Recentemente foi divulgado na imprensa internacional e brasileira que a banana seria uma espécie em extinção. Obviamente tratava-se de um exagero, uma “força de expressão”. Mas como diz o velho ditado, onde tem fumaça há fogo. Neste caso pode-se afirmar que; realmente a cultura da banana esta sendo ameaçada por diversas pragas severas, dentre elas, a mais grave, a Sigatoka Negra, causada pelo fungo Micosphaerella figiensis.
No passado não muito distante, o mal-do-Panamá, causado pelo fungo Fusarium oxisproium cubense, dizimou os plantios da banana Gros Michel, até então uma das únicas cultivares tipo exportação, ou seja, o mercado internacional só aceitava esse tipo de banana. Com uma certa rapidez, ocorreu uma mudança na preferência dos consumidores e as cultivares do sub-grupo Cavendish passaram a ocupar o espaço da Gros Michel. Portanto, no mercado mundial há atualmente um domínio absoluto das cultivares Cavendish (Nanica, Nanicão, Grande Naine, Williams e Lacatan). Já no mercado brasileiro, além das cultivares deste sub-grupo, as bananas do tipo Prata e Maçã são também consumidas.
Até a década de 60 ocorria em países do continente americano, inclusive no Brasil, apenas a Sigatoka Amarela, de controle relativamente fácil e pouco oneroso. A partir da década de 70, com o aparecimento da Sigatoka Negra neste continente, praticamente tem inviabilizado a cultura da banana em vários paises, principalmente nas Américas do Sul e Central. Felizmente o Brasil continuou livre desta praga por mais duas décadas.
Com a chegada da Sigatoka Negra ao Brasil, mais especificamente na Região Amazônica em 1998, está se tornando impraticável produzir banana usando as cultivares tradicionais (Cavendish, Prata, Maca, Terra, Figo) naquela Região, uma vez que todas são altamente afetadas pela doença. Hoje a Sigatoka Negra já está espalhada por quase todo território brasileiro, o que vem provocando grande apreensão no agronegócio da banana no Brasil.
A Embrapa numa ação pró-ativa, antecipou-se aos fatos, criando inicialmente o pré-requisito básico para um programa de melhoramento genético, o banco ativo de germoplasma – BAG – de banana, em 1976. As atividades de introdução e conservação in vitro são realizadas pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, enquanto a conservação em campo, caracterização e avaliação, são feitas na Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas, BA. Coletas de germoplasma de banana foram realizadas no Brasil e posteriormente no exterior por ambas as instituições. Acessos avaliados no BAG, como a Calcutta e Lidi foram usados como os primeiros genitores masculinos para geração dos híbridos tipo Prata. Atualmente estes e outros diplóides são ancestrais dos híbridos diplóides em uso no melhoramento da bananeira. Assim, quando a Sigatoka-negra chegou ao Brasil, já havia materiais resistentes, que puderam, substituir as cultivares suscetíveis.
O trabalho de melhoramento genético, conduzido pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, a partir de 1983 obteve vários híbridos que foram testados juntamente com vários outros genótipos de origens diferentes. Como naquela época o fungo (Micosphaerella figiensis) não ocorria no Brasil, os testes de resistência a Sigatoka-negra eram realizados na Costa Rica, em trabalho cooperativo com outros países e coordenados pela Rede Internacional de Melhoramento de Banana e Plátano (Inibap).
Vários genótipos resistentes a Sigatoka Negra foram selecionados, tais como: Caipira, Thap Maeo, FHIA-18, Prata Zulu, Pacovan Ken, Preciosa, Maravilha, Garantida, Caprichosa e Pelipita.
Mediante um convênio estabelecido entra a Embrapa Mandioca e Fruticultura e a empresa Campo Biotecnologia Vegetal Ltda, algumas dessas cultivares foram multiplicadas pela propagação in vitro, de modo que atualmente apenas nos Estados de Amazonas, Acre, Para e Rondônia, foram estabelecidos mais de 4.000 ha de banana com essas cultivares resistentes, o que representa cerca de 50%, da banana produzida naquela Região, beneficiando principalmente os pequenos produtores, uma característica regional (Silva Neto, 2004). Além da resistência estes genótipos apresentam também características de desenvolvimento e rendimento que superam as das variedades em uso pelos produtores.
Foi também obtido um genótipo com as características da Maçã, denominado Tropical, tolerante ao mal-do-Panamá (Silva et al. 2003).
Tudo Isso só foi possível graças a uma ação desencadeada no inicio da década de 80, quando a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia contratou um consultor internacional, experiente melhorista de banana. Foi feito um inventario das coleções brasileiras de banana e realizaram-se algumas expedições para prospecção e coleta de germoplasma de banana no Brasil, confirmando relatos anteriores de Giacometti e Ferreira (1979), de que o germoplasma de banana presente em nosso país naquela época, possuía uma estreita base de variabilidade genética e não apresentava fonte de resistência às principais pragas e o mais grave, via de regra, essas cultivares são estéreis, quer seja como genitor feminino ou masculino, ou em ambos os sentidos.
A partir desta constatação, foram programadas varias expedições internacionais para prospecção e coleta de germoplasma de banana. Inicialmente, através de duas expedições, foram visitados vários paises da Ásia, centros de origem e diversidade genética do gênero Musa, tais como: Filipinas, Índia, Papua Nova Guiné, Malásia, Tailândia, Indonésia. Posteriormente foram visitados outros países, principalmente das Américas do Sul e Central e o Caribe. Em todos os locais foram realizadas avaliações preliminares do germoplasma de banana existente, e foram selecionados e introduzidos no Brasil, diversos acessos de germoplasma de grande interesse para o programa de melhoramento genético da bananeira.
Com isso foi possível importar cerca de 200 acessos de germoplasma de banana, com grande variabilidade genética, apresentando resistência às principais pragas, inclusive a Sigatoka Negra, e com alto índice de fertilidade. Todo material foi introduzido na forma de rizoma, porém ao chegar à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia ele foi passado pelo cultivo in vitro, atendendo medida profilática. Além disso, todas as plantas assim obtidas foram rigorosamente inspecionadas e quarentenadas, antes de serem liberadas para o uso no melhoramento.
Portanto, esse trabalho iniciado há mais de 20 anos, está produzindo seus mais promissores frutos, caracterizando-se como um dos trabalhos pioneiros nesta linha de melhoramento genético de banana, mostrando que a Embrapa, à semelhança do que ocorre para outras culturas, está também na vanguarda da pesquisa em fruticultura, principalmente para regiões tropicais.
O relacionamento com diversas instituições do Brasil e do exterior bem atestam a importância e significado do programa para a sustentabilidade do agronegócio da banana.

