Garantir competitividade no mercado internacional é uma das metas a ser alcançada pelos exportadores de frutas brasileiras. O sistema de Produção Integrada de Frutas (PIF) foi apresentado, nesta sexta-feira (22/10), em seminário na Embrapa Cerrados (Planaltina-DF), como instrumento para aumento da comercialização e oferta de produtos de melhor qualidade.
Como a fruticultura tem se revelado uma boa alternativa para empreendedores rurais do Cerrado, a Embrapa Cerrados promoveu o seminário sobre PIF, com objetivo de capacitar estudantes e produtores. O evento contou com apoio do Sebrae/DF, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Federação de Agricultura e Pecuária do Distrito Federal e Sindicato de Floricultores, Fruticultores e Horticultores do DF.
Na abertura do seminário, a chefe de Comunicação e Negócios da Embrapa Cerrados, Maria Alice Oliveira; o superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária do DF, Mansueto Lunardi; e o coordenador do Programa de Desenvolvimento da Fruticultura (Profruta- MAPA), José Rozalvo Andrigueto ressaltaram a importância da troca de experiências.
Na palestra sobre a situação atual do PIF no Brasil, Rozalvo Andrigueto afirmou que o mercado internacional, principalmente o Europeu, sinaliza com uma maior pressão dos consumidores em relação a ausência de resíduos de agrotóxicos e para comprovação de gestão sócio-ambiental. Em 2003, 70% da exportação brasileira de frutas frescas foram para os países da União Européia.
O PIF, através de Normas Técnicas Específicas, estabelece algumas medidas que visam reduzir impactos ambientais e garantir a qualidade das frutas, além da emissão de certificação pelo Inmetro. As culturas que já contam com PIF são maçã, manga, uva, mamão, caju, melão, pêssego e citros. Até o final do ano estarão sendo emitidas Normas Técnicas Específicas para maracujá, coco e banana. No caso da maçã, primeira fruta brasileira a entrar no PIF, 40% da produção nacional são originadas deste sistema de produção.
A expectativa do presidente da Associação de Fruticultores da região de Vera Cruz (SP), Ângelo Rossi, é de que a implantação do PIF maracujá possa contribuir para a organização da cadeia produtiva. “Deverá haver interação da indústria com o setor produtivo. A indústria poderá contar com matéria-prima certificada”, afirmou. Atualmente, o Brasil não exporta maracujá in natura. Apenas suco de maracujá integral ou concentrado.
O seminário ainda abordou aspectos do uso do PIF goiaba, que deverá ter suas Normas Técnicas editadas no próximo ano, juntamente com abacaxi e figo. Finalizando, houve palestra sobre linhas de financiamento em fruticultura, com representante do Banco do Brasil.
O evento encerrou a programação da Embrapa Cerrados na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A Embrapa Cerrados é uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Liliane Castelões
E-mail: liliane@cpac.embrapa.br  

Fonte: Embrapa Cerrados

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“Temos a compra de toda a nossa produção assegurada justamente porque oferecemos um produto livre de agrotóxicos e de transgenia”, explicou o engenheiro agrônomo Olivo Dambros, produtor de soja da região Sudoeste, que cultiva 120 hectares lavoura de milho e soja orgânicos.
Preocupados com o risco de contaminação de suas lavouras, produtores orgânicos do Paraná reuniram-se em Francisco Beltrão na semana passada para o evento “Sementes e Agroecologia” e redigiram uma carta aberta dos agricultores intitulada “Paraná Livre de Transgênicos”. O documento foi dirigido aos Governos Federal e Estadual e ao Poder Judiciário.
“Perguntamos como garantir que possamos produzir de forma orgânica, sem que nossas lavouras sejam contaminadas pelas lavouras transgênicas? Como garantir que a Lei 7.802, que proíbe o uso do glifosato em pós-emergência, seja cumprido? Como garantir a rotulagem dos derivados de transgênicos? Qual a posição dos nossos representantes diante disso? Onde estão os promotores e juízes que não fazem cumprir essas leis?”, questionou a carta.
Em função das perspectivas favoráveis ao crescimento da produção de orgânicos, nicho especialmente promissor para o pequeno produtor familiar, as entidades vinculadas ao setor pedem às autoridades uma posição efetiva em relação ao risco da legalização dos transgênicos. “Além do risco de contaminação das lavouras orgânicas, temos o risco para a saúde de toda a população, já que a soja transgênica usa o glifosato como herbicida na fase de pós-emergência, o que é proibido em função dos danos que os resíduos do produtos podem causar”, cita o documento.
Expansão
A preocupação dos produtores orgânicos se justifica, já que a contaminação de lavouras orgânicas e convencionais pelas transgênicas é um risco real e pode acarretar prejuízos irrecuperáveis para o setor, diante de uma demanda internacional crescente.
Os principais mercados consumidores dos produtos orgânicos do Paraná são os da Europa, Oriente Médio, América do Norte, Ásia e Oceania, segundo Mauro Fujisawa, diretor da Tozan Alimentos Orgânicos Ltda. A empresa trabalha apenas com produtos orgânicos, sendo o principal deles a soja. Segundo Fujisawa, de seis a oito mil toneladas do grão orgânico paranaense são exportadas por ano.
De acordo com o diretor, a venda de produtos cultivados organicamente não é maior porque a produção paranaense ainda é pequena. “Infelizmente o mercado brasileiro fica com apenas 500 toneladas, em média, porque o produto é de 30% a 50% mais caro que o convencional e o brasileiro não tem poder aquisitivo para optar pelo orgânico”, disse. Além de ser utilizada para a fabricação de ração animal, a soja exportada é transformada em leite e queijo.
Para incentivar a produção de orgânicos, a Tozan certifica o produto transgênico, garante a compra de toda a produção e ainda financia insumos e produtos para a proteção de lavoura. Fujisawa informou que seus fornecedores são desde pequenos agricultores até grandes produtores e que a empresa compra e industrializa a soja.
“Além de ter a garantia de compra, por um preço maior, a produção de soja orgânica é vantajosa para o agricultor porque é ecologicamente correta e resulta em um alimento mais saudável, livre de produtos químicos”, argumentou Fujisawa. A Tozan foi criada em 2001 e trabalha também com farelo e óleo de soja, milho, fécula de mandioca e feijão.

Fonte: Agência Estadual de Notícias – Paranã

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O Agrosoft 2004 – Rastreabilidade da Carne Bovina, rodada internacional de negócios realizada no último dia 20 em Lisboa, Portugal, foi um sucesso de público e negócios entre empresas brasileiras, portuguesas e européias.

Com a participação de 37 especialistas representando 22 empresas de rastreabilidade, segurança alimentar e instituições públicas e de pesquisa do Brasil, Portugal, França, Suíça e Espanha, gerou 28 reuniões de negócios com o objetivo principal de formar parcerias comerciais e estratégicas entre elas.

