O Ministério da Saúde foi informado na última quinta-feira, pela Grã-Bretanha, de que um lote do produto Replenine VF 500, produzido em novembro de 1995, foi preparado com plasma sangüíneo de pessoas que desenvolveram, após a doação, a síndrome de Creutzfeld-Jakobs, a variante humana do mal da vaca louca. Esse medicamento é o hemoderivado fator 9.
Em nota divulgada nesta segunda-feira, o ministério diz que não há evidência de que algum lote contaminado tenha entrado no país.
De acordo com o jornal britânico “The Times”, a Grã-Bretanha exportou para ao menos 11 países derivados de sangue que poderiam estar contaminados com a doença. Desses países, entre eles o Brasil, cinco estariam em um grupo com maior risco de terem importado hemoderivados infectados no final da década de 90. O governo britânico não divulgou quais seriam esses países.
Segundo o ministério, desde 1998 a compra de hemoderivados da Inglaterra é feita com restrição de doadores. Ou seja, a compra só é feita se a produção foi feita a partir de plasmas sangüíneo importados dos EUA.
Lote
O lote em questão foi exportado pela empresa Bio Products Laboratory. Segundo a Coordenação de Sangue e Hemoderivados, a primeira compra do fator 9 feita pelo ministério da empresa inglesa ocorreu em 1999.
Mesmo assim, o governo irá investigar se esse lote do fator 9 entrou no país por meio ilegal –apenas a Saúde está autorizada a fazer compra de hemoderivados.
Sobre três lotes de Vigam (imunoglobulina) produzidos entre 1997 e 1998, também suspeitos de contaminação, o ministério diz, por meio de nota, que irá investigar se esses medicamentos chegaram a entrar no país. Segundo a nota, “a compra de imunoglobulina é realizada diretamente pelos Estados e só depois ressarcida pelo Ministério da Saúde”.
Hemoderivados
Os hemoderivados são feitos a partir do plasma sangüíneo. Como o Brasil não possui nenhuma fábrica que faça esse processamento, os produtos são importados. Eles são usados nos tratamentos de hemofilia (fator 8) e de queimados (albumina), entre outros.
A importação de hemoderivados é o segundo maior gasto do Ministério da Saúde com medicamentos.
Esse assunto ganhou destaque em maio, quando a Polícia Federal começou a investigar o processo de compra desses produtos. Segundo apurações da “Operação Vampiro”, um grupo manipulava a compra de hemoderivados por meio do pagamento de propina. Foi apontado como centro da fraude a Coordenadoria Geral de Recursos Logísticos do Ministério da Saúde. Desde maio, início da operação, foram presas cerca de 20 pessoas, entre funcionários do ministério, lobistas e empresários.
Auditoria realizada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) nas licitações entre 1996 e 2003 para a compra de medicamentos hemoderivados pelo Ministério da Saúde aponta a existência de um cartel entre os fabricantes pelo menos até 2002. O relatório do TCU, finalizado em outubro do ano passado, diz que a prática de cartel permitiu às empresas adotarem preços 50% maiores entre 1997 e 2002.
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

Fonte: Folha de São Paulo

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A Grã-Bretanha exportou no final da década passada para pelo menos 11 países, entre eles o Brasil, produtos sanguíneos que podem estar contaminados com a forma humana da “doença da vaca louca”, aumentando os temores de contaminação da doença, revelou o jornal The Times. O sangue utilizado nos produtos foi doado por nove pessoas que morreram da doença variante Creutzfeldt-Jakob (vCJD) na Grã-Bretanha.
Segundo o diário, autoridades britânicas contataram na semana passada os cinco países que estariam sob maior risco de contaminação por causa dos produtos sanguíneos. O governo britânico, no entanto, não revela quais são esses países. A embaixada brasileira em Londres não recebeu nenhuma notoficação do governo britânico sobre o caso. “Se houve algum comunicado, ele foi feito diretamente para as autoridades em Brasília”, disse um diplomata brasileiro à Agência Estado.
Foram exportados para o Brasil 44.864 frascos de albumina e 80 frascos de imunoglobulina suspeitos de estarem contaminados. Outros países que receberam os lotes dos produtos foram a República da Irlanda, Dubai, Índia, Turquia, Brunai, Egito, Marrocos, Omã, Rússia e Cingapura. Segundo o Times, o caso foi descoberto após o aparecimento no ano passado na Grã-Bretanha de dois casos, nos quais acredita-se que pacientes contrairam a doença através de transfusões de sangue.
Entidades médicas e políticos britânicos condenaram o fato de o governo ter mantido segredo sobre o assunto pois isso pode ter prejudicado o monitoramento da disseminação da doença. Das mais de 150 pessoas que já morreram da doença da “vaca louca”, 143 eram residentes no Reino Unido.
Frances Hall, diretora da entidade Human BSE Foundation, que representa as famílias das vítimas, disse que a recusa do governo britânico em revelar os países que estão sob maior risco é irresponsável. “Está sendo deixado para autoridades estrangeiras a decisão de agir como elas quiserem, mas as maiores precauções precisam ser tomadas em todos os níveis para assegurar que qualquer infeção com o vCJD não ocorra”, disse Hall. “A Grã-Bretanha, tristemente, é líder no vCJD e deveríamos assumir total resposabilidade por isso. Essa doença é uma pena de morte e precisamos tomar todas as precauçòes possíveis”.
Um porta-voz do Departamento de Saúde britânico defendeu a decisão de não revelar os cinco países. Segundo ele, essa ação não seria apropriada e cabe aos países em questão tomar as providências que considerarem necessárias. “Nós estamos fornecendo a eles as informações”, disse o porta-voz. “Adotamos uma estratégia de precaução. Outros países podem adotar a estratégia de não querer fazer nada. Estamos dispostos a aconselhá-los”.

Fonte: Folha do Amapá

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Uma comitiva chinesa composta por três pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências Agrárias (CAAS) – Mei Tao, Chefe da Divisão de Plantas; Ruzhen Chang, pesquisador de Soja; e Liqing Wei, professora associada, Divisão de Pesquisa – visitará a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades de pesquisa da Embrapa, localizada em Brasília, DF, no período de 27 a 30 de setembro. O objetivo é discutir detalhes do programa de cooperação em recursos genéticos, além de outras possibilidades de intercâmbio e transferência de tecnologias entre os dois países.
A vinda da comitiva chinesa ao Brasil é um desdobramento da visita da missão da Embrapa à China, no período de 08 a 21 de maio, quando foi assinado um termo de cooperação técnica e científica entre as duas instituições e definido um plano de trabalho para os próximos três anos. Na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia as discussões estarão centradas nos temas intercâmbio de recursos genéticos e cooperação na área biotecnológica.

