O Programa de Agronegócios da Fundação Instituto de Administração (FIA), ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, oferecerá, nos dias 26 e 27, o curso Análise de risco e instrumentos de proteção no Agronegócio (carga horária de 10 horas).
O curso é destinado aos profissionais interessados em entender as novas competências do segmento industrial. Serão abordados os tópicos: Visão da Formação de Preços e Volatilidade no Agronegócio, Riscos, Derivativos agrícolas, Cédula do produtor rural (CPR) e Seguro rural.
A taxa de inscrição é de R$ 700,00. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição disponível no site www.fia.com.br/pensa/home.htm e enviá-la, via fax, para o número (11) 3731-5311, junto com o comprovante de depósito bancário. Também há opções de pagamento por cartão de crédito e cheque nominal.
O curso será ministrado das 18 às 22 horas no dia 26, e das 9 às 16 horas no dia 27, na Unidade Educacional Pinheiros da FIA (R. Navarro de Andrade, 152, São Paulo).
Mais informações: (11) 3731 5311 ou pelo e-mail pensa_edu@fia.com.br.  

Fonte: Agência USP de Notícias

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A Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) disponibiliza a partir desta segunda (22/11) a versão 4.1 da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), com sistema de busca e informações em medidas caseiras de alimentos. De acordo com a professora Elizabete, a tabela da FCF é indicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para auxiliar na elaboração da rotulagem nutricional dos alimentos.
O Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP disponibilizará a partir desta segunda-feira (22) a nova versão da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA-USP), coordenada pelos professores Franco M. Lajolo e Elizabete Wenzel de Menezes. Pelo endereço http://www.fcf.usp.br/tabela é possível ter acesso a um banco de dados com informações nutricionais de cerca de 1.800 alimentos, industrializados ou in natura, consumidos no Brasil. “Nosso objetivo é fornecer informações de qualidade sobre composição de alimentos”, informa a professora Elizabete.
Entre as novidades da versão 4.1 da Tabela, um sistema de busca (por alimento ou nutriente) e informações em medidas caseiras de diversos alimentos. “Com o mecanismo de busca, qualquer pessoa poderá obter informações nutricionais como valor energético e proteínas, entre outros, e em diversas quantidades, seja uma concha, uma colher de sopa, ou uma xícara, por exemplo”, explica a professora. A tabela contém informações nutricionais de alimentos in natura, preparados ou industrializados.
A TBCA – USP, segundo Elizabete, foi a primeira tabela da América Latina a ser disponibilizada na Internet. A primeira versão foi ao ar em 1998, com informações de cerca de 300 alimentos. O banco de dados é alimentado por docentes, pesquisadores e alunos de pós-graduação de todo Brasil. “Trabalhamos com dados analisados na USP e compilados de outros estudos sobre alimentos consumidos no País”, informa a pesquisadora.
A tabela pode ser usada por qualquer pessoa ou por profissionais ligados às áreas de Nutrição e Saúde. “As informações podem ser úteis tanto para órgãos públicos como para uma pessoa que queira simplesmente informações sobre os alimentos que fazem parte de sua dieta”, diz a pesquisadora.
De acordo com a professora Elizabete, a tabela da FCF é indicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para auxiliar na elaboração da rotulagem nutricional dos alimentos. “O banco de dados possui aproximadamente 40% de informações referentes a alimentos industrializados”.
Modelo para a América Latina
No site da TBCA-USP, existe um formulário onde os pesquisadores e representantes da indústria alimentícia em geral podem inserir informações sobre um determinado alimento. “Tudo é criteriosamente avaliado antes de ser disponibilizado ao público”, alerta a pesquisadora, lembrando que a tabela já é modelo de qualidade de dados para a América Latina.
As informações que constam na TBCA-USP são disponibilizadas também para a Red Latinoamericana de Composición de Alimentos (LATINFOODS). Esta rede, que é atualmente presidida por Elizabete, reúne bancos de dados com informações nutricionais de outros países latino-americanos, como o do BRASILFOODS mantido na FCF.
Recentemente, a rede a promoveu a 2ª Conferência Eletrônica FAO/ LATINFOODS “Avaliação da qualidade dos dados para bases de dados e tabelas de composição química de alimentos”. O encontro virtual, que aconteceu entre os dias 11 e 29 de outubro, serviu para elevar a qualidade dos diversos bancos de dados da América Latina e contou com 117 participantes de 21 países, a maioria pesquisadores ligados à área de composição de alimentos.
Antonio Carlos Quinto