Literatura Consultada

Alves, E. J.; Shepherd, K.; Ferreira, F. R. Cultivares de banana caracterizadas e avaliadas no Centro Nacional de Pesquisa de Mandioca e Fruticultura. Cruz das Almas: EMBRAPA/CNPMF, Comunicado Técnico 167, 1985 (Comunicado Técnico).

Ferreira, F. R. Variedades comerciais de banana e germoplasma essencial ao melhoramento genetico. In: Simpósio Brasileiro sobre Bananicultura, 1º, Anais, 1984, Jaboticabal, UNESP/FCAVJ, 1984. p. 420-432.

Ferreira, F. R.; Shepherd, K. Embrapa realiza introdução de germoplasma de banana proveniente da Ásia e Havaí. Informativo SBF. Recife, v.2, n.1, 1983

Giacometti, D. C.; Ferreira, F. R. Situação do germoplasma de espécies frutíferas mais importantes no Brasil. In: Congresso Brasileiro de Fruticultura, 5º, Anais, 1979. Salvador, SBF, 1979, p. 1245-1258.

Shepherd, K.; Alves, E. J.; Ferreira, F. R. Classificação dos acessos do banco ativo de germoplasma de banana do CNPMF. In: Congresso Brasileiro de Fruticultura, 7º, Anais, 1984. Florianópolis, SBF, 1984. p. 213-219.

Shepherd, K.; Ferreira, F. R. The PNG Biological Fundations banana collection at Laloki Port Moesb. Papua New Guinea. Newsletter, IBPGR, Regional Committee for Southeast Asia, Bangkok, v.84, p. 28-34, 1984.

Silva, O.S.; Matos, A.P.; Cordeiro, Z.J..M.; Lima, M..B. Nova cultivar de banana tipo ‘Maçã’ tolerante ao mal-do-Panamá.. Cruz das Almas, Embrapa/CNPMF. Dez. 2003 CD-Rom (Circular técnica 68).

Silva Neto, S. P. Genetic control of black sigatoka in Brazil. In: International Symposium on Tropical and Subtropical Fruits, 3º, Program and abstracts, 2004. Fortaleza, ISHS/SBF, 2004. p. 41.

Autores
Francisco Ricardo Ferreira – Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
E-mail: fricardo@cenargen.embrapa.br
Elio Jose Alves – Embrapa Mandioca e Fruticultura
Sebastião de Oliveira e Silva – Embrapa Mandioca e Fruticultura
Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A Certificação EuropGap para fornecedores de alimentos ao mercado europeu, é uma exigência do Euro Retailler Group, entidade que reúne os maiores varejistas de alimentos da União Européia.. Para receber a certificação, é preciso cumprir uma série de normas e procedimentos de “Boas Práticas Agropecuárias”, cuja sigla em inglês é GAP, surgindo daí o EuropGap.
O objetivo é qualificar a propriedade conforme os aspectos de produção, meio ambiente, bem-estar animal, segurança alimentar, análises de riscos, manejo, gestão e responsabilidade social. A partir de 2005 varejistas da União Européia não receberão mais carne bovina sem a certificação EuropGap.
Estamos, portanto, em contagem regressiva, motivo pelo qual a Conferência Internacional sobre Rastreabilidade de Alimentos, em parceria com o EuropGap, foi elaborada e realizada no curto prazo de três meses, atingindo os objetivos , disponibilizando informações e espaços para as necessárias seqüências de apoio às soluções que viabilizem nossas exportações, abrindo caminho para qualificar nossos produtos e agregar valor.
SAPI – diretrizes e bases
Saindo na frente, o Brasil já tem um programa atualíssimo, criado pela equipe executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), sob coordenação técnica do dr. Juaquim Naka. Trata-se do Sistema Agrícola de Produção Integrada (SAPI) – Diretrizes e Bases para a implantação de produção conforme normas e procedimentos exigidos pelos mercados importadores.
Exportadores de frutas brasileiros já estão dentro deste sistema com o Programa Integrado de Frutas (PIF). Interessante relatar, que as primeiras exigências dos varejistas da União Européia foi sobre frutas e vegetais, razão pela qual mais de 80% dos nossos produtores , nesta linha de produtos, está dentro do PIF.
Além do mais, o PIF tem se revelado uma excelente ferramenta de atuação na possibilidade que oferece de organizar grupos de pequenos produtores, que conseguem somar a produção com a qualidade e estão reforçando assim estas linhas de exportação para a Europa.
SAPI – Cadeia Bovina e SAPI- Grãos também estão ativos e completando parcerias de apoio sob demanda. São sistemas e programas voltados para atuar junto, nas bases e nas cadeias produtivas, sinalizando e cumprindo a parte que cabe ao governo, em ações de convergências práticas e voltadas para o sucesso da qualidade e da consuista que o agronegócio brasileiro espera alcançar nos anos futuros , como grande fornecedor de alimentos para o mundo.
Informações: www.agricultura.gov.br.