Troca de listas de materiais genéticos

A primeira atividade realizada a partir da cooperação técnica entre Brasil e China foi a troca de listas de materiais genéticos que podem ser intercambiados entre os dois países. Essa troca foi efetuada durante a visita do Chefe Geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral, ao Institute of Crop Sciences, em Beijing, China, no período de 31 de agosto a 3 de setembro. A lista de materiais disponíveis para intercâmbio proposta pelo Brasil é constituída de 1607 acessos de recursos genéticos, distribuídos por 12 diferentes espécies, incluindo abacaxi, amendoim, algodão, milho, arroz, trigo, melão, soja, feijão, pimenta, etc. A chinesa tem 1500 acessos de 17 diferentes espécies e, além das espécies já citadas na lista brasileira, traz também: cevada, tomate, alface, repolho, caupi, pepino, repolho chinês, mostarda, sorgo e milheto.
Com a vinda da missão chinesa à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, serão discutidos os detalhes técnicos desse intercâmbio, além de futuras linhas de cooperação na área biotecnológica. Segundo o Chefe Geral da Unidade, os chineses têm interesse especial em soja e arroz de sequeiro (terras altas) e o nosso está mais centrado em soja, arroz híbrido, trigo e hortaliças.
Essa é a quinta unidade de pesquisa da Embrapa que será visitada pela comitiva da CAAS. Eles já estiveram na Embrapa Soja, em Londrina, PR; Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás, GO; Embrapa Trigo, em Passo Fundo, RS, Embrapa Amazônia Ocidental em Manaus (AM) e durante a sua estadia em Brasília, além da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, visitarão também a Embrapa Hortaliças.

Fernanda Diniz
fernanda@cenargen.embrapa.br

Fonte

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Movimentos ligados à sociedade civil protestaram durante toda a semana contra a possibilidade de nova medida provisória (MP) que libere o plantio e a comercialização de produtos transgênicos no país. Na última quarta-feira, integrantes do Greenpeace fizeram uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto para evitar a publicação da MP. Semana passada, grupos pertencentes a movimentos sociais enviaram uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticando a liberação dos produtos geneticamente modificados sem qualquer estudo prévio de impacto ambiental e de risco para a saúde dos consumidores. Para esta semana, várias manifestações estão agendadas em todo o país.
Na carta, representantes de 11 grupos, como Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), chegam a dizer que a edição de uma MP colocará “em posição de profunda frustração com o governo os que, no Brasil e no exterior, aplaudiram a nomeação da ministra Marina Silva (Meio Ambiente) como uma garantia de que as questões ambientais e da sustentabilidade do desenvolvimento seriam assumidas por um governo brasileiro”.
O pedido deles é para que o governo recupere a essência do projeto de Lei de Biossegurança e exija a implementação da rotulagem nos produtos transgênicos. Segundo a nota, “os representantes do governo aprovaram nas comissões do Senado um substitutivo que contraria totalmente o projeto de lei enviado pelo Executivo”.
Em 2003, o governo editou uma MP que autoriza a comercialização e produção da soja transgênica em todo o país. Em seguida, encaminhou ao Congresso Nacional, em dezembro do ano passado, o projeto de Lei de Biossegurança, que regulamenta a pesquisa de organismos geneticamente modificados. Este projeto foi aprovado pela Câmara em fevereiro último e atualmente encontra-se no Senado. Na última semana, o Senado adiou para o dia 5 de outubro a votação deste projeto, por falta de quorum.
Cabe agora ao governo avaliar qual será a melhor solução para os agricultores que aguardam autorização para o plantio de soja transgênica no início de outubro. Na próxima terça ou quarta-feira, Lula se reúne, no Palácio do Planalto, com o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, e o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), para decidir se edita uma medida provisória liberando o plantio do produto no país.
Leia a íntegra da carta:
“Exmo. Sr. Presidente da República,
“As entidades e movimentos abaixo assinados assistiram estarrecidos às negociações ocorridas no Senado Federal entre o Ministro Aldo Rebelo e o líder do governo, senador Aloízio Mercadante, e as bancadas da base e da oposição para votar o projeto de lei de Biossegurança enviado por V.Ex.a e aprovado, na sua essência, pela Câmara de Deputados.
“Apesar da manifesta oposição da Ministra Marina Silva e da sociedade civil organizada, os representantes do governo fizeram aprovar nas comissões do Senado um substitutivo que contraria totalmente o projeto de lei enviado por V.Ex.a, e que viola de forma flagrante vários preceitos constitucionais. É imprescindível que os Estados da Federação tenham o direito e a autonomia para estabelecer suas próprias legislações sobre os organismos transgênicos, assim como já o fizeram Paraná, Pará, Santa Catarina, Goiás e Rio de Janeiro.
“Mais chocados ainda ficaram as signatárias com a notícia veiculada pela imprensa que V.Ex.a prepara-se para enviar ao Congresso uma Medida Provisória incorporando este mesmo substitutivo inconstitucional e oposto ao projeto que V.Ex.a assinou, sem dar margem à Câmara de Deputados de corrigir as modificações introduzidas pelo Senado no PL de sua autoria e que o desfiguraram totalmente.
“A proposta aprovada nas Comissões do Senado e que V.Ex.a prepara-se para introduzir em uma MP viola o Princípio da Precaução da Convenção da Biodiversidade, convenção assinada pelo Brasil. Ela prefigura a liberação dos transgênicos sem qualquer estudo prévio de impacto ambiental e de risco para a saúde dos consumidores sem que tais produtos tragam qualquer benefício para os produtores e exportadores brasileiros.
“V.Ex.a aceitou, sem ouvir opiniões contraditórias, a propaganda pró transgênicos de alguns cientistas da Embrapa, das empresas multinacionais de biotecnologia e dos produtores de soja do Rio Grande do Sul, estes últimos iludidos por resultados aparentes e de curto prazo.
“Esperamos ainda que V.Ex.a não amplie a liberação indiscriminada dos transgênicos por medida provisória e que o governo recupere a coerência, defendendo o PL apresentado por V.Ex.a à Câmara de Deputados e garantindo a segurança ambiental, dos consumidores e a soberania nacional, feridas de morte pelo substitutivo mencionado. Neste sentido, exigimos que a rotulagem dos produtos transgênicos seja de fato implementada.
“As espantosas incorreções e equívocos do governo de V.Ex.a neste tema colocam a sociedade civil organizada em posição de profunda frustração com o seu governo e desiludem os que, no Brasil e no exterior, aplaudiram a nomeação da Ministra Marina Silva como uma garantia de que, finalmente, as questões ambientais e da sustentabilidade do desenvolvimento seriam assumidas por um governo brasileiro.
Ainda com últimas esperanças”,
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC)
Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor (FNECDC)
Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA)
Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)
Centro de Pesquisa e Assessoria (Esplar)
Rede Ecovida de Agroecologia
ActionAid Brasil
Movimento dos pequenos agricultores (MPA)
Movimento das Mulheres camponesas (MMC)
Movimento dos atingidos por Barragens (MAB)