Na abertura do evento estiveram presentes o engenheiro Luis Souto Barreiros, do Gabinete de Planejamento da Segurança Alimentar do Ministério da Agricultura de Portugal; o engenheiro Márcio Girão Barroso, presidente da Sociedade Softex; o economista Juaquim Naka, coordenador do Sistema de Produção Agrícola Integrada (SAPI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) do Brasil; Moacir Pedroso Júnior, Diretor do Departamento de Informática da Embrapa e o professor Paulo Villela, Coordenador do Agrosoft.

Palestras

Além das reuniões de negócios, foram apresentadas as palestras sobre o Sistema Português de Identificação e Registro de Bovinos, pelo engenheiro Luis Souto Barreiros; sobre o SAPI, por Juaquim Naka do MAPA; e sobre o projeto eSAPI BOV, pela pesquisadora Sônia Ternes da Embrapa Informática Agropecuária (CNPTIA).

O Projeto eSAPI BOV, cujas bases foram lançadas no Agrosoft 2004, pretende implementar uma plataforma aberta em software livre, cujo desenvolvimento será coordenado pela Embrapa Informática Agropecuária com formatação dos modelos de negócios coordenado pelo Agrosoft.

Paralelamente, o Coordenador do Agrosoft, professor Paulo Villela, vem mantendo contatos com autoridades portuguesas visando consolidar a participação do Ministério da Agricultura de Portugal no desenvolvimento de um projeto conjunto de produção integrada para a cadeia bovina.

Avaliação

Para as empresas e instituições participantes do evento a importância do Agrosoft 2004 está na abertura de contatos e negócios entre elas, favorecida pelos interesses comuns que as integram.

As empresas interessadas em obter maiores informações e participar das possibilidades abertas pelo Agrosoft 2004 poderão entrar em contato com o Agrosoft, através e-mail faleconosco@agrosoft.org.br.

Redação do Portal Agrosoft

Fonte: Portal Agrosoft

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Os agricultores brasileiros acreditam que o cultivo de organismos geneticamente modificados (OGMs) lhes proporciona benefícios, mas admitem que sabem pouco sobre a tecnologia, afirmam que os possíveis riscos desses produtos à saúde humana ainda não são totalmente conhecidos e acreditam que cabe ao consumidor decidir se quer ou não comprar alimentos com tais ingredientes.
É o que mostram os resultados de uma pesquisa realizada pela Indicator GfK com base em 504 entrevistas com produtores de grãos (68% do total), frutas (11%) e outras culturas (21%) do país, espalhados pelas regiões Sul (152 entrevistas), Sudeste (152), Centro-Oeste (104) e Nordeste (96) e divididos pelo tamanho das propriedades: menos de 10 hectares (9%), de 10 a 100 (38%), de 100 a 200 (16), de 200 a 500 (17%), de 500 a 2000 (12%) e mais de 2000 (8%).
O resultado final foi ponderado conforme dados do IBGE, considerando a distribuição de propriedades com maquinário/trator. O estudo consistiu na aplicação de 18 frases, às quais os agricultores puderam dar notas de zero a 10 – onde zero corresponde à total discordância em relação à frase apresentada e 10, à total concordância. Não foi uma pesquisa apenas sobre a soja geneticamente modificada, mas sobre o cultivo de organismos transgênicos em geral.
O expressivo apoio dos produtores brasileiros aos benefícios que os transgênicos pode ser verificado a partir da análise da afirmação “os transgênicos são melhores para o agricultor”, que recebeu, em média, nota 8, puxada pela maior aprovação no Sudeste e no Sul e por parte de produtores com propriedades com menos de 10 hectares.
Também a frase “os transgênicos são um benefício para o país” recebeu nota 7, mas, nesse caso, com pequeno índice de aprovação dos pequenos. Nesses pontos, a pesquisa reflete o discurso das principais lideranças rurais do país, reunidos em associações como Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Sociedade Rural Brasileira (SRB).
O que as lideranças não comentam, mas foi captado pela pesquisa da Indicator GfK, é que os próprios agricultores, apesar de defenderem o cultivo de OGMs, têm dúvidas sobre sua segurança.
A frase “os possíveis riscos dos transgênicos à saúde não são ainda totalmente conhecidos” recebeu nota média 8, puxada pelo Sudeste e por produtores de praticamente todos os “tamanhos” – exceto aqueles com propriedades com mais de 2000 hectares. E a frase “sei muito pouco sobre transgênicos” recebeu nota média 7, considerada elevada pelos responsáveis pelo trabalho.
“De um modo geral, a pesquisa mostrou que os agricultores sentem falta de maior acesso a informações sobre transgênicos e seus impactos à saúde e ao meio ambiente. Eles têm dúvidas, mas não dizem que nunca vão plantar”, observa Ricardo Augusto Moura e Silva, gerente de atendimento da Indicator GfK.
Carlos Sperotto, presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), vice-presidente da CNA e um dos maiores defensores dos transgênicos no país, considera normais as dúvidas dos produtores. Informado sobre os resultados das questões levantadas, Sperotto afirmou que entre os gaúchos – que se preparam para plantar uma safra de soja de 90% a 95% transgênica – a aprovação é certamente maior, e que nas regiões nas quais o plantio é incipiente o maior nível de incerteza reflete a falta de contato dos agricultores com a nova tecnologia.
Para ele, também é normal que a frase “eu não compro produtos transgênicos para o consumo da minha família” tenha recebido nota média 5 no trabalho. “Nos EUA, uma pesquisa apontou que 37% das mães optaram por não fornecer alimentos com ingredientes transgênicos. É um percentual elevado, mas significa que 63% delas optaram por fornecer”, comparou.
Já o engenheiro agrônomo Ventura Barbeiro, coordenador da campanha de engenharia genética do Greenpeace, que se opõe aos transgênicos, diz que a pesquisa reforça o que a ONG já havia captado no campo: mesmo quem aprova os transgênicos tem dúvidas. “É por isso que uma pesquisa canadense com agricultores do Québec mostrou que 45,3% deles estão totalmente de acordo com a rotulagem de alimentos com ingredientes transgênicos no varejo, e 32,4% estão parcialmente de acordo”.
Entre outros pontos, o estudo da Indicator GfK também sinaliza temor dos produtores quanto ao escoamento da produção transgênica.