Fonte: Agência USP de Notícias

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Criada em 22 de novembro de 1974, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades de pesquisa da Embrapa, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, comemora seu 30º aniversário promovendo a Mostra 30 Anos de Recursos Genéticos e Biotecnologia. A abertura oficial está marcada para as 10:00 horas da segunda-feira, dia 22 de novembro de 2004, e vai contar com a apresentação da banda da Presidência da República. A mostra se estenderá até o dia 26 de novembro e os organizadores esperam receber cerca de 160 estudantes de escolas públicas do Distrito Federal, diariamente.
Responsável pelas tecnologias de plantas transgênicas e clonagem de animais, dentre outras, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia proporcionará aos visitantes, a oportunidade de conhecer de perto os trabalhos e os avanços científicos alcançados por essa Unidade da Embrapa, num cenário montado especialmente para o evento.
Durante os dias da Mostra, os alunos da Escola Municipal Estrela do Leste apresentarão uma peça teatral contando, sob a ótica dos estudantes e professores, a trajetória do Centro nos 30 anos de existência.
O evento é aberto ao público, bastando para isso agendar a visita através dos telefones (61) 448-4770 – (61) 448-4769.

Edvalson Bezerra Silva
mocoin@cenargen.embrapa.br

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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A gripe causada pelo vírus H5N1 é uma das maiores preocupações dos infectologistas neste momento. E não poderia ser diferente. “Se o vírus das aves cruzar com os tipos que atingem o homem, sofrerá mutações e poderá ocorrer uma epidemia generalizada”, explica o presidente da Comissão Científica do Congresso e médico do Hospital Emilio Ribas, Dr. André Lomar. Segundo ele, ainda não há casos de transmissão do H5N1 de humano para humano.
Os primeiros casos da gripe do frango surgiram na Ásia. Segundo o Dr. Lomar, somente quando o homem entra em contato com o animal infectado, contrai o vírus. “Na China, o convívio do homem com as aves, em especial as galinhas é íntimo, e até mesmo domiciliar”, comenta o médico.
A gripe sempre foi uma das maiores causas de morte no mundo. Em 1918, cerca de 21 milhões de pessoas morreram devido à “gripe espanhola”. Em 1957, a gripe asiática matou mais de 1 milhão de pessoas. A maior novidade é o surgimento da chamada “gripe do frango” que, em 1997, matou seis pessoas dentre 18 casos ocorridos no sudeste da Ásia, causada pelo vírus influenza H5N1. “Este mesmo vírus voltou a afetar vários países da Ásia no ano passado e o grande problema é que neste último caso ainda não existe vacina. Portanto, a ocorrência de nova pandemia é um fato que as autoridades sanitárias esperam a qualquer momento”, afirma Dr. Lomar.
O vírus influenza
Febre alta, tosse, coriza, dores na garganta e fortes dores pelo corpo são os principais sintomas da gripe. Anualmente, cerca de 600 milhões pessoas no mundo sofrem com os ataques do vírus influenza – responsável pela doença. O tema faz parte do Congresso de Infectologia do Cone Sul, que acontece entre os dias 02 e 04 de dezembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
Para o tipo de gripe que mais acomete a humanidade – influenza A e B – existe vacina. Estes vírus causam maior dano principalmente aos idosos e é bastante comum nos períodos mais frios do ano (entre os meses de abril e agosto).
A boa notícia é que existe um novo medicamento antiviral que mata o vírus da gripe, inclusive o H5N1: ele leva o nome científico de oseltamivir. Porém, lembra o Dr. Lomar, “funciona apenas nas primeiras 48 horas após o contágio”.
Serviço
2º Congresso de Infectologia do Cone Sul
Data: 02 a 04 de dezembro
Horário: 08h00 às 19h00
Local: Centro de Convenções Rebouças
Endereço: Av. Rebouças, 60
Alexandre Hercules
E-mail: hercules@h10.com.br

