIMENTO

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia vem investindo também na recuperação de um alimento tradicional da etnia Kayapó: o Kupá (Cissus gongylodes Burch), um cipó da família Vitaceae, mesma da uva, conhecido popularmente como cipó babão ou mandioca aérea.

O kupá é uma planta de domesticação mais recente pelo Homem, há cerca de 1.000 anos atrás. Este é um dos motivos de seu uso ser ainda pouco difundido, mesmo entre as populações indígenas, estando atualmente restrita a poucas etnias.

Segundo o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Fábio Freitas, a conservação de espécies vegetais e animais é uma das prioridades da Embrapa, especialmente daquelas negligenciadas como o kupá, que por ter seu uso restrito e pouco conhecido, corre um maior risco de perda.

Ele explica que essas duas ações contam com o apoio do Programa Biodiversidade Brasil-Itália e reforçam a preocupação da Embrapa com a conservação e o fortalecimento da cultura das populações tradicionais e indígenas, a partir do trabalho de conservação de recursos genéticos e das histórias e tradições a eles relacionadas.

A 97ª Feira Botânica do CasaPark acontece no dia 25 e 26 de abril, de 10 às 22 horas e no dia 27, de 12 às 20 horas.

PARA SABER MAIS

Povo Kamayura do Xingu

Cipó Kupá: A recuperação de um alimento tradicional para os índios Kayapó
Arquivo PDF – 11,9 Mb

FONTE

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Fernanda Diniz – Jornalista
Telefones: (61) 3448-4769 e 3340-3672

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A suspensão das exportações de arroz, anunciadas no dia 23 pelo Governo para segurar o preço do produto e evitar o desabastecimento do mercado interno, não é a saída mais adequada para garantir que o cereal não falte no ambiente doméstico. A avaliação é de Francisco Lineu Schardong, representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidnete da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Arroz do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Segundo ele, o montante que vai para fora do País é baixo, devendo chegar a 400 mil toneladas em 2008. ?Se o Governo quer segurar o preço e abastecer o mercado, que faça leilões de seus estoques?, justificou. Ele participou de reunião no MAPA entre representantes do Executivo e do setor produtivo para definir os procedimentos que serão adotados para vender o estoque do Governo, que é de 1,6 milhão de toneladas.

Schardong adiantou que é contra a intervenção das vendas externas do setor privado em razão do aumento do preço do produto e disse ainda que não há exportações de estoques públicos. ?Este aumento do preço é normal e decorre da falta do produto no mundo, e o Brasil sofreu este reflexo?, explicou. Ele acrescentou que o produtor operou três safras no vermelho e a renda obtida ficou diluída nas dívidas do passado. ?Só hoje o preço está voltando a cobrir os custos de produção, com a saca vendida a R$ 31?, ressaltou.

O representante da CNA também rebateu as insinuações das indústrias de que os rizicultores estão retendo a produção, afirmando que dos 60% do arroz colhido no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, responsáveis por 70% da produção brasileira, 20% da safra foram vendidos. ?É um percentual normal nesta época de colheita. Não vemos esta falta no mercado?.

O superintendente técnico da CNA, Ricardo Cotta, vê com preocupação a suspensão das vendas externas de arroz e teme que a medida se estenda a outras culturas importantes do setor agrícola, como o milho. ?Somos contra qualquer restrição à exportação. Defendemos o livre mercado. Quanto menos intervenção, mais rápido é o ajuste entre oferta e demanda?, argumentou. Para Cotta, a iniciativa do Governo é ?um balde de água fria nos produtores?, uma vez que há um clima propício para investir no aumento da produção. ?Poderíamos produzir mais se não houvesse quebra de safra nos anos anteriores?. A produção de arroz estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para 2008 é de 12 milhões de toneladas.

FONTE

Agência CNA

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Silvio Crestana, diretor-presidente da Embrapa, define o programa de fortalecimento e crescimento da empresa e do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), anunciado no último dia 23, no Palácio do Planalto, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como um esforço inédito de inovação institucional. O programa apresenta novidades como a criação de um braço privado para a Embrapa e o uso do monitoramento por satélite de obras civis como instrumento de gestão de todo o Programa de Aceleração do Crescimento, promovido pelo Governo Federal.

O programa destinará à pesquisa agropecuária, entre maio de 2008 e dezembro de 2010, cerca de R$ 914 milhões. Desse montante, R$ 650 milhões serão investidos diretamente na Embrapa. Outros R$ 264 milhões, aproximadamente, serão repassados pela empresa a organizações estaduais de pesquisa agropecuária que integram o SNPA, por ela coordenado.

Os recursos se somarão ao orçamento anual da Embrapa e serão aplicados no custeio de novas frentes de pesquisa, na construção de instalações físicas, na modernização da infra-estrutura de laboratórios e na contratação de pessoal.

OS DESAFIOS

O que mobiliza o chamado PAC da Embrapa, encomenda feita pelo presidente Lula ao diretor-presidente da empresa, é a percepção de que novos desafios, mais complexos se comparados aos da década de 1970, quando a instituição de pesquisa foi criada, precisam ser enfrentados para que o país possa equacionar o desenvolvimento continuado e a sustentabilidade da sua agricultura, e de que isso requer novos investimentos. Esses desafios à pesquisa agrícola pública são organizados, no documento apresentado pela Embrapa, em quatro vertentes:

DESAFIOS DO CONHECIMENTO – que passam pelo domínio de novas áreas da ciência, como a genômica, a nanotecnologia e a tecnologia da informação.

DESAFIOS DA PRODUÇÃO – que tratam, entre outros aspectos, de cultivares ajustadas às mudanças climáticas, mais resistentes a pragas e a doenças, que se revelem em alimentos de maior qualidade e mais seguros e que contribuam para a segurança alimentar e para a sustentabilidade ambiental. Essa vertente passa, ainda, pela promoção de uma agricultura sustentável no bioma Amazônia.

DESAFIOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS – contempla a agroenergia, a agricultura familiar, as demandas vindas da cooperação internacional, da reforma agrária e das populações indígenas e tradicionais e o desenvolvimento de áreas em fase de depressão econômica ou que ficaram à margem do desenvolvimento. A revitalização dos processos de transferência de tecnologia aos diversos segmentos da agricultura recebe também atenção.

ADEQUAÇÃO DO SISTEMA DE PESQUISA – trata da necessidade de adequar o sistema de pesquisa à tarefa de enfrentar os desafios enumerados. São os desafios do modelo institucional, que se traduzem como contratação de pessoal ? a proposta é de mais 750 pesquisadores e de mais 460 profissionais de suporte à pesquisa em três anos -, ampliação e modernização da infra-estrutura de laboratórios, maior orçamento ? a empresa quer chegar a 2010 mantendo a cifra de R$1,5 bilhão (para 2008, o Orçamento Geral da União prevê R$1.117 bilhão) – e revitalização da rede de pesquisa agropecuária pública, além de centros de pesquisa da Embrapa nos estados de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. Situa-se nessa última vertente a proposta de maior flexibilidade da instituição, de forma que ela possa criar braços como a Embrapa Participações, inspirada na Lei de Inovação e capaz de associações com o setor privado brasileiro para responder a nichos de mercado, a oportunidades de negócios e à agenda internacional.

No caso da atuação internacional da Embrapa, a flexibilidade pretendida pela empresa justifica-se pelo fato de que ela deve ser ágil na prospecção e geração de conhecimentos e também na cooperação e transferência de tecnologia, como é o caso, respectivamente, dos Laboratórios Virtuais no Exterior (Labex) e nas estruturas da empresa em Gana, África, e na Venezuela, América Latina.

A proposta aprovada pelo Governo Federal enumera oito projetos a serem desenvolvidos no âmbito do PAC da Embrapa. Um nono projeto diz respeito à revitalização das organizações estaduais de pesquisa agropecuária. E um décimo projeto refere-se à montagem de um sistema de monitoramento por satélite das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), em todo o país. Trata-se, aqui, do monitoramento das obras (e dos seus impactos) do PAC do Governo em geral e não apenas das obras relativas ao PAC da Embrapa. Esse sistema será operacionalizado pela Embrapa Monitoramento por Satélite, unidade da empresa em Campinas (SP), e deverá contar com subsistemas instalados na Presidência da República e no Ministério do Planejamento.

Ao todo, são 88 metas tecnológicas previstas no documento, a serem atingidas até 2010, à medida que os investimentos ocorram. Silvio Crestana afirma que a empresa está ansiosa para iniciar um novo ciclo de realizações científicas e tecnológicas. ?Não tememos desafios, pois eles estão no DNA da Embrapa?.