Fonte: Valor Econômico

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Produtores e pesquisadores do setor de fruticultura participam nos dias 27, 28 e 29 do 6º Mercofrut. O encontro ocorre na sede da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas. Os temas são o desenvolvimento rural e a segurança alimentar. E
stão sendo preparadas 16 palestras e painéis com a presença de especialistas do Brasil, dos Estados Unidos, da Itália, da Espanha e do Uruguai. Entre as novidades, estará o ênfase no marketing para divulgação da cadeia produtiva e de venda de frutas. Ainda estão agendadas visitas técnicas e atividades práticas em pomares. Também serão abordados temas como a logística da produção e escoamento das frutas, sistemas de produção e desenvolvimento de empresas frutícolas.
No evento, o Ministério da Integração Nacional e o gabinete de Reforma Agrária e Cooperativismo do governo do Estado assinarão um convênio para o projeto quintais orgânicos de frutas. O objetivo é implantar mil pomares em áreas rurais, urbanas e indígenas para contribuir com o combate à fome.
Serviço
O que: 6º Mercofrut
Quando: de 27 a 29 de outubro
Horário: das 9h às 18h
Onde: Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (Km 78 da BR-392)
Informações: no site www.cpact.embrapa.br ou pelo telefone (53) 275-8208
Público-alvo: produtores, comerciantes, técnicos, professores e estudantes
Inscrições: R$ 50 (profissionais) e R$ 30 (estudantes)

Fonte: Zero Hora – Campo e Lavoura

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Prevista para entrar em vigor em menos de 10 dias (01/11/2004), a obrigatoriedade da rastreabilidade de bovinos e bubalinos não é mais um problema para o produtor rural. O Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina), só passa a valer para exportação.
A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), através do Fórum Permanente da Pecuária de Corte recebeu a notícia na tarde desta quinta-feira ( 21/10), em reunião realizada na Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). Desde o início do ano os produtores rurais lutam para derrubar a medida que além de aumentar o custo de produção, exigia prática de difícil manejo na lida do gado. A rastreabilidade é uma exigência somente do mercado comum europeu e estava atingido todos os produtores, indistintamente de produzirem para exportação ou não.
O presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Leôncio de Souza Brito Filho participou de grupo de trabalho criado pelo Mapa para estudar o Sisbov, representando a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados e suplente do Fórum Permanente da Pecuária de Corte/CNA. De Brasília Léo Brito informou que o fim da obrigatoriedade trás um grande alívio para os produtores rurais. “Não somos contra a rastreabilidade, porém ela deve ter critérios mais coerentes com os sistemas de produção do Brasil, que por sinal já produz carne de excelente qualidade”, disse Brito, destacando que valeu a pena todo esforço do Fórum Permanente da Pecuária de Corte da CNA, dirigida por Antenor Nogueira e da Câmara dos Deputados através do empenho dos deputados Waldemir Moka e Leonardo Vilela
De acordo com Brito, ao fim da rastreabilidade inclui animais de feiras, leilões e exposições agropecuárias. Ficou defino também que após o reconhecimento do Brasil como país livre da febre aftosa, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina se reunirá para definir novo cronograma para registro, no Sisbov, de propriedades rurais cuja atividade seja a pecuária bovina ou bubalina.
Em relação as exportações, permanece a exigência dos frigoríficos de comprarem animais para abate registrados no Sisbov há pelo menos 40 dias. Também será mantida a exigência de registro dos animais importados.
A regulamentação das novas normas de rastreabilidade será editada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento nos próximos dias.
Eudete Petelinkar

Fonte: FAMASUL

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A paralisia dos trabalhos do Congresso pode adiar para 2005 a votação da Lei de Biossegurança. Sem acordo político para desobstruir a pauta de votação, travada pelo acúmulo de Medidas Provisórias, o calendário legislativo começa a ficar apertado. Além disso, o projeto da Lei de Biossegurança é polêmico e sua votação será marcada pelo confronto entre ruralistas e cientistas, de um lado, e ambientalistas de outro. Nem o governo definiu de que lado vai ficar.
O relator da matéria será novamente o deputado Renildo Calheiros (PCdoB/PE), que foi o autor do substitutivo aprovado na primeira passagem do projeto pela Câmara e posteriormente modificado de forma significativa no Senado. Calheiros vai propor a rejeição do texto do Senado, com exceção dos artigos que tratam da liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vem trabalhando em favor do texto de Calheiros. Ela conversou esta semana com o líder do PT na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, pedindo o apoio do partido à proposta. “Esse assunto terá que ser discutido pela bancada. Há informações conflitantes dentro do próprio partido”, afirmou Chinaglia.
No lado oposto, o presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, Leonardo Vilela (PP/GO), está liderando as articulações para aprovar o substitutivo que veio do Senado e que tem o apoio da bancada ligada ao agronegócio, do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e de boa parte da comunidade científica. “Vai ter uma briga dentro do governo para ver quem tem mais força. Estamos trabalhando com as lideranças do governo e vamos ter maioria para que esse texto horroroso do Renildo [Calheiros] não retorne”.
A força da bancada ruralista pôde ser sentida esta semana, quando o plenário rejeitou a MP 192, que tratava da compra de terras para reforma agrária. Sem votos suficientes para barrar a aprovação de uma emenda que proibia a compra de terras invadidas, o governo teve que aceitar a rejeição integral da MP para não correr o risco de vê-la alterada. “Foi uma demonstração de que estamos bem mais articulados e vamos repetir essa articulação na votação da Lei de Biossegurança”, afirmou Vilela.
Os dois lados também vão se confrontar quando for votada a MP 223, que liberou o plantio da próxima safra de soja transgênica. Terminou nesta quinta-feira o prazo para apresentação de emendas. A bancada ruralista propõe ampliar em até seis meses o prazo para comercialização da safra transgênica, liberar a comercialização de sementes de soja geneticamente modificada e acabar com a obrigatoriedade de assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta.
Vinicius Doria
De Brasília

Fonte: Valor Econômico

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O futuro pólo universitário de Garanhuns, a 230 quilômetros do Recife, deverá ser inaugurado até o fim de 2005. A iniciativa é resultado de parceria firmada entre o Ministério da Educação e as universidades Federal e Federal Rural de Pernambuco. O empreendimento, que representa investimentos de R$ 4 milhões, será construído em terreno cedido pela universidade rural.
A idéia é disponibilizar no agreste, região que possui um milhão de habitantes e nenhuma instituição federal de ensino superior, dois centros, um de educação e outro de ciências agrárias para impulsionar o desenvolvimento local. Os centros acadêmicos vão beneficiar 2.500 estudantes que poderão optar por cursos diurnos e noturnos tanto em licenciatura, a exemplo de língua portuguesa e matemática, quanto nas áreas de medicina veterinária, zootecnia e agronomia.