Fonte: H-10 Comunicações

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O intercâmbio de material genético para fins de pesquisa realizado pelo Brasil por meio da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia no primeiro semestre deste ano, superou em 58% a quantidade de espécies envolvidas em relação ao mesmo período de 2003, passando de 36 espécies em 2003 para 57 em 2004. O número de acessos (unidade de produto) entretanto, caiu para quase um terço passando de 14.604 acessos em 2003 para 5.413 em 2004.
Em ambos os casos a maioria do intercâmbio refere-se a importações, seguindo-se o trânsito interno e por fim as exportações. Assim, em 2003 as importações somaram 13.415 acessos, ou seja 91,85% do total e em 2004 representaram 68,87% do total, com 3.728 acessos. Milho e soja foram os principais produtos em 2004 e no ano passado, além desses dois, também o trigo e o arroz se destacaram.
Estados Unidos, França e México têm sido nossos principais parceiros, mas além deles em 2003 negociamos com outros dez, dos quais a Colômbia foi o destaque. Já em 2004 o número de parceiros passou de 13 para 22 e além dos três mencionados, também se destacam o Chile e a Itália.
Paulo Euler
peuler@cenargen.embrapa.br

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Visualizemos a seguinte cena: Um campo de soja onde as plantas já estão com vagens e sofrem um ataque severo de percevejos marrons (Euchistus heros). O dia está quente e sobre as folhas de soja o ar vibra com sons e odores diversos resultantes das atividades dos percevejos. Mal comparando, seria algo como o alvoroço de uma praça em dia de feira com o buzinaço de um engarrafamento no trânsito.
De repente, o pânico se instala entre os percevejos que tentam fugir ou se esconder sob as folhas sem muito sucesso, enquanto esquadrilhas de vespinhas (Telenomus podisi) caem em “raid” sobre os percevejos em fuga e em seguida passam para a parte inferior das folhas onde se encontram os ovos recém postos pelas fêmeas do E. heros. As vespas depositam seus ovos dentro dos ovos dos percevejos e seguem atrás de novas colônias desses insetos nos campos de soja.
Um observador humano, com noções de estratégia militar e instrumentos capazes de identificar a sofisticada biotecnologia envolvida no confronto plantas/vespas X percevejos, ficaria admirado com a variedade e precisão dos sistemas de comunicação e de localização utilizados por ambas as partes. A comunicação utiliza recursos chamados semioquímicos que podem ser feromônios (captado entre indivíduos da mesma espécie – os percevejos), cairomônios (emitido pela presa e captado pelo predador e parasitóides – percevejos e vespas) e sinomônios (emitidos pela planta atacada pelos percevejos e captados pelas vespas, que assim têm a exata posição de suas presas e lançam-se ao ataque com precisão letal).
Biólogos e entomologistas da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia liderados pelo pesquisador Miguel Borges líder do projeto “Identificação e uso de semioquímicos para o manejo de insetos-praga”, começam a decifrar essas comunicações entre os insetos e entre insetos e plantas, sejam elas semioquímicas ou/e sonoras e, mais que isso, caracterizá-las com o objetivo de sintetizá-las em laboratório e utilizá-las em armadilhas nos campos de plantio, evitando o uso de agrotóxicos e promovendo um controle mais eficiente e seletivo de pragas sem agredir ao meio ambiente.
Paulo Euler
peuler@cenargen.embrapa.br

