Empresas de todo o mundo poderão continuar usando marcas como “champagne” e “parma”. Os Estados Unidos e a Austrália venceram a União Européia na disputa sobre as chamadas “denominações de origem”, proteção dada pela União Européia a seus produtos regionais, como a champagne da região francesa de Cham-pagne, o presunto parma da cidade italiana de Parma ou o camembert da cidade de Camembert, na região francesa da Normandia.
O parecer da comissão de arbitragem da Organização Mundial de Comércio (OMC) não é uma decisão final, mas, de acordo com altos funcionários da entidade, indica que esse será o caminho a ser seguido pela OMC daqui a um ano, quando sai o relatório final.
Se confirmada, a decisão vai permitir que empresas de todo o mundo continuem utilizando esses nomes em seus próprios produtos, mesmo que o vinho Rioja não venha da região de La Rioja, da Espanha, ou o queijo Roquefort não venha da região de mesmo nome, na França.
O parecer da OMC foi uma vitória para empresas americanas como a Kraft Foods, a General Mills Inc. e a Anheuser-Busch Cos. Inc., que lutam para poder empregar os nomes genéricos para os produtos que vendem na Europa.
EUA e Austrália dizem que a UE protege mais a seus próprios membros que a outros países quando o assunto é denominação de origem. A conduta fere as normas da OMC, que dizem que todos os parceiros comerciais devem ser tratados de forma igual.
Numa conclusão preliminar divulgada para os governos nesta semana, a OMC decidiu que as normas da UE que protegem os nomes de origem de mais de 600 frutas, queijos, carnes, peixes, azeites, cervejas, pães, azeitonas e águas minerais discriminam os produtores não-europeus – como os cultivadores da batata “Idaho” ou das laranjas da Flórida -, que não podem registrar o nome de seus próprios produtos na Europa.
As normas da UE, em vigor desde 1992, delimitam a sidra àquela produzida na Bretanha, o marzipan ao fabricado na cidade alemã de Lubeck, o salmão Clare Island a County Galway, na República da Irlanda, o creme de leite Cornish ao condado inglês da Cornualha e os vinhos Chianti e Beaujolais às respectivas regiões na Itália e na França.
Rioja argentino
A Comissão Européia, o órgão executivo da UE, quer impedir a Maple Leaf Foods Inc., do Canadá , de vender presunto parma, que leva o nome da cidade italiana em que se originou, e que os produtores argentinos comercializem o famoso vinho Rioja.
A entidade diz que a indicação geográfica dos produtores é uma garantia de qualidade e evita confusão entre os consumidores.
“Não estamos sendo protecionistas. É apenas uma questão de justiça”, afirmou o comissário agrícola da UE, Franz Fischler. “Simplesmente não é aceitável que a Europa não possa vender o seu genuíno presunto parma italiano no Canadá porque a marca ‘presunto parma’ já pertence a um fabricante local”, desabafou.
O sistema da UE “reconhece o direito dos produtores locais ao emprego de um nome, com base na história, na tradição e no know-how do lugar”, disse David Thual, secretário-geral da Origin, uma organização internacional com sede em Genebra que representa um milhão de produtores de alimentos do mundo inteiro, inclusive produtores de café do Quênia. “Trata-se de uma proteção singular, porque, ao contrário da marca registrada, ela dura para sempre”, afirmou o executivo.
Budweiser tcheca
Os Estados Unidos e a Austrália também conseguiram que a OMC aprovasse a determinação de que todas as proteções da UE às denominações vinculadas a lugar de origem para os alimentos não são válidas para traduções, segundo as pessoas que leram a decisão. As cópias do parecer da OMC só foram distribuídas às partes envolvidas.
A determinação é uma vitória para a Anheuser-Busch, a maior cervejaria do mundo, que luta em mais de 50 países contra uma cervejaria tcheca pelo uso do nome “Budweiser”. A Budejovicky Budvar NP, cervejaria tcheca que produz cervejas com a marca “Budweiser”, vem lutando contra a Anheuser-Busch pelo emprego dessa marca registrada.
A Budvar, com sede numa cidade chamada Ceske Budejovice, em tcheco, e Budweis em alemão, alega que suas cervejarias empregam esse nome há vários séculos. A Anheuser-Busch argumenta que utiliza a marca desde 1876, 19 anos antes da fundação da Budvar.
Paul Byrne, porta-voz da Anheuser-Busch, preferiu não comentar a decisão, dizendo que a empresa não viu o texto do parecer, ainda confidencial. Neena Moorjani, porta-voz do gabinete do Representante de Comércio dos Estados Unidos, também se recusou a comentar o documento. Arancha Gonzalez, porta-voz de Comércio da Comissão Européia em Bruxelas, ressaltou que a UE ainda está “muito segura” de que seus argumentos são suficientes para permitir que a OMC conclua que as normas do bloco são condizentes com as regras de comércio internacional.

Fonte: Gazeta Mercantil

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O assessor especial do presidente russo Vladimir Putin, Igor Shuválov, acredita que a visita de Putin contribuirá para solucionar o problema do embargo às importações de carne brasileira imposta pela Rússia devido a um foco de febre aftosa detectado numa longínqua região do estado do Amazonas. Shuválov participou do seminário “Brasil-Rússia: fortalecimento de uma parceria”, realizado em São Paulo.
O volume do comércio entre os dois países é ínfimo – US$ 2 bilhões em 2003. O saldo da balança comercial foi favorável ao Brasil em US$ 585 milhões. Por isso, tanto governos como empresários estão discutindo para encontrar uma forma de transformar em realidade as imensas possibilidades existentes em diversos setores das duas economias.
O fim do embargo no Estado de Santa Catarina, estado livre de febre aftosa sem vacinação, não afastou a equipe russa de três veterinários que trabalha no Brasil para conhecer e melhorar as condições sanitárias brasileiras. O objetivo é conseguir uma revisão do acordo sanitário existente entre os dois países até o fim deste ano, ou no próximo, chegando a suspensão total do embargo.
Os russos reiteraram que acreditam que o embargo será suspenso logo porque os especialistas da área consideram a carne brasileira de alta qualidade e precisam do nosso produto para suprir as necessidades do mercado interno russo cuja indústria de carne está defasada. Além disso, disse que dão prioridade à carne brasileira e que 25% de toda a carne importada pela Rússia vem do Brasil.
Controle sanitário é sensível
No entanto, Shuválov afirmou que todas as medidas para solucionar o problema estão sendo adotadas, porém, “o controle sanitário é uma questão muito sensível para a Rússia porque envolve o problema da saúde da população. É preciso proteger os consumidores”. Ele considera melhor adotar medidas rigorosas agora para não ter de comprometer as exportações brasileiras no futuro. E que os resultados serão positivos para as duas partes.
Os russos também tiveram problemas sérios com a importação de carne de frango dos Estados Unidos e com a carne bovina da Grã-Bretanha por causa da doença da “vaca louca”, e também foram obrigados a suspender as importações destes países. Embora se fale em acordos em várias áreas como, por exemplo, em aviação comercial, aeroespacial, petróleo, energia nuclear, Shuválov perguntado sobre quais acordos seriam firmados por Putin em sua visita ao Brasil, disse que não mencionaria nenhum acordo concretamente porque já foram assinados vários acordos, mas que eles não haviam saído do papel. Mas, ele acredita que estão sendo criadas as condições para que os próximos tenham sucesso.
Brasileiros e russos, acreditam que agora os dois países devem evoluir para um patamar superior nas suas relações, isto é, partir das exportações de commodities, que são a maior parte do intercâmbio comercial entre os dois países, e começarem a transacionar produtos industrializados com maior valor agregado. E para tanto pretendem criar condições para que as médias e pequenas empresas participem do esforço de comércio exterior dos dois mercados.
Segundo os representantes das duas partes, a Rússia seria um país extraordinário para a realização de negócios pelo Brasil, que teria possibilidades de entrar nos mercados das ex-repúblicas soviéticas e no Leste Europeu. A Rússia, por sua vez, teria no Brasil a porta de entrada para o Mercosul. Quanto aos investimentos da Rússia no Brasil, Shuválov disse que a Rússia é que está precisando de capitais brasileiros lá.
Antonio A. Dias Castro

Fonte: Gazeta Mercantil

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O engenheiro agronômo e diretor da Planejar Informática e Certificação, de Porto Alegre (RS), Luciano Medici Antunes, é o novo presidente da Associação das Empresas de Rastreabilidade e Certificação Agropecuária (Acerta). Ele assume o cargo a partir deste mês, com mandato até outubro de 2005. Valmir Luis Rodrigues, da Biorastro Certificação, de Botucatu (SP), e Jorge Andrade Gomes, da Tracer Certificação, de Uberlândia (MG), respectivamente vice-presidente e diretor financeiro, completam a diretoria executiva da entidade.
A nova diretoria executiva pretende atuar em sistema colegiado, compartilhando as iniciativas e decisões. “Apesar da função estatutária, cada diretor terá responsabilidade e autonomia para representar e agir em nome da Acerta, ampliando nossa presença e participação nos mais variados foros e grupos de trabalho”, explica Luciano.
Uma das metas da diretoria eleita é trazer o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para estabelecer parâmetros que venham fortalecer o setor de rastreabilidade e certificação agropecuária. Abrir espaço para novos associados também está nos planos da atual diretoria. “Convidaremos empresas e organizações que venham referendar nosso propósito, sinalizando seriedade e confiabilidade para o mercado”, completa.
Para o Conselho Deliberativo foram eleitos Henrique Victorelli Neto (Instituto Genesis), como presidente, e José Ricardo S. Rezende (Tecnagro), Cláudio Akio Michiura (BovId) e Cezar Hoerlle (Fockink), como membros conselheiros. No Conselho Fiscal assumem Paulo E. Nobre (Fnet), Mário Alves Garcia (Prodap) e Carlos César de Queiroz (Oxxen). Como Coordenadores Técnicos foram escolhidos José Wagner Amaral Neto (OiaBrasil) e Vincent L¹Henaff (Allflex).

Fonte: Revista Cultivar

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos investiga mais um possível caso de vaca louca nos Estados Unidos. Exames detalhados estão sendo feitos e o resultado final deve sair em uma semana. Em dezembro passado, um animal nascido no Canadá e criado no estado americano de Washington foi infectado com a Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE, na sigla em inglês), o mal da vaca louca. Se confirmado, este será o segundo caso.
O porta-voz do departamento de agricultura, Ed Curlett, disse que o Estado pretende determinar a fonte da infecção e então tomar as medidas apropriadas para contornar o problema. Curlett não quis especular o possível impacto de mais uma vaca contaminada no rebanho americano.
Andrea Morgan,também do departamento de agricultura, disse que “os resultados inconclusivos não significam que encontramos mais um caso de BSE neste país”. Ela reiterou que nenhum animal infectado foi abatido e que a carne servida aos americanos e por eles exportada é segura. A doença já afetou as exportações americanas de carne para o Japão, além de outros países.

Fonte: Revista Cultivar

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Transferência de Tecnologia: Novos Horizontes para o Agronegócio é o seminário que o British Council promove entre os dias 6 e 8 de dezembro no auditório do CIETEP, Federação das Indústrias do Paraná. As inovações em biotecnologia que visam o melhoramento da produção e da produtividade do agronegócio motivaram o British Council e o Governo do Paraná, através de sua Secretaria de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (SETI), a criar um debate em torno de uma área de prioridade para o Brasil.
O British Council e o Governo do Paraná reconhecem o alto padrão da pesquisa agrícola e alimentar no Brasil e no Reino Unido, e percebem as preocupações em ambos os países de que muito ainda é preciso ser feito para a transferência dos resultados da pesquisa de qualidade ao setor de agronegócio. O seminário é realizado tendo em vista a necessidade de uma transferência mais adequada desses resultados das universidades e institutos de pesquisa para o setor produtivo em favor de produtos e serviços geradores da riqueza.
O seminário é um desdobramento das discussões entre representantes das comunidades científicas britânica e brasileira realizadas durante encontros promovidos pelo British Council em Curitiba desde 1995. Nesses encontros vêm sendo debatidos temas como Transferência de Tecnologia e Comunicação da Ciência.
O evento reunirá cerca de 200 participantes, entre acadêmicos e profissionais dos setores público e privado do agronegócio. Eles estarão se revezando numa intensa programação de painéis, palestras e mesas redondas para debater questões que passam por temas como biotecnologia, biosegurança alimentar, propriedade intelectual e, acima de tudo, transferência de tecnologia.
Ao passo que no Brasil ainda há dificuldades em incorporar ao processo industrial os resultados de pesquisas de alta qualidade, no Reino Unido esse resultados são mais facilmente comunicados. Além disso, o Reino Unido tem participado ativamente dos debates europeus em torno da segurança alimentar e da regulamentação ambiental. Entre os palestrantes do seminário, estarão sete especialistas britânicos que discutirão com os brasileiros suas experiências no setor do agronegócio e apresentarão o grande sucesso obtido no Reino Unido em pesquisas em agrobiotecnologia.
A cerimônia de abertura do seminário acontece no dia 6 de dezembro, às 19 horas no auditório do CIETEP, na Federação das Indústrias do Paraná. Estarão presentes o Ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos e o Governador do Paraná, Roberto Requião.
O seminário Transferência de Tecnologia: Novos Horizontes para o Agronegócio é uma parceria do British Council e o Governo do Paraná (Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Agricultura), Federação da Agricultura (FAEP) e da Federação das Indústrias do Paraná. Entre outros apoiadores, contribuirão cientificamente o Conselho de Pesquisa em Biotecnologia e Biologia (BBSRC) do Reino Unido e a Universidade Federal do Paraná, com o apoio do Conselho de Pesquisa em Biotecnologia e Biologia (BBSRC) do Reino Unido e da Universidade Federal do Paraná.
Serviço
Data: 6 a 8 de dezembro de 2004
Local: Auditório do CIETEP
Federação das Indústrias
Av Comendador Franco, 1341
Curitiba – PR
Inscrições
As inscrições serão aceitas até o dia 3 de dezembro de 2004 e poderão ser efetuadas através de: Fax: (41) 3028-7306 ou na Internet: www.seti.gov.br/agronegocios
Fonte
Sylvia Lima
Approach Comunicação

Fonte: AgroAgenda

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Estão programados para a próxima semana 33 cursos de Formação Profissional Rural e Promoção Social do Senar-AR/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de Mato Grosso do Sul) em 22 municípios do Estado. Os cursos são gratuitos e promovidos em parceria com os Sindicatos Rurais, a Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul).
Para o município de Bataguassu estão programados seis eventos na semana de 22 a 28 de novembro. O curso de Manejo Básico de Ovinos de Corte será oferecido em duas datas, uma que começa no dia 24 e termina no dia 27 deste mês e outro entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro. O curso é novo no Estado e tem doze vagas. O objetivo é repassar conhecimento e técnicas de manejo básico de ovinos de corte, oportunizando o desenvolvimento da atividade e o fortalecimento do mercado deste produto.
Além desse curso, Bataguassu também terá as capacitações de Plantio e Manejo Básico de Pomar em duas datas (de 25 a 27 de novembro e depois de 22 a 24 do mesmo mês), Produção Caseira de Pães, Bolos e Biscoitos (25 a 27/11) e Formação de Agentes em Saúde Animal (28 a 30/11).
Em Miranda serão oferecidos três capacitações: Manutenção Preventiva de Tratores Agrícolas (Pneus) de 22 a 24 de novembro; Formação de Agentes em Saúde Animal no mesmo período e Administração da Pequena Empresa Rural de 22 a 26 deste mês. Já em Coxim, os trabalhadores rurais poderão fazer gratuitamente os cursos de Rastreamento de Bovinos e Bubalinos (Produtor) e Formação de Agentes em Saúde Animal.
Está previsto para Campo Grande o curso de Inseminação Artificial (Corte). O evento está marcado para os dias 23 a 27 de novembro. Esse mesmo curso será oferecido ainda em Inocência, no mesmo período. Para saber sobre os cursos e eventos do SENAR AR/MS, o contato pode ser feito através dos Sindicatos Rurais o conteúdo das capacitações também estão no site do SENAR AR/MS: www.senarms.org.br.  
Fabiane Sato
Time Comunicação

Fonte: Senar MS

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Os agricultores podem se beneficiar duplamente da associação de bactérias diazotróficas na cultura de milho. Ao mesmo tempo que são fixadoras de nitrogênio, essas bactérias são produtoras de hormônios de crescimento, os quais podem tornar as plantas mais eficientes na busca de nutrientes. Apostando nessas potencialidades, a Embrapa Cerrados (Planaltina – DF) investe nas pesquisas de seleção e inoculação dessas bactérias em algumas variedades de milho.
Dentre os nutrientes minerais essenciais às plantas, o nitrogênio é o exigido em maior quantidade e de grande deficiência nos solos brasileiros. Para compensar a ausência de nitrogênio, os agricultores utilizam fertilizantes nitrogenados. A aplicação desses fertilizantes, de acordo com o pesquisador Fábio Bueno dos Reis Júnior, pode aumentar em até 40% os custos de produção na cultura de milho.
Quando se produz o fertilizante nitrogenado, utiliza-se petróleo para obtenção das altas temperaturas e pressão, necessárias para a quebra da tripla ligação que une os dois átomos de nitrogênio atmosférico. O mesmo é feito pelas bactérias, as quais também quebram a tripla ligação, através da ação de uma enzima conhecida como nitrogenase, transformando o nitrogênio atmosférico em amônia, que é assimilável pelas plantas.
Se a associação entre essas bactérias e as plantas for eficiente, o nitrogênio fixado pode suprir quase todas as necessidades do vegetal, dispensando o uso de fertilizantes nitrogenados, com vantagens econômicas e ecológicas. “No milho não vai chegar a autosuficiência como na soja. Devemos ter por volta de 30% de economia”, calcula Fábio Bueno.
Para os pequenos agricultores, que não utilizam os fertilizantes nitrogenados, o benefício da fixação biológica de nitrogênio será com o aumento da produtividade. Baseado em dados da literatura, a estimativa do pesquisador da Embrapa Cerrados é de que o ganho de produtividade seja entre 30% a 40%.
Pesquisa
Há um ano a Embrapa Cerrados desenvolve atividades de pesquisa com a finalidade de identificar, em variedades de milho, algumas bactérias diazotróficas eficientes na fixação de nitrogênio e na produção de hormônios de crescimento. Estes estudos são financiados pela Embrapa, através do projeto “Rede de Desenvolvimento de Cultivares e Recursos Genéticos de Milho tolerantes aos estresses, com qualidade de grãos e adaptados às diferentes regiões do país”, liderado pela Embrapa Milho e Sorgo e pelo Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq).
As etapas da pesquisa são compostas da avaliação de variedades de milho para eficiência no uso de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo; isolamento de bactérias associadas as variedades selecionadas, especialmente dos gêneros Azospirillum e Herbaspirillum; caracterização e seleção dos isolados em laboratório; e testes, em casa de vegetação, para verificar o efeito da inoculação dessas bactérias. Após estas etapas, serão realizados os experimentos no campo.
Além dos campos experimentais da Embrapa, as avaliações das variedades de milho também são feitas em pequenas propriedades rurais, junto aos agricultores. Uma das preocupações dos pesquisadores é de isolar bactérias eficientes que quando forem inoculadas sejam competitivas para ganharem das que já estão no solo.
Alguns países já comercializam inoculantes com essas bactérias, principalmente a do gênero Azospirillum. No México, em mais de 1 milhão de hectares plantados com cereais, principalmente milho, são aplicados inoculantes a base de Azospirillum, promovendo um ganho de produtividade na ordem de 30%. No Brasil ainda não há oferta do produto e são poucos os resultados de pesquisa com experimentos de campo.
Os pesquisadores da Embrapa Cerrados já isolaram 200 bactérias diazotróficas nas variedades de milho cultivadas no cerrado, principalmente dos gêneros Azospirillum e Herbaspirillum. Os primeiros trabalhos obtiveram resultados promissores e novos experimentos serão conduzidos em 2005.
A equipe do projeto é formada pelos pesquisadores Altair Toledo Machado, Cynthia Torres de Toledo Machado e Iêda de Carvalho Mendes, além de Fábio Bueno. A Embrapa Cerrados é uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Liliane Castelões
liliane@cpac.embrapa.br
Fonte
Embrapa Cerrados
http://www.cpac.embrapa.br

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As regiões Centro-Oeste e Sudeste apresentam condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da seringueira e desfavoráveis ao mal-das-folhas, principal doença que ataca a cultura. Devido às condições de escape a doenças, ao uso de clones adaptados e produtivos, e ao manejo adequado tem-se constatado o sucesso da heveicultura nessas áreas, responsáveis atualmente por mais de 90% da produção brasileira de borracha.
A Embrapa Cerrados, uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vem desenvolvendo pesquisas de avaliação e seleção de clones, além de possuir um banco de germoplasma de seringueira. Já são cerca de 100 clones em avaliação no campo. Alguns clones avaliados e selecionados são cultivados na região, porém, há outros clones novos em fase de avaliação que são bastante promissores.
A pesquisa de avaliação e seleção de clones é importante para garantir o sucesso da cultura de seringueira. O termo clone é empregado porque as variedades selecionadas são propagadas por enxertia que é um dos métodos de clonagem de plantas, possibilitando a formação de plantações uniformes, com bom desenvolvimento, alta produtividade e outras características de interesse.
As regiões Centro-Oeste e Sudeste têm vantagens em relação à região Norte. As pesquisas na área amazônica são voltadas para obtenção de materiais vigorosos, produtivos e resistentes a doenças, necessitando da dupla enxertia, de base e da copa. A enxertia de base tem a finalidade garantir um tronco produtivo, e a de copa para assegurar uma folhagem mais resistente a doenças.
Nas áreas de escape ao mal-das-folhas, os clones são selecionados, primeiramente, quanto ao vigor e produção de borracha e depois por outros caracteres desejáveis. Nas áreas de cerrado e de transição entre o cerrado e amazônia, existe um período seco bem definido, com baixa umidade no ar, e por isso as plantas não são atacadas pela doença, sendo feita enxertia apenas na base de modo a obter uma planta de copa própria, vigorosa e produtiva.
O projeto atualmente liderado pelo pesquisador Ailton Vítor Pereira (Embrapa Cerrados) é conduzido em parceria com a Agência Goiana de Desenvolvimento Rural e Fundiário, Embrapa Amazônia Ocidental, Embrapa Amazônia Oriental e empresas heveicultoras, como a Agropecuária Morais Ferrari, em Goianésia (GO) e a Codeara, em Santa Terezinha (MT).
Demanda crescente

A produção mundial de borracha prevista para 2004 é de 8,3 milhões de toneladas. As previsões são de que esse ano, o Brasil deve alcançar a nona posição como produtor mundial, ou seja, 1,36% da previsão total mundial.
Estima-se que o consumo mundial, esse ano, seja de 8,2 milhões de toneladas. A maior parte da borracha (90%) é consumida na forma de pneumáticos (pneus e câmaras de ar) e o restante como artefatos leves, entre eles, luva cirúrgica, luva de borracha, balões de festa de aniversário, chupetas, preservativos, mangueiras para soro, correias, solado de tênis e botina.
De acordo com Ailton Pereira, a previsão da produção nacional até 2010 é de no máximo 110 mil toneladas. A produção deve ficar estabilizada neste nível, enquanto o consumo brasileiro deverá crescer, até 2020, para 360 mil toneladas. Para o mesmo período, a expectativa de consumo mundial é de 10 milhões de toneladas para uma produção máxima de nove milhões de toneladas.
Essas previsões apontam um mercado futuro bastante promissor para a borracha natural. “Para reverter essa situação de déficit interno precisaria de um plano ousado de plantio nos próximos 10 anos, nas áreas de escape do Centro-Oeste e Sudeste”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados.
O planejamento tem que ser de longo prazo, em função das características da cultura. Precisa-se de pelos menos 12 anos de investimento para se obter os primeiros resultados. O tempo médio para fazer uma muda é entre um ano e meio a dois anos e seis a sete anos para iniciar a produção. Porém, a produção plena só é atingida aos 10 anos após o plantio.
A heveicultura pode ser desenvolvida pelo grande, médio e pequeno produtor. No entanto, segundo Ailton Pereira, é mais viável na agricultura familiar pelas seguintes razões: o mercado é garantido e a borracha é comprada na propriedade; a renda anual por hectare pode ultrapassar os R$ 4 mil e é distribuída ao longo do ano; o custo fixo é menor que dos médios e grandes heveicultores; a mão-de-obra, em torno de 30% da receita do seringal, é um recurso que fica com a própria família; e há ainda a possibilidade de consorciação com outras culturas agrícolas de subsistência.
Liliane Castelões
liliane@cpac.embrapa.br

Fonte
Embrapa Cerrados
http://www.cpac.embrapa.br

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou ontem (17/11), uma sessão solene em comemoração ao 30º aniversário da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A sessão foi proposta pelos deputados distritais: Paulo Tadeu, Chico Leite e Arlete Sampaio, e tem como objetivo homenagear a Unidade da Embrapa pelas pesquisas desenvolvidas em prol da sociedade brasileira ao longo desses 30 anos de existência.
Paralelamente à sessão solene, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia promove nos dias 17 e 18 de novembro, uma exposição comemorativa ao seu 30º aniversário na da Câmara Legislativa, na qual apresentará os principais resultados obtidos em suas quatro grandes áreas de atuação – recursos genéticos, biotecnologia, controle biológico e segurança biológica.
Biotecnologia e controle biológico
Na área de biotecnologia, o destaque será o biorreator, um sistema de frascos de vidro interligados por tubos de borracha flexível, pelos quais as plantas recebem ar e água por aspersão ou borbulhamento. Esse equipamento foi desenvolvido e patenteado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e reduz significativamente os custos com mão-de-obra, além de acelerar o ciclo de produção, aumentar a produtividade, economizar tempo e espaço físico. Por isso, representa uma ótima opção para as empresas de fruticultura, produção de plantas ornamentais, reflorestamento, papel e celulose, e madeireiras, dentre outras.
O controle biológico de pragas vai apresentar as pesquisas desenvolvidas para produção de bioinseticidas, em parceria com empresas privadas. Estará à mostra o bioinseticida Sphaerus SC, desenvolvido em parceria com a empresa Bthek Biotecnologia, que já está sendo comercializado para controle do mosquito transmissor da malária e do pernilongo, que também é vetor de doenças, como a encefalite e a filariose. Por ser um produto biológico e conter na sua fórmula uma bactéria específica para combater o mosquito, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o bioinseticida não faz mal à saúde das pessoas e nem ao meio ambiente. Serão apresentadas também as pesquisas para produção de um bioinseticida para controlar o mosquito da dengue, que já estão em fase final de desenvolvimento.
Recursos genéticos e segurança biológica
Quem visitar o estande da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia na Câmara Legislativa vai conhecer também o trabalho de conservação de espécies vegetais da nossa biodiversidade. A Unidade possui um banco de conservação, onde as sementes de importância sócio-econômica podem ficar conservadas por cerca de 100 anos em câmaras frias, a uma temperatura de 20°C abaixo de zero. O banco conta hoje com cerca de 96 mil amostras de sementes de aproximadamente 350 espécies.
Estarão à mostra também as pesquisas para produção de cogumelos comestíveis e medicinais através de uma técnica chinesa denominada Jun-Cao, que foi adaptada para o Brasil pela Unidade da Embrapa, e permite baratear o cultivo desses fungos, já que utiliza substratos de gramíneas, ao invés de toras de madeira e serragem, como nos meios de cultivo tradicionais. Hoje, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia conta com um banco de cogumelos para uso humano com mais de 200 espécies.
Serão apresentadas ainda as pesquisas realizadas na área de segurança biológica para evitar a entrada de pragas e doenças exóticas na agricultura brasileira, que podem causar sérios riscos a nossa economia. A introdução inadvertida de algumas pragas já dizimou culturas agrícolas em nosso país, como foi o caso do bicudo do algodoeiro, que devastou a cultura de algodão, especialmente na região nordeste, fazendo com que o Brasil passasse de maior exportador a um dos maiores importadores desse produto. Por isso, a Unidade desenvolve análises de risco de pragas e avançados testes moleculares para identificar as potenciais ameaças e evitar que sejam introduzidas e estabelecidas em nosso país.
A exposição em comemoração aos 30 anos da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia na Câmara Legislativa do DF pode ser visitada hoje (18/11) no horário das 8h30 às 18 horas.

Fernanda Diniz
E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Os catarinenses comemoram o fim do embargo russo às suas carnes. O estado é o único reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação e também o que mais exporta suínos.
O analista da área do Instituto de Planejamento e Economia Agrícola (Icepa), Jurandi Soares Machado, diz que o estado responde por cerca da metade das exportações brasileiras e que a Rússia é o principal mercado. Absorve 60% das vendas externas.
O governo catarinense calcula que a perda para o estado nesses dois meses foi de US$ 1,4 milhão/dia. O presidente da Cooperativa Central Oeste Catarinense – Coopercentral Aurora, José Zeferino Pedrozo, comenta que a decisão do governo russo “reconhece o esforço que toda a cadeia produtiva fez nos últimos anos para manter o status de área livre de febre aftosa sem vacinação”.
Produção
Machado, do Icepa, afirma que os prejuízos não foram tão grandes porque os abates de suínos em Santa Catarina estão em queda há 22 meses. Somente nos últimos 12 meses a redução superou 5,9%, com a produção passando de 8,14 milhões para 7,66 milhões de cabeças. “Houve, no período, uma redução expressiva na oferta de carne suína resfriada e congelada, pois 483 mil cabeças a menos resultaram em um encolhimento de 40 mil toneladas de carne suína no mercado”, ressalta. Em 2003, a produção estadual reduziu em 746 mil cabeças, volume aproximado de um mês inteiro de abate. Até setembro de 2004, a queda foi de 227 mil cabeças.
Segundo Machado, as dificuldades de mercado interno, a queda nos preços internacionais e a pressão sobre os custos em 2002 e grande parte do ano passado foram os fatores que mais forçaram o encolhimento da produção estadual em 2004
As receitas cambiais, no entanto, batem recordes históricos. Entre janeiro e outubro as exportações brasileiras aumentaram 35,5% em dólares e atingiram os US$ 611,8 milhões. No mercado interno, o preço do suíno vivo pago aos criadores catarinenses atingiu um dos melhores patamares de remuneração dos últimos anos.
O embargo russo interrompeu uma sucessão de aumentos realizados ao longo do ano em Santa Catarina. Duas semanas após a suspensão das exportações, a cotação caiu de R$ 2,30 para R$ 2,25. Pouco depois, sofreu nova diminuição de R$ 0,05. Pela última cotação, o preço do quilo vivo do suíno aumentou para R$ 2,25. É provável que a cotação paga dentro do sistema de integração, responsável por cerca de 90% do abate em Santa Catarina, volte a R$ 2,30 ainda em novembro. Segundo o presidente da Associação Catarinense de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, o reajuste mostrou que a redução de R$ 0,10 na cotação, em função do embargo russo, foi precipitada.
O aumento para o produtor não deve chegar de imediato aos consumidores, que foram beneficiados nos últimos 30 dias por reduções médias de 5% nos cortes in natura e produtos industrializados de carne suína vendidos nos supermercados. Somente os cortes mais procurados para as festas de final de ano, como o lombinho e o pernil, podem recuperar parte do preço que perderam devido à sobra de carne no mercado interno propiciada pelo embargo russo num primeiro momento.
Juliana Wilke

Fonte: Gazeta Mercantil

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Os embarques brasileiros de manga para a Ásia devem começar em dezembro. Segundo a Associação dos Exportadores do Vale do São Francisco (Valexport), as vendas para o Japão, considerado pelos exportadores a “jóia da coroa” da região, não foram iniciadas porque os “packing houses” do Vale do São Francisco – que responde por mais de 90% dos envios nacionais de manga ao exterior – estão sendo adaptados para atender às exigências daquele país.
A expectativa, segundo o diretor técnico da Valexport, Alberto Galvão, é que o mercado japonês consuma cerca de 100 toneladas de manga brasileira por mês. “É um mercado importante, muito embora os volumes não sejam grandes. A vantagem é que o Japão abre portas para outros mercados, como China, Cingapura, Coréia, Taiwan e Hong Kong”, observa. Apesar do otimismo em relação aos embarques para a Ásia, o volume total das exportações brasileiras da fruta deverão recuar em 2004 em relação ao ano passado.
Conforme a Valexport, o Vale do São Francisco exportou cerca de 124 mil toneladas de manga em 2003, sendo que 70% desse volume teve a Europa como destino. A receita com as vendas chegou a US$ 76 milhões. Em 2004, diz o vice-presidente da Valexport, Aristeu Chaves, o volume embarcado deverá ser menor, “mas o valor, em divisas, deverá ser igual ou maior que o registrado em 2003”.
O otimismo está ligado ao preço pago pela fruta no mercado internacional. Na Europa, por exemplo, a caixa de 4 quilos oscila entre 4,5 e 5 euros. A queda do volume está ligada às chuvas que caíram no Vale no início do ano e que alteraram a fisiologia das plantas, afetando a programação de colheita. Com as chuvas, a produção ficou concentrada entre os meses de agosto e setembro, período em que os embarques normalmente são iniciados e os volumes são relativamente pequenos. Com a concentração, houve superoferta e preços baixos, cenário que começa agora a mudar.
De acordo com Galvão, o mercado japonês será atendido sem problemas, uma vez que a situação já está sendo regularizada e os produtores e exportadores devem retomar o ritmo das atividade nas próximas semanas. Além disso, a produção regional tem capacidade para sustentar um salto significativo dos volumes exportados. Um estudo da Valexport de 2003 apontou a existência de cerca de 30 mil hectares plantados com mangas no Nordeste. Do total, entre 20 mil e 22 mil hectares estavam em produção. Em 2003, a safra rendeu 320 mil toneladas, sendo 124 mil toneladas exportadas.
Mas, apesar das boas perspectivas, as exportações da fruticultura nacional – que rondam os US$ 500 milhões por ano – podem ser prejudicadas a partir de 1º de janeiro de 2005, com uma regra da Comunidade Européia que prevê que todos os agroquímicos utilizados pelo setor tenham registro junto ao governo brasileiro.
“A legislação brasileira é antiga, com cerca de 20 anos. Os processos estão parados e se a situação não for resolvida, além do prejuízo financeiro, cerca de 5 milhões de empregos diretos e indiretos estarão ameaçados”, afirma o vice-presidente da Valexport, Aristeu Chaves. O assunto foi levado ao conhecimento direto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, quando ele visitou o município de Petrolina, no vale do submédio São Francisco. Na ocasião, o presidente teria se comprometido a resolver o problema até o fim de dezembro, sem prejuízos para o setor.
Paulo Emílio
Do Recife

Fonte: Valor Econômico

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A Rússia, que suspendeu ontem parcialmente o embargo às carnes brasileiras, vai rever o acordo sanitário assinado com o Brasil no fim dos anos 90. Por esse acordo, quando um Estado brasileiro registra casos de febre aftosa, os Estados vizinhos ficam proibidos de exportar à Rússia por um ano. Fontes russas afirmam que a revisão estaria no “pacote de benefícios” que Moscou está apresentando a Brasília como contrapartida na negociação para vender aviões-caça ao país. A revisão contemplaria a divisão do país em áreas livres de aftosa, como já está previsto pela Organização Internacional de Epizootias (OIE). Por esse critério, uma área afetada pode voltar a exportar após períodos que variam de seis meses a dois anos, depois de tomadas medidas de controle. As regiões vizinhas não ficam impedidas de exportar.
No dia 20 de setembro, a Rússia suspendeu as compras de carnes brasileiras, de todos os Estados exportadores, após a descoberta de um caso de aftosa em Careiro do Várzea (AM). Ocorre que a região não está na área livre de aftosa e nem é exportadora. Ontem, o Ministério da Agricultura recebeu um comunicado oficial do Serviço Federal de Inspeção Veterinária e Fitossanitária da Rússia informando que seriam retomadas as compras de carnes de Santa Catarina, único Estado reconhecido pela OIE como livre de aftosa “sem vacinação”. Os 14 Estados que têm status internacional de livre “com vacinação” seguem sem poder exportar. A medida surge poucos dias antes da chegada do presidente russo Vladimir Putin ao país.
Os veterinários russos que chegaram ao Brasil no fim de semana discutirão a revisão com funcionários da área de sanidade do Ministério da Agricultura. “A revisão do acordo está sendo elaborada para determinar os mecanismos de controle sanitário”, disse Ara Abramian, presidente do Comitê para o Fomento de Negócios Rússia-Brasil, após solenidade de criação do Conselho Empresarial Brasil-Rússia, em São Paulo.
Pratini de Moraes, presidente da Abiec (reúne exportadores brasileiros de carne bovina) e do novo conselho, disse que é “preciso rever o acordo sanitário com a Rússia para evitar novos problemas”. Ele acrescentou que, para entrar na Organização Mundial do Comércio (OMC), a Rússia terá de seguir regras internacionais, como as da OIE. Pratini afirmou esperar que o embargo aos demais Estados seja levantado “nos próximos dias”. Pelo lado russo, Abramian falou em solução num “futuro próximo”, mas não respondeu se isso ocorreria antes da chegada de Putin. Ele fez questão de frisar que a “Rússia quer a carne brasileira”. Pratini disse, na entrevista conjunta com Abramian, que um dos motivos para o embargo a Santa Catarina ter sido levantado é que os preços da carne já estavam em alta na Rússia por causa da suspensão.
O ministro da agricultura Roberto Rodrigues, que participou ontem do Seminário Nacional sobre Biocombustíveis, em Piracicaba (SP), afirmou que a decisão [de retomar as compras catarinenses] do governo russo “foi um gesto de boa vontade” já que Santa Catarina é o único Estado livre de febre aftosa sem vacinação no país. Apesar de a Rússia alegar que a situação sanitária no Brasil não é segura, fontes brasileiras não se cansam de afirmar que o problema é comercial. O fato é que o fluxo de negócios favorece o Brasil, que até setembro exportou US$ 1,2 bilhão à Rússia, e importou US$ 575 milhões.
Até autoridades russas admitem que a questão da carne está ligada à licitação de US$ 700 milhões para a aquisição de 12 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). A Sukhoi, fabricante russa de aviões militares, está na disputa com a Embraer para a licitação. Segundo essas autoridades, as deliberações sobre a importação de carne e da venda de aviões são interdependentes. Se a Sukhoi vencer a licitação para os caças, o governo russo ofereceria ao Brasil pacote de US$ 3 bilhões, envolvendo transferência de tecnologia e redução nas tarifas de exportação para a Rússia. Além disso, a Embraer poderia ser beneficiada com a exportação de aviões para a Aeroflot.
Para o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, as regras sanitárias impostas pela Rússia não fazem sentido. Especialistas em sanidade concordam e dizem que não há base científica para os embargos. Uma fonte que participou da negociação do acordo sanitário do fim dos anos 90 reconhece que o Brasil cedeu para abrir o mercado russo às carnes e acabou aceitando exigências nunca antes feitas.
Hoje técnicos russos visitam a empresa veterinária Merial, na região de Campinas, e amanhã vão a Maringá (PR), para depois seguirem para o Amazonas. No sábado haverá uma reunião, em Brasília, para avaliar esses trabalhos, já com a presença do vice-ministro russo da Agricultura, Sergei Dankvert, que vem ao Brasil com o Putin.
(Colaboraram Vinicius Doria, de Brasília, e Ivana Moreira, de Belo Horizonte).
Alda do Amaral Rocha e Robinson Borges
De São Paulo

Fonte: Valor Econômico

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Um grupo de técnicos brasileiros e russos está atuando em conjunto para tentar fazer um acordo que permita a suspensão do embargo russo às carnes exportadas pelo Brasil. O governo russo decidiu pôr parcialmente fim ao embargo da carne brasileira. A partir de hoje, voltará a importar carnes de frango, de suínos e de bovinos produzidas apenas em Santa Catarina.
De acordo com a Agência Brasil, continua suspensa a compra da carne dos demais estados brasileiros. Os russos entendem que o fornecimento catarinense tem mais garantias, já que estado é considerado livre da febre aftosa, com controles tão rígidos que dispensam a necessidade de vacinação preventiva do gado – nas demais regiões produtoras do país o controle ainda exige campanhas de imunização.
A normalização das exportações para a Rússia dependerá do trabalho de uma comissão de veterinários brasileiros e russos, que há três meses avaliam a situação fitossanitária no Brasil. A expectativa do governo brasileiro é de uma resolução favorável ao Brasil ainda nos próximos dias.
Afonso Benites

Fonte: Campo Grande News

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Enquanto não se definia o quadro eleitoral dos Estados Unidos, as negociações ficaram suspensas e na pauta havia outras prioridades. Não que agora esta situação irá mudar radicalmente, já que na frente das prioridades permanecem o combate ao terrorismo, uma solução para a situação do Iraque e outras questões nucleares envolvendo Coréia do Norte e Irã. O que se espera, no entanto, é que as conversas com a América Latina sejam retomadas.
Com a reconhecida vitória do atual presidente, George W. Bush, surge a pergunta sobre o que pode mudar para o Brasil em termos comerciais. Em princípio, podemos dizer que a política comercial republicana tende a ser mais aberta vis-a-vis o sugerido protecionismo dos democratas, embora o primeiro mandato do presidente Bush tenha demonstrado um viés protecionista, com a imposição de salvaguardas para o aço e os elevados subsídios agrícolas conferidos pela última lei agrícola norte-americana (a Farm Bill 2002). Além disso, Bush já tinha um compromisso com a Alca e, ao contrário do que muitos imaginavam, vem tendo um bom relacionamento com os países da América Latina, inclusive promovendo a formação de diversos acordos bilaterais de comércio.
Mas não devemos nos iludir e imaginar que as condições de negociação serão mais fáceis, sobretudo em termos regionais. Na realidade, a política comercial dos próximos quatro anos do governo Bush vai depender muito do estado da economia. O protecionismo poderá reaparecer se o crescimento for aquém do desejado, se o desemprego se elevar ou ainda se o déficit em conta corrente, hoje o maior do mundo (US$ 530,7 bilhões em 2003 e superior ao PIB do Brasil) se tornar insustentável. O ciclo de preços mais baixos para diversos produtos agrícolas nos próximos dois anos também deverá dificultar a redução de subsídios ao setor, que particularmente interessa muito ao Brasil.
Para o Brasil, a situação torna-se mais complicada pelo fato de os Estados Unidos estimularem a formação de acordos bilaterais em uma estratégia denominada “competitive liberalization” (em que os países atuam nos diversos foros buscando obter os máximos resultados em troca de muito pouco), como os recentes acordos assinados com o Chile, com o CAFTA (América Central), e mais recentemente, as negociações envolvendo os EUA e os países andinos.
Por outro lado, o Mercosul permanece em processo de esvaziamento, com disputas e divergências comerciais ainda não solucionadas por seus dois membros mais importantes, Brasil e Argentina. Os recentes conflitos de interesse entre esses países ilustram bem esta situação e acabam reduzindo o poder de barganha do bloco e, conseqüentemente, do Brasil. Este impasse poderá custar caro para o país nas diversas mesas de negociação.
No âmbito da ALCA, não são esperadas grandes conquistas para a agricultura brasileira com a vitória de Bush. A maior dificuldade em destravar questões como os subsídios agrícolas, está no Congresso norte-americano e não no Executivo, o que fará com que a negociação permaneça complicada. Os senadores e deputados, que são grandes defensores dos subsídios, devem continuar em seus cargos no próximo mandato.
O senador Charles Grassley, de Iowa, um dos defensores do protecionismo agrícola no Congresso, foi reeleito com folgada maioria. No meio-oeste, o vencedor em Illinois, também estado produtor agrícola, foi o democrata Barack Obama, que ainda não manifestou sua posição em relação aos subsídios agrícolas. O ex-líder democrata no Senado, Tom Daschle, perdeu para John Thone, republicano de Dakota do Sul. Portanto, com este cenário protecionista no Congresso norte-americano, é bem provável que as questões ligadas à agricultura ainda permaneçam como o foco da discórdia entre os EUA e seus parceiros comerciais que demandam maior liberalização da agricultura, como o Brasil.
No contexto das negociações internacionais, o Brasil precisa avançar muito na elaboração de propostas, sobretudo nos setores industrial e de serviços. Somente a agricultura está mais preparada para negociar, com os objetivos mais definidos e ciente de suas demandas. Fato este que a agricultura é o único setor que possui um instituto de pesquisa (Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais – ICONE) para promover estudos e análises a fim de defender seus interesses nas negociações internacionais. Infelizmente, o setor industrial, o financeiro, entre outros, ainda estão engatinhando na elaboração de propostas. E é justamente nestes segmentos em que há grandes riscos para o Brasil. O setor industrial, por exemplo, ainda é bastante protegido em termos de barreiras tarifárias. Em alguns segmentos sua competitividade é baixa em relação aos padrões internacionais. A tarifa média do setor industrial no Mercosul está em torno de 13,0%, enquanto nos Estados Unidos e União Européia é de 4,5% e 4,7%, respectivamente, segundo dados do ICONE.
Em síntese, terminada a eleição dos Estados Unidos, as negociações internacionais devem retornar à pauta, principalmente no que se refere à ALCA. Certamente será uma negociação muito difícil para o Brasil, principalmente com o enfraquecimento do Mercosul, que prejudica também o andamento do acordo com a União Européia, onde o potencial de ganho para a agricultura poderia ser maior em virtude das exportações agrícolas brasileiras para este bloco terem maior peso na pauta total. De todo modo, o fato é que os Estados-membros do Mercosul precisam ser mais pragmáticos, procurando defender efetivamente os interesses da região no âmbito da ALCA. O mercado consumidor americano é imenso e os Estados Unidos têm um grande peso na importação de produtos brasileiros. Portanto, estas negociações têm grandes riscos, mas enormes oportunidades para o Brasil, porém será necessário muito talento e habilidade aos nossos representantes para conseguir um acordo que atenda aos anseios do país.
Glauco Rodrigues Carvalho – economista da MB Associados. O autor agradece as contribuições de Leandro Rocha.

Fonte: Agropauta

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A cera de carnaúba promete diminuir as perdas do agronegócio, ao proteger o tomate e outras frutas que tendem a estragar rapidamente por reterem pouco a água. A descoberta partiu da estudante de Engenharia Agrícola da Unicamp Marcela Chiumarelli, de 23 anos, que ganhou o prêmio Jovem Cientista 2004, um dos mais prestigiados da América Latina, concedido no último dia 26 de outubro na sede do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), em Brasília. A premiação é concedida pelo CNPq, Fundação Roberto Marinho, Gerdau e Eletrobrás.
O objetivo da pesquisa era determinar o melhor tipo de cera para a conservação do tomate. A fruta perde muita água, e com isso acaba estragando facilmente. A película protetora criada pela cera de carnaúba, que, segundo Chiumarelli, possui um grande poder isolante, impede que haja perda de água. Com isso, o tomate se conserva por mais tempo. “Com a cera, o tomate pode ser conservado por até 15 dias”, diz a pesquisadora.
“Geralmente quando se fala em prêmio, logo se pensa em alta tecnologia. Hoje em dia estão percebendo que o importante não é ter uma tecnologia muito cara. O importante é que seja possível colocá-la em prática e ao mesmo tempo ser acessível ao pequeno produtor, ao pequeno agricultor. Esse prêmio deu essa visão”, avalia Chiumarelli.
Produtores de tomate já manifestaram interesse em utilizar a cera de carnaúba, segundo a pesquisadora. Para cada tonelada de tomate, o produtor irá gastar R$ 10 para proteger a fruta com a película. Para o professor Marcos David Ferreira, do curso de Engenharia Agrícola da Unicamp, o projeto irá auxiliar a cadeia produtiva do agronegócio, diminuindo as perdas.

Fonte: Agropauta

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A Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, unidade vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), realiza no próximo dia 19 de novembro, às 14 horas, no auditório da Associação Comercial de Corumbá, o dia de campo “Ameaças às atividades econômicas do Pantanal”. O evento, que conta com o apoio da Semactur, busca reunir representantes dos setores de turismo e de serviços da cidade, além da comunidade e dos acadêmicos, em torno desses problemas, prevendo cenários futuros e propondo soluções sustentáveis para o Pantanal.
As atividades econômicas tradicionalmente adotadas pela comunidade pantaneira, como a pecuária, a pesca (profissional e turística) e o turismo, encontram-se cada vez mais ameaçadas pela soma dos impactos das atividades antrópicas. Segundo a pesquisadora da Embrapa Pantanal, Débora Calheiros, a sustentabilidade econômica dessas três atividades depende da sustentabilidade ambiental, ou seja, da conservação da qualidade do sistema Pantanal. Ela fará a abertura do evento, falando dos impactos potenciais para as atividades econômicas tradicionais do Pantanal.
A programação do evento também inclui as palestras sobre os impactos ambientais e econômicos do mexilhão dourado, tema que será apresentado pela pesquisadora da Embrapa Pantanal, Márcia Divina de Oliveira. Os desafios e oportunidades do turismo de pesca no Pantanal Sul serão enfocados pelo pesquisador da Embrapa Pantanal Agostinho Catella e, o encerramento do evento, a pesquisadora da Embrapa Pantanal Sandra Mara de Araújo Crispim, que falará sobre o problema das queimadas no Pantanal.
Denise Justino da Silva
E-mail: denise@cpap.embrapa.br

Fonte: Embrapa Pantanal

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O documento ‘Milho e Biodiversidade: Efeitos do Milho Transgênico no México’ é leitura obrigatória para quem, no Brasil, acha que tudo em matéria de transgênicos se resume a um tema só para especialistas.
Marcelo Leite (cienciaemdia@uol.com.br), jornalista de ciência, mantém no caderno ‘Mais!’ da ‘Folha de SP’ a coluna ‘Ciência em Dia’, criada por José Reis, onde publicou este artigo.
Desta vez não vai dar para desqualificar e dizer que se trata de coisa de inimigos da tecnologia ou de defensores do protecionismo europeu.
O último relatório de advertência sobre os riscos da entrada de milho transgênico no México foi produzido sob a égide do Nafta por 16 pesquisadores dos três países signatários desse acordo de livre comércio do Norte da América.
Quem duvidar pode apelar para a internet: http://www.cec.org/maize.
A Comissão de Cooperação Ambiental, órgão tripartite criado no quadro do Nafta, foi encarregada em 2001 de estudar o problema da contaminação de variedades crioulas de milho do México com cultivares geneticamente modificados dos EUA.
Produziu o documento ‘Milho e Biodiversidade: Efeitos do Milho Transgênico no México’.
É leitura obrigatória para quem, no Brasil, acha que tudo em matéria de transgênicos se resume a um tema só para especialistas – como aliás sugere o nome da comissão de biossegurança (CTNBio), que é ‘técnica’ antes de ser ‘nacional’.
São muitas as recomendações polêmicas do relatório. Para começar, tornar mais rigorosa a moratória para cultivo em larga escala de milho transgênico no México e triturar todos os grãos desse cereal importados dos EUA.
Isso apesar de constar do documento que ‘investigações e análises científicas ao longo dos últimos 25 anos mostraram que o processo de transferir um gene de um organismo para outro não representa ameaça intrínseca, no curto ou no longo prazo, seja para a saúde, a biodiversidade ou o ambiente’.
Foi essa aparente contradição que alicerçou a reação do governo dos EUA. Num comunicado conjunto, as agências americanas de ambiente (http://www.epa.gov) e de comércio exterior (http://www.ustr.gov) qualificam o relatório como ‘fundamentalmente falho e não-científico’.
Uma passagem do documento é de particular interesse para formadores de opinião brasileiros.
Por aqui, costuma-se festejar sem senso crítico engenhocas genéticas como plantas de milho produtoras de medicamentos, que deveriam ser mantidas longe da cadeia alimentar humana.
Que leiam atentamente: ‘A modificação do milho para produzir substâncias farmacêuticas e certos compostos que são incompatíveis com alimentos e rações deve ser proibida, de acordo com as intenções manifestadas pelo governo do México, e séria consideração deve ser dada à idéia de banir tal uso do milho em outros países.’
O documento só parece contraditório para quem quer ver questões sociais e culturais distanciadas da biotecnologia. Afinal, é daí que surgem as maiores ameaças a seu avanço, e não tanto de supostos malefícios para a saúde e o ambiente.
O que incomoda no relatório da CEC é que ele se dispõe a considerar uma planta, o milho, como algo mais do que um organismo.
Como sabe qualquer pessoa que já tenha visitado o México, o milho, por lá, é peça central da cultura.
Além disso, a região guarda nas variedades crioulas e em parentes do milho – como o teosinto – uma diversidade genética fundamental para melhoristas fazerem futuros cruzamentos. Daí a recomendação para que se desenvolvam métodos melhores para detectar e monitorar a disseminação dos transgenes.
Para um biotecnólogo empedernido, só pode mesmo soar como o cúmulo do atraso e da ideologia acolher num documento ‘científico’ uma recomendação para ‘assegurar o envolvimento de pequenos agricultores no desenvolvimento da nova política mexicana de biotecnologia’.
Folha de SP, Mais!, 14/11/2004

Fonte: Jornal da Ciência

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Um grupo de 21 famílias começa a colher os primeiros resultados do programa “Flores da Eva”, uma iniciativa do Sebrae no Amazonas, inserida na Cadeia de Floricultura da instituição, que visa proporcionar uma alternativa de ocupação e renda aos produtores rurais do município de Rio Preto da Eva, município distante 80 km de Manaus.
Uma das participantes do programa é a proprietária do sítio Aline, Suely Portela, de 37 anos, que neste mês já colheu três das quatros espécies de flores temperadas que fazem parte do programa: gladíolo, áster (conhecido também como sorriso-de-maria), angélica e o amarílis, sendo que esta não foi plantada em sua propriedade. Com o gladíolo, por exemplo, Suely espera ter um faturamento de R$ 1,6 mil em novembro. A dúzia desta flor está sendo vendida em Manaus ao preço de R$ 7 no varejo.
A vantagem de participar do programa, segundo a produtora rural, é que um dos parceiros, a floricultura Dona Flor, está comprando toda a produção das famílias participantes. “Com o mercado garantido, nossa preocupação agora é produzir mais e melhor”, afirma.
Início da atividade
A atividade começou a ser fomentada no início do ano passado, a partir da constatação de que as mulheres do município já trabalhavam de forma incipiente com a produção e venda de flores da região no mercado local. Nessa ocasião, os primeiros bulbos de flores temperadas foram plantados, como forma de se verificar a adequação de uma cultura típica de clima temperado na região amazônica, com altas temperatura e umidade relativa do ar. Como a experiência foi um sucesso, o Sebrae no Amazonas passou a organizar o grupo, em seu início totalmente composto por mulheres, disponibilizando as ferramentas gerenciais e técnicas para a implantação de uma cadeia produtiva de flores.
Entre os cursos realizados, o de compostagem de matéria orgânica está apresentando resultados animadores, já que é uma atividade que ajuda na conservação da fertilidade do solo e elimina os resíduos de forma ecologicamente correta.
A diretora-técnica do Sebrae no Amazonas, Maria José Alves da Silva, acredita que, com a iniciativa, o município vai se transformar em um pólo produtor de flores, não só temperadas, mas também de tropicais, já que em Rio Preto da Eva existem todas as facilidades: localização próxima a um grande centro consumidor (Manaus), com estrada que facilita o escoamento da produção; clima adequado; água à vontade; e grandes áreas que podem ser aproveitadas para essa atividade. A qualidade do produto já passou pelo crivo dos consumidores amazonenses e, em dezembro, segundo a diretora, uma amostra das flores será enviada para o Chile, para se ter idéia da aceitação das flores de Rio Preto da Eva no mercado internacional. “O programa nasceu pequeno, mas com todo o planejamento estratégico para se tornar um grande agronegócio”, afirma.
Denison Silvan

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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Qual é a real situação do setor de ovinos e caprinos no norte e nordeste de Minas Gerais? Essa questão será abordada durante a apresentação do Diagnóstico de Ovinocaprinocultura do Norte e Nordeste de Minas, a ser realizada em Montes Claros, na quarta-feira (17/11), e em Carlos Chagas, sexta-feira (19/11).
O diagnóstico compreende dois núcleos: o norte de Minas, que integra as cidades de Montes Claros, Januária, São Francisco e região; e o nordeste do Estado, englobando Almenara, Ponto dos Volantes, Carlos Chagas e região.
O levantamento preliminar demonstra que os pontos fracos do setor na região são a comercialização e a organização. Já a produção, as boas raças, o clima e o relevo adequados para a criação foram considerados pontos fortes.
Além da apresentação do diagnóstico e debate, haverá uma análise dos problemas com a elaboração de um plano de trabalho e uma palestra sobre Produção, Processamento e Comercialização de Produtos Derivados de Caprinos e Ovinos.
Segundo o técnico do Sebrae Agmar Campos, há mercado para a produção, mas os produtores não conseguem atender à demanda. Ele explica que São Paulo e Brasília são os principais mercados, enquanto Belo Horizonte importa animais. Para ele, é preciso otimizar o uso dos abatedouros que existem na região. Isso porque a maior parte dos animais é vendida viva para atravessadores. “O mercado demanda animal abatido”, enfatiza.
Ao final do encontro será elaborado um plano de ação conjunto com base nos pontos identificados na avaliação. O evento é uma realização do Sebrae, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e da Emater.
Em Montes Claros, o encontro será realizado na Sociedade Rural de Montes Claros (Av. Geraldo Athayde, 1373, São João). Em Carlos Chagas, na rua Hermes Souto, nº 2, Centro. Informações e inscrições: (38) 3690-5900.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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O Ministério da Agricultura da Coréia do Sul suspendeu hoje (16/11) as inspeções de quarentena da carne suína da França e laticínios de diversos países europeus devido à preocupação com a contaminação destes produtos com a dioxina, substância causadora de câncer. A tentativa de suspender as importações vai afetar também as vendas de carne suína e laticínios da Holanda, Bélgica e Alemanha, de acordo com o Ministério.
As autoridades coreanas afirmam que produtores destes países podem ter utilizado a dioxina contaminando a ração dos animais. Acrescentaram que o governo está pensando numa solução para o problema. Porém, se a contaminação for confirmada, enfatizaram que destruirão todas as importações européias que se encontram no país. As informações são de agências internacionais.
Com informações da Agência Safras.

Fonte: Uniquímica

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