A Tailândia, maior produtor mundial de amido de mandioca, está interessada em investir na produção de álcool de mandioca, com tecnologia brasileira, destinando parte de sua produção de raiz a essa indústria, reduzindo a fabricação de amido. Com isso boa parte do mercado de amido de mandioca, hoje abastecido por aquele país, poderá ser conquistado pelo Brasil. A constatação é do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (ABAM), João Eduardo Pasquini, que esteve na Ásia no final de 2004, onde visitou, junto com outros industriais do setor de amido de mandioca e um pesquisador da área, o Vietnã e a Tailândia.
A meta da Tailândia é instalar cinco usinas de álcool de mandioca. Uma missão empresarial tailandesa virá ao país para conhecer a tecnologia de produção de álcool de mandioca. Antônio Donizetti Fadel, que integrou o grupo que visitou os dois países asiáticos, irá apresentar aos visitantes um projeto de cinco usinas com capacidade para processar 1,2 mil toneladas de mandioca/dia, resultando numa produção de 200 mil litros de álcool. “Em poucos dias já teremos o projeto pronto, já que estamos adaptando um projeto existente às necessidades da Tailândia”, observa Fadel.
Segundo o presidente da ABAM, a Tailândia produz atualmente 22 milhões de toneladas de raiz de mandioca. Desse total, 12 milhões de toneladas são destinados às indústrias de amido de mandioca, com produção de 3 milhões de toneladas de amido/ano, sendo que 60% são exportados e 40% destinados ao mercado interno. Os outros 10 milhões de toneladas de raiz são destinadas à produção de chips (mandioca em pedaços, secos ao sol) para ração animal e para fabricação de álcool, exportados para a Europa e China.
Com o investimento na fabricação de álcool os tailandeses vão esbarrar num problema: a falta de espaço para o plantio de mandioca. Pasquini explica que o Governo tailandês limita áreas de plantio para suas principais culturas. A mandioca, que é seu quarto produto agrícola, está com sua cota esgotada. “A Tailândia têm produtividade em torno de 20 toneladas por hectare, e pretende aumentar em 10% ao ano sua produtividade, visando suprir suas necessidades de raiz. Enquanto não conseguir aumentar sua produção de mandioca para o fabrico de álcool, terá de reduzir a produção em outras áreas da indústria”, observa.
Pasquini salienta que a demanda por amido de mandioca está aumentando significativamente no Mundo e que as indústrias brasileiras estão se preparando para atender boa parte desse mercado que está se abrindo. “Muitas indústrias de amido de mandioca estão investindo na ampliação de seus parques fabris, visando atingir novos mercados que se vislumbram para o produto na Europa, sobretudo nas áreas agroalimentar e de papel e papelão”. Ele lembra que em tamanho as indústrias brasileiras são menores que as tailandesas, mas em tecnologia de processamento estão equiparadas. “É justamente no aumento da capacidade de processamento que nossas indústrias estão investindo”, acrescenta.
Agricultura
Diferentemente do Brasil, onde os preços da raiz oscilam muito, na Tailândia o mercado é regulado pelos preços internacionais que são estáveis, visto que a maior parte de sua produção é exportada. Na avaliação de Pasquini para que se possa ter oferta e procura em equilíbrio é preciso se investir nas áreas agrícola e industrial, de modo a se chegar a valores de venda equivalente aos US$ 35 praticados hoje pela Tailândia, com lucro para o produtor. No Brasil o preço atual está torno de US$ 70.
O Brasil, segundo ele, tem condições de chegar aos patamares de preços praticados pela Tailândia, a partir de investimentos mais significativos em tecnologias de plantio e nas indústrias; maior investimento na pesquisa de variedades mais produtivas e com maior teor de amido; diminuindo custos de produção, através da mecanização da colheita. “Industriais do setor de amido de mandioca estão investindo no desenvolvimento de um protótipo de uma colheitadeira, que deverá contribuir para reduzir custos aos produtores rurais”.
Segundo Pasquini, em se tratando de tecnologia de plantio o Brasil está mais avançado que a Tailândia. Lá, a maioria dos produtores planta de dois a 16 hectares, manualmente, dispondo-se as manivas na posição vertical, em leiras (maniva é o caule da planta, utilizado para o plantio; leiras são pequenos montes de terra). No Brasil já existem máquinas plantadeiras, que contribuem para dinamizar o plantio.
“Temos todas as condições de crescer nesse mercado. Só é preciso que se crie um sistema de atuação que nos garanta condições de ocupar posições cada vez maiores nessa competição”, diz Pasquini, relatando entre as experiências de sucesso da Tailândia a criação de associações de indústrias voltadas ao controle das exportações. “Essas associações cobram das indústrias uma taxa sobre o valor exportado, para administrarem seus negócios”, explica.
Apoio do Governo
O governo tailandês deu sua parcela de contribuição ao setor ao destinar à TTDI (Thai Tapioca Development Institute) US$ 15 milhões para apoio à pesquisa e desenvolvimento. Somente com os juros desse dinheiro a TTDI vem obtendo importantes resultados para a pesquisa da mandioca naquele país.
A missão brasileira que esteve na Ásia visitou também o Vietnã, onde está havendo falta de raiz. “Muitos produtores estão colhendo mandioca nova, como está acontecendo no Brasil”, diz Pasquini. Também no Vietnã mais de 60% da produção é exportada, para a China, Japão e Taiwan.
Silvana Porto
imprensa@abam.com.br
Fonte
Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (ABAM)
http://www.abam.com.br

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Uma missão brasileira, formada por integrantes de quatro indústrias de amido de mandioca, associadas à ABAM (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca), e um pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), realizaram visita técnica (dezembro/2004) ao Vietnã e Tailândia, no continente asiático. A finalidade da viagem foi a realização de visitas a áreas de plantio, indústrias de amido de mandioca, órgãos de pesquisas, universidades e órgãos governamentais, daqueles países.

Segundo o Presidente da ABAM, João Eduardo Pasquini, que integrou a comitiva, o principal objetivo da viagem à Tailândia foi conhecer um pouco mais do mercado de amido de mandioca daquele país no que se refere à exportação – a Tailândia é o maior produtor e exportador mundial do produto. “O Brasil está com os olhos direcionados a novos mercados, que deverão crescer significativamente em países europeus nos próximos anos, devido à redução dos subsídios à batata naquele continente – o amido de batata é o maior concorrente do amido de mandioca no mercado europeu. Conhecer o sistema de produção e exportação de amido de mandioca da Tailândia foi muito importante para o Brasil”, acentua.

Outro aspecto interessante da visita, destacado por Pasquini, foi conhecer os sistemas de comercialização entre produtores de mandioca e indústrias tailandesas, visando adquirir maior experiência nas negociações com os produtores brasileiros a fim de fortalecer a aliança produtor/indústria. “Produzimos hoje mais mandioca que a Tailândia, na proporção de 22 milhões de toneladas/ano para 18 milhões de toneladas/ano; e temos o mesmo nível tecnológico em nosso parque industrial, portanto, temos plenas condições de crescer e desenvolver ainda mais o setor de amido de mandioca e buscar o mercado internacional. É isso que nos motivou a investir nesta viagem”, diz.

No Vietnã e Tailândia foram visitadas as cidades de Tay Nihn, Ho-Chi-Min, Bangkok, Korat, Huay Bong, Prachinburi, Rayong e Cholburi, além da companhia de mandioca Tay Ninh (fecularia) e encontro com entidades de classe como o Instituto de Desenvolvimento da Mandioca da Tailândia, a Associação Comercial da Mandioca da Tailândia, a Associação Tailandesa de Amido, a Associação Tailandesa de Indústrias e Produtos de Mandioca e a Associação Comercial de Mandioca do Noroeste da Tailândia. O encontro foi promovido pela TTDI (Thai Tapioca Development Institute).

O grupo também visitou a Universidade Rural Kaesetsart, onde manteve contatos com especialistas da área, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da TTDI, fábricas de goma, entre elas a fábrica de goma PVD e à Goma Sangounwong. Completando com visitas a áreas de cultivo, pátios de secagem de lascas e fábrica de “tapioca pallets”.
Além do Presidente da ABAM, integraram a comitiva brasileira os industriais Antônio Donizeti Fadel, Alberto Conink Filho, Ivo Pierin Júnior e o pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Mario Takahashi.
Silvana Porto
imprensa@abam.com.br
Fonte
Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (ABAM)
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Ao encerrar ontem (21/12) em Cingapura o que chamaram de “primeiro encontro da força-tarefa da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) contra a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade” (HPAI, na sigla em inglês), os seus 10 países membros concordaram em concentrar esforços em oito atividades principais. É mais uma tentativa de controlar de vez o vírus que, há um ano, afeta aves e pessoas na região.
As medidas propostas serão coordenadas por cinco membros da organização, representando Cingapura, Malásia, Indonésia, Tailândia e Filipinas. Cingapura será responsável pelo compartilhamento dos estudos epidemiológicos desenvolvidos regionalmente, enquanto a Tailândia irá se concentrar em atividades que envolvem a vigilância à doença, sistemas de alerta e a capacitação técnica visando ao diagnóstico do problema.
Caberá à Malásia a definição de questões relacionadas ao estabelecimento de zonas livres da Influenza Aviária, a medidas que assegurem efetivo controle do vírus e à preparação de planos de emergência.
Em suma, cada país coordenador está incumbido de preparar planos detalhados de trabalho acerca de cada uma das atividades a eles atribuídas. Esses planos serão meticulosamente discutidos no próximo encontro do gênero, previsto para maio de 2005, na Tailândia. No encontro de 2004, realizado entre os dias 20 e 21 de dezembro, Malásia e Indonésia foram eleitas, respectivamente, para a presidência e a vice-presidência da força-tarefa da ASEAN contra a Influenza Aviária.
Além de representantes dos 10 países-membros da ASEAN (Brunei, Camboja, Cingapura, Indonésia, Laos, Malasia, Myanmar, Filipinas, Tailandia e Vietnã), participaram do evento em Cingapura técnicos da OIE – Organização Mundial de Sanidade Animal, da OMS – Organização Mundial da Saúde e da FAO – Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, bem como de vários outros países asiáticos, entre eles China e Coréia do Sul.
Com informações agência de notícias chinesa Xinhua.

Fonte: AviSite Notícias

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Com o objetivo de proteger as exportações brasileiras de embargos internacionais por causa de barreiras sanitárias (reais ou políticas), teve início, no mês de dezembro de 2004, um programa inédito de rastreabilidade proposto pelas entidades produtoras paranaenses, que doaram o equipamento para a Secretaria Estadual de Agricultura. O estado ficará responsável por mapear minuciosamente todas as granjas paranaenses até o fim do primeiro semestre de 2006.
A intenção é estender o rastreamento para todo o Brasil até no máximo em 2010. Os custos de visitação, os mais altos do processo, ficariam a cargo das Secretarias Estaduais de Agricultura. Para o rastreamento, todas as unidades de produção deverão ser visitadas. Cada uma terá um número, que corresponde a sua localização de latitude e longitude (todas as informações serão trocadas via satélite). A carne produzida na granja terá um número monitorado pelo Ministério da Agricultura. Os responsáveis pela numeração serão os próprios frigoríficos e/ou empresas integradoras.
Segundo diretor executivo do Sindicato dos Abatedouros e Empresas Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Ícaro Fleichter, o processo é semelhante ao que existe hoje em relação à carne bovina. “Se há um foco de aftosa no Norte do País, a região fica interditada, sem prejuízo para o restante da cadeia, como aconteceu recentemente no embargo russo.” Ainda segundo Fleichter, “dessa forma, o ministério poderá provar, para qualquer instituição internacional que monitora a produção brasileira, que é capaz de garantir a sanidade de seus animais.”

Fonte: Panorama Brasil

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Sem qualquer alteração no texto aprovado pela Câmara, o Senado aprovou no dia 21/12 as medidas do chamado pacote de bondades tributárias do governo, mantendo a isenção de pagamento de contribuições sociais para produtores de leite, fubá e de frango, incluída pelos deputados. Haverá também a redução do imposto a pagar sobre a produção de programas de computadores (softwares). Ao ser editada em outubro, a medida provisória previa apenas a redução da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a compra de equipamentos por empresas.
Os benefícios incluídos na Medida Provisória 219 podem significar uma redução extra de até R$ 800 milhões em 2005 na arrecadação da Receita Federal. Ao todo, a medida provisória deverá representar uma queda de R$ 2,5 bilhões na receita do governo. Serão beneficiadas as empresas que fizerem aquisições entre outubro deste ano e dezembro de 2005 e pagarem a CSLL pelo lucro real. Parcelas do valor dos equipamentos serão descontadas das empresas ao pagarem as duas contribuições. Só com essas medidas, o governo calcula uma redução de R$ 1,7 bilhão na receita ano que vem. O governo aposta na disponibilidade de recursos para investimento das empresas.
O acordo fechado no Senado prevê o veto de um artigo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que beneficiará o setor de fármacos, principalmente de cosméticos. O veto dará ao setor a mesma vantagem assegurada ao setor de software. Os dois setores serão taxados pelas regras antigas do PIS e Cofins, pagando apenas as alíquotas de 3,6% e não a de 7,2%, no caso dos fármacos, e de 9,2% no caso dos programas de computadores.
O texto aprovado ontem, que vai agora à sanção presidencial, aumenta os benefícios às oficinas mecânicas, oficinas de eletrodomésticos e aos caminhoneiros. Produtores de leite, fubá e farinha de milho e de pintos de um dia de vida – para a produção de frangos – estarão isentos de pagar o PIS e a Cofins.

Fonte: Jornal do Comércio

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Resultados preliminares de testes realizados com um protótipo de uma máquina colheitadeira de mandioca foram apresentados aos associados da ABAM (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca), em reunião da entidade ocorrida no dia 10/12 na ACIM (Associação Comercial e Industrial de Maringá), no Paraná. Esta foi a primeira vez, em mais de uma década de existência, que a ABAM realizou reunião com seus associados na cidade de Maringá.
A mecanização da colheita é, nas palavras do presidente da ABAM, João Eduardo Pasquini, um significativo avanço para a cadeia produtiva da mandioca, pois propiciará maior desenvolvimento no campo e incentivará o aumento do plantio, contribuindo para superar a deficiência de mão-de-obra, que cresce a cada dia. “O arranquio da mandioca é um dos maiores problemas enfrentados hoje pelo setor. A mecanização da colheita solucionará as dificuldades que encontramos hoje na colheita”, diz ele.
No Oeste do Paraná, região de grande importância na produção brasileira de mandioca, existe hoje grande dificuldade em se conseguir trabalhadores para o arranquio da raiz. “Este é um serviço muito bruto. Poucas pessoas querem continuar trabalhando com a mandioca”, diz o sócio-diretor da Agrícola Horizonte, empresa associada à ABAM, Osvino Ricardi, que defende a mecanização da colheita da mandioca, sob risco perder espaço para outras culturas, que estão mais avançadas nessa fase do processo produtivo.
A máquina em teste no Paraná é resultado da adaptação de uma colhedeira de batatas, produzida por uma empresa paranaense, que trabalhou no projeto durante dois meses. Quem está custeando a produção do protótipo são 24 indústrias de amido de mandioca associadas à ABAM.
A fase atual é de ajuste do rendimento da máquina, que colhe duas linhas de mandioca, numa velocidade de 2,1 quilômetros por hora. A idéia, segundo o técnico agrícola Sílvio Gonçalo, é que a máquina colha 1,3 alqueires/dia de raiz. Desde que o início dos testes foram realizadas algumas modificações e adaptações visando a melhora do rendimento na colheita.
Silvana Porto
imprensa@abam.com.br
Fonte
Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (ABAM)
http://www.abam.com.br

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Cerca de 11 mil aves, entre frangos e patos, foram sacrificados no sul do Vietnã para evitar uma volta da gripe aviária que já causou a morte de 20 pessoas no país, informaram as autoridades (21/12).
Nguyen Van Nam, diretor do departamento de epidemias do Ministério vietnamita de agricultura, disse que a medida obedece a possíveis pequenos surtos da denominada “gripe aviária” em sete distritos de seis províncias do sul.
“O perigo de epidemia sempre é possível já que atualmente o vírus está em todas as partes”, disse Nguyen Duy Long, outro funcionário do departamento na província sulina de Long An.

Fonte: Diário da Manhã

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O laboratório argentino Bio Sidus anunciou no dia 21/12 o nascimento de “Pampero”, o primeiro boi transgênico, que faz parte de uma linhagem de bovinos obtida por clonagem e que será destinada à produção do hormônio do crescimento humano.
A partir de “Pampero”, o laboratório poderá reproduzir, por meio de métodos clássicos de fertilização, vacas transgênicas que tenham em seu leite a proteína humana hGH (hormônio do crescimento), utilizada no tratamento do nanismo, entre outras doenças.
“Pampero” é filho de “Pampa Mansa”, bezerra da raça jersey concebida por clonagem e geneticamente modificada pela inserção do gene da proteína hGH.
O Bio Sidus, que em agosto de 2002 conseguiu a primeira clonagem de bovinos na América Latina, planeja produzir o hormônio de crescimento numa escala maior e com custos menores para seu uso no tratamento do nanismo hipofisário, um transtorno que afeta cerca de 1.500 crianças só na Argentina.

Fonte: Diário da Manhã

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Levantamento do Consórcio Anti-ferrugem, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, identificou a ocorrência da ferrugem asiática da soja em 9 estados brasileiros (MT, PR, RS, MA, GO, MS, MG, SP e DF) e 81 municípios. Desse total, apenas 27 focos são em lavouras comerciais, os outros são em soja voluntária ou em unidades de alerta, áreas em que a soja foi semeada precocemente, justamente para detectar a presença do fungo na região.
O Consórcio acaba de identificar o primeiro foco do fungo causador da ferrugem, na região de Brasília, no Distrito Federal. Entre os 9 estados em que foi identificada a ferrugem, o Paraná é o que tem maior número de focos: são 34 municípios.
“É importante que os produtores intensifiquem o monitoramento em suas áreas e fiquem atentos às informações sobre novos focos da ferrugem. O controle adequado do fungo vai colaborar a evitar perdas”, explica o pesquisador Ademir Henning, da Embrapa Soja, membro do Consórcio Anti-ferrugem.
A relação de municípios em que há focos de ferrugem, o mapa com os locais onde há ocorrência da doença, assim como dados relativos ao controle da doença, entre outros, estão disponíveis no Sistema de Alerta: www.cnpso.embrapa.br/alerta.
Lebna Landgraf
E-mail: lebna@cnpso.embrapa.br

Fonte: Embrapa Soja

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O Senado aprovou no dia 21/12 a Medida Provisória 223, alterada pela Câmara dos Deputados, que será agora enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a sanção. Além de autorizar o plantio da soja geneticamente modificada, a chamada soja transgênica, para a safra de 2004/2005, o texto aprovado exige a apresentação de notas fiscais para que empresas produtoras das sementes possam cobrar os royalties dos produtores pelo desenvolvimento da tecnologia. Também foi ampliado em 180 dias o prazo para a comercialização da soja transgênica da atual safra, antes limitado a janeiro de 2006.
Atualmente, as empresas cobram royalties sobre a produção alegando que os produtores adquiriram sementes na Argentina. A americana Monsanto exige R$ 0,60 por saca produzida com suas sementes. Para a safra atual, a empresa pretendia cobrar R$ 1,20 por saca, segundo informações do deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Foi retirado do texto original o dispositivo pelo qual apenas os plantadores da soja transgênica na safra passada poderiam utilizá-la agora. A medida estava inibindo os produtores a admitirem o plantio de transgênicos. No Paraná, na safra passada, apenas 500 deles reconheceram o uso da soja modificada, assinando o termo de compromisso exigido pelo governo para legalizar o cultivo.
O senador Jonas Pinheiro (PFL-MS) chegou a pedir durante a sessão do Senado o veto do artigo 7º do projeto de conversão, que condiciona a apresentação de notas fiscais pelas empresas para cobrança de royalties. O senador argumentou que o artigo poderá trazer confusões na comercialização da safra. “Se não for pago o royalty, a Monsanto poderá entrar com processo e pedir que as cargas de soja sejam apreendidas por estarem usando tecnologia desenvolvida pela empresa, sem pagar os seus direitos de propriedade tecnológica”, argumentou Pinheiro.
“Os lotes do produto correm o risco de ficar retidos até decisão da Justiça”. Pinheiro argumentou que a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) já havia encaminhado o pedido ao líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP) para que o presidente vete o dispositivo. O relator da medida provisória, Delcídio Amaral (PT-MS) rejeitou a proposta argumentando que as empresas instaladas no país são, por convenção de direito internacional, obrigadas a se submeterem à legislação do país em que estão instaladas.
James Allen

Fonte: O Estado de São Paulo

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O governo federal pretende intensificar em janeiro a campanha de combate à febre aftosa no Pará, Estado no qual foi registrado um foco da doença em junho. A ação de combate à doença será feita por meio de visitas do chamado barco-escola a 13 municípios. A embarcação transportará técnicos em agropecuária, veterinária e especialistas em educação sanitária. A intenção é alertar pescadores e pecuaristas para noções de higiene e vacinação do gado, além de cadastrar os animais.
Em junho, a descoberta de um foco de aftosa no município de Monte Alegre (Pará) levou à suspensão da compra de carne brasileira por países importadores como Rússia – quarto maior mercado brasileiro – e Argentina.
Em novembro, o projeto-piloto do barco percorreu os municípios de Santarém, Monte Alegre e Oriximiná, todos no Pará. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Estado, a ação gerou melhora de 40% no índice de vacinação do gado – de 688 mil para 900 mil doses. O custo do projeto foi de cerca de R$ 500 mil. O Pará possui o maior rebanho da região Norte, com cerca de 15 milhões de bovinos e bubalinos, mas não exporta carne.
Silvio Navarro

Fonte: Folha de São Paulo

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Somente na safra 2003/2004, a produção de plantas transgênicas gerou US$ 44 bilhões em 18 países, concluiu o estudo “The Global Diffusion of Plant Biotechnology: International Adoption and Research in 2004″ (em português, Difusão Global da Biotecnologia Agrícola: Adoção Internacional e Pesquisa em 2004”), liderado por Ford Runge, da Universidade de Minessota (EUA). O relatório coloca o Brasil na quinta posição na produção mundial de plantas geneticamente modificadas, responsável por gerar US$ 1,6 bilhão com a soja geneticamente modificada, após os Estados Unidos (US$ 27,5 bilhões), Argentina (US$ 8,9 bilhões), China (US$ 3,9 bilhões) e Canadá (US$ 2 bilhões).
O relatório aponta ainda que atualmente 63 países conduzem pesquisas com 57 variedades de plantas transgênicas. A China firma-se como uma potência e um dos maiores investidores em estudos com biotecnologia agrícola, atrás apenas dos EUA. O estudo também mostra que os países em desenvolvimento apostam hoje no desenvolvimento de plantas transgênicas por meio de pesquisas conduzidas localmente. A Índia, por exemplo, conta com mais de 20 estudos com plantas transgênicas. Além disso, o Brasil desponta como um dos líderes mundiais no desenvolvimento da biotecnologia, juntamente com a América do Norte, Europa, China, Argentina, África do Sul e Austrália.
Mariangela Morenghi
E-mail: mariangela@cdicom.com.br

Fonte: CDI – Casa da Imprensa

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A gripe aviária, que pode ser mais mortal que o surto de Sars (síndrome respiratória grave e aguda), é endêmica no sudeste da Ásia e é um grande problema de saúde pública da região, disseram na segunda-feira autoridades de Cingapura e especialistas da área de saúde.
O vírus da gripe aviária poderia detonar uma pandemia fatal entre os seres humanos se não for contido, afirmou François-Xavier Meslin, membro da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“A doença é agora endêmica na região, endêmica nas aves. E temos alguns casos surgindo entre as pessoas”, afirmou durante um encontro regional convocado para discutir o combate à doença.
“Vocês continuarão tendo casos com pessoas e, ao final, verão o surgimento de um tipo do vírus capaz de provocar uma pandemia”, disse Meslin, acrescentando haver necessidade de um melhor aparato de vigilância e de uma maior colaboração entre os governos e os ministérios da saúde e da agricultura dos países da região.
Neste ano, a gripe aviária matou 32 pessoas na Tailândia e no Vietnã, e milhões de galinhas, patos e de outras aves foram sacrificados na Ásia em virtude da doença.
A OMS já advertiu que milhões de pessoas podem morrer no caso de uma pandemia e que o número atual de casos poderia aumentar com a chegada do inverno. A entidade deseja uma maior cooperação entre os países da região no combate à gripe aviária.
Hans Wagner, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), disse que a Ásia era especialmente vulnerável aos surtos de gripe aviária.
“A Ásia é uma área com uma grande densidade de aves, com alta concentração demográfica e é o centro da gripe. Esses fatores vêm juntos”, afirmou Wagner a jornalistas.
Cingapura está sediando um encontro com os dez países-membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) para discutir formas de combater a gripe aviária.
“Dados científicos mostram que o vírus H5N1 [da gripe aviária] é endêmico nesta região e que contê-lo é nosso maior desafio atualmente”, disse o ministro de Defesa e de Desenvolvimento Nacional de Cingapura, Cedric Foo.

Fonte: AviSite Notícias

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Com organização de Arlinda Borges Eventos, aconteceu recentemente, na Arena Bertin, em Lins (SP), o Leilão de Liquidação de Plantel PO Frefer Occhialini. Na ocasião foram ofertados 76 lotes de fêmeas de elite prenhas ou paridas. Os animais, originários de importantes linhagens genéticas, alcançaram a média de R$ 42.239,00, totalizando R$ 3.210.200,00. O lote de maior valor ficou por conta da Dellary PO da Frefer, uma fêmea de 10 anos, arrematada pela Rima Agropecuária no valor de R$ 252.000,00. Rima também foi a maior compradora, arrematando lotes de bezerras, novilhas e vacas paridas, totalizando R$ 345.800,00.
A Fazenda Frefer Occhialini, que há 20 anos dedica-se a criação do gado Nelore, produziu fêmeas a partir dos premiadíssimos raçadores Apolo e Jamal. O remate ofereceu a nata do Nelore, uma vez que a Frefer sempre investiu em aquisições de genética diferenciada, inseminação artificial, coleta, transferência de embriões e fertilização “in vitro”, que resultou num produto final de qualidade insuperável.
O Leilão de Liquidação da Frefer Occhialini teve assessoria técnica da Ipê Ouro e Avanti e foi transmitido, ao vivo, pelo Canal Rural.
Sobre a linhagem genética
Apolo bateu recordes e conquistou cinco grandes campeonatos – Ourinhos, Araçatuba, Três Lagoas, Presidente Venceslau e Londrina, além de ter sido considerado o Segundo Melhor Macho Adulto do Ranking Nacional da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), em 1994.
Jamal é filho do touro campeão Enlevo da Morungaba. O touro já consquistou o título de Grande Campeão Sênior da Expoinel 2001 e Melhor Macho Adulto do Ranking Nacional da ACNB 2001/2002. Touro de rara beleza, Jamal apresenta um pedigree extraordinário e traz consigo grandes nomes da raça Nelore – Pangpur Al da Paulicéia x Ganhoso x Tabadã POI Zeb VR. Comercializado no Leilão JM 2001, aos 11 meses, Jamal obteve preço recorde de bezerro: R$ 210.000,00.
Miro Negrini
E-mail: mironegrini@contatocom.com.br
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ContatoCom
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Depois de assistir à apresentação de estudos realizados a pedido do Grupo de Trabalho de Florestas do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS), em São Paulo, Roberto Rodrigues reconheceu a relação existente entre o avanço da fronteira da soja e os desmatamentos em área de transição entre floresta e cerrado na Amazônia e propôs participação estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na busca de soluções.
Em reunião ocorrida no  dia 20/12, na Delegacia Regional do Ministério da Agricultura em São Paulo, foram apresentados ao ministro Roberto Rodrigues dois estudos apontando a relação entre o avanço da soja e os desmatamentos na Amazônia. Um deles, intitulado “Uso Atual do Solo nos Maiores Desmatamentos entre os anos de 2000 a 2003 na Região Médio-Norte do Mato Grosso”, coordenado pelo Instituto Socioambiental, demonstrou a relação entre desmatamentos atuais e a conversão do solo para uso de soja em áreas de fronteira consolidada. O intervalo estimado para a década de 1990, entre o desmatamento e a conversão para soja, que era em média de 5 anos, foi reduzido para 2 anos. Em alguns casos, houve conversão para soja no mesmo ano do desmatamento, como ocorreu no município de Itanhangá no Mato Grosso. O estudo demonstra também que a soja é um dos vetores que induzem diretamente o desmatamento de florestas nas regiões com infra-estrutura para escoamento de produção e condições topográficas e climáticas favoráveis.
O outro estudo foi apresentado pela ONG Amigos da Terra/Amazônia, integrante como o ISA do Grupo de Trabalho de Florestas do Fórum Brasileiro de ONGS e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, revela que nos municípios do Mato Grosso onde houve aumento da produção de soja cresceu o desmatamento e reduziu-se a pecuária, embora o rebanho total de gado no Estado tenha aumentado no total. Além de induzir novos desmatamentos em áreas de fronteira consolidada, a soja, de acordo com a análise apresentada, está empurrando a pecuária para novas áreas de fronteiras o que resultará em novos desmatamentos. Os dois estudos estão em fase final de aprimoramento.
Após a apresentação, o ministro Roberto Rodrigues fez uma longa exposição sobre a soja afirmando que o grão é hoje responsável por 26% das exportações brasileiras e representa 32% do PIB agrícola. Rodrigues afirmou também que o cenário internacional, neste momento, é bastante adverso para a soja, já que o Hemisfério Norte registrou uma safra recorde enquanto no Brasil os preços da saca estão abaixo da média dos últimos quatro anos e o preço dos insumos está bastante elevado. Por conta disso, o ministro, falando como produtor de soja que é, disse que acha difícil que, diante desse quadro, haja crescimento da área plantada nos próximos anos.
Depois da contextualização geral do cenário da soja, o ministro reconheceu que a correlação entre desmatamento em área de transição na Amazônia e o avanço da fronteira agrícola em especial da soja existe e precisa ser bem caracterizada. Entretanto, apontou que se tratou de um movimento induzido pelo mercado internacional e que o governo não teve nenhuma ação preponderante. Co-relacionando infra-estrutura à produção rural o ministro destacou a absoluta falta de planejamento estratégico governamental que estimule ou desestimule o agricultor a plantar “isso ou aquilo,aqui ou ali”. Na verdade, por muito tempo a questão de obras de infra-estrutura sempre foi orientada por lógicas políticas avessas ao planejamento.
Além do reconhecimento da existência de correlação entre desmatamentos de florestas na Amazônia e avanço da fronteira agrícola, a reunião teve como saldo o anúncio por parte do ministro da reestruturação do Ministério da Agricultura, onde serão criadas duas novas secretarias – de Planejamento Estratégico e de Assuntos Internacionais. A Secretaria de Planejamento Estratégico, de acordo com o ministro, será a instância do Ministério da Agricultura a discutir a questão de infra-estrutura, expansão agrícola e aspectos ambientais articuladamente com os cenários internacionais do agronegócio. A parceria proposta pelo GT Floresta com órgãos do Ministério da Agricultura para lidar com o tema deverá acontecer nessa instância segundo Rodrigues. A secretaria deverá estar regulamentada e operando até 30 de janeiro de 2005.
O Plano de Prevenção e Controle ao Desmatamento na Amazônia do governo federal lançado em março deste ano já havia reconhecido a existência da relação entre expansão da fronteira agrícola e desmatamento, mas não houve até então envolvimento efetivo do Ministério da Agricultura na implementação do plano.
Roberto Rodrigues encerrou o encontro anunciando que nos próximos 10 anos o Brasil deverá se tornar um país fundamental não apenas em matéria de produção de alimentos, mas também de biomassa para combustível renovável, já que acredita que a dependência em relação ao petróleo é uma das maiores “insanidades da humanidade”. Antecipou que além do etanol, a soja e outras commodities também deverão ser aproveitadas como biomassa para biodíesel e que os produtores devem estar preparados para este mercado.
A reunião aconteceu no âmbito de um esforço do Grupo de Trabalho de Florestas do FBOMS de estabelecer interlocução com o Ministério da Agricultura, em função das diversas interfaces entre os temas tratados pelo GT e o Ministério da Agricultura.
André Lima do ISA.

Fonte: Notícias Socio Ambientais

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A Corte Especial do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, restabeleceu a liminar concedida pela 2ª Vara Federal de Curitiba e voltou a permitir aos produtores plantar sementes transgênicas de soja no Paraná na safra 2004/05, mesmo sem ter assinado o Termo de Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta.
A decisão, que saiu em 19 de novembro e foi suspensa em seguida, atendeu a uma ação ajuizada pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Enquanto isso, a medida provisória, que libera o plantio e a comercialização da soja transgênica no País, deve ser votada hoje pelo Senado.

Fonte: Terra Notícias

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O Vietnã confirmou ontem (20/12) novos casos de gripe aviária em fazendas no sul do Delta do Mekong. Oficiais do centro de saúde animal desinfetaram a fazenda e proibiram o transporte na região por 21 dias, disse o diretor do Escritório de Saúde Animal da província Luu Phuoc Hau. O centro está pedindo aos produtores locais para desinfetar suas granjas toda semana. Não foram reportados casos da doença em humanos na região.
Segundo Hau, apenas algumas grandes granjas permanecem em Can Tho City depois que a região foi afetada pela doença, mas alguns fazendeiros ainda criam as aves para aumentar sua renda, tornando mais difícil controlar a doença.
Durante o surto no começo deste ano, milhares de aves e patos foram sacrificados ou morreram contaminados com o vírus da influenza no Sudeste Asiático.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Uma usina de biomassa à base de casca de arroz em Alegrete (RS) foi incluída no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa) da Eletrobrás, que garante a compra de energia por 20 anos. A definição da segunda chamada pública do Proinfa, divulgada no dia 20/12, aprovou a construção de uma usina de 8 MW de potência da empresa Geradora de Energia Elétrica Alegrete Ltda (GEEA). O contrato será assinado até o dia 28/12.
Segundo o secretário de Energia, Minas e Comunicações do RS, Valdir Andres, o projeto prevê um investimento em torno de R$ 25 milhões. “Devem ser criados cerca de 70 empregos diretos e indiretos na construção e mais 20 vagas permanentes na operação da usina. As obras devem começar no primeiro semestre de 2005 e devem entrar em funcionamento até o final de 2006, conforme exigência do Proinfa.
O Rio Grande do Sul encaminhou quatro projetos de usinas de biomassa ao Proinfa: dois da empresa Josapar, em Itaqui (de 6,2 MW) e em Pelotas (de 8,3 MW), outro em Alegrete, da Cooperativa Agroindustrial de Alegrete Ltda. (Caal), de 3,8 MW, e o projeto da GEEA, também em Alegrete, de 8 MW. O critério de escolha utilizado foi a Licença de Instalação (LI) mais antiga. A LI da GEEA é de 1º de agosto de 2002. Os demais projetos gaúchos tinham LI do ano de 2004.
Os outros três projetos continuam habilitados no Proinfa, dependendo de uma nova reclassificação ou chamada da Eletrobrás. “Os projetos ainda podem ser viabilizados pela iniciativa privada”, destaca o secretário.
Andres salienta que a aprovação do Proinfa de mais um projeto do Rio Grande do Sul reforça o objetivo do governo Rigotto em diversificar a matriz energética gaúcha. Atualmente, apenas 1,3% da energia consumida no Rio Grande do Sul vem de fontes alternativas. A projeção é de que esta participação aumente para 12,2% até 2010, num investimento de R$ 2,8 bilhões.
Futuro
“O investimento do Estado em fontes renováveis de energia tem o pensamento voltado para o futuro. Isso porque as fontes de energia mais utilizadas atualmente são todas finitas. O petróleo, por exemplo, deve se esgotar no mundo em 50 anos. Por esta razão, o caminho é incentivar a produção de energia através dos ventos, de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e até da casca de arroz, como é caso desta usina que será construída em Alegrete”, enfatiza o secretário.
A energia eólica e as PCHs já tem confirmada a instalação de cerca de 400 MW até o final de 2006, em projetos aprovados no Proinfa. Conforme Andres, só estes projetos receberão em torno de R$ 1 bilhão de investimento nos próximos dois anos, gerando aproximadamente 3,6 mil empregos no Estado. “Além de movimentar a economia gaúcha, estamos investindo na geração de energia limpa no Estado”, conclui o secretário.

Fonte: Planeta Arroz

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O ministro da Agricultura da Índia, Sharad Pawar, e a comissária para a Agricultura da União Européia, Marianne Fischer Boel, virão ao Brasil em janeiro e deverão concentrar suas visitas de campo nas regiões de Ribeirão Preto e de Piracicaba.
Pawar chega ao País no dia 10, reúne-se com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, em Brasília, e segue para conhecer usinas de açúcar e de álcool e, principalmente, pesquisas do setor citrícola e a produção de suco de laranja.
A Índia é considerada pela indústria processadora de suco de laranja como um dos principais mercados mundiais, em crescimento de consumo e de comércio.
Já Marianne Boel deve permanecer apenas dois dias no Brasil, provavelmente em 28 e 29 de janeiro, e priorizará as visitas de campo.

Fonte: Visão Rural

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou projeto (PL 4160/04) que prevê compensação financeira aos pequenos proprietários rurais que mantiverem áreas de preservação permanente com cobertura vegetal nativa. Os recursos, conforme a proposta do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), seriam provenientes de fontes como o Fundo Nacional do Meio Ambiente e do repasse de valor arrecadado com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
Paulo Pimenta afirma que o pequeno agricultor não dispõe de condições econômicas para arcar com os custos decorrentes da preservação ambiental, ao contrário do que ocorre com o grande produtor. O projeto tramita apensado aos PLs 60/03 e 144/03, que foram rejeitados pela comissão. Ambos concediam compensações financeiras.
Áreas de preservação
O PL 60/03, do deputado Wilson Santos (PSDB-MT), cria o Programa Nacional de Reservas para a Preservação Ambiental. O programa tem como objetivo conceder incentivos econômicos a proprietários rurais – incluindo os de média e grande propriedades – que tiverem áreas destinadas à preservação. Em seu parecer pela rejeição da matéria, o relator na comissão, deputado Confúcio Moura (PMDB-RO), declara que o projeto poderia favorecer a manutenção dos grandes imóveis rurais improdutivos.
Já o PL 144/03, do deputado Luciano Castro (PL-RR), se diferencia da proposta de Wilson Mattos por prever compensação financeira para a recuperação de áreas degradadas. A iniciativa foi considerada inviável por Confúcio Moura, devido ao seu alto custo.
Tramitação
As três propostas, que tramitam em caráter conclusivo, serão analisadas pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e Cidadania.
Reportagem – Pierre Triboli
Edição – Nira Foster

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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