O Sebrae em São Paulo e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo lançam nesta sexta-feira (17) a quarta fase do Sistema Agroindustrial Integrado (SAI), em Ribeirão Preto. Ao todo, o programa envolverá produtores de 27 municípios da região e a meta é realizar cerca de 7,5 mil atendimentos, em 51 grupos de produtores rurais.
Além disso, entre os objetivos está a implementação de quatro agroindústrias, a realização de 15 palestras técnicas, além de 12 dias de campos e 20 missões. O SAI é um programa que tem como meta principal transformar os pequenos agricultores e pecuaristas em empresários rurais, melhorando as condições de vida no campo, aumentando a renda familiar e gerando empregos.
A assessoria é feita por técnicos especializados do Sebrae/SP e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). O programa já está em 634 municípios do Estado de São Paulo, inclusive nas regiões metropolitanas, com atendimento a 682 grupos. O SAI já atendeu, desde 1998, cerca de 273 mil produtores rurais.
Nesta etapa, serão trabalhadas as cadeias produtivas de Apicultura, Avicultura de postura, Cana de Açúcar, Carnes, Fruticultura, Horticultura, Leite, Orgânicos, Ovinos, Piscicultura, Pupunha, Avicultura de Corte, Floricultura, Plantas Medicinais, Silvicultura e Café.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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Pequenos produtores de leite de Alfenas, no sul de Minas Gerais, que vendiam o produto in natura, de porta em porta, comemoram um ano de sucesso do projeto Leite Legal. Pressionados pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pela lei municipal que proíbe a venda de leite cru, cerca de 80 produtores passaram a entregar o produto à Cooperativa Agropecuária de Alfenas, responsável pela análise, pasteurização e devolução do leite ensacado, que continua sendo vendido diretamente ao consumidor.
O projeto tirou da rota da ilegalidade os produtores que vendiam o leite sem qualquer tipo de inspeção sanitária e que, segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária de Alfenas (Cooapal), José Américo Simões, abasteciam em grande parte as famílias na cidade. “Existe o mito de que leite cru é mais forte e que faz bem para a saúde. Por isso, as pessoas compram este leite sem receio”, diz José Américo, conhecido como Manoelito Simões. Com as regras da vigilância sanitária e uma maior fiscalização desde janeiro de 2003, os produtores aceitaram com mais facilidade a iniciativa da Cooapal. Com uma taxa de R$ 0,18 por litro, a cooperativa recebe desses produtores cerca de nove mil litros de leite por dia e entrega o produto ensacado, com a temperatura de 4ºC, com os selos de garantia.
O leite, diz Manoelito Simões, é transportado de diferentes maneiras, mas sempre em uma caixa térmica que garante a temperatura exigida pela vigilância sanitária. Segundo ele, a Cooapal faz o controle da medição de temperatura do produto, e este tem chegado no consumidor em média com a temperatura máxima de 7ºC.
Ao pasteurizar o leite que era vendido avulso, em vasilhames inadequados, a Cooapal ajudou a solucionar um grande problema causado por este mercado informal. De acordo com Manoelito Simões, a Universidade Federal de Alfenas fez uma pesquisa que demonstrou que 75% do leite vendido cru era adulterado. Além disso, em 100% das amostras foi constatado alguma bactéria que determinava que o leite era impróprio para consumo humano.
“Praticamente não existe mais ninguém vendendo leite cru na cidade”, garante o presidente da Cooapal, lembrando que, para isso, não bastou apenas a iniciativa junto aos produtores. Foi realizada, também, uma campanha de conscientização em escolas públicas e particulares, com o apoio da Láctea Brasil, uma entidade que desenvolve atividades de marketing do leite.
Nas escolas, diz Manoelito Simões, além da distribuição de cartilhas, realização de palestras e concursos, foi realizada uma pesquisa que apontou que 11% das crianças não bebem leite porque não têm o produto em casa. O problema econômico não é o maior responsável por esta estatística, assinala o presidente da Cooapal. “As famílias estão substituindo o leite por outros produtos, como o refrigerante”, afirma.
O projeto Leite Legal chamou a atenção de produtores de cidades vizinhas e, por isso, a Cooapal começou, este ano, a pasteurizar o leite de cerca de 20 produtores do município. A intenção, afirma Manoelito Simões, é expandir o projeto para um maior número de cidades da região. O Leite Legal, que contou com o apoio do Sebrae, não foi bom apenas pela Cooapal, assina o presidente da entidade.
A cooperativa, segundo ele, também passou a ser mais movimentada e tem ampliado seu foco no mercado. A Cooapl produz bebidas lácteas, requeijão, manteiga que são distribuídos na região. Fundada em 1962, desde 2001 ela pasteuriza o leite que recebe dos cooperados.
Serviço: Cooapal/Manoelito Simões (35) 3292-3020
Fonte:
Agência Sebrae de Notícias