Fonte: Correio do Brasil

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Em entrevista ao Portal Agrosoft, Miguel de Castro Neto, executivo da Agri-Ciência, empresa de consultoria portuguesa especializada na estratégia, planejamento e gestão de negócios agrícolas e de tecnologias de informação, fala sobre a importância do Agrosoft 2004 no estreitamento das relações entre empresas européias e brasileiras de rastreabilidade e segurança alimentar.

Castro Neto também destaca a crescente preocupação dos portugueses e europeus com a segurança alimentar e alerta os produtores brasileiros, especialmente os agropecuaristas, para terem uma atitude pró ativa: “aqueles (produtores) que conseguirem colocar a disposição dos consumidores produtos perfeitamente identificados e com um percurso do produtor ao consumidor totalmente transparente terão uma vantagem competitiva incontornável”. A Agri-Ciência é parceira do Agrosoft 2004, sendo responsável pela organização do evento em Portugal.

PORTAL AGROSOFT: Na sua opinião, qual a importância do Agrosoft 2004 – Rodada Internacional de Negócios, no estreitamento das relações entre empresas européias e brasileiras na área de rastreabilidade e segurança alimentar? Qual a importância do evento está sendo realizado em Portugal?

MIGUEL DE CASTRO NETO: A Europa em geral e Portugal em particular têm vindo a tornar-se um mercado importador de carne de bovino brasileira cada vez mais importante o que, face ? s crescentes preocupações com a higiene e segurança alimentar que vieram reforçar as questões relacionadas com a rastreabilidade, coloca o Agrosoft 2004 no local de encontro privilegiado para os agentes que, em Portugal e no Brasil, se movimentam neste setor de atividade. Assim, este evento, ao reunir os intervenientes portugueses e brasileiros no campo da rastreabilidade da carne de bovino será, sem dúvida, uma oportunidade única não só para trocar experiências, mas principalmente para lançar as sementes de relações de parceria estratégicas, suportadas por interesses e língua comuns, tornando-se Portugal a porta de entrada privilegiada para o mercado europeu.

PORTAL AGROSOFT: Como a Agri-Ciência estará contribuindo para a efetivação dos objetivos do evento?

MIGUEL DE CASTRO NETO: A Agri-Ciência, enquanto empresa de consultoria para o setor agrícola, tem particular interesse na utilização das tecnologias de informação e comunicação como infra-estrutura de suporte a soluções de rastreabilidade, tendo já efetuado algumas incursões exploratórias nesta temática. Neste contexto, a Agri-Ciência considerou a realização deste evento uma oportunidade única para dinamizar a questão da rastreabilidade no setor em que desenvolve a sua atividade, tendo apostado no apoio a esta iniciativa. Esperamos que o Agrosoft 2004 venha a reunir os principais “players” nacionais com os congéneres brasileiros, nomeadamente representantes das instituições de ensino e de investigação, de empresas transformadoras, de entidades certificadoras, de empresas de tecnologias de informação e de investidores.

PORTAL AGROSOFT: Que recado o Senhor daria aos agropecuaristas brasileiros para que eles possam estar se inserindo de maneira sólida no exigente mercado europeu de alimentos?

MIGUEL DE CASTRO NETO: Conforme referi, as crescentes preocupações com a higiene e segurança alimentar que se manifestam atualmente no espaço europeu exigem dos produtores em geral uma resposta muito forte em termos de gestão de informação e de transparência do processo produtivo. De fato, num mercado com consumidores cada vez mais atentos e mais preocupados com a sua dieta alimentar, aqueles que conseguirem colocar ao seu dispor produtos perfeitamente identificados e com um percurso do produtor ao consumidor totalmente transparente terão uma vantagem competitiva incontornável. Se é verdade que a nível europeu a legislação em vigor já regulamenta muitas destas questões, também é verdade que as exigências efetuadas sobre a carne importada ainda não são tão fortes, mas acreditamos que será apenas uma questão de tempo até que através dos acordos de comércio internacional, isto venha a acontecer. Assim, aqueles que tiverem uma atitude pró ativa e preparem esta mudança inevitável conseguirão obter uma vantagem concorrencial que poderá marcar a diferença entre o sucesso e o fracasso.

PORTAL AGROSOFT: Discorra sobre a Agri-Ciência e suas atividades no meio rural.

MIGUEL DE CASTRO NETO: A Agri-Ciência é uma empresa de consultoria que iniciou a sua atividade em fevereiro de 2000. A sua missão é apoiar os seus clientes na melhoria e no progresso das suas atividades, através da prestação de serviços de auditoria e consultoria técnica e econômica nas áreas da estratégia, do planeamento e gestão, da programação operacional e das novas tecnologias de informação e comunicação, formação e marketing. A Agri-Ciência é constituída por uma equipa multidisciplinar, cujos elementos são altamente qualificados e cuja competência é reconhecida no setor em que trabalham. A nossa empresa tem realizado uma série de projetos tais como: diagnóstico de análise estratégica de empresas, planos de desenvolvimento agrícola regional, avaliações de propriedades agrícolas, análise e avaliação de projetos de investimento, estudos de impacto ambiental (uso do solo e atividades agrícolas), desenvolvimento de estratégias na Internet, bases de dados relacionais, sistemas de informação geográfica, formação (marketing, boas práticas agrícolas e tecnologias de informação) e marketing e comercialização (estudos de mercado).

