Empresa Desenvolvedora
Prosoftware Ltda
Contato
Alsemir Castro
comercial@prosoftware.com.br
Telefone
(66) 423-5781
Internet
http://www.prosoftware.com.br

Descrição
PS-GA – GESTÃO AGRÍCOLA
Resultado de anos de experiência do pessoal técnico da Prosoftware no desenvolvimento de aplicativos voltados ao agronegócio o PS-GA (Gestão Agrícola) é um sistema de gestão administrativa para fazendas, algodoeiras e afins, com processos totalmente integrados, interface amigável e de fácil manuseio. Trata-se não apenas um software, mas da visão do negócio agrícola como um todo.
Retaguarda:
– Compras
– Financeiro
– RH/Fiscal/Contábil
– Lavoura
– Estoques
– Comercial
– Informações Gerenciais
Específicos:
– Monitoramento Lavoura PDA/GPS
– PS-Cotton (Algodão)
– Retaguarda
– Usina
– Classificação
– Armazém
– CottonWeb

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Produtos
Imagens de Satélites nos meios digital georreferenciado ou pôster.
Descrição
Mais de 17.000 imagens (agosto 2004) disponíveis através de clique interativo.

Todo o Brasil e América Latina disponíveis em múltiplas datas (desde 1972 até os dias atuais).

Produtos pré-processados a valores extremamente reduzidos em http://www.ciashop.com.br/engesat e acesso às grades de localização das cenas em http://www.engesat.com.br/PRODUTOS/grade_landsat/grade_landsats.htm

Todos os níveis de processamento e detalhamento: cobertura desde grandes extensões de terreno até escalas extremamente aproximadas.
Contato
Sergio Penna
Telefones
(41) 224-1617 – (41) 3023-1617
E-mail
engesat@engesat.com.br
Internet
http://www.ciashop.com.br/engesat

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Produtos
Assistência técnica, venda de mudas e produtos derivados de Aloe para indústria alimentícia e de bebidas, cosmética, limpeza, perfumaria e farmacêutica.
Descrição

ALOETRADE é uma empresa que oferece três linhas de produtos e serviços:



  • Venda de mudas e plantas de Aloe para produtores rurais que desejam iniciar esta cultura;

  •  Assistência técnica para o desenvolvimento de projetos de plantações de Aloe;

  •  Venda de produtos derivados de Aloe para uso em diversas atividades industriais.

Contato
Daniel Avaro
E-mail
info@aloetrade.com.ar

Internet
http://www.aloetrade.com.ar

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Consumidores do lado paraguaio, em Pedro Juan, estão evitando o consumo de carne daquele País, devido à suspeita de febre aftosa. De acordo com informações do site Conesul News, eles estão atravessando a fronteira para comprar no Brasil, trazendo prejuízos ao comércio paraguaio.
Um exemplo citado na reportagem é a dona de casa Arnilda Francisca Gonzalez, moradora em Pedro Juan. Ela vem acompanhando o noticiário sobre a aftosa e está preocupada com o problema. Diante disso, diz que mudou a rotina e vem comprando carne apenas em Ponta Porã (Brasil), onde o frigorífico local abate o gado em condições sanitárias legais.
Em Pedro Juan, não existe frigorífico. O gado é abatido no abatedouro municipal, em condições precárias de higiene. O Conesul News informa, ainda, que procurou manter contato com o chefe de Vigilância Sanitária da Intendência Municipal, Gerardo Valdez, mas não foi encontrado.

Fonte: Campo Grande News

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Entrou em vigor um novo “código de comportamento” para o mercado mundial de café. O objetivo da iniciativa alemã é melhorar as condições dos produtores e incentivar a preservação do meio ambiente.
Um novo código de comportamento para o mercado mundial de café foi apresentado nesta sexta-feira (10/09), em Hamburgo. A iniciativa alemã conta com o apoio de diversas organizações não-governamentais, do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento, de produtores internacionais e da indústria alemã do café.
Empresas de torrefação e distribuição como Tchibo, Kraft e Nestlé participam do projeto, que entrará em sua fase de testes em cafezais da África, Ásia e América Latina. O código prevê normas que visam a garantir um padrão social, ecológico e econômico para a produção e comercialização sustentáveis do café em todo o mundo.
O objetivo é melhorar as condições de vida dos produtores, assegurando um salário mínimo para os trabalhadores sazonais, contratos de trabalho e carga horária fixa. O direito à escola e o acesso ao sistema de saúde, extensivo à família, também devem ser garantidos.
Com relação ao plantio, a meta é priorizar a preservação ambiental. O código estipula que os produtores de café utilizem produtos agrícolas, como pesticidas e adubos, que não agridam o meio ambiente. Relaciona ainda medidas para evitar o desperdício de água e oferece dicas para a criação de redes de esgoto com base nas diretrizes ecológicas.
Crise profunda
“O setor cafeeiro atravessa uma crise profunda”, afirmou Uschi Eid, deputada do Partido Verde e secretária do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento, lembrando que o preço do café atingiu a maior baixa dos últimos 30 anos.
Com a cotação abaixo do seu custo de produção, os produtores não conseguem cuidar dos cafezais de forma adequada, ou seja, respeitando padrões ecológicos e leis trabalhistas.
Outro aspecto é a queda do padrão de vida. Cerca de 25 milhões de agricultores estão ameaçados de cair na pobreza. Um cultivo intenso e não-sustentável poderia acabar com diversas plantações de café em países tradicionais gerando um impacto negativo na demanda mundial do produto.
Com o nome de Common Code for the Coffee Community, CCCC, a iniciativa será financiada em conjunto pelo governo alemão e a indústria do café. Eid justificou o apoio: “O código pode contribuir a longo prazo para melhorar as condições de vida dos produtores. A vantagem é que ele foi criado para o mercado mundial e elaborado por produtores, ONGs e empresários”.
Brasil marca presença
O brasileiro Manoel Bertone, diretor executivo do Conselho Nacional do Café, que participa do projeto, esteve presente no lançamento do CCCC. “O objetivo é melhorar nossa qualidade de vida e a de nossos trabalhadores, proteger o meio ambiente bem como assegurar um relacionamento estável e equilibrado com nossos parceiros comerciais”.
Bertone salientou ainda que o código pode ajudar no incremento da produção mundial do café, destacando, porém, que “o sucesso deste código depende da cooperação de todos os setores”.
Alemães e o café
O interesse alemão em melhorar os padrões sociais dos produtores de café e contribuir para uma estabilização do mercado cafeeiro é também conseqüência do elevado consumo da bebida no país. Em 2002, o consumo per capita foi de 160 litros.
“Nossos consumidores querem ter certeza de que o café não é apenas saboroso, mas que também foi produzido em condições adequadas. Por isso é importante para nós participar desta iniciativa”, resumiu Annemieke Wijn, da Associação Alemã do Café.