Fonte: Jornal do Comércio

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A União Européia e o Mercosul não chegaram a um consenso em Lisboa sobre o planejado livre comércio entre os dois blocos. Após reunião de seis horas em Lisboa, negociações foram adiadas para o próximo ano. Por outro lado, Bruxelas vai simplificar preferências alfandegárias a países em desenvolvimento, entre os quais o Brasil.
“Não é segredo que os dois parceiros estão insatisfeitos com as concessões feitas pelo outro lado”, disse o comissário de Comércio da União Européia (UE), Pascal Lamy, após os intensos debates na noite de quinta-feira (21/10), na capital portuguesa.
É extremamente difícil conciliar os interesses das nações desenvolvidas do bloco europeu com os do bloco sul-americano, ainda em desenvolvimento. A UE e o Mercosul estão negociando desde 1999 a liberalização de seu comércio bilateral, sem chegar entretanto a um consenso. Ambos os lados pretendiam inicialmente ter chegado a um acordo até o dia 31 de outubro, quando termina o mandato da atual Comissão Européia.
A meta tornou-se impossível devido a divergências no tocante a barreiras alfandegárias para produtos agrícolas e sobre o mercado de produtos industriais. Com o adiamento, as negociações terão de ser retomadas no próximo ano pela nova comissão em Bruxelas.
Os motivos do impasse
Além do comissário Pascal Lamy, a reunião desta quarta-feira em Lisboa teve a participação de Franz Fischler, responsável pelos assuntos agrícolas da UE, dos chanceleres brasileiro, Celso Amorim, e do Paraguai, Leila Rachid de Cowles, além de lideranças políticas argentinas e uruguaias.
Se, por um lado, o Mercosul busca maior penetração no mercado europeu para seus produtos bovinos e avícolas, assim como da prestação de serviços, a UE reclama mais concessões da Mercosul em relação ao setor industrial.
Na opinião de observadores das negociações, um consenso com a União Européia fortaleceria a posição do bloco sul-americano nas negociações com os Estados Unidos sobre a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Já para o bloco europeu, a intensificação do comércio com o Mercosul traria novos impulsos para a economia. Por outro lado, os críticos advertem que uma zona de livre comércio entre a UE e o Mercosul não traria vantagens para a população da América do Sul, gerando apenas empregos para mão-de-obra barata na agricultura.
Simplificação aduaneira
Enquanto isso, em Bruxelas, a Comissão Européia concretizou seus planos de reforma das preferências alfandegárias para países em desenvolvimento. As vantagens aduaneiras serão amplamente simplificadas, para que se concentrem ainda mais nas nações carentes, explicou o comissário Lamy.
Uma das novidades será um sistema de incentivo ao desenvolvimento sustentado e à governança responsável. Além das atuais preferências aduaneiras concedidas a sete mil produtos de 50 países, continuará também prevalecendo a proibição do comércio de armas. Através desta regulamentação, foram importados no ano passado pela EU mercadorias no valor de 52 milhões de euros – a metade, inclusive completamente livre de taxas aduaneiras.
Os principais beneficiados pelas vantagens, segundo Lamy, são Brasil, China, Índia, Indonésia e Vietnã.
Segundo ele, o incentivo às exportações é um instrumento-chave da União Européia no combate à pobreza. A nova regulamentação deve entrar em vigor em julho do próximo ano, mas ainda depende da aprovação dos países-membros e do Parlamento Europeu.

Fonte: Deutsche Welle

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Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Roberto Rodrigues, pede abertura do mercado agrícola dos países desenvolvidos e implementação rápida de diretrizes da Organização Mundial do Comércio (OMC), em declaração na Conferência Internacional de Políticas contra a Fome em Berlim que discute políticas de combate à fome e à pobreza no mundo.
“Os países desenvolvidos precisam abrir seus mercados para produtos agrícolas das nações em desenvolvimento. Esta é a melhor maneira de distribuir a renda de forma justa no mundo”. É o que disse o ministro brasileiro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, em entrevista exclusiva à DW-WORLD, nesta quarta-feira (20/10), em Berlim.
O Brasil é um dos 70 países que participam da Conferência Internacional de Políticas contra a Fome, que acontece na capital alemã, de 20 a 22 de outubro. Os 250 participantes do encontro discutem mecanismos que possam ser aplicados pela Organização Mundial do Comércio para reduzir a fome e a pobreza no mundo.
Segundo Rodrigues, a comunidade internacional está diante de um dilema. A globalização proporcionou um crescimento de 80% do comércio mundial, mas, ao mesmo tempo, aumentou de forma drástica a concentração da riqueza e a exclusão social. “No âmbito da OMC, temos que buscar mecanismos para reduzir essa má distribuição de renda”, disse o ministro.
A OMC aprovou no final de julho passado, em Genebra, um rascunho (framework) que contém as diretrizes básicas para a liberalização comercial mundial. Segundo o documento, os países desenvolvidos podem escolher um limitado número de produtos agrícolas que desejam proteger.
Segundo Rodrigues, esse framework contém princípios bem claros de derrubada de barreiras, mas a efetiva definição de tarifas e cortes entre países e blocos econômicos só ocorrerá ao longo do ano que vem. “O Brasil, junto com o G-20 (grupo de países em desenvolvimento), quer que a OMC agilize a implementação desses princípios”, disse. Na conferência de Berlim estão sendo discutidas recomendações para a rodada decisiva das negociações multilateriais, prevista para Doha (no Qatar), em 2005.
Agricultura é precursora na OMC
Segundo a ministra da Proteção ao Consumidor, Alimentação e Agricultura da Alemanha, Renate Künast, o documento aprovado em Genebra foi um grande avanço rumo a um novo acordo mundial do comércio, “que, pela primeira vez, focaliza os interesses dos países em desenvolvimento. O setor agrário não é mais a pedra de tropeço e, sim, o principal precursor da próxima rodada”, disse.
Künast pretende aproveitar as negociações da OMC para avançar na reforma da política agrária alemã e exigir que isso ocorra também a nível de União Européia. “É nesse espírito que queremos regulamentar o mercado do açúcar. A Alemanha continuará sendo uma locomotiva nesse processo”, anunciou.
Segundo Künast, é um “paradoxo inaceitável” que, mundialmente, 850 milhões de pessoas passem fome no campo, “justamente lá onde são produzidos os alimentos”.
Rodrigues considerou “uma falácia” a afirmação de críticos da globalização de que a abertura do mercado agrícola internacional favorece sobretudo as grandes empresas de agronegócios. “Todos defendem o pequeno agricultor, para que ele possa crescer. Será que, quando ele crescer, não presta mais?”, questionou.
Na opinião do ministro, o Brasil é a prova de que os pequenos agricultores, quando se unem em cooperativas, podem formar um potência comparável aos grandes produtores e concorrer no mercado internacional.
Fome Zero
Além da próxima rodada de Doha da OMC, o Brasil espera novos impulsos para a sua agricultura de dois outros acordos em fase de negociação: a inclusão dos biocombustíveis no acordo União Européia-Mercosul e uma cooperação com a Alemanha e o FAO (Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) para o fomento à agricultura orgânica. A UE estaria disposta a incluir nas negociações com o Mercosul a oferta de comprar um bilhão de litros de etanol do Brasil, disse Rodrigues. Hoje o Brasil exporta dois dos quinze bilhões de litros de álcool que produz.
Para o governo brasileiro, a liberalização dos agronegócios não exclui outras medidas de combate à pobreza, como o Programa Fome Zero. “É um programa consistente e prioritário para o governo”, disse Rodrigues. Segundo o ministro, depois de um início difícil, o Fome Zero já atende cinco milhões de famílias através da Bolsa Família, que garante três refeições diárias para pessoas pobres. “Com ele, também fomentamos a agricultura familiar, da qual a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) compra os alimentos para a população carente”, explicou.
Geraldo Hoffmann