O anúncio do programa fez parte das comemorações aos 35 anos da Embrapa. A empresa é hoje referência mundial em pesquisa para a agricultura tropical e os resultados alcançados pela rede por ela coordenada foram, ao longo da história, decisivos para que o Brasil passasse da condição de dependência em matéria de alimentos para a de provedor em mercados como os de grãos, carnes, frutas, fibras, celulose e álcool.

LUCRO SOCIAL

Números divulgados no Balanço Social da Embrapa relativo a 2007 confirmam a contribuição da empresa para o desenvolvimento do país. Além de gerar mais de cem mil empregos diretos e indiretos, em 2007, quando pelo segundo ano consecutivo teve a maior receita operacional líquida nominal da história, de R$ 1,157 bilhão, a estatal retornou aos contribuintes R$ 13,36 para cada real aplicado na pesquisa.

Esse resultado tem como base um lucro social de R$ 15,47 bilhões, apurado com base nos impactos de uma amostra de 109 tecnologias e 125 cultivares desenvolvidas pela empresa e seus parceiros e transferidas para a sociedade.

FONTE

Embrapa
Marita Féres Cardillo e Deva Rodrigues – Jornalistas
Telefone: (61) 3448-4247

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UE anuncia ajuda milionária a países pobres durante debate sobre a crise mundial de alimentos no Parlamento Europeu. Surtem efeito adaptações na política agrícola do bloco para produção de alimentos. Já se foi definitivamente o tempo dos alimentos baratos, advertiu no último dia 22 o comissário europeu para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel. A escalada dos preços só poderá ser contida se forem tomadas medidas rápidas por toda a comunidade internacional, salientou o comissário numa sessão do Parlamento Europeu sobre a crise do preço dos alimentos.

A título de ajuda de emergência, a Comissão Européia prometeu aos países mais pobres uma ajuda de 117 milhões de euros para alimentos. Michel ressaltou, no entanto, serem importantes medidas de longo prazo para fazer frente à crise. Para isso, citou a expansão da agricultura nos países em desenvolvimento.

Durante o debate, foram apontadas falhas na política agrícola da União Européia. Durante décadas, Bruxelas garantiu a estabilidade de preços, comprou excedentes de produção, subsidiou exportações e acumulou enormes reservas.

Isto, no entanto, acabou. Fazem parte do passado as “montanhas de manteiga” e os “lagos de leite”, que refletiam os absurdos da política agrícola européia. As reservas da União Européia para instabilidades de mercado foram drasticamente reduzidas. Em 2007, por exemplo, os estoques de manteiga e leite em pó foram completamente gastos. Isto havia acontecido pela última vez em 1968.

A QUESTÃO DOS BIOCOMBUSTÍVEIS

Verdes e entidades ambientalistas voltaram a criticar a meta definida pela UE em 2007, segundo a qual até 2020 um décimo dos combustíveis fósseis consumidos no bloco deve ser substituído por biocombustíveis. Em resposta, Joseph Daul, presidente do Partido Popular Europeu, lembrou que o cultivo de combustíveis vegetais perfaz apenas 2% da produção agrícola na Europa.

Para que atinja a meta prevista até 2020, o bloco de 27 países precisa cultivar apenas 17% de sua área agrícola, lembrou. Daul salientou ainda que esta porcentagem pode ser diminuída substancialmente através do uso de resíduos, como palha ou lodo de esgoto.

Para acelerar a produção de cereais na UE, os ministros da Agricultura haviam decidido em 2007 suspender a obrigatoriedade de deixar de cultivar áreas agrícolas (esta medida havia sido introduzida há 15 anos para evitar a superprodução). Os produtores puderam voltar a plantar todos os seus campos, com o que se espera uma safra de cereais de ao menos 10 milhões de toneladas a mais em 2008.

Isto no entanto não foi suficiente para o Reino Unido, que há vários anos reivindica uma reforma e a liberalização da política agrícola européia. O deputado Graham Watson, líder do Grupo Liberal, exigiu o fim do “protecionismo agrícola e das restrições à exportação”. Segundo ele, somente mudanças na política agrícola da União Européia ajudarão a encontrar uma solução para a crise, e não a desistência de utilizar mais combustíveis.

COOPERAÇÃO COM A AMÉRICA LATINA

Bruxelas prepara encontro de cúpula entre países da UE e América Latina, a ser realizado em Lima, Peru. Comissão e Conselho Europeus apostam que relações bilaterais entre o bloco e países latino-americanos tendem a melhorar.

Há quase dois anos, em meados de 2006, quando chefes de governo e Estado dos países da UE e da América Latina estiveram reunidos, as divergências entre os representantes dos dois continentes eram sensivelmente distintas: enquanto o presidente venezuelano, Hugo Chávez, aproveitava a ocasião para atacar a Europa e os EUA, os representantes da UE insistiam em não ceder no debate acerca dos subsídios agrários.

Em vez de decisões comuns em relação aos países latino-americanos, os europeus preferiram, até agora, assinar acordos bilaterais com o México, o Chile e em breve com o Brasil. Martin Schulz, presidente da bancada socialista no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, acentua a necessidade ? por ocasião do próximo encontro de cúpula EU-América Latina, que acontece em maio próximo ? de uma disposição maior em negociar e aproveitar as chances históricas.

Segundo o deputado europeu, a UE precisa da América do Sul na luta contra as mudanças climáticas e na defesa da floresta amazônica. “Em nenhum outro lugar do mundo que não a América Latina, a Europa conta com tamanho apoio e ressonância no combate aos problemas atuais. Por isso, não podemos mais nos dar ao luxo de, desta vez em Lima, somente repetir o que o premiê austríaco Schüssel disse em Viena, por ocasião do último encontro: que ótimo que podemos falar uns com os outros”, lembra Schulz.

Problemas sociais, proteção ao meio ambiente e questões energéticas são alguns dos assuntos a serem abordados entre os chefes de governo e Estado presentes na capital peruana, nos dias 15 e 16 de maio. Jacques Barrot, comissário da UE, salienta a importância do enorme potencial do continente latino-americano, tão rico em matéria-prima.

“Pela primeira vez, a economia da região apresenta, há cinco anos, um crescimento em torno de 5%. Os orçamentos públicos conseguem, desta forma, se recuperar. As reservas se consolidam e os problemas sociais da região, já conhecidos, começam a ser solucionados. Não esqueçamos, porém, que mesmo assim ainda vivem no continente 200 milhões de pessoas abaixo do limite da pobreza”, diz Barrot.

A União Européia é o maior financiador de ajuda ao desenvolvimento a países latino-americanos, e as empresas européias têm no continente o principal destino de seus investimentos em todo o mundo. O parlamentar espanhol José Ignacio Salafranca lembra que 40% de todos os cereais cultivados no mundo vêm da América Latina. Embora nem apenas os fatores econômicos sejam relevantes, diz o deputado, uma vez que a Europa está, politicamente, mais próxima do continente latino-americano do que de qualquer outra região do planeta.

“Para a UE, a América Latina não é apenas um mercado, mas também um continente ao qual estamos ligados pela história e com o qual dividimos valores que deveriam ser implementados em todo o mundo, tais como liberdade, democracia, respeito pelos direitos humanos e pelo estado de direito”, afirma o conservador Salafranca.

Para reafirmar tais valores, o parlamentar acredita que o próximo encontro de cúpula em Lima deverá debater seriamente sobre uma solução para a crise dos reféns de guerrilheiros na Colômbia, entre outros o caso da ex-candidata à presidência Ingrid Betancourt. “Nós nos solidarizamos com todos os prisioneiros na Colômbia. Com todos os reféns, inclusive, obviamente, com Ingrid Betancourt. Eles precisam ser libertados com urgência”, acentua o deputado espanhol.

Já Martin Schulz, parlamentar alemão social-democrata, defende uma aproximação imediata dos governos europeus com Cuba. “Vamos acabar com isso e nos reconciliar, pois uma mudança através da aproximação é uma política melhor do que a isolação no estilo Bush”. A opinião de Schulz, no entanto, não é compartilhada pelos parlamentares de partidos conservadores em Estrasburgo.

Para vários deputados do Parlamento Europeu, o bloco de 27 países deveria aproveitar os esforços dos vários governos latino-americanos de esquerda em prol de uma certa independência dos EUA, para ocupar espaço na região. Segundo os parlamentares, os europeus não devem deixar o lugar ser ocupado pelos chineses, que investem em massa na região, compram matérias-primas e adentram os mercados locais com produtos de baixo custo.