Fonte: Deutsche Welle

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As destinações das vendas externas brasileiras estão mais diversificadas. O índice de concentração de exportações, elaborado pelo banco Bradesco, mostrou que em julho deste ano o indicador estava em 0,064. No mesmo período do ano passado, o valor era 0,081. Quanto mais próximo de zero, maior é a variedade de mercados importadores de produtos brasileiros.
Segundo Thais Ortega, uma das economistas responsáveis pelo relatório, o índice apresenta uma tendência de queda. Para calcular o indicador, é levada em consideração a participação de 232 países.
Dados do governo mostram de fato que a clientela brasileira cresceu. As exportações para a África, que figura como “novos mercados”, cresceram 52,5% de janeiro a agosto deste ano. Para o Oriente Médio, o salto foi de 58,8%.
“Uma menor concentração por mercados é benéfica no sentido de possibilitar uma maior estabilidade das exportações, reduzindo os impactos de possíveis dificuldades econômicas em parceiros comerciais específicos”, diz trecho de boletim sobre comércio exterior divulgado pelo Bradesco.
Entretanto, segundo José Augusto de Castro, da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), ainda é cedo para comemorar a consolidação da conquista de novos mercados. “Não posso dizer que é uma tendência. 2004 foi um ano atípico, com cotação de commodities muito elevada e com outros fatores que também favoreceram o Brasil”, avaliou.
Entre os eventos que têm ajudado o comércio exterior brasileiro neste ano, Castro destacou a quebra de safra de soja nos EUA no final do ano passado e as gripes do frango na Ásia. “Tudo isso ajudou o Brasil a entrar em mais mercados. Acho que mais um fato conjuntural do que estrutural.”
O economista Primo Roberto Segatto, presidente da Abracex (Associação Brasileira de Comércio Exterior), também argumenta que a sustentabilidade da entrada ou mesmo da ampliação das exportações brasileiras em novos países é frágil.
“Não dá para dizer que vamos conseguir manter esses mercados. Com o aquecimento do consumo dentro do país, acredito que algumas empresas vão acabar priorizando as vendas internas”, afirmou Segatto.
De acordo com a AEB, no segmento de manufaturados, a principal alavanca das vendas externas foi a debilidade do mercado interno brasileiro, especialmente no começo deste ano. Para o Bradesco, de janeiro a agosto, 50,7% do aumento do saldo comercial foi explicado pela expansão das vendas de manufaturados.
A atuação pendular dos exportadores brasileiros – exportam quando o mercado doméstico vai mal e viram as costas aos novos clientes quando vendem dentro do país – preocupa analistas de comércio internacional. “Isso prejudica muito a imagem do comércio brasileiro no exterior”, disse o presidente da Abracex.
Problemas internos
Uma eventual diminuição da conquista de novos mercados por causa do aquecimento no mercado doméstico não é o único obstáculo das exportações brasileiras.
Entre os principais problemas está o desequilíbrio entre o que é exportado e o que é importado pelo Brasil. “Infelizmente navios ainda têm que vir vazios para daqui serem carregados com produtos de exportação brasileiros. Isso aumenta bastante o custo de frete”, disse Castro, da AEB.
Problemas de infra-estrutura, como calados (profundidade mínima de água necessária para a embarcação flutuar) rasos em alguns importantes portos brasileiros também podem ameaçar a pulverização das vendas externas brasileiras. “A infra-estrutura do porto de Santos está saturada. Já sentimos a redução do interesse de alguns clientes do Brasil”, argumenta Segatto.
CÍNTIA CARDOSO da Folha de S.Paulo

Fonte: Folha Online

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A mecanização do campo é um fator natural e irrefreável e o desemprego gerado por ela uma conseqüência da modernização da agricultura, na opinião de agricultores e da UDR (União Democrática Ruralista).
Para pesquisadores e para a CPT (Comissão Pastoral da Terra), entidade que defende a reforma agrária nos moldes da agricultura familiar, o desemprego e a concentração de renda propiciada pela mecanização devem ser combatidos.
Segundo o pesquisador Philip Fearnside, da Coordenação de Pesquisas em Ecologia do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), a soja, o algodão e a cana, devido ao alto grau de mecanização de suas produções, geram, em média, apenas um emprego para cada 200 hectares.
“Os poucos empregos gerados são de técnicos ou de operadores de máquinas. Os demais trabalhadores recebem salários aviltados e trabalham, muitas vezes, em condições degradantes”, diz o secretário nacional da CPT, Antônio Canuto.
De acordo com Bernardo Mançano, do Nera (Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária), da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), a própria palavra agronegócio é “uma construção ideológica para tentar mudar a imagem latifundista da agricultura capitalista”. Segundo ele, a cana e o feijão desempregam 400 pessoas para cada vaga criada com a mecanização. Em média, as culturas do agronegócio fecham 11 vagas para cada trabalhador contratado.
Para Mançano, os cálculos apresentados para justificar que o agronegócio é a grande força das exportações brasileiros estão equivocados. “Pelo menos 50% da produção agrícola e pecuária é da policultura de pequenas propriedades familiares que são apropriadas pelo agronegócio.”
“O agronegócio cresceu tanto que virou uma coisa sacralizada. Quando se analisa, nos censos agropecuários de 1995 e 1996, a produção de propriedades que têm apenas mão-de-obra familiar ou um ou dois empregados no máximo, se vê que elas são responsáveis por metade da produção agrícola brasileira. Mas, com o mito de que o agronegócio é o grande produtor, ele fica com 90% das verbas de financiamento da agricultura”, disse Mançano.
Segundo a Agência Rural de Goiás, ligada à Secretaria da Agricultura do Estado, a mecanização da lavoura de algodão cria um emprego para cada 60 funcionários dispensados que trabalhavam manualmente na produção.
A deputada estadual Isaura Lemos (PDT-GO) explica que esses novos empregos não são preenchidos totalmente por empregados antigos das fazendas. “Como a operação desse maquinário exige conhecimentos específicos, trabalhadores com esse preparo foram “importados” para trabalhar nas fazendas mecanizadas.”
O presidente da UDR, Luiz Antonio Nabhan Garcia, diz que, ao analisar o agronegócio como um sistema inteiro, nota-se que ele é gerador de empregos. Segundo ele, são gerados empregos em outros pontos da cadeia econômica, como nas indústrias de processamento das produções nas cidades e no complexo exportador.
Para ele, a mão-de-obra no campo está vivendo suas últimas safras. “O agronegócio não pode ficar para trás. É natural que ele se modernize para competir lá fora.”
Os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Trabalho, que não quiseram comentar a substituição do trabalho no campo, não têm dados atualizados sobre o desemprego rural. O último censo agropecuário é de 1996. Estudos para a realização de um novo censo estão sendo concluídos.
Da Agência Folha, em Acreúna (GO)