Fonte: Deutsche Welle

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Portugal poderá começar a produzir organismos geneticamente modificados (OGM) a partir do próximo ano. As autoridades competentes estão a definir as regras de convivência entre as plantações transgénicas e as tradicionais. Os OGM são desenvolvidos pelas indústrias de biotecnologia para resistir a doenças, herbicidas e insectos. Os alimentos transgénicos são geralmente maiores e têm mais probabilidade de originar uma produção rentável.
O presidente do Centro de Informação de Biotecnologia (CIB), Pedro Fevereiro, afirmou hoje à Lusa que a produção de OGM em Portugal apenas depende de os agricultores considerarem se há ou não vantagens competitivas. A Comissão Europeia aprovou em Setembro, pela primeira vez, o registo de 17 variedades de milho transgénico no Catálogo Europeu de Variedades – uma lista de todas as plantas agrícolas que podem ser cultivadas em solo europeu.
O comissário europeu para a defesa dos consumidores chegou a admitir que qualquer Estado membro pode impedir a comercialização de transgénicos, mas Portugal já transpôs uma directiva e adoptou um regulamento que permite a plantação de milho geneticamente modificado.
Pedro Fevereiro explicou à Lusa que Portugal não pode agora travar regulamentos e leis que já adoptou.
O que pode acontecer, segundo o especialista, é existirem determinadas zonas que se definam como livres de plantação de OGM, mas invocando “razões económicas consistentes”.
“Isto pode acontecer, por exemplo, num núcleo muito importante em termos de agricultura biológica”, exemplificou o presidente do CIB, organismo que tem defendido os alimentos transgénicos.
Pedro Fevereiro admitiu que a plantação de milho transgénico em Portugal “não tem impacto significativo” do ponto de vista económico, mas adiantou que, no futuro, poderá ser importante para o país adoptar a tecnologia transgénica em produtos como o arroz.
As autoridades portuguesas estão a estudar a definição de regras de coexistência entre as culturas de OGM e as outras, já que o problema da contaminação de culturas tem de ser acautelado.
Este é, aliás, um dos argumentos que os contestatários dos transgénicos, nomeadamente os ambientalistas, mais têm utilizado.
No entanto, os responsáveis do CIB sublinham que há já formas testadas para evitar que as plantações de OGM contaminem as outras culturas.
Segundo Pedro Fevereiro, a média de dispersão dos grãos de pólen numa cultura transgénica é de 30 metros além do campo e é possível criar barreiras biológicas para evitar a contaminação.
Em Espanha, sobretudo na Catalunha, estão já a ser testadas no terreno várias soluções para evitar esta contaminação, daí que os responsáveis do CIB tenham convidado os jornalistas para assistir a estas experiências.
Segundo dados hoje apresentados em Barcelona por responsáveis do Irta – Instituto de Investigação e Tecnologia Alimentar, a contaminação de campos de milho não trangénicos só é superior a cinco por cento quando as culturas estão muito próximas.
Ao afastar dez metros duas plantações – uma de OGM e outra não – o nível de contaminação já se situa abaixo de um por cento. Por isso, estes investigadores espanhóis concluíram que se o milho geneticamente modificado for cultivado a 25 metros de outra plantação já não há qualquer contaminação.
Estas soluções de coexistência entre os dois tipos de culturas são importantes porque qualquer produto que apresente 0,9 por cento de OGM tem de ser rotulado como tal.
Actualmente, a Comissão Europeia impõe que qualquer produto para alimentação com aquela percentagem de transgénicos diga explicitamente no rótulo que contém OGM.
Ora, tanto os especialistas portugueses como os espanhóis admitem que um rótulo com a menção OGM pode afastar os consumidores e, logo, desinteressar os produtores. Por isso, em Espanha grande parte do milho transgénico que é produzido destina-se a alimentação animal. Aliás, de todo o milho produzido em Espanha mais de 80 por cento é usado nas rações animais.
E apesar de a rotulagem de OGM ser obrigatória para os produtos de consumo humano não está prevista na União Europeia a adopção de qualquer medida que obrigue a rotular a carne de animais alimentados com transgénicos.
A única alteração prevista é que as rações produzidas a partir de OGM passem a ser rotuladas como tal, ficando de fora desta etiquetagem os alimentos produzidos a partir de animais alimentados com rações geneticamente modificadas.
Ana Rute Peixinho
Lusa

Fonte: Jornal Público

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O departamento jurídico da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara dos Deputados informou que o governo pode declarar áreas ou regiões livre de transgênicos na safra 2004/05. A possibilidade consta na Medida Provisória 223, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (15/10).
A MP regulamenta o cultivo e comercialização de soja geneticamente modificada na safra atual. A competência para declarar áreas livres será do Ministério da Agricultura. Essa perspectiva consta no artigo 10 da MP 223, que faz referência ao artigo 4.º da Lei 10.814, de 2003. Essa lei regulamentou a produção e comercialização de soja transgênica na safra anterior 2003/04.
A área técnica do Ministério da Agricultura explicou que os pedidos para reconhecimento de áreas ou regiões livres de transgênicos deverão ser encaminhados, por escrito, à Comissão de Biossegurança sobre Organismos Geneticamente Modificados, criada em outubro de 2003. A comissão é formada por técnicos do ministério e tem a função de avaliar questões relacionadas aos transgênicos. Não há prazos para que o governo responda ao pedido.
Royalties
O vice-presidente da CNA – Confederação Nacional da Agricultura e presidente da Farsul – Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Carlos Sperotto, disse nesta segunda-feira (18) que os presidentes das federações e plantadores de soja vão se reunir para discutir sobre os royalties cobrados pelas sementes de soja transgênica. “A MP (medida provisória) não analisou essa questão. É um assunto a ser tratado pelos que plantam e os detentores de tecnologia”, disse.
De acordo com Sperotto, a empresa Monsanto, que tem a tecnologia das sementes geneticamente modificadas já avisou que quer no mínimo R$ 1,25 por saca, o dobro do que foi cobrado na safra passada.
O plantio e comercialização da soja transgênica foi autorizado depois por meio de medida provisória porque o Congresso não votou a Lei de Biossegurança em tempo para o plantio da safra 2004-2005. Segundo Sperotto, “os produtores que aguardavam essa medida foram beneficiados, porque têm de cumprir um calendário agrícola rigoroso”.