FONTE

Deutsche Welle
Anke Hagedorn e Bernd Riegert

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?Uma experiência com excelente potencial por produzir energia de forma limpa, sustentável e sem atentar contra a segurança alimentar?. Essa foi a opinião do representante do ministério da agricultura da Nicarágua, Benjamin Dixan, após visitar a mini-usina de produção de biodiesel desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Dixan integrou a comitiva de dirigentes da 30ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para América Latina e Caribe que esteve em reunião com a diretoria da Embrapa e chefia da Assessoria de Relações Internacionais, na sede da Empresa, em Brasília (DF), no último dia 18.

MINI-USINA DE BIODIESEL

A mini-usina, voltada para a agricultura familiar, pode produzir até 800 litros/dia de biodiesel a partir de oleaginosas como mamona, por exemplo, que não é utilizada na alimentação humana ou como ração animal. Daí o entusiasmo do representante da Nicarágua, explica o pesquisador Elias de Freitas, da Embrapa Transferência de Tecnologia, unidade da Embrapa.

Segundo Freitas, além das qualidades destacadas por Dixan, a mini-usina chamou a atenção dos demais membros da comitiva por ser uma alternativa de inclusão social de pequenos agricultores e para comunidades isoladas do Brasil e de países vizinhos.

?A um custo atrativo, cerca de 50 mil dólares, o equipamento possibilita que o agricultor transforme a matéria-prima dentro da propriedade para movimentar tratores, equipamentos de irrigação, motores de barco, geradores de energia?, diz o pesquisador. O
equipamento encontra-se em fase de testes e ainda não está sendo comercializado.

FONTE

Embrapa Transferência de Tecnologia
Valéria Costa ? Jornalista
Telefone: (61) 3448-4510

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Festejar os 35 anos de sucesso da pesquisa agrícola, prestar contas à sociedade do que foi realizado pela Embrapa em 2007 e assumir novos compromissos. Estes foram os três grandes propósitos da solenidade realizada ontem (23/4) no Palácio do Planalto, em Brasília.

O presidente da Embrapa, Silvio Crestana, descreveu o momento pelo qual a Empresa está passando como ?memorável?. Crestana entregou ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva o Balanço Social 2007, que mostra as 550 ações de importante interesse social, que foi fundamental para a criação de 115 mil empregos. ?Tivemos um lucro social de mais de 15 bilhões de reais, o que dá um retorno maior que 13 reais para cada real aplicado em pesquisa?, afirmou.

O momento mais esperado do evento foi o anúncio do PAC da Embrapa feito pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. Segundo o ministro, o programa prevê quase um bilhão de reais em recursos para os próximos dois anos e sete meses, dos quais poderão ser investidos até 264 milhões de reais para reformar o sistema estadual de pesquisa, mediante uma contrapartida dos estados. Além disso, serão contratados mais 1210 novos profissionais, dentre pesquisadores e pessoal de apoio, recuperação de campos experimentais e criação de três centros de pesquisa em Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

Stephanes aproveitou para aplaudir a comunidade que participa do desenvolvimento da agricultura do país. ?60% da produtividade do país se deve à pesquisa. ?O desafio agora é compatibilizar a segurança alimentar com produção de energia, preservação do meio ambiente e mudanças climáticas?, explicou.

Em seguida, o presidente Lula lançou o desafio para a Embrapa e para o Brasil. ?Precisamos juntar a inteligência brasileira para estabelecer uma estratégia de atuação, em que a agricultura passa a ter um peso importante no cenário mundial?, disse Lula, que rebateu as críticas que têm sido feitas ao Brasil, em relação a sua capacidade de produção de alimentos e de energia. ?O desafio é de todos nós brasileiros e temos três anos para provar que vale à pena investir em pesquisa.?

Segundo Crestana, os desafios são sempre bem-vindos. ?Não tememos desafios, podemos encarar o futuro com uma boa dose de confiança porque o Brasil soube antever o surgimento dessa economia do conhecimento e aproveitar as crises para construir essa Agricultura Tropical, capaz de criar excedentes de riqueza para financiar a modernização de sua indústria, a ampliação do seu comércio, e preparar sua gente para viver e crescer com esse novo tempo.? Crestana destacou, ainda, o fato de o presidente Lula compreender o papel da Embrapa, chamando toda a instituição para um compromisso maior do que a nobre missão de fazer pesquisa. ?Ele nos quer mais ativos no esforço de desenvolvimento econômico e social.?

TECNOLOGIAS GERAM 114,9 MIL EMPREGOS EM 2007

Ao completar 35 anos, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), presenteia a sociedade com resultados registrados em seu Balanço Social 2007 que, sobretudo, confirmam sua contribuição para o desenvolvimento do país.

Além de gerar mais de cem mil empregos diretos e indiretos, em 2007, quando pelo segundo ano consecutivo teve a maior receita operacional líquida nominal da história, de R$ 1,157 bilhão, a estatal retornou aos contribuintes R$ 13,36 para cada real aplicado na pesquisa.

Este resultado tem como base um lucro social de R$ 15,47 bilhões, apurado com base nos impactos de uma amostra de 109 tecnologias e 125 cultivares desenvolvidas pela empresa e seus parceiros e transferidos para a sociedade.

Os 114,9 mil empregos criados ao longo da cadeia produtiva e conferidos à adoção de tecnologias geradas e transferidas pela estatal junto com seus parceiros e colaboradores, refletem um estudo realizado com base na amostragem de apenas 47 tecnologias.

A Embrapa, no entanto, disponibilizou mais de 8 mil tecnologias para o negócio agrícola nacional. Em 2006, o número de empregos registrados nesse segmento devido a esse fator foi de 112,5 mil.

Na publicação – com uma base de 550 ações de relevante interesse social com grande diversidade de áreas e beneficiários ? se pode verificar uma outra contribuição da Embrapa, desta vez para reduzir custos na atividade agrícola, com o uso de sistemas de produção integrada. Em 26 tecnologias analisadas, o benefício econômico por conta da redução de custos é de R$ 687.278.230,00.

Destacam-se no item redução de custos tecnologias como a produção integrada de frutas, em especial na produção de uvas de mesa, de manga, mamão e abacaxi. Também e inclusive a carne bovina.

Outras duas tecnologias nessa mesma linha são: o programa de erradicação da doença de Aujeszky ? que converteu o estado de Santa Catarina em área livre de contaminação dessa doença temida por suinocultores do mundo inteiro ? e a fixação biológica do nitrogênio na cultura da soja (que em 2007 possibilitou uma economia de R$ 644,2 milhões que seriam gastos com fertilizantes derivados do petróleo).

Essa economia gera resultados que ultrapassam a cadeia de produção da soja e impactam também a cadeia produtiva de aves (corte e postura) e a de suínos.

O documento traz ainda uma relação de todos os prêmios recebidos pela Embrapa durante o ano passado e que incluíram o Faz Diferença 2007 do jornal O Globo, o Prêmio Aberje Centro-Oeste, Prêmios Finep de Inovação Tecnológica e o prêmio GRM/ACP, entre outros.

São resultados como os apresentados no Balanço Social 2007 que ilustram como a Embrapa valoriza os recursos aplicados na pesquisa e comprovam à sociedade a importância do investimento em ciência e tecnologia à agropecuária brasileira.

E o que é melhor: como isso tudo tem contribuído no cenário mundial, permitindo que em diferentes partes do mundo a empresa seja reconhecida como uma referência em agricultura tropical.

Afinal, nas mais de três décadas de existência a instituição possibilitou ao Brasil equacionar problemas seculares de produção, abastecimento interno e inserção no mercado internacional de alimentos, de fibras e, agora, de energia renovável.

LULA ENTREGA PRÊMIO FREDERICO DE MENEZES

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou na tarde de ontem (23/4) o Prêmio Frederico de Menezes Veiga em solenidade comemorativa pelos 35 anos da Embrapa, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). O ex-ministro da Agricultura Luiz Fernando Cirne Lima, homenageado especial na ocasião, ofereceu a premiação aos ?pesquisadores anônimos? que trabalham com poucos recursos, mas com muito entusiasmo, em todo o território brasileiro.

Cirne Lima lembrou que a Embrapa foi criada no dia 26 de abril de 1973, mesmo dia em que foi assinado o contrato de construção da usina de Itaipu, ocasião em que era ministro da Agricultura. Ele disse que, então, o café era responsável por 50% das exportações brasileiras e o petróleo acabava de subir de US$ 4 para US$ 8. ?E o mundo parecia que ia acabar?, brincou.

Disse que a situação do país hoje é bem diferente, com a crescente demanda mundial por biocombustíveis. Ele frisou que o prêmio que estava recebendo tinha um nome muito adequado já que o pesquisador Frederico de Menezes Veiga, que ele conheceu há anos numa estação experimental de pesquisa, foi o responsável por desenvolver as variedades de cana-de-açúcar que são utilizadas hoje para produção de etanol.