Fonte: Agrobiz

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A Conferência Internacional sobre Rastreabilidade de Alimentos (CIRA), realizada em São Paulo, setembro passado, atingiu os objetivos propostos, de disponibilizar aos participantes o estado da arte da rastreabilidade no mundo,e surpreendeu pelos efeitos positivos que produziu.
Podemos destacar alguns deles, apoiados nos relatórios encaminhados posteriormente pelos conferencistas europeus . A primeira surpresa veio pelo efeito mão-dupla do evento.
Segundo o conferencista convidado, Ian G.Smith, da AIM Europe- Inglaterra, a CIRA “foi um abridor de olhos para muitos visitantes estrangeiros”. Acrescentando que “o Brasil pode estar muito satisfeito com o progresso que foi feito e o apoio de muitos setores chave do mercado, que por si só foi evidente. Vocês merecem congratulações pela introdução da produção agrícola integrada, processos de certificação, identificação de origem e procedimentos de rastreabilidade.
Justificando seus comentários, Ian Smith diz que, embora não seja amplamente conhecido que o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de alimentos e espera ser o maior produtor mundial dentro de 20 anos, “é essencial , com um objetivo desses em mente, que tenha cuidado e atenção em coletar e disseminar informações relevantes sobre a cadeia de alimentos brasileira para aqueles mercados que vocês particularmente têm em mira para aumentar suas exportações. “
É preciso entender o Brasil
Prosseguindo, Smith analisa :”As pessoas fora do Brasil precisam entender melhor o que está acontecendo dentro do Brasil. Por exemplo, somente 3% da população tem acesso à web. Outro exemplo, embora apenas uma pequena parte da produção seja exportada, 70% desta exportação vai para a Europa e, por isso, é crítico que estabelecimentos de exportação entendam as regras, os regulamentos, para antecipar futuras legislações no que concerne à Europa. De maneira similar, a Europa precisa estar viva e consciente a respeito do fato de que a produção de alimentos em climas tropicais, inevitavelmente, vai variar das experiências européias. Assim, regras e regulamentos devem ter isto em conta”.
O relatório de Ian G.Smith sobre a CIRA mergulhou fundo na essência do evento e do universo produtivo nacional, que o surpreendeu particularmente no quesito representado pela alta qualidade da inteligência brasileira na questão de segurança alimentar e rastreabilidade de alimentos. Considerou-se motivado diante das conclusões, no último painel, “ao mesmo tempo interessantes e desafiantes.” Destacou o desafio: ”Vocês precisam fazer com que todos estejam envolvidos e comprometidos com a ratreabilidade. Vocês precisam estabelecer padrões”
Nasce o “ Global Food Safety aand Traceability Forum “
A European Comission Foodtrace (Conferência Européia de Rastreabilidade), juntou e trouxe delegados de diferentes partes do mundo para a CIRA. Em contrapartida, segundo Ian Smith, sua contribuição salientou “a necessidade de uma agenda global para os pontos em questão, referentes à rastreabilidade”. Como resultado, já nas primeiras semanas após o evento, foi estabelecido o Forum Global de Rastreabilidade de Alimentos. E a European Comission Foodtrace foi rebatizada como Global Food Safety and Traceability Fórum (Fórum Global para Segurança e Rastreabilidade de Alimentos), com a seguinte missão:
a) estabelecer diretrizes para facilitar o comércio e negócios globais alinhados com novos regulamentos europeus ou outros, sobre segurança e rastreabilidade alimentar;
b) desenvolver soluções práticas e econômicas para SMEs e ir de encontro a seus requesitos de segurança e rastreabilidade alimentar;
c) estabelecer o fórum para debates regulares e disseminação de informações relevantes e questões globais chaves referentes à segurança e rastreabilidade alimentar.
Concluindo, Smith justifica que, “o desenvolvimento do conceito de mudança foi mais um resultado das palestras que eu ouvi e das conversas que tive com muitos dos líderes presentes, em sua Conferência no Brasil.”

Fonte: Agrobiz

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O workshop “Bioindicadores de Qualidade de Água”, que ocorre de 24 a 25 de novembro, em Jaguariúna (SP), pretende promover o encontro das comunidades acadêmico-científica e técnica que utilizam o biomonitoramento como ferramenta de avaliação da qualidade da água.
O evento, destinado a pesquisadores, estudantes e profissionais das áreas de meio ambiente e recursos hídricos, tem como objetivo oferecer oportunidades para as trocas de experiências, ampliação do conhecimento e proposição de ações futuras.
A proposta é discutir aspectos sobre o uso sustentável da água como forma de assegurar à atual e às futuras gerações a sua disponibilidade em qualidade e quantidade adequadas aos seus usos múltiplos.
Mais informações: www.cnpma.embrapa.br.  

Fonte: Agência Fapesp

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A Feira do Empreendedor em São Paulo, que acontece até este sábado (20/11), abriu espaço para discutir a segurança alimentar. Os parceiros, empresas, consultores e técnicos que participam do PAS (Programa Alimentos Seguros – www.alimentos.senai.br/), iniciativa do Sebrae e diferentes parceiros, se reuniram, nesta quinta-feira (18/11), no Fórum Estadual do PAS para debater os resultados e as novas ações do programa.
A consultora da Unidade de Inovação e Acesso à Tecnologia do Sebrae Nacional, Maria Regina Diniz, ressaltou que o PAS é um programa que está cada vez mais envolvendo o País na necessidade de se produzir um alimento seguro para consumo. Segundo ela, essa integração entre os parceiros do programa é necessária para que a ação seja competente e alcance a todos.
O programa
O PAS foi criado pela parceria entre Sebrae e Senai, inicialmente, com o foco apenas na indústria e com o objetivo de desenvolver uma metodologia para aplicação de boas práticas de fabricação nas indústrias de alimentos.
Em 2000, foram incluídos novos parceiros ao programa (Sesc, Sesi, Senac, Senar, Anvisa) que foi estendido ao comércio, restaurantes, bares, através do PAS Mesa. Hoje, o programa já chegou ao campo e há previsões de implantar a metodologia no setor de transporte e distribuição de alimentos, a partir de dezembro, para que toda a cadeia tenha conhecimento das boas práticas de higiene recomendadas para o manuseio de alimentos.
Lançamento
Durante o Fórum, o superintendente do Sebrae em São Paulo, José Luiz Ricca, anunciou o lançamento de oito fascículos com informações didáticas sobre como aplicar as boas práticas. Os fascículos, que serão distribuídos inicialmente no estado de São Paulo para consultores, empresas e técnicos, tratam da segurança dos alimentos, das boas práticas e dos processos de produção e manipulação dos alimentos.
A gestora do Programa Alimentos Seguros no estado de São Paulo, Evelin Cristina Astolpho, apresentou ainda, durante o fórum, os resultados do PAS no estado. De acordo com os números, desde 1998, foram atendidas 133 indústrias, o que proporcionou uma melhoria de 65% na implantação das boas práticas.
Com relação ao comércio, foram 197 empresas atendidas desde 2000, com 44% de melhoria. O PAS proporcionou, desde 2002, 97 cursos para 1,774 mil ambulantes no estado de São Paulo. A melhoria na implantação das boas práticas pelos ambulantes está estimada em 32%. Evelin disse que o estado já fez um programa piloto do PAS Campo em duas granjas e foi detectada uma melhoria de 19%.
Sandra Manfrini

