A China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) chegaram a um acordo para a redução de tarifas comerciais a partir de 2005 e a eliminação total das taxas até 2010, de acordo com o Ministério do Comércio chinês. O comunicado das autoridades chinesas afirma que o acordo para a criação da “maior zona de livre comércio do mundo” deve ser assinado em novembro, durante um encontro de líderes da China e dos dez membros do bloco do Sudeste Asiático.
Segundo o Ministério do Comércio da China, a nova área de livre comércio terá uma população de quase 2 bilhões de pessoas e um PIB combinado de US$ 2 trilhões em 2010.
O comércio entre a China e os países da Asean atingiu um recorde em 2003 (US$ 78,25 bilhões), com uma alta de 42,8% em relação ao ano anterior, de acordo com estatísticas do governo chinês.
Os países que formam a Asean são Brunei, Camboja, Laos, Vietnã, Indonésia, Filipinas, Cingapura, Mianmar, Malásia e Tailândia. O bloco do Sudeste Asiático é o quinto maior parceiro comercial da China e responde por 11% do total do comércio exterior chinês.
A China também negocia a possibilidade de um acordo de livre comércio com a Austrália após a conclusão de um estudo de viabilidade que deve terminar em março do ano que vem.
Para fechar os acordos, a China exige que os “novos sócios” reconheçam a economia do país como uma economia de mercado.

Fonte: Correio do Brasil

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Começou nesta terça, dia 26, a 13ª Exposição Nacional da Pecuária Leiteira e Feira Internacional da Cadeia Produtiva de Leite (Expomilk). O evento vai até o dia 30 de outubro e ocorre no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP).
A exposição reunirá mais de mil vacas das raças Holandesa, Pardo-Suíço, Jersey, Girolando, Gir Leiteiro e Simental para julgamentos e concurso leiteiros. Além disso, estão previstos leilões de novilhas, exposição de empresas que representam a cadeia do leite, palestras técnicas, cursos para tratadores, encontro de lideranças do leite e um painel sobre produção de alimentos com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues.
Mais informações no site da Expomilk
Saiba mais
Programação de julgamentos
Dias 26 e 27 de Outubro: Girolando e Gir Leiteiro
Dias 27 e 29 de Outubro: Jersey
Dias 28 e 29 de Outubro: Pardo-Suíço
Dias 28 e 30 de Outubro: Holandês
Dia 30 de Outubro: Simental
Programação de leilões de fêmeas:
Dia 27 de Outubro: Leilão Garota Gir Leiteiro
Dia 28 de Outubro: Leilão Garota Girolando
Dia 29 de Outubro: Leilão Integração das Raças

Fonte: AGROL

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O Ministério do Meio Ambiente e a Caixa Econômica Federal assinaram um protocolo de intenções para trabalhar em temas de interesse comum, como o financiamento de projetos voltados ao desenvolvimento sustentável e à proteção ambiental do país. As instituições debaterão sobre como desenvolver novos produtos e serviços e aperfeiçoar programas existentes, principalmente nas áreas de reciclagem de lixo, recuperação de áreas degradadas por contaminação, aproveitamento energético, produção mais limpa, gestão de recursos hídricos, energias renováveis, educação ambiental, Agenda 21 e Agenda Ambiental da Administração Pública.
– Os projetos (apoiados pelo banco) serão avaliados também do ponto de vista de sua qualidade ambiental – disse nesta segunda, dia 26, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante a abertura do seminário Política Ambiental Corporativa, no Centro Cultural da Caixa, em Brasília.
Outras ações previstas no acordo são acompanhar projetos apoiados pela GTZ (Agência Alemã de Cooperação Técnica), apoiar o Programa Água Doce/Sede Zero, para aumentar a oferta e democratização do acesso à água de qualidade para consumo humano no Nordeste, e o Programa de Revitalização do Rio São Francisco. De acordo com Marina Silva, o protocolo também permitirá maiores “oportunidades no âmbito do Protocolo de Kyoto (quanto ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). Além de outras ações na agenda de tratamento de resíduos, a oportunidade de pequenas comunidades locais de trabalharem com a reciclagem, e a linha de apoio (da Caixa) a projetos”, disse.
De acordo com o presidente do banco, Jorge Levi Mattoso, cresce a cada dia o número de empresas que se preocupam com a correta gestão ambiental, observando questões de competitividade e responsabilidade social. Segundo ele, os consumidores estão cada vez mais exigentes, optando por itens produzidos de forma ecologicamente mais correta e se manifestando contra a processos poluidores e degradantes do meio ambiente.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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O leite caminha firmemente para ser uma commodity internacional. A aposta de diversos representantes da cadeia produtiva é endossada pelo Chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins. Segundo ele, o volume de leite produzido no Brasil vem crescendo a uma média de 5% ao ano. “Como o mercado interno não reage da mesma forma, as indústrias lácteas buscam mecanismos para exportar”, explica.
Martins lembra também que a tendência de equilíbrio do leite na balança comercial brasileira vem se confirmando de forma animadora. No primeiro quadrimestre deste ano o défict foi de apenas US$ 5,5 milhões. No mesmo período, há quatro anos, a cifra negativa superou US$ 120 milhões. “Nosso potencial produtivo é imenso. Este ano vamos superar a marca dos 23 bilhões de litros, 50% a mais do que toda a produção do Mercosul”, exemplificou.
Discussão promissora
Mas para que o leite realmente desponte como uma commodity como a soja, o café ou o frango alguns obstáculos internos e externos devem ser superados. Aumento de consumo interno, planejamento, preço pago ao produtor e superação de barreiras alfandegárias são questões que o Chefe-geral da Embrapa Gado de Leite afirma precisarem ser enfrentadas.
As oportunidades e alternativas do leite brasileiro no mercado internacional terá fórum privilegiado no 4º Congresso Internacional do Leite, que será realizado em Campo Grande (MS) de 4 a 7 de novembro.
No dia 5, várias palestras e painéis vão tratar de aspectos ligados à exportação de leite. O presidente da Federación Panamericana de Lecheria (Fepale) / Conaprole / Uruguai, Ruben Nuñez, vai apresentar um panorama atual do mercado mundial de lácteos. O presidente da Comissão de Pecuária Leiteira da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Sant’Anna Alvim, vai discorrer sobre os desafios nacionais a serem enfrentados pela cadeia produtiva para que o leite se torne uma commodity.
O diretor da Confederação Brasileira das Cooperativas de Laticínio, Paulo Bernardes, vai coordenar um painel sobre o comércio internacional de lácteos, suas ameaças e oportunidades. Entre os convidados estão o secretário executivo do Mercosul, Reginaldo Arcuri e o representante da DPA/Fonterra, João Gil. A globalização e a concentração de supermecados e processadores será tema da apresentação do representante da McKinsey, Pablo Haberer.
O desfecho do tema no evento será na noite do dia 6, com o debate Exporta, Brasil! Nos moldes do programa Roda Viva, o debate reunirá os maiores especialistas em leite do Brasil. Segundo Paulo Martins, o Exporta Brasil é um dos grandes diferenciais do congresso internacional deste ano.
O 4º Congresso Internacional do leite é uma realização da Embrapa Gado de Leite em parceria com várias instituições. Entre elas estão a Confederação Nacional de Agricultura, Organização das Cooperativas do Brasil, Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios, Governo do Estado do Mato Grosso do Sul e Leite Brasil.
Outras informações sobre o 4º Congresso Internacional do Leite podem ser obtidas no site http://www.cnpgl.embrapa.br ou pelo telefone (32) 3249-4700.
Rubens Neiva
E-mail: neiva@cnpgl.embrapa.br

