Pesquisadores de todo o mundo prevêem aumento expressivos das vendas de defensivos agrícolas com o avanço da ferrugem asiática, doença fúngica que atinge lavouras de soja nos países produtores. O alerta máximo soou quando foram detectados casos nos Estados Unidos, os maiores produtores mundiais do grão. Companhias internacionais pesquisam a cada dia novas formulações para combater o fungo, entre elas a Basf, que foi a pioneira no lançamento do fungicida específico. Há estimativas que levam em conta que o mercado de fungicidas pode até dobrar, caso o ataque nas lavouras norte-americanas se intensifique.
Na opinião de Cristiano Simon, presidente-executivo da Andef – Associação Nacional de Defesa Vegetal, entidade que representa as indústrias químicas, caso o fungo se alastre nos Estados Unidos há a possibilidade de que os produtores reduzam a área cultivada. Como reflexo, há possibilidades de recuperação nos preços, que estão em queda contínua nos últimos meses, “o que seria muito benéfico para os produtores brasileiros”.
Desabastecimento
De outro lado, um avanço grande do fungo na América do Norte faria com que as indústrias de agroquímicos voltassem suas atenções para o mercado norte-americano, na medida em que os preços dos fungicidas naquele mercado são maiores em comparação aos registrados no país. Como ainda não há uma produção tão intensa de fungicidas, a tendência seria de as companhias darem prioridade aos produtores dos Estados Unidos. Desta forma haveria o risco de falta de produto no mercado interno.
A primeira vez que o fungo foi detectado em lavouras brasileiras foi em 2001, informa a pesquisadora Claudia Godoy, fitopatologista da Embrapa Soja de Londrina, PR. Inicialmente, os cientistas desconfiaram que poderia se tratar de outro fungo, o Phakopsora meibomiae, conhecido como fungo americano, que está no Brasil desde 1979 e não afeta a produtividade das lavouras “e não há a necessidade de controle”, diz.
Análises foram enviadas aos Estados Unidos e ficou constatado que realmente se tratava da ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. “A luz vermelha foi acesa”, diz a cientista. Quando a lavoura é atingida pela ferrugem, há um desfolhamento precoce e conseqüentemente uma forte perda de produtividade. Neste ano, as perdas provocadas pela ferrugem asiática totalizaram 2,28 bilhões de dólares; em 2003, as perdas atingiram 1,16 bilhão de dólares, segundo a Embrapa.
A única maneira de controlar a doença, quando as lavouras são atingidas, é por meio de aplicação de fungicida. Segundo Gustavo Portis, gerente de marketing da Basf, a perda de produtividade pode atingir até 70% das lavouras. “Com isso, os produtores que normalmente faziam uma ou duas aplicações de fungicidas nas lavouras aumentaram para duas ou até três, para se livrar da doença”, afirma.
Aumento
As indústrias que comercializam defensivos agrícolas no mercado brasileiro prevêem aumentar em 19% as vendas de produtos neste ano, para cerca de 3,7 bilhões de dólares, em relação aos 3,1 bilhões obtidos pelo setor em 2003. As principais culturas que utilizam agroquímicos são soja, cana-de-açúcar, algodão e milho, que juntas respondem por 71% das vendas totais, segundo a Andef.
Um dos maiores problemas do setor, segundo o presidente-executivo, é a burocracia do governo para a liberação de novos produtos. “A falta de harmonia e consenso entre os representantes do governo, sobretudo do Ministério da Agricultura, Ibama, Meio Ambiente e Anvisa, é empecilho para que novas tecnologias estejam ao alcance dos produtorres”, diz Simon.
Outro problema enfrentado pelo setor é o contrabando de produtos. Segundo fontes da indústria, as empresas têm sido vítmas de ações de piratas que trazem produtos suspeitos com riscos de prejuízos ao meio ambiente e à população. Tais produtos são em média 30% a 40% mais baratos do que os oficiais.
Com informações da Globo Rural.
Fonte: Visão Agrícola

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Qual a relevância da agricultura familiar para o Produto Interno Bruto (PIB) do País? Os que pensam que a chamada “pequena produção” pouco representa para os índices econômicos deverão repensar seus conceitos. Pela primeira vez, os agricultores familiares ganham surpreendente visibilidade no panorama econômico brasileiro. É o que revela o estudo sobre o Produto Interno Bruto (PIB) das Cadeias Produtivas da Agricultura Familiar, desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e contratado pelo Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD).
A pesquisa teve como objetivo definir e quantificar as cadeias produtivas da agricultura familiar brasileira, considerando as atividades a montante (parque industrial que fornece bens de capital e insumos para o campo) e a jusante (rede armazenadora, transporte, processamento, industrialização e distribuição) da agropecuária propriamente dita e suas interligações.
O estudo mostra também o tamanho da agricultura familiar dentro do agronegócio. Somente em 2003, a agricultura familiar foi responsável por 10,1% do PIB do agronegócio, movimentando R$ 156,6 bilhões. Em 2002, essa participação correspondia a 9,3%. O desempenho positivo no ano passado contribuiu com 0,9% no crescimento da economia brasileira. O levantamento mostra ainda que o PIB da agricultura familiar cresceu R$ 13,4 bilhões em 2003, o que representa 9,37% a mais do que no ano anterior.
O aumento é superior ao crescimento do PIB nacional (0,5%) e do PIB da agricultura patronal (5,13%). Segundo o coordenador da pesquisa, Joaquim Guilhoto, a cadeia produtiva da agricultura patronal alcançou, em 2003, 20,51% do PIB do agronegócio. Em 2002, a participação era de 19,6%. “Quando começamos a pesquisa, não tínhamos idéia do resultado, mas também não queríamos fazer nenhum juízo de valor. Em todo caso, o resultado surpreendeu”, conta Guilhoto, PHD em Economia e professor titular da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP).
Metodologia
Os pesquisadores utilizaram a mesma técnica empregada para o cálculo do chamado agronegócio, realizado regularmente pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) para a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA). A idéia foi identificar a parcela relativa ao segmento familiar. A metodologia é calcada nas recomendações da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) para o cálculo do PIB, adotando-se a matriz de insumo-produto do Novo Sistema de Contas Nacionais (NSCN) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outros estudos da Fipe como instrumentos básicos de análise.
Segundo o coordenador da pesquisa, o agronegócio familiar foi dimensionado e depois as informações foram encaixadas nos dados do Censo Agropecuário para em seguida mapeá-las dentro da estrutura produtiva da economia. “Depois de entender como a agricultura familiar participa da economia, fizemos um mapeamento por meio de 523 microrregiões do Brasil, onde foram analisados 22 cultivos ou atividades como o arroz, aves, banana, café, cana, extração vegetal, feijão, fumo, mandioca, milho, pecuária de leite e de corte, soja e suínos. A idéia era determinar as mais importantes regiões e os produtos mais representativos da economia. A partir daí, conseguimos identificar e diferenciar o que era agronegócio e agricultura familiar”, explica.
Guilhoto destacou que os números da agricultura familiar revelados na pesquisa podem ser um grande instrumento para a formulação das políticas voltadas para o segmento. Apesar dos agricultores familiares contribuírem expressivamente para o crescimento da economia, muitos deles ainda enfrentam dificuldades que inviabilizam sua sustentabilidade econômica e social. “Esse conjunto de dados é um incentivo para se construir políticas públicas mais acentuadas de distribuição de renda para esse segmento”, conclui.
O conceito de agricultura familiar utilizado pelo estudo é o mesmo adotado pelo Projeto de Cooperação Técnica Incra/FAO para análise do Censo Agropecuário 1995/96, disponível para consulta no site http://www.incra.gov.br/fao/Perfil.htm.
Clique aqui e confira apresentação resumida da pesquisa (arquivo .ZIP).
Fonte: NEAD

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Empresa Desenvolvedora
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Telefone
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E-mail
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Software para administração rural em ambiente Windows. Controle de asininos, bovinos, caprinos, equinos, ovinos, muares e suínos em um único programa.
O Laço oferece diversos recursos que facilitam a vida do agropecuarista, entre eles pode-se citar: cadastro de propriedades com estoque de rações e cálculo de suporte forrageiro; cadastro de animais, com atualização automática das categorias; controles sanitário, de pesagem, leiteiro, premiações, coberturas, inseminações artificiais e histórico de toques; montagem de lotes de engorda; calendário de vacinas; ciclo reprodutivo (conforme critério da EMBRAPA); intervalo entre partos; pico de lactação; planilhas de custo de produção leiteira; receitas e despesas com balanços, e muitos outros relatórios, estatísticas e gráficos.