Wania Fukuda, da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, disse que ainda está surpresa com a premiação. ?Eu estava muito concentrada em trabalhar no campo, com os agricultores, e nunca me passou pela cabeça receber esse prêmio representando as pessoas que se preocupam mais com o pequeno agricultor?, disse. ?Não estou muito acostumada a receber prêmios, o pesquisador trabalha com outra finalidade. É a primeira vez que eu estou no Palácio do Planalto?, comemorou a pesquisadora, que desenvolve um trabalho baseado na inclusão de agricultores e extensionistas de forma mais ativa no processo de melhoramento genético da mandioca.

Já Glauco Olinger, consultor da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/SC), disse que está recebendo esta honraria ?como um gesto generoso da pesquisa agropecuária pública brasileira de buscar um extensionista, um técnico de campo, para representar o desejo de melhor articular a pesquisa com a extensão rural?.

Segundo ele, ?um grande desafio para a pesquisa e a extensão, que é com relação à pesquisa ambiental. Nós temos que começar já a mudar os paradigmas. Até agora a natureza esteve a serviço do homem, daqui para frente o homem deve estar a serviço da natureza, mesmo porque sem a natureza o homem desaparece?.

O PRÊMIO

Esta é a 30ª edição do Prêmio Frederico de Menezes Veiga. O tema deste ano é ?Integração Pesquisa e Extensão: Fator de Sucesso da Moderna Agricultura Brasileira?. A premiação é promovida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ? Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e conta com o apoio da revista Globo Rural, publicação da Editora Globo. A premiação consiste numa peça de arte, um diploma e uma quantia de R$ 77.810,30 (setenta e sete mil oitocentos e dez reais e trinta centavos) para cada um dos vencedores.

Desde 1975 (o prêmio não foi entregue em 1985, 1986, 1987 e 1991), já foram indicados 340 pesquisadores, sendo 142 da Embrapa e 198 de instituições parceiras. Até este ano, 84 pessoas já foram agraciadas. O nome do prêmio é uma homenagem ao pesquisador amazonense que desenvolveu novas variedades de cana-de-açúcar e ajudou a colocar o Brasil numa posição de destaque como maior produtor mundial e um dos maiores exportadores do produto.

FONTE

Embrapa
Juliana Freire, Deva Rodrigues e Vitor Moreno – Jornalistas
Telefone: (61) 3448-4039

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As novas unidades foram anunciadas neste mês de abril pelo presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Baldonedo Napoleão. A primeira é a Estação Experimental em Pouso Alegre. Segundo a diretoria executiva da Empresa, esta unidade foi criada para dar suporte ao desenvolvimento das atividades rotineiras inerentes ao Núcleo Tecnológico Epamig Batata e Morango.

A segunda unidade é a Fazenda Experimental de Itabira (FEIT), que estará subordinada ao CTCO. A FEIT será administrada por um conselho gestor formado pelos representantes da Epamig, da prefeitura municipal, do Sindicato dos Produtores Rurais do município, Emater-MG, Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Piracicaba (Amepi). Na nova fazenda experimental serão executados projetos de pesquisa, eventos de transferência e difusão de tecnologia, negócios tecnológicos.

A assinatura do convênio entre Epamig e prefeitura de Itabira aconteceu na sede da Empresa, em Belo Horizonte, com presenças do secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana; presidente da Epamig, Baldonedo Napoleão; prefeito de Itabira, João Izael Querino Coelho; deputado federal José Santana de Vasconcelos; deputado estadual Ronaldo Magalhães; dos diretores da Epamig: de Administração e Finanças, Luiz Carlos Gomes Guerra, e Técnico, Enilson Abrahão, dentre outras autoridades.

Baldonedo destacou o grande interesse do prefeito de Itabira pelo desenvolvimento tecnológico do município, o que motivou a busca da Epamig para a parceria. Os contatos foram intermediados pelo diretor da Empresa, Luiz Carlos Gomes Guerra.

Para o prefeito de Itabira, João Izael, essa parceria com a Epamig dá novos ânimos ao município: ?Significa para Itabira novas alternativas de renda para a população, a diversificação das suas atividades econômicas, pois hoje 70% das atividades do município são relativas à mineração. O convênio faz parte deste momento de crescimento de Itabira?, disse o prefeito. O gerente da nova Fazenda Experimental da Epamig, em Itabira, é Ivys Marlon Kelles Lage, ex-gerente da Fazenda Experimental de Pitangui.

As novas unidades, segundo o presidente da Epamig, fazem parte do plano de levar as pesquisas tecnológicas da Empresa às regiões onde ela ainda não está presente. Com essas últimas mudanças, a Epamig passa a ter cinco Centros Tecnológicos, 22 Fazendas Experimentais, dois Núcleos Tecnológicos, um Instituto de Laticínios, um Instituto Técnico de Agropecuária e Cooperativismo e uma Estação Experimental.

FONTE

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais
Assessoria Comunicação da Epamig
Telefones: (31) 3489-5022 e (31) 3489-5023

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O aquecimento do planeta é uma realidade irreversível, mas pode ser reduzido. Só é possível, porém, evitar um desastre maior. No Seminário Regional para a América Latina “O Planeta Terra em Nossas Mãos”, o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre afirmou que, se as emissões de gases forem reduzidas em 60% a 70% até 2050, a temperatura pode aumentar menos de dois graus. Isso, porém, já pode significar o fim dos corais e graves danos à agricultura.

Nobre ressaltou que, caso a humanidade soubesse, em 1951 – quando detectou o aumento do gás carbônico na atmosfera – o que isso significaria, talvez a situação atual pudesse ter sido evitada. Para ele, o homem ultrapassou o pior cenário previsto em termos de aquecimento global.

Segundo o pesquisador, a humanidade acelerou 50 vezes o ritmo natural das mudanças no planeta. Ele afirmou que o que mudava em uma era glacial, de 10 mil anos, o homem está mudando em 200 anos. Ele afirmou que o Brasil pode contribuir de duas formas para reduzir o aquecimento global: modernizando as práticas agrícolas, que respondem por 25% das emissões do País; e reduzindo o desmatamento, responsável por cerca de 50% das emissões.

O seminário abre oficialmente a programação do Ano Internacional do Planeta Terra, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

DESENVOLVIMENTO X MEIO AMBIENTE

O segundo vice-presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado Vander Loubet (PT-MS), alertou que hoje não é mais possível pensar o desenvolvimento e o atendimento das necessidades humanas sem considerar os prejuízos ambientais que se pode causar.

O terceiro vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Paulo Roberto (PTB-RS), lembrou que, apesar de os órgãos ambientais serem acusados de atrasar o desenvolvimento, é preciso consegui-lo de forma sustentada. Ele explicou que o objetivo das políticas ambientais do Governo Federal é garantir o crescimento de longo prazo, com eficiência, mas, principalmente, respeitando o meio ambiente. “Não podemos nos iludir com taxas impressionantes de desenvolvimento de outros países, com inovações cujos efeitos de longo prazo são incertos”, disse.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, informou que o governo brasileiro tem desenvolvido várias ações nesse sentido. A mais importante delas, que congrega inúmeros ministérios, informou, é o Plano de Ciência e Tecnologia e Inovação 2007-2010. Ele afirmou que o plano atuará nas áreas de preservação da Terra, desenvolvimento tecnológico das empresas, pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas como biocombustíveis, recursos naturais e biodiversidade e desenvolvimento sustentável da Amazônia.

FONTE

Agência Câmara
Reportagem – Vania Alves
Edição – Patricia Roedel
Telefone: (61) 3216-1851
Fax: (61) 3216-1856
E-mail da Agência Câmara

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) comemorou ontem (23/4) 35 anos de fundação em uma cerimônia realizada às 15h, no Palácio do Planalto. Participaram da solenidade o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, secretários e parlamentares, entre outras autoridades.

Durante as comemorações, ocorreu o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Embrapa, cujo objetivo é criar uma base tecnológica para o desenvolvimento, fortalecimento e crescimento da agropecuária brasileira. Também foi entregue o Prêmio Frederico de Menezes Veiga aos vencedores da edição de 2008. O prêmio é destinado a pesquisadores que se destacam na geração de tecnologias agroecológicas vinculadas à atividade produtiva e à proteção do meio ambiente.