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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A fazenda Boa Esperança, na cidade de Corumbaíba, a 200 km de Goiânia, no Estado de Goiás, desenvolve uma pecuária sustentável, ou seja, sua produção respeita o meio ambiente e a comunidade. Há três anos, o fazendeiro Juarez Junqueira de Resende Filho decidiu seguir o exemplo de centenas de outros produtores e adotar o sistema manejão, uma iniciativa lançada pela Visão Eco Econômica (antiga Instituição Visão Agronegócios), uma das vencedoras do Prêmio Super Ecologia 2004, na categoria Ar, entregue pela Revista Superinteressante (Editora Abril), e do Prêmio Goiás de Meio Ambiente, entregue em outubro deste ano pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, em parceria com o Sebrae.
Há 15 anos a Visão atua com a produção agropecuária sustentável, com uma equipe multidisciplinar formada por agrônomos, veterinários e zootecnistas, entre outros profissionais que colaboram com o desenvolvimento do sistema, já implantado em 200 propriedades, em nove estados brasileiros. Segundo Marcelo Engel Frattari, consultor da empresa, com essa tecnologia é possível trabalhar a produção rural de maneira mais orgânica, com um sistema de manejo que considera aspectos ambientais, sociais, tecnológicos, econômicos, financeiros, logísticos, de gestão e treinamento, envolvendo a equipe de campo da fazenda.
Juarez lembra que durante muitos anos os fazendeiros acabavam devastando os locais com queimadas e derrubando as áreas para fazer o pasto dos animais. No entanto, essas pastagens tinham de ser reformadas diversas vezes para continuar atendendo à boiada. Já com o manejão, o pasto passa a ser visto como uma cultura perene e que deve ser tratada para estar em equilíbrio com o ecossistema à sua volta. “Além dos fazendeiros terem uma enorme redução com o custo da produção sem as reformas, muitos conseguem até aumentar a flora nos locais”, comenta o consultor.
E foi isso o que conseguiu Juarez. Na fazenda Boa Esperança, que tem 1500 hectares, o pasto era fixo e isso fazia com que o gado ficasse seletivo à comida com o passar do tempo. Com a adoção da tecnologia, o pasto foi dividido em cinco setores, agrupando a boiada por faixa etária e peso e fazendo um rodízio do gado nos espaços. Com isso, aumentou a capacidade do capim, conseqüentemente cresceu também o espaço para se criar os bois. “Até mesmo aquelas plantas que víamos como pragas, agora são importantes no processo, pois fazem sombra e nos auxiliam. Outro caso é o dos cupins. Eles incomodavam do ponto de vista estético e acabávamos jogando veneno, o que era prejudicial ao meio ambiente. Mas, aprendi que eles podem ser benéficos. Ou seja, é uma quebra de paradigma, mesmo porque você tem de fazer diferente daquilo que sempre te ensinaram a fazer”, comenta o fazendeiro.
O manejão pode ser aplicado também na agricultura. A área reservada a esse tipo de produção é dividida em 12 talhões, destinados à rotação de várias culturas com tecnologia de ponta, além de incentivar a plantação de espécies nativas em faixas que servirão para sombrear a lavoura. A técnica permite, também, um espaçamento maior entre as plantações. Frattari ressalta que, ao trabalhar com várias culturas, o fazendeiro quebra o ciclo de ataque de pragas, mais freqüente quando há somente um tipo de plantação. Dessa forma, há também menos uso de agrotóxicos e de vários outros insumos prejudiciais à lavoura.
Para que o processo seja desenvolvido gradativamente, obedecendo a todas as etapas necessárias de um empreendimento sustentável, a equipe da Visão faz visitas periódicas às fazendas. O consultor ressalta que em diversos locais os próprios fazendeiros descobrem outras soluções viáveis e agregam novos procedimentos. Juarez, por exemplo, resolveu comprar um tipo de besouro que remove as fezes dos animais para baixo da terra, o que serve para arear naturalmente a terra e evitar a proliferação das moscas. A Visão Eco Econômica desenvolve ainda o projeto de “monitoramento econômico” das fazendas e, em breve, pretende lançar um selo que irá reconhecer produtos que são produzidos respeitando o meio ambiente.
Raio X
Nome da empresa: Visão Eco Econômica
Nome do contato: Marcelo Engel Frattari
Cargo: consultor da empresa
Número de funcionários: três funcionários internos, quatro consultores de campo e vários técnicos de diversas áreas
Endereço: rua 1.139, nº 71, Marista, Goiânia/GO, Cep: 74.180180
Telefone: (62) 281-5711
E-mail: visaoagronegocios@terra.com.br
Site: www.manejao.com.br