Fonte: Portal Agrosoft

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A primeira edição do Rally da Pecuária, que fará um mapeamento da pecuária brasileira, será realizado de 27 de setembro a 18 de outubro e percorrerá 10.962 quilômetros e oito estados, onde se concentram importantes pólos produtores.
O Rally da Pecuária levantará, entre outras informações, as diferenças existentes entre as regiões, as tecnologias mais promissoras e qual a sustentabilidade dos diversos sistemas de produção. O resultado será uma mostra representativa do cenário da pecuária brasileira.
Durante três semanas, o Rally da Pecuária passará por oito estados: Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Goiás e Minas Gerais. A equipe inicia a trajetória no dia 27, em Presidente Prudente (SP) passando por Dourados (MS), Campo Grande (MS), Coxim (MS), Cuiabá (MT), Alta Floresta (MT), Redenção (PA), Palmas (TO), Gurupi (TO), Goiânia (GO), Rio Verde (GO), Uberaba (MG), Barretos (SP), Araçatuba (SP), Paranavaí (PR) e Maringá (PR).
Em cada município, a equipe fará visitas a produtores, levantando informações importantes sobre seu rebanho, raças criadas, manejo de pastagens, tecnologias empregadas, índice de produtividade, entre outras.
Nas cidades de Presidente Prudente, Campo Grande, Cuiabá, Alta Floresta, Redenção, Gurupi, Goiânia, Uberaba, Araçatuba e Maringá haverá evento à noite, com palestras sobre mercado e técnicas, proferidas pelo economista Alexandre Barros de Mendonça e pelo engenheiro agrônomo José Carlos Hausknechc. 
O Rally da Pecuária é um projeto das empresas de consultoria MB Agro e Agroconsult, essa última também foi responsável pela realização do Rally da Safra 2004. Patrocinam o evento a Dow AgroSciences, o Banco do Brasil, a Bunge Nutrição Animal e a Link Corretora.

Fonte: Agronet

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Encerrou-se em São Paulo, no última dia 23, a Conferência Internacional sobre Rastreabilidade de Alimentos, que reuniu mais de 350 especialistas, pesquisadores, representantes de certificadoras, além de técnicos das áreas de vigilância sanitária e agropecuária, contoando ainda com a participação de especialistas franceses, italianos, espanhóis, ingleses, holandeses e alemães. O objetivo do evento foi trocar conhecimentos e experiências em certificação de alimentos e rastreabilidade na cadeia produtiva.
Essa troca de experiências sobre os diversos sistemas de certificação ajudará a balizar, no futuro, os pleitos do Brasil e do próprio Mercosul nas relações de comércio internacional, observa Juaquim Naka, responsável pela implementação do Sistema Agrícola de Produção Integrada (SAPI). Para ele, esse sistema integrado de produção garantirá a qualidade do produto final.
A rastreabilidade, segundo ele, permitirá o controle de riscos em qualquer etapa do processo produtivo, viabilizando providências rápidas para resguardar a saúde do consumidor. “A conferência sinaliza que os mercados vão se tornar cada vez mais exigentes, obrigando os países a investir em sistemas eficientes de rastreabilidade de alimentos”, afirma.
Os sistemas adotados nos diversos países que participaram da conferência consideram a rastreabilidade como fator fundamental para garantir a qualidade e sanidade dos produtos de origem animal. Os principais mercados do mundo não aceitam produtos sem uma convincente certificação de qualidade, avaliaram os especialistas participantes da conferência.

Fonte: Agronet

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Evento em Brasília vai reunir técnicos de informática de todos os centros de pesquisa da Embrapa para elaborar plano de implantação de software livre e certificação digital. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, inicia a migração de software proprietário para software livre em todos os seus centros de pesquisa espalhados pelo país. A estratégia segue a linha do governo federal, que busca economizar recursos públicos, favorecer o aumento da soberania tecnológica do Brasil e incentivar programas de inclusão digital.
De 27 de setembro a 1º de outubro, acontece na sede da Embrapa, em Brasília, o “I Workshop para implantação de software livre na Embrapa”, um evento organizado pelo Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) da empresa e pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP). “O objetivo do encontro é capacitar os técnicos de gerência de redes de comunicação, de segurança da informação e de suporte e atendimento ao usuário, para que eles possam iniciar o processo de implantação e adoção de software livre e de certificação digital na Embrapa”, informa o chefe do DTI, Moacir Pedroso Júnior.
Essa etapa estava prevista quando da criação na empresa, em março passado, da Rede de Software Livre para Agropecuária – Rede AgroLivre (www.agrolivre.gov.br). O projeto tem apoio financeiro do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), órgão ligado à Casa Civil da Presidência da República, que investiu R$ 540 mil na Rede. De acordo com estimativas do DTI, apenas na sede da empresa, a adoção de software livre vai permitir redução de, aproximadamente, R$ 800 mil por ano, atualmente gastos com licenças de uso de software proprietário.
Repositórios
Também está disponível na internet o Repositório de Software Livre Agropecuário (http://repositorio.agrolivre.gov.br), uma das metas da Rede AgroLivre. A partir de agora, interessados em participar do desenvolvimento ou em criar projetos para o domínio agropecuário podem utilizar o repositório como infra-estrutura para o desenvolvimento colaborativo e distribuído de sistemas e oferta desses aos usuários.
Durante o workshop, a Embrapa vai lançar um repositório para os softwares corporativos desenvolvidos na empresa, com o objetivo de facilitar a troca de conhecimento, idéias e tecnologia, garantir maior interatividade entre sistemas por meio de uso de padrões abertos e facilitar o desenvolvimento de software de forma distribuída e colaborativa. A manutenção ficará sob responsabilidade do DTI, que é o departamento responsável pela definição das políticas de adoção de software na Embrapa.
O repositório para uso agropecuário apresenta, inicialmente, o código-fonte dos softwares já desenvolvidos pela Embrapa Informática Agropecuária e que estavam anteriormente no sítio da Rede AgroLivre. São eles: HiperEditor e HiperVisual, ferramentas para manipulação e visualização de informações em formato de árvore hiperbólica; módulos do Software Científico (SOC), para análise de regressão e cálculo matricial; e Lactus, para gerenciamento de rebanho leiteiro, o qual contou, no desenvolvimento, com a parceria da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP). Desde que os programas se tornaram disponíveis gratuitamente na internet, já foram feitas cerca de 9 mil cópias.
Este repositório para software livre agropecuário constitui-se como infra-estrutura essencial para permitir ações de incentivo ao desenvolvimento de software para o setor, destaca a chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Informática Agropecuária, Sônia Ternes.
O projeto visa tornar disponíveis como software livre outros programas já desenvolvidos pela empresa e incentivar pesquisadores a participarem do repositório, durante o desenvolvimento de novos sistemas. Sônia ressalta que o repositório destina-se a manter sistemas de uso no setor agropecuário, que atendam às comunidades científica e acadêmica, proprietários rurais e empresas públicas e privadas. Esses programas podem ser desenvolvidos pela Embrapa, por outras instituições públicas e até mesmo pela iniciativa privada.
Nadir Rodrigues Pereira
nadir@cnptia.embrapa.br