COMEMORAÇÕES

Criar uma base tecnológica para o desenvolvimento da agropecuária. Essa foi uma das primeiras missões da Embrapa, que completa no dia 26 de abril, 35 anos. A data foi comemorada ontem (23/4), no Palácio do Planalto, em Brasília, quando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o Plano de Fortalecimento e Crescimento da Empresa.

Segundo o presidente da Embrapa, Silvio Crestana, a implantação do plano vai possibilitar que a Empresa enfrente os desafios da agricultura brasileira. ?Estaremos bem mais preparados, por exemplo, para criar alternativas de bionergia para mudança da matriz energética e de nova base tecnológica para mitigação e convivência da agricultura e pecuária com as alterações climáticas globais e a redução de desequilíbrios sociais e econômicos?, explicou.

Durante o evento, aconteceu também a premiação da 30ª edição do Prêmio Frederico de Menezes Veiga, que este ano abordou o tema ?Integração Pesquisa e Extensão: Fator de Sucesso da Moderna Agricultura?. Os escolhidos deste ano foram a pesquisadora Wania Maria Gonçalves Fukuda, da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas ? BA), e o engenheiro agrônomo Glauco Olinger, consultor da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/SC).

O engenheiro agrônomo Luiz Fernando Cirne Lima, ministro da Agricultura na época da criação da Embrapa, receberá uma homenagem especial pelos anos dedicados ao desenvolvimento da agricultura do país.

O aniversário da Embrapa também será celebrado na Câmara dos Deputados que realizará, no dia 25, às 15 horas, sessão solene em homenagem aos 35 anos da Empresa.

HOMENAGEM AO PÚBLICO INTERNO

A comemoração interna do aniversário está prevista para o dia 29, às 10 horas, com transmissão de videoconferência para todas as unidades descentralizadas.

A solenidade homenageará quatro empregados que completam 35 anos de serviço na Embrapa em 2008 e os Pratas da Casa. Também nesta solenidade será apresentado oficialmente, em vídeo, o Hino da Embrapa, composição dos colegas Ary Ximendes e Edvaldo do Espírito Santo, lotados na Embrapa Algodão (Campina Grande/PB).

Encerrando a solenidade, a Diretoria Executiva fará o descerramento da placa do auditório da Sede da Embrapa, que receberá o nome de José Irineu Cabral, primeiro diretor-presidente da Empresa.

Para marcar a data dos 35 anos da Embrapa, a solenidade oficial está marcada para o dia 7 de maio, com a presença de autoridades e de todos os chefes-gerais da Empresa.

Nos dias 6 e 7 de maio, está marcada a primeira reunião de chefes da Embrapa neste ano. A agenda prevê a discussão de temas como o PAC da Embrapa, o V Plano Diretor da Embrapa e os Planos Diretores das Unidades.

TRAJETÓRIA DE SUCESSO

Em dezembro de 1972, a Embrapa foi instituída como empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Em março de 1973, os estatutos da empresa foram criados e a primeira diretoria empossada em 26 de abril.

A Empresa nasceu com quatro grandes propósitos: garantir o abastecimento de alimentos nas cidades, onde estava a maioria dos pobres; ajudar a levar o desenvolvimento ao interior do país, criando riquezas, gerando empregos e bem-estar na área rural; preservar a base de recursos naturais do nosso território; e criar excedentes para a exportação.

Atualmente, a Embrapa conta com 38 centros de pesquisa e três de serviços, sendo que a mais recente é a Embrapa Agroenergia, criada em 2006. Esses centros formam uma rede nacional de pesquisa agrícola de característica multidisciplinar com universidades e institutos estaduais, em estreita parceria com os centros internacionais de pesquisa.

Por meio dessa rede, a Embrapa iniciou um programa de capacitação que treinou mais de quatro mil pesquisadores agrícolas tanto da Empresa quanto de universidades e órgãos estaduais de pesquisa, o que foi decisivo para criação da agricultura tropical.

Segundo Crestana, os excelentes resultados da empresa, ao longo desses 35 anos, se devem, principalmente, ao aparato tecnológico investido no ambiente tropical, o que na época demandava criar competência própria e usar as contribuições relevantes da ciência mundial, mas com o cuidado de não ser dependente das tecnologias feitas no exterior.

?A nova agricultura tropical está enriquecendo o Brasil e melhorando a vida dos brasileiros, principalmente daqueles que estão no interior. Para isso, foi preciso investir pesado em sistemas de produção e redesenhar a nova geografia da produção, aproveitando melhor o Cerrado e o Semi-árido nordestino, ou seja, o que era sinônimo de atraso, tornou-se paradigma de eficiência produtiva?, explicou.

Para ele, ?o que era proposta, hoje é realidade, mas é fundamental o investimento em áreas de fronteira do conhecimento, como biotecnologia, nanotecnologia, agricultura de precisão, e temas emergentes, que são a agroenergia, créditos de carbono e biossegurança?, concluiu.

FONTES

Agência Brasil

Embrapa
Juliana Freire e Monalisa Leal Pereira
Telefone: Monalisa Leal Pereira

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A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou projeto substitutivo do deputado Roberto Massafera proibindo o plantio, transporte, comercialização ou produção de mudas de murta no Estado. A medida tem o apoio do governador José Serra. A lei estabelece multa de 300 Ufesp”s (R$ 4,5 mil) para quem desobedecê-la, podendo dobrar de valor nos casos de reincidência. Massafera explicou que o projeto estabelece um prazo de dois anos para a erradicação das plantas já existentes.

“A murta é hospedeira do inseto transmissor do greening, doença provocada por uma bactéria e que ameaça a sustentabilidade da citricultura. A erradicação da murta mostra que a Assembléia Legislativa defende os interesses da população de São Paulo e dá sua contribuição no combate à doença”, justificou o parlamentar.

Durante inauguração das reformas do hospital Nestor Gulart Reis, em Américo Brasiliense, o governador José Serra sinalizou que vai sancionar a lei. Em novembro passado, Roberto Massafera reuniu-se com representantes da indústria de suco e o governador paulista, ocasião em foi defendida a extinção da murta.

TRAMITAÇÃO

O projeto de lei é de autoria do deputado Aloísio Vieira e recebeu substitutivo de Roberto Massafera. Durante a semana, a Assembléia aprovou pedido de urgência do deputado Davi Zaia, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Citricultura, da qual Massafera é signatário.

Pelo projeto, o governo estadual poderá assinar convênios com a União, municípios ou instituições privadas, com objetivo de conscientizar o setor e a população sobre a erradicação da planta ou substituição das já existentes.

Segundo dados da Secretaria de Agricultura, o Estado é responsável por 80% da produção brasileira de suco e detém quase metade do mercado mundial. O setor gera 400 mil empregos e ocupa 820 mil hectares em 22 mil propriedades rurais. O faturamento chega a US$ 3,3 bilhões.

FONTE

Liderança PSDB na Assembléia Legislativa de São Paulo
Sílvio de Albuquerque – Jornalista
Telefone: (11) 3886-6479

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O produtor de algodão que amargava nas últimas safras perdas consecutivas em baixas de preços e aumento dos custos de produção agora poderá contar com um aliado que ajudará a melhorar os lucros com a cultura. Está prestes a chegar ao mercado uma linhagem que além da alta produtividade, seu principal destaque é o equilíbrio entre as características como menor porte, arquitetura mais compacta, ciclo mais curto, com resistência múltipla às doenças e acima de 40% de produtividade da pluma. A expectativa é que a nova linhagem seja lançada já na próxima safra para a produção de sementes e esteja disponível ao produtor na safra seguinte.

Utilizando variedades de boa aceitação entre os produtores para servir de parâmetros comparativos a nova linhagem apresentou até 18,5% a mais de produtividade e variou entre 126 arrobas/ha, no local de menor produtividade, a 176 arrobas/ha, no local de maior produtividade (veja mais detalhes abaixo). “Os resultados mostram que ela foi mais eficiente para produzir pluma, tanto no ambiente menos favorável, quanto no mais favorável. Esse é um indício de que tem adaptabilidade ampla”, acrescenta Camilo de Lelis Morello, Coordenador do Programa de Melhoramento Genético do Algodoeiro na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A nova linhagem desenvolvida pelo Programa é feita em Goiás em parceria com a Embrapa, cooperação técnica da Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário de Goiás (Fundação GO) e apoio financeiro do Fundo de Incentivo à Cultura do Algodão em Goiás (Fialgo). ?A complementação de esforços dessas três instituições tem sido decisiva para que consigamos realizar um trabalho no nível da demanda por cultivares pelos produtores goianos?, diz o pesquisador.