Fonte: Folha Online

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Representantes da União Européia e do Mercosul afirmaram no domingo que ainda é possível ter o dia 31 de outubro como prazo para ligar os dois mercados, embora muita negociação ainda seja necessária.
Os comentários do comissário de comércio da UE, Pascal Lamy, e do chanceler brasileiro, Celso Amorim, foram feitos após uma reunião que tentou quebrar um impasse nas conversações para criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.
Duas rodadas de negociação não conseguiram chegar a um acordo sobre áreas essenciais, como agricultura e bens industriais.
“O espírito é de tentar cumprir o prazo final que temos em mente”, afirmou Lamy a jornalistas após o encontro em Brasília. “Muito trabalho precisa ser feito, mas vale a pena colocar nosso pessoal para trabalhar novamente.”
Amorim acrescentou: “nós não apenas confirmamos nossa disposição política, mas o calendário para nossas reuniões”.
Representantes do Brasil e da UE, no entanto, disseram separadamente que resta pouco tempo para os dois blocos trabalharem nos detalhes de tão difícil acordo –sob negociação nos últimos quatro anos. Os dois lados planejam apresentar suas ofertas finais no dia 20 de setembro.
As conversas entre a União Européia, formada por 25 países, e o Mercosul, composto por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, serão retomadas na segunda-feira, em Bruxelas.
Amorim afirmou recentemente que os dois lados concordaram em temas básicos, mas ainda precisam se debruçar sobre detalhes de como impulsionar o comércio de 40 bilhões de dólares entre os grupos.
Os dois lados reclamam que vão perder sob a atual proposta feita pelo outro para unir os mercados de 29 paises e 680 milhões de pessoas em 2005. Lamy parecia otimista, dizendo que “temos a sensação de que, se considerarmos o que está na mesa, uma melhora nos dois lados é possível e necessária.”
Os negociadores temem que o momento adequado pode ser perdido se um pacto não for alcançado até outubro, quando a Comissão Européia troca seus membros.
Por Andrew Hay

Fonte: Swissinfo

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O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, disse hoje (8/9) que o apoio à produção agroecológica faz parte da estratégia de desenvolvimento do país. O ministro participou da abertura da BioFach América Latina 2004, versão latina da mais importante feira internacional de produtos orgânicos do mundo.
Em entrevista à Radio Nacional do Rio de Janeiro, Rossetto citou experiências positivas que tem recebido apoio do ministério. “É uma referência estratégica de desenvolvimento rural do ministério apoiar esse tipo de produção. Estamos apoiando mais de 25 expositores que estão na feira. São cooperativas e associações produtoras de mel, arroz, soja orgânica, cacau, guaraná e café. É um conjunto muito importante de produtos que mostra a viabilidade econômica deste mercado e desta produção. É nossa tarefa construir uma política pública sólida que estimule e amplie essa produção”, disse Rossetto.
O ministro afirmou que o governo também tem incentivado os assentamentos rurais a produzirem alimentos orgânicos. Segundo Rossetto, os ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura estão promovendo debates para discutir a regulamentação da Lei de Agricultura Orgânica, publicada em dezembro de 2003. De acordo com ele, a lei orienta o processo produtivo e garante ao consumidor um padrão confiável para os produtos brasileiros. Para o ministro, a regulamentação da lei está em fase de conclusão e deverá ser um marco regulatório importante para o setor.
Rossetto diz, no entanto, que a certificação dos produtos orgânicos não deverá excluir os outros produtores rurais. “Por isso, a idéia de um processo de certificação coletiva, que estabeleça regras e condutas claras, mas que em hipótese alguma possa ser trabalhado como instrumento de exclusão frente a custos e outras obrigações. Estamos entusiasmados com o processo e confiantes de que o processo regulatório seja estimulador e de inclusão dos milhares de agricultores que buscam um ambiente de produção ecologicamente sustentável”, afirmou.
Cristina Indio do Brasil – Radiobrás

