Brasil, China e Índia vão calçar o planeta na próxima década, segundo afirmou hoje o presidente da Couromoda, Francisco Santos. A Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro realiza-se de 11 a 14 de janeiro, no pavilhão de feiras do Anhembi, em São Paulo.
Primeiro grande evento do calendário de feiras do Anhembi, a Couromoda movimenta também o turismo de negócios da capital paulista. Os organizadores esperam receber, nos quatro dias do evento, mais de 60.000 visitas de compradores e empresários, incluindo cerca de 3.000 importadores de 60 países. Mais de 1.100 empresas, responsáveis por 90% da produção brasileira de calçados, participam da feira.
Dos 700 milhões de pares de calçados fabricados no Brasil no ano passado, 200 milhões foram vendidos para mais de 100 compradores internacionais. Com esse desempenho, a indústria brasileira aposta que o crescimento das exportações do ano passado em relação a 2003 seja de 15%, alcançando US$ 1,7 bilhão.
Santos disse que a expectativa para 2005 é de que as exportações cresçam pelo menos 10% e, dependendo da variação cambial, superem em 20% o desempenho do ano passado. Ele destacou que a desvalorização do dólar atinge também os competidores, com exceção da China, considerado o maior concorrente brasileiro no setor.
As perspectivas para o mercado interno é de que os 32 mil pontos de comercialização em todo o Brasil vendam pelo menos 12% a mais neste ano, em relação a 2004. O presidente da Couromoda lembrou que a feira tem a vantagem de se realizar em um período em que as lojas estão desabastecidas, em razão das vendas de final de ano.

Fonte: Visão Pecuária

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Encontram-se abertas até março as inscrições de trabalhos para o IV Congresso Brasileiro de Biossegurança e IV Simpósio Latinoamericano de Produtos Transgênicos, que serão realizados no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, no período de 26 a 29 de setembro.
O evento contará com a presença de representantes dos comitês de biossegurança dos países da América Latina, Europa, Estados Unidos e Canadá e discutirá temas como as novas regras das Nações Unidas para transporte de materiais perigosos, experiências com fluxo gênico na Europa e América Latina, o uso de marcadores de resistência a antibióticos, temas estratégicos de biossegurança em saúde, segurança de derivados de OGMs, segurança na indústria de laticíneos, validação de métodos de descontaminação, detecção de OGMs, estudos de rastreabilidade, dentre outros.
Serão ainda realizados dois eventos paralelos durante o periodo: O Primeiro Simpósio de Popularização da Biotecnologia e o I Encontro de Presidentes de Comissões Internas de Biossegurança do Brasil.
Para mais informações e inscrições, consulte a home-page da ANBio: http://www.anbio.org.br.  

Fonte: Jornal da Ciência

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O setor avícola nacional vai criar um fundo financeiro de apoio aos produtores no caso de ocorrência de doenças como a gripe aviária, que já dizimou vários plantéis na Ásia, Europa e na América do Norte. A proposta será discutida na próxima reunião da União Brasileira de Avicultura (UBA), prevista para a próxima semana (10 a 14/1), e a idéia é implantar o projeto imediatamente, segundo Domingos Martins, presidente do Sindicato e Associação dos Abatedouros e Produtores AvÍcolas do Paraná (Sindiavipar).
Segundo ele, cada avicultor vai passar a contribuir com um percentual para o fundo, que será administrado pela UBA em parceria com associações regionais do setor. Na reunião, será definido o percentual da contribuição, que será direcionada para produtores que registrem doenças enquadradas na categoria A, como a influenza aviária e a newcastle. A intenção é proteger principalmente os donos de avós e matrizes. A meta é dar apoio aos produtores em caso de medidas sanitárias drásticas, como sacrifício de animais.
“Hoje é praticamente zero a chance de haver casos de gripe aviária no Brasil”, garante Martins. “Mas os avicultores estão desprotegidos. Além disso, a iniciativa mostra ao importador que o setor é organizado”, diz ele, que prevê um crescimento de 15% na produção em 2005. Martins não soube dizer quanto dinheiro o setor poderá levantar para compor o caixa do fundo.
O Brasil é o maior exportador mundial e segundo maior produtor de carne de frango, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo dados divulgados pela UBA, a produção cresceu 8% em 2004, totalizando 8,5 milhões de toneladas, e as exportações somaram US$ 2,5 bilhões. À lista de 132 países compradores do frango nacional devem se somar outros 15 destinos em 2005, com destaque para a China, diz Martins.
Ao contrário de alguns executivos do setor, o presidente do Sindiavipar prevê continuidade nos ganhos de exportação mesmo com o câmbio desfavorável. “A cadeia se equilibra porque vários insumos, como milho e soja, também são cotados em dólar e os preços do frango no mercado internacional continuam favorecidos. O problema da desvalorização do dólar é mundial”.
Rastreabilidade
Outro projeto que deve ganhar fôlego em 2005 é a criação de um programa nacional de rastreabilidade do frango. O Paraná, maior produtor – responsável por 27% do total – lançou o projeto no final do ano passado em parceria com a secretaria de agricultura estadual. Até então, o controle era feito com base nos dados encaminhados pelas empresas abatedoras. “Os dados de todos os abatedouros e integrados passam a ser compartilhados e ficarão à disposição do mercado internacional, o que demonstra total transparência nas relações comerciais”, afirma Martins.
Para Odilon Douat Baptista Filho, chefe da seção de sanidade avícola da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), será possível evitar, por exemplo, que um vírus identificado em uma granja se espalhe para outras. O programa de sanidade começa nesse mês com o cadastro de todas as empresas e granjas, trabalho que deve levar pelo menos seis meses. “Com a identificação de todo plantel do Paraná, esperamos em breve iniciar, junto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o programa de regionalização do setor avícola brasileiro”, afirma Baptista Filho.
Segundo Domingos Martins, com a regionalização, caso uma doença seja identificada na região Norte, não é necessário isolar toda a produção do País. “Isola-se apenas a área afetada, sem prejuízos para a produção e para a exportação de aves”, completa.
Cristina Rios

Fonte: Gazeta Mercantil

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A recente constatação, feita por autoridades de saúde japonesas, de que o surto de Influenza Aviária ocorrido no país redundou também em casos humanos da doença (sem, entretanto, manifestarem-se quaisquer sintomas, como mostrou a matéria “Japão confirma caso humano de Influenza”) está levando outros países também afetados pelo vírus a reavaliarem essa questão.
Por exemplo, em estudo que acaba de ser divulgado pelo “journal” Emerging Infectious Diseases, autoridades tailandesas observam que muitos casos humanos da doença podem ter passado desapercebidos. E acrescentam que o vírus parece estar vitimando, muito mais, os jovens e crianças.
De acordo com o estudo, foram revistos 610 casos de doenças ocorridos entre janeiro e março de 2004, todos apresentando um quadro que sugeria uma possível infecção pelo H5N1. Doze casos foram, confirmadamente, causados pelo vírus da IA. E das 12 pessoas afetadas, sete eram crianças com menos de 14 anos de idade.
Uma vez que mais de 60% da população rural tailandesa tem contato rotineiro com aves domésticas, “os 12 casos confirmados talvez representem apenas uma amostra de centenas de milhares de casos de exposição potencial ao vírus e um número desconhecido de casos humanos da doença”, diz o estudo encabeçado pelo médico Tawee Chotpitayasunondh, especialista em doenças infecciosas infantis do Instituto Nacional de Saúde da Infância (Bangcoc).
A propósito, Chotpitayasunondh e colegas de equipe comentam que os casos humanos de infecção pelo virus H5N1 são de difícil detecção, porque a doença tem poucos sinais distintivos (em relação a outras doenças respiratórias) e, além disso, os testes de diagnóstico que permitem identifica-la não estão disponíveis com facilidade. Para complicar, a doença se caracteriza, sobretudo, por uma pneumonia, mas as pneumonias devidas a causas as mais variadas são corriqueiras nas zonas rurais asiáticas.
“No contexto de incidência regular da pneumonia em muitas áreas rurais da Ásia, onde as possibilidades de diagnóstico específico são limitadas, as infecções humanas pelo virus de alta patogenicidade da Influenza Aviária podem estar sendo confundidas ou ignoradas”, afirma o estudo. Daí seus autores sugerirem que tais circunstâncias talvez expliquem porque, até agora, só haviam sido relatados casos humanos da doença (vários deles fatais) no Vietnã e na Tailândia.
Os pesquisadores tailandeses também comentam que o atual surto de H5N1 (que vem desde janeiro de 2004) parece ser mais severo que aquele causado pelo mesmo vírus em Kong Kong, em 1997. Porque enquanto no surto anterior morreram 33% dos pacientes afetados, no surto atual a mortalidade já alcançou 68% dos pacientes afetados (sem considerar as mortes mais recentes, ocorridas no Vietnã). “Isso e outras linhas de evidência indicam que o virus evoluiu, tornando-se mais virulento. E essa evolução viral pode ser um fator de persistência do H5N1 nas aves”, conclui o estudo.

Fonte: AviSite Notícias

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A empresa multinacional agroquímica Monsanto vai pagar uma multa de 1,5 milhão de dólares por subornar uma autoridade da Indonésia para facilitar a introdução de produtos transgênicos no país. A empresa admitiu que há três anos pagou 50 mil dólares a um integrante do governo indonésio para facilitar a aprovação da introdução do algodão.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou o acordo pelo qual a multinacional vai pagar a multa em troca de que as autoridades não apresentem nenhuma acusação formal durante os próximos três anos. Neste período, a empresa será monitorada e caso cumpra todos os termos do pacto, o caso será abandonado.
Segundo as acusações, a Monsanto contratou uma empresa indonésia de consultoria que subornou um funcionário do ministério do Meio Ambiente da Indonésia para autorizar a venda de produtos transgênicos sem que fossem feitas as avaliações de impacto ambiental, o que é exigido no país. Pela transação, um funcionário da empresa estadunidense pediu para que a consultoria apresentasse faturas falsas, especificando como “gastos de consultoria”, o que consta também nos livros contábeis da Monsanto.
Nos Estados Unidos, há uma lei contra as práticas corruptas no exterior que persegue as empresas norte-americanas que realizam subornos ou práticas similares. Apesar do suborno, a autoridade indonési, que não foi identificada, não alterou o decreto que determinava a necessidade de um estudo de impacto ambiental do algodão transgênico. A Monsanto disse ter despedido todos os funcionários envolvidos no caso e que criou o cargo de diretor de conduta nos negócios. A empresa também atua no Brasil e se beneficia da nova lei que libera o plantio de transgênicos, vendendo sementes de soja transgênica e insumos agroquímicos.
Daniela Stefano

Fonte: Rádio Holanda Internacional

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Pesquisadores de todo o país já podem se inscrever para um dos mais tradicionais prêmios científicos brasileiros: o Frederico de Menezes Veiga, que vem sendo concedido desde 1974, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O evento tem como objetivo estimular a pesquisa agropecuária, por meio de premiação anual de dois pesquisadores (sendo um deles da Embrapa) que tenham se destacado pela realização de obra científica ou tecnológica de reconhecido valor ou se dedicado a produzir trabalho que signifique efetiva e marcante contribuição ao desenvolvimento da agropecuária nacional.
Neste ano o Prêmio “Frederico da Menezes Veiga” será concedido a profissionais de pesquisa nos campos da Biotecnologia e da Bioinformática. Podem se candidatar pesquisadores que exerçam ou tenham exercido atividades em qualquer ramo das ciências agrárias ou ciências correlatas. A candidatura é feita por indicação de instituições mediante consulta e o prêmio pode ser outorgado post mortem.
Os pesquisadores agraciados receberão uma peça de arte simbólica, diploma e importância em dinheiro que será entregue pelo Diretor-Presidente da Empresa durante a solenidade de comemoração do aniversário da Embrapa, em abril de 2005.
As inscrições poderão ser feitas até o dia 31 de março de 2004, junto à Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, localizada no Parque Estação Biológica (PqEB), em Brasília, DF.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (61) 448-4451 com Veslei Caetano (veslei.caetano@embrapa.br) ou no endereço http://www22.sede.embrapa.br/eventos/fredmv/index.htm.
Fernando Ribeiro Taroco
E-mail: fernando.taroco@embrapa.br  

Fonte: Embrapa

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Uma vaca clonada deu à luz uma bezerra aparentemente normal, anunciou nesta semana (6/1) a Universidade da Georgia. O fato está sendo usado para tentar provar que as crias de animais clonados podem produzir carne e leite normais e seguros à saúde dos consumidores.
A vaca K.C. nasceu em 2002, resultante da clonagem de uma vaca premiada. Os pesquisadores da universidade afirmam que K.C. é a primeira vaca clonada a partir de um cadáver. Eles retiraram células do rim do animal, minutos após sua morte.
A bezerra de K.C., que ganhou o nome Sunshine, foi gerada por inseminação artificial, segundo os métodos já considerados tradicionais. Seu nascimento animou os empresários, que vêem aí um caminho mais barato do que a clonagem pura.
“Natural”
Os animais clonados são muito caros atualmente. No caso dos bovinos, custam de US$ 15 mil a US$ 20 mil, baixando um pouco no caso dos suínos. Em vez de multiplicar clones, a idéia é fazê-los atuar como matrizes tradicionais.
“Sunshine prova que isso é possível”, disse Steve Stice, o pesquisador que produziu a vaca K.C. e a bezerra. “Ela nasceu naturalmente, no pasto, exatamente como um dos outros animais produzidos hoje. Levantou-se e fez tudo o que os bezerros recém-nascidos fazem.
Riscos
A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos está para definir se aprova ou não a carne clonada. Grupos ligados à indústria de biotecnologia e pecuária, de um lado, garantem que o consumo é seguro; organizações civis alertam, por outro lado, que os riscos à saúde humana não foram esclarecidos.
Stice garante que, além de saudável, a carne de animais clonados e suas crias tem outros benefícios: “Maior qualidade e custo menor, por ser produzida com maior eficiência.”
Outros pesquisadores não estão tão convencidos. Animais clonados têm apresentado mais anormalidades em seu desenvolvimento, que lhes causam estresse, e animais estressados tendem a ter maior número de patógenos em seu organismo”, diz Greg Jaffe, diretor de biotecnologia do Centro de Ciência para o Interesse Público, uma organização de defesa do consumidor.
“Crias de animais clonados podem apresentar menos problemas, mas é necessário pesquisar muito mais”, adverte ele.
Fonte: O Estado de São Paulo

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, está trabalhando na avaliação de alternativas de manejo para lavouras de café orgânico no cerrado.
Um experimento conduzido na fazenda da Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás (GO), busca a obtenção de grãos sem o uso de agrotóxicos, a fim de permitir maior agregação de valor ao produto e melhor remuneração ao agricultor. A iniciativa visa também estudar diferentes níveis de tensão da água no solo para o manejo adequado da irrigação.
O plantio do café, variedade Catuaí Vermelho, ocorreu no mês de abril de 2004, em uma área de meio hectare. Agora a cultura do cafeeiro está sendo conduzida em consórcio com a mucuna preta, planta leguminosa que, quando inoculada com bactérias, fixa ao solo com maior eficiência o nitrogênio atmosférico. A mucuna preta é capaz ainda de reciclar nutrientes residuais do subsolo, uma vez que suas raízes crescem agressivamente até as camadas mais profundas. “A mucuna preta, além dos benefícios quanto ao aspecto nutricional, está ajudando a segurar a emergência de plantas daninhas e protege o solo contra a erosão”, diz José Aloisio Alves Moreira, responsável técnico pelo trabalho. O espaçamento de plantio adensado do café, entre 60 cm e 70 cm, também favoreceu o abafamento das invasoras.
Outra característica que tem contribuído para o controle das plantas daninhas foi o preparo do solo antes do plantio. José Aloísio explica que no local havia crotalária e vegetação espontânea, as quais foram manejadas para pré-incorporação ao solo, com grade aradora. Depois disso, após 15 dias, foi realizada aração profunda, que ajudou na incorporação dos restos culturais da crotalária, bem como do banco de sementes das invasoras. Posteriormente, foi feita a sulcagem e procedida a adubação para o cafeeiro, que constou de esterco curtido, de aves e de bovinos, e aplicação de fosfato natural de rochas.
O pesquisador esclarece que, desde a implantação da lavoura até o período das chuvas desta safra de verão, o café recebeu água de irrigação, via gotejamento. No momento, as irrigações estão suspensas, uma vez que a precipitação pluvial é suficiente para atender a cultura. José Aloísio afirma que não foi preciso o uso de inseticidas. “A única praga que ocorreu, em baixa intensidade, foi o bicho mineiro, mas não houve necessidade de utilização de nenhum controle”, diz. Daqui para frente, se for o caso, doenças e pragas serão combatidas com produtos à base de cobre ou de enxofre, como a calda bordalesa, calda viçosa ou extrato da planta nim indiano.
Segundo José Aloísio, a preocupação maior com a lavoura deverá surgir em meados de fevereiro, ao final da estação chuvosa. “Nessa época, poderá haver competição por água entre o cafeeiro e a mucuna preta, o que exigirá um monitoramento da área para que o café não seja prejudicado em seu desenvolvimento”, afirma o pesquisador. José Aloísio conta que nesse período vai acontecer a floração da mucuna preta e ela deverá ser roçada. Seus restos culturais ficarão por cima do solo, protegendo-no e amenizando sua temperatura, o que preservará por mais tempo sua reserva de água. Além disso, a palhada da leguminosa aos poucos sofrerá ataque de microrganismos, virando húmus, decompondo-se e devolvendo nutrientes ao solo.
Essas técnicas preservacionistas aliadas ao estudo de parâmetros para a irrigação adequada do cafeeiro são opções que podem fazer a diferença. “Costumeiramente, o agricultor se guia apenas pelo senso prático, o que pode resultar em aumento dos custos de produção, como gastos excessivos com água e energia, além de queda na produtividade”, argumenta José Aloísio.
A primeira colheita com o experimento sobre produção irrigada de café orgânico no cerrado acontecerá no primeiro semestre de 2007. Neste mesmo ano, as recomendações de plantio deverão ser divulgadas. No Centro-Oeste, a cafeicultura orgânica ainda é incipiente quando comparada a outras regiões produtoras do país e a difusão de técnicas mais aprimoradas poderá incrementar o rendimento das lavouras.
Esse trabalho de pesquisa possui a parceria da Embrapa Agrobiologia (Seropédica/RJ) e faz parte das atividades do Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico de Agroecossistemas da Embrapa Arroz e Feijão, onde são avaliados, além do café, a produção orgânica de arroz, feijão e milho.
Rodrigo Peixoto
E-mail: rpbarros@cnpaf.embrapa.br  

Fonte: Embrapa Arroz e Feijão

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As autoridades sanitárias da cidade vietnamita de Ho Chi Minh (antiga Saigon) testam o sangue de uma jovem de 18 anos ante a suspeita que esteja contagiada com a gripe do frango, informaram na sexta-feira (7/1) fontes médicas.
Huynh Thi Bich Thuan foi levada ao Hospital de Doenças Tropicais depois de ser internada com sintomas da chamada “gripe do frango” durante dois dias em um hospital na província de Tien Giang, explicou o doutor Truong Ngoc Chau.
A paciente “foi internada no hospital com febre alta, forte tosse e problemas respiratórios. Os raios x mostraram que seus pulmões estão em más condições”, acrescentou Chau.
O médico explicou que a doente, que está em situação estável, ingeriu carne de frango procedente da província de Long An, onde nas últimas semanas foi registrada a volta da epizootia.
O novo possível caso da gripe do frango é conhecido depois que as autoridades médicas confirmaram quinta-feira a morte de duas pessoas por contágio da “gripe do frango”.
Segundo as análises realizadas depois de seu falecimento, as vítimas mortais, duas crianças de seis e nove anos de idade, deram positivo para a versão humana do vírus causador da doença mortal, o H5N1.
As autoridades sanitárias também confirmaram que uma jovem de 16 anos está hospitalizada desde domingo (2/1) em Ho Chi Minh, após contagiar-se com a gripe avícola.
Também vigiam um menino de 14 anos internado nesse mesmo centro médico com sintomas do mal, que matou 34 pessoas na Ásia há um ano

Fonte: Yahoo Notícias

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A mudança nas exigências da União Européia para importação de frutas cítricas do Mercosul pode dificultar as vendas externas brasileiras em 2005. O bloco absorvem 61% das exportações brasileiras dessas frutas, que cresceram 58,5% entre janeiro e novembro de 2004 e alcançaram US$ 54,2 milhões, segundo a Secex.
Atualmente, Brasil, Argentina e Uruguai aguardam decisão da UE sobre as regras para importação de frutas cítricas. No dia 3/1, o Brasil enviou ao bloco documentos com informações sobre os processos de inspeção fitossanitária. Os outros dois países enviaram seus relatórios em dezembro.
A União Européia rechaçou encomendas dos três países no ano passado, por apresentarem frutas com pinta preta e verrugose (no caso brasileiro) e cancro cítrico (em frutas da Argentina e Uruguai). Entre novembro de 2003 e abril de 2004, a Espanha proibiu o envio de laranja dos países em função das doenças. As exportações foram retomadas em maio e proibidas novamente a partir de agosto. Nesse período, foram devolvidos 71 embarques do Brasil.
Em agosto, uma comissão de técnicos europeus visitou áreas de produção em São Paulo e na Bahia. Em setembro, inspecionou áreas produtivas na Argentina. Em dezembro, houve nova reunião entre os blocos no Uruguai para discutir as regras de inspeção. Os relatórios foram entregues recentemente e sobre eles o bloco europeu dará seu parecer, até março, de acordo com Odilson Ribeiro e Silva, chefe da Divisão de Cooperação Técnica e Acordos Internacionais do Ministério da Agricultura.
Maurício de Sá Ferraz, consultor do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), afirma que existe grande interesse da Espanha em frear as importações, tendo em vista que o país é o maior produtor de laranja da UE e o principal fornecedor para os demais países do bloco. Nos primeiros onze meses de 2004, as exportações brasileiras de laranja para a Espanha recuaram 60,2% e ficaram em US$ 1,96 milhão. A participação espanhola nas vendas baixou de 37,5% do total para 9,2%.
No mesmo período, os embarques totais de laranja in natura cresceram 62,9%, para US$ 21,04 milhões, graças ao maior envio da fruta a outros países europeus. A UE elevou as compras em 48,9%, para US$ 18,02 milhões.
Outra preocupação do setor refere-se às novas regras para resíduos de defensivos em frutas. Segundo Ferraz, grande parte dos defensivos aceitos na União Européia não têm uso regulamentado no Brasil e boa parte dos agroquímicos usados no país já não são aceitos pelo bloco. Uma fonte do Ministério da Agricultura disse que a Coordenação de Fiscalização de Agrotóxicos está analisando mudanças na legislação e haverá uma reunião com a cadeia produtiva neste mês para avançar na discussão sobre o tema.
Cibelle Bouças
De São Paulo

Fonte: Valor Econômico

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A balança do agronegócio bateu novo recorde e fechou o ano com um superávit de US$ 34,134 bilhões, resultado 32,1% superior ao de 2003 e maior do que os US$ 33,69 bilhões obtidos pelo País. As exportações somaram US$ 39,015 bilhões, representando um acréscimo de 27,3% em relação a 2003, enquanto as importações foram de US$ 4,880 bilhões, resultado apenas 1,9% superior ao ano anterior. “O saldo comercial do agronegócio foi mais uma vez espetacular”, comentou o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. As vendas externas do setor correspondem a 40,4% das exportações totais brasileiras, que fecharam em US$ 96,475 bilhões no ano passado.
No entanto, o governo espera uma desaceleração no ritmo de crescimento das exportações do agronegócio este ano, em razão da queda dos preços internacionais de algumas commodities, do desaquecimento do mercado mundial e da depreciação do câmbio. Segundo o coordenador-geral de Apoio à Comercialização do Ministério da Agricultura, Eliezer Lopes, o crescimento das vendas em 2005 deve ficar entre 10% e 15%, muito aquém dos 27,3% registrados em 2004.
Lopes disse que, diante desse cenário, as exportações no setor este ano devem ficar entre US$ 43 bilhões e US$ 45 bilhões. “Como as importações crescem pouco, essa estimativa feita para as exportações deve repetir quase integralmente o resultado do saldo comercial”, afirmou o coordenador. Rodrigues disse que, embora o saldo comercial da balança este ano não deva ter a mesma expressão que em 2004, ele será “sempre muito alto” e ainda impulsionando o saldo comercial dos demais setores da economia.
Ele acredita que a queda nos preços de algumas commodities, como soja e algodão, possa ser compensada com o aumento da produção. “O horizonte que temos pela frente é uma safra recorde da ordem de 130 milhões de toneladas e o crescimento expressivo dos preços do açúcar, do etanol e do café”, afirmou o ministro. Em dois anos de governo Lula, o superávit da balança comercial do setor aumentou em US$ 14 bilhões. Em 2002, o saldo foi de US$ 20,4 bilhões. As exportações também tiveram um aumento semelhante, passando de US$ 24,8 bilhões em 2002 para US$ 39,015 bilhões em 2004.
O bom desempenho da balança, segundo o ministério, pode ser explicado pelo elevado crescimento da economia mundial, a ocorrência de problemas sanitários em importantes exportadores do mercado mundial de carnes – que propiciou uma maior procura e a elevação dos preços do produto – e a abertura de mercados. O crescimento das exportações em 27,3% é resultado de um aumento de 11% nos preços dos produtos e de um crescimento de 15% na quantidade exportada.
Os setores que mais contribuíram para o incremento das exportações foram o complexo soja; carnes; açúcar e álcool; e madeiras. Juntos esses setores explicam 71% do aumento das exportações do agronegócio. O ministro disse que o resultado negativo do exame para febre aftosa, em Mato Grosso do Sul, reforça a expectativa favorável do governo de que o mercado de carne no Brasil deve continuar crescendo. As exportações de carne, em 2004, foram de US$ 6,143 bilhões. “Colocamos o Brasil no primeiro lugar mundial nas exportações de carne bovina e de frango”, afirmou o ministro.
O setor de carnes, cujas vendas cresceram 50,4% , foi responsável por 24,6% do aumento das exportações do agronegócio. O complexo soja contribuiu com 23%. As exportações do complexo soja cresceram de US$ 8,1 bilhões em 2003 para US$ 10 bilhões em 2004, resultado do aumento dos preços, já que a quantidade exportada cresceu apenas 0,76% .

Fonte: Jornal do Comércio

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Com o objetivo de contribuir para a modernização da administração das propriedades rurais, a Cocamar está dando os primeiros passos visando a implementar a campanha Cocamar Digital, através da qual se pretende popularizar o uso de computadores entre os agricultores associados.
Com a frase “É hora de aposentar o prego”, a campanha abrangerá todos os entrepostos da cooperativa e constará de uma série de ações, como cursos, com a finalidade de estimular os produtores a informatizar os controles da propriedade.
O Sicredi participará do projeto com uma linha especial de financiamento. Hoje, acredita-se, é ainda pequeno o número de produtores que se utilizam de computador, embora seu uso seja comum entre os filhos, principalmente os que ingressaram em cursos de nível superior. Nos último ano, dezenas de associados participaram de cursos realizados pela cooperativa em Maringá e vários deles levaram filhos para ajudá-los a entender melhor o equipamento.

Fonte: Página Rural

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Quem possui imóvel rural com tamanho superior a 400 hectares nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins tem até 30 de janeiro para atualizar seus dados cadastrais junto às Superintendências Regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Para os proprietários de terras com áreas superiores a 100 e até o limite de 400 hectares, o prazo de recadastramento se estende até 31 de março. No total, a exigência abrange 352 municípios da Amazônia Legal e deve atingir cerca de 12 mil imóveis.
A medida foi estabelecida pela Portaria Conjunta nº 10, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Incra, publicada em 1º de dezembro de 2004. Ela estabelece que só será emitido o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) após a apresentação de toda a documentação comprobatória acompanhada por planta e memorial descritivo georreferenciado.
Um dos objetivos do governo é rastrear se o imóvel, objeto de recadastramento, se encontra ou não em terras públicas ou da União. A exigência de recadastramento é parte de um esforço conjunto – que reúne vários ministérios e órgãos federais – para acabar com atividades ilícitas, desmatamento e ocupação ilegal de terras na região.
A intenção foi manifestada em dezembro último, quando a ministra do Meio Ambiente reuniu a imprensa para fazer uma avaliação dos prejuízos ao meio ambiente. O governo vai sobrepor informações trabalhistas, ambientais, fiscais, tributárias e fundiárias, para rastrear atividades ilegais envolvidas com desmatamento.

Fonte: Agrinova Web

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Apesar de ser um dos países com maior porção do território coberto por área verde, o Brasil ainda carece de mão-de-obra especializada em manejo florestal, uma técnica de exploração sustentável de madeira. Partindo desse diagnóstico, o Ibama (Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Não-Renováveis) vai investir R$ 9,62 milhões em projetos de capacitação que vão abranger 119 municípios da Amazônia Legal — uma região que envolve todos os Estados da região Norte, além de parte do Mato Grosso e do Maranhão.
O trabalho está sendo coordenado pelo ProManejo (Projeto de Apoio ao Manejo Florestal na Amazônia), um programa do Ibama apoiado pelo PNUD. No ano passado, ele lançou editais para seleção de propostas; agora, foram escolhidas 48, em quatro ramos de atuação: sensibilização e capacitação em manejo florestal (19 projetos); fortalecimento de cursos no ensino superior, no ensino técnico e em casas familiares rurais (11 projetos); apoio a organização comunitária em manejo florestal (13 projetos) e fortalecimento de centros de referência e treinamento em manejo florestal (5 projetos).
Os projetos serão desenvolvidos num prazo de seis a 18 meses. O objetivo primordial é disseminar informações sobre o assunto e formar técnicos qualificados. “Na primeira fase do ProManejo, quando o apoio era dado a planos de manejo específicos, observamos alguns gargalos no setor. Um deles era a falta de qualificação tanto no ensino formal, nas escolas, quanto entre quem já está no mercado”, afirma Ricardo Luiz Ludke, assessor técnico do ProManejo.
Ludke explica que as técnicas pioneiras de manejo florestal foram desenvolvidas há mais de um século, mas em países desenvolvidos, onde as florestas apresentam uma diversidade bem menor que nos países tropicais em desenvolvimento. No Brasil, “o modelo de crescimento e expansão deixou o manejo de lado”, afirma, o que retardou a difusão dessas técnicas no país — apesar de 64,3% do território nacional ser coberto por florestas, de acordo com dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). Os primeiros projetos do ProManejo, por exemplo, são de seis anos atrás.
“O manejo florestal de certa forma ainda é visto como um bicho-de-sete-cabeças”, comenta Ludke. Os 48 projetos selecionados pelo Ibama têm, como pano de fundo, a tentativa de “desmistificar a dificuldade técnica do manejo”, afirma o assessor técnico do ProManejo. “A maior dificuldade para a aplicação do manejo florestal não é a técnica, são fatores externos, como os conflitos pela posse da terra, a pressão para que a terra seja utilizada de outra maneira e o avanço da fronteira agrícola”.
Fonte: PNUD Brasil

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“Ou a pecuária acaba com a aftosa ou a aftosa vai acabar com a pecuária.” Com essa declaração, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, reafirmou a prioridade do governo neste ano para o combate da doença que pode afetar o desempenho das exportações de carne.
Ao dar posse hoje (6/1) ao novo secretário de Defesa Agropecuária, Gabriel Alves Maciel, Rodrigues afirmou ser “uma vergonha” para o país ainda ter esse tipo de problema, uma vez que a doença pode ser erradicada com duas vacinas anuais.
O ministro aposta na experiência de Maciel como ex-presidente do Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Agricultura para reforçar a integração com os governos estaduais e municipais no combate à doença.
Na avaliação de Rodrigues, a liderança assumida pelo Brasil nas exportações de carne obriga que o país tenha mais firmeza nas condições de defesa sanitária e de infra-estrutura para garantir competitividade. Isso porque, segundo ele, quando se assume a liderança, “você se transforma em objeto de pouco amor”, havendo imposição de novas barreiras e exigências no comércio internacional.
O novo secretário de Apoio Rural e Cooperativismo, Márcio Portocarrero, também assumiu o cargo hoje.
Durante a solenidade, ao comentar o processo de reestruturação do ministério, que criou duas novas áreas, o ministro anunciou a indicação do pesquisador da Embrapa, Elísio Contini, para a assessoria de gestão estratégica. Contini deverá comandar estudos para o planejamento das ações do ministério, orientando as políticas públicas para agronegócio.
Para a área de relações internacionais, que deverá atuar em parceria com os ministérios de Relações Exteriores e do Desenvolvimento, o ministro ainda não escolheu um titular.
Os ex-secretários que deixaram o cargo hoje, Maçao Tadano e Manoel Valdemiro Rocha, irão atuar em assessorias especiais do ministério.
PATRÍCIA ZIMMERMANN
Fonte: Folha Online

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O governo do Paraná vai incentivar o aumento da participação dos pecuaristas e das cooperativas paranaenses no abate e na distribuição de carne bovina. A idéia é fortalecer o setor e tornar o estado menos vulnerável a crises como a ocorrida após o fechamento do frigorífico Margen, que mantém três unidades no Paraná.
O assunto foi discutido em reunião (5/1) entre o vice-governador e secretário da Agricultura e do Abastecimento, Orlando Pessuti, com representantes dos pecuaristas, das cooperativas e da Federação da Agricultura do Paraná.
Segundo Pessuti, uma das idéias é fortalecer as chamadas alianças mercadológicas entre os pecuaristas, como já ocorre em Paranavaí, União da Vitória, Pato Banco e Jacarezinho.
Nas alianças, os produtores deixam de vender os bois vivos para os frigoríficos e apenas os contrata para que abatam os animais. A negociação com os supermercados também é realizada diretamente pelos pecuaristas, o que pode aumentar suas margens de lucro.
Em Guarapuava, por exemplo, os produtores estão entregando o produto diretamente para a rede de supermercados Pão de Açúcar. A outra medida defendida por Pessuti é incentivar a participação das cooperativas estaduais no setor de carnes.
A Cooperativa de Cascavel (Coopavel) e a de Rolândia (Corol) já estudam a proposta. “As medidas visam fortalecer o setor no estado e diminuir a dependência dos pecuaristas com os frigoríficos, em especial o Margen que, sozinho, é responsável por toda a exportação de carne bovina do estado e também responde por 40% de todo o abate realizado no Paraná”, explicou.
“Vamos trabalhar para que os produtores ocupem espaço na industrialização e na comercialização da carne para que essa dependência excessiva diminua e o setor corra menos riscos. Como ocorreu com o setor do leite, que sequer foi afetado no Paraná após o fechamento da Parmalat”, assegurou Pessuti.

Fonte: BeefPoint

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A Embrapa Monitoramento por Satélite está colocando à disposição da Prefeitura de Campinas, SP, uma série de dados e estudos para apoiar o Plano Emergencial de Combate às Enchentes que está sendo organizado pelo Município. O material vai facilitar, por exemplo, a identificação das áreas de risco na cidade, prevenir inundações, alertar populações potencialmente ameaçadas e elaborar programas específicos para as diversas regiões da cidade e as várias bacias hidrográficas.
O plano de prevenção e combate às enchentes foi lançado ontem (5/1) pelo prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos, contendo ações preventivas e emergenciais para redução do impacto das chuvas na cidade. O levantamento disponibilizado pela Embrapa, todo baseado em imagens de satélite de alta resolução, recomenda medidas que vão desde a proteção de taludes, vistoria de açudes na área rural, até a educação ambiental da população para reduzir o despejo de lixo na margem de córregos. O trabalho envolverá os esforços de instâncias federais, estaduais e municipais, como a Embrapa, a Administração Municipal, a Defesa Civil, entre outras instituições.
Fenômenos meteorológicos
Em 17 de fevereiro de 2003, Campinas foi atingida por uma forte chuva, considerada na época a “chuva do século”. A média foi de 140mm, superando todos os recordes históricos para o mês de fevereiro, desde que existe medição pluviométrica local, há 120 anos. As áreas inundadas somaram 3.126 hectares, dentro da cidade, ou 12,5% da área urbana, provocando mortes e grandes estragos. Na época, a Embrapa Monitoramento por Satélite colaborou com a prefeitura municipal oferecendo um retrato do desastre, que serviu de base para um balanço dos impactos sobre o meio ambiente e os equipamentos urbanos.
Na terça-feira (4/1) outro fenômeno assustou a cidade. Chuva e ventos fortes deixaram um rastro de destruição na cidade, atingindo inclusive a Fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico de Campinas, e o Instituto de Tecnologia de Alimentos. Seis estufas e três prédios foram parcialmente destruídos pela força dos ventos, causando prejuízos financeiros e atrasando pesquisas.
Grazilella Galinari
E-mail: graziella@cnpm.embrapa.br

Fonte: Embrapa Monitoramento por Satélite

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A Embrapa Solos, centro de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária com sede no Rio de Janeiro, está concluindo estudos para lançar em março ou abril deste ano o Sistema Brasileiro de Classificação de Terras para Irrigação na Região Semi-Árida. Inicialmente, o principal usuário do sistema será a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codesvasf).
O principal objetivo do sistema, inédito no país, é fazer um levantamento dos recursos naturais de forma mais efetiva, para que os investimentos destinados à irrigação sejam feitos em áreas que garantam retorno. As informações foram dadas pelo pesquisador Fernando Cézar do Amaral, da Embrapa Solos. Segundo o pesquisador, o sistema evitará a perda de “milhões de reais”, registrada por muitos perímetros de irrigação que foram instalados em áreas sem aptidão para serem irrigadas. “Foi dinheiro jogado no lixo”, afirmou.
Fernando Cezar do Amaral informou que, de forma resumida, o sistema vai dizer qual seria o retorno potencial de uma área com exploração para irrigação. Para ele, essa é a grande vantagem do projeto. Embora tenha sido desenhado para uma região mais carente de água, o semi-árido, que se estende do norte de Minas Gerais ao Piauí, a idéia da Embrapa Solos é implantar posteriormente o sistema em todos os ambientes brasileiros.
De acordo com o pesquisador, o projeto envolve investimentos reduzidos para seu potencial, da ordem de R$ 300 mil. Os recursos são repassados pela Codevasf. Fernando Amaral disse que o Sistema Brasileiro de Classificação de Terras é uma adaptação de metodologia norte-americana às condições nacionais, com evolução de alguns critérios. Segundo ele, o novo sistema “é um avanço em termos mundiais para ambientes tropicais”.

Fonte: ùltimo Segundo

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Após 15 dias na China, o Grupo de Consultores em Citros (GCONCI), retornou de Missão Técnica onde foram verificar a forma com que os chineses estão combatendo o doença existente em seus pomares há anos. Preocupados com o potencial destrutivo da doença, o grupo elaborou o documento “GCONCI – Carta da China”, com propostas urgentes visando o controle do “Huanglongbing (HLB)” no Brasil, e o encaminhou para as autoridades competentes. Roberto Rodrigues – Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Duarte Nogueira Filho -Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo e Dr. Luis Fernando Ceribelle Madi – Coordenador da Agência Paulista de Tecnologias do Agronegócio (APTA) são algumas das autoridades que já estão de posse do documento.
Com base nas visitas e conferências realizadas com especialistas, pesquisadores e produtores chineses, a Missão Técnica concluiu que a doença é extremamente grave e que causa enormes prejuízos ao desenvolvimento da citricultura. As medidas, já preconizadas pelo Fundecitros, recebem sugestão dos consultores de que sejam implantadas de forma urgente. O documento “GCONCI – Carta da China”, recomenda quatro medidas principais:

1. Programa para erradicação imediata e sistemática das plantas que apresentam o sintoma da doença;

2. Investimento na conscientização do produtor com vista à adoção das medidas de controle;

3. Controle do vetor, de forma sustentável, em áreas de ocorrência da doença;

4. Utilização de mudas sadias em todo o território nacional.

“O GCONCI recomenda a agilização dessas medidas pelas autoridades competentes em um esforço conjunto de toda a cadeia citrícola, para o combate urgente dessa ameaça a citricultura brasileira”, salienta Camilo Medina – Presidente do Grupo de Consultores.

Maurício Mendes, um dos membros do GCONCI na Missão e Analista de Citros do Instituto FNP, acrescenta que a citricultura da China é muito diferente da brasileira. “Enquanto no Brasil a produção é baseada na laranja e voltada para a industrialização do suco, a produção chinesa é predominante para o consumo interno de frutas frescas e concentrada em tangerinas e pomelos”, comenta.
Maurício ressalta que este fato torna a doença menos grave para eles, que tem a opção de plantar lichia ou outras espécies de frutas quando um pomar de cítricos é atingido pela doença, já que todas são bem aceitas pelo mercado interno. “Nossa realidade é outra. A citricultura brasileira é essencialmente voltada para a indústria e a substituição de frutas é viável apenas em pequena escala”, diz Maurício. Segundo o analista da FNP, é preciso encarar a ameaça de frente e agir rapidamente na tentativa de eliminá-la. O Huanglongbing não é mais um problema e sim o maior problema do setor depois da tristeza – doença de vírus que praticamente dizimou os pomares paulistas dos anos 30.

China – o segundo maior produtor mundial de citros

A China foi o país escolhido pela Missão Técnica por enfrentar “o Huanglongbing” há dezenas de anos e ainda assim ter se tornado o segundo produtor mundial de citros. O grupo visitou importantes centros de pesquisa, empresas e as principais regiões produtoras, entre as quais a Universidade do Sul da China e o Centro de Pesquisa de Plantas Tropicais na Província de Guangdong (Cantão), além do Instituto de Pesquisas de Guangxi, em Guilim, e o Centro de Pesquisas de Citros de Chongquing.

Segundo produtor mundial atrás apenas do Brasil, a China produz cerca de 300 milhões de caixas de frutas cítricas anualmente. O país tem ofertado aos seus consumidores frutos de excelente qualidade, com tecnologia eficiente para conservação pós-colheita. Apesar do alto volume produzido, o país mantém uma demanda crescente de frutas cítricas e importa tangerinas e laranjas de outras regiões. É o país cuja importação de suco brasileiro tem apresentado acréscimos expressivos nos últimos 5 anos. “O Brasil pode se beneficiar desse crescimento já que possui condições competitivas e participar mais ativamente desse mercado, bastando que para isso siga o exemplo de outros países que enfrentam o problema e combata o HLB”, comenta Medina.

Maurício Mendes esclarece ainda que, apesar do grande desenvolvimento da citricultura chinesa, o país está mais perto de se tornar um grande comprador de suco de laranjas concentrados do que para ser um concorrente do Brasil.

A Doença Honglongbing

A Doença Bacteriana Huanglongbing (HLB) foi descoberta nos pomares paulistas em maio de 2004. Causada por uma bactéria, a doença que atinge o floema (que leva a seiva das folhas para a raiz e órgãos de reserva) de todas as espécies cítricas, é transmitida por um pequeno inseto (Diaphorina citri), que há muito habita os pomares brasileiros.

O “Huanglongbing” causa deformações nos frutos e definhamento das plantas, baixa produtividade e pode levar a planta à morte. Suspeita-se que a doença tenha vindo da China.

GCONCI e Instituto FNP

O Grupo de Consultores em Citros, criado em agosto de 1996 e que reúne 15 Consultores em Citros, é uma associação técnica, sem fins lucrativos, com sede instalada em Cordeirópolis- SP. Os membros do GCONCI prestam consultoria técnica direta a mais 40 milhões de plantas cítricas, representando quase 20% da citricultura brasileira.

O Instituto FNP é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que visa contribuir com o fomento do agronegócio, por meio do fornecimento de dados, levantamentos de estatísticas e tendências de mercado. A instituição foi constituída por iniciativa da FNP Consultoria e AgroInformativos, uma empresa de consultoria que há 15 anos atende ao agronegócio brasileiro, gestora do maior banco de dados do setor.

Silva Alves e Miro Negrini
mironegrini@contatocom.com.br
Fonte
ContatoCom
http://www.contatocom.com.br

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Experimentos conduzidos pela Embrapa Cerrados (Planaltina- DF), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foram visitados, em 5 de janeiro, por estudantes americanos da Universidade do Texas.
O grupo, liderado pelos professores Edward Runge e Samuel Feagly, acompanhados pelo consultor internacional da Associação de Plantio Direto no Cerrado, John Landers, foi recebido pelo chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Cerrados, Dimas Vital Siqueira Resck.
Na palestra o chefe de P e D da Embrapa Cerrados destacou a contribuição do Cerrado na agricultura brasileira, sendo a região responsável por 66% da produção brasileira de algodão, 64% de arroz e 49% de soja. Resck explicou as características da vegetação e dos solos do Cerrado e ainda mostrou um experimento sobre dinâmicas e sistemas de preparo de solos e de rotação de culturas que vem sendo conduzido há oito anos na Embrapa Cerrados.
Os experimentos sobre café irrigado também foram observados pelos estudantes. O pesquisador Antônio Fernando Guerra enfatizou a importância do manejo de irrigação para a cultura do café no Cerrado. O projeto de pesquisa da Embrapa Cerrados com café vem avaliando níveis crescentes de estresse hídrico, visando uniformização da florada, o que consequentemente gera um produto de melhor qualidade.
Finalizando a visita ao campo, os estudantes receberam explicações sobre o uso do lisímetro de pesagem na avaliação da evapotranspiração de culturas anuais no Cerrado. Na área dos experimentos de plantio direto, o pesquisador Djalma Martinhão de Souza ressaltou os resultados de pesquisa sobre fontes e doses de fósforo nas culturas de soja e de milho no Cerrado.
A visita dos estudantes ao Brasil prossegue no decorrer da semana a centros de pesquisas dos estados de São Paulo e Paraná, além de fazendas de criação de gado Nelore no município mineiro de Uberaba.

Liliane Castelões
E-mail: liliane@cpac.embrapa.br

Fonte
Embrapa Cerrados
http://www.cpac.embrapa.br

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