Fonte: AmbienteBrasil

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Pesquisadores de ciências agrárias, tecnologia de alimentos, ciências sociais, educação, serviço social, psicologia, nutrição e outros profissionais da área da saúde estarão reunidos nesta sexta-feira (22) para discutir parte da produção científica sobre segurança alimentar e nutricional sustentável desenvolvidas no Estado. O encontro será no Prédio 9 da PUCRS, a partir das 8h30min. A atividade faz parte da Semana da Alimentação, promovida de 16 a 22 de outubro, que tem como tema central este ano “A Biodiversidade a serviço da Segurança Alimentar”.
Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável é um termo recente no Brasil, mas que tem as suas bases num conceito europeu criado na Primeira Guerra Mundial. Com as modificações existentes ao longo dos anos, passou a englobar todas as áreas relacionadas com a elaboração e a necessidade de se conseguir ter uma alimentação saudável, com qualidade e em quantidade suficiente e de modo permanente, buscando garantir um direito humano básico para a cidadania.
Nas palestras serão apresentados sete trabalhos, comentando estudos que vão da análise da percepção dos alimentos transgênicos pelos consumidores até riscos de contaminação pela bactéria salmonela e a questão da vigilância nutricional e educação alimentar da população infantil.
O encontro de pesquisadores é um desdobramento dos debates que já começaram a ser travados pelas universidades, instituições de ciência e tecnologia e outras entidades no Estado nas iniciativas do Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Fesans).
Outra atividade a ser realizada nesta sexta-feira é o debate para a formação de uma rede de cooperação de pesquisadores em segurança alimentar e nutricional sustentável. Esta etapa da discussão iniciará às 13h30min. Depois, os representantes das instituições envolvidas participarão de uma mesa-redonda, na qual serão comentadas as ações que serão priorizadas, a perspectiva de apoio adotada pela Fapergs e um breve relato sobre a realidade estadual.
A entrada é franca e a promoção do encontro de pesquisadores é da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), da seção gaúcha da Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos (SBCTA/RS), Associação Gaúcha de Nutrição (Agan) e do Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Fesans). Já, a Semana da Alimentação conta com a participação de diversas entidades da sociedade civil organizada e de vários órgãos públicos, sob a coordenação geral da PUCRS, Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável/RS (Consea/RS) e Ação da Cidadania RS – Comitê Gaúcho.

Fonte: Página Rural

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O governo federal instalou, no dia 14 de setembro, o Fórum de Competitividade da Cadeia de Biotecnologia, uma das áreas consideradas prioritárias na política industrial e de comércio exterior, anunciada em maio último. O fórum, criado pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Ciência e Tecnologia (MCT), vai reunir setores público e privado, além de universidades e institutos de pesquisa, para estruturar a política nacional de biotecnologia que permita consolidar uma indústria competitiva com projeção internacional.
A nova política deverá ter como foco os estudos de genes e proteínas, cujos avanços prometem consolidar as inovações que dominarão o mercado dentro de alguns anos, na expectativa do governo federal.
A cerimônia de instalação do fórum reuniu mais de 70 pesquisadores no MDIC. “A maioria dos presentes estava acostumada a freqüentar o MCT. O fato de a reunião ter sido no MDIC foi emblemático: sinaliza que a área de biotecnologia abre oportunidades de negócios para o país”, comentou José Fernando Perez, diretor científico da FAPESP, que participou do encontro.
A notável expansão das pesquisas biotecnológicas no país nos últimos anos e o vigor do ainda pequeno parque bioindustrial nacional motivaram a instalação do fórum. Em 2001 estavam em operação no Brasil 354 empresas de biotecnologia – mais da metade de pequeno porte -, com faturamento estimado entre R$ 5,4 bilhões e R$ 9 bilhões, de acordo com levantamento da Fundação Biominas. Juntas, essas empresas geravam um total de 27.825 postos de trabalho.
Na área de pesquisa, o Brasil é o segundo maior contribuinte de seqüências de genes humanos em bancos de dados internacionais, e a pesquisa avança rapidamente na identificação de genes responsáveis por doenças que comprometem a produção de laranja, cana-de-açúcar, produtos de peso na pauta de exportação brasileira.

Fonte: Agência Fapesp

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A União Européia (UE) alocará 98,1 milhões de euros em testes contra a vaca louca nos rebanhos das 25 nações do bloco, com o objetivo de prevenir novos casos da doença na região. Os recursos virão do orçamento da UE destinado a controle de doenças animais, de 188 milhões de euros em 2005.
Pelas regras da UE, todo o gado para consumo humano mais velho do que 30 meses deve ser testado para a doença da vaca louca. A União Européia ajuda a bancar os testes, que também são pagos em parte pelos governos de cada país. O objetivo da UE é melhorar os controles sanitários dos rebanhos em 2005.