Em oito anos do Programa já foram desenvolvidas três cultivares (BRS Aroeira e BRS Ipê, em 2001 e BRS 269-Buriti, em 2005) e validadas para uso em Goiás outras duas (BRS Cedro, em 2003 e BRS Araçá, em 2005), estas últimas desenvolvidas pelo núcleo da Embrapa em Mato Grosso. ?A Embrapa adotou a opção de estratificar o ambiente do cerrado para realizar o melhoramento genético em algodoeiro. Nos principais Estados produtores de algodão, temos parcerias para realização do programa de pesquisa, cujo objetivo principal é o desenvolvimento de cultivares de máxima adaptação às condições do ambiente (altitude, distribuição de chuvas, manejo do solo, pragas, doenças, etc)?, explica Morello.

Dessa forma, o pesquisador conta que o núcleo de desenvolvimento de cultivares em Goiás dá ênfase às condições atuais e potenciais de cultivo do algodoeiro nesse Estado, o que é feito através de diversos procedimentos, desde a escolha dos genitores para hibridação, a escolha das áreas experimentais e a condução e avaliação dos experimentos.

De carona com a nova linhagem, o Programa de Melhoramento Genético do Algodoeiro prepara também uma outra possibilidade de variedade que tem se destacado pela resistência ao nematóide das galhas (Meloidogyne incognita, raça 3) e fusariose (Fusarium oxysporum f. sp. vasinfectum), a qual será uma importante opção para áreas com essas doenças.

A mesma tem proporcionado alto desempenho produtivo, também com percentagem de fibra acima de 40%, boas características de fibra e resistência múltipla às doenças, de porte médio, porém menos compacta que a linhagem anterior. Ela está sendo submetida a mais estudos, estabelecendo-se com maior precisão os níveis de resistência e vantagens produtivas em relação às diversas variedades atualmente a disposição dos produtores, em condições de elevada infestação.

DADOS

Considerando seis locais de avaliação em Goiás na safra 2006/2007 e três testemunhas, a produtividade de pluma da nova linhagem variou entre 126 arrobas/ha, no local de menor produtividade, a 176 arrobas/ha, no local de maior produtividade.

No local de menor produtividade, as três testemunhas utilizadas na avaliação obtiveram, respectivamente, 110 arrobas/ha, 111 arrobas/ha e 106 arrobas/ha, ou seja, as diferenças da linhagem em relação as testemunhas foram, respectivamente, de 16 @/ha (14%), 15 @/ha (13,5%) e 20 @/ha (18,5%).

No ambiente de maior produtividade, mais favorável a manifestação do potencial produtivo, as três testemunhas obtiveram, respectivamente, 157 arrobas/ha, 161 arrobas/ha e 157 arrobas/ha, ou seja, as diferenças da linhagem em relação as testemunhas foram, respectivamente, 17 @/ha (10,5 %), 13 @/ha (9 %) e 17 @/ha (10,5 %).

FONTE

Casa do Algodão
Rhudy Crysthian – Jornalista
Telefone: (62) 3241-0404
Fax: (62) 3241-2281

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A Medida Provisória que renegocia cerca de R$ 66 bilhões da dívida agrícola dos produtores rurais será encaminhada ao Congresso Nacional no próximo dia 29. Durante encontro na manhã de ontem (23/4) com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária e da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados definiram os últimos detalhes da MP.

De acordo com o presidente da Frente, deputado Valdir Colatto (PMDB/SC), os principais pontos a serem acertados tratam do aumento dos prazos para quitação de dívidas envolvendo investimentos e custeio e a liberação de crédito para o produtor rural.

?Estamos sensibilizando o governo para estender até 30 de setembro o prazo para o pagamento das dívidas e queremos que sejam incluídos os débitos existentes desde 1º de janeiro de 2008?, destacou Colatto. O Conselho Monetário Nacional editará hoje (24/4) uma resolução sobre os prazos.

Os deputados também querem incluir na proposta a redução dos juros das dívidas de custeio e investimento que já foram renegociadas no passado. Outro membro da Frente, o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) explicou que, no passado, alguns bancos aceitaram renegociar essas dívidas, desde que os produtores aceitassem pagar taxa de juros livres, que chegam a 17% ao ano. A proposta dos parlamentares é que as dívidas de custeio voltem a ser consideradas como “crédito rural”, o que significa, na prática, redução do juro para 6,75% ao ano.

FONTE

Frente Parlamentar da Agropecuária
Profissionais do Texto
Sérgio Cross e Vinícius Tavares – Jornalistas
Telefone: (61) 3327-0050

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A Universidade de São Paulo (USP) irá oferecer, a partir de 2009, o curso de bacharelado em Engenharia de Biossistemas, o primeiro do gênero na América Latina segundo informações da universidade. O curso oferecerá 60 vagas em período integral e será ministrado na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), no campus de Pirassununga, interior paulista. A criação do curso foi aprovada no começo de abril em sessão do Conselho Universitário.

O Bacharelado em Engenharia de Biossistemas tem como objetivo formar um profissional com competência para projetar sistemas que favoreçam a produção sustentável, mediante o uso de tecnologias inovadoras na cadeia do agronegócio.

O curso, com duração de dez semestres, terá forte base em matemática, física, biologia e química e nos fundamentos das engenharias. A formação do engenheiro de biossistemas abordará temas aplicados à produção animal e vegetal, relacionados às tecnologias de automação, da informação e de apoio à produção.

Na mesma sessão, o Conselho Universitário, órgão máximo da universidade, aprovou a criação da habilitação Ênfase em Bioquímica e Biologia Molecular para o curso de Bacharelado em Química, período integral, que manterá em 60 o número de vagas oferecidas no vestibular.

FONTE

Agência Fapesp
Telefone: (11) 3838-4000
Fax: (11) 3838-4117
E-mail da Agência Fapesp

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O professor Galdino Andrade, do Departamento de Microbiologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), tem sólidas razões para crer que o produto que ele e seus alunos estão pesquisando, há oito anos, no Laboratório de Ecologia Microbiana, se transformará numa poderosa arma para o controle biológico do cancro cítrico.

Isso abre perspectivas econômicas invejáveis para o produto, visto que não existe nada semelhante no mundo ? e no mundo inteiro, onde quer que haja produção comercial de citros, existe cancro cítrico, uma doença que é controlada penosamente, com produtos à base de cobre, de baixa eficiência e elevado perigo para o meio ambiente, e através de métodos caros como a erradicação de plantas. O Brasil é o maior produtor mundial de citros, faturando 1 bilhão de dólares por ano com a exportação de suco de laranja.

Confiante na capacidade do seu produto ? que, nos testes feitos até agora, revelou mais que o dobro da eficiência do controle químico à base de cobre ? o professor já requereu a patente do processo. Mas, para que a pesquisa avance e se confirme a viabilidade comercial do produto, o laboratório precisa de equipamentos e melhorias de infra-estrutura avaliadas em R$ 250 mil ? e Andrade está procurando quem se disponha a fazer o investimento.

Daí seu interesse em dar divulgação à pesquisa pela imprensa, ao mesmo tempo em que faz contatos com indústrias do ramo de defensivos agrícolas, tentando sensibilizá-las. O dinheiro é necessário para aumentar a capacidade de produção e testar o desempenho do produto no campo. São necessários incubadores, rotavapores, bombas de vácuo e o aumento da capacidade das instalações elétricas do Laboratório de Ecologia Microbiana.

Nas mudas de citros plantadas na estufa anexa ao laboratório, o produto desenvolvido pelo professor Andrade e seus alunos ? que fizeram até agora quatro dissertações de mestrado sobre diferentes etapas da pesquisa ? já comprovou sua eficiência.

CANCRO CÍTRICO

O cancro cítrico é uma doença causada por uma bactéria chamada Xanthomonas axonopodis pv. citri (Xac). Essa bactéria provoca necrose em folhas, galhos e frutos; em infecções severas, leva a desfolhação, queda prematura de frutos e declínio generalizado da planta.

É praticamente impossível erradicar o cancro cítrico, pois ele se transmite pelo ar; para reduzir seus efeitos, são eliminadas árvores doentes e outras próximas a elas e aplicados produtos à base de cobre, que reduzem a população bacteriana na superfície das folhas. O tratamento, porém, perde eficácia diante da simples ocorrência de chuvas com ventos. Ademais, o uso contínuo desses produtos pode levar ao aparecimento de cepas de Xac resistentes e o acúmulo do metal no solo pode contaminar as plantas, o solo e o meio ambiente.

Estima-se que a eficiência do tratamento com cobre não ultrapasse os 40%. Mas o produto desenvolvido pelo professor Galdino ? que é biológico, extraído de uma bactéria ? revelou uma eficiência de 80 a 94%, números que o animam a continuar o trabalho, na certeza de que, em campo, também encontrará taxas excelentes.