Fonte: Radiobrás

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A partir de hoje (8/9) e até sexta-feira (10/9) estará acontecendo a versão latino-americana da Biofach, o maior evento de produtos orgânicos da Europa, cuja versão original acontece anualmente em Nuremberg, na Alemanha. A expectativa dos organizadores é que a edição brasileira do Biofach, que acontece no Hotel Glória, movimente mais de R$ 8 milhões, o que representa um crescimento de quase 100% em relação ao ano anterior.
Esta será a segunda vez que o Brasil abrigará a Biofach, que no ano passado tinha status apenas de uma feira regional. O Brasil é de longe o maior consumidor de orgânicos do Mercosul e o maior fornecedor para o mercado europeu , acrescentou a diretora de Marketing da Biofach, Maria Beatriz Costa.
Disputa de espaço
A feira deverá reunir mais de 140 empresas entre nacionais e estrangeiras e a expectativa é de que deverá ser visitada por cerca de 1.500 pessoas durante os três dias de evento. O carro-chefe dos produtos a serem expostos pelos produtores brasileiros continua sendo a soja, como ocorreu nos eventos anteriores. Mas o grão já disputa espaço com café e com o mel.
Do lado dos importadores está sendo aguardada a participação da holandesa Tradin, uma das maiores empresas especializadas na comercialização de produtos orgânicos no mundo. O interesse do grupo holandês no evento pode ser traduzido por meio dos números da Fundação Agricultura e Ecologia da Alemanha (Soel), que apurou crescimento de 30% ao ano no consumo mundial de orgânicos.
No Brasil, as exportações deste tipo de produto movimentam cerca de US$ 30 milhões anualmente, enquanto o consumo interno giram torno de US$ 200 milhões. “O mercado interno precisa melhorar a capacitação e treinamento para o cultivo dos orgânicos e informar o consumidor sobre os benefícios, o enorme ganho que ele tem para a saúde consumindo produtos livres de agrotóxicos”, diz a diretora da Biofach.
De acordo com Maria Beatriz , líderes brasileiros na produção de orgânicos brigam agora ganhar consumidores no mercado interno. Este é o caso da GaMa, uma das principais exportadoras de soja orgânica do Brasil e que participa pela segunda vez do evento. Segundo o diretor de Marketing da empresa, Leonardo Gardemman, o portfólio internacional da companhia está bem ajustado. “Nossa meta é aumentar a presença nas grandes redes varejistas do país”, comenta o executivo.
Confirmaram presença no evento os ministros do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, e da Agricultura, Roberto Rodrigues. Paralelamente à feira, acontece um workshop sobre gastronomia com o uso de orgânicos.
Serviço
Biofach América Latina
8 a 10 de setembro
Hotel Glória – Rio de Janeiro – RJ
Horário: de 9 às 18 h
Internet: http://www.biofach-americalatina.com.br/indexport.htm
 

Fonte: Gazeta Mercantil

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As exportações do agronegócio brasileiro entre os meses de janeiro e agosto deste ano somaram US$ 26,025 bilhões, valor 35% acima dos US$ 19,255 bilões registrados em igual período do ano passado, sendo o maior valor registrado no período em todo a série de estatísticas inicadas em 1989 pela Secretaria de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura.
De acordo com o Ministério, o resultado se deve ao bom desempenho das vendas externas do complexo carnes, soja, açúcar e álcool, madeiras, lácteos e algodão. O saldo comercial do agronegócio até agosto, também recorde, alcançou US$ 22,831 bilhões, número 41,3% superior ao de igual intervalo de 2003. O superávit de agosto foi de US$ 3,389 bilhões, 27,7% mais que no mesmo mês de 2003.
Receita com embarques de máquinas quase dobra
As exportações brasileiras de máquinas agrícolas atingiram, mês passado, 2.959 máquinas exportadas – a maioria tratores – , com um crescimento de 28,2% sobre o mesmo mês de 2003. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, foram embarcadas 20.452 unidades, com aumento de 62,5% sobre janeiro a agosto de 2003, somando US$ 1,14 bilhão, contra US$ 572,9 milhões obtido no mesmo período do ano passado.
No mercado interno, as vendas de máquinas agrícolas totalizaram 3,9 mil unidades em agosto, aumento de 11,4% sobre igual mês de 2003. Em relação a julho, as vendas foram 0,5% maiores. No acumulado até agosto, as vendas das máquinas, puxadas pelos tratores, totalizaram 25.773 unidades, com crescimento de 2,3% sobre o mesmo período do ano passado.

Fonte: Redação – Portal Agrosoft

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Um jogo de perguntas e respostas para computador sobre assuntos ligados à biossegurança dos alimentos. O cd-rom A cidade da ciência, lançado pela Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), apresenta perguntas sobre o tema com três alternativas de resposta para cada questão.
O objetivo do produto, segundo a associação, é contribuir para o ensino e o desenvolvimento da biossegurança no Brasil, fortalecendo os empreendimentos no campo da biotecnologia.
Destinado a jovens e adultos, à medida que o jogador acerta as perguntas soma pontos que permitem a construção de uma cidade. Pelas regras, o jogador é eleito prefeito da Cidade da Ciência e o Governo Federal libera verbas para a prefeitura investir em biossegurança para melhorar a qualidade de vida da população. São criadas equipes de pesquisadores para que, por meio da Biblioteca da ANBio, sejam selecionadas diferentes níveis de questões.
Conforme as perguntas são respondidas, o governo entende que está ocorrendo investimentos na área e, a cada acerto, a prefeitura recebe verbas para serem aplicadas na cidade. Quando todas as perguntas forem respondidas, o jogador poderá ver seu desempenho como prefeito e verificar o quanto a cidade cresceu graças aos investimentos em biossegurança.
“Para construir a cidade com segurança o jogador deve responder questões, por exemplo, relacionadas à Lei de Biossegurança, aos requisitos de funcionamento de um laboratório e até a temas sobre a genética clássica”, disse uma das responsáveis pelo conteúdo do jogo, Alda Lerayer, à Agência FAPESP. O cd-rom conta com uma biblioteca virtual que pode ser acessada sempre que o jogador tiver dúvida sobre as questões.
Segundo Alda, que é pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas, o público alvo do produto são os alunos pré-vestibular. “O jogo se traduz como uma revisão do que foi visto em sala de aula, com questões que vão da composição do DNA a temas sobre clonagem”, disse.
A Cidade da Ciência custa R$ 50 e pode ser adquirido pelo site da ANBio, no endereço www.anbio.org.br/jogo_mult.htm.
Por Thiago Romero

Fonte: Agência Fapesp

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A Associação União das Aldeias Krahò – Kapey, promoverá entre os dias 16 e 18 de setembro de 2004 em sua sede dentro do território indígena Krahò, Itacajá, em Tocantins, a VI Feira Krahò de Sementes Tradicionais, que reúne todas as aldeias da etnia e também de outras etnias indígenas brasileiras e de outros países.
O objetivo é o intercâmbio de sementes e técnicas tradicionais de plantio, exposições, cantos, danças, músicas instrumentais, histórias e comidas típicas. Trata-se de um evento único no Brasil, até o momento, de valorização da agrobiodiversidade, onde pessoas não índias poderão conviver com as etinias presentes, trocando impressões, informações e cultura de uma forma geral.