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está intensificando as medidas de combate à febre aftosa na Amazônia, região onde houve casos da doença este ano. O Projeto-Piloto de Educação Sanitária Brasil Livre de Aftosa prevê a realização de palestras e a visita de um barco-escola a 16 municípios do Pará para orientar pecuaristas, pescadores, lideranças e autoridades locais, além de estudantes sobre a importância da erradicação da doença no país. Hoje, a febre aftosa é a maior barreira à abertura de novos mercados para a carne brasileira aqui e no exterior.
Conduzindo uma tripulação de cinco especialistas em educação sanitária, o barco Boto Tucuxí já esteve em Santarém, Monte Alegre e Oriximiná (Pará), onde foram promovidas palestras, apresentações de grupos folclóricos, teatro de mamulengos, música regional e exposições para a população local. Os técnicos passam informações, como noções de higiene e as regras para se vacinar o gado corretamente. A embarcação, cedida pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), foi transformada em uma escola flutuante com capacidade para 40 alunos. Esta é primeira vez que o governo, desde que assumiu o controle da aftosa no Brasil, há 70 anos, utiliza a mobilização social pra levar a educação sanitária às regiões mais distantes do país.
O projeto pretende mostrar que a febre aftosa prejudica o desenvolvimento econômico da região. Além disso, a falta de informação favorece o surgimento de outras enfermidades, como a raiva e a tuberculose. A doença causa a perda do apetite do gado, diminuição da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado, menor eficiência reprodutiva, podendo levar a morte, principalmente, os animais jovens. Acabar com as doenças que afetam os animais é também primordial para diminuir impactos negativos na saúde pública. “Essa ação também é essencial para elevar e gerar renda na região. O melhor fiscal é o consumidor bem informado”, completa o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues.
A idéia, conforme explica o coordenador de Educação Sanitária do projeto em Santarém, José Carlos Bühler, surgiu devido a pouca infra-estrutura de defesa sanitária disponível na região. “Um único caso de febre aftosa, registrado em junho, em Monte Alegre, foi desastroso para economia do município. Isso porque quando ocorre o caso são montadas barreiras que impedem não só a saída da carne do estado, mas do pescado, frutas e castanhas, principais atividades da região.”, conta Bühler.
Numa segunda etapa do projeto, realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Universidade Federal Rural do Pará, Ceplac e a Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), entre outros, o barco visitará mais 13 municípios do Baixo e Médio Amazonas, no Pará.
Nas visitas a Santarém, Monte Alegre e Oriximiná, mais de 1.500 pessoas receberam orientações sobre como prevenir e combater a febre aftosa. As palestras, ministradas pelas especialistas Rose Antunes e Rosane Colares, são adaptadas para cada tipo de público, como estudantes de 1ª a 8ª séries, universitários dos cursos de Agronomia, Veterinária e Zootecnia, pecuaristas e militares do Exército e Marinha. As crianças, ao final da aula, recebem um kit com camiseta, mochila, revista em quadrinhos, folder e bloco de papel.
O Pará foi escolhido para iniciar o projeto-piloto porque possui o maior rebanho do Circuito Pecuário Norte, com cerca de 15 milhões de bovinos e bubalinos. O circuito engloba ainda os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e parte de Tocantins. Com exceção de Rondônia e Tocantins, considerados como livres de aftosa com vacinação, os demais estados são classificados como áreas de risco sanitário.
O projeto Brasil Livre de Aftosa tem com meta a erradicação da doença até 2005. A previsão é de que com a eliminação da aftosa o Brasil consiga aumentar significativamente as exportações de carne, que este ano devem chegar a 1,6 milhão de toneladas, com faturamento de US$ 2,2 bilhões. Hoje, o país já é o maior exportador mundial do produto.
Vacinação
Até este mês, 1,1 milhão de bovinos e bubalinos já foram vacinados contra a febre aftosa na região do Baixo e Médio Amazonas. Para a campanha de imunização no estado do Pará foram distribuídas 900 mil doses, o que permitirá a vacinação de 95% do rebanho local, de acordo com o presidente do Sindicato Rural de Santarém, Adinor Batista dos Santos.
Embora a região já tenha cerca de 860 mil animais cadastrados na Adepará, a estimativa das autoridades estaduais é de que o rebanho regional supere um milhão de cabeças de bovinos e bubalinos, número que deve ser levantado agora com maior precisão pela campanha.
Fonte: Em Questão