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O Programa de Agronegócios da Fundação Instituto de Administração (FIA), ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, oferecerá, nos dias 26 e 27, o curso Análise de risco e instrumentos de proteção no Agronegócio (carga horária de 10 horas).
O curso é destinado aos profissionais interessados em entender as novas competências do segmento industrial. Serão abordados os tópicos: Visão da Formação de Preços e Volatilidade no Agronegócio, Riscos, Derivativos agrícolas, Cédula do produtor rural (CPR) e Seguro rural.
A taxa de inscrição é de R$ 700,00. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição disponível no site www.fia.com.br/pensa/home.htm e enviá-la, via fax, para o número (11) 3731-5311, junto com o comprovante de depósito bancário. Também há opções de pagamento por cartão de crédito e cheque nominal.
O curso será ministrado das 18 às 22 horas no dia 26, e das 9 às 16 horas no dia 27, na Unidade Educacional Pinheiros da FIA (R. Navarro de Andrade, 152, São Paulo).
Mais informações: (11) 3731 5311 ou pelo e-mail pensa_edu@fia.com.br.  

Fonte: Agência USP de Notícias

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) disponibiliza a partir desta segunda (22/11) a versão 4.1 da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), com sistema de busca e informações em medidas caseiras de alimentos. De acordo com a professora Elizabete, a tabela da FCF é indicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para auxiliar na elaboração da rotulagem nutricional dos alimentos.
O Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP disponibilizará a partir desta segunda-feira (22) a nova versão da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA-USP), coordenada pelos professores Franco M. Lajolo e Elizabete Wenzel de Menezes. Pelo endereço http://www.fcf.usp.br/tabela é possível ter acesso a um banco de dados com informações nutricionais de cerca de 1.800 alimentos, industrializados ou in natura, consumidos no Brasil. “Nosso objetivo é fornecer informações de qualidade sobre composição de alimentos”, informa a professora Elizabete.
Entre as novidades da versão 4.1 da Tabela, um sistema de busca (por alimento ou nutriente) e informações em medidas caseiras de diversos alimentos. “Com o mecanismo de busca, qualquer pessoa poderá obter informações nutricionais como valor energético e proteínas, entre outros, e em diversas quantidades, seja uma concha, uma colher de sopa, ou uma xícara, por exemplo”, explica a professora. A tabela contém informações nutricionais de alimentos in natura, preparados ou industrializados.
A TBCA – USP, segundo Elizabete, foi a primeira tabela da América Latina a ser disponibilizada na Internet. A primeira versão foi ao ar em 1998, com informações de cerca de 300 alimentos. O banco de dados é alimentado por docentes, pesquisadores e alunos de pós-graduação de todo Brasil. “Trabalhamos com dados analisados na USP e compilados de outros estudos sobre alimentos consumidos no País”, informa a pesquisadora.
A tabela pode ser usada por qualquer pessoa ou por profissionais ligados às áreas de Nutrição e Saúde. “As informações podem ser úteis tanto para órgãos públicos como para uma pessoa que queira simplesmente informações sobre os alimentos que fazem parte de sua dieta”, diz a pesquisadora.
De acordo com a professora Elizabete, a tabela da FCF é indicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para auxiliar na elaboração da rotulagem nutricional dos alimentos. “O banco de dados possui aproximadamente 40% de informações referentes a alimentos industrializados”.
Modelo para a América Latina
No site da TBCA-USP, existe um formulário onde os pesquisadores e representantes da indústria alimentícia em geral podem inserir informações sobre um determinado alimento. “Tudo é criteriosamente avaliado antes de ser disponibilizado ao público”, alerta a pesquisadora, lembrando que a tabela já é modelo de qualidade de dados para a América Latina.
As informações que constam na TBCA-USP são disponibilizadas também para a Red Latinoamericana de Composición de Alimentos (LATINFOODS). Esta rede, que é atualmente presidida por Elizabete, reúne bancos de dados com informações nutricionais de outros países latino-americanos, como o do BRASILFOODS mantido na FCF.
Recentemente, a rede a promoveu a 2ª Conferência Eletrônica FAO/ LATINFOODS “Avaliação da qualidade dos dados para bases de dados e tabelas de composição química de alimentos”. O encontro virtual, que aconteceu entre os dias 11 e 29 de outubro, serviu para elevar a qualidade dos diversos bancos de dados da América Latina e contou com 117 participantes de 21 países, a maioria pesquisadores ligados à área de composição de alimentos.
Antonio Carlos Quinto

Fonte: Agência USP de Notícias

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Criada em 22 de novembro de 1974, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades de pesquisa da Embrapa, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, comemora seu 30º aniversário promovendo a Mostra 30 Anos de Recursos Genéticos e Biotecnologia. A abertura oficial está marcada para as 10:00 horas da segunda-feira, dia 22 de novembro de 2004, e vai contar com a apresentação da banda da Presidência da República. A mostra se estenderá até o dia 26 de novembro e os organizadores esperam receber cerca de 160 estudantes de escolas públicas do Distrito Federal, diariamente.
Responsável pelas tecnologias de plantas transgênicas e clonagem de animais, dentre outras, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia proporcionará aos visitantes, a oportunidade de conhecer de perto os trabalhos e os avanços científicos alcançados por essa Unidade da Embrapa, num cenário montado especialmente para o evento.
Durante os dias da Mostra, os alunos da Escola Municipal Estrela do Leste apresentarão uma peça teatral contando, sob a ótica dos estudantes e professores, a trajetória do Centro nos 30 anos de existência.
O evento é aberto ao público, bastando para isso agendar a visita através dos telefones (61) 448-4770 – (61) 448-4769.