Este ano serão convidados também, membros da comunidade quilombola Calunga, num grande encontro entre os moradores das maiores áreas contínuas de cerrado preservado do Brasil: a área krahò e o sítio histórico Calunga, ambos no estado do Tocantins.

O acesso à Feira se dá por avião e por rodovia até Palmas/TO e de lá por rodovia até a cidade de Itacajá, distante 20 km da sede da Associação Kapey e ligada por estrada em ótimo estado.

A programação começa na manhã do dia 16 com um ritual da tradição Krahò, seguindo-se a abertura oficial, pelo coordenador da Kapey, Getúlio Orlando Pinto Krahò. Depois haverá uma palestra sobre os Rumos do Etnodesenvolvimento Krahò, o almoço e à tarde apresentação cultural dos povos convidados além da corrida de tora dos Krahòs. Depois do jantar os presentes poderão assistir à exibição de vídeos e ao ritual de Pennnbkahac (velho Penõn) e rituais tradicionais do povo krahò e etnias convidadas.

No dia 17, depois da continuação do ritual tradicional, será feita a recepção de autoridades convidadas ( MDS, MDA, MMA, Funai, Embrapa, Funasa, Governo de TO, prefeituras locais). A programação do dia inclui palestras, degustação de comidas tradicionais no almoço e novas apresentações culturais. A Feira de Trocas propriamente dita, ocorre no dia 18, mas durante todo o evento haverão exposições permanentes e oficinas.

Para os visitantes interessados existem algumas normas a observar que, entre outras, inclui a necessidade autorização prévia para ingresso no evento e para fotos e filmagens. Bem como a consciência de que a troca de material genético (sementes, mudas etc) é restrita às comunidades indígenas e tradicionais.

Mais informações e confirmação de presença ligar para Sr. Ulisses no telefone (63) 439-1498.
Paulo Euler – peuler@cenargen.embrapa.br
Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Decreto assinado pelo governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT e o secretário estadual de Produção, José Antônio Felício, declara situação de emergência sanitária animal da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. O decreto é justificado pela presença de animais clinicamente portadores de enfermidade vesicular na faixa de fronteira. A suspeita de febre aftosa é negada pelo governo paraguaio, que alega contaminação por IBR, cujos sintomas se assemelham.
O estado de emergência permanece até que medidas integradas entre a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) e outras entidades surtam o efeito desejado de defesa. No decreto ainda é argumentada a “enorme extensão da área de fronteira” que exige ações para defender a economia local. Cinco barreiras já foram montadas pelo Exército na fronteira com o Paraguai e são necessárias outras 15 para que a defesa estratégica ocorra em sua plenitude. Para isso são necessários R$ 300 mil a mais, além dos R$ 105 mil disponibilizados para a chamada “Operação Boiadeiro”.

Fernanda Mathias

Fonte: Campo Grande News

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A Comissão Européia (CE) pôs fim aos controles especiais exigidos às importações de carne de ave do Brasil. O Executivo da União Européia (UE) aprovou uma decisão segundo a qual deixarão de ser realizados os exames específicos aplicados em 20% dos envios de carne do Brasil para a detecção do “nitrofurano”, substância que em alta quantidade pode ser cancerígena.
Bruxelas decidiu que não é necessário continuar com essas medições especiais e que as importações brasileiras só sejam submetidas a controles rotineiros, após comprovar que desde março não houve mercadorias com esses resíduos nocívos à saúde.
Em outubro de 2002, a CE decidiu determinar a análise de todas remessas de carne de origem brasileira. Isso ocorreu, depois de ter detectado a presença de “nitrofurano” na carne de frango do país.
A Comissão decidiu em março de 2004 que os controles fossem aplicados a apenas 20% das mercadorias, após receber garantias das autoridades brasileiras e depois dos resultados dos testes realizados pelos países-membros.
ABCZ exporta genética à China
Dezenas de empresas brasileiras participarão da Expo Brasil China, em Pequim, para divulgar os produtos brasileiros no país asiático. Em um espaço de 11 mil metros quadrados, a exposição deverá atrair mais de 20 mil visitantes para o local. Única empresa do setor pecuário no evento, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) quer exportar a genética bovina e tecnologia na área de reprodução para o continente asiático. A expectativa é vender material genético (sêmen e embrião) da raça gir, animais voltados para a produção leiteira.
Fonte: Gazeta Mercantil