Fonte: Instituto Ethos

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A missão russa, chefiada pelo diretor do serviço federal de supervisão veterinária e fitossanitária, Sergei Dankvert, chega hoje ao Brasil. A missão vai negociar com o Brasil o fim do embargo às carnes brasileiras. A expectativa do Brasil é que o embargo seja suspenso até a próxima semana, quando chega ao país o presidente russo, Vladimir Putin.
O embargo está em vigor desde setembro, quando foi descoberto um foco de febre aftosa em Careiro da Várzea (26 km de Manaus).
Na terça-feira, a Rússia comunicou a suspensão parcial do embargo aos produtos de origem animal exportados pelo Brasil. Por enquanto, a medida vale apenas para Santa Catarina, único Estado reconhecido pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) como área livre de aftosa sem vacinação. Santa Catarina é o maior exportador de suínos e um dos maiores exportadores de frangos.
A negociação sobre o fim do embargo deve acontecer amanhã, durante encontro entre Dankvert e os veterinários Alexander Ponomorev, Valery Zakharov e Sergei Doudnikov com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano.
Nesta semana, os três veterinários da missão russa já visitaram um laboratório de vacinas contra a febre aftosa em Paulínia (SP) e a Central de Selagem de Vacinas em Vinhedo (SP).
Na próxima semana, a missão também deve visitar a divisa de Tocantins com o Pará, na região de Couto Magalhães (TO) e Itaituba (PA) para conhecer o sistema de “zona tampão” adotado pelo ministério para isolar as áreas livres de aftosa das áreas infectadas.
Também há a possibilidade de uma visita da missão russa ao Amazonas para conhecer a condição sanitária do rebanho bovino local. Embora o Estado esteja fora da área reconhecida pela OIE com livre de febre aftosa –sem autorização para exportar–, a confirmação do foco em Careiro da Várzea levou a Rússia a suspender as compras de carne bovina.

Fonte: Folha Online

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O Banco do Brasil está disponibilizando R$ 1 bilhão para grandes empresas, produtores rurais ou cooperativas para projetos de investimento de longo prazo na região Centro-Oeste. Criada com o objetivo de complementar os financiamentos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), a nova opção de crédito conta com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Derci Alcântara, informa que essa nova linha de crédito foi criada para complementar os recursos do FCO destinados a pequenos e médios produtores rurais e empresas. “Dado o expressivo crescimento econômico da região Centro-Oeste, Os ministérios da Fazenda, do Trabalho e Emprego, da Integração Nacional e do Banco do Brasil decidiram criar o FAT Integrar só para grandes empreendimentos”, acrescentou o diretor do BB.