Edvalson Bezerra Silva
mocoin@cenargen.embrapa.br

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A gripe causada pelo vírus H5N1 é uma das maiores preocupações dos infectologistas neste momento. E não poderia ser diferente. “Se o vírus das aves cruzar com os tipos que atingem o homem, sofrerá mutações e poderá ocorrer uma epidemia generalizada”, explica o presidente da Comissão Científica do Congresso e médico do Hospital Emilio Ribas, Dr. André Lomar. Segundo ele, ainda não há casos de transmissão do H5N1 de humano para humano.
Os primeiros casos da gripe do frango surgiram na Ásia. Segundo o Dr. Lomar, somente quando o homem entra em contato com o animal infectado, contrai o vírus. “Na China, o convívio do homem com as aves, em especial as galinhas é íntimo, e até mesmo domiciliar”, comenta o médico.
A gripe sempre foi uma das maiores causas de morte no mundo. Em 1918, cerca de 21 milhões de pessoas morreram devido à “gripe espanhola”. Em 1957, a gripe asiática matou mais de 1 milhão de pessoas. A maior novidade é o surgimento da chamada “gripe do frango” que, em 1997, matou seis pessoas dentre 18 casos ocorridos no sudeste da Ásia, causada pelo vírus influenza H5N1. “Este mesmo vírus voltou a afetar vários países da Ásia no ano passado e o grande problema é que neste último caso ainda não existe vacina. Portanto, a ocorrência de nova pandemia é um fato que as autoridades sanitárias esperam a qualquer momento”, afirma Dr. Lomar.
O vírus influenza
Febre alta, tosse, coriza, dores na garganta e fortes dores pelo corpo são os principais sintomas da gripe. Anualmente, cerca de 600 milhões pessoas no mundo sofrem com os ataques do vírus influenza – responsável pela doença. O tema faz parte do Congresso de Infectologia do Cone Sul, que acontece entre os dias 02 e 04 de dezembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
Para o tipo de gripe que mais acomete a humanidade – influenza A e B – existe vacina. Estes vírus causam maior dano principalmente aos idosos e é bastante comum nos períodos mais frios do ano (entre os meses de abril e agosto).
A boa notícia é que existe um novo medicamento antiviral que mata o vírus da gripe, inclusive o H5N1: ele leva o nome científico de oseltamivir. Porém, lembra o Dr. Lomar, “funciona apenas nas primeiras 48 horas após o contágio”.
Serviço
2º Congresso de Infectologia do Cone Sul
Data: 02 a 04 de dezembro
Horário: 08h00 às 19h00
Local: Centro de Convenções Rebouças
Endereço: Av. Rebouças, 60
Alexandre Hercules
E-mail: hercules@h10.com.br

Fonte: H-10 Comunicações

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O intercâmbio de material genético para fins de pesquisa realizado pelo Brasil por meio da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia no primeiro semestre deste ano, superou em 58% a quantidade de espécies envolvidas em relação ao mesmo período de 2003, passando de 36 espécies em 2003 para 57 em 2004. O número de acessos (unidade de produto) entretanto, caiu para quase um terço passando de 14.604 acessos em 2003 para 5.413 em 2004.
Em ambos os casos a maioria do intercâmbio refere-se a importações, seguindo-se o trânsito interno e por fim as exportações. Assim, em 2003 as importações somaram 13.415 acessos, ou seja 91,85% do total e em 2004 representaram 68,87% do total, com 3.728 acessos. Milho e soja foram os principais produtos em 2004 e no ano passado, além desses dois, também o trigo e o arroz se destacaram.
Estados Unidos, França e México têm sido nossos principais parceiros, mas além deles em 2003 negociamos com outros dez, dos quais a Colômbia foi o destaque. Já em 2004 o número de parceiros passou de 13 para 22 e além dos três mencionados, também se destacam o Chile e a Itália.
Paulo Euler
peuler@cenargen.embrapa.br

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Visualizemos a seguinte cena: Um campo de soja onde as plantas já estão com vagens e sofrem um ataque severo de percevejos marrons (Euchistus heros). O dia está quente e sobre as folhas de soja o ar vibra com sons e odores diversos resultantes das atividades dos percevejos. Mal comparando, seria algo como o alvoroço de uma praça em dia de feira com o buzinaço de um engarrafamento no trânsito.
De repente, o pânico se instala entre os percevejos que tentam fugir ou se esconder sob as folhas sem muito sucesso, enquanto esquadrilhas de vespinhas (Telenomus podisi) caem em “raid” sobre os percevejos em fuga e em seguida passam para a parte inferior das folhas onde se encontram os ovos recém postos pelas fêmeas do E. heros. As vespas depositam seus ovos dentro dos ovos dos percevejos e seguem atrás de novas colônias desses insetos nos campos de soja.
Um observador humano, com noções de estratégia militar e instrumentos capazes de identificar a sofisticada biotecnologia envolvida no confronto plantas/vespas X percevejos, ficaria admirado com a variedade e precisão dos sistemas de comunicação e de localização utilizados por ambas as partes. A comunicação utiliza recursos chamados semioquímicos que podem ser feromônios (captado entre indivíduos da mesma espécie – os percevejos), cairomônios (emitido pela presa e captado pelo predador e parasitóides – percevejos e vespas) e sinomônios (emitidos pela planta atacada pelos percevejos e captados pelas vespas, que assim têm a exata posição de suas presas e lançam-se ao ataque com precisão letal).
Biólogos e entomologistas da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia liderados pelo pesquisador Miguel Borges líder do projeto “Identificação e uso de semioquímicos para o manejo de insetos-praga”, começam a decifrar essas comunicações entre os insetos e entre insetos e plantas, sejam elas semioquímicas ou/e sonoras e, mais que isso, caracterizá-las com o objetivo de sintetizá-las em laboratório e utilizá-las em armadilhas nos campos de plantio, evitando o uso de agrotóxicos e promovendo um controle mais eficiente e seletivo de pragas sem agredir ao meio ambiente.
Paulo Euler
peuler@cenargen.embrapa.br