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Empresários do Centro-Oeste e do Sudeste elegeram o estado para investir na atividade R$ 100 milhões até 2006. Os investimentos na criação de avestruz ganham reforço com o aporte de empresários paulistas, goianos, mineiros e cearenses, que devem aplicar, até 2006, montante superior a R$ 100 milhões no Ceará em projetos voltados para a exportação. “Clima quente, áreas disponíveis a preços atrativos, mão-de-obra, infra-estrutura portuária, via Terminal do Pecém, e proximidade dos centros importadores – a Europa está a sete horas de vôo – estimulam a expansão do setor”, afirma o presidente da Associação de Criadores de Avestruz do Estado (Acace), Edimar Vieira Filho, que trabalha na captação de novos projetos. “O mercado europeu está na mira dos criadores e a porta de entrada é Portugal”, afirma.
Pólo de criação
A idéia de transformar o Estado num pólo criador de avestruz para exportação passa, inicialmente, pela criação de aves para reprodução, de acordo com o presidente da Acace. “Em três ou quatro anos teremos condições de produzir em escala para abate”, afirma. Vieira diz que está disposto a acompanhar de perto as novas iniciativas, para apoiar o bom desempenho da cadeia produtiva da avestruz. Pelas contas do dirigente, o setor conta com criadores em cerca de 60 municípios cearenses, com maior concentração em São Gonçalo do Amarante, Guaiuba , Vale do Jaguaribe e Sobral. O plantel estimado é de 6,5 mil animais, mas as chances são de ampliar para 10 mil aves, entre 2004/200. “Com as empresas âncoras, em breve poderemos atingir 20 mil animais”, afirma Vieira, numa referência a projetos como da Avestruz Máster, Pé Forte, Aravestruz e Brasil Wall Street. O rebanho brasileiro, segundo Vieira é estimado em cerca de 150 mil cabeças.
Associação com caprinos
O Parque da Avestruz, dirigido pelo presidente da Acace, vai implementar um projeto no Vale do Jaguaribe no próximo ano. “A idéia é agregar criadores de ovinos, de caprinos, interessados na avestruz”, Os investimentos são estimados em R$ 5 milhões, envolvendo consórcio, fabricação de calçado, bolsas e cintos e curtume para beneficiamento da pele.
Os empresários dispostos a investir têm na mira um mercado que paga cerca de US$ 16,32 pelo quilo da carne e entre US$ 300 e US$ 400 o metro quadrado do couro – cada animal rende cerca de 1,2 metro. As plumas são cotadas a US$ 100 por tonelada e o Brasil importa 25 toneladas/ano. “Esse é um excelente negócio”, afirma o diretor-presidente da Avestruz Master, Jérson Maciel, que compara o sabor da carne vermelha da ave ao do filé mignon. De acordo com o empresário, o avestruz só tem carne de primeira; é saborosa, e menos calórica do que a do frango e do peru.
Investimento de R$ 80 milhões
O grupo de Maciel projeta investir R$ 80 milhões no estado, no prazo de um ano e meio – o maior investimento da companhia que prevê investir um total de R$ 200 milhões no Nordeste. Do valor total do projeto cearense, R$ 50 milhões serão aplicados na aquisição da área, instalações, escritório e plantel. “Em 30 dias queremos ter avestruz colocada aqui e vamos continuar expandindo. A meta para o Estado é de mil casais adultos em postura”, diz Maciel, considerando-se inicialmente as transações do escritório local.
O interesse no Ceará inclui área de 800 hectares a 1,2 mil hectares, em grande parte plana, num raio de 60 quilômetros de Fortaleza, e não se limita a uma única fazenda. Na segunda-feira, o empresário visitou áreas no Estado e optou pela instalação de uma fazenda de criação de avestruz e do abatedouro em São Gonçalo do Amarante, a cerca de 54 quilômetros de Fortaleza. “Vamos começar imediatamente a construção dos piquetes”, diz. Uma área de 1,1 hectare dos 300 ha da fazenda Boa Esperança vai abrigar o abatedouro, que começa a ser construído em março de 2005, projeto orçado em cerca de R$ 18 milhões. Maciel prevê que o projeto vai gerar 1000 empregos diretos no Ceará.
Mercado externo
“Pretendemos exportar 95% da produção para Europa e Ásia”, diz ao observar que a meta é formar um plantel de 10 mil casais de aves. No Ceará, as operações do abatedouro devem iniciar-se até o final de 2005. “Não começamos antes porque não existe avestruz em número suficiente”, afirma e observa que esse será o terceiro maior abatedouro do mundo. O primeiro fica na África do Sul e o segundo pertence à própria Avestruz Máster e deverá entrar em operação no primeiro trimestre do próximo ano, na fazenda município de Bela Vista, a 50 quilômetros de Goiânia (GO), com capacidade de abate para mil aves/dia e equipado com tecnologia importada da África do Sul, Itália, Alemanha e produzida em parte no Brasil. Técnicos sul-africanos monitoram as obras. O projeto prevê investimento de R$ 16,5 milhões.
Ciclo completo
O diretor-presidente da Avestruz Máster informa que a partir da construção do abatedouro de Goiás, a empresa vai conclui o ciclo da cadeia produtiva que envolve a carne, couro, plumas e subprodutos. “A previsão é atingir 10 mil avestruzes em fase de abate no prazo de um ano”, afirma. Em Goiás, o grupo controla seis fazendas, e começará com o abate de 200 aves/dia, a partir de abril, mas a tendência é aumentar o volume mensalmente, até chegar em seis meses a mil animais/dia. Na fazenda em Bela Vista, funciona o incubatório com capacidade para chocar 10 mil ovos/mês, restaurante padrão internacional e o frigorífico. A diferença de criação do rebanho bovino para um plantel de avestruz, de acordo com Maciel, é grande. Enquanto em um hectare se cria uma cabeça de boi, na mesma área é possível criar 8 casais – cada casal tem uma média de 15 filhotes. Cada filhote, com 11 meses, vale cerca de R$ 1,380 mil e pesa em torno de 100 a 110 quilos. A empresa comercializa as matrizes e compra os animais mediante contrato. “A partir desta semana, estamos comprando todos os filhotes de criadores do Estado, de um dia até 18 meses”, informa.
Todos os investimentos do grupo Avestruz Master são em recursos próprios. “O financiamento das instituições deve ser utilizado para bancar um casal de aves aos pequenos produtores”, defende. Maciel diz que, a partir da liberação de recursos a compra da matriz a esse criador, a Master se encarrega da construção dos piquetes e fornecimento da ração. “A dívida será paga com os resultados, por meio de fornecimento de filhotes”, adianta. A Master vende o casal de filhotes por R$ 4,6 mil e Maciel afirma que o rendimento fica em torno de 9,6% ao mês, descontado os gastos com manutenção do plantel.
Pelas contas de Maciel, a estrutiocultura movimenta no País cerca de R$ 75 milhões. “A avestruz é a ave dos ovos de ouro”, afirma o empresário, que tem na rota de novos empreendimentos, além de fazendas no Ceará e na Bahia, planos de expansão em Pernambuco. A empresa mantém, em Vitória de Santo Antão (PE), duas fazendas – uma própria, de 50 hectares e 50 piquetes e capacidade para 300 aves. “Vendemos 600 avestruzes em apenas um mês na recém-inaugurada filial de Recife”, adianta. Em 30 dias, o projeto da fazenda de Pernambuco deverá ser concluído. O plano de expansão contempla ainda escritórios no Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas e Paraíba.
A goiana Máster, com sete anos de mercado, considerada a maior criadora de avestruz na América Latina, concentra 13 fazendas próprias, oito arrendadas e 23 franquias no País, gera cerca de 6 mil postos de trabalho diretos no global. “Vamos investir na exportação, pois no mercado interno o preço da carne ainda é alto”, diz. A Alemanha compra hoje 70% da produção israelense, sul-africana e australiana da carne”, diz.
A ave pode ser abatida de 12 a 14 meses – período onde a carne é mais tenra – e tem rendimento médio de 35 quilos de carne por animal. Maciel diz o couro utilizado na confecção de vestuário, acessório e calçados, agrega qualidades como maciez e resistência, enquanto os ovos pensam em torno de 1,5 quilo e têm sabor semelhante aos da galinha. “Uma avestruz também garante cerca de 1,3 quilo de plumas/ano, que podem ser puxadas ou cortadas, pois a reposição ocorre de 6 a 7 meses”, diz. O bico e as unhas são utilizados na confecção de bijuterias e os ossos viram ração, informa o empresário.
Produtos com valor agregado
O paulista Maurício Lupifieri, da Aravestruz, com fazenda e frigorífico em Araçatuba (SP), unidade em condições para 60 mil aves/ano, mas que abate cerca de 3,6 aves/ano, pois faltam animais – e loja no Morumbi Shopping, também tem novos planos para o Ceará. No estado, a empresa já comanda uma unidade de 20 hectares, em Barurité, que funciona há cerca de 1 ano como fazenda escola.
A estratégia envolve o fornecimento de matrizes, capacitação do criador e a compra da produção, além do certificado que permite ao criador recorrer ao financiamento junto ao Banco do Nordeste do Brasil e Banco do Brasil. “Somos uma empresa integradora”, resume. A Aravestruz iniciou a criação em meados da década de 90, com recursos da ordem de US$ 300 mil e tem como forte dos negócios a venda de matrizes, representando 70% da receita do grupo, ficando o frigorífico com os demais 30%. “Agora vamos expandir o projeto para o Ceará”, afirma o empresário que definiu área de 1,2 mil hectare, no distrito de Caracará, município de Sobral, a 180 quilômetros de Fortaleza, para a nova proposta. As obras devem começar em 15 dias. “No próximo ano, vamos construir o frigorífico”, adianta.
Na unidade cearense, a empresa vai trabalhar com produção de animais e pretende chegar a 10 mil filhotes ano, já a partir de 2005. “As condições de climáticas no Ceará permitem a redução de custo. O índice de mortalidade dos animais é menor e as fêmeas produzem mais ovos. São Paulo, em função do com variações de temperatura, exige instalações mais sofisticadas”, esclarece. De acordo com o empresário esses fatores permitem criar a avestruz mais barata do mundo, garantindo alta competitividade. O projeto de Sobral será implementado de forma escalonada, e com recursos próprios e do banco do Nordeste do Brasil “Em novembro as obras devem ser finalizadas e, de dezembro a janeiro, teremos os primeiros filhotes nascidos”, assinala.
Adriana Thomasi