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A correção da tabela do IR produzirá efeito sobre a demanda somente a partir de 2006. O aumento do salário mínimo para R$ 300 em maio e a correção da tabela do Imposto de Renda (IR) em 10% a partir de janeiro irá provocar um efeito renda que trará um benefício muito maior do que a redução da arrecadação. A opinião é do professor de economia da PUC-SP e presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Antônio Corrêa de Lacerda. “A redução da arrecadação é um resultado de curto prazo. O aumento do salário e a redução da tributação promovem uma ampliação da renda disponível que aumenta o potencial de demanda”, disse Lacerda.
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, avaliou que a correção da tabela deve provocar um impacto de R$ 2 bilhões no Orçamento. O limite de isenção do IR passará de R$ 1.058,00 para R$ 1.163,80. De acordo com o relator-geral da Comissão Mista de Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), junto com o reajuste do salário mínimo, a correção da tabela deve representar gasto extra de R$ 5 bilhões na proposta orçamentária para 2005.
O salário mínimo terá um reajuste de 15,38%, o que significa um ganho de 9,3% acima da inflação. Para Lacerda, os bens primários serão os mais beneficiados pelo aumento do poder de compra. “Os demais setores serão beneficiados indiretamente”, disse Lacerda. Esta também é a opinião do assessor econômico da Fecomercio-SP, Fabio Pina. “O consumo autônomo no Brasil é muito alto. Segundo o IBGE, 94% do salário é gasto. O consumo é voltado para produtos básicos. Logo os setores de alimentos e vestuário devem ser os mais beneficiados”, disse Pina.
Efeito maior nos bens básicos
O diretor de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), Denis Ribeiro, acredita que o efeito da correção da tabela do IR será demorado, já que se refere ao exercício 2005 e as restituições só serão liberadas em 2006. Já o aumento do salário mínimo em maio apresentará resultados a partir de junho.
“Os orçamentos das classes de renda mais baixa contarão com uma liberação extra. Como 45% da população economicamente ativa ganha até três salários mínimos no Brasil, o impacto será significativo”, disse Ribeiro. De acordo com ele, grosso modo, o reajuste do salário mínimo 9,3% acima da inflação deve promover um aumento na demanda de alimentos da ordem de 4%.
Segundo Ribeiro, todos os segmentos da indústria de alimentação serão beneficiados, especialmente os voltados para a população de baixa renda, que tem seu consumo limitado a produtos da cesta básica. “O maior impacto deve ser observado na demanda por cereais, em toda a cadeia do trigo, frango, além de óleos e gorduras vegetais”, disse ele.Pina acredita que a questão não é tão simples e o impacto do aumento do salário mínimo dependerá ainda da inflação futura. ” O aumento real do salário pode ser corroído ao longo do ano. A inflação futura tende a ser menor que a passada, por isso pode realmente haver aumento do consumo”, disse Pina. Para ele, como quase não existe poupança, quase todo o orçamento familiar deverá ser revertido em consumo no caso da população de mais baixa renda.
O impacto da correção da tabela, segundo Pina, promoverá uma sobra de caixa muito pequena para a classe média e por isso seu efeito será menor do que o do aumento do salário mínimo. “A correção da tabela não será um grande alento”, disse ele.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, também disse ontem que o aumento do salário mínimo e a correção na tabela do IR são positivos para a economia brasileira. Armando Monteiro Neto afirmou que as duas medidas estimularão a demanda doméstica, com aumento real de renda do trabalhador e uma certa recuperação da renda da classe média.
Cristina Borges Guimarães
Fonte: Gazeta Mercantil

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A nova comissária agrícola da União Européia (UE), Mariann Fischer Boel, acredita que os membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) serão capazes de alcançar um acordo final para liberalizar o comércio mundial até 2006. O comércio agrícola tem sido um dos maiores obstáculos às conversações mundiais.
Mariann, que assumiu o posto no mês passado, advertiu que 2005 será um “ano duro” de conversações, uma etapa obrigatória antes da reunião entre os 148 representantes da OMC, que acontecerá em Hong Cong no final de 2005.
“A conclusão bem sucedida das negociações da OMC em Hong Cong será a grande prioridade do meu primeiro mandato”, afirmou a comissária. “Espero que todos colaborem para alcançarmos um resultado positivo”, disse.
Para demonstrar seu empenho, Mariann disse que, caso seja necessário, as negociações em 2005 prosseguirão dia e noite, acrescentando que ela está com “grande disposição” para enfrentar os rigores das conversações comerciais agrícolas.
Desde a rodada de Doha (Quatar), em 2001, os países-membros da OMC estão tentando avançar no corte de subsídios. As negociações avançam a passos lentos. A conferência de Cancún (México), em 2003, acabou naufragando em meio à controvérsia gerada pelo caso da agricultura.
Reuniões realizadas em julho deste ano em Genebra (Suíça) produziram um acordo-quadro, assentando a base para o corte de tarifas e dos subsídios, mas deixando o ajuste para as reuniões posteriores.
“Espero também que os outros parceiros comerciais reconheçam e tentem alcançar nosso nível de ambição”, disse Fischer Boel. Além disso, ela disse que estará em Genebra regularmente para encontrar-se com outros negociadores agrícolas, acrescentando que já reuniu-se com o poderoso Grupo dos 20 países em desenvolvimento, liderado pelo Brasil, e com o Grupo dos 10 países, incluindo o Japão e a Suíça.
Fonte: Gazeta Mercantil