Fonte: Embrapa Informática Agropecuária

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Brasil e Estados Unidos voltam à mesa de negociações na próxima segunda-feira (27/9), durante reunião do Comitê Consultivo Agrícola (CCA), em Washington. Liderada pelo secretário-executivo do Ministério da Agricultura, José Amauri Dimarzio, a delegação brasileira vai tratar de vários temas ligados às áreas sanitária e fitossanitária, envolvendo as exportações de carnes bovina e de frango in natura, sucos, frutas e água de côco, entre outros produtos.
“Nossa intenção é mostrar ao Comitê Consultivo de Agricultura Brasil-Estados Unidos os avanços nas áreas de defesa sanitária animal e vegetal”, afirmou o secretário. Além disso, acrescentou, o governo federal está investindo cada vez mais na defesa sanitária para conferir qualidade e competitividade aos produtos agropecuários.
A delegação brasileira vai apresentar aos americanos um inventário do que já foi realizado pelo Brasil na área de sanidade para acelerar o andamento de vários assuntos relacionados ao comércio bilateral. “Esperamos que eles aprovem os requisitos sanitários e análise de riscos de pragas para a importação das carnes, frutas e de outros produtos em fase de negociações.”
Outros temas constam da agenda da delegação brasileira em Washington, como o pedido para que os americanos reconheçam as áreas livres de peste suína clássica e africana, a abertura do mercado ao mamão da Bahia e do Rio Grande do Norte e substituição de técnicos americanos por brasileiros na inspeção de tratamento hidrotérmico das mangas exportadas para aquele país. Em contrapartida, os EUA estão interessados em discutir a revisão pelo Brasil dos requisitos fitossanitários para o trigo americano e exportação de material genético de cabras e ovelhas, entre outros.
Da Redação do Agrinova Web

Fonte: Agrinova Web

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Três das maiores cadeias agroindustriais do mundo e do maior interesse para o Brasil (soja, carnes e algodão) estarão em pauta no seminário “Competitividade das Cadeias Agroindustriais no Mercosul Ampliado”, que acontece na próxima segunda-feira (27/9), em Motividéu, Uruguai. Promovido pela Food and Agriculture Organization (FAO), entidade ligada à agricultura e alimentação da ONU, irá discutir novas políticas e projetos de investimento para melhorar a competitividade das cadeias produtivas algodão no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia.
O encontro contará com o ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca do Uruguai, Martin Aguirrezabala, para debater os desafios do aprofundamento das relações entre os países membros e as políticas públicas no Mercosul. O diretor do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Edílson Guimarães, apresentará as políticas adotadas pelo Brasil nas três cadeias agroindustriais. Ao final dos diagnósticos setoriais, serão traçados os perfis dos projetos de investimento regional em três áreas: cooperação e implementação de equivalências nos planos de rastreabilidade da cadeia bovina; diversificação da produção de oleaginosas, com um estudo específico para a produção de biodiesel no Brasil; e desenvolvimento da cotonicultura familiar para a cadeia têxtil.
Da Redação do Agrinova Web

Fonte: Agrinova Web

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A polêmica discussão sobre o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) voltou a ser destaque na tarde de hoje (24/9) em Brasília. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elaborou um documento que foi encaminhado à imprensa, informando os órgãos de comunicação que todo o sistema produtivo é unânime em considerar que a adesão ao Sisbov deve ser facultativa e não obrigatória, como prevê o governo federal. “Não aceitamos os prazos impostos pelo Ministério”, afirma Antenor Nogueira, presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da CNA.
De acordo com o representante dos pecuaristas, a obrigatoriedade provoca uma interferência econômica no setor produtivo, uma vez que os pecuaristas perdem, em sua opinião, poder de negociação junto aos frigoríficos. “Os frigoríficos exportadores é que deveriam ir atrás dos animais rastreados para atender o mercado externo, principalmente o Europeu. Todos o principais concorrentes do Brasil adotam o sistema de adesão”, explica Nogueira.
O principal motivo para tanto barulho é o aumento no custo de produção da pecuária de corte que a rastreabilidade provocaria. Segundo Nogueira, além dos custos normais, rastrear o rebanho custaria de R$ 4 a R$ 5 por cabeça. “Por que alguém que produz um animal sem padrão para exportação precisa rastrear o rebanho?”, questiona Nogueira, ao lembrar que a sanidade é controlada pela Guia de Trânsito Animal (GTA) e não pela rastreabilidade.
Alexandre Inacio

Fonte: Agrinova Web

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Pesquisadores do Illinois, Estados Unidos, descobriram que lagartas que atacam raízes de milho encontraram uma maneira de driblar a defesa do novo milho transgênico da Monsanto, desenvolvido justamente para proteger a planta dessa praga. Eles constataram que as lagartas causaram danos expressivos às raízes do milho transgênico YieldGard Rootworm, colocando a produção a perder.
 “Nunca subestime a capacidade das lagartas do milho de superar nossas expectativas”, disse o entomologista Kevin Steffey, da Universidade do Illinois, que conduziu a pesquisa junto com o colega Mike Gray.
Em resposta ao estudo, Lee Quarels, gerente de relações públicas da Monsanto, disse que o produto foi cultivado em 2 milhões de acres por 20 mil produtores e que apenas alguns deles enviaram à empresa os relatórios de performance. A lagarta é conhecida como “a praga de um bilhão de dólares”, em alusão ao prejuízo que causa todos os anos à indústria de milho americana.
O milho YieldGard Rootworm – desenvolvido pela Monsanto e comercializado em 2003 – contém um gene do Bacillus thuringiensis (Bt), que produz uma proteína (Cry3Bb1) capaz de, teoricamente, matar a lagarta.
Os autores do estudo disseram que, nos testes, os danos provocados pela praga neste milho da Monsanto foram maiores que os esperados. “Ainda acreditamos que o YieldGard Rootworm é um produto viável para o manejo da lagarta. Mas a performance menor que a esperada em nossos testes exige investigação”, afirmam os pesquisadores.