Fonte: Correio do Brasil

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O setor agrícola brasileiro deve ficar mais um ano sem os dados atualizados do censo agropecuário. As previsões eram de que todo o planejamento e logística fossem montados em 2005, para que os recenseadores pudessem fazer o levantamento de campo em 2006. Mas o governo não incluiu a verba necessária para o projeto no orçamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão do Ministério do Planejamento.
Segundo o IBGE, para manter o atual cronograma seriam necessários R$ 50,00 milhões em 2005, R$ 233,00 milhões em 2006 e R$ 50,00 milhões em 2007. Sem a previsão desses recursos, o instituto está adiando a preparação para 2006 e o trabalho de campo para 2007, diz Antonio Carlos Florido, gerente nacional do censo agropecuário.
O adiamento vai prejudicar de novo a série histórica de dados sobre a agricultura brasileira. O último censo foi realizado entre agosto de 1995 e julho de 1996, usando o período do ano-safra, e não o ano civil (de janeiro a dezembro), como sempre foi feito anteriormente. Na época, houve atrasos na liberação de recursos, o que adiou o início da pesquisa para o meio do ano. Com isso, boa parte dos dados do último censo não pode ser usada para o cálculo do PIB agrícola, que reflete a renda do setor no ano civil. “Os dados básicos para o cálculo do PIB agrícola ainda tiramos do censo de 1986”, diz o gerente de Bens e Serviços da Coordenação das Contas Nacionais do IBGE, Gélio Bazoni.
A decisão de adiar o início do censo provocou protestos na comunidade de pesquisadores do setor. A Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural (Sober) enviou carta ao ex-ministro do Planejamento, Guido Mantega, pedindo a revisão do orçamento do IBGE. Na carta, o presidente da Sober, Antonio Salazar Brandão, ressalta que o adiamento vai agravar “a carência de informações sobre a realidade rural brasileira”.
O professor da Faculdade de Economia da USP e ex-secretário de política agrícola no primeiro governo FHC, Guilherme Dias, lembra que houve uma brutal mudança no setor agropecuário nos últimos cinco anos. “E há uma profusão de suposições sobre o setor, que somente um censo pode resolver. O censo de 1995 já foi falho e tudo isso compromete as análises e o planejamento tanto do setor privado quanto do governo”, diz Dias.
Antonio Florido lembra que boa parte do planejamento dos recursos para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é feita com base em dados de dez anos atrás. “Um exemplo são recursos do Pronaf Infraestrutura, que vão para os municípios. Nesse período, muita coisa mudou e as verbas podem estar sendo distribuídas para regiões que não mais necessitam e vice-versa”, afirma Florido.
Parte dos dados é atualizada pela Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), realizada anualmente pelo IBGE, mas considerada menos confiável pelos analistas. Gervásio Castro de Rezende, pesquisador do IPEA e especialista em economia agrícola, destaca que a PAM tem muitos problemas, pois é feita com dados recolhidos por uma comissão local, que muitas vezes tem representantes das prefeituras.
Fátima Cardoso
Adaptado pela Equipe MilkPoint

Fonte: O Estado de São Paulo

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O Serviço de Informação da Carne (SIC), entidade sem fins lucrativos que atua em prol da carne bovina por meio de uma política de orientação e esclarecimento ao consumidor, dá mais um passo para promover a carne brasileira e lança versão em inglês do seu site (www.sic.org.br) com informações sobre a cadeia da carne bovina e estatísticas da pecuária brasileira.
O lançamento do site será feito pelo presidente da ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), Marcus Vinicius Pratini de Moraes, durante o 24° Encontro Nacional de Comércio Exterior, no dia 24 de novembro, às 12 horas, no Centro de Convenções do Hotel Transamérica, em São Paulo (SP).
“Desenvolvemos o site para que o comprador, o consumidor, o profissional da carne do exterior possa conhecer em detalhes as características da pecuária brasileira e saber o que estamos fazendo em termos de qualidade de carne, segurança alimentar, respeito ao meio ambiente e todos os novos conceitos da atividade. Disponibilizamos informações sobre as características específicas da carne produzida em cada uma das regiões brasileiras, sobre como está a questão sanitária – especialmente em relação à febre aftosa – em todos os estados, as principais indústrias exportadoras e a estrutura portuária do País, além do conteúdo do site em português composto por artigos técnicos, informações sobre os diferentes tipos de cortes e dicas de conservação e preparação”, afirma a vice-presidente executiva do SIC, Carolina Porto Paes Barreto.
Serviço
Lançamento do site do SIC em inglês
Endereço: www.sic.org.br/english
Data: 24/11/04, às 12 horas
Local: 24° Enaex – Encontro Nacional de Comércio Exterior – Centro de Convenções do Hotel Transamérica – São Paulo (SP)