Fonte: Visão Pecuária

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou, essa semana, a série de manuais destinados à implantação das Boas Práticas Agrícolas e Agropecuárias, que tem como principais focos a segurança dos consumidores, dos alimentos do campo à mesa, do meio ambiente, dos trabalhadores rurais, alimentar e nutricional, dentro de um enfoque sistêmico, com sustentabilidade.
A série, composta por 18 manuais e quatro vídeos sobre onze culturas priorizadas nessa primeira fase do Programa as como alface, cenoura, caju, melão, maçã, uva de mesa, pimenta-do-reino, castanha-do-brasil, café, milho e amendoim, e dois da área animal sobre leite e ovos, segmentos produtivos e suas respectivas metodologias, processos e boas práticas, vai ser utilizada para capacitar os pequenos produtores rurais para que haja uma produção segura dos alimentos do campo até fase de comercialização.
Desenvolvidos por várias unidades da Embrapa, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), visa atender o Programa de Alimentos Seguros – Setor Campo.
Segundo o diretor-presidente da Embrapa, Clayton Campanhola, esse programa tem uma grande preocupação com a segurança do consumidor, o que tem levado a um redirecionamento das atividades de P e D, visando o controle de micotoxinas, e de bactérias danosas à saúde como salmonelas e coliformes, bem como o controle de efeitos residuais ocasionados pela aplicação desordenada de agrotóxicos.
“É mais um desafio para os produtores, o que se constitue num fator de competitividade, de racionalização dos custos de produção e de recursos naturais, que através desse programa de alimentos seguros a pesquisa tem conseguido demonstrar na prática o conceito de sustentabilidade nas cadeias do agronegócio”, afirma Campanhola. “Essa questão de considerar o processo de produção no que se refere ao uso de insumos com relação à qualidade ambiental passa a ser um fator diferencial de mercado, para evitar barreiras não tarifárias nos nossos produtos de exportação”, complementa.
O presidente do Sebrae, Silvano Gianni, acredita que é essencial primar por um manejo seguro dos alimentos. “Não adianta obter procedimentos corretos na linha da produção dos alimentos se suas matérias-primas não são plantadas e colhidas também corretamente”, disse.
O ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Amauri Dimárzio, acredita que o programa é um salto para a rastreabilidade da produção dos alimentos. “Com isso, melhora não apenas a qualidade desses alimentos como, também, aumenta a renda dos produtores, as exportações e auxilia no combate à fome no Brasil”, conclui.
Na próxima etapa do PAS-Setor Campo, fortalecido pela inclusão do MAPA e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), será desenvolvido um consistente processo de capacitação de pessoal, com a realização de seminários e cursos de formação de multiplicadores e instrutores, palestras e cursos para produtores rurais, treinamento de técnicos e implantação orientada nas propriedades rurais, além da elaboração de manuais específicos para outras culturas agrícolas e área animal, informou Afonso Celso Candeira Valois, coordenador do PAS-Setor Campo na Embrapa.
Atualmente, já desenvolveram ações no PAS-Setor Campo as seguintes unidades descentralizadas: Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Meio Ambiente, Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Amazônia Ocidental, Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Amapá, Embrapa Acre, Embrapa Roraima, Embrapa Café, Embrapa Hortaliças, Embrapa Transferência de Tecnologia, Embrapa Gado de Corte, Embrapa Informação Tecnológica, Embrapa Suínos e Aves, Embrapa Algodão, Embrapa Tabuleiros (UEP de Alagoas), Embrapa Semi-árido, Embrapa Agroindústria Tropical, Embrapa Florestas, Embrapa Soja e Embrapa Uva e Vinho.
Histórico
Sebrae e Senai iniciaram o programa em abril de 1998, inicialmente denominado Projeto APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), que posteriormente passou a se chamar PAS (Programa de Alimentos Seguros), com o objetivo de levar às micro e pequenas empresas materiais instrucionais, capacitação e apoio na implantação de modernas ferramentas, abrangendo toda a cadeia produtiva de alimentos. Posteriormente, o PAS passou a contar com novos parceiros como, a Embrapa, Sesi, Sesc, Senac, Senar e Anvisa.
A indústria alimentícia foi o primeiro foco do programa e ganhou a denominação de PAS-Setor Indústria. Em 2001, o programa passou a contemplar os produtos prontos para o consumo. Assim foi o criado o PAS- Setor Mesa, voltado a bares, restaurantes, lanchonetes etc.
Em 2002, os produtos do campo foram o terceiro foco do programa, que foi chamado PAS-Setor Campo, voltado aos produtores rurais. O PAS-Setor Indústria e o PAS-Setor Mesa já capacitaram técnicos de mais de sete mil empresas, das quais 90% são micro e pequenas. No momento, mais de 3.500 dessas empresas estão implantando as ferramentas Boas Práticas e o Sistema APPCC em seus processos produtivos.
O PAS-Setor Campo tem o objetivo de atender a crescente exigência de qualidade e segurança dos consumidores dos mercados interno e externo em relação aos produtos alimentícios. A indústria de alimentos e o segmento de bares, restaurantes e lanchonetes já são atendidos pelo PAS-Setor Indústria e PAS-Setor Mesa, que são geridos nos estados pelos parceiros.
Devido à atuação do Sebrae nos Arranjos Produtivos Locais (APLs), as metodologias e materiais do PAS estão sendo utilizados nas ações desses arranjos, possibilitando a disseminação dos objetivos do programa em relação à segurança dos alimentos, que se somam às ferramentas de gestão financeira e empresarial, que também são levadas aos micro e pequenos empresários de várias localidades, junto com o PAS.
O que é o PAS-Setor Campo
O PAS-Setor Campo foi concebido através de convênio de cooperação técnica e financeira em 12 março de 2002, firmado entre o SENAI, SEBRAE e Embrapa, para orientar os produtores, técnicos e empresários da produção primária na adoção de boas práticas agrícolas e boas práticas agropecuárias (BPA), usando os sete princípios de APPCC (análise de perigos e medidas preventivas, identificação dos pontos críticos de controle (rastreabilidade), estabelecimento dos limites críticos, estabelecimento dos procedimentos de monitoração, estabelecimento das ações corretivas, estabelecimento dos procedimentos de verificação (rastreabilidade) e estabelecimento dos procedimentos de registros), para mitigar ou evitar os perigos físicos, químicos e biológicos nos alimentos.
Resultados
No Acre, os produtores de castanha-do-brasil já estão controlando a ocorrência de aflatoxinas no produto, elevando o preço da lata de R$ 1,50 para R$ 19,00 com vistas ao processo de exportação.
Elizabete Antunes 
bete@sede.embrapa.br

Fonte: Embrapa

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A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades de pesquisa da Embrapa, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, recebeu ontem, dia 19 de outubro, a visita da Primeira Dama da República, Dona Marisa Letícia Lula da Silva. Ela esteve acompanhada do assessor especial da Presidência da República, José Grazziano, do Diretor Presidente da Embrapa, Clayton Campanhola, e do Chefe Geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral entre outros representantes da Empresa, e conheceu diversas pesquisas que vêm sendo desenvolvidas nas áreas de recursos genéticos, controle biológico de pragas e biotecnologia, incluindo o clone bovino “Lenda da Embrapa”, que completou um ano no dia 6 de setembro deste ano, e foi desenvolvida a partir de células ovarianas de uma vaca morta.
Na área de conservação de recursos genéticos, a Primeira Dama conheceu os bancos de menta e orquídea, onde pôde conhecer de perto a extensa variabilidade genéticas dessas duas espécies. Conheceu também o trabalho que vem sendo desenvolvido para cultivo de cogumelos comestíveis e medicinais através da tecnologia chinesa Jun-Cao, que foi adaptada para o Brasil pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e permite baratear o cultivo pois utiliza substratos de gramíneas, ao invés de toras de madeira como nos meios de cultivo tradicionais.
Na área de controle biológico de pragas, Dona Marisa conheceu o bioinseticida Sphaerus SC, desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em parceria com a empresa privada Bthek Biotecnologia, para controlar o mosquito transmissor da malária e o mosquito urbano, ou pernilongo. Esse produto foi desenvolvido a partir de uma bactéria recomendada pela Organização Mundial de Saúde, específica para combater o mosquito, e que portanto, não faz mal à saúde da população e ao meio ambiente.
A Primeira Dama conheceu também pesquisas de biotecnologia vegetal, como a produção de plantas transgênicas que serão usadas como vacinas no controle de inúmeras doenças humanas. Já estão em fase de desenvolvimento, em parceria com universidades e instituições de pesquisa, plantas de soja com gene que estimula o hormônio do crescimento; com anticorpo anticâncer de mama e de alface com um gene para controlar a diarréia infantil. Nessa área, ela viu ainda os biorreatores, que são sistemas de produção de mudas com muito mais rapidez, segurança e economia .
Por fim, na área de biotecnologia da reprodução animal, Dona Marisa conheceu as pesquisas de clonagem, culminando com a visita ao segundo clone bovino desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia: a fêmea bovina “Lenda da Embrapa” da raça holandesa, que já está com mais de um ano, e foi desenvolvida a partir de células ovarianas de uma vaca de alto valor reprodutivo que já estava morta.