Fonte: Estado de São Paulo

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O algodão naturalmente colorido desenvolvido pela Embrapa está fazendo grande sucesso entre os consumidores brasileiros e estrangeiros e tem a vantagem de ter incentivado a economia familiar nordestina, principalmente nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte, além de ser ambientalmente mais saudável, por não necessitar de tingimento químico, o que evita a emissão de poluentes e reduz a utilização de água e energia. Hoje, já existem vários produtos feitos com algodão colorido, como roupas, toalhas de mesa, caminhos de mesa, redes etc.
Quem quiser conhecer esses produtos e saber mais sobre essa tecnologia, deve visitar o estande da Embrapa na 30ª Feira Botânica do Shopping CasaPark, em Brasília, DF, que acontece nos dias 25 e 26 de setembro. O público vai conhecer também as tecnologias de outras duas unidades de pesquisa – a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Hortaliças, ambas localizadas em Brasília, DF – que incluem mais uma novidade: uma cenoura com maior teor de vitamina A e mais doce que as variedades encontradas no mercado, que poderá ser degustada no estande.
O algodão colorido já era utilizado pelos Incas desde 4500 AC e por outros povos antigos das Américas, África e Austrália. Com a industrialização, as fibras coloridas, inerentes à maior parte das espécies primitivas de algodão, foram deixadas de lado, passando a ser utilizadas apenas para fins ornamentais e artesanais. Mas a Embrapa, que sempre acreditou na natureza como um banco de genes, e tem na conservação e estudo dos recursos genéticos um de seus alicerces, investe na preservação de espécies coloridas de algodão desde 1984. A partir de 1989, a Embrapa Algodão, unidade de pesquisa da Embrapa em Campina Grande, Paraíba, passou a desenvolver pesquisas para o melhoramento dessas espécies.
Em 2001, a Embrapa apresentou ao país a primeira cultivar brasileira de algodão colorido obtida por melhoramento convencional: a cultivar BRS Marrom. Hoje a Empresa – que já lançou a nova variedade BRS Verde- comemora, junto com a região nordeste, a contribuição dessas variedades para o resgate da produção de algodão nas terras do semi-árido, onde a cultura tinha praticamente desaparecido em função de uma praga devastadora, conhecida como bicudo do algodoeiro.
A fibra colorida possui valor de mercado 30 a 50% superior às fibras de algodão branco normal. A cultivar foi desenvolvida pela Embrapa para pequenos agricultores e já gerou inúmeros benefícios para as cooperativas de tecelãos e artesãos, pela produção e exportação de roupas. Grande parte da produção é destinada ao exterior porque alcança preços 100% mais altos do que no mercado interno, já que os consumidores externos dão preferência a produtos ecológicos e socialmente corretos.
A 30ª Feira Botânica do Shopping CasaPark acontece no dia 25 de setembro (sábado) das 10 às 21 horas, e no dia 26 (domingo) , das 10 às 18 horas. O endereço é SGCV/Sul Lote 22, Brasília-DF, ao lado do Carrefour Sul.

Fernanda Diniz
fernanda@cenargen.embrapa.br


Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Não são apenas a agricultura e as indústrias que estão lucrando mais com as exportações brasileiras. O crescimento de 34% registrado nas vendas externas do país até agosto deste ano também está engordando o faturamento das empresas que certificam as mercadorias embarcadas.
São companhias como a suíça SGS, a inglesa BSI e a norueguesa DNV, entre outras. Elas verificam se os produtos que entram e saem do Brasil estão seguindo o padrão de qualidade exigido pelos clientes. Se a mercadoria recebe o aval delas, é dado o sinal verde para que ela siga até seu destino. Assim, quanto mais o Brasil exporta, mais as certificadoras ganham também.
Até agosto, a receita da SGS seguiu de forma muito próxima a evolução das vendas externas. Cresceu 36%, o que deve levar a companhia a encerrar o ano com um faturamento de cerca de R$ 100 milhões, ante os R$ 74 milhões de 2003. Em 2002, a receita da companhia era de R$ 40 milhões.
Isso leva Maurice Politi, presidente da SGS do Brasil, a crer que em dois anos a receita da companhia dobrará. O segmento que mais cresceu neste ano, segundo ele, foi o de mineração, que teve um aumento de 80%, puxado pelas exportações da Vale do Rio Doce.
A área agrícola ainda é a mais importante para a empresa, com 33% dos negócios. Mas a missão de Politi é fazer crescer a certificação de bens de consumo, como calçados, brinquedos e têxteis, ainda pouco exploradas. “As exportações desses itens vêm crescendo no Brasil e temos de acompanhar esse movimento”, afirma Politi.
Politi é o primeiro brasileiro a comandar a SGS no país. Depois de começar sua carreira como jornalista de comércio exterior, o executivo foi trabalhar na SGS há 24 anos. Já passou pelo Quênia, México e Argentina. “Agora, depois de passar por países com exportações tão diferentes, vim aplicar todos os conhecimentos no Brasil.”
Outras gigantes mundiais também estão de olho na onda exportadora brasileira. É o caso da inglesa BSI, que só trabalha com a certificação de sistemas de gestão. A partir do próximo ano, a empresa começará a atestar mercadorias.
“A certificação é a grande alavanca do Brasil no mercado externo. Quando um produto é reconhecido, é porque ele tem qualidade, e o cliente vê isso com bons olhos”, diz Sérgio Constantino, responsável pela criação dessa nova área na BSI. A empresa está interessada nas áreas de alimentos, petróleo, gás, médica e química. Segundo Constantino, a idéia da BSI é aproveitar o laboratório de inspeção que a empresa já tem no porto de Santos (SP), que hoje faz apenas inspeção de produtos. A BSI ainda não consegue mensurar o quanto a nova atividade pode incrementar em sua receita no Brasil.
Para a DNV, que faturou R$ 55 milhões em 2003, as áreas mais importantes têm sido as de certificação de alimentos e de petróleo. “Os importadores estão mais preocupados em saber como é a higiene dos fabricantes de alimentos e qual o tipo de fertilizante usado”, afirma o diretor Samuel Barbosa.
Já a Bureau Veritas acredita que a maior demanda deve surgir em alimentos, área na qual entrou faz apenas dois anos. Hoje, o maior crescimento vem dos eletrônicos, que, para entrar em um país, precisam seguir especificações.
Carolina Mandl De São Paulo