Fonte: Gazeta Mercantil

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A Embrapa Gado de Leite passou a ter o seu primeiro centro de treinamento em bovinocultura de leite na região Centro-Oeste. O centro está funcionando no Núcleo de Apoio à Pesquisa e Transferência de Tecnologia na Região, pertencente à Embrapa Gado de Leite. As atividades de treinamento estão sendo realizadas na Embrapa Arroz e Feijão, próximo à Goiânia, onde já está em atividade um bem estruturado sistema de produção de leite.
Para o Secretário de Agricultura do Estado de Goiás, José Mário Schreiner, “a criação deste centro vem ratificar a importância que Goiás passou a ter na produção de leite nacional”. Para ele, ações como esta, que unem instituições públicas e privadas, são fundamentais para o desenvolvimento do setor no Centro-Oeste. Além das duas Unidades da Embrapa (Gado de Leite e Arroz e Feijão), também contribuíram para a criação do centro o Governo de Estado de Goiás e diversas empresas privadas.
Segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, em comparação com o elevado potencial de produção de leite do Centro-Oeste, há poucos técnicos envolvidos na atividade. “O objetivo desta empreitada é aumentar o investimento em capital humano, treinando multiplicadores e levando as informações tecnológicas de forma efetiva para os produtores”, diz Martins.
A inauguração do centro de treinamento ocorreu no dia 27 de agosto. O evento contou com a participação de estudantes, produtores, representantes da cadeia produtiva do leite, dirigentes sindicais, políticos e pesquisadores. Na ocasião, foram entregues os certificados da primeira turma do curso de “Capacitação técnica em ordenhadeira mecânica”, realizado nos dias 25 e 26 de agosto. Rubens Neiva – Embrapa Gado de Leite
Fonte: Embrapa Gado de Leite

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YEM NGHIA, Vietnã. O silêncio impera numa pequena casa às margens de um rio encoberto por uma plantação de espinafre. O choro de uma menina de 11 meses não é mais ouvido. A criança morreu este mês vítima da gripe de aves que alarma autoridades de saúde em todo o mundo. Aparentemente, ela contraiu a doença de patos, mas cientistas alertam que, à medida que o vírus desenvolve a habilidade de passar de pessoa a pessoa, aumenta o risco de uma epidemia entre seres humanos.
Preocupada com a possibilidade de disseminação da doença, a administração de George W. Bush lançou, na semana passada, um plano de ação, cujo maior objetivo é reduzir ao máximo o número de mortes no caso de uma epidemia.
– Estamos preocupados com o que está acontecendo agora na Ásia e tememos que isso seja o tiquetaque de uma bomba-relógio – comparou Julie Gerberding, diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.
Autoridades internacionais de saúde dizem não saber se a doença começará a se espalhar entre pessoas. Mas afirmam que o vírus está se desenvolvendo rapidamente e já se mostra letal em aves. Em testes feitos em laboratório, revelou ser capaz também de causar a morte de pequenos mamíferos.
Não há vacina disponível, embora alguns fabricantes estejam se preparando para realizar os primeiros testes de segurança dentro de poucos meses. Tamiflu, uma droga antiviral bastante cara, só é eficaz se tomada um ou dos dias depois do surgimento dos sintomas. O vírus poderia ainda desenvolver uma resistência ao remédio, embora isso ainda não tenha sido documentado.
– Até onde sabemos, há muitas coisas que não sabemos – sustenta Anton M. Rychener, responsável pelo escritório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês). – Estamos falando de centenas de milhares de pessoas atingidas se houver uma epidemia a espreita. Me dá calafrios.
Vítimas foram tratadas nos melhores hospitais
O vírus H5N1 infectou 23 pessoas no Vietnã no início do ano, matando 16 delas. Na Tailândia foram 12 doentes, dos quais oito morreram, a despeito dos esforços médicos. Mais de 100 milhões de galinhas foram exterminadas num esforço para deter a doença.
Mas o vírus retornou. Epidemias em granjas já foram confirmadas em 18 províncias da Tailândia e em 11 no Vietnã. Casos isolados foram registrados na Malásia e na China. A doença matou pelo menos três pessoas no mês passado. Entre elas, a garotinha vietnamita.
O epidemiologista Peter Horby, da Organização Mundial de Saúde (OMS), disse que as três mortes foram registradas entre pessoas tratadas nos melhores hospitais e por médicos interessados na doença. Para Horby, mais pessoas já podem ter sido infectadas, mas sua condição não diagnosticada. Aparentemente, todas as pessoas mortas foram infectados diretamente por aves.
Nesta grande comunidade localizada a sudeste de Hanói, onde plantações de arroz são alinhadas por bananeiras e árvores de toranja são patrulhadas por pequenos grupos de patos, galinhas e ganços, as pessoas sabem que a doença mata.
Em pé, ao lado dos cercados onde vivem suas 70 esqueléticas galinhas e dez pombos, Le Thi Huyen diz que muitos moradores da comunidade ainda evitam a casa onde a menina morreu. Quando ela ficou doente, todos ficaram apavorados, lembra. – Protegemos nossas famílias e tratamos de evitar o contato com as galinhas.
Keith Bradsher Do New York Times. Com informações do jornal O Globo
Fonte: New York Times

