A preocupação em garantir o desenvolvimento sustentável para a região do Pantanal se reflete nos 233 trabalhos técnico-científicos que serão apresentados na quarta edição do Simpósio sobre Recursos Naturais e Sócio-econômicos do Pantanal (SIMPAN), que acontece entre os dias 23 e 26 de novembro, em Corumbá (MS). Embora o prazo para o envio de trabalhos já tenha se encerrado, os interessados em participar do evento ainda podem efetuar suas inscrições através da página da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), www.cpap.embrapa.br.
A presidente da Comissão Científica do evento, a pesquisadora Balbina Soriano, aponta o crescimento da consciência global em favor da conservação e utilização racional dos recursos naturais do Pantanal como fator de motivação para o número de pesquisas conduzidas na região. A relação dos trinta trabalhos selecionados para as apresentações orais durante o evento, bem como os que deverão ser apresentados através de pôsteres estará disponível no site da Embrapa Pantanal a partir do dia 8 de novembro. “A comissão científica buscou assinalar a diversidade e as perspectivas de pesquisa no Pantanal”, ressaltou.
As principais temáticas do Simpósio serão destaque das mesas redondas: “Agricultura Familiar, Pequena Produção e Sustentabilidade”, “Uso Direto e Indireto dos Recursos Naturais do Pantanal” e “Turismo, Políticas e Sustentabilidade”. “A diversidade da flora pantaneira vai além de suas belezas cênicas, por isso é preciso discutir propostas de utilização sustentável desse recurso”, acredita o coordenador do evento, o pesquisador José Robson Bezerra Sereno, chefe adjunto de Comunicação e Negócios da Embrapa Pantanal.
Inscrições
A Embrapa Pantanal continua recebendo inscrições para a quarta edição do SIMPAN. A taxa de inscrição custa R$ 50,00 para estudantes e R$ 80,00 para profissionais. Para efetivar a inscrição, o autor deverá enviar pelo correio, ou entregar pessoalmente na sede da Embrapa Pantanal, o original do comprovante de depósito da quantia paga (Banco do Brasil – Agência: 0014-0 – c/c: 23092-8). A taxa de inscrição dá direito a uma pasta com materiais do evento, além de entradas para participação nas atividades previstas na programação.
O evento é uma realização da Embrapa Pantanal, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul (Sebrae/MS).
Denise Justino da Silva
E-mail: denise@cpap.embrapa.br

Fonte: Embrapa Pantanal

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O e-Sprinkle, software desenvolvido pela Ablevision, empresa do pólo tecnológico de São Carlos, é a mais recente solução tecnológica para análise de deposição de gotas na aplicação de defensivos e fertilizantes agrícolas. Produzido com tecnologia da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o sistema acaba de receber a validação científica do IAC (Instituto Agronômico).
Baseado na análise por visão computacional, a tecnologia automatiza a contagem de deposição de gotas, oferecendo relatórios sobre densidade, diâmetro mediano volumétrico e numérico, amplitude relativa, coeficiente de variação, potencial risco de deriva e histogramas de deposição. São números essenciais para determinar se os processos de pulverização ou aplicação estão sendo eficazes.
“A contagem da deposição de gotas capturadas pelos papéis hidrossensíveis era feita manualmente com o auxílio de lupas ou microscópios, resultando em uma análise sujeita a erros. Agora, com a produção do software em escala comercial e a certificação do IAC, os envolvidos com a tecnologia de aplicação ganham uma ferramenta essencial para agilizar o trabalho de avaliação de pulverização”, afirma Edson Roberto Minatel, diretor da Ablevision e responsável pelo sistema.
São dois os impactos da correta avaliação do processo de deposição de gotas: um econômico e um ecológico. Em média, estima-se uma perda de até 30% do que é aplicado devido à ausência de controle. Além do prejuízo financeiro, o desperdício ainda acarreta danos irreparáveis ao meio ambiente, poluindo ar, solo e água, e tornando ineficaz o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas.
Sobre a Ablevision
A Ablevision Sistemas Computacionais nasceu no pólo tecnológico de São Carlos. Mantém parceria com universidades e centros de pesquisa da região e é sócia-fundadora do Cluster São Carlos de Alta Tecnologia. A empresa desenvolve produtos, projetos e soluções com a tecnologia de visão computacional nas atividades que requerem análise visual para o controle de qualidade.
Internet:  http://www.ablevision.com/

Fonte: Página Rural

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O Greenpeace visitou ontem (4/11) diversos restaurantes na cidade de Belo Horizonte, com o objetivo de promover o Guia do Consumidor e incentivar os donos e clientes dos estabelecimentos a não consumir transgênicos. A visita à capital do Estado que não tem produção de soja em larga escala, mas possuí alto consumo de produtos derivados faz parte da Campanha “Essa não dá para engolir”, que o Greenpeace lançou na segunda quinzena de outubro em Porto Alegre (RS).
A campanha passará por 10 cidades em 9 semanas, a fim de mobilizar os consumidores a exercerem seu direito à informação, exigindo o cumprimento do Decreto de Rotulagem e promovendo uma resistência à entrada dos transgênicos no Brasil, utilizando o Guia como ferramenta. Além disso, os consumidores devem pressionar o Congresso, em favor de uma Lei de Biossegurança que garanta a necessidade do licenciamento ambiental, mantendo as competências dos ministérios do Meio Ambiente e da Saúde.
Na atividade desta quinta-feira, onze ativistas vestidos como mestres cuca visitaram restaurantes do centro da cidade, carregando uma “bola de chumbo” gigante caracterizada com o “T” oficial da rotulagem dos produtos transgênicos. O objetivo da ação foi mostrar ao consumidor de Belo Horizonte o fato de que o País pode ser “acorrentado” aos OGMs (organismos geneticamente modificados), e apresentar alternativas para que o consumidor interfira neste processo, dizendo não aos transgênicos. Durante a visita, representantes da organização realizaram uma pesquisa de opinião junto aos estabelecimentos, questionando a respeito de sua motivação em não adquirir produtos transgênicos.
Em Brasília, o governo federal editou em outubro a terceira medida provisória autorizando o plantio de mais uma safra de soja transgênica, sem os estudos de impacto ambiental necessários. Enquanto isso, o Congresso Nacional ainda discute o caráter do Projeto de Lei de Biossegurança (Decreto 4.680, de 24 de abril de 2003, e Portaria 2.658, de 22 de dezembro de 2003), cabendo agora à Câmara dos Deputados decidir quando e como será aprovado o cultivo de transgênicos no País. Neste momento, a rotulagem dos produtos transgênicos é um direito do consumidor que não está sendo respeitado pelas empresas, com a conivência do Estado.
“Garantir que o Decreto de Rotulagem (O Senado Federal aprovou no dia 06 de outubro o Projeto de Lei de Biossegurança que regulamenta a entrada dos transgênicos no país, sem a necessidade da exigência do licenciamento ambiental prévio) seja cumprido é o mínimo que se espera do governo e das empresas, já que é papel de ambos zelar pelo meio ambiente e pelo direito do consumidor de dizer não aos transgênicos”, afirmou Gabriela Couto, bióloga da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace.
O Centro de Ecologia Integral e a Revista Ecologia Integral, atentos as conseqüências socioambientais advindas com a utilização dos transgênicos, apóiam a campanha do Greenpeace “Essa não dá para engolir” realizada nos restaurantes de Belo Horizonte. “É urgente e imprescindível que a população se informe sobre o assunto para que um debate sério possa de fato acontecer” disse José Luiz Ribeiro de Carvalho, diretor do Centro de Ecologia Integral.
Mais de 80% da população brasileira não quer que os transgênicos sejam liberados no País, e mais 90% se sentiriam menos motivados a comprar um produto, caso constasse no rótulo a informação de que o produto é transgênico. O Guia do Consumidor pode auxiliar essas pessoas a manter os transgênicos fora de seu pratos. A campanha “Essa não dá para engolir” também oferece como ferramenta um site com informações básicas sobre o assunto, sugestões de atividades práticas, o Guia do Consumidor para download, e ainda mais informações sobre a campanha: www.greenpeace.org.br/consumidores.

Fonte: Greenpeace

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A Agropecuária Jacarezinho acaba de receber da Efisis, uma das mais conceituadas empresas de certificação de origem e qualidade do mundo, a certificação EurepGAP, conjunto de normas e exigências da Euro Retailer Group (entidade que reúne os maiores varejistas de alimentos da União Européia). Esse certificado garante e qualifica propriedades segundo os aspectos de produção, meio ambiente, bem-estar animal, segurança alimentar, análises de riscos, manejo, gestão e responsabilidade social.
O selo ganha proporções importantes não só para a Jacarezinho, mas também para toda cadeia da carne bovina brasileira, já que partir de 2005 os supermercados e demais varejistas da UE não mais receberão carne bovina de animais sem certificação EurepGap.
Segundo Ian David Hill, diretor-geral da Agropecuária Jacarezinho, a empresa adquire benefícios claros com a obtenção do certificado EurepGAP: a começar pelo passaporte livre para entrar no mercado europeu. “A Jacarezinho abate cerca de 3,2 mil animais por ano. Se não seguirmos essas normas, poderíamos colocar em risco parcela expressiva do nosso faturamento”, afirma.
“Atendemos com segurança os padrões mais rígidos do mercado interno e externo, oferecendo produtos e serviços diferenciados com padrão de qualidade, resultado de um processo de melhoria contínua. O que fizemos agora foi enquadrar algumas práticas às exigências EurepGAP, como por exemplo a elaboração de formulários das várias etapas do trabalho”, explica Lillian Pascoa, zootecnista da Agropecuária Jacarezinho e responsável pela implantação do selo EurepGAP na fazenda.
De acordo com a zootecnista da Jacarezinho, a empresa conseguiu se enquadrar nos níveis 1 e 2 (que vai até 3) do EurepGAP. São os mais adequados à realidade nacional, que permite a exportação de carne bovina para a UE. “Com o EurepGAP, a Agropecuária Jacarezinho assume o compromisso de oferecer produtos e serviços com o máximo de qualidade para atender plenamente às expectativas dos nossos clientes – pecuaristas e frigoríficos. Queremos que a nossa bem-sucedida experiência possa se repetir em outras empresas para que a pecuária brasileira ganhe qualidade e excelência, características fundamentais para conseguirmos nos manter como os primeiros do mundo em exportações de carne bovina”, conclui Ian David Hill.
Serviço
Agropecuária Jacarezinho
Internet: http://www.agrojacarezinho.com.br/

Fonte: Revista Cultivar

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A pesquisa “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável”, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revela a redução do consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio e de compostos químicos como o CFC (clorofluorcarbono) e brometo de metila.
Essas substâncias são utilizadas em setores industriais como refrigeração, espumas, agentes de processo e solventes. De 1992 a 2003, o consumo de CFC caiu de 9.360 toneladas de PDO (Potencial de Destruição do Ozônio) para 3.281 toneladas. Já o HCFC (hidroclorofluorcarbono) aumentou de 223 toneladas de PDO para 753 toneladas.
A principal redução foi no setor de espuma, que passou de 4.137 toneladas para 353 toneladas de 1992 a 2003.
De acordo com a pesquisa, o único elemento que continua a aumentar a concentração é o ozônio. Na alta atmosfera, ele funciona como uma verdadeira barreira aos raios ultravioletas, mas na baixa atmosfera atua como um veneno. As partículas inaláveis, o dióxido de enxofre e o monóxido de carbono estão apresentando reduções significativas na concentração no ar.
O ozônio é produzido pela ação da radiação solar sobre os óxidos de nitrogênio e os compostos orgânicos liberados na combustão da gasolina, diesel e outros combustíveis. Em São Paulo, o número de estações de monitoramento de ozônio cresceu. Em 1992 existiam quatro estações. Em 2003, o número subiu para 12.
A poluição do ar nas áreas urbanas contribui para o aumento de problemas de saúde em crianças, idosos e portadores de doenças como asma e insuficiência respiratória.
Agrotóxicos
Além da melhoria na qualidade do ar, outra boa notícia da pesquisa refere-se à agricultura. Segundo o IBGE, os agrotóxicos estão ficando menos nocivos. Nos últimos anos, os mais tóxicos, das classes 1 e 2 passaram a ser menos usados. De acordo com o instituto, o desafio é conseguir reduzir o consumo de agrotóxicos ou da toxicidade dos produtos mantendo ou aumentando a produtividade da agropecuária brasileira.
Os mais usados no país hoje são os herbicidas, que representam mais de 50% do total. Eles são empregados no controle de ervas daninhas. No Brasil, seu uso está associado ao modelo de plantio direto, sem revolver a terra, o que favorece o crescimento das ervas daninhas.
De acordo com a pesquisa, com dados de 2001, o maior uso de agrotóxicos foi verificado nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Elas utilizaram 15,39% e 17,71%, respectivamente, por unidade de área.

Fonte: Jornal do Comércio

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A Câmara estuda um projeto (PL 4291/04) que define os objetivos, métodos e modalidades de participação do Governo brasileiro em negociações comerciais multilaterais, regionais ou bilaterais. A proposta do Senado visa expandir mercados externos para a colocação de bens, a prestação de serviços e a realização de investimentos brasileiros. Além disso, pretende-se melhorar a posição competitiva do País, não só externa, mas também internamente.
De acordo com o texto, a participação do Brasil em relações comerciais internacionais será guiada permanentemente sob a concepção de que o comércio internacional é um instrumento básico para o desenvolvimento econômico e social do país, portanto, deverá atender às peculiaridades de cada processo negociador específico.
Essas negociações deverão ser discutidas nos foros multilaterais da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), preservada a possibilidade de aprofundamento do Mercosul e de outros mecanismos de integração econômica entre os países em desenvolvimento, especialmente do continente africano. Uma das perspectivas da proposta é a remoção de barreiras que impedem a penetração nos mercados externos dos produtos brasileiros, inclusive as barreiras resultantes da utilização abusiva de legislações antidumping, de direitos compensatórios e de salvaguardas.
– O Congresso Nacional acompanhará de perto o andamento das negociações comerciais e avaliará seus resultados, inclusive por meio de audiências com especialistas e representantes de setores da economia diretamente interessados nas negociações, de modo a facilitar a tomada da decisão – explica o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), autor do projeto.

Fonte: Correio do Brasil

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O agronegócio vem puxando a economia do Brasil nos últimos anos. Em 2003, por exemplo, o PIB (Produto Interno Bruto) agrícola cresceu 5%, enquanto o PIB total caiu 0,2%. O engenheiro agrônomo é um dos profissionais que mais se beneficiam dessa situação atualmente.
“Para você ter alta produção, é preciso conhecimento técnico”, afirma Quirino Augusto de Camargo Carmello, coordenador de engenharia agronômica da Esalq/USP. A universidade faz um acompanhamento dos alunos recém-formados. Em relação à última turma, 50% dos graduados estão empregados, 20% estão na pós-graduação e 12% dizem estar perto de conseguir um emprego.
Mateus Holtz de Camargo, 23, é um dos que engrossam a porcentagem dos empregados. Ainda durante o curso, conseguiu um estágio na multinacional Monsanto. Cinco meses depois, foi contratado. “Nem esperava arrumar um emprego”, afirma Mateus. “Já estava tudo engatilhado para fazer o mestrado. Mas, como surgiu a oportunidade, mudei meus planos.” Atualmente, entre outras atividades, ele age como representante comercial da empresa em São João da Boa Vista (229 km ao norte de São Paulo).
Ronaldo Trecenti, consultor da Abeas (Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior) e secretário-executivo da Associação de Engenheiros Agrônomos do Distrito Federal, faz uma ressalva em relação ao mercado de trabalho: “essa demanda por profissionais está concentrada em Mato Grosso, em Goiás, no interior de São Paulo e, no Nordeste, onde há produção de frutas irrigadas”.
Ele afirma que uma das áreas que mais necessitam de profissionais é a de fiscalização de produtos para exportação. Segundo ele, a falta de controle mais rigoroso leva a problemas como o da carne brasileira enviada à Rússia e o da soja exportada para a China –países que impediram a entrada desses itens alegando presença de sementes contaminadas (soja) e de um foco de febre aftosa (carne) no Amazonas.
Segundo Trecenti, a fiscalização tem de ser feita em toda a cadeia de produção dos alimentos.
Atuação
“Quando me formei, há 30 anos, praticamente só tínhamos emprego como funcionário público ou em empresas de insumo”, afirma José Geanini Peres, coordenador do curso na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). “Hoje isso mudou.” Segundo Peres, o salário inicial do engenheiro agrônomo está entre R$ 1.500 e R$ 2.000.
Fazem parte das atribuições do engenheiro agrônomo a produção, a comercialização e a conservação de alimentos. Como ramificações dessas atividades, o engenheiro agrônomo pode atuar, entre outras coisas, na orientação de investimentos para a produção agropecuária, na melhoria genética de animais e vegetais, na coordenação de construções rurais, na assistência técnica a empresas de insumos e na venda de produtos como adubos, fertilizantes e sementes.
O profissional pode trabalhar ainda na área comercial e de marketing das empresas.

Fonte: Folha Online

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A utilização de medicamentos homeopáticos em animais pode aumentar a produção de leite e ovos, estimular o crescimento precoce de animais destinados ao consumo humano e combater parasitas. A afirmação é do presidente da Associação Médico Veterinária Homeopática Brasileira (AHB), Luiz Miguel Mangini. Ele é um dos organizadores do 26 Congresso Brasileiro de Homeopatia, que acontece em Brasília até o próximo sábado, dia 6.
Mangini afirma que já existem várias pesquisas feitas e em andamento no mundo inteiro e que o Brasil é um país de ponta em homeopatia veterinária. Segundo ele, a aplicação da técnica em animais pode ser individual, no caso de cães, gatos e cavalos, ou coletivo, aplicado diretamente em rebanhos de qualquer espécie que tenham alguma doença.
O tratamento em animais é feito da mesma maneira que em seres humanos, por meio de glóbulos, líquidos, pós ou comprimidos. O custo chega a ser 30 vezes mais barato e já existem várias empresas comercializando produtos homeopáticos a preços acessíveis.
A homeopatia veterinária, segundo Mangini, também veio derrubar mitos que comparam o funcionamento da medicina homeopática com o uso de placebos, em que o indivíduo toma um medicamento inativo, mas melhora por acreditar que está ingerindo um remédio de verdade.
“A homeopatia veterinária vem provar que não precisa acreditar em nada. Como é que uma cabeça de boi no meio de 600 ou mil ou 10 mil vai acreditar em alguma coisa? A medicina veterinária veio para colaborar com a medicina humana”, afirma Mangini.
Nos últimos anos, tem crescido o número de pessoas interessadas em tratar seus animais com homeopatia. A maior procura está na região centro-sul do país. Atualmente existem cerca de 600 profissionais no Brasil formados em homeopatia veterinária.

Fonte: Agência Brasil

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A Comissão Européia elaborou uma norma restritiva sobre a importação de café devido à ocratoxina, um fungo que se reproduz com maior facilidade no armazenamento do grão. Com os novos limites, só poderão ser exportados lotes de café que possuam até cinco microgramas por quilo para os grãos de café torrado e moído, e de dez microgramas por quilo para o café solúvel.
A medida fez com que países da América Latina e da Ásia manifestassem ontem sua preocupação na Organização Mundial do Comércio (OMC). Os limites poderiam representar uma barreira fitossanitária capaz de interferir nas exportações de café de alguns países produtores e exportadores.
Aparentemente desfavorável ao Brasil, a medida não deve provocar muitos impactos para os exportadores de café, segundo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). “Estudos feitos no Brasil já constataram a inexistência ou mesmo uma presença desprezível desse produto”.
O desenvolvimento da microtoxina acontece em ambientes de grande umidade, principalmente em armazéns em que o café fica exposto a condições deficientes de estocagem. “O nível de tolerância imposto pela Comissão Européia está acima dos embarques feitos pelo Brasil”, afirma Herszkowicz.
Apesar de a medida não ser aplicada às exportações de café verde, os exportadores podem passar a serem pressionados pelos compradores. “As indústrias provavelmente irão aumentar suas exigências para importar nosso café”, afirma Guilherme Braga, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), lembrando que isso pode ser um ponto positivo para o Brasil.
Entre os países que demonstraram sua preocupação na OMC por essa medida estão Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Cuba, República Dominicana, Costa Rica, Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Índia e Papua Nova Guiné.
Alexandre Inacio

Fonte: Gazeta Mercantil

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O descaso com a sanidade animal poderá comprometer o status de zona livre de aftosa do Brasil e afetar as exportações de carne no ano que vem. O governo está devendo três anos de contribuição à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o equivalente a R$ 531,7 mil, colocando em risco as próximas inspeções do organismo.
Além do débito internacional, a cada ano o governo tem investimento menos na defesa agropecuária. Para 2004 estavam orçados R$ 68 milhões, valor 20% inferior ao de 2003 e 25% menor que o último ano do governo Fernando Henrique Cardoso. Em 2002, o País investiu R$ 91 milhões em defesa sanitária e, no primeiro ano do governo Lula passou para R$ 88 milhões. Este ano, com o avanço dos focos de aftosa, no Pará e no Amazonas, foram pedidos recursos adicionais, totalizando R$ 112 milhões. Para 2005, estão orçados R$ 150 milhões.
“Está havendo displicência com as coisas do setor”, afirma Cesário Ramalho, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), referindo-se ao fato de que a dívida não é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas de quem não repassou o valor. Mas ele não acredita em sanção por parte da OIE. Segundo fontes, o governo teria sabido do débito por representantes do agronegócio, que tinham obtido a informação de que a diretoria regional da OIE na América do Sul iria entrar em contato com o ministério para fazer a cobrança da dívida.
O secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Maçao Tadano, admite o débito, mas diz que estão sendo tomadas providências para o pagamento. Ele explica que não existem rubricas específicas para compromissos internacionais e que, por conta disso, os ministérios do Planejamento e da Fazenda precisam buscar fontes alternativas no orçamento.
Os produtores temem que o débito possa atrasar os pleitos do Brasil para ampliar a área livre de febre aftosa. O País solicitou à OIE incluir o sul do Pará e o Acre como regiões em que a enfermidade foi erradicada. Mas o primeiro pleito foi negado e, há quem diga que possa ter sido pelo não pagamento. Segundo os trâmites da OIE, a documentação adicional encaminhada pelo governo será avaliada em janeiro e, em maio, na assembléia geral da instituição, poderá ser referendada. Com isso, o Brasil passará de 85% para 92% o percentual do rebanho livre de febre aftosa.
“Que confiança ter em um país que deve?”, questiona Sebastião Guedes, vice-presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte. Segundo ele, o Brasil perde muito pois a dívida poderá neutralizar todo o esforço exportador do setor. “Não tem cabimento uma dívida dessas frente ao que representam as carnes em termos de divisas”, afirma Fernando Adauto, da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).
Na avaliação do presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, os processos brasileiros poderão ser paralisados. Opinião semelhante tem o secretário-executivo do Fundo Emergencial de Febre Aftosa (Fefa), de Mato Grosso, Antônio Carlos Carvalho de Sousa. Segundo ele, enquanto o governo do estado aplicou R$ 30 milhões na defesa sanitária este ano, o federal encaminhou R$ 1 milhão à região. Na gestão passada, de acordo com Carvalho, eram R$ 10 milhões da União. “Toda a cadeia fica em risco quando não há investimento, principalmente em regiões próximas a áreas infectadas”, afirma.
Para amenizar a situação, o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, Leonardo Vilela, encaminhou uma emenda suplementar ao orçamento de 2004 visando o pagamento do débito. “Os trabalhos podem ser obstruídos e não podemos colocar em risco um setor que gera US$ 5 bilhões em exportações”, afirma Vilela.
Neila Baldi

Fonte: Gazeta Mercantil

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O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Amauri Dimarzio, anunciou nesta quarta-feira (03/11) que a implantação do sistema de informática, orçado em R$ 60 milhões, permitirá o desenvolvimento dos controles e dos indicadores dos projetos da pasta para o ano que vem.
As reuniões ocorrem na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e se estenderão até a próxima sexta-feira (06/11).
De acordo com Dimarzio, a idéia é seguir as recomendações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de atuação transparente com os gastos públicos. “Nós implantamos sistemas de informática porque precisamos ter melhores controles”, afirmou ele, lembrando que nos anos 2001 e 2002 o ministério teve cerca de 80 mil lançamentos no sistema de informática e, em 2003, primeiro ano de gestão do governo Lula, foram registrados 125 mil.
Em 2004, esse número já foi alcançado no meio do ano. “Conseqüentemente, nós temos que ampliar o sistema de gestão na informática”, acrescentou. O secretário informou ainda que o ciclo de reuniões começou mostrando ao setor uma visão atual das empresas ligadas ao Ministério da Agricultura.

Fonte: IDG Now

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Três missões técnicas internacionais inspecionam frigoríficos brasileiros exportadores de carnes bovinas e de aves até o fim de novembro. Segundo o Ministério da Agricultura, uma missão da Coréia do Sul estará no Brasil até a próxima terça-feira (9) para visitar diversos abatedouros de aves que representam uma amostra de 40 estabelecimentos interessados em exportar carne de frango para o mercado sul-coreano.
No próximo dia 20, chega ao Brasil uma missão técnica da Malásia. No dia 22, desembarca no país uma missão da União Européia.
Os europeus também manifestaram interesse em enviar uma nova missão em dezembro, para visitar a indústria frigorífica de bovinos e negociar uma revisão da chamada Cota Hilton, que permite ao Brasil exportar à Europa 5.000 toneladas de carne bovina com tarifas mais baixas. A Argentina tem uma cota de 38 mil toneladas.
China
Também chega ao Brasil na próxima terça-feira, o ministro da Administração Geral da Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena da China, Li Chiangjiang. Na quarta-feira, Li se reúne com o ministro Roberto Rodrigues (Agricultura).

Fonte: Folha Online

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promove até o dia cinco do corrente, em sua sede, um ciclo de reuniões para demonstrar e detalhar o planejamento de suas ações estratégicas para 2005, dentro de seu Plano Plurianual (PPA). O encontro é coordenadao pela Secretaria Executiva do Mapa e deve reunir cerca de 250 pessoas, entre técnicos e dirigentes de várias entidades do governo com interesse na agricultura, como Embrapa, Conab, Ceplac etc. Também foram convidados parlamentares ligados ao agronegócio e representantes de entidades corporativas de produtores.
Esta é a primeira vez que o Mapa fará uma demonstração detalhada de como o seu orçamento será aplicado. Nas reuniões, 36 coordenadores de ação nacional farão apresentações dos diversos programas desenvolvidos pelo ministério. “Os coordenadores vão demonstrar, detalhadamente, que volume de recurso será destinado em 2005 para cada ação, mês a mês, Estado por Estado”, informou Laura Machado Ramos, assessora da Secretaria Executiva do Mapa.
Segundo a assessora, a idéia é seguir as recomendações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de atuação transparente com os gastos públicos. A expectativa é de que o evento inaugure uma estratégia mais eficiente no que se refere ao planejamento do uso de recursos públicos.

Fonte: Agrinova Web

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Nesta quarta-feira (4/11), acontece o lançamento oficial da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Pará. A iniciativa, que envolve a participação da Agência de Defesa Agropecuária do Pará, da Delegacia Federal de Agricultura e da Federação da Agricultura do Estado, vai estender-se até o fim de novembro, com previsão de cobertura vacinal para 100% do rebanho bovino e bubalino.
Segundo o delegado federal de agricultura no estado, Moisés Moreira dos Santos, o Pará foi dividido em três áreas. A área 1, formada por 43 municípios das regiões sul e sudeste, já é considerada livre da doença, com vacinação, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e aguarda o reconhecimento da OIE. A área 2 (no nordeste do estado), com 60 municípios, é considerada de risco médio e a área 3 (com 16 municípios, no Baixo Amazonas) de alto risco.
Só a Ilha de Marajó, que integra a área 3 e cujo rebanho foi vacinado entre 15 de agosto e 30 de setembro, não participará desta vacinação. Além da campanha estadual, o Mapa, vai lançar, dia 26 próximo em Santarém, o projeto piloto “Brasil Livre de Aftosa”, voltado para a sensibilização de produtores, estudantes e da população sobre a importância da erradicação da doença em todo o território nacional.

Fonte: Agrinova Web

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Começa sexta-feira, 5 de novembro, o 1º Circuito do Milho. Com o objetivo principal de fomentar o aumento da produção e da produtividade da cultura do milho nas regiões Centro e Centro-Oeste de Minas Gerais, o evento faz parte do programa Minas Milho.
O 1º Circuito do Milho tem oito etapas previstas. A primeira delas está marcada para a próxima sexta, em Pará de Minas, um dos principais pólos da avicultura mineira. Estão programadas três palestras técnicas. A primeira é sobre mercado de milho e será apresentada pelo pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo João Carlos Garcia.
A segunda palestra trata de integração lavoura-pecuária e será feita pelo também pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Ramon Costa Alvarenga. E a terceira palestra, a ser feita por João Bosco Martins Abreu, da Cooperoeste, é sobre produção e consumo de milho na região de Pará de Minas – MG. Além das palestras, haverá apresentações de empresas.
Estão confirmadas as presenças do secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Silas Brasileiro, do presidente da Emater – MG, José Silva e do chefe geral da Embrapa Milho e Sorgo, Ivan Cruz, além do prefeito de Pará de Minas, Inácio França. Além do circuito no Centro e no Centro-Oeste de Minas, outros circuitos estão sendo programados para outras regiões do estado.
O Programa de Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Milho, também chamado Minas Milho, tem como objetivos consolidar o estado de Minas Gerais como o segundo produtor de milho no país e tornar o estado um exportador do grão. De acordo com o último levantamento da safra 2003/2004, feito pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em agosto, Minas Gerais é o segundo estado em produção de milho no Brasil, com mais de seis milhões de toneladas.
Como resultado do Minas Milho, espera-se a elevação da produtividade média, atualmente de 4.456 kg/ha, para 5.000 kg/ha e ultrapassar a marca de sete milhões de toneladas na produção de milho no estado. Além disso, o programa objetiva incorporar 120.000 hectares para a produção de milho a partir da recuperação de áreas degradadas e gerar cerca de 50.000 empregos diretos na cadeia produtiva do milho nas regiões onde atua. Esses números referem-se a impactos esperados até 2007.
Clenio Araújo
E-mail: clenio@cnpms.embrapa.br

Fonte: Embrapa Milho e Sorgo

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Os trabalhos voltados à prevenção do mal-da-vaca-louca conduzidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abstecimento, acabam de ganhar mais um reforço. Mais 1 milhão e 295 mil reais foi aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos – Finep. Os recursos serão destinados à compra de equipamentos para modernização de laboratório da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande – MS) de modo a torná-lo apto a pesquisas que envolvam patógenos considerados de alta periculosidade (nível de segurança P3).
O projeto “Laboratório de Biossegurança para o Agronegócio da Pecuária Bovina no Brasil”, da Embrapa, concorreu com mais 108 propostas apresentadas por várias instituições do país que responderam à Chamada Pública MCT/Finep/Ação Transversal. Dessas 108, 50 foram pré-qualificadas e, no final do processo, apenas 14, aprovadas, dentre elas a da Empresa.
A Chamada Ação Transversal envolve recursos dos Fundos Setoriais: CT-Aero, CT-Agro, CT-Espacial, CT-Info, Verde-Amarelo e CT-Infra. A tramitação do projeto foi acompanhada pela diretora Mariza Barbosa. A Diretoria continuará os esforços “visando equipar a Empresa com laboratórios que permitam a Embrapa continuar na fronteira do conhecimento para o agronegócio brasileiro”.
Marita Féres Cardillo
E-mail: marita@sede.embrapa.br

Fonte: Embrapa

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Será lançado no próximo dia quatro o Simleite, Sistema de Monitoramento do Mercado de Leite. O objetivo do Simleite é acompanhar o preço de lácteos pago ao produtor e ao consumidor em 11 Estados brasileiros. Os trabalhos estão sendo desenvolvidos pela Embrapa Gado de Leite (unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e CEPEA/USP, em parceria com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e Confederação Brasileira de Cooperativas de Leite (CBCL).
Para o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, a cadeia produtiva do leite é carente de informações sistematizadas a respeito dos preços praticados no mercado. “O Simleite irá suprir esta lacuna, reunindo uma parte significativa da produção nacional e será uma ferramenta de gestão importante para produtores e laticínios”.
Serão monitorados os valores pagos no atacado de produtos como o leite tipo C, UHT e em pó, mussarela, manteiga, etc. Os preços que irão compor o Sistema estão sendo apurados em 89 cooperativas (representando cerca de 25% da produção nacional) e 210 laticínios. Após o processamento das informações, feito por pesquisadores do Cepea e da Embrapa, os números serão publicados, mensalmente, nos sites das instituições envolvidas no projeto.
O lançamento ocorrerá na abertura do 4º Congresso Internacional do Leite, em Campo Grande, MS. Na ocasião, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues receberá uma versão impressa contendo os primeiros números do Simleite.
Congresso
Dos dias quatro a sete de novembro, Mato Grosso do Sul irá sediar um dos maiores eventos voltados para a cadeia produtiva do leite no País: o 4º Congresso Internacional do Leite. O evento é uma iniciativa da Embrapa Gado de Leite, em parceria com a Confederação Nacional de Agricultura, Organização das Cooperativas do Brasil, Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios, Governo do Mato Grosso do Sul e Leite Brasil, o evento irá reunir cerca de 500 pessoas entre produtores, lideranças políticas, representantes de organizações públicas e privadas, estudantes e profissionais da assistência técnica e extensão rural.
Nos quatro dias de Congresso, serão realizadas13 palestras que discutirão aspectos relevantes do agronegócio do leite, além de vários debates e eventos paralelos. As atividades serão desenvolvidas no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, no parque dos Poderes, em Campo Grande, MS. Outras informações poderão ser obtidas pelo telefone (32) 3249-4700 ou no site www.cnpgl.embrapa.br.
Rubens Neiva
neiva@cnpgl.embrapa.br

Fonte: Embrapa Gado de Leite

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Na Amazônia e, particularmente, no Acre, o ecossistema florestal possui maior condição de competir em um mundo globalizado do que a agropecuária. Isso é o que assegura o engenheiro florestal Écio Rodrigues em sua tese de Doutorado em Desenvolvimento Sustentável, que foi recentemente defendida e aprovada, com elogios e louvor, na Universidade de Brasília.
Com mais 800 páginas, 10 capítulos, 300 citações de livros e artigos, que lhe permitiram fazer uma ampla revisão da literatura sobre o ecossistema amazônico, a tese de Écio Rodrigues recebeu o sugestivo nome de “Vantagem competitiva do ecossistema na Amazônia: o cluster florestal do Acre”, entendendo-se como “cluster” o aglomerado econômico do setor florestal.
O estudo de Rodrigues se constitui num grande reforço científico para aqueles que advogam que o futuro da Amazônia passa necessariamente pela exploração sustentável de seus recursos florestais, pois além de serem social e economicamente mais vantajosos, mantêm a sua grande e rica floresta de pé. Ao contrário da pecuária e da soja, que têm dado lucro a poucos, além de representarem uma ameaça cada vez maior à existência da maior florestal tropical do planeta.
Para chegar à conclusão de que o manejo dos recursos florestais é a atividade mais vantajosa que se pode desenvolver na Amazônia, Écio Rodrigues também usou a experiência que acumulou nos últimos anos no Acre convivendo com suas populações tradicionais e participando de projetos pioneiros de manejo florestal, como o da Floresta Estadual do Antimary e o do Seringal Porto Dias.
Carioca de Nova Friburgo e “acreano por opção”, como faz questão de frisar desde que chegou ao Acre em 1986, Écio Rodrigues, 44 anos, foi presidente da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) nos dois primeiros anos do governo Jorge Viana e coordenador-geral do Centro de Trabalhadores da Amazônia (CTA) de 1992 a 1998. Écio se graduou em Engenharia Florestal na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, fez mestrado em Política Florestal na Universidade Federal do Paraná e concluiu o curso de doutorado na Universidade de Brasília. Atualmente, o engenheiro é assessor do deputado federal Zico Bronzeado (PT-AC). Para conhecer o teor de sua tese, basta acessar o site da UnB (www.unbcds.pro.br) ou mandar e-mail para o autor (ecio.rodrigues@uol.com.br).

Fonte: Ambiente Brasil

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Os ministros Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) e Roberto Rodrigues (Agricultura) lançam nos próximos dias um programa de certificação da cachaça elaborado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) para dar garantia de qualidade ao produto.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, trata-se de mais um passo dado pelo governo com o objetivo de conseguir para a cachaça a chamada denominação de origem, uma classificação internacional concedida pela OMA (Organização Mundial da Agricultura) para determinar que o nome “cachaça” se refira exclusivamente às aguardentes produzidas no Brasil.
O objetivo é o de dar à cachaça o mesmo “status” do champanhe, cujo nome só pode ser usado nos espumantes produzidos na região de Champanhe, na França. Como a cachaça tornou-se um produto muito popular, embalada no sucesso internacional da caipirinha, vários países, como México e Cuba, produzem aguardentes e usam também o nome “cachaça”.
O trabalho de tentar obter o registro na OMA está sendo coordenado no governo pelos ministros Furlan e Roberto Rodrigues, com o apoio do Itamaraty. Furlan quer que a cachaça seja um produto genuinamente brasileiro.
De acordo com dados da Abrade (Associação Brasileira de Bebidas), a cachaça é a primeira bebida destilada mais consumida no Brasil e a terceira no ranking mundial. O produto tem grande potencial exportador e, em razão disso, o nome “cachaça” é utilizado por diversos países.
O Brasil produz cerca de 1,5 bilhão de litros de cachaça por ano, do qual apenas 15 milhões de litros (1% do total produzido) são exportados. Nos últimos quatro anos, o aumento médio das exportações foi de 10% ao ano. Existem no país 5.000 marcas de cachaça e 30 mil produtores, que geram cerca de 400 mil empregos diretos e indiretos, segundo dados do setor.
O presidente do Inmetro, Armando Mariante, diz que o programa de certificação da cachaça irá possibilitar aos fabricantes da aguardente terem um certificado do órgão garantindo que o produto segue os padrões de qualidade. Ou seja, livre de substâncias nocivas à saúde, de acordo com as normas internacionais.
Segundo Mariante, se o Brasil quiser ter acesso a canais de comercialização mais sofisticados, terá de comprovar qualidade de seus produtos.
O trabalho do Inmetro, segundo Mariante, será o de examinar se a cachaça está ou não isenta de produtos tóxicos para receber o selo de qualidade do instituto. O Inmetro goza de prestígio e reconhecimento de vários institutos internacionais, que lhe dão credibilidade para atestar a qualidade do produto.
O Inmetro possui 700 laboratórios vinculados ao instituto no país habilitados para fazer a certificação. Mariante diz, ainda, que o programa a ser lançado pelo Inmetro terá um caráter voluntário, não compulsório, como ocorre com alguns produtos, como o preservativo. Ou seja, não será obrigatório ao fabricante da cachaça se submeter ao Inmetro para vender seu produto.
Preço
Segundo Mariante, mais uma das principais conseqüências do certificado será certamente o aumento de preço da cachaça no mercado internacional. De acordo com ele, não faz sentido uma garrafa de vodca ou de rum custar 20 ou 30, e uma de cachaça, 2. “Nós produzimos cachaça da melhor qualidade”, diz Mariante.
Juan Quirós, presidente da Apex (Agência Especial de Promoção de Exportações), afirma que estão sendo investidos R$ 9 milhões ao ano para intensificar a presença da cachaça no mundo. Segundo ele, as exportações de cachaça neste ano devem somar US$ 15 milhões. Os principais mercados da cachaça a serem explorados pelo Brasil, segundo Quirós, são Alemanha, Itália, Portugal, França, Espanha, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos.
Guilherme Barros
Editor do Painel S.A da Folha de S.Paulo

Fonte: Folha Online

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Médicos americanos e a Organização Mundial da Saúde (OMS) fizeram um alerta neste domingo (31/10) sobre os riscos de uma epidemia da gripe do frango e a falta de preparo das autoridades da saúde pública e fabricantes de vacinas para enfrentá-la.
“Nós acreditamos que estamos muito perto da próxima epidemia”, declarou Klaus Stöhr, uma autoridade da OMS durante uma entrevista coletiva paralela ao Congresso Mundial sobre Agentes Antimicrobianos (ICAAC), que reuniu mais de 10 mil cientistas em Washington (EUA) neste final de semana.
Diante do perigo, a OMS deseja mobilizar os poderes públicos, laboratórios farmacêuticos e a comunidade científica para facilitar a produção acelerada de vacinas contra a gripe do frango e organizar uma reunião sobre o tema com as autoridades no dia 11 de novembro em sua sede em Genebra (Suíça).

Fonte: Folha Online

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