Fonte: Embrapa Gado de Leite

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A ferrugem asiática da soja, introduzida no Brasil há apenas três safras, ainda gera muitas dúvidas quanto à identificação, o manejo e principalmente o controle da doença. Por isso, a primeira ação do Consórcio Anti-Ferrugem, em reunião realizada em Londrina (PR), foi um esforço para uniformizar o discurso sobre a ferrugem entre os participantes do evento.
O Consórcio Anti-Ferrugem, coordenado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, reúne 60 pesquisadores e profissionais da assistência técnica do MT, MS, BA, PR, GO, RS, MG,SP, TO, PA, PI e DF. A partir do primeiro encontro do grupo, foi possível definir o conteúdo da palestra-padrão que será ministrada em todas as regiões do Brasil e também estabelecer as informações que vão compor o folder e o manual, que serão distribuídos aos produtores brasileiros durante a safra de soja.
Para o João Flávio Veloso chefe de pesquisa da Embrapa Soja, (Londrina – PR) unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao MAPA, a reunião atingiu os objetivos de harmonizar o discurso sobre a doença entre os agentes de transferência de tecnologias. “Este grupo irá multiplicar ao maior número de técnicos de campo e produtores brasileiros os conhecimentos sobre as ações preventivas de sanidade vegetal, identificação da doença, manejo e controle da ferrugem da soja”, diz.
Além disso, o grupo vai formar uma rede para troca de informações sobre a ocorrência da ferrugem em todo o Brasil, durante toda a safra. As informações serão compartilhadas pela Internet no Sistema de Alerta, que será administrado pela Embrapa Soja. No entanto, o Sistema de Alerta pode ser acessado nas páginas do MAPA, de cooperativas e outras instituições participantes do Consórcio.
Lebna Landgraf
E-mail: lebna@cnpso.embrapa.br

Fonte: Embrapa Soja

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A Embrapa Cerrados (Planaltina-DF) e a Embrapa Arroz e Feijão (Goiânia-GO) promoverão um dia de campo sobre pecuária de corte. O tema será “Estratégias para aumentar a eficiência do sistema de produção” e o evento será realizado no próximo dia 29.
Na programação serão abordados temas como eficiência das fases de cria (matrizes de rebanho e fêmeas de reposição) e de recria-engorda, suplementação animal na saída da seca e entrada das águas, sanidade do rebanho e a marca BRGN – o Nelore da Embrapa.
O dia de campo será realizado na Embrapa Cerrados, que fica na rodovia BR 020, Km 18, e é uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Vivian de Moraes
E-mail: vivian@cpac.embrapa.br
Fonte: Embrapa Cerrados