HISTÓRICO

É curioso, para o leigo, ver o professor descrever como chegou ao produto biológico. Observando uma lesão de cancro cítrico, ele sabia que, naquele pequeno mundo, havia vários tipos de bactérias ?disputando comida? com a causadora da lesão. ?Havia uma competição ali?, diz o professor. Ele então se pôs a imaginar um jeito de identificar as outras bactérias e, depois, dar-lhes um tratamento que as transformasse numa arma letal contra as necróticas. Nas palavras dele: ?O grande gol desse negócio é aonde fomos buscar essas células, como fizemos isso e qual estratégia usamos para isolá-las?. São coisas que ele não vai contar antes de obter a patente.

Mas Andrade não vê problema nenhum em admitir que já fez ao CNPq a mesma solicitação de dinheiro que faz agora a investidores privados para continuar a pesquisa, e teve seu pedido recusado. ?Não estranhei porque sei como essas coisas funcionam. Também sou consultor do CNPq e de órgãos do mesmo gênero de outros países. O consultor pode pensar o que bem entender, pode achar que aquela pesquisa não é relevante, nunca se sabe quais foram os critérios dele?.

Para o professor, sua experiência com pesquisa é aval suficiente a respeito de sua capacidade. Viveu sete anos fora do Brasil. Fez doutorado na Espanha e pós-doutorado na Inglaterra. Em seguida, esteve dois anos e meio nos Estados Unidos, como pesquisador convidado do Departamento de Agricultura do Governo.

Na UEL, é um dos 58 doutores que recebe a bolsa produtividade do CNPq ? um adicional de incentivo à pesquisa. É consultor do Ministério da Ciência e Tecnologia, avalia projetos para a Capes, a Finep, o CNPq. Faz o mesmo para órgãos de estímulo à pesquisa da Argentina e da Colômbia. É avaliador de artigos para importantes editoras científicas estrangeiras. Já publicou 24 artigos em periódicos, apresentou inúmeros trabalhos em eventos, escreveu oito capítulos de livros e foi organizador de um livro, orientou 11 dissertações de mestrado e três teses de doutorado.

Tudo isso, mais a vivência própria de um pesquisador brasileiro, ?que está acostumado a trabalhar com falta de tudo?, conforme suas palavras, proporcionou a Galdino Andrade a oportunidade de ?ir buscar a bactéria que controla o cancro cítrico no lugar certo, e ela estava exatamente onde eu pensei que poderia estar?, segundo afirma.

E graças a isso Andrade acredita estar perto de poder ajudar o Brasil, fornecedor de metade da laranja consumida em forma de suco no mundo, segundo a FAO, a amenizar muito os prejuízos do cancro cítrico. Prejuízos elevadíssimos: entre 1997 e 2000, a erradicação de quase 4 milhões de árvores por causa da doença no País custou R$ 300 milhões aos produtores. Galdino Andrade quer continuar seu trabalho.

CONTATOS

Professor Galdino Andrade
Laboratório de Ecologia Microbiana
Universidade Estadual de Londrina
Telefone: (43) 3371-4791

FONTE

Universidade Estadual de Londrina
Agência de Notícias da UEL
noticia@uel.br

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Ao completar 15 anos, a Agrishow, que será realizada em Ribeirão Preto (SP) no período de 28 de abril e 3 de maio próximo, deverá superar a do ano anterior. Esta é a previsão que se faz para a maior mostra do agronegócio da América Latina, com base no aumento do número de expositores, no cenário de crescimento continuado do setor agropecuário, na confiança depositada na Economia brasileira, no grande interesse mundial pelo etanol nacional e nas novidades tecnológicas que serão apresentadas pelas empresas expositoras.

A edição 2008 da Agrishow deverá atrair grandes contingentes de compradores de todas as regiões produtoras de São Paulo e de estados vizinhos ? como Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais ? e também do Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins e de produtores de cana, grãos e frutas do Nordeste.

São esperados mais de 2.500 clientes potenciais do exterior, principalmente da América Latina, Europa, Estados Unidos e Ásia, com expectativa de que sejam gerados em torno de R$ 800 milhões em negócios. A estimativa é receber acima de 135.000 visitantes. Para atendê-los, foram reservadas 12.500 vagas de estacionamento. A área de alimentação comportará o atendimento de 8.500 pessoas sentadas, simultaneamente.

Dos 240 hectares de área da fazenda onde tradicionalmente se realiza a Agrishow, 100 ha serão destinados aos campos de demonstrações dinâmicas. Serão mais de mil demonstrações durante a feira, abrangendo as culturas de café, cana-de-açúcar, milho, feijão, soja e forrageiras.

Um total de 745 expositores ? na edição de 2007 foram 660 ? estarão exibindo entre 2.500 a 3.000 produtos da mais avançada tecnologia mundial e uma gama considerável de serviços ao produtor rural. Dezenas de expositores da pecuária ocuparão parte da área de estandes. Do exterior virão 45 expositores que prometem exibir modernas e inéditas tecnologias dentro do segmento do agronegócio.

Estima-se que mais de 5.000 pessoas estarão trabalhando na montagem da feira e que 25.000 prestarão serviços durante a sua realização. O horário de funcionamento da Agrishow 2008 será das 8 às 18h.

A Agrishow é uma realização da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e conta com o apoio da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) e da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

A partir da edição 2008 toda sua operação, promoção, comercialização, organização e montagem está sendo realizada pela maior promotora de feiras do mundo, a Reed Exhibitions – no Brasil denominada Reed Exhibitions Alcântara Machado.

PRESIDENTE LULA ESTARÁ PRESENTE NO DIA 2 DE MAIO

O Palácio do Planalto confirmou a presença do presidente Luis Inácio Lula da Silva à Agrishow 2008 (Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em Ação), no dia 2 de maio. Falta, porém, definir o horário da visita do chefe de Estado à maior feira de negócios e tecnologias da América Latina e terceira do mundo nesse segmento, que neste ano será realizada no período de 28 de abril e 3 de maio próximo, em Ribeirão Preto (SP).

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, estará na Agrishow no dia 29 de abril, às 15 horas, para anunciar o primeiro levantamento da safra da cana-de-açúcar. Na ocasião, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai lançar duas publicações inéditas sobre o mercado sucroalcooleiro. Um desses estudos trata do aproveitamento do bagaço da cana ? resíduo sólido, resultante da moagem da cana, que representa um volume próximo a 280 quilos por tonelada do produto processado ? na geração de energia elétrica.

Segundo a pesquisa, atualmente o Brasil produz 3,5 mil megawatts de energia com a queima do bagaço. Se as indústrias brasileiras dispusessem de equipamentos modernos, com as cerca de 500 milhões de toneladas de cana que serão transformadas em bagaço na safra atual poderiam ser gerados até 15 mil megawatts de energia.

Segundo Wagner Rossi, presidente da Conab, ?a capacidade empresarial do setor sucroalcooleiro e o apoio do governo abrem um futuro imenso para a utilização do bagaço de cana como fonte de energia limpa e renovável?.

O governo do Estado de São Paulo também estará presente na feira de 2008. No entanto, o governador José Serra ainda não definiu a data da sua visita. De 29 de abril a 2 de maio, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo transfere seu gabinete para a Agrishow, onde terá uma ampla agenda de eventos, ainda em fase de definição. Nesse período, o secretário da Agricultura paulista, João de Almeida Sampaio Filho, despachará diretamente da feira e promete anunciar novidades.

Grandes empresas âncoras da Agrishow já definiram suas coletivas para anunciar lançamentos e novidades. A manhã do dia 29 está reservada pela Michelan, Grupo ZF, Cummins Motores e Gerdau, e, à tarde, para a Agrale. Na manhã do dia 30 a Jacto, a Valtra e a Massey Ferguson farão seus encontros com a mídia. No dia 1º de maio, pela manhã, é a vez da coletiva da CNH. Montadoras como a John Deere, Iveco, Volvo, Ford e Toyota estão definindo suas datas.

ANOTE NA AGENDA

Agrishow 2008
Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em Ação
Data: 28 de abril a 3 de maio de 2008
Local: Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro-Leste
Centro de Cana IAC
Endereço: Rod. Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto ? SP

FONTE

Mecânica de Comunicação
Enio Campoi – Jornalista
Telefone: (11) 3257-8093
Fax: (11) 3256-4312

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A suinocultura sustentável é um dos projetos que deverão ter atenção especial no RS a partir da participação da Emater/RS-Ascar na Feira Hannover Messe, na Alemanha. A afirmação é do presidente da Emater/RS, Mário Augusto Ribas do Nascimento, que ao lado do assistente técnico estadual em Bioenergia, Alencar Paulo Rugeri, participa até o próximo dia 25, da maior feira de tecnologia de ponta do mundo. ?Aqui vislumbramos novas oportunidades?, afirma Nascimento, ao destacar os inúmeros contatos que estão sendo feitos no uso de novas tecnologias e nas energias renováveis.