Fonte: Famasul

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Nos dias 22 e 23 de novembro, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo e na sede da Casa Rural de Mato Grosso do Sul, acontece o Encontro Nacional de Lideranças Brasileiras do Agronegócio, que reunirá representantes do setor produtivo rural.
O evento começa às 8h e vai até às 12h30, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, com seminário que terá como tema “Brasil até quando?”, onde serão apresentadas as atuais discussões que envolvem as Comissões Nacionais do Trabalho, Meio Ambiente, Assuntos Fundiários e Assuntos Indígenas da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil.
De manhã, o encontro receberá diversos palestrantes para tratar dos assuntos em pauta. Um deles é Rodolfo Tavarez, pecuarista, Presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, membro do Fórun Nacional do Trabalho e também presidente da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da CNA (Confederação Nacional da Agricultura). Tavarez ministrará uma palestra sobre questões trabalhistas rurais.
O encontro também receberá o pecuarista, ex-diretor da ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu) e presidente da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários, Willian Koury, que falará sobre questões fundiárias.
No período da tarde no dia 23, na Casa Rural, começa o Encontro Estadual de Lideranças Rurais, onde presidentes e delegados representantes dos sindicatos rurais, terão a oportunidade de uma maior integração e troca de experiência. Um dos temas em pauta é a biossegurança alimentar.
Serviço
Encontro de Lideranças do Agronegócio – “Seminário Brasil até quando”
Data: 22/11/2004
Horário: 8 horas
Local: Manoel de Barros – Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo
Programação
8h00 – 08h30 – Abertura
8h30 – 09h30 – Questões Indígenas, fronteiras e soberania nacional: a ameaça das ações de ONG´s Internacionais
09h30 – 10h30 – Questões Fundiárias – As invasões de terras e os equívocos das políticas públicas
10h45-11h30 – Questões Trabalhistas no setor rural e Questões Ambientais, amazônia e desenvolvimento sustentável
12h15-12h30 – Debates
12h30 – Encerramento
Adriana Molina
Decom / Famasul – Funal – Senar

Fonte: Famasul

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Sucesso de público e de vendas, a 1ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária mostrou a força dos agricultores familiares e dos assentados da reforma agrária. Realizada entre os dias 11 e 14 de novembro em Brasília, a Feira apresentou números que superaram as expectativas: os expositores venderam R$ 1,2 milhão em mercadorias produzidas. Cada expositor vendeu entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil. Também foram fechados 12 contratos na rodada de negócios promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/DF), o que abriu as portas de empresas do Distrito Federal e Entorno para produtores de todo o país.
O coordenador do Programa de Agroindústria do Ministério do Desenvolvimento Agrário, José Adelmar Batista, explicou que os contratos fechados durante a Feira são apenas o início de um processo. Muitos produtores ainda estão em fase de negociação e possivelmente devem fechar negócio, resultando em novos contratos.
A Feira contou com a participação de mais de 350 expositores de 24 estados e reuniu ainda técnicos do governo, movimentos sociais e organizações não-governamentais ligadas à agricultura familiar. Além de vender seus produtos, os expositores também puderam participar de oficinas, cursos e seminários sobre segurança alimentar, agricultura familiar, reforma agrária e cooperativismo.
Produtores e empresas não foram os únicos que se beneficiaram do evento. O público também pôde constatar a criatividade da agricultura familiar e conhecer a qualidade de produtos que estão ganhando mercado, como o licor de pimenta produzido no interior de Minas Gerais, o artesanato de pele de peixe do Mato grosso do Sul, as frutas desidratadas produzidas no Rio de Janeiro, os doces produzidos por famílias assentadas em Santa Catarina e muito mais.
Além de promover os expositores, abrir oportunidades de negócios, divulgar novos produtos e integrar a agricultura familiar, a Feira também contribuiu de forma significativa para um dos programas prioritários do governo federal: o combate à fome. Com o público de 60 mil pessoas que compareceu durante os 4 dias, foram arrecadadas pela CONAB 5 toneladas de alimentos não-perecíveis. Os alimentos estão sendo repassados ao Fome Zero, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e já tem destino certo: três comunidades quilombolas de Goiás, Cedro, Kalunga e Pombal. A decisão de enviar os alimentos para as comunidades remanescentes de quilombos é uma homenagem ao Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro.