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A epidemia da gripe do frango, no sudeste da Ásia, colocou o Brasil como um dos maiores exportadores de carne da ave à região. As remessas do produto para o Japão, o principal atacadista asiático, cresceram 129% entre janeiro e agosto deste ano em comparação com o mesmo período de 2003.
A epidemia já rendeu R$ 326,5 milhões aos produtores brasileiros que exportaram ao Japão nos oito primeiros meses de 2004. O Paraná, o maior produtor nacional de carne de frango, exportou 26,5% do faturamento (R$ 86,7 milhões), segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), feito a pedido da Agência Folha.
Hong Kong, o segundo maior distribuidor local, também aumentou suas importações da ave brasileira. A elevação foi de 42%. A ilha capitalista sob domínio chinês gastou R$ 95 milhões neste ano – R$ 66 milhões de janeiro a agosto do ano passado. Japão e Hong Kong eram tradicionais clientes da Tailândia, país com um dos mais graves focos da doença, chamada também de influenza aviária.
Mortes
A gripe do frango surgiu em dezembro do ano passado, o que obrigou os produtores asiáticos a sacrifícios em massa em seus aviários. Entre o final de 2003 e setembro deste ano, 29 pessoas morreram em contato com aves contaminadas.
Missões de empresários japoneses começaram a vir ao Brasil, no começo do ano, para conhecer a estrutura das granjas. Voltaram convencidos de que poderiam suprir seus mercados com a carne brasileira.
“Nosso controle de sanidade aviária dá plenas garantias de que o frango está livre de doenças e temos um clima que evita o aparecimento de epidemias”, diz Domingos Martins, presidente do Sindiavipar (Sindicato das Indústrias Avícolas do Estado do Paraná). “Já tínhamos investido [cerca de R$ 300 milhões] para atender às crescentes demandas interna e externa. A gripe do frango acabou surgindo como uma nova oportunidade.”
Porta aberta
A demanda asiática por carne de frango promoveu alterações em outro ranking: o dos maiores compradores continentais do produto brasileiro. O Oriente Médio permanece em primeiro, mas o sudeste da Ásia, que era o quinto maior comprador do produto, agora já está em segundo lugar. “O problema da gripe do frango abriu uma porta ao Brasil. Com certeza, as exportações não voltarão a cair porque os empresários asiáticos puderam conhecer a qualidade e a segurança do produto brasileiro”, diz Germano Vieira, assessor de Comércio Exterior da Fiep.
Até o começo do ano que vem, uma delegação de empresários coreanos chegará ao país para uma nova rodada de negociações com produtores brasileiros. Com a posição consolidada em Hong Kong, o objetivo agora é elevar ainda mais os negócios para o continente. A Fiep organiza para março uma viagem de empresários à China a fim de divulgar a indústria aviária paranaense, entre outros setores. A China continental também teve incremento na importação de carne de frango após a epidemia. Comprou cerca de R$ 500 mil do produto entre janeiro e agosto de 2003 – R$ 16 milhões nos mesmos meses deste ano, ou seja, as exportações brasileiras cresceram 2.949%.
Identificação da doença nas aves ocorreu na Itália
A gripe do frango é uma doença causada por um vírus chamado influenza aviária. Sua identificação ocorreu na Itália, há cerca de cem anos. Os primeiros sintomas nas aves estão associados a problemas respiratórios e alta mortalidade.
Aves migratórias são apontadas como as principais vias de transmissão da doença, mas pessoas que tiveram contato com aves infectadas também podem transmiti-la pelas roupas, calçados, cabelos e pele. Os casos de contaminação em humanos só foram comprovados por meio do contato com as aves doentes.
A doença nunca foi registrada no Brasil, que não importa produtos avícolas dos locais atingidos pela gripe.
Epidemia teve início com a mistura de aves
Ao misturar a criação de frangos com outras aves, como os patos, os produtores do leste da Ásia desencadearam a epidemia. O vírus da influenza aviária teria sido transmitido para os frangos.
“É um modo errado de criação de aves. Ao colocar espécies exóticas no meio dos frangos, isso [a doença] poderia ocorrer”, afirma Roberto Carlos de Andrade e Silva, técnico da área de avicultura da Secretaria da Agricultura do Paraná.
No Brasil, as aves não são misturadas e a técnica de engorda é outra. As aves são alimentadas com sementes de milho e soja. No leste da Ásia, cascas e farelo de soja, produtos considerados com valor nutritivo menor, são a principal ração. Segundo os produtores brasileiros, a alimentação influencia no sabor da carne, outro atrativo nacional vendido a futuros clientes no exterior.
Segundo Andrade e Silva, o preço do frango subiu cerca de 25% desde o aparecimento da gripe. “Considerando que apenas 25% da produção de frango do país vai para o exterior, temos ainda muito espaço para crescer nesse segmento.”
DIMITRI DO VALLE

Fonte: Agrofolha – Folha de São Paulo

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As 250 empresas brasileiras que participaram do Salão Internacional de Alimentação (Sial 2004), maior feira mundial de alimentos, realizada em Paris na semana passada, venderam US$ 164 milhões em produtos in natura e industrializados. Foi a maior participação do país tanto em número de empresas quanto em volume de negócios. O presidente da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex), Juan Quirós, calcula que os contatos feitos na Sial 2004 renderão outros US$ 350 milhões em exportações nos próximos 12 meses.
– O Brasil foi o quinto país com a maior representação na feira. Todas as nossas expectativas foram superadas – avaliou Quirós.
O destaque foi o setor de carnes. Dos US$ 164 milhões, US$ 150 milhões corresponderam à venda de carne bovina e de frango industrializada e in natura. O desempenho, informou Juan Quirós, foi resultado do marketing dos frigoríficos, que realizaram maciça divulgação e montaram uma churrascaria na Sial.
As vendas refletiram o bom momento do setor de carnes do Brasil. De janeiro a setembro, as exportações somaram US$ 4,06 bilhões, valor 59,6% maior que em igual período de 2003. Atualmente, o Brasil é o maior exportador mundial de carnes, aproveitando a firme demanda mundial e os problemas sanitários dos concorrentes, como a vaca louca nos EUA e a gripe das aves na Ásia.
– Encurtamos mais a cadeia de lucro. Havia muitos intermediários e nossa postura é vendermos, e não sermos comprados – comentou Antônio Camardelli, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne.
Luciana Otoni