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 O governo federal anunciou hoje um pacote de redução da carga de impostos para as empresas de softwares. Segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, coordenado pelo ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), as empresas que exportam plataformas de softwares vão ficar isentas do recolhimento de impostos federais. Isso vai representar uma queda de R$ 300 milhões na arrecadação anual de impostos.
O governo também dará a essas empresas a opção de voltar a pagar o PIS/Cofins no sistema cumulativo, com uma alíquota de 3,65%. Hoje, elas são obrigadas a entrar no sistema não-cumulativo, que tem uma alíquota de 9,25%, mas permite descontar os impostos pagos pelos fornecedores. A mudança havia prejudicado as empresas de serviços, que passaram a pagar mais impostos por terem uma cadeia de produção mais curta, e poucos créditos para descontar.
Ficou garantido, no entanto, o direito das empresas que compram esses softwares e estão no sistema não-cumulativo de utilizar o crédito de 9,25% na hora de contabilizar o recolhimento do seu imposto. O governo negou no entanto uma reivindicação das pequenas e microempresas de software, que queriam entrar no sistema de tributação especial do Simples (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições).
Outras duas medidas vão depender ainda de decisões que estão fora do alcance do conselho. Foi encaminhado ao Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) o pedido para acabar com a bitributação dos softwares, que pagam hoje ISS (imposto municipal) e ICMS (impostos Estadual). O governo vai apoiar a mudança para que seja recolhido apenas o ISS, o que vai depender de uma negociação com os Estados. Também será encaminhada ao Ministério de Ciência e Tecnologia uma proposta para acabar com a cobrança de 10% da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre softwares.
Eduardo Cucolo, de Brasília
Fonte: Folha Online

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O Programa de Rastreabilidade Bovina do Rio Grande do Sul foi lançado hoje, dia 30, durante a Expointer-2004, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a 17 quilômetros de Porto Alegre.
O objetivo do Serviço de Apoio às Micro Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae/RS) ao lançar o programa em parceria com a Caixa-RS, Governo do Estado e Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) é colocar o rebanho gaúcho em posição diferenciada de competitividade no mercado mundial da carne. A meta é rastrear 700 mil terneiros do rebanho gaúcho nos próximos 12 meses.
A rastreabilidade consiste na identificacão do produto desde o campo até chegar ao consumidor, com informações sobre alimentação, vacinas, manejos, transferências e movimentações do animal, mesmo depois do seu abate. “A rastreabilidade não é só mais uma exigência para a carne que será exportada, mas uma ferramenta para o produtor dar mais competitividade ao seu produto devido às exigências cada vez maiores do consumidor com relação ao produto que está comprando”, destacou a diretora de Operações do Sebrae/RS, Susana Kakuta, ao apresentar o programa. Para fomentar a rastreabilidade do rebanho, foi criado o Bônus de Rastreabilidade Bovina RS, com o qual o produtor terá isenção da inscrição e anuidade nas certificadoras credenciadas no Sebrae/RS para fazer o trabalho.
Além disso, pagarão apenas R$ 1,50 por animal para fazer o rastreamento e o Bônus, com a criação de um fundo de reserva de R$ 1,050 milhão, cobrirá os R$ 1,50 restantes. O preço médio de mercado para rastreamento por animal é de R$ 4,00.
Cada produtor poderá rastrear 300 animais – terneiros (machos fêmeas). Para aderir ao programa, os interessados devem procurar as regionais e balcões do Sebrae/RS em todo Estado ou obter informações por meio da Central de Atendimento ao Cliente, pelo telefone (51) 3216-5006, ou junto aos seu sindicatos rurais. Na Expointer-2004, os produtores podem dirigir-se ao Estande do Sebrae/RS para fazer o cadastramento no programa. “O agronegócio já representa 40% do PIB (Produto Interno Bruto) gaúcho , portanto, não se faz desenvolvimento sem incentivo ao setor primário”, ressaltou o secretário de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais e presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS, Luis Roberto Ponte.
O programa contará com uma campanha de sensibilização dos produtores sobre a importância da rastreabilidade com a distribuição de 10 mil cartilhas, 2 mil cartazes, 5 mil adesivos, a realização de palestras no interior do Rio Grande do Sul, além da criação de um site com informações para os sindicatos rurais. “A rastreabilidade é uma questão de segurança, de sanidade, de agregar mais valor ao produto e ganhar qualidade para poder exportar e ganhar mais espaço no mercado internacional”, afirmou o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, durante o lançamento do programa. O Programa de Rastreabilidade Bovina RS está alinhado ao Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina), que regulamenta a rastreabilidade de animais no Brasil.
Estiveram presentes no lançamento do programa o governador do Estado, Germano Rigotto, o secretário da Agricultura, Odacir Klein, o representante da Caixa-RS, Rogério Wallau, além de representantes do Ministério da Agricultura e entidades do setor.
Texto de Cari Rodrigues – Sebrae-RS

Fonte: Sebrae – RS

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