A viagem dos representantes da Emater/RS-Ascar para a Alemanha iniciou em Berlim. A comitiva gaúcha da chamada Missão Biogás participou, no último dia 18 do seminário Biogás e Energias Renováveis, organizado em parceria com a Sulgás, a CaixaRS e a Agência de Energia da Alemanha (Dena – Deutsche Energie-Agentur). ?Através da produção de biogás é possível resolver o problema ambiental dos dejetos de suínos, aproveitando esse gás para a produção de energia elétrica, além da aplicação na adubação, produzindo créditos de carbono e tornando a propriedade sustentável?, explica Nascimento. ?Visitamos propriedades na Alemanha que promovem esse aproveitamento e agora vamos estudar a viabilidade de implantarmos essa tecnologia do biogás nas propriedades gaúchas?, antecipa o presidente da Emater/RS.

Em Hannover, Nascimento se diz impressionado com os avanços tecnológicos que estão sendo disponibilizados. ?As mudanças são rápidas e o conhecimento é fundamental para realmente promovermos o desenvolvimento e a melhoria de vida do país e das pessoas?, analisa, ao citar que apenas uma empresa alemã está lançando, nesta Feira, 300 novos produtos. ?Tem muita novidade?, afirma o presidente.

Para Rugeri, a Feira de Hannover demonstra diversas condições de utilização de resíduos como fonte de energia. ?Dejetos de suínos e o próprio milho são transformados em energia e isso está consolidado na Europa. A viabilidade técnica está comprovada. Agora, o que tem que fazer é uma análise do valor que essa energia ou bioenergia tem no RS e na Europa. São necessidades diferentes?, anuncia o assistente técnico.

FEIRA TECNOLÓGICA

A Hannover Messe 2008 iniciou no dia 21 e vai até o dia 25, no Centro de Feiras da Cidade de Hannover, na Alemanha. Como evento líder mundial de tecnologia para a indústria, propicia uma visão completa das novas tecnologias e de suas aplicações em toda a cadeia industrial, desde a produção, passando por serviços até a pesquisa e desenvolvimento.

A feira apresenta 5.100 empresas de 62 países. Os organizadores esperam receber a visita de cerca de 160 mil pessoas. A nação convidada deste ano é o Japão. Entre os temas centrais desta edição estão produtos de tecnologia para energia e automatização.

O Brasil está representado em Hannover por 20 empresas expositoras. Além disso, um grupo de 76 empresários, representantes de entidades e técnicos brasileiros, está visitando a feira numa comitiva liderada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

CONVÊNIO PARA PRODUÇÃO DE BIOGÁS

Durante a Hannover Messe, a empresa alemã Biogas Nord e entidades brasileiras assinaram um convênio para a realização de um estudo de viabilidade técnico-econômica para a implantação de um biodigestor coletivo no município de Tupandi. O equipamento permitirá a transformação de dejetos da suinocultura em biogás. O excesso de dejetos animais vem trazendo dificuldades para os fazendeiros da região do Vale do Caí, onde estão localizados criadouros de pequeno e médio porte que, juntos, somam cerca de 130 mil suínos.

Caso o projeto tenha sucesso, o experimento poderá ser estendido a municípios adjacentes a Tupandi. ?Com isso, esperamos que os suinocultores possam dar um destino adequado aos seus dejetos, fazendo com que eles tenham também uma renda a mais, depois que esse investimento for pago?, explicou o secretário municipal da Agricultura e Meio Ambiente de Tupandi, Walmor Sicorra.

FONTE

Emater/RS-Ascar
Adriane Bertoglio Rodrigues – Jornalista
Telefone: (51) 2125-3104

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Apesar da resistência em comercializar produtos agrícolas com países em desenvolvimento, os europeus reconhecem os benefícios que a atual rodada de negociações da Organização Mundial do Comércio pode trazer para o Sul do planeta. E sabem qual o caminho para isso. Em painel sobre o novo perfil do mercado de commodities, ocorrido ontem (23/4), em Acra, capital ganense, John Clarke, chefe da delegação da Comissão Européia, na 12ª Unctad, reconheceu a necessidade de redução ou eliminação das tarifas de importação de produtos agrícolas – um dos temas centrais da Rodada Doha. “Neste campo, há que se encontrar um equilíbrio entre os interesses dos exportadores competitivos de produtos básicos e os países que dependem das preferências tradicionais”, ponderou.

Clarke também frisou a necessidade de redução ou eliminação do apoio financeiro concedido pelos países ricos aos seus agricultores – o que provoca distorções no comércio agrícola. O fim dos subsídios à exportação e a redução dos auxílios domésticos também estão no centro da rodada. “Isso aparece na ordem do dia da rodada e esperamos um resultado ambicioso, reduzindo estas distorções, inclusive em matéria de algodão”, afirmou o europeu.

Mas Clark não falou apenas das demandas do mundo em desenvolvimento. Em discurso, defendeu o aumento da capacidade exportadora dos países dependentes de produtos básicos e ressaltou a importância da abertura do setor de serviços – uma das barganhas dos países ricos para abrir seus mercados agrícolas. “Os países dependentes de produtos básicos tem de melhorar seu desempenho, sua capacidade, seu potencial de exportação, devem diversificar a produção. Um requisito prévio é uma economia de serviços eficiente e moderna”, argumentou.

“Temos esperança de que, na Rodada Doha, possamos ver uma maior liberalização destes serviços de infra-estrutura ? chave para o desenvolvimento ?, como os serviços financeiros, comunicações, logística, carga”, completou. Por fim, ponderou a necessidade de a Rodada Doha simplificar os procedimentos aduaneiros e reduzir as tensões das barreiras entre os países de litoral e de trânsito. “Tais medidas terão efeito muito positivo para os países produtores e exportadores de produtos básicos”, ressaltou.

FONTE

Agência Brasil
Mylena Fiori
Enviada Especial

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Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), representantes dos Sindicatos Rurais e outras entidades ligadas ao setor rural participam amanhã, dia 24, a partir das 8 horas, na Famasul, do Workshop do Plano Agrícola e Pecuário (PAP).

O objetivo do evento é obter o diagnóstico das prioridades dos produtores sul-mato-grossenses para a elaboração do PAP. O workshop será aberto para produtores rurais, cooperativas agropecuárias, entidades do setor produtivo, agentes financeiros e governos municipais, estadual e federal.

Serão tratados temas como o volume de recursos financeiros, as taxas de juros, acesso ao crédito, crédito rural para o custeio da safra, programas de investimento, fundos constitucionais, seguro rural, políticas por culturas, políticas de apoio à comercialização, zoneamento agrícola e agricultura familiar.

FONTE

Sato Comunicação
Telefone: (67) 3042-0112
E-mail da Sato Comunicação

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O Curso de Engenharia Mecânica, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), promove o Curso de Especialização em Tecnologia Mecânica do Setor Sucroalcooleiro. A iniciativa conta com a parceria e o patrocínio do Grupo Usaçucar, ligado à Usina Santa Terezinha. Cada aluno será beneficiado com uma bolsa de estudos.

O curso lato sensu tem como objetivo geral o aprimoramento e a capacitação técnica de engenheiros mecânicos para atuarem em usinas de açúcar e álcool, possibilitando o aprendizado prático e teórico. A especialização é aberta a engenheiros mecânicos com até 3 anos de formados e terá duração de 12 meses. Durante este período, ficarão alocados nas unidades do Grupo Usaçucar, onde farão estágio em período integral, com direito à moradia e a refeições cedidas pela empresa. Além disso, os alunos receberão bolsas de estágio, no valor R$ 800,00.

São oferecidas 15 vagas. Os candidatos terão seus currículos avaliados por uma comissão julgadora formada por professores do curso de Engenharia Mecânica da UEM e por profissionais do Grupo Usaçucar. Os candidatos selecionados nesta primeira fase deverão fazer o exame de seleção. As inscrições vão até o dia 4 de maio e devem ser feitas pela Internet.

A ficha de inscrição e todas as informações necessárias estão no site do Curso de Especialização em Tecnologia Mecânica do Setor Sucroalcooleiro.

FONTE

Universidade Federal de Maringá
Assessoria de Comunicação Social da UEM
E-mail da ACS/UEM

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