Fernanda Diniz
fernanda@cenargen.embrapa.br

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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A segunda edição do Seminário para Integração em Gestão Ambiental – SIGA acontece na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), nos dias 22, 23 e 24 de outubro. A realização é da Comissão de Alunos de Gestão Ambiental (CAGeA).
Criado no ano passado, o SIGA visa promover o encontro e a interação de estudantes, representantes de ONGs, empresas, setor público e demais interessados através de suas experiências e tecnologias na área ambiental. Outro importante objetivo é divulgar o curso de Gestão Ambiental da ESALQ-USP, através das atividades político-pedagógicas desenvolvidas pelos graduandos desse curso e sua formação multidisciplinar.
Diversas atividades estão programadas para o evento, que será realizado no Pavilhão da Engenharia, da ESALQ, das 8 às 18 horas, entre elas conferências, mesas-redondas e exposições de painéis, abordando variados temas e contribuindo para o enriquecimento do debate sobre a gestão ambiental.
Para os interessados em participar, a taxa de inscrição para todas as atividades é de: R$ 40,00 para Profissional, R$ 20,00 para Estudante, R$ 18,00 para Sócio de Centros Acadêmicos da ESALQ, R$ 15,00 para Sócio do CAGeA.
As inscrições e a programação completa do II SIGA pode ser encontrada no site: http://www.gestaoambiental.org.br.
Mais informações pelos telefones (19) 3433.6152 e (11) 9265.1211 ou pelo e-mail siga@cagea.org.br.  
Marcelo Basso
marcelot@esalq.usp.br  

Fonte: USP ESALQ

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As ações desenvolvidas no Brasil para celebrar o Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, se estenderão por uma semana e irão até o dia 22 deste mês. O Dia Mundial da Alimentação foi criado em 1981 para sensibilizar toda a sociedade sobre o grave problema da fome no mundo. Celebrada em mais de 150 países, a data marca a criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), em 1945.
O tema escolhido para este ano foi A Biodiversidade para a Segurança Alimentar. A abertura das atividades em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, realizada em Brasília, contou com a presença do Diretor-Geral da FAO, Jacques Diouf. Segundo ele, explorar a riqueza da biodiversidade do nosso planeta é uma das chaves para acabar com a fome. “Entretanto, a biodiversidade mundial está ameaçada, podendo comprometer severamente a segurança alimentar global. A FAO estima que cerca de três quartos da diversidade genética dos cultivos agrícolas foram perdidas durante o século passado. Portanto, o abastecimento de alimentos torna-se mais vulnerável; há menos possibilidades de crescimento e inovação na agricultura, cuja capacidade para se adaptar às mudanças ambientais, tais como o aquecimento do planeta ou o aparecimento de novas pestes e doenças, diminui”, afirmou.
Entre as ações que celebram a Semana está a distribuição de cerca de 54 milhões de cartilhas com dicas de alimentação saudável para todas as escolas públicas do Brasil. Os guias serão acompanhados de 700 mil manuais para os professores. O material faz parte de um projeto que o presidente Lula lançou na última sexta-feira, intitulado “Criança Saudável, Alimentação Dez”.
Leia o discurso (em PDF*) de Jacques Diouf, Diretor-Geral da FAO, na íntegra.
(*) Para ler o discurso em arquivo PDF é necessário ter o software Acrobat Reader, distribuído gratuitamente pela Adobe no endereço http://www.adobe.com.br.

Fonte: Instituto Akatu

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A 13ª etapa do 2º Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças (CBV) – realizado entre os dias 29 de setembro e 1 de outubro na unidade do frigorífico Independência Alimentos, em Nova Andradina (MS) – reuniu 13 importantes pecuaristas na série de avaliações que têm como objetivo integrar a cadeia nacional do Nelore e mapear o desempenho da raça nos Estados brasileiros. O evento promovido pela ACNB – Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (www.nelore.org.br), contou com 762 animais inscritos.
O pecuarista Antônio Russo Neto (Fazenda São Miguel da Catequese) apresentou o melhor lote no Julgamento “In Vivo”. Já o Julgamento Carcaça Quente ficou para Renato Eugênio Rezende Barbosa (Fazenda Campanário) e o Julgamento Carcaça Resfriada foi conquistado por Vicente Ribeiro Garcia (Fazenda Pirangi).
O padrão esperado dos animais é de zero a seis dentes incisivos permanentes (até 40 meses), com peso entre 16 e 19@ e cobertura de gordura de 3-6 mm de espessura.
Essa foi a etapa com maior número de animais inscritos deste ano. Acompanhe abaixo os vencedores do Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças, etapa Nova Andradina:
Vencedores

Julgamento In Vivo

Melhor Lote _In Vivo_
Campeão: Antonio Russo Neto _ Fazenda São Miguel da Catequese
Reservado Campeão: Renato Eugênio Rezende Barbosa _ Fazenda Campanário

Julgamento Carcaça Quente

Melhor Lote de Carcaça
Campeão: Renato Eugênio Rezende Barbosa _ Faz. Campanário
Reservado Campeão: Vicente Ribeiro Garcia _ Faz. Pirangi

Julgamento Carcaça Resfriada

Melhor Carcaça (Rendimento estimado da desossa)
Campeão: Vicente Ribeiro Garcia _ Faz. Pirangi
Reservado Campeão: Eulália Thereza Moraes – Fazenda Nossa Senhora Auxiliadora
Próximas datas
A próxima etapa do Circuito Boi Verde acontece no FRISA – Frigorífico Rio Doce S/A em Colatina (ES), nos dias 17, 18, 19 e 20 de novembro.
O Circuito Boi Verde é uma iniciativa da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e conta com o patrocínio da Tortuga Companhia Zootécnica.

William Parron
sandra@contatocom.com.br
Fonte
ContatoCom
http://www.contatocom.com.br

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