Fonte: Jornal Valor Econômico

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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou ontem (23/9) em Curitiba que ainda há tempo hábil para ser votado o projeto da Lei de Biossegurança, que trata dos transgênicos. Para ela, a população está à espera de uma lei que regulamente a questão, e não de uma nova medida provisória. Já em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem a possibilidade de editar uma MP para resolver o problema do plantio da soja transgênica para a safra 2004/2005. A ministra esteve participando da inauguração da sede estadual do Ibama.
“Ainda estamos na expectativa de que o Senado, após o dia 3, possa apreciar a matéria”, afirmou a ministra. “Como o plantio (da soja) só vai acontecer depois do dia 10, ainda haveria tempo hábil para, em regime de urgência urgentíssima, ser votado o projeto. Até porque a sociedade brasileira tem expectativa de um marco legal estruturante, não apenas de instrumentos de medida provisória”, declarou. No Senado, a votação do projeto de lei está marcado para o próximo dia 5. Apesar das declarações, a ministra disse que não poderia antecipar nenhuma posição do governo em relação à questão “porque não tive oportunidade de conversar com o presidente”. Lula chegou ontem de viagem pelos Estados Unidos, onde liderou o encontro da Ação Mundial contra a Fome e a Pobreza, promovido pela ONU.
Para a ministra, a Lei de Biossegurança não visa apenas regulamentar a questão dos transgênicos. “O que estamos procurando é criar um processo virtuoso que salvaguarde os compromissos internacionais que o Brasil assumiu quando ratificou a convenção da biodiversidade, protocolo de Cartagena e quando sinalizou muito fortemente em seu projeto que iria respeitar o interesses dos pesquisadores, consumidores e produtores, mediante o princípio da precaução”, afirmou a ministra. “E princípio da precaução não significa ser contra ou a favor de organismos geneticamente modificados, mas ter um regramento que possibilite tanto a licença para o plantio da soja transgênica para aqueles que assim quiserem, como assegurar para aqueles que quiserem continuar fazendo seus plantios convencionais possam fazê-lo.”
Sobre a intenção do governador Roberto Requião em transformar o Paraná em área livre de transgênicos, a ministra afirmou que se trata de algo legítimo. “Certamente o Estado está baseado em oportunidades de mercado, naquilo que é a tendência dos consumidores de quererem produtos que tragam benefícios, tanto do ponto de vista da saúde como do meio ambiente.” Segundo a ministra, “de acordo com o marco legal que está se estabelecendo, esse pleito deverá ser atendido”.
Lula, porém, admite emitir nova MP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem a possibilidade de editar uma medida provisória para resolver o problema do plantio da soja transgênica para a safra 2004/2005. A intenção é permitir que os produtores agrícolas que utilizam sementes transgênicas não sejam prejudicados e possam iniciar o plantio no próximo mês.
Lula disse que também pensava que no Brasil não havia o uso de produtos transgênicos e foi tomado de surpresa ao saber, quando tomou posse, que mais de 9 milhões de toneladas de soja produzida no Rio Grande do Sul era geneticamente modificada. O presidente disse que não podia “mandar queimar” toda uma safra de soja, principalmente num país onde o problema da fome ainda existe. “Por isso editei uma medida provisória naquela época para resolver o problema. O projeto da Lei de Biossegurança foi mandado ao Congresso, a Câmara já votou e o Senado está discutindo há muito tempo. Se for importante, se tiver acordo, eu posso fazer a edição da MP dos transgênicos”, afirmou Lula.
A idéia do Planalto é aproveitar o texto da Lei de Biossegurança e editar a MP apenas para garantir a legalidade do plantio da próxima safra.
Mau negócio
O governador Roberto Requião afirmou ontem, logo após almoço com a ministra Marina Silva, não acreditar na edição de uma nova MP pelo governo federal liberando o plantio de transgênicos. “Não acredito que o Lula faça isso. Se fizer, vai ser uma tristeza, um grande mal para o País”, afirmou. Segundo o governador, mesmo que o plantio de transgênicos seja liberado, a posição do governo do Paraná continua a mesma. “O Porto de Paranaguá não pode exportar transgênico, pois não temos como segregar. Além disso, nossos clientes querem qualidade, não querem comprar isso”, afirmou. “Porque nós iríamos substituir nossa tecnologia, pesquisa, pela duvidosa semente transgênica monopolizada por uma empresa?”, questionou o governador.
Lyrian Saiki