Fonte: Em questão

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A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou hoje, a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Sementes (Abrasem), a comercialização de sementes de algodão que tenham até 1% de transgenia. De acordo com o coordenador geral da CTNBio, Jairon Nascimento, poderá ser comercializada e plantada a semente que tenha traços de transgenia de variedades conhecidas no mundo, como a BT, Roundup Ready e Bolgaten.
Em entrevista à Agência Estado, o representante da CTNBio disse que há uma restrição para o plantio da semente com traços de transgênico. Estas sementes não poderão ser plantadas em áreas classificadas pela Embrapa Algodão como de registro de algodão selvagem.
Segundo Nascimento, a decisão tomada pela CTNBio, que se reuniu ontem e hoje em Brasília, não foi unânime. A decisão será publicada oficialmente na próxima semana no Diário Oficial da União. Só então a associação que entrou com o pedido será comunicada da autorização. A CTNBio tem 18 conselheiros titulares e o mesmo número de suplementes. O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Hélio Tollini, comemorou a decisão da CTNBio. “A decisão tira um peso das costas do produtor. Pode haver contaminação nos campos de produção de sementes e era praticamente impossível encontrar lotes sem nenhum traço de transgenia”, afirmou.
Ele disse que a “contaminação” entre sementes convencionais e transgênicas pode acontecer facilmente. Tollini lembrou que “os países vizinhos do Brasil já autorizaram o cultivo de algodão transgênico”. A Colômbia, por exemplo, autorizou o plantio de algodão geneticamente modificado há um ano. Cultivares transgênicas plantadas na Austrália, completou, podem ser adaptadas ao Brasil, pois a latitude é a mesma. “Como isso (contaminação) aconteceu, eu não sei, mas que houve, houve”, completou.
O pedido de autorização foi encaminhado à CTNBio há cerca de dois meses. A proposta foi encaminhada pelo setor de sementes. “Sem essa decisão, poderia faltar sementes para plantio da safra 2004/05”, comentou Tollini. Análises feitas por representantes das indústrias de sementes e dos produtores de algodão mostram que os “traços de transgenia” nos lotes é muito inferior ao limite de 1%. “Alguns estudos apontam 0,03% de transgenia nos carregamentos. A decisão da CTNBio atende aos interesses do setor”, comentou.
Fabíola Salvador

Fonte: Agência Estado

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Reunir conhecimentos acadêmicos, discutir perspectivas e estudar novas propostas, contribuindo para o desenvolvimento na área de alimentação e nutrição. Esses são os objetivos do 25º Consórcio das Instituições Brasileiras da Área de Alimentação e Nutrição (Cibran) que ocorre de 24 a 26 de novembro, em Cuiabá (MT).
O tema do evento será “Transgenia e Nutrição: Ciência e Controvérsia”. As mesas-redondas abordarão assuntos como “Alimentos e organismos geneticamente modificados”, “Implicação da soja transgênica na agricultura regional”, “Transgenia de alimentos: uma questão de ensino e de bioética” e “Segurança de alimentos geneticamente modificados: Rotulagem e consumidor”.
Mais informações: www.ufmt.br ou telefone (65) 615-8811.

Fonte: Agência Fapesp

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O analista de Ciência e Tecnologia do Ministério de Ciência e Tecnologia, Antônio René Iturra, defendeu nesta quarta-feira (17) a institucionalização das ações de fomento da produção de energia renovável pela criação da Aner – Agência Nacional de Energias Renováveis. O objetivo é utilizar de forma racional as energias alternativas, como a solar, a eólica e as das pequenas centrais hidrelétricas, além de estimular o comércio internacional de biocombustíveis e a venda de créditos de carbono. Iturra participou da audiência pública da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional. Ele disse que a Aner estimularia a produção e o uso racional dos biocombustíveis, reforçando o uso sustentável dos recursos naturais e promovendo a inclusão social.
Arábia Saudita dos biocombustíveis
“O mundo reconhece a vocação do Brasil como celeiro produtor de energias renováveis; temos que nos transformar na Arábia Saudita dos biocombustíveis”, disse o analista do MCT. O coordenador interministerial do biodiesel, Rodrigo Augusto Rodrigues, assegurou que um terço da matriz energética nacional já provém de energias renováveis, e a tendência é de crescimento. O Ministério das Minas e Energia, segundo ele, vem tomando todas as medidas necessárias para adequar-se às novidades impostas pelo segmento dos biocombustíveis, tendo inclusive criado um departamento especial para tratar do assunto.
O Governo enviou ao Congresso a Medida Provisória 