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Dezenas de produtores de café orgânico da região do médio-oeste do Paraná e especialistas de diversos órgãos estaduais ligados ao setor estiveram reunidos nesta semana, no município de Jesuítas (PR), para avaliar o ano de trabalho e reiterar os compromissos para 2005.
O projeto de desenvolvimento integrado do café no médio-oeste, que reúne 11 municípios e 64 produtores, é realizado em parceria pela Associação dos Produtores Orgânicos do Médio Oeste do Paraná (Apomop), Copacol, Emater, Sebrae/PR, Faep, Fóruns municipais de desenvolvimento, Iapar, IAP, prefeituras, Seab, Senar, Sindicatos dos trabalhadores rurais e patronais rurais e produtores de café.
Para 2005, a câmara técnica definiu sete áreas prioritárias para a consolidação do projeto regional: produção, tecnologia, mercado, legislação, acesso a crédito, organização dos produtores e parcerias.
O maior desafio, segundo o engenheiro agrônomo Roberto Dal Molin, da Emater/PR, é fazer com que os produtores da região participem do concurso Café Qualidade Paraná, realizado todos os anos para premiar os melhores produtos do Estado.
O coordenador da câmara técnica do café, Paulo Trevisoli, da Copacol, fez durante o encontro dos produtores e parceiros do projeto em Jesuítas um balanço das atividades realizadas desde janeiro, quando ocorreram as primeiras reuniões de articulação do projeto entre Emater, Sebrae/PR e Copacol.
“O projeto foi bem nascido, pois desde o início teve o envolvimento e o comprometimento dos parceiros institucionais e dos produtores de café da região”. Trevisoli destaca que, desde março, quando foi realizado o primeiro encontro de produtores de café do médio-oeste, o projeto se desdobrou numa série de ações mensais, como encontros de parceiros, assinatura do termo de adesão entre os parceiros, adesão de novos produtores, capacitação em produção orgânica, ações relativas ao Dia Mundial do Café Orgânico (22 de maio), constituição da câmara técnica, palestras técnicas, certificação de produtores, treinamentos diversos, dias de campo, visitas a instituições e propriedades e até a participação do Salão Mundo Orgânico, em Cascavel, de 3 a 5 de dezembro.
O consultor Carlos Guedes, do Sebrae/PR, destaca que o projeto de desenvolvimento setorial do café no médio-oeste privilegia os pequenos produtores e a produção orgânica. “Organizados, atuando de forma conjunta, os produtores de pequeno porte têm condições de se apresentar de forma competitiva no mercado. Individualmente não teriam condições para tanto. Uma vez no mercado, podem melhorar ainda mais a qualidade de sua participação se aproveitarem os nichos específicos, como é o caso do café orgânico de qualidade”, diz o consultor, explicando as razões que uniram os parceiros institucionais e produtores rurais em torno do projeto do médio oeste.
Durante o encontro de encerramento do primeiro ano de atividades, o presidente da Copacol, Valter Pittol, reiterou que “agora, mais do que nunca, é uma determinação da diretoria da cooperativa que as ações voltadas ao café orgânico especial aconteçam em suas instâncias para que o projeto se consolide e ofereça aos pequenos produtores uma alternativa de diversificação da propriedade, gerando mais renda e emprego no campo”.
Já Edson José Trento, coordenador do Programa Café da Emater/PR, veio de Curitiba, capital paranaense, especialmente para participar do encontro regional e conhecer melhor o projeto e as parcerias. Trento fez um breve relato do programa café realizado pela Emater, que está num terceiro estágio de evolução.
Segundo ele, o primeiro estágio foi o de implantação de uma nova cafeicultura no Paraná com a tecnologia do adensamento. “Quando isso aconteceu, a média de produtividade da cafeicultura paranaense era de sete sacas por hectare e atualmente já é de 20 sacas por hectare. E se considerarmos apenas as lavouras adensadas, a produtividade média salta para 41 sacas por hectare”, enfatiza, mostrando os resultados alcançados no primeiro estágio do projeto.
No segundo estágio do programa estadual da Emater para resgatar a cafeicultura, foram realizadas ações e projetos específicos para consolidar a elevação da produtividade média, bem como a melhoria da qualidade do produto. Já no terceiro estágio, o atual, segundo Trento, o programa vem priorizando ações “da porteira para fora” com a organização dos produtores de café específica para acesso ao mercado.
“O projeto do médio-oeste foi muito bem estruturado e tem nosso total apoio porque está afinado com os propósitos do Programa Café do Paraná. Os parceiros envolvidos neste projeto regional são estratégicos, especialmente no que tange ao Sebrae e à Copacol, experts em mercado”, assinala o coordenador do programa estadual do café da Emater.
Trento ainda destaca que, embora a Emater não estimule diretamente a opção pelo café orgânico, ela reconhece a oportunidade e, desde que os produtores façam a opção pelos orgânicos de forma consciente, terão total apoio da entidade, que já possui mais de 60 técnicos especializados em produção orgânica em todo o estado.
O pesquisador Armando Adrecioli Filho, do Iapar, também presente ao encontro, apresentou parte das pesquisas que o instituto tem realizado para o segmento café. Segundo ele, atualmente existem seis projetos de pesquisa específicos para dar base científica aos programas de café orgânico realizados no Paraná.
Claudemir Hauptmann
Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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O Programa de Alimentos Seguros (PAS) vai desenvolver uma ação especial, em 2005, para orientar, informar e ajudar os empresários no cumprimento da Resolução 216 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A resolução estabelece procedimentos de boas práticas para os serviços de alimentação e determina que todas as empresas que lidam com manipulação, preparação, fracionamento, armazenamento, distribuição, transporte e exposição à venda de alimentos preparados ao consumo, têm até o dia 15 de março de 2005 para se adequarem ao regulamento.
A idéia de se fazer uma ação especial do PAS surgiu num encontro realizado nesta quinta-feira (16), na sede do Sebrae Nacional, que reuniu, além dos representantes do Sebrae Nacional, representantes da Anvisa, da coordenação do PAS, e do Sebrae do Distrito Federal. Durante o encontro, a consultora da Unidade de Inovação e Acesso à Tecnologia e responsável pelo PAS pelo Sebrae Nacional, Maria Regina Diniz de Oliveira, destacou a importância dos parceiros do programa definirem e desenvolverem ações para mobilizar os empresários em torno do cumprimento da legislação da Anvisa.
Os participantes da reunião discutiram quais as melhores formas para buscar essa conscientização, necessária na opinião de todos, diante do desconhecimento de muitos empresários e comerciantes das exigências que devem ser percebidas a partir de março. Para a técnica da Anvisa, Ângela Castro, há uma avidez do setor para se adequar à legislação, mas faltam informações e programas de capacitação que atendam a essa demanda.
O coordenador técnico nacional do PAS, Paschoal Robbs, que também participou do encontro, disse que o programa pode e deve ser utilizado pelos diversos órgãos públicos para difusão de políticas de segurança alimentar. Ficou definido, então, que a ação especial será desenvolvida, inicialmente, em cinco estados do País, sendo um por região. Esses estados ainda serão escolhidos de acordo com a organização dos CGEs (Conselhos de Gestão Estaduais) em cada localidade. A idéia é focar as ações naqueles estados em que os conselhos já estão mais articulados e estruturados para que a multiplicação das informações ocorra de forma mais efetiva.
O grupo terá um novo encontro no dia 11 de janeiro de 2005 para definir as ações a serem desenvolvidas. A Anvisa e a coordenação do PAS deverão elaborar uma cartilha para orientar e sensibilizar os empresários a respeito da Resolução 216. A cartilha deve destacar a importância das normas para a saúde da população e sucesso da empresa. A intenção é de que, até 31 de janeiro, esse material esteja pronto para distribuição no País.
Os integrantes desse grupo de trabalho são: a consultora da Unidade de Inovação e Acesso à Tecnologia do Sebrae Nacional, Maria Regina Diniz de Oliveira; o coordenador técnico nacional do PAS, Paschoal Robbs; o gerente de Qualificação Técnica em Segurança dos Alimentos da Anvisa, Fernando Magalhães; o consultor em alimentos da Anvisa, João Baptista de Lima Filho; o consultor técnico do PAS no Distrito Federal, Alberoni Leal Moura; a coordenadora do PAS pelo Sebrae do Distrito Federal, Kesthiane Carvalho; o consultor da Coordenação Técnica do PAS, Carlos Alberto Leão; a técnica da Anvisa, Ângela Castro; e o coordenador do programa de Turismo do Sebrae Nacional, Dival Smith.
PAS
O Programa de Alimentos Seguros (PAS) foi criado pela parceria entre Sebrae e Senai, inicialmente, com o foco apenas na indústria e com o objetivo de desenvolver uma metodologia para aplicação de boas práticas de fabricação nas indústrias de alimentos. Em 2000, foram incluídos novos parceiros ao programa (Sesc, Sesi, Senac, Senar, Anvisa) que foi estendido ao comércio, restaurantes, bares, por meio do PAS Mesa. Hoje, o programa já chegou ao campo e a metodologia será implantada, em 2005, no setor de transporte e distribuição de alimentos. Assim, toda a cadeia terá conhecimento das boas práticas de higiene recomendadas para o manuseio de alimentos.
Resolução 216
A Resolução da Anvisa determina que restaurantes, lanchonetes, padarias, cantinas, bufês, cozinhas industriais e institucionais adotem procedimentos para se adequarem ao Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação, até 15 de março de 2005. Quem descumprir o regulamento estará sujeito a multas que podem chegar a R$ 2,5 milhões.
O Regulamento Técnico constante da resolução da Anvisa prevê procedimentos que devem ser observados nas instalações, equipamentos, móveis e utensílios da empresa; higienização das instalações; controle de pragas; abastecimento de água; manejo dos resíduos; cuidados a serem observados pelos manipuladores dos alimentos, como usar cabelos presos e protegidos por redes; cuidados com ingredientes e embalagens; preparo do alimento e armazenamento.
Sandra Manfrini
Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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O Sebrae em São Paulo e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo lançam nesta sexta-feira (17) a quarta fase do Sistema Agroindustrial Integrado (SAI), em Ribeirão Preto. Ao todo, o programa envolverá produtores de 27 municípios da região e a meta é realizar cerca de 7,5 mil atendimentos, em 51 grupos de produtores rurais.
Além disso, entre os objetivos está a implementação de quatro agroindústrias, a realização de 15 palestras técnicas, além de 12 dias de campos e 20 missões. O SAI é um programa que tem como meta principal transformar os pequenos agricultores e pecuaristas em empresários rurais, melhorando as condições de vida no campo, aumentando a renda familiar e gerando empregos.
A assessoria é feita por técnicos especializados do Sebrae/SP e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). O programa já está em 634 municípios do Estado de São Paulo, inclusive nas regiões metropolitanas, com atendimento a 682 grupos. O SAI já atendeu, desde 1998, cerca de 273 mil produtores rurais.
Nesta etapa, serão trabalhadas as cadeias produtivas de Apicultura, Avicultura de postura, Cana de Açúcar, Carnes, Fruticultura, Horticultura, Leite, Orgânicos, Ovinos, Piscicultura, Pupunha, Avicultura de Corte, Floricultura, Plantas Medicinais, Silvicultura e Café.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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Pequenos produtores de leite de Alfenas, no sul de Minas Gerais, que vendiam o produto in natura, de porta em porta, comemoram um ano de sucesso do projeto Leite Legal. Pressionados pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pela lei municipal que proíbe a venda de leite cru, cerca de 80 produtores passaram a entregar o produto à Cooperativa Agropecuária de Alfenas, responsável pela análise, pasteurização e devolução do leite ensacado, que continua sendo vendido diretamente ao consumidor.
O projeto tirou da rota da ilegalidade os produtores que vendiam o leite sem qualquer tipo de inspeção sanitária e que, segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária de Alfenas (Cooapal), José Américo Simões, abasteciam em grande parte as famílias na cidade. “Existe o mito de que leite cru é mais forte e que faz bem para a saúde. Por isso, as pessoas compram este leite sem receio”, diz José Américo, conhecido como Manoelito Simões. Com as regras da vigilância sanitária e uma maior fiscalização desde janeiro de 2003, os produtores aceitaram com mais facilidade a iniciativa da Cooapal. Com uma taxa de R$ 0,18 por litro, a cooperativa recebe desses produtores cerca de nove mil litros de leite por dia e entrega o produto ensacado, com a temperatura de 4ºC, com os selos de garantia.
O leite, diz Manoelito Simões, é transportado de diferentes maneiras, mas sempre em uma caixa térmica que garante a temperatura exigida pela vigilância sanitária. Segundo ele, a Cooapal faz o controle da medição de temperatura do produto, e este tem chegado no consumidor em média com a temperatura máxima de 7ºC.
Ao pasteurizar o leite que era vendido avulso, em vasilhames inadequados, a Cooapal ajudou a solucionar um grande problema causado por este mercado informal. De acordo com Manoelito Simões, a Universidade Federal de Alfenas fez uma pesquisa que demonstrou que 75% do leite vendido cru era adulterado. Além disso, em 100% das amostras foi constatado alguma bactéria que determinava que o leite era impróprio para consumo humano.
“Praticamente não existe mais ninguém vendendo leite cru na cidade”, garante o presidente da Cooapal, lembrando que, para isso, não bastou apenas a iniciativa junto aos produtores. Foi realizada, também, uma campanha de conscientização em escolas públicas e particulares, com o apoio da Láctea Brasil, uma entidade que desenvolve atividades de marketing do leite.
Nas escolas, diz Manoelito Simões, além da distribuição de cartilhas, realização de palestras e concursos, foi realizada uma pesquisa que apontou que 11% das crianças não bebem leite porque não têm o produto em casa. O problema econômico não é o maior responsável por esta estatística, assinala o presidente da Cooapal. “As famílias estão substituindo o leite por outros produtos, como o refrigerante”, afirma.
O projeto Leite Legal chamou a atenção de produtores de cidades vizinhas e, por isso, a Cooapal começou, este ano, a pasteurizar o leite de cerca de 20 produtores do município. A intenção, afirma Manoelito Simões, é expandir o projeto para um maior número de cidades da região. O Leite Legal, que contou com o apoio do Sebrae, não foi bom apenas pela Cooapal, assina o presidente da entidade.
A cooperativa, segundo ele, também passou a ser mais movimentada e tem ampliado seu foco no mercado. A Cooapl produz bebidas lácteas, requeijão, manteiga que são distribuídos na região. Fundada em 1962, desde 2001 ela pasteuriza o leite que recebe dos cooperados.
Serviço: Cooapal/Manoelito Simões (35) 3292-3020
Fonte:
Agência Sebrae de Notícias

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A correção da tabela do IR produzirá efeito sobre a demanda somente a partir de 2006. O aumento do salário mínimo para R$ 300 em maio e a correção da tabela do Imposto de Renda (IR) em 10% a partir de janeiro irá provocar um efeito renda que trará um benefício muito maior do que a redução da arrecadação. A opinião é do professor de economia da PUC-SP e presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Antônio Corrêa de Lacerda. “A redução da arrecadação é um resultado de curto prazo. O aumento do salário e a redução da tributação promovem uma ampliação da renda disponível que aumenta o potencial de demanda”, disse Lacerda.
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, avaliou que a correção da tabela deve provocar um impacto de R$ 2 bilhões no Orçamento. O limite de isenção do IR passará de R$ 1.058,00 para R$ 1.163,80. De acordo com o relator-geral da Comissão Mista de Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), junto com o reajuste do salário mínimo, a correção da tabela deve representar gasto extra de R$ 5 bilhões na proposta orçamentária para 2005.
O salário mínimo terá um reajuste de 15,38%, o que significa um ganho de 9,3% acima da inflação. Para Lacerda, os bens primários serão os mais beneficiados pelo aumento do poder de compra. “Os demais setores serão beneficiados indiretamente”, disse Lacerda. Esta também é a opinião do assessor econômico da Fecomercio-SP, Fabio Pina. “O consumo autônomo no Brasil é muito alto. Segundo o IBGE, 94% do salário é gasto. O consumo é voltado para produtos básicos. Logo os setores de alimentos e vestuário devem ser os mais beneficiados”, disse Pina.
Efeito maior nos bens básicos
O diretor de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), Denis Ribeiro, acredita que o efeito da correção da tabela do IR será demorado, já que se refere ao exercício 2005 e as restituições só serão liberadas em 2006. Já o aumento do salário mínimo em maio apresentará resultados a partir de junho.
“Os orçamentos das classes de renda mais baixa contarão com uma liberação extra. Como 45% da população economicamente ativa ganha até três salários mínimos no Brasil, o impacto será significativo”, disse Ribeiro. De acordo com ele, grosso modo, o reajuste do salário mínimo 9,3% acima da inflação deve promover um aumento na demanda de alimentos da ordem de 4%.
Segundo Ribeiro, todos os segmentos da indústria de alimentação serão beneficiados, especialmente os voltados para a população de baixa renda, que tem seu consumo limitado a produtos da cesta básica. “O maior impacto deve ser observado na demanda por cereais, em toda a cadeia do trigo, frango, além de óleos e gorduras vegetais”, disse ele.Pina acredita que a questão não é tão simples e o impacto do aumento do salário mínimo dependerá ainda da inflação futura. ” O aumento real do salário pode ser corroído ao longo do ano. A inflação futura tende a ser menor que a passada, por isso pode realmente haver aumento do consumo”, disse Pina. Para ele, como quase não existe poupança, quase todo o orçamento familiar deverá ser revertido em consumo no caso da população de mais baixa renda.
O impacto da correção da tabela, segundo Pina, promoverá uma sobra de caixa muito pequena para a classe média e por isso seu efeito será menor do que o do aumento do salário mínimo. “A correção da tabela não será um grande alento”, disse ele.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, também disse ontem que o aumento do salário mínimo e a correção na tabela do IR são positivos para a economia brasileira. Armando Monteiro Neto afirmou que as duas medidas estimularão a demanda doméstica, com aumento real de renda do trabalhador e uma certa recuperação da renda da classe média.
Cristina Borges Guimarães
Fonte: Gazeta Mercantil

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A nova comissária agrícola da União Européia (UE), Mariann Fischer Boel, acredita que os membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) serão capazes de alcançar um acordo final para liberalizar o comércio mundial até 2006. O comércio agrícola tem sido um dos maiores obstáculos às conversações mundiais.
Mariann, que assumiu o posto no mês passado, advertiu que 2005 será um “ano duro” de conversações, uma etapa obrigatória antes da reunião entre os 148 representantes da OMC, que acontecerá em Hong Cong no final de 2005.
“A conclusão bem sucedida das negociações da OMC em Hong Cong será a grande prioridade do meu primeiro mandato”, afirmou a comissária. “Espero que todos colaborem para alcançarmos um resultado positivo”, disse.
Para demonstrar seu empenho, Mariann disse que, caso seja necessário, as negociações em 2005 prosseguirão dia e noite, acrescentando que ela está com “grande disposição” para enfrentar os rigores das conversações comerciais agrícolas.
Desde a rodada de Doha (Quatar), em 2001, os países-membros da OMC estão tentando avançar no corte de subsídios. As negociações avançam a passos lentos. A conferência de Cancún (México), em 2003, acabou naufragando em meio à controvérsia gerada pelo caso da agricultura.
Reuniões realizadas em julho deste ano em Genebra (Suíça) produziram um acordo-quadro, assentando a base para o corte de tarifas e dos subsídios, mas deixando o ajuste para as reuniões posteriores.
“Espero também que os outros parceiros comerciais reconheçam e tentem alcançar nosso nível de ambição”, disse Fischer Boel. Além disso, ela disse que estará em Genebra regularmente para encontrar-se com outros negociadores agrícolas, acrescentando que já reuniu-se com o poderoso Grupo dos 20 países em desenvolvimento, liderado pelo Brasil, e com o Grupo dos 10 países, incluindo o Japão e a Suíça.
Fonte: Gazeta Mercantil

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Equilibrar investimentos em tecnologias para a agricultura familiar e pesquisas voltadas à produção comercial. A meta assumida pela administração da Embrapa no governo Lula – e que em 2003 era considerada de difícil execução – foi alcançada com resultados mais evidentes neste ano e garantiu o aumento de 6,8% no orçamento de 2005, para R$ 878 milhões – que ainda depende de aprovação no Congresso Nacional. “Os resultados deixaram muito claro para o governo e a iniciativa privada a vocação da Embrapa como geradora de conhecimento para o agronegócio”, afirmou Clayton Campanhola, presidente da empresa.
A balança entre agricultura familiar e comercial, que tanto motivou discussões quando Campanhola assumiu a administração, parece ter chegado a um equilíbrio. Na agricultura comercial, houve avanços na clonagem bovina e a conclusão dos genomas do café e eucalipto. Nas áreas de interesse dos produtores familiares, destacaram-se cultivares de cacau, mandioca e arroz e avançaram as pesquisas com batata, feijão e mamão transgênicos. O presidente associou os resultados ao aumento de 5,5% do orçamento em 2003, para R$ 822 milhões, e ao aumento dos recursos para estrutura de pesquisa, de R$ 12 milhões para R$ 32 milhões.
Para ele, não existe dicotomia entre agricultura comercial e familiar. “Elas são complementares e a Embrapa continuará oferecendo tecnologia para o desenvolvimento do agronegócio”, disse Campanhola. A aposta dupla permitiu à empresa firmar parcerias com o setor privado, atraindo inclusive US$ 1,6 milhão de capital estrangeiro, e elevar a captação de recursos do governo em R$ 30 milhões graças a parcerias com outros ministérios.
A captação de recursos diretos cresceu de R$ 34 milhões para R$ 38 milhões, sendo R$ 10 milhões obtidos com a cobrança de royalties – valor que a empresa espera dobrar até 2007. Esses recursos incluem parcerias com empresas para produção e comercialização de tecnologias, como a língua eletrônica, usada em sistema de testes pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).
Campanhola também ressaltou a geração de receita por produtores e empresas que adotaram tecnologias da Embrapa, estimada em R$ 11,6 bilhões. Isso significou que de cada R$ 1 investido em pesquisas na empresa foram revertidos em R$ 14 no campo. Em 2003, essa relação era de R$ 1 para R$ 9.
Na área internacional, a Embrapa fechou 42 acordos comerciais em 29 países da Ásia, África e América Latina, aumentando o número de parcerias para 70. Também houve reformulação dos laboratórios virtuais da França e Estados Unidos e está em estudo a abertura de novo laboratório na Holanda. José Geraldo Eugênio de França, superintendente de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa, disse que já estão previstos convênios de pesquisa com China, Índia e Coréia nas áreas de fruticultura, arroz, milho e soja. A empresa também estuda acordo no Mercosul para desenvolver pesquisas na área de doenças de bovinos, como aftosa.
No Brasil, a Embrapa busca firmar parcerias com multinacionais e empresas nacionais para o desenvolvimento de novas cultivares nas áreas de soja, algodão e cana-de-açúcar. Campanhola diz que também haverá um reforço nas pesquisas de cultivares de bananas resistentes à sigatoka negra e, na pecuária, medicamentos para prevenção ao mal da vaca louca e gripe aviária.
Para 2005, a Embrapa terá como principais focos de ação as pesquisas em biotecnologia, que devem avançar com a aprovação da Lei de Biossegurança, em discussão no Senado, as pesquisas com bioenergia – dando destaque para biodiesel à base de cana no Nordeste, de dendê no Norte e de mamona no semi-árido. Para isso, a empresa buscará parcerias com usinas e produtores de cana, mamona e palma na região.
Também haverá um reforço nas pesquisas voltadas à gestão ambiental, aqüicultura, segurança dos alimentos, agricultura de precisão, orgânica e agroecologia. “A meta é manter um equilíbrio entre a produção de tecnologias de interesse ao mercado interno e pesquisas de ponta que atraem também o interesse internacional”, disse Campanhola.
José Manuel Cabral Dias, chefe geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, ressaltou a evolução das pesquisas em biotecnologia, que incluem seqüenciamento de genoma, clonagem e transgenia. No próximo ano, Embrapa conclui o seqüenciamento do genoma da banana e deve avançar nas pesquisas com arroz, milho e trigo e disponibiliza os dados do genoma do café e eucalipto. A empresa também negocia parceria com Estados Unidos, China e Argentina para dar início ao seqüenciamento do genoma da soja.
Na área de transgênicos, segundo Cabral, a evolução das pesquisas dependerá da aprovação da Lei de Biossegurança. Neste ano, a liberação pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de áreas para teste com transgênicos ocorreu graças à aproximação política entre o Ibama e a empresa. Para o próximo ano, a meta é ampliar as áreas de experimentação dessas cultivares, que terão os resultados divulgados em 2006.
Em 2005, a Embrapa também deverá apresentar novos bovinos clonados e pretende gerar o primeiro embrião de vaca transgênica com fatores de coagulação sangüínea para produção de hemoderivados. “Outra meta é começar a pesquisar animais de pequeno porte, como cabras e ovelhas”, afirmou Dias. Até o fim deste mês, a Embrapa prevê assinar um acordo com nove empresas privadas para a produção de embriões bovinos.
Cibelle Bouças
De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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O governo do Rio Grande do Sul vai investir R$ 53,5 milhões nos próximos quatro anos para aumentar a área destinada à fruticultura no Estado em 23 mil hectares. Neste ano, a área teve aumento de 4,5 mil hectares, para 125 mil, resultado do Programa Estadual de Fruticultura (Profruta), desenvolvido há um ano e meio pelo governo gaúcho e que pretende transformar o Estado em um novo pólo exportador. Para isso, o governo do Estado, junto com Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) e Agência de Promoção de Exportações (Apex) firmou parceria com a rede francesa Carrefour para exportar frutas brasileiras sob a marca Brazilian Fruit em 17 países.
Na área produtiva, o Profruta recebeu investimentos de R$ 30,3 milhões do governo e atraiu outros R$ 165 milhões aplicados pela iniciativa privada. Afonso Hamm, coordenador do programa, disse que a meta para 2005 é que sejam aplicados em torno de R$ 10 milhões, proporcionando um aumento de área de 5 mil hectares. O projeto já envolve 3.803 pequenos e médios produtores em 88 municípios.
Hamm diz que a idéia é trabalhar com 30 frutas, mas hoje as culturas mais adotadas são uva, laranja, banana, pêssego, maçã e bergamota. “Em função da lucratividade, a fruticultura torna-se uma alternativa às culturas de soja, arroz e trigo e tornam o produtor menos sujeito às flutuações de preços dessas commodities”, afirmou Hamm. Ele observou que a fruticultura gera receita de R$ 6 mil a R$ 8 mil por hectare ao ano.
Tradicionalmente reconhecido pela produção de uvas, o Rio Grande do Sul começa a investir em culturas menos tradicionais, como kiwi, amora e framboesa, que se adaptam bem ao clima frio e úmido. Gervásio Silvestrin, produtor em Farroupilha, aproveitou a estrutura das videiras e substituiu a produção pelo kiwi, em 1989. Neste ano, ele colheu em torno de 30 toneladas de fruta e espera chegar a 70 toneladas em 2005, com o início da produção de parte dos pés. “O kiwi tem boa receptividade no Brasil, mas meta é buscar a melhoria do fruto para dar início às exportações”, disse Silvestrin. Ele observou que o custo de produção gira em torno de R$ 30 mil por hectare e o rendimento por ano gira em torno de R$ 7 mil – a planta produz frutos por 50 anos.
A Italbraz atua há 15 anos na produção de amora, morango, mirtilo e framboesa e exporta metade da produção para Itália, Holanda e Inglaterra. Neste ano, a empresa elevou a área plantada em 5 hectares, para 50 e pretende aumentar em outros 5 no próximo ano. “O Estado tem condições de atender à exigência do paladar europeu”, observou Roque Casett, sócio da Italbraz. Segundo dados da Emater, o Estado é o maior produtor dessas frutas, que ocupam 130 hectares.
Cibelle Bouças
De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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As autoridades sanitárias da Malásia puseram em quarentena uma granja avícola depois de ter sido confirmada a morte de pelo menos 3 mil aves e enviaram ao laboratório amostras para determinar se é um surto de gripe aviária.
Funcionários do Ministério da Saúde inspecionaram a granja situada no estado de Perlis nesta quinta-feira.
O médico Tariq Jaafar, do citado ministério, expressou sua preocupação sobre a causa da morte dos animais porque acredita que pode se tratar de um novo surto da gripe aviária. O funcionário disse que vai esperar o resultado dos testes para aplicar mais medidas, como a inspeção de outras granjas vizinhas.

Fonte: Globo On Line

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A União Européia aprovou, em setembro, o plantio e comercialização de 17 variedades de milho transgênico MON 810, resistente a insetos, nos 25 países pertencentes ao bloco europeu. Antes mesmo da liberação em todo o continente europeu, o cultivo de onze destas cultivares já estava aprovado na Espanha e de seis na França.
“O milho transgênico foi rigorosamente testado para garantir a segurança do consumo humano e do meio ambiente. As variedades foram cultivado durante anos na Espanha, sem nenhum problema”, disse David Byrne, membro do Conselho de Saúde e Proteção ao Consumidor da União Européia em entrevista à Dow Jones. As 17 variedades aprovadas foram licenciadas pela Monsanto para oito diferentes empresas de sementes na Europa.
Em abril deste ano, o Painel Científico da Agência Européia de Segurança Alimentar (em inglês, EFSA – European Food Safety Authority) divulgou o resultado da avaliação de segurança de uma outra variedade de milho geneticamente modificado da monsanto, MON 863, também resistente a insetos.
Este foi o quarto produto da Monsanto cuja segurança foi atestada pela agência regulatória européia. O primeiro foi o milho NK 603, tolerante ao herbicida glifosato, em dezembro de 2002, seguido do parecer favorável à canola geneticamente modificada GT73, também tolerante ao glifosato, em março, e do milho MON 810.
Mariangela Morenghi
E-mail: mariangela@cdicom.com.br

Fonte: CDI – Casa da Imprensa

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Contanto com o maior rebanho de Senepol da região continental dos Estados Unidos, a Prime Rate Ranch não mede esforços para aperfeiçoar a qualidade dos animais. Desde o início, a fazenda, dos proprietários Art e Maggie Martinez, conta com o trabalho do especialista Dr. Tim Olson, PhD, Professor Associado da Escola de Ciências Veterinárias (School Animal Science), da Universidade da Flórida. Especializado em genética, Dr. Tim foi responsável pela descoberta do gene de pêlo curto, conhecido como “slick hair”.
Sempre ampliando o trabalho feito em prol da raça, a Prime Rate Ranch iniciou no Brasil uma ação, que vem a contribuir ainda mais com o desenvolvimento do Senepol, destacando e descobrindo suas potencialidades. Por meio de uma parceria com a ABS Pecplan, Embrapa Gado de Corte, coordenada pelo especialista Dr. Luiz Otavio Campos Silva, e a Fazenda Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, a Prime Rate Ranch vai provar touros da raça Senepol em cruzamento no Brasil.
Em princípio, serão oito touros da propriedade de Art Martinez, os quais serão submetidos ao Teste de Progênie, supervisionado pela Embrapa Gado de Corte. “Este teste avaliará todos os aspectos genéticos e físicos dos animais”, afirma Art Martinez. Somente os touros que atingirem os melhores resultados terão o sêmen comercializado pela ABS Pecplan. “Temos certeza que esse trabalho ofertará ao mercado brasileiro um material genético de excelente qualidade”, afirma Art.
E para conseguir bons resultados, a Prime Rate Ranch sempre baseia seu trabalho em grandes parcerias e muita pesquisa. Para aperfeiçoar a excelente genética dessa raça, o Prime Rate Ranch fez uma parceria com a fazenda Castle Nugent, de St. Croix, uma das primeiras a criar gado Senepol e, atualmente, a maior daquela ilha. Aliada e essa ação, a propriedade também está importando touros e fêmeas da melhor qualidade genética de Annaly, outra fazenda voltada à criação de Senepol de St. Croix, o que mantém a Prime Rate como a maior criadora e de melhor genética dos trópicos.
Graças ao compromisso com a excelência, os resultados obtidos são traduzidos em êxito e lucratividade, pois a qualidade da genética do gado reflete a visão dos proprietários. “Atingimos nossos objetivos porque estamos constantemente pesquisando, implementando novas tecnologias e investindo em material genético de primeira linha”, afirma Art Martinez.
Programa de Embriões
Atualmente, a Prime Rate Ranch coleta os embriões no Centro de Coleta do Texas, localizado no mesmo bairro da conceituada Universidade do Texas A e M. Trata-se da instituição de maior prestígio nos Estados Unidos especializada em gado, o que permite o nascimento de embriões tanto sexados de macho como de fêmea. A coleta de embriões é feita sob encomenda, de acordo com as necessidades dos clientes, para a obtenção de touros que apresentam o melhor desempenho dentro da raça. Uma equipe de profissionais qualificados, treinados e capacitados para coletar os embriões faz com que as exigências específicas dos clientes sejam atendidas.
Todos os embriões comercializados pertencem, exclusivamente, às categorias 1 e 2, de acordo com as normas da International Association of Animal Embryos (Associação Internacional de Embriologia Animal). O sêmen coletado na Prime Rate Ranch é embalado com qualidade garantida e a uma temperatura cujos índices são superiores ao mínimo exigido pelo CSS.
O Prime Rate Ranch conta com profissionais e consultores para auxiliar quanto à documentação necessária na aquisição de animais, embriões e sêmen, tanto para uso doméstico quanto para exportação. “Nosso compromisso é oferecer o melhor em genética animal e em produtos de qualidade”, garante Art.
Conheça as vantagens da Raça Senepol
• Resistência: O pêlo liso dessa raça proporciona uma resistência natural a carrapatos, qualidade essa documentada por testes feitos na América do Sul e na Austrália. Uma pesquisa da USDA indica que a raça Senepol apresenta maior resposta de imunidade quando comparada a outras raças de carne Bos-Taurus.
• Docilidade: O Senepol tem um temperamento manso e os animais são de fácil manejo. Isso faz com que o Senepol seja ideal para cruzamentos.
• Adaptabilidade: A elevada tolerância ao calor que esta raça apresenta permite que os animais permaneçam a pasto por mais tempo durante os períodos mais quentes do dia.
• Habilidade materna: A grande facilidade para os partos deve-se ao baixo peso de nascimento dos animais (aproximadamente 29 kg a 35kg). Observa-se também um alto vigor do bezerro, cuja taxa de sobrevivência aumenta rapidamente com a amamentação.
• Precocidade: Fêmeas e machos atingem a maturidade com pouca idade. A primeira parição das fêmeas ocorre entre os 24 e os 36 meses de idade, com um intervalo médio de 12 meses entre os partos. Os machos têm uma libido ativa, portanto, verifica-se uma porcentagem alta de procriação das fêmeas.
• Longevidade: A longevidade também é uma característica importante desta raça. As fêmeas Senepol vivem até os 15 anos, produzindo regularmente um bezerro por ano. Nenhuma outra característica é tão importante para a lucratividade total de uma operação vaca-bezerro que a longevidade.
• Produção de leite: As fêmeas Senepol produzem uma média de 10 litros de leite por dia. As cruzas de Senepol com Holstein têm produzido cerca de 15 a 18 litros de leite por dia, com um percentual de gordura e de proteína maior que o do Holstein.
• Produção de carne: Em média, no desmame, o macho Senepol pesa aproximadamente 250 kg e as fêmeas, cerca de 225 kg. Esta raça produz a mais alta porcentagem de quilo desmamado por quilo de vaca. De acordo com estudos de várias universidades norte-americanas e da USDA, a carne do Senepol tem gerado alguns dos melhores valores do setor quanto à eficácia do corte, considerando-se a maciez da carne.
• Cruzamentos: Os cruzamentos do Senepol produzem animais uniformes, tanto em relação ao fenótipo quanto à cor, eliminando, portanto, manchas de cor. O resultado é um rebanho com uma uniformidade raramente vista em animais cruzados de outras raças. Esta raça também é chamada de “Especialidade de Cruzamentos”.
Serviço
Prime Rate Ranch
401 Miracle Mile, Suite 302 • Miami, Flórida 33134
Telefone 305.446.3234 • Fax 305.443.9651
www.primerateranch.comamartinez@primerateranch.com
PRODUCT OF USA
Fernanda Belchior

Fonte: Publique Press

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Menos de uma década após a comercialização do primeiro cultivo GM em 1996, um estudo realizado por um analista de política de mercado e de alimentos dos EUA aponta que já existem 18 países cultivando plantas transgênicas e outros 45 com trabalhos de pesquisa e desenvolvimento nessa área.
“A adoção e a difusão internacional de culturas a partir da biotecnologia estão globalizadas e prontas para transformar a produção e o desenvolvimento em todo o mundo”, afirma C. Ford Runge, diretor do Centro para Política Internacional de Alimentação e Agricultura da Universidade de Minnesota e Professor de Economia Aplicada e Direito da McKnight University. “Milhares de testes de laboratórios, casas de vegetação e no campo têm sido conduzidos a partir de 57 cultivos em países de todos os continentes”.
O estudo “Difusão Global da Biotecnologia Vegetal: Adoção e Pesquisa Internacional em 2004” (The Global Diffusion of Plant Biotechnology: International Adoption and Research in 2004) constatou aumento no valor comercial global dessas culturas, derivadas da biotecnologia, no período 2003-2004, da ordem de US$ 44 bilhões, sendo que 98% foram provenientes de cinco países: Estados Unidos, Argentina, China, Canadá e Brasil, os quais plantaram um ou até quatro cultivos melhorados pela biotecnologia. São eles: soja, algodão, milho e canola.
Atualmente, os Estados Unidos lideram a produção de transgênicos, com US$ 27,5 bilhões na safra 2003-2004, resultado do cultivo de soja, milho, algodão e canola geneticamente melhorados. Os outros principais países que cultivam plantas transgênicas são os seguintes:
Argentina, com US$ 8,9 bilhões, como resultado do cultivo de soja e milho.
China, com US$ 3,9 bilhões, como resultado do cultivo de algodão.
Canadá, com US$ 2 bilhões, como resultado do cultivo de canola, milho e soja.
Brasil, com US$ 1,6 bilhão como resultado do cultivo de soja
Na próxima década, e na medida em que mais países em desenvolvimento aprovarem o cultivo destas e de outras culturas transgênicas, estima-se que o valor global das culturas GMs aumentará em quase cinco vezes, atingindo o montante de US$ 210 bilhões. A adoção destas culturas, nos países em desenvolvimento, poderá elevar o Produto Interno Bruto dessas nações em 2%.
Para conferir o documento completo, em inglês, clique aqui. http://www.cib.org.br/pdf/globalbiotech04.pdf   
Fonte: CIB – Conselho de Informações sobre Biotecnologia

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A Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE), a Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (FAPESE) e a Prefeitura de Tobias Barreto (SE) assinaram ontem (16/12) um contrato que visa aprimorar as ações do zoneamento agrícola brasileiro no município e regiões de influência. Uma vez contemplados com os zoneamentos de risco climático para o milho, sorgo e feijão, contrato prevê a capacitação dos agricultores familiares da região.
O objetivo é fortalecer o agronegócio no município, promovendo o aumento da área cultivada com esses cereais. Serão realizadas reuniões técnicas, palestras e cursos para capacitar técnicos e produtores quanto ao uso das tecnologias propostas pelo zoneamento. O Ministério do Desenvolvimento Agrário vai liberar 80 mil reais para a execução do projeto. Os recursos serão administrados pela FAPESE.
Já os estudos das metodologias necessárias para a elaboração do zoneamento serão feitos pela Embrapa Tabuleiros Costeiros, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Para isso, a unidade vai disponibilizar pesquisadores e sua estrutura operacional, como laboratórios, salas, auditório e campos experimentais.
A pesquisadora Ana Alexandrina Gama da Silva irá coordenar o projeto. Os resultados serão difundidos por meio de palestras, cursos, seminários, congressos e revistas técnico-científicas. Para o prefeito de Tobias Barreto, Esdras Valeriano dos Santos, a elaboração do zoneamento será de fundamental importância para o desenvolvimento econômico do município.
De acordo com Esdras, os produtores da região ainda enfrentam muitas perdas na lavoura, pois plantam sem nenhum tipo de orientação técnica. “Segundo estudos da Secretaria Estadual de Agricultura, no sertão sergipano a cada dez anos de plantio seis são perdidos. E é justamente essa realidade que queremos mudar com as alternativas propostas pelo zoneamento”, afirma.
O prefeito explica que com os estudos realizados pela Embrapa o produtor vai saber onde plantar determinada cultura, e principalmente quando fazer o plantio. “Além disso, os agricultores que seguirem as orientações técnicas têm o seguro agrícola garantido no caso de perda e mais facilidades para conseguir um financiamento”, destaca Esdras, lembrando que uma resolução do Banco Central restringe o enquadramento no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) aos empreendimentos conduzidos em áreas contempladas pelo zoneamento agrícola.
Para a pesquisadora Ana Alexandrina Gama da Silva, os principais resultados alcançados em todo o Brasil pelo programa de Zoneamento são o aumento da produtividade com a redução das perdas pelo conhecimento do risco climático, o uso tecnologias de produção e de cultivares adequadas. O zoneamento agrícola (Zoagro) é coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e executado por pesquisadores da Embrapa.
Eduardo Pinho
E-mail: edpinho@cpatc.embrapa.br

Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros

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A Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, iniciou no último mês de novembro a produção de sementes de híbridos intervarietais de coqueiro, no Perímetro Irrigado Cotinguiba – Pindoba, em Propiá (SE).
Os híbridos intervarietais são formados a partir do cruzamento de duas variedades geneticamente distintas. No Perímetro Irrigado Cotinguiba – Pindoba, serão cruzadas matrizes das variedades anão-verde do Brasil de Jiqui (RN), anão-verde do Brasil de Una (BA), anão-verde do Brasil de Ponta do Seixas (RN) e anão-vermelho de Camarões com o coqueiro gigante do Brasil da Praia do Forte (BA). As sementes devem ser colocadas no mercado dentro de aproximadamente um ano.
Segundo o pesquisador Wilson Menezes Aragão, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, o primeiro material a ser lançado será o híbrido Praia do Forte, fruto do cruzamento entre o anão-verde do Brasil de Jiqui com o gigante do Brasil da Praia do Forte. “Outros híbridos serão lançados em seguida”, destaca Aragão.
Inicialmente, a área de produção de sementes terá cerca de dois hectare. “Mas a meta é aumentar gradativamente esse perímetro até atingir 5 hectares dentro de dois anos”, comenta o pesquisador. De acordo com ele, a expectativa é que sejam produzidas cerca de 16 mil sementes por hectare/ano.
A Embrapa já produz sementes de híbridos intervarietais de coqueiro em parceria com outras instituições nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, São Paulo e Minas Gerais.
Aragão explica que em condições de clima e solo favoráveis, o coqueiro híbrido apresenta uma série de vantagens sobre o anão e o gigante, como maior precocidade, maior produtividade de água e polpa e melhor adaptação aos diferentes tipos de ambientes do Brasil.
Os frutos dos híbridos produzem em média meio litro de água e 400 gramas de polpa, além de uma boa quantidade de fibra. Por isso, eles podem ser consumidos in natura ou empregados na fabricação de alimentos, sabão, detergentes, ração animal, bancos de carro e no artesanato. Essa ampla utilidade garante ao produtor bons lucros durante o ano todo.
Como desvantagem dos híbridos em relação aos anões e gigantes, o pesquisador Wilson Aragão cita a segregação genética. “Não se recomenda plantar as sementes colhidas dos híbridos, pois a produção originada será menor e o plantio muito desuniforme”, explica.
Segundo estimativas da Associação Brasileira de Produtores de Coco (ABRASCOCO), atualmente os híbridos representam apenas 10% da área plantada no país. Outros 20% são ocupados pelas variedades de anão e os 70% restantes pelas de coqueiro gigante. Para Aragão, essa realidade deve mudar com a inclusão no mercado de mais sementes de híbridos de qualidade, a um preço acessível ao produtor.
Eduardo Pinho
E-mail: edpinho@cpatc.embrapa.br

Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Com o objetivo de socializar o conhecimento científico, tecnológico e o estímulo à ciência, além de favorecer o fortalecimento das cooperações nacionais e internacionais, será realizado de 17 a 22 de maio de 2005, em Porto Alegre (RS), a Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação (Globaltech).
O evento é dividido em cinco espaços centrais, que tratarão dos temas: “Negócios Tecnológicos”, “Espaço Capacitar”, “Espaço para inventores: Mostra de C e T”, “Espaço Entretenimento” e “Espaço Promocional”.
A idéia é fazer com que o público reflita sobre assuntos relacionados às áreas de genética, bioquímica, química, telecomunicações, agronegócios e alimentação.
Mais informações: globaltech@rbs.com.br ou tel. (51) 3218-4900 e 3218-6304.

Fonte: Agência Fapesp

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A Associação Brasileira do Novilho Precoce (ABNP) anuncia sua parceria com o Sistema Agrícola de Produção Integrada – Sapi, programa desenvolvido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para produção de carne bovina de qualidade e lançado oficialmente em Cuiabá no dia 26 de novembro. A ABNP, aliás, por meio do núcleo de produtores de novilho precoce de Mato Grosso, firma convênio com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado do Mato Grosso para o Estado ser o primeiro a utilizar o Sapi.
“O Sapi é um conjunto de diretrizes, cujos princípios garantem a geração de produtos e serviços de alta qualidade e competitividade. Incorpora conceitos de sustentabilidade ambiental, segurança alimentar, saúde humana, valores sociais e viabilidade técnica e econômica. A iniciativa é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia (por meio do Fundo Setorial do Agronegócio) e tem como base o PIF (Produção Integrada de Frutas), que incorpora um conjunto de normas que permitam a conformidade do sistema de rastreabilidade e as boas práticas de produção”, explica Constantino Ajimasto Jr, presidente da ABNP.
Segundo Constantino, a idéia é envolver todos os agentes da cadeia produtiva, desde a propriedade, o transporte, a indústria de processamento e a distribuição, incluindo a aplicação de forma gradual de normas técnicas auditáveis, como o Codex Alimentarius, Eurepgap, ISO, APPCC, boas práticas de produção e de fabricação, entre outras.
A certificação será dada em vários níveis, desde a propriedade à mesa do consumidor, de acordo com o grau de desenvolvimento da propriedade e dos outros agentes da cadeia (transporte, indústria e distribuição). A aplicação do Sapi em Mato Grosso será o plano-piloto para sua concretização em todo o Brasil.
Mercados exigentes
“A implantação do Sapi objetiva alcançar novo patamar tecnológico, de acordo com as exigências do comércio internacional de alimentos, habilitando os produtores brasileiros a prover o mercado com produtos e serviços de alto valor agregado, com a marca Brasil. O PIF já possibilitou significativo aumento de participação no nosso país no mercado mundial de frutas, podendo atingir US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos, volume suficiente para enxergar as possibilidades do Sapi para a pecuária brasileira”, afirma o presidente da ABNP.
Constantino Ajimasto Jr. cita alguns resultados do PIF: redução na aplicação de agrotóxicos, com diminuição em até 53% no uso de inseticidas, 78% em fungicidas, 80% em herbicidas e 67% em acaricidas nas culturas de maçã, manga, uva, mamão, caju, pêssego e melão. Esses resultados se devem, principalmente, a ações de capacitação e treinamento de técnicos e produtores.

Fonte: Agrolink

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