Fonte: Paraná-Online

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No período de um ano, de julho de 2003 a agosto de 2004, o Estado da Bahia devolveu 98,4% das embalagens de agroquímicos consumidas. Os números foram divulgados esta semana pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). De acordo com o Instituto Nacional de Embalagens Vazias de Agrotóxicos (InpEV), órgão regulador da atividade, durante o primeiro semestre deste ano, 10.400 toneladas de recipientes vazios foram retirados do campo, em todo o país. A estimativa é que, até o fim do ano, 15.300 t dos vasilhames sejam devolvidos.
A campanha de recolhimento, visando a educação sanitária de toda a cadeia produtora, faz parte do Projeto Campo Limpo, desenvolvido pelo inpEV, em parceria com a Adab. Segundo o diretor de Defesa Sanitária da Adab, Cássio Peixoto “o êxito do projeto é fruto da mobilização de todo elo da cadeia produtiva, incluindo a sociedade, as empresas associadas e as entidades de classe ao transmitir exemplos de responsabilidade ambiental e social efetiva.”
Na Bahia, a primeira estrutura para o recolhimento das embalagens foi criada em julho de 2001, no município de Barreiras. Desde então, um total de sete centrais de recebimento foram construídas no estado. Aalém de Barreiras, os municípios de Conceição do Jacuípe, Irecê, Teixeira de Freitas, Vitória da Conquista, Itabuna e Bom Jesus da Lapa também possuem centrais. Para o diretor Geral da Adab, Luciano Figueiredo, “um projeto muito eficaz, em que, traduzido os números, ganha tanto o meio ambiente quanto toda a sociedade. É sinônimo de saúde na mesa do consumidor”.
Por serem altamente tóxicas as embalagens passam por um processo de tríplice lavagem. Após essa etapa os vasilhames são reciclados para transformação em conduítes elétricos e na construção civil. Atualmente, existem mais de 10 artefatos produzidos através do material. Por isso, na avaliação do diretor geral da Adab, “merece destaque a atitude, ecologicamente correta dos produtores rurais baianos, de devolver vasilhames de agrotóxicos vazios”.
Por Redação com ACS/Adab – de Salvador

Fonte: Correio do Brasil

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Os 11 maiores portos do Brasil terão R$ 62,6 milhões para obras de melhoria na sua infra-estrutura. Entre as medidas estão obras de dragagem, melhora no acesso rodoviário e ferroviário, construção de estacionamentos para caminhões e instalação de balanças. No final de agosto, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, coordenado pelo ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), anunciou uma série de 48 medidas para acabar com problemas de infra-estrutura em cinco portos brasileiros: Santos (SP), Rio (RJ), Vitória (ES), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).
Agora, o Ministério dos Transportes anunciou a liberação de mais recursos que vão contemplar também os portos de Itajaí (SC), São Francisco do Sul (SC), Sepetiba (RJ), Salvador (BA), Aratu (BA) e Itaqui (MA). Do total de R$ 62,6 milhões, R$ 33 milhões são recursos da União e R$ 29,6 milhões da Companhia Docas, empresa vinculada ao Ministério dos Transportes.

Fonte: Panorama Brasil

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Dias 23 e 24 de setembro, a Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora – MG), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realizará a sexta edição do simpósio Minas Leite. O evento acontece no auditório da Epamig-CT/ILCT e reunirá técnicos e pesquisadores de grande expressão no agronegócio do leite. O simpósio, que já se tornou tradicional para o setor, congrega produtores, lideranças do setor, sindicatos, cooperativas e estudantes.
O evento tem como objetivo geral debater temas do interesse do setor leiteiro nacional, especialmente os relacionados com a mecanização da ordenha do leite, pecuária em base familiar; turismo rural, legislação e mercado para a produção artesanal de derivados do leite e controle ambiental.
Para o coordenador do Minas Leite, Carlos Eugênio Martins, “este simpósio tem muito a contribuir para a atividade leiteira não só em Minas Gerais, mas em todo o País”. O evento é realizado em parceria com a Emater-MG e Epamig-CT/ILCT.
Rubens Neiva – Embrapa Gado de Leite

Fonte: Embrapa

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A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades de pesquisa da Embrapa, localizada em Brasília, DF, a Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Agronegócio Brasileiro (FAGRO) e a empresa Bthek Biotecnologia Ltda. assinaram, no dia 21 de setembro, contrato de cooperação técnica para o desenvolvimento de um inseticida biológico capaz de controlar diversas lagartas que atacam culturas agrícolas, principalmente, milho, soja, algodão e hortaliças. O contrato foi assinado pelo Chefe Geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral; pela Diretora Executiva da Fundação, Ana Maria De Paula Lima; e pelo Diretor Técnico da Bthek, Marcelo Soares.

O bioinseticida, ou inseticida biológico, que deverá ser lançado em 2006, será desenvolvido a partir de uma bactéria denominada Bacillus thuringiensis (Bt), que é específica contra as lagartas e, portanto, inofensiva à saúde humana e ao meio ambiente. No primeiro ano de duração do contrato, serão selecionadas as estirpes mais eficientes da bactéria contra as diversas lagartas.

Segundo o Chefe Geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o trabalho será iniciado a partir de 30 estirpes da bactéria que fazem parte do Banco de Bacilos Entomopatogênicos (bactérias específicas para insetos). Essas estirpes já foram pré-selecionadas pela equipe de pesquisadores da Unidade e o próximo passo é testá-las contra cada uma das lagartas para que, ao final do processo, se chegue a uma que seja eficiente contra as quatro lagartas (milho, soja, algodão e hortaliças) e que será usada para produção do inseticida biológico.

Fernanda Diniz

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), com sede em Paris, informa aos seus 166 países membros que o foco de febre aftosa descoberto no Amazonas, em Careiro da Várzea (AM), a 29 quilômetros de Manaus, não constitui nenhuma ameaça à qualidade da carne bovina exportada pelo Brasil.
Em seu site na internet, a organização explica que a propriedade onde surgiu o novo caso de doença detectado na Amazônia fica a mais de 500 quilômetros da divisa com os estados de Mato Grosso e de Rondônia, oficialmente declarados livres da doença pela entidade internacional.
O recente embargo à carne brasileira, anunciado pelas autoridades agrícolas da Rússia, portanto, contraria as recomendações transmitidas pela OIE a cada novo foco de aftosa em alguma área do mundo.
De acordo com as normas dessa entidade multigovernamental, fundada há 80 anos, um país com as dimensões do Brasil pode ter áreas oficialmente declaradas sem aftosa, enquanto outras permanecem consideradas de risco.
Os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de Rondônia, Tocantins, Bahia, Sergipe e Distrito Federal, que concentram cerca de 90% do rebanho bovino do País, já aparecem no site da OIE como livres dessa doença.
O Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo, perdendo apenas para o da Índia, onde restrições religiosas limitam a comercialização, e tornou-se o maior exportador de carne bovina, superando os Estados Unidos e a Austrália.
O governo brasileiro mantém a ambição de banir a febre aftosa de todo o resto do território nacional até o ano de 2007, porém com planos de não interromper a vacinação do gado.
Em sua reunião anual de 2000, a OIE homologou São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso, leste de Minas e o Distrito Federal como regiões livres de aftosa. O Mato Grosso do Sul precisou esperar mais um ano para entrar nesse pacote.

Fonte: BeefPoint

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