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Equilibrar investimentos em tecnologias para a agricultura familiar e pesquisas voltadas à produção comercial. A meta assumida pela administração da Embrapa no governo Lula – e que em 2003 era considerada de difícil execução – foi alcançada com resultados mais evidentes neste ano e garantiu o aumento de 6,8% no orçamento de 2005, para R$ 878 milhões – que ainda depende de aprovação no Congresso Nacional. “Os resultados deixaram muito claro para o governo e a iniciativa privada a vocação da Embrapa como geradora de conhecimento para o agronegócio”, afirmou Clayton Campanhola, presidente da empresa.
A balança entre agricultura familiar e comercial, que tanto motivou discussões quando Campanhola assumiu a administração, parece ter chegado a um equilíbrio. Na agricultura comercial, houve avanços na clonagem bovina e a conclusão dos genomas do café e eucalipto. Nas áreas de interesse dos produtores familiares, destacaram-se cultivares de cacau, mandioca e arroz e avançaram as pesquisas com batata, feijão e mamão transgênicos. O presidente associou os resultados ao aumento de 5,5% do orçamento em 2003, para R$ 822 milhões, e ao aumento dos recursos para estrutura de pesquisa, de R$ 12 milhões para R$ 32 milhões.
Para ele, não existe dicotomia entre agricultura comercial e familiar. “Elas são complementares e a Embrapa continuará oferecendo tecnologia para o desenvolvimento do agronegócio”, disse Campanhola. A aposta dupla permitiu à empresa firmar parcerias com o setor privado, atraindo inclusive US$ 1,6 milhão de capital estrangeiro, e elevar a captação de recursos do governo em R$ 30 milhões graças a parcerias com outros ministérios.
A captação de recursos diretos cresceu de R$ 34 milhões para R$ 38 milhões, sendo R$ 10 milhões obtidos com a cobrança de royalties – valor que a empresa espera dobrar até 2007. Esses recursos incluem parcerias com empresas para produção e comercialização de tecnologias, como a língua eletrônica, usada em sistema de testes pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).
Campanhola também ressaltou a geração de receita por produtores e empresas que adotaram tecnologias da Embrapa, estimada em R$ 11,6 bilhões. Isso significou que de cada R$ 1 investido em pesquisas na empresa foram revertidos em R$ 14 no campo. Em 2003, essa relação era de R$ 1 para R$ 9.
Na área internacional, a Embrapa fechou 42 acordos comerciais em 29 países da Ásia, África e América Latina, aumentando o número de parcerias para 70. Também houve reformulação dos laboratórios virtuais da França e Estados Unidos e está em estudo a abertura de novo laboratório na Holanda. José Geraldo Eugênio de França, superintendente de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa, disse que já estão previstos convênios de pesquisa com China, Índia e Coréia nas áreas de fruticultura, arroz, milho e soja. A empresa também estuda acordo no Mercosul para desenvolver pesquisas na área de doenças de bovinos, como aftosa.
No Brasil, a Embrapa busca firmar parcerias com multinacionais e empresas nacionais para o desenvolvimento de novas cultivares nas áreas de soja, algodão e cana-de-açúcar. Campanhola diz que também haverá um reforço nas pesquisas de cultivares de bananas resistentes à sigatoka negra e, na pecuária, medicamentos para prevenção ao mal da vaca louca e gripe aviária.
Para 2005, a Embrapa terá como principais focos de ação as pesquisas em biotecnologia, que devem avançar com a aprovação da Lei de Biossegurança, em discussão no Senado, as pesquisas com bioenergia – dando destaque para biodiesel à base de cana no Nordeste, de dendê no Norte e de mamona no semi-árido. Para isso, a empresa buscará parcerias com usinas e produtores de cana, mamona e palma na região.
Também haverá um reforço nas pesquisas voltadas à gestão ambiental, aqüicultura, segurança dos alimentos, agricultura de precisão, orgânica e agroecologia. “A meta é manter um equilíbrio entre a produção de tecnologias de interesse ao mercado interno e pesquisas de ponta que atraem também o interesse internacional”, disse Campanhola.
José Manuel Cabral Dias, chefe geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, ressaltou a evolução das pesquisas em biotecnologia, que incluem seqüenciamento de genoma, clonagem e transgenia. No próximo ano, Embrapa conclui o seqüenciamento do genoma da banana e deve avançar nas pesquisas com arroz, milho e trigo e disponibiliza os dados do genoma do café e eucalipto. A empresa também negocia parceria com Estados Unidos, China e Argentina para dar início ao seqüenciamento do genoma da soja.
Na área de transgênicos, segundo Cabral, a evolução das pesquisas dependerá da aprovação da Lei de Biossegurança. Neste ano, a liberação pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de áreas para teste com transgênicos ocorreu graças à aproximação política entre o Ibama e a empresa. Para o próximo ano, a meta é ampliar as áreas de experimentação dessas cultivares, que terão os resultados divulgados em 2006.
Em 2005, a Embrapa também deverá apresentar novos bovinos clonados e pretende gerar o primeiro embrião de vaca transgênica com fatores de coagulação sangüínea para produção de hemoderivados. “Outra meta é começar a pesquisar animais de pequeno porte, como cabras e ovelhas”, afirmou Dias. Até o fim deste mês, a Embrapa prevê assinar um acordo com nove empresas privadas para a produção de embriões bovinos.
Cibelle Bouças
De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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O governo do Rio Grande do Sul vai investir R$ 53,5 milhões nos próximos quatro anos para aumentar a área destinada à fruticultura no Estado em 23 mil hectares. Neste ano, a área teve aumento de 4,5 mil hectares, para 125 mil, resultado do Programa Estadual de Fruticultura (Profruta), desenvolvido há um ano e meio pelo governo gaúcho e que pretende transformar o Estado em um novo pólo exportador. Para isso, o governo do Estado, junto com Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) e Agência de Promoção de Exportações (Apex) firmou parceria com a rede francesa Carrefour para exportar frutas brasileiras sob a marca Brazilian Fruit em 17 países.
Na área produtiva, o Profruta recebeu investimentos de R$ 30,3 milhões do governo e atraiu outros R$ 165 milhões aplicados pela iniciativa privada. Afonso Hamm, coordenador do programa, disse que a meta para 2005 é que sejam aplicados em torno de R$ 10 milhões, proporcionando um aumento de área de 5 mil hectares. O projeto já envolve 3.803 pequenos e médios produtores em 88 municípios.
Hamm diz que a idéia é trabalhar com 30 frutas, mas hoje as culturas mais adotadas são uva, laranja, banana, pêssego, maçã e bergamota. “Em função da lucratividade, a fruticultura torna-se uma alternativa às culturas de soja, arroz e trigo e tornam o produtor menos sujeito às flutuações de preços dessas commodities”, afirmou Hamm. Ele observou que a fruticultura gera receita de R$ 6 mil a R$ 8 mil por hectare ao ano.
Tradicionalmente reconhecido pela produção de uvas, o Rio Grande do Sul começa a investir em culturas menos tradicionais, como kiwi, amora e framboesa, que se adaptam bem ao clima frio e úmido. Gervásio Silvestrin, produtor em Farroupilha, aproveitou a estrutura das videiras e substituiu a produção pelo kiwi, em 1989. Neste ano, ele colheu em torno de 30 toneladas de fruta e espera chegar a 70 toneladas em 2005, com o início da produção de parte dos pés. “O kiwi tem boa receptividade no Brasil, mas meta é buscar a melhoria do fruto para dar início às exportações”, disse Silvestrin. Ele observou que o custo de produção gira em torno de R$ 30 mil por hectare e o rendimento por ano gira em torno de R$ 7 mil – a planta produz frutos por 50 anos.
A Italbraz atua há 15 anos na produção de amora, morango, mirtilo e framboesa e exporta metade da produção para Itália, Holanda e Inglaterra. Neste ano, a empresa elevou a área plantada em 5 hectares, para 50 e pretende aumentar em outros 5 no próximo ano. “O Estado tem condições de atender à exigência do paladar europeu”, observou Roque Casett, sócio da Italbraz. Segundo dados da Emater, o Estado é o maior produtor dessas frutas, que ocupam 130 hectares.
Cibelle Bouças
De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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As autoridades sanitárias da Malásia puseram em quarentena uma granja avícola depois de ter sido confirmada a morte de pelo menos 3 mil aves e enviaram ao laboratório amostras para determinar se é um surto de gripe aviária.
Funcionários do Ministério da Saúde inspecionaram a granja situada no estado de Perlis nesta quinta-feira.
O médico Tariq Jaafar, do citado ministério, expressou sua preocupação sobre a causa da morte dos animais porque acredita que pode se tratar de um novo surto da gripe aviária. O funcionário disse que vai esperar o resultado dos testes para aplicar mais medidas, como a inspeção de outras granjas vizinhas.

Fonte: Globo On Line

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A União Européia aprovou, em setembro, o plantio e comercialização de 17 variedades de milho transgênico MON 810, resistente a insetos, nos 25 países pertencentes ao bloco europeu. Antes mesmo da liberação em todo o continente europeu, o cultivo de onze destas cultivares já estava aprovado na Espanha e de seis na França.
“O milho transgênico foi rigorosamente testado para garantir a segurança do consumo humano e do meio ambiente. As variedades foram cultivado durante anos na Espanha, sem nenhum problema”, disse David Byrne, membro do Conselho de Saúde e Proteção ao Consumidor da União Européia em entrevista à Dow Jones. As 17 variedades aprovadas foram licenciadas pela Monsanto para oito diferentes empresas de sementes na Europa.
Em abril deste ano, o Painel Científico da Agência Européia de Segurança Alimentar (em inglês, EFSA – European Food Safety Authority) divulgou o resultado da avaliação de segurança de uma outra variedade de milho geneticamente modificado da monsanto, MON 863, também resistente a insetos.
Este foi o quarto produto da Monsanto cuja segurança foi atestada pela agência regulatória européia. O primeiro foi o milho NK 603, tolerante ao herbicida glifosato, em dezembro de 2002, seguido do parecer favorável à canola geneticamente modificada GT73, também tolerante ao glifosato, em março, e do milho MON 810.
Mariangela Morenghi
E-mail: mariangela@cdicom.com.br

Fonte: CDI – Casa da Imprensa

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Contanto com o maior rebanho de Senepol da região continental dos Estados Unidos, a Prime Rate Ranch não mede esforços para aperfeiçoar a qualidade dos animais. Desde o início, a fazenda, dos proprietários Art e Maggie Martinez, conta com o trabalho do especialista Dr. Tim Olson, PhD, Professor Associado da Escola de Ciências Veterinárias (School Animal Science), da Universidade da Flórida. Especializado em genética, Dr. Tim foi responsável pela descoberta do gene de pêlo curto, conhecido como “slick hair”.
Sempre ampliando o trabalho feito em prol da raça, a Prime Rate Ranch iniciou no Brasil uma ação, que vem a contribuir ainda mais com o desenvolvimento do Senepol, destacando e descobrindo suas potencialidades. Por meio de uma parceria com a ABS Pecplan, Embrapa Gado de Corte, coordenada pelo especialista Dr. Luiz Otavio Campos Silva, e a Fazenda Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, a Prime Rate Ranch vai provar touros da raça Senepol em cruzamento no Brasil.
Em princípio, serão oito touros da propriedade de Art Martinez, os quais serão submetidos ao Teste de Progênie, supervisionado pela Embrapa Gado de Corte. “Este teste avaliará todos os aspectos genéticos e físicos dos animais”, afirma Art Martinez. Somente os touros que atingirem os melhores resultados terão o sêmen comercializado pela ABS Pecplan. “Temos certeza que esse trabalho ofertará ao mercado brasileiro um material genético de excelente qualidade”, afirma Art.
E para conseguir bons resultados, a Prime Rate Ranch sempre baseia seu trabalho em grandes parcerias e muita pesquisa. Para aperfeiçoar a excelente genética dessa raça, o Prime Rate Ranch fez uma parceria com a fazenda Castle Nugent, de St. Croix, uma das primeiras a criar gado Senepol e, atualmente, a maior daquela ilha. Aliada e essa ação, a propriedade também está importando touros e fêmeas da melhor qualidade genética de Annaly, outra fazenda voltada à criação de Senepol de St. Croix, o que mantém a Prime Rate como a maior criadora e de melhor genética dos trópicos.
Graças ao compromisso com a excelência, os resultados obtidos são traduzidos em êxito e lucratividade, pois a qualidade da genética do gado reflete a visão dos proprietários. “Atingimos nossos objetivos porque estamos constantemente pesquisando, implementando novas tecnologias e investindo em material genético de primeira linha”, afirma Art Martinez.
Programa de Embriões
Atualmente, a Prime Rate Ranch coleta os embriões no Centro de Coleta do Texas, localizado no mesmo bairro da conceituada Universidade do Texas A e M. Trata-se da instituição de maior prestígio nos Estados Unidos especializada em gado, o que permite o nascimento de embriões tanto sexados de macho como de fêmea. A coleta de embriões é feita sob encomenda, de acordo com as necessidades dos clientes, para a obtenção de touros que apresentam o melhor desempenho dentro da raça. Uma equipe de profissionais qualificados, treinados e capacitados para coletar os embriões faz com que as exigências específicas dos clientes sejam atendidas.
Todos os embriões comercializados pertencem, exclusivamente, às categorias 1 e 2, de acordo com as normas da International Association of Animal Embryos (Associação Internacional de Embriologia Animal). O sêmen coletado na Prime Rate Ranch é embalado com qualidade garantida e a uma temperatura cujos índices são superiores ao mínimo exigido pelo CSS.
O Prime Rate Ranch conta com profissionais e consultores para auxiliar quanto à documentação necessária na aquisição de animais, embriões e sêmen, tanto para uso doméstico quanto para exportação. “Nosso compromisso é oferecer o melhor em genética animal e em produtos de qualidade”, garante Art.
Conheça as vantagens da Raça Senepol
• Resistência: O pêlo liso dessa raça proporciona uma resistência natural a carrapatos, qualidade essa documentada por testes feitos na América do Sul e na Austrália. Uma pesquisa da USDA indica que a raça Senepol apresenta maior resposta de imunidade quando comparada a outras raças de carne Bos-Taurus.
• Docilidade: O Senepol tem um temperamento manso e os animais são de fácil manejo. Isso faz com que o Senepol seja ideal para cruzamentos.
• Adaptabilidade: A elevada tolerância ao calor que esta raça apresenta permite que os animais permaneçam a pasto por mais tempo durante os períodos mais quentes do dia.
• Habilidade materna: A grande facilidade para os partos deve-se ao baixo peso de nascimento dos animais (aproximadamente 29 kg a 35kg). Observa-se também um alto vigor do bezerro, cuja taxa de sobrevivência aumenta rapidamente com a amamentação.
• Precocidade: Fêmeas e machos atingem a maturidade com pouca idade. A primeira parição das fêmeas ocorre entre os 24 e os 36 meses de idade, com um intervalo médio de 12 meses entre os partos. Os machos têm uma libido ativa, portanto, verifica-se uma porcentagem alta de procriação das fêmeas.
• Longevidade: A longevidade também é uma característica importante desta raça. As fêmeas Senepol vivem até os 15 anos, produzindo regularmente um bezerro por ano. Nenhuma outra característica é tão importante para a lucratividade total de uma operação vaca-bezerro que a longevidade.
• Produção de leite: As fêmeas Senepol produzem uma média de 10 litros de leite por dia. As cruzas de Senepol com Holstein têm produzido cerca de 15 a 18 litros de leite por dia, com um percentual de gordura e de proteína maior que o do Holstein.
• Produção de carne: Em média, no desmame, o macho Senepol pesa aproximadamente 250 kg e as fêmeas, cerca de 225 kg. Esta raça produz a mais alta porcentagem de quilo desmamado por quilo de vaca. De acordo com estudos de várias universidades norte-americanas e da USDA, a carne do Senepol tem gerado alguns dos melhores valores do setor quanto à eficácia do corte, considerando-se a maciez da carne.
• Cruzamentos: Os cruzamentos do Senepol produzem animais uniformes, tanto em relação ao fenótipo quanto à cor, eliminando, portanto, manchas de cor. O resultado é um rebanho com uma uniformidade raramente vista em animais cruzados de outras raças. Esta raça também é chamada de “Especialidade de Cruzamentos”.
Serviço
Prime Rate Ranch
401 Miracle Mile, Suite 302 • Miami, Flórida 33134
Telefone 305.446.3234 • Fax 305.443.9651
www.primerateranch.comamartinez@primerateranch.com
PRODUCT OF USA
Fernanda Belchior

Fonte: Publique Press

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Menos de uma década após a comercialização do primeiro cultivo GM em 1996, um estudo realizado por um analista de política de mercado e de alimentos dos EUA aponta que já existem 18 países cultivando plantas transgênicas e outros 45 com trabalhos de pesquisa e desenvolvimento nessa área.
“A adoção e a difusão internacional de culturas a partir da biotecnologia estão globalizadas e prontas para transformar a produção e o desenvolvimento em todo o mundo”, afirma C. Ford Runge, diretor do Centro para Política Internacional de Alimentação e Agricultura da Universidade de Minnesota e Professor de Economia Aplicada e Direito da McKnight University. “Milhares de testes de laboratórios, casas de vegetação e no campo têm sido conduzidos a partir de 57 cultivos em países de todos os continentes”.
O estudo “Difusão Global da Biotecnologia Vegetal: Adoção e Pesquisa Internacional em 2004” (The Global Diffusion of Plant Biotechnology: International Adoption and Research in 2004) constatou aumento no valor comercial global dessas culturas, derivadas da biotecnologia, no período 2003-2004, da ordem de US$ 44 bilhões, sendo que 98% foram provenientes de cinco países: Estados Unidos, Argentina, China, Canadá e Brasil, os quais plantaram um ou até quatro cultivos melhorados pela biotecnologia. São eles: soja, algodão, milho e canola.
Atualmente, os Estados Unidos lideram a produção de transgênicos, com US$ 27,5 bilhões na safra 2003-2004, resultado do cultivo de soja, milho, algodão e canola geneticamente melhorados. Os outros principais países que cultivam plantas transgênicas são os seguintes:
Argentina, com US$ 8,9 bilhões, como resultado do cultivo de soja e milho.
China, com US$ 3,9 bilhões, como resultado do cultivo de algodão.
Canadá, com US$ 2 bilhões, como resultado do cultivo de canola, milho e soja.
Brasil, com US$ 1,6 bilhão como resultado do cultivo de soja
Na próxima década, e na medida em que mais países em desenvolvimento aprovarem o cultivo destas e de outras culturas transgênicas, estima-se que o valor global das culturas GMs aumentará em quase cinco vezes, atingindo o montante de US$ 210 bilhões. A adoção destas culturas, nos países em desenvolvimento, poderá elevar o Produto Interno Bruto dessas nações em 2%.
Para conferir o documento completo, em inglês, clique aqui. http://www.cib.org.br/pdf/globalbiotech04.pdf   
Fonte: CIB – Conselho de Informações sobre Biotecnologia

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A Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE), a Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (FAPESE) e a Prefeitura de Tobias Barreto (SE) assinaram ontem (16/12) um contrato que visa aprimorar as ações do zoneamento agrícola brasileiro no município e regiões de influência. Uma vez contemplados com os zoneamentos de risco climático para o milho, sorgo e feijão, contrato prevê a capacitação dos agricultores familiares da região.
O objetivo é fortalecer o agronegócio no município, promovendo o aumento da área cultivada com esses cereais. Serão realizadas reuniões técnicas, palestras e cursos para capacitar técnicos e produtores quanto ao uso das tecnologias propostas pelo zoneamento. O Ministério do Desenvolvimento Agrário vai liberar 80 mil reais para a execução do projeto. Os recursos serão administrados pela FAPESE.
Já os estudos das metodologias necessárias para a elaboração do zoneamento serão feitos pela Embrapa Tabuleiros Costeiros, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Para isso, a unidade vai disponibilizar pesquisadores e sua estrutura operacional, como laboratórios, salas, auditório e campos experimentais.
A pesquisadora Ana Alexandrina Gama da Silva irá coordenar o projeto. Os resultados serão difundidos por meio de palestras, cursos, seminários, congressos e revistas técnico-científicas. Para o prefeito de Tobias Barreto, Esdras Valeriano dos Santos, a elaboração do zoneamento será de fundamental importância para o desenvolvimento econômico do município.
De acordo com Esdras, os produtores da região ainda enfrentam muitas perdas na lavoura, pois plantam sem nenhum tipo de orientação técnica. “Segundo estudos da Secretaria Estadual de Agricultura, no sertão sergipano a cada dez anos de plantio seis são perdidos. E é justamente essa realidade que queremos mudar com as alternativas propostas pelo zoneamento”, afirma.
O prefeito explica que com os estudos realizados pela Embrapa o produtor vai saber onde plantar determinada cultura, e principalmente quando fazer o plantio. “Além disso, os agricultores que seguirem as orientações técnicas têm o seguro agrícola garantido no caso de perda e mais facilidades para conseguir um financiamento”, destaca Esdras, lembrando que uma resolução do Banco Central restringe o enquadramento no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) aos empreendimentos conduzidos em áreas contempladas pelo zoneamento agrícola.
Para a pesquisadora Ana Alexandrina Gama da Silva, os principais resultados alcançados em todo o Brasil pelo programa de Zoneamento são o aumento da produtividade com a redução das perdas pelo conhecimento do risco climático, o uso tecnologias de produção e de cultivares adequadas. O zoneamento agrícola (Zoagro) é coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e executado por pesquisadores da Embrapa.
Eduardo Pinho
E-mail: edpinho@cpatc.embrapa.br

Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros

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A Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, iniciou no último mês de novembro a produção de sementes de híbridos intervarietais de coqueiro, no Perímetro Irrigado Cotinguiba – Pindoba, em Propiá (SE).
Os híbridos intervarietais são formados a partir do cruzamento de duas variedades geneticamente distintas. No Perímetro Irrigado Cotinguiba – Pindoba, serão cruzadas matrizes das variedades anão-verde do Brasil de Jiqui (RN), anão-verde do Brasil de Una (BA), anão-verde do Brasil de Ponta do Seixas (RN) e anão-vermelho de Camarões com o coqueiro gigante do Brasil da Praia do Forte (BA). As sementes devem ser colocadas no mercado dentro de aproximadamente um ano.
Segundo o pesquisador Wilson Menezes Aragão, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, o primeiro material a ser lançado será o híbrido Praia do Forte, fruto do cruzamento entre o anão-verde do Brasil de Jiqui com o gigante do Brasil da Praia do Forte. “Outros híbridos serão lançados em seguida”, destaca Aragão.
Inicialmente, a área de produção de sementes terá cerca de dois hectare. “Mas a meta é aumentar gradativamente esse perímetro até atingir 5 hectares dentro de dois anos”, comenta o pesquisador. De acordo com ele, a expectativa é que sejam produzidas cerca de 16 mil sementes por hectare/ano.
A Embrapa já produz sementes de híbridos intervarietais de coqueiro em parceria com outras instituições nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, São Paulo e Minas Gerais.
Aragão explica que em condições de clima e solo favoráveis, o coqueiro híbrido apresenta uma série de vantagens sobre o anão e o gigante, como maior precocidade, maior produtividade de água e polpa e melhor adaptação aos diferentes tipos de ambientes do Brasil.
Os frutos dos híbridos produzem em média meio litro de água e 400 gramas de polpa, além de uma boa quantidade de fibra. Por isso, eles podem ser consumidos in natura ou empregados na fabricação de alimentos, sabão, detergentes, ração animal, bancos de carro e no artesanato. Essa ampla utilidade garante ao produtor bons lucros durante o ano todo.
Como desvantagem dos híbridos em relação aos anões e gigantes, o pesquisador Wilson Aragão cita a segregação genética. “Não se recomenda plantar as sementes colhidas dos híbridos, pois a produção originada será menor e o plantio muito desuniforme”, explica.
Segundo estimativas da Associação Brasileira de Produtores de Coco (ABRASCOCO), atualmente os híbridos representam apenas 10% da área plantada no país. Outros 20% são ocupados pelas variedades de anão e os 70% restantes pelas de coqueiro gigante. Para Aragão, essa realidade deve mudar com a inclusão no mercado de mais sementes de híbridos de qualidade, a um preço acessível ao produtor.
Eduardo Pinho
E-mail: edpinho@cpatc.embrapa.br

Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Com o objetivo de socializar o conhecimento científico, tecnológico e o estímulo à ciência, além de favorecer o fortalecimento das cooperações nacionais e internacionais, será realizado de 17 a 22 de maio de 2005, em Porto Alegre (RS), a Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação (Globaltech).
O evento é dividido em cinco espaços centrais, que tratarão dos temas: “Negócios Tecnológicos”, “Espaço Capacitar”, “Espaço para inventores: Mostra de C e T”, “Espaço Entretenimento” e “Espaço Promocional”.
A idéia é fazer com que o público reflita sobre assuntos relacionados às áreas de genética, bioquímica, química, telecomunicações, agronegócios e alimentação.
Mais informações: globaltech@rbs.com.br ou tel. (51) 3218-4900 e 3218-6304.

Fonte: Agência Fapesp

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A Associação Brasileira do Novilho Precoce (ABNP) anuncia sua parceria com o Sistema Agrícola de Produção Integrada – Sapi, programa desenvolvido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para produção de carne bovina de qualidade e lançado oficialmente em Cuiabá no dia 26 de novembro. A ABNP, aliás, por meio do núcleo de produtores de novilho precoce de Mato Grosso, firma convênio com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado do Mato Grosso para o Estado ser o primeiro a utilizar o Sapi.
“O Sapi é um conjunto de diretrizes, cujos princípios garantem a geração de produtos e serviços de alta qualidade e competitividade. Incorpora conceitos de sustentabilidade ambiental, segurança alimentar, saúde humana, valores sociais e viabilidade técnica e econômica. A iniciativa é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia (por meio do Fundo Setorial do Agronegócio) e tem como base o PIF (Produção Integrada de Frutas), que incorpora um conjunto de normas que permitam a conformidade do sistema de rastreabilidade e as boas práticas de produção”, explica Constantino Ajimasto Jr, presidente da ABNP.
Segundo Constantino, a idéia é envolver todos os agentes da cadeia produtiva, desde a propriedade, o transporte, a indústria de processamento e a distribuição, incluindo a aplicação de forma gradual de normas técnicas auditáveis, como o Codex Alimentarius, Eurepgap, ISO, APPCC, boas práticas de produção e de fabricação, entre outras.
A certificação será dada em vários níveis, desde a propriedade à mesa do consumidor, de acordo com o grau de desenvolvimento da propriedade e dos outros agentes da cadeia (transporte, indústria e distribuição). A aplicação do Sapi em Mato Grosso será o plano-piloto para sua concretização em todo o Brasil.
Mercados exigentes
“A implantação do Sapi objetiva alcançar novo patamar tecnológico, de acordo com as exigências do comércio internacional de alimentos, habilitando os produtores brasileiros a prover o mercado com produtos e serviços de alto valor agregado, com a marca Brasil. O PIF já possibilitou significativo aumento de participação no nosso país no mercado mundial de frutas, podendo atingir US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos, volume suficiente para enxergar as possibilidades do Sapi para a pecuária brasileira”, afirma o presidente da ABNP.
Constantino Ajimasto Jr. cita alguns resultados do PIF: redução na aplicação de agrotóxicos, com diminuição em até 53% no uso de inseticidas, 78% em fungicidas, 80% em herbicidas e 67% em acaricidas nas culturas de maçã, manga, uva, mamão, caju, pêssego e melão. Esses resultados se devem, principalmente, a ações de capacitação e treinamento de técnicos e produtores.

Fonte: Agrolink

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Os números do agronegócio em 2005 devem ficar aquém dos bons resultados registrados nos últimos dois anos. Segundo projeções da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o superávit da balança comercial do setor –diferença entre exportações e importações– deve recuar no próximo ano. Além disso, o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas) do setor crescerá abaixo da média do país já neste ano.
Em 2004, o superávit da balança comercial do agronegócio deve atingir o seu recorde histórico: US$ 33 bilhões, resultado de US$ 38 bilhões de exportações e US$ 5 bilhões em importações. Isso representa um aumento de 27,5% em relação a 2003.
Dessa forma, o agronegócio teria sozinho um resultado semelhante ao de todo o comércio exterior brasileiro –o Banco Central projeta um superávit de US$ 32,5 bilhões neste ano.
Mas para 2005, o resultado não deve se repetir. A queda nos preços dos grãos, em especial a soja, deve reduzir o superávit em pelo menos US$ 1 bilhão. Para o setor de carnes, a expectativa é de manutenção dos resultados.
Além disso, o PIB do setor deve crescer menos já neste ano –3,2% ante 6,5% em 2003. Considerando apenas os setores de agricultura e pecuária, o crescimento deve ficar em apenas 3% neste ano, frente aos 16% registrados em 2003.
Se confirmado, o resultado deve ficar abaixo da economia brasileira como um todo. Analistas projetam um crescimento de cerca de 5% para o PIB neste ano.
Eduardo Cucolo
da Folha Online, em Brasília
Fonte: Folha Online

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta aos governos sobre a iminência de um surto mundial de gripe. Altos funcionários da entidade afirmaram ao final de uma conferência em Genebra, na Suíça, que é apenas uma questão de tempo para a irrupção da próxima pandemia.
Uma forte preocupação da OMS é que o vírus causador da gripe do frango passe por uma mutação e se torne um vírus de seres humanos.
Mas, segundo a entidade, milhões de vidas podem ser salvas se forem tomadas as medidas adequadas contra a doença.
Monitoramento
OMS sugere, por exemplo, o estabelecimento de centros nacionais de controle para administrar a reação ao provável surto.
Estes órgãos poderiam desempenhar tarefas como decidir que pacientes devem receber tratamento prioritário e quem precisa ser vacinado contra a gripe.
Um monitoramento rigoroso das pessoas que sofrem de enfermidades respiratórias é outra medida apontada como importante pela entidade.
A OMS também recomenda que seja procedido um monitoramento mais cuidadoso dos animais que podem servir como veículos para os vírus.
Para tanto, seria necessário, segundo a entidade, melhorar a comunicação entre médicos e veterinários.
Fonte: Folha Online

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A 2ª fase da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que aconteceu durante o mês de novembro, alcançou o índice de cobertura vacinal de 99,35%, portanto somente 90 mil cabeças bovinas deixaram de ser vacinadas voluntariamente, número este que já está sendo imunizado pelos técnicos da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, responsável pela campanha.
O índice de 99,35% é menor que os 99,44% registrados no mês de maio, 1ª fase da campanha anual. “Qualquer índice que alcancemos acima de 99%, mostra a importância que o pecuarista paulista dá a sanidade do seu rebanho. Trabalhar com uma margem de aumento dentro deste patamar altíssimo fica cada vez mais estreito”, afirma o secretário de agricultura, Duarte Nogueira, lembrando que o estado completa 9 anos sem registrar nenhum foco da doença . Ele explica que as 90 mil cabeças bovinas não vacinadas ficam em bolsões não tradicionais de criação. Das 40 regionais levantadas pela CDA, 9 registraram 100% de vacinação voluntária, incluindo as regiões de Presidente Prudente, Andradina e Botucatu, que somadas chegam a quase 2 milhões de cabeças.
Durante a campanha de vacinação contra a febre aftosa também aconteceu a vacinação contra a raiva dos herbívoros em 16 regiões diferentes do estado. Os números ainda estão sendo coletados e tabulados.
Apesar de o estado de São Paulo possuir o 5º rebanho bovino do país, em 2003 cerca de 70% das exportações de carne bovina do país saíram do território paulista. “Nossa infra-estrutura de frigoríficos, estradas e portos permite o título de maior exportador de carne bovina do mundo, portanto manter São Paulo livre da aftosa ou qualquer outra doença é imprescindível economicamente para o estado e o próprio país”, afirma Nogueira.
Com informações do Governo de São Paulo.

Fonte: Página Rural

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A história da Epagri com a comunicação rural já dura 25 anos. A difusão do conhecimento veio logo após a inovação da extensão rural. Foi a maneira encontrada para democratizar ainda mais as informações. Matérias ou reportagens educativas, com novas técnicas e experiências passaram a ser uma das marcas da Epagri. As equipes do setor de vídeo já percorreram todo o Estado em busca pesquisas que tiveram resultados positivos e de histórias de vida e de trabalho.
O especial de natal, gravado na cidade de Capinzal, apresenta uma receita deliciosa de chester recheado. Como este município é o único do Brasil a produzir a ave, também foi feita uma matéria que mostra como é esta produção. O especial de natal apresenta ainda a confecção de enfeites de natal com garrafas de refrigerante, um exemplo de reciclagem de material e preservação em uma grande festa natalina. Outro belo exemplo é o trabalho realizado com crianças de baixa renda do município. O programa especial de natal termina com uma das belas vozes do Estado: a do jovem tenor Guilherme Bras .
Se o programa de natal apresenta novidades e emoções, o do ano novo não é diferente. Depois de vinte anos a equipe de televisão retorna a uma propriedade rural e mostra o que mudou na vida de um produtor de peixes, graças a uma reportagem veiculada nos programas da Epagri. Novidade é o que não falta na matéria sobre o queijo Grana Padano, que destaca Santa Catarina no cenário nacional por ser o segundo estado brasileiro a produzir este queijo nobre. O programa também apresenta uma reportagem especial que divulga a maricultura catarinense e faz um convita para degustar pratos a base de mexilhão.
Os especiais de Natal e Ano Novo serão veiculados na Rede TV Sul, no programa De Olho na Terra aos domingos às 7:00 horas; no SBT, programa Domingo no Campo, às 6:00 horas; no SC Agricultura, terça-feira às 12:30 horas, via Satélite, nos canais 13, 17 ou 19 da antena parabólica.
Maiores informações: Síntia Girardi, no telefone: (48) 239-5584.

Fonte: EPAGRI

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A modificação genética da bactéria Herbaspirillum seropedicae será uma importante arma da agricultura paranaense nos próximos anos. A bactéria – que tem como função a fixação do nitrogênio em plantas como trigo, milho, sorgo, arroz e cana-de-açúcar – teve seu seqüenciamento genômico descoberto após quase três anos de pesquisa do Programa Genoma do Paraná (Genopar).
Hoje (16/12), a primeira fase do trabalho, que conta com a participação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa-Soja, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioste), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), será apresentada no Auditório Azul do campus da UFPR do Jardim Botânico, em Curitiba.
Segundo o coordenador geral do Genopar, Fábio de Oliveira Pedrosa, a bactéria tem 5.079 genes, sendo 56,9% com função definida, e 5.528.11 pares de bases nitrogenadas. Para fazer o seqüenciamento foram feitas 123.001 reações e descobertos 754 genes que não existem em outros organismos. “A próxima parte do projeto é conseguir fazer modificações genéticas que potencializem a capacidade da bactéria”, explicou.
Quando a bactéria absorve nitrogênio excreta amônia, que ajuda no desenvolvimento da planta. A expectativa dos cientistas é de que entre dois e quatro anos a potencialização da produção da amônia através da bactéria seja possível com as modificações no genoma. “Aí será possível substituir o fertilizante nitrogenado que existe hoje. A economia para o País será de US$ 420 milhões por ano. O Paraná economizará anualmente US$ 105 milhões”, disse.
Lawrence Manoel

Fonte: Paraná-Online

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Para que os debates e ensinamentos transmitidos durante o “Seminário: Avaliação Funcional de Bovinos de Corte e Formação do Corpo de Jurados da Raça Angus” efetivamente permaneçam e as informações possam ser consultadas e reavaliadas por mais e mais interessados Brasil afora, a Associação Brasileira de Angus preparou e está disponibilizando uma publicação especial sobre o evento, realizado de 1º a 4 de dezembro, no parque Assis Brasil, em Esteio, RS. 
O seminário foi o maior evento técnico já realizado pela Associação Brasileira de Angus no Brasil. Contou com consagrados palestrantes nacionais e internacionais e teve a efetiva participação de mais de 200 pessoas, entre técnicos, criadores e interessados na raça Angus tanto do Brasil como do Uruguai e da Argentina.
Com 112 páginas e finamente encadernado com a imagem do evento, a edição contém, entre outras valiosas informações, a íntegra de todas as palestras, nacionais e internacionais, desenvolvidas durante o seminário.
A obra já está disponível aos interessados, na sede da Angus, em Porto Alegre, RS. Para os associados o custo é de R$ 30,00 e para os não sócios, R$ 40,00. Nos preços já estão incluídas as despesas postais.
Para adquirir, basta fazer contato com a Angus, pelo fone: (51) 3328-9122 ou pelo e-mail: angus@angus.org.br.
Em breve a publicação também estará entre os produtos disponibilizados para comercialização na seção “Angus Shop”, do site www.angus.org.br.

Fonte: Notícias Angus

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