Fonte: Jornal do Brasil

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O governo da Tailândia confirmou a morte de uma menina de 14 anos vitimada pela gripe de aves. Esse foi o décimo segundo caso detectado este ano no país, provocado pelo vírus tipo H5N1 que provoca a doença, segundo anunciaram as autoridades locais.
A menina, da província nortista de Sukhotai, morreu há sete dias e o diagnóstico só foi confirmado ontem que era portadora do vírus tipo H5N1, informou o Ministério da Saúde Tailandês.
“A menina estava na lista de casos suspeitos. Estava hospitalizada havia 11 dias”. A confirmação foi divulgada por Charal Trinvuthipong, diretor do centro de gripe de aves da Tailândia, em entrevista à imprensa, ontem, em Bangcoc.
O governo tailandês divulgou em 28 de setembro o primeiro provável caso de transmissão da doença de pessoa a pessoa. Em julho o governo confirmou o reaparecimento do vírus no país, segundo maior exportador asiático de frangos.
Desde o início do ano, os países asiáticos tentam combater a gripe de aves, que, segundo as autoridades locais, vem sendo disseminada por aves migratórias. No Vietnã, foram registradas 20 casos fatais de pessoas contaminadas pelo vírus da gripe de aves este ano.
A ameaça de epidemia levou o governo da Tailândia a reduzir a expectativa de crescimento econômico do país de 7% para 6,5%.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Obrigatoriedade continua apenas para animais embarcados para países da União Européia. O governo resolveu, mais uma vez, mudar as regras sobre a rastreabilidade bovina. Nos próximos dias, será publicada uma Instrução Normativa que exige a inscrição no Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) apenas para animais que serão exportados para a União Européia. Os demais serão obrigados a aderir somente no momento em que todo o País for reconhecido como área livre de febre aftosa. A proposta está sendo analisada pela área jurídica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e deverá ainda ser aprovada pela Câmara Setorial da Carne.
Na prática, apenas três milhões de bovinos terão seu histórico de vida conhecido pelos compradores, pois esse é o volume de animais abatidos destinados à União Européia, ou seja, cerca de 10% do total abatido por ano. O restante do rebanho nacional, estimado em quase 190 milhões de cabeças, ficará livre da rastreabilidade obrigatória.
Desde que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento instituiu o sistema, em janeiro de 2002, os prazos para a adesão ao programa foram prorrogados diversas vezes. O último calendário em vigor exigia que a partir do final de 2005 todo o rebanho constante na zona livre de aftosa – quase 80% do total – fosse cadastrado no programa e, em 2007, 100% do plantel nacional seria rastreado. Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Maçao Tadano, oficialmente as regras atuais valem até que a instrução seja publicada. Desta forma, ainda se exigiria a rastreabilidade, a partir de 1º de novembro, para animais participantes de feiras e leilões. Segundo levantamento da Scot Consultoria, atualmente nem 2% dos animais que participam desse eventos são rastreados. Com a mudança, essa regra cai.
A proposta é mudar todas as exigências, deixando a rastreabilidade ser voluntária até o momento em que o Brasil erradicar a aftosa, prevista para 2009. Outra modificação será feita no prazo de permanência do animal no sistema, que deverá ser, por enquanto, de 40 dias e não 180. Segundo Antenor Nogueira, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, também está sendo sugerido que a certificação deixe de ser individual e passe a ser por propriedade.
“Com a mudança, a rastreabilidade será imposta pelo mercado”, avalia o analista Fabiano Tito Rosa da Scot Consultoria. Segundo ele, o produtor que não vende para frigoríficos exportadores, como o caso daqueles que fazem apenas cria e recria, deverão ser estimulados para a adesão.
“O Sisbov foi implantado com metas muito ambiciosas, por isso necessitava de ajustes”, avalia José Vicente Ferraz, da FNP Consultoria. Para ele, a adesão voluntária poderá impactar no volume de animais rastreados para exportação se não for estabelecido um calendário. O cronograma de entrada no sistema será discutido na reunião da Câmara Setorial da Carne, que deve ocorrer na próxima semana.
Para o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), Antonio Camardelli, não deverão faltar animais rastreados para exportação, pois as mudanças são consenso no setor. “Não há obrigatoriedade, mas se facilita o sistema com a rastreabilidade por propriedade”, afirma. “As mudanças são positivas, pois resolvem a preocupação dos pecuaristas com a obrigatoriedade”, afirma o presidente da Associação das Empresas de Certificação e Rastreabilidade Agropecuária (Acerta), José Wagner Amaral Neto.
Neila Baldi

Fonte: Gazeta Mercantil

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O Mercosul pode ganhar quatro vezes mais com a liberalização pela Organização Mundial de Comércio (OMC) na Rodada Doha do que em um acordo com a União Européia (UE). É o que mostra relatório da OMC sobre a política comercial européia, citando conclusões de um estudo recente do Banco Mundial.
A OMC diz que até agora os acordos preferenciais feitos pela UE com países em desenvolvimento são fortes na liberalização de bens industrializados, mas continuam limitando a abertura do seu mercado em produtos agrícolas e evitando a concorrência externa.
Com relação ao acordo UE-Mercosul, a OMC cita estudo do Banco Mundial, segundo o qual esse entendimento vai gerar mais comércio para os países envolvidos, mas que os ganhos poderão ser “significativamente reduzidos” para Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai se a abertura agrícola for mínima.
Os 148 países membros da OMC fazem até quarta-feira o exame periódico da política comercial da União Européia. Os países apresentaram 700 questões aos europeus com base no relatório do secretariado da OMC. Os Estados Unidos, por exemplo, querem saber o escopo e calendário para a implementação de acordos preferenciais da UE com a América Latina e com países do Golfo Pérsico.
Em entrevista ontem à tarde, o diretor-adjunto de Comércio da UE, Pierre Delfraigne, salientou que a prioridade de Bruxelas é a Rodada Doha, mas não vê necessidade de paralelismo entre esta e as negociações birregionais. “Como e quando a negociação com o Mercosul deve ser retomada é uma questão que está nas mãos do futuro comissário de comércio (Peter Mandelson)”, disse.
Segundo fontes que tiveram acesso ao relatório, a OMC confirma que a UE gastou ? 43,2 bilhões com subsídios agrícolas em 2003, representando 40% do orçamento comunitário. A França ficou com a maior parte, 22,6%, seguido da Alemanha, Itália e Espanha.
Os produtos que recebem mais subsídios a exportação são açúcar (19%), carne bovina (15%), manteiga (13%) e queijo (7,5%), todos no centro das negociações com o Mercosul. De outro lado, a UE calibra sua modesta abertura agrícola através de cotas (restrições quantitativas), tendo atualmente 89 cotas em vigor.
Pierre Delfraigne admitiu que a UE terá de fazer a “ajustes” na sua proposta de revisão do regime de açúcar por causa da decisão da OMC dando vitória ao Brasil. Mas Bruxelas continua esperando reverter alguns pontos, no Órgão de Apelação da OMC.
Assis Moreira De Genebra