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A fazenda Boa Esperança, na cidade de Corumbaíba, a 200 km de Goiânia, no Estado de Goiás, desenvolve uma pecuária sustentável, ou seja, sua produção respeita o meio ambiente e a comunidade. Há três anos, o fazendeiro Juarez Junqueira de Resende Filho decidiu seguir o exemplo de centenas de outros produtores e adotar o sistema manejão, uma iniciativa lançada pela Visão Eco Econômica (antiga Instituição Visão Agronegócios), uma das vencedoras do Prêmio Super Ecologia 2004, na categoria Ar, entregue pela Revista Superinteressante (Editora Abril), e do Prêmio Goiás de Meio Ambiente, entregue em outubro deste ano pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, em parceria com o Sebrae.
Há 15 anos a Visão atua com a produção agropecuária sustentável, com uma equipe multidisciplinar formada por agrônomos, veterinários e zootecnistas, entre outros profissionais que colaboram com o desenvolvimento do sistema, já implantado em 200 propriedades, em nove estados brasileiros. Segundo Marcelo Engel Frattari, consultor da empresa, com essa tecnologia é possível trabalhar a produção rural de maneira mais orgânica, com um sistema de manejo que considera aspectos ambientais, sociais, tecnológicos, econômicos, financeiros, logísticos, de gestão e treinamento, envolvendo a equipe de campo da fazenda.
Juarez lembra que durante muitos anos os fazendeiros acabavam devastando os locais com queimadas e derrubando as áreas para fazer o pasto dos animais. No entanto, essas pastagens tinham de ser reformadas diversas vezes para continuar atendendo à boiada. Já com o manejão, o pasto passa a ser visto como uma cultura perene e que deve ser tratada para estar em equilíbrio com o ecossistema à sua volta. “Além dos fazendeiros terem uma enorme redução com o custo da produção sem as reformas, muitos conseguem até aumentar a flora nos locais”, comenta o consultor.
E foi isso o que conseguiu Juarez. Na fazenda Boa Esperança, que tem 1500 hectares, o pasto era fixo e isso fazia com que o gado ficasse seletivo à comida com o passar do tempo. Com a adoção da tecnologia, o pasto foi dividido em cinco setores, agrupando a boiada por faixa etária e peso e fazendo um rodízio do gado nos espaços. Com isso, aumentou a capacidade do capim, conseqüentemente cresceu também o espaço para se criar os bois. “Até mesmo aquelas plantas que víamos como pragas, agora são importantes no processo, pois fazem sombra e nos auxiliam. Outro caso é o dos cupins. Eles incomodavam do ponto de vista estético e acabávamos jogando veneno, o que era prejudicial ao meio ambiente. Mas, aprendi que eles podem ser benéficos. Ou seja, é uma quebra de paradigma, mesmo porque você tem de fazer diferente daquilo que sempre te ensinaram a fazer”, comenta o fazendeiro.
O manejão pode ser aplicado também na agricultura. A área reservada a esse tipo de produção é dividida em 12 talhões, destinados à rotação de várias culturas com tecnologia de ponta, além de incentivar a plantação de espécies nativas em faixas que servirão para sombrear a lavoura. A técnica permite, também, um espaçamento maior entre as plantações. Frattari ressalta que, ao trabalhar com várias culturas, o fazendeiro quebra o ciclo de ataque de pragas, mais freqüente quando há somente um tipo de plantação. Dessa forma, há também menos uso de agrotóxicos e de vários outros insumos prejudiciais à lavoura.
Para que o processo seja desenvolvido gradativamente, obedecendo a todas as etapas necessárias de um empreendimento sustentável, a equipe da Visão faz visitas periódicas às fazendas. O consultor ressalta que em diversos locais os próprios fazendeiros descobrem outras soluções viáveis e agregam novos procedimentos. Juarez, por exemplo, resolveu comprar um tipo de besouro que remove as fezes dos animais para baixo da terra, o que serve para arear naturalmente a terra e evitar a proliferação das moscas. A Visão Eco Econômica desenvolve ainda o projeto de “monitoramento econômico” das fazendas e, em breve, pretende lançar um selo que irá reconhecer produtos que são produzidos respeitando o meio ambiente.
Raio X
Nome da empresa: Visão Eco Econômica
Nome do contato: Marcelo Engel Frattari
Cargo: consultor da empresa
Número de funcionários: três funcionários internos, quatro consultores de campo e vários técnicos de diversas áreas
Endereço: rua 1.139, nº 71, Marista, Goiânia/GO, Cep: 74.180180
Telefone: (62) 281-5711
E-mail: visaoagronegocios@terra.com.br
Site: www.manejao.com.br

Fonte: Instituto Ethos

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A missão russa, chefiada pelo diretor do serviço federal de supervisão veterinária e fitossanitária, Sergei Dankvert, chega hoje ao Brasil. A missão vai negociar com o Brasil o fim do embargo às carnes brasileiras. A expectativa do Brasil é que o embargo seja suspenso até a próxima semana, quando chega ao país o presidente russo, Vladimir Putin.
O embargo está em vigor desde setembro, quando foi descoberto um foco de febre aftosa em Careiro da Várzea (26 km de Manaus).
Na terça-feira, a Rússia comunicou a suspensão parcial do embargo aos produtos de origem animal exportados pelo Brasil. Por enquanto, a medida vale apenas para Santa Catarina, único Estado reconhecido pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) como área livre de aftosa sem vacinação. Santa Catarina é o maior exportador de suínos e um dos maiores exportadores de frangos.
A negociação sobre o fim do embargo deve acontecer amanhã, durante encontro entre Dankvert e os veterinários Alexander Ponomorev, Valery Zakharov e Sergei Doudnikov com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano.
Nesta semana, os três veterinários da missão russa já visitaram um laboratório de vacinas contra a febre aftosa em Paulínia (SP) e a Central de Selagem de Vacinas em Vinhedo (SP).
Na próxima semana, a missão também deve visitar a divisa de Tocantins com o Pará, na região de Couto Magalhães (TO) e Itaituba (PA) para conhecer o sistema de “zona tampão” adotado pelo ministério para isolar as áreas livres de aftosa das áreas infectadas.
Também há a possibilidade de uma visita da missão russa ao Amazonas para conhecer a condição sanitária do rebanho bovino local. Embora o Estado esteja fora da área reconhecida pela OIE com livre de febre aftosa –sem autorização para exportar–, a confirmação do foco em Careiro da Várzea levou a Rússia a suspender as compras de carne bovina.

Fonte: Folha Online

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O Banco do Brasil está disponibilizando R$ 1 bilhão para grandes empresas, produtores rurais ou cooperativas para projetos de investimento de longo prazo na região Centro-Oeste. Criada com o objetivo de complementar os financiamentos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), a nova opção de crédito conta com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Derci Alcântara, informa que essa nova linha de crédito foi criada para complementar os recursos do FCO destinados a pequenos e médios produtores rurais e empresas. “Dado o expressivo crescimento econômico da região Centro-Oeste, Os ministérios da Fazenda, do Trabalho e Emprego, da Integração Nacional e do Banco do Brasil decidiram criar o FAT Integrar só para grandes empreendimentos”, acrescentou o diretor do BB.

Fonte: Correio do Brasil

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O setor agrícola brasileiro deve ficar mais um ano sem os dados atualizados do censo agropecuário. As previsões eram de que todo o planejamento e logística fossem montados em 2005, para que os recenseadores pudessem fazer o levantamento de campo em 2006. Mas o governo não incluiu a verba necessária para o projeto no orçamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão do Ministério do Planejamento.
Segundo o IBGE, para manter o atual cronograma seriam necessários R$ 50,00 milhões em 2005, R$ 233,00 milhões em 2006 e R$ 50,00 milhões em 2007. Sem a previsão desses recursos, o instituto está adiando a preparação para 2006 e o trabalho de campo para 2007, diz Antonio Carlos Florido, gerente nacional do censo agropecuário.
O adiamento vai prejudicar de novo a série histórica de dados sobre a agricultura brasileira. O último censo foi realizado entre agosto de 1995 e julho de 1996, usando o período do ano-safra, e não o ano civil (de janeiro a dezembro), como sempre foi feito anteriormente. Na época, houve atrasos na liberação de recursos, o que adiou o início da pesquisa para o meio do ano. Com isso, boa parte dos dados do último censo não pode ser usada para o cálculo do PIB agrícola, que reflete a renda do setor no ano civil. “Os dados básicos para o cálculo do PIB agrícola ainda tiramos do censo de 1986”, diz o gerente de Bens e Serviços da Coordenação das Contas Nacionais do IBGE, Gélio Bazoni.
A decisão de adiar o início do censo provocou protestos na comunidade de pesquisadores do setor. A Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural (Sober) enviou carta ao ex-ministro do Planejamento, Guido Mantega, pedindo a revisão do orçamento do IBGE. Na carta, o presidente da Sober, Antonio Salazar Brandão, ressalta que o adiamento vai agravar “a carência de informações sobre a realidade rural brasileira”.
O professor da Faculdade de Economia da USP e ex-secretário de política agrícola no primeiro governo FHC, Guilherme Dias, lembra que houve uma brutal mudança no setor agropecuário nos últimos cinco anos. “E há uma profusão de suposições sobre o setor, que somente um censo pode resolver. O censo de 1995 já foi falho e tudo isso compromete as análises e o planejamento tanto do setor privado quanto do governo”, diz Dias.
Antonio Florido lembra que boa parte do planejamento dos recursos para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é feita com base em dados de dez anos atrás. “Um exemplo são recursos do Pronaf Infraestrutura, que vão para os municípios. Nesse período, muita coisa mudou e as verbas podem estar sendo distribuídas para regiões que não mais necessitam e vice-versa”, afirma Florido.
Parte dos dados é atualizada pela Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), realizada anualmente pelo IBGE, mas considerada menos confiável pelos analistas. Gervásio Castro de Rezende, pesquisador do IPEA e especialista em economia agrícola, destaca que a PAM tem muitos problemas, pois é feita com dados recolhidos por uma comissão local, que muitas vezes tem representantes das prefeituras.
Fátima Cardoso
Adaptado pela Equipe MilkPoint

Fonte: O Estado de São Paulo

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O Serviço de Informação da Carne (SIC), entidade sem fins lucrativos que atua em prol da carne bovina por meio de uma política de orientação e esclarecimento ao consumidor, dá mais um passo para promover a carne brasileira e lança versão em inglês do seu site (www.sic.org.br) com informações sobre a cadeia da carne bovina e estatísticas da pecuária brasileira.
O lançamento do site será feito pelo presidente da ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), Marcus Vinicius Pratini de Moraes, durante o 24° Encontro Nacional de Comércio Exterior, no dia 24 de novembro, às 12 horas, no Centro de Convenções do Hotel Transamérica, em São Paulo (SP).
“Desenvolvemos o site para que o comprador, o consumidor, o profissional da carne do exterior possa conhecer em detalhes as características da pecuária brasileira e saber o que estamos fazendo em termos de qualidade de carne, segurança alimentar, respeito ao meio ambiente e todos os novos conceitos da atividade. Disponibilizamos informações sobre as características específicas da carne produzida em cada uma das regiões brasileiras, sobre como está a questão sanitária – especialmente em relação à febre aftosa – em todos os estados, as principais indústrias exportadoras e a estrutura portuária do País, além do conteúdo do site em português composto por artigos técnicos, informações sobre os diferentes tipos de cortes e dicas de conservação e preparação”, afirma a vice-presidente executiva do SIC, Carolina Porto Paes Barreto.
Serviço
Lançamento do site do SIC em inglês
Endereço: www.sic.org.br/english
Data: 24/11/04, às 12 horas
Local: 24° Enaex – Encontro Nacional de Comércio Exterior – Centro de Convenções do Hotel Transamérica – São Paulo (SP)

Fonte: Famasul

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Nos dias 22 e 23 de novembro, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo e na sede da Casa Rural de Mato Grosso do Sul, acontece o Encontro Nacional de Lideranças Brasileiras do Agronegócio, que reunirá representantes do setor produtivo rural.
O evento começa às 8h e vai até às 12h30, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, com seminário que terá como tema “Brasil até quando?”, onde serão apresentadas as atuais discussões que envolvem as Comissões Nacionais do Trabalho, Meio Ambiente, Assuntos Fundiários e Assuntos Indígenas da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil.
De manhã, o encontro receberá diversos palestrantes para tratar dos assuntos em pauta. Um deles é Rodolfo Tavarez, pecuarista, Presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, membro do Fórun Nacional do Trabalho e também presidente da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da CNA (Confederação Nacional da Agricultura). Tavarez ministrará uma palestra sobre questões trabalhistas rurais.
O encontro também receberá o pecuarista, ex-diretor da ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu) e presidente da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários, Willian Koury, que falará sobre questões fundiárias.
No período da tarde no dia 23, na Casa Rural, começa o Encontro Estadual de Lideranças Rurais, onde presidentes e delegados representantes dos sindicatos rurais, terão a oportunidade de uma maior integração e troca de experiência. Um dos temas em pauta é a biossegurança alimentar.
Serviço
Encontro de Lideranças do Agronegócio – “Seminário Brasil até quando”
Data: 22/11/2004
Horário: 8 horas
Local: Manoel de Barros – Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo
Programação
8h00 – 08h30 – Abertura
8h30 – 09h30 – Questões Indígenas, fronteiras e soberania nacional: a ameaça das ações de ONG´s Internacionais
09h30 – 10h30 – Questões Fundiárias – As invasões de terras e os equívocos das políticas públicas
10h45-11h30 – Questões Trabalhistas no setor rural e Questões Ambientais, amazônia e desenvolvimento sustentável
12h15-12h30 – Debates
12h30 – Encerramento
Adriana Molina
Decom / Famasul – Funal – Senar

Fonte: Famasul

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Sucesso de público e de vendas, a 1ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária mostrou a força dos agricultores familiares e dos assentados da reforma agrária. Realizada entre os dias 11 e 14 de novembro em Brasília, a Feira apresentou números que superaram as expectativas: os expositores venderam R$ 1,2 milhão em mercadorias produzidas. Cada expositor vendeu entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil. Também foram fechados 12 contratos na rodada de negócios promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/DF), o que abriu as portas de empresas do Distrito Federal e Entorno para produtores de todo o país.
O coordenador do Programa de Agroindústria do Ministério do Desenvolvimento Agrário, José Adelmar Batista, explicou que os contratos fechados durante a Feira são apenas o início de um processo. Muitos produtores ainda estão em fase de negociação e possivelmente devem fechar negócio, resultando em novos contratos.
A Feira contou com a participação de mais de 350 expositores de 24 estados e reuniu ainda técnicos do governo, movimentos sociais e organizações não-governamentais ligadas à agricultura familiar. Além de vender seus produtos, os expositores também puderam participar de oficinas, cursos e seminários sobre segurança alimentar, agricultura familiar, reforma agrária e cooperativismo.
Produtores e empresas não foram os únicos que se beneficiaram do evento. O público também pôde constatar a criatividade da agricultura familiar e conhecer a qualidade de produtos que estão ganhando mercado, como o licor de pimenta produzido no interior de Minas Gerais, o artesanato de pele de peixe do Mato grosso do Sul, as frutas desidratadas produzidas no Rio de Janeiro, os doces produzidos por famílias assentadas em Santa Catarina e muito mais.
Além de promover os expositores, abrir oportunidades de negócios, divulgar novos produtos e integrar a agricultura familiar, a Feira também contribuiu de forma significativa para um dos programas prioritários do governo federal: o combate à fome. Com o público de 60 mil pessoas que compareceu durante os 4 dias, foram arrecadadas pela CONAB 5 toneladas de alimentos não-perecíveis. Os alimentos estão sendo repassados ao Fome Zero, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e já tem destino certo: três comunidades quilombolas de Goiás, Cedro, Kalunga e Pombal. A decisão de enviar os alimentos para as comunidades remanescentes de quilombos é uma homenagem ao Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro.

Fonte: Em questão

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou hoje, a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Sementes (Abrasem), a comercialização de sementes de algodão que tenham até 1% de transgenia. De acordo com o coordenador geral da CTNBio, Jairon Nascimento, poderá ser comercializada e plantada a semente que tenha traços de transgenia de variedades conhecidas no mundo, como a BT, Roundup Ready e Bolgaten.
Em entrevista à Agência Estado, o representante da CTNBio disse que há uma restrição para o plantio da semente com traços de transgênico. Estas sementes não poderão ser plantadas em áreas classificadas pela Embrapa Algodão como de registro de algodão selvagem.
Segundo Nascimento, a decisão tomada pela CTNBio, que se reuniu ontem e hoje em Brasília, não foi unânime. A decisão será publicada oficialmente na próxima semana no Diário Oficial da União. Só então a associação que entrou com o pedido será comunicada da autorização. A CTNBio tem 18 conselheiros titulares e o mesmo número de suplementes. O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Hélio Tollini, comemorou a decisão da CTNBio. “A decisão tira um peso das costas do produtor. Pode haver contaminação nos campos de produção de sementes e era praticamente impossível encontrar lotes sem nenhum traço de transgenia”, afirmou.
Ele disse que a “contaminação” entre sementes convencionais e transgênicas pode acontecer facilmente. Tollini lembrou que “os países vizinhos do Brasil já autorizaram o cultivo de algodão transgênico”. A Colômbia, por exemplo, autorizou o plantio de algodão geneticamente modificado há um ano. Cultivares transgênicas plantadas na Austrália, completou, podem ser adaptadas ao Brasil, pois a latitude é a mesma. “Como isso (contaminação) aconteceu, eu não sei, mas que houve, houve”, completou.
O pedido de autorização foi encaminhado à CTNBio há cerca de dois meses. A proposta foi encaminhada pelo setor de sementes. “Sem essa decisão, poderia faltar sementes para plantio da safra 2004/05”, comentou Tollini. Análises feitas por representantes das indústrias de sementes e dos produtores de algodão mostram que os “traços de transgenia” nos lotes é muito inferior ao limite de 1%. “Alguns estudos apontam 0,03% de transgenia nos carregamentos. A decisão da CTNBio atende aos interesses do setor”, comentou.
Fabíola Salvador

Fonte: Agência Estado

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Reunir conhecimentos acadêmicos, discutir perspectivas e estudar novas propostas, contribuindo para o desenvolvimento na área de alimentação e nutrição. Esses são os objetivos do 25º Consórcio das Instituições Brasileiras da Área de Alimentação e Nutrição (Cibran) que ocorre de 24 a 26 de novembro, em Cuiabá (MT).
O tema do evento será “Transgenia e Nutrição: Ciência e Controvérsia”. As mesas-redondas abordarão assuntos como “Alimentos e organismos geneticamente modificados”, “Implicação da soja transgênica na agricultura regional”, “Transgenia de alimentos: uma questão de ensino e de bioética” e “Segurança de alimentos geneticamente modificados: Rotulagem e consumidor”.
Mais informações: www.ufmt.br ou telefone (65) 615-8811.

Fonte: Agência Fapesp

Compartilhe esta postagem nas redes sociais