Fonte: Valor Econômico

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A produção de alimentos não deve ser vista apenas como um negócio, mas principalmente, como uma exigência estratégica de sobrevivência, de paz social e de desenvolvimento sustentável. A opinião é do diretor técnico e operacional da Casemg Danilo de Siqueira Campos durante entrevista para divulgar o seminário Desafios de Logística para o Agronegócio, que acontece entre os dias 27, 28 e 29 deste mês em Belo Horizonte. E neste caso, ressalta Danilo, não basta apenas produzir, é preciso criar condições para transportar, armazenar e distribuir com eficiência e segurança os resultados da produção.
O evento tem as presenças confirmadas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Agricultura Roberto Rodrigues e do governador Aécio Neves. Na abertura caberá ao ministro Roberto Rodrigues proferir conferência abordando os desafios colocados pela temática adotada pelo seminário. Além das autoridades mencionadas o Seminário da Casemg vai reunir em Belo Horizonte, no auditório da Federação das Indústrias, as principais autoridades brasileiras no setor, que durante os três dias irão passar a limpo a questão da infra-estrutura de transporte e armazenagem da produção brasileira, que no ano passado superou a casa das 200 milhões de toneladas.
Quando se fala em transporte intermodal, diz Siqueira Campos, procura-se focar a estrutura existente para unir os transportes rodoviário, ferroviário e hidroviário. Hoje, continua o diretor da Casemg, sem a integração destes modais, as dificuldades de tirar a produção do campo e levá-la até aos armazéns e depois encaminhá-la tanto para o mercado interno como para o exterior torna-se onerosa e ineficiente. Para mudar este quadro é preciso inicialmente estabelecer um diagnóstico preciso da situação e buscar soluções para serem implementadas de forma gradual, mas de imediato.
Neste aspecto, diz Danilo Siqueira Campos, o Seminário Desafios de Logística para o Agronegócio oferece uma ampla oportunidade, não apenas de discussão do assunto de forma profunda, mas, sobretudo, de se elaborar um plano de ações estratégicas que visem solucionar os sérios problemas existentes no setor. Para perceber estes problemas não é preciso ser especialista, basta andar pelas estradas brasileiras e verificar que elas estão em grande parte intransitáveis. Atrás deste “intransitável” aí, diz Danilo, existe uma série de fatores que encarecem o transporte, aumenta as perdas e geram prejuízos para os produtores e para o país.
Cenários do futuro aumentam os desafios para o agronegíco
O crescimento da população brasileira e mundial indica que os desafios de abastecimento no futuro podem se transformar em algo inalcançável se medidas estratégicas não forem tomadas hoje. O diretor Técnico e Operacional da Casemg Danilo Siqueira Campos cita números, que inclusive estão estampados no folder de divulgação do Seminário Desafios da Logística do Agronegócio, para mostrar a gigantesca missão que se tem pela frente.
O Brasil, que tinha “apenas” 107 milhões de habitantes em 1975, chega a 2004 com 181 milhões, números que colocam para o país imensos desafios. É preciso, portanto, produzir um volume suficiente de alimentos capaz de abastecer o mercado interno e ainda o excedente fundamental para exportação. A produção agrícola brasileira continua crescendo e demonstrando que o setor do agronegócio vem dando a resposta que o país espera, mas, em contrapartida, a infra-estrutura ameaça esta potencialidade.
Hoje, diz Danilo Siqueira Campos, este crescimento é dificultado, devido a problemas que comprometem a agilidade necessária para tirar a safra da terra e enviá-la aos centros de distribuição e armazenagem. Esta deficiência de logística, pode se agravar se o crescimento do setor se mantiver no mesmo ritmo e nenhuma providência for tomada para sanar este gargalo. O diretor da Casemg argumenta que o desafio que se coloca é o buscar soluções para estes limitadores de forma a garantir o crescimento sustentável do setor em beneficio de toda a sociedade.
Serviço
Seminário de Logística para o Agronegócio
Data: 28, 29 e 30 de outubro
Local: Federação das Indústrias de Minas Gerais Rua Timbiras 1200 – Belo Horizonte
Saiba mais: seminário@casemg.com.br
Fonte: Revista Negócios

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O Brasil está deixando de faturar US$ 4 milhões por dia com o embargo russo às carnes brasileiras, segundo a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Rússia. Desde que o embargo foi decretado, há 45 dias, os produtores brasileiros deixaram de vender US$ 180 milhões aos importadores daquele país, informou o presidente da Câmara em São Paulo, Antonio Carlos Rosset Filho. “Por se tratar de um embargo político e não técnico, as perspectivas de que seja suspenso são remotas.”
Como o mercado russo é muito atraente para os brasileiros, a saída, segundo o presidente, é buscar rotas alternativas para entrar no país. Uma delas é a Bielorússia, antiga integrante do bloco soviético, hoje um país autônomo. “É um país pequeno, com 11 milhões de habitantes, mas pode ser a ponte para nossos produtores chegarem até os russos”, revelou Rosset Filho. Uma delegação de empresários chefiada pelo ministro das Relações Exteriores da Bielorússia, Serguei Martinov, desembarcou nesta segunda-feira no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para uma série de contatos comerciais. É a primeira vez que uma missão comercial daquele país visita o Brasil em caráter oficial. A partir de hoje e até quinta-feira estão agendados encontros com o vice-presidente José Alencar, os ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, o vice-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, o empresário Mário Garnero, do grupo Brasilinvest, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaff.
Os empresários representam indústrias dos setores de fertilizantes e defensivos, tratores agrícolas e caminhões, além de tradings do setor de alimentos. Nesta segunda-feira, eles visitaram as instalações do grupo Flamboiã, em Cabreúva, região de Sorocaba, uma das cinco maiores empresas avícolas do Estado. “Já exportamos para a Bielorússia através de uma trading, agora esperamos iniciar negociações diretas”, disse o gerente de exportações, Max Paulo Ortega. O grupo produz em média 5 mil toneladas de frangos em cortes ou inteiros por mês e exporta 15%, principalmente para a Venezuela.
A carne americana, principalmente de frango, é a principal concorrente do produto brasileiro mas,, de acordo com Rosset Filho, na raiz do embargo estão os interesses das grandes tradings européias que atuam na região. “Elas querem monopolizar as vendas para os russos e fazem um grande lobby para impedir nossa entrada lá”, explica. Por conta do embargo, segundo ele, os preços da carne subiram cerca de 30% para o consumidor russo.
José Maria Tomazela
Fonte: O Estado de São Paulo

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Walter Negrão, João Aguiar Alvarez, Mary Eni Bordon e Luis Ermírio de Moraes além de políticos e pecuaristas de destaque participaram de um dos mais badalados leilões do mundo da pecuária, abrilhantado por Tony Gordon.

Celebridades foram recepcionadas na 21ª edição do Leilão 3-B, que aconteceu no dia 18/10, às 20h00, na casa de espetáculos DIRECTV Music Hall, em São Paulo (SP). O evento, famoso por reunir personalidades, dessa vez contou com a presença de João Aguiar Alvarez (membro do Conselho de Administração Banco Bradesco e filho do fundador da instituição, Amador Aguiar), Mary Eni Bordon (do Grupo Bordon), além de Luis Ermírio de Moraes (filho de Antonio Ermírio de Moraes) e do roteirista de novelas da Rede Globo de Televisão, Walter Negrão, autor de sucessos como Fera Radical (1988), Top Model (1990) e Vila Madalena (1999), além do novo folhetim da emissora Como Uma Onda, que deve estrear em novembro.

Organizado pela Arlinda Borges Eventos, o leilão foi recheado de surpresas. Uma delas foi que os cerca de 800 convidados foram recepcionados com um show com a banda de Tony Gordon. O sobrinho de Dolores Duran, que iniciou sua carreira acompanhando o pai (o cantor e instrumentista da Guiana Inglesa, Dave Gordon, que fez carreira tocando com grandes nomes da música brasileira em shows pelo Brasil), é hoje um dos mais requisitados intérpretes do Jazz, Black Music e Blues.

Promovido por Luiz Carlos Marino e o Grupo de selecionadores 3-B, o leilão ofertou 29 lotes de fêmeas elite de alta qualidade genética, como China da NSAW, arrematado por Amauri Gouveia e Tiago Rossi. A bezerra obteve a primeira colocação na Expoinel 2004 e Reservada Campeã Bezerra em Presidente Prudente, maior exposição de mocho já realizada no Brasil. Hackia TE da Valônia, fêmea Reservada Campeã Novilha Maior da Expoinel 2004 foi outro destaque da noite, arrematado por João Alvaro Pimenta Camargo. O único embrião à venda foi o de Esperança TE OB, arrematado pela Companhia Comercial OMB. Um detalhe interessante é que o vendedor é o condomínio PLG e Doda Miranda, que tem como um dos proprietários o campeão de hipismo e namorado de Athina Onassis, Doda Miranda, que hoje mora na Bélgica. Jailla da AJJ foi o lote de maior valor. A Grande Campeã Nacional da Expozebu de 2004, prenhe de Bacana da Japaranduba, Grande Campeão Nacional da Expozebu de 2004 foi arrematado por R$ 156.800,00 pela Agropecuária Nova Vida, em parceria com Antonio José Junqueira Vilela da Fazenda Rancho Alegre.

Um detalhe importante. O faturamento obtido com a venda do animal FIDALGA OB TE foi totalmente revertido em favor do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa nas Américas (GIEFA), que busca soluções para erradicar a doença que é um dos fatores mais utilizados para tentar impedir a expansão da exportação de carne bovina brasileira em mercados como Europa e Rússia. A fêmea foi vendida pela Companhia Comercial OMB para o pecuarista Amauri Gouveia (Agroandorinha) pelo valor de R$ 65.800,00.

Outros destaques do mundo da pecuária também estiveram presentes no evento, como João Carielo (Fazenda Conquista), Amauri Gouveia (Agropecuária Andorinha) e Carlos Frederico (Fazenda Mirante, de Buenos Aires – Argentina), entre outros.

Silvia Alves
sandra@contatocom.com.br

Fonte
ContatoCom Comunicação em Agronegócio e Meio Ambiente
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A Exposição Agropecuária de São José do Rio Preto (SP), tem crescido ano a ano, tanto na quantidade e qualidade dos animais expostos, como no número e faturamento dos leilões.

A Fazenda Boticão, que cria Nelore Mocho na cidade de Barretos (SP), se destacou na exposição ao fechar o julgamento com os títulos de Melhor Criador, Melhor Expositor, Grande Campeão (Outono TE da Boticão) e Reservado Grande Campeão. Na ocasião aconteceu o 11º Leilão Boticão Nelore Mocho e amp; Convidados no Recinto Xingu Leilões.

Nessa oportunidade, Luis Ermírio de Moraes adquiriu o lote de maior destaque e de maior cotação da noite: Ornada TE da Boticão. A fêmea foi vendida por Flávio Cotrim, titular da Fazenda Boticão, por R$ 37.800,00. O maior comprador foi o pecuarista Antonio Carlos Françolin, que arrematou um total de R$94.920,00.

Outubro TE da Boticão, irmão próprio de Olimpo TE da Boticão, também de Flavio Cotrim, foi o recordista de preço entre os touros, adquirido por R$22.400,00 pelo Grupo Frigorífico Minerva, de Barretos.

Segundo Cotrim, a média do remate foi excelente e com total liquidez. Nas fêmeas, em sua maioria criadas a pasto, o valor médio alcançado por animal foi de R$ 8.260,00, enquanto que a média dos touros foi de R$4.010,00. Se considerados apenas os touros da marca Boticão, o valor foi um pouco mais alto: R$ 4.600,00.

O pecuarista revela que o leilão Boticão tem se destacado por atrair novos criadores a cada edição, o que é, segundo Cotrim, fundamental para o fortalecimento da raça Nelore Mocho. O remate ofertou um total de 61 lotes entre machos e fêmeas e foi promovido pela Central Leilões.

Silvia Alves
sandra@contatocom.com.br

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ContatoCom Comunicação em Agronegócio e amp; Meio Ambiente
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O diretor de produto da Bellman Nutrição Animal (http://www.bellman.com.br), Marco Antonio Alvares Balsalobre, ministra no próximo dia 30/10, às 9h00, a palestra Suplementação de animais em pastagem. Balsalobre, que também é doutor em Ciência Animal e Pastagens pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), vai abordar a importância da técnica protéica, os produtos mais indicados para o período de seca, sistemas de produção e resultados de pesquisas realizadas em fazendas que indicam como a gestão bem conduzida, o devido manejo de pastagens e adequação de suplementos podem ser cruciais para o bom desempenho do rebanho.
O evento acontece no campus de Jaboticabal (SP) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), durante o III Dia de Campo de Bovinos em Pastagem. O objetivo da iniciativa é apresentar as novas tecnologias que visam aumentar a produtividade e lucratividade na pecuária de corte. O curso destaca o manejo da pastagem, a suplementacão dos animais, o planejamento e a gestão aplicados à pecuária, além dos aspectos relacionados à produção e qualidade da carne.
Segundo Balsalobre o período de seca no Brasil Central equivale à 150 dias, o que faz com que a pastagem se torne escassa. “A alimentação, principalmente nessa época tem infuência direta no ganho do peso dos animais, e conseqüentemente, no valor de venda da carne”, comenta. Em sua palestra, o especialista apresenta o sistema de produção completo, desde a análise dos resultados da seca até o planejamento do período das águas.
O curso – voltado à pecuaristas, estudantes e profissionais do segmento – é dividido em duas etapas. A primeira conta com palestras e à segunda com diâmicas a campo. Para finalizar o III Dia de Campo, um churrasco será oferecido aos participantes.

Ficha técnica
Evento: III Dia de Campo Produção de Bovinos em Pastagem
Data: 30 de Outubro/2004
Horário: 8h30 às 13h
Local das Palestras: Centro de Convenções Dr. Ivaldo Melitto – FCAV/Unesp – Campus de Jaboticabal, SP
Local das dinâmicas: Centro Intensivo de Manejo de Bovinos – Setor de Forragicultura – FCAV/Unesp
Informações e inscrições: Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Extensão (Funep) – Setor de Eventos
Via de Acesso Prof. Paulo D. Castellane, s/nº
CEP 14884-900 – Jaboticabal – SP
(16) 3203-1322 – Fax: (16) 3202-2978
Home Page: http://www.funep.com.br
E-mail: eventos@funep.fcav.unesp.br  
Realização: Associação Paulista dos Criadores de Nelore e Associação Rural do Centro-Oeste
Wiilian Parron
sandra@contatocom.com.br

Fonte
ContatoCom Comunicação em Agronegócio e Meio Ambiente
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As autoridades sanitárias belgas continuam à procura dos companheiros de voo do cidadão tailandês, interceptado na segunda feira no aeroporto de Bruxelas quando tentava introduzir ilegalmente no país duas aves contaminadas com o vírus da gripe aviária.
O contrabandista foi ontem submetido a exames na cidade de Antuérpia que afastam a hipótese de contágio. Os responsáveis médicos temem agora que os outros passageiros que o acompanharam entre Banguecoque e Bruxelas possam desenvolver sintomas da doença, que já matou mais de 30 pessoas em 6 países asiáticos.
Piet Vanthemsche, da agência belga para segurança da cadeia alimentar, teme agora que, “o vírus da gripe aviária se combine com o vírus da gripe comum, dando origem a uma epidemia”.
A Comissão Europeia lançou entretanto um alerta para que os passageiros que acompanharam as duas águias contaminadas nos aviões da Eva Airlines e da Austrian Airlines, se dirijam ao médico caso desenvolvam sintomas de gripe nos próximos sete dias.
Bruxelas incinerou as duas àguias, submetendo a tratamento todos os responsáveis aduaneiros que estiveram em contacto com as aves, salientando no entanto que são poucas as hipóteses do vírus se transmitir aos seres humanos.

Fonte: EuroNews

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A implantação do Sistema de Licenciamento Ambiental em Propriedade Rural na Amazônia é parte de uma ampla estratégia elaborada e executada nos últimos três anos pelo Ministério do Meio Ambiente. Tal estratégia foi definida no âmbito de um processo de consulta aos governos estaduais e aos setores organizados da sociedade civil, conduzido pela Secretaria de Coordenação da Amazônia e ao qual se deu o nome de Agendas Positivas.
Sua finalidade é conter o desmatamento e, ao mesmo tempo, tornar viável a implantação de um modelo econômico que valorize a permanência da floresta em pé e promova melhores condições de vida para a população amazônica.
A eficiência do Sistema de Licenciamento Ambiental em Propriedade Rural foi testada com sucesso no Estado do Mato Grosso que, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, o adotou em 1999. No primeiro ano de funcionamento, esse sistema reduziu em 24% a taxa de desmatamento no Estado e em 53% o número de focos de calor registrados no período. Em parceria com os órgãos de meio ambiente e os Ministérios Públicos estaduais, o Ministério do Meio Ambiente está implantando o Sistema de Licenciamento Ambiental em Propriedade Rural em todos os estados da Amazônia.
Promover Modelos Sustentáveis
Uma análise das causas e da dinâmica do desmatamento na Amazônia, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, demonstrou que 43 municípios dos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia concentraram cerca de 60% dos desmatamentos verificados entre 1997 e 1999.
Mesmo considerando o fato de que a legislação vigente permite o desmatamento de até 80 milhões de hectares ou 20% das matas da região, a Amazônia precisa de uma política de contenção do desmatamento ilegal, responsável por mais de 40% das derrubadas na região.
A fim de conter o desmatamento ilegal, a Secretaria de Coordenação da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente definiu este grupo de municípios como área prioritária para a aplicação do Sistema de Licenciamento Ambiental em Propriedade Rural, um método inovador de licenciamento baseado em imagens de satélite e em sistemas de georreferenciamento.
Financiado com recursos do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), este sistema possibilita aos órgãos de meio ambiente exercer um controle mais efetivo sobre o desmatamento em cada propriedade rural.
A expansão da fronteira agrícola na Amazônia brasileira, iniciada no final dos anos 60, tem submetido a região a um permanente processo de substituição de suas florestas por pastos e cultivos agrícolas. Nas décadas de 70 e 80, esse processo resultou na remoção de cerca de 2 milhões de hectares de matas por ano, concentrando-se na periferia da floresta e constituindo o que viria a ser identificado como o “arco do desmatamento”.
Embora as taxas do desmatamento resultante desse processo tenham baixado nos últimos dez anos, tais índices continuam elevados – 1,7 milhão de hectares por ano, em média -, principalmente se considerado o baixo retorno social que o avanço da fronteira econômica tem propiciado à região.
Atualmente, cerca de 60 milhões de hectares ou 15% da floresta já foram derrubados, e a pressão para a abertura de novas áreas continua.
Legalização do Uso da Propriedade Rural
O Licenciamento Ambiental em Propriedade Rural é feito a partir da entrega, pelo proprietário, de uma carta-imagem com informações sobre sua propriedade. Nesse mapa são indicadas as áreas em exploração e a serem exploradas economicamente, a reserva legal e as áreas de preservação permanente. A carta-imagem é sobreposta a informações contidas em imagens de satélite armazenadas em uma base de dados própria do órgão fiscalizador, que pode verificar se houve desmatamento em áreas proibidas.
Todo o processo de licenciamento está orientado pelo Código Florestal (Lei nº 4.771/65), que, para a Amazônia Legal, determina a manutenção de 80% de reserva legal em áreas de floresta e de 35% em áreas de cerrado. Essa lei exige ainda a manutenção das áreas de preservação permanente e veta a concessão de autorização de desmatamento para os proprietários que mantenham áreas desmatadas abandonadas ou subutilizadas em sua propriedade.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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De olho no mercado europeu, que representa 42% das exportações de carne bovina brasileira (US$ 755 milhões até setembro) e cada vez fica mais exigente, os pecuaristas brasileiros estão investindo na qualidade do produto e em boas práticas de manejo. Para isso, muitos estão se habilitando na certificação EurepGap, que os varejistas europeus vão exigir a partir do ano que vem.
Os principais frigoríficos brasileiros estão subvencionando seus fornecedores para que obtenham o certificado, que dá garantia de uma carne produzida com boas práticas ambientais e sociais.
O primeiro a buscar a certificação foi o Frigorífico Marfrig, que já realizou um abate com animais credenciados. A empresa financiou a certificação de oito fornecedores nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A meta é, até o final do ano, credenciar outras 30 propriedades.
Sem revelar números de animais a serem classificados conforme as normas do EurepGap, o diretor de negócios do frigorífico, Fábio Dias, diz que o volume será suficiente para atender a demanda de seus clientes. Atualmente, cerca de 40% da produção é destinada ao mercado externo e a Europa responde por metade dessas vendas.
Uma das propriedades fornecedoras do Marfrig é a Agropecuária Jacarezinho, que conta com 28 mil animais e há três anos iniciou o processo para o cumprimento das normas de qualidade. “Quanto maior for a quantidade de fazendas que aderirem ao programa, mais confiança os europeus terão no nossa produção, valorizando a cadeia primária”, diz Lílian Páscoa, zootecnista da Agropecuária Jacarezinho.
O Friboi Ltda iniciou há dois meses o processo de certificação de seus fornecedores, pagando até 2% a mais sobre a carne que atende às normas do EurepGap. Foi feita uma parceria com a Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Novilho Precoce, que já trabalha buscando a melhoria da qualidade do rebanho, para que um grupo de associados forneça a carne. “Há uma tendência mundial de se buscar certificações”, avalia Artemio Listone, diretor de origem do Friboi Ltda. A empresa exporta metade de sua produção e, deste total, 60% é voltado para a Europa.
Há cerca de um ano a associação iniciou a busca pelas boas práticas de produção que renderão o certificado EurepGap. Uma dos incentivos para essa procura foi dado pelo governo estadual, que tem um programa de qualificação, com renúncia de 33% a 60% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de acordo com a idade do animal abatido que atende às normas referentes à sanidade animal e produção, entre outras. A associação tem hoje 130 produtores, que abatem cerca de 5 mil cabeças por mês. Um grupo de 20 fazendeiros aderiu à parceria com o Friboi.
Esta semana, o frigorífico Quatro Marcos Ltda, inicia a procura por certificadoras. Segundo José Luiz Vianna, diretor de negócios da empresa, a certificação começará pelas propriedades do frigorífico, que tem seis fazendas em Mato Grosso, com um rebanho de 90 mil animais. Posteriormente, será estendida aos demais fornecedores do grupo. Como o processo ainda começará, Vianna não sabe estimar quando o Quatro Marcos estará exportando carne com certificação. Atualmente, 30% da produção da empresa é destinada às vendas externas e apenas 5% desse volume vai para a Europa.
Neila Baldi

Fonte: Gazeta Mercantil

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Mais 30 tigres morreram espontaneamente ou tiveram de ser sacrificados por causa da gripe das aves no zoológico de Sri Racha, perto de Bangcoc, o que eleva o total de morte deste tipo de felino para 83, anunciou nesta sexta-feira um responsável sanitário da Tailândia. As autoridades da província de Chonburi calculam que já foram eliminados todos os tigres doentes e que o número de mortes não deve aumentar. Os tigres de Bengala, espécie protegida no país, começaram a morrer no dia 14 de outubro no zoológico de Sri Racha, aparentemente após terem comido carne crua de frangos doentes.
Os felinos foram sacrificados com injeções e enterrados em uma fossa de quatro metros de profundidade coberta de cal e cimento. O governador da província de Chonburi, Pisit Ketpasuk, disse que as autoridades estavam satisfeitas com as medidas adotadas e não acreditavam que a população de tigres do zoológico, que contava com 441 animais antes da aparição do vírus, seria dizimada.
O zoológico privado é o que tem o maior número de tigres do mundo. O local teve de ser fechado para visitação na terça-feira passada. Os tigres, que não se contaminaram, estão com boa saúde e sendo alimentados com carne de porco.
Desde julho passado, a Tailândia sofre de uma onda de gripe das aves, vendo-se obrigada a sacrificar 800.000 frangos. Seis países da Ásia sofrem atualmente com a presença do vírus, que já matou 11 pessoas na Tailândia e 19 no Vietnã.

Fonte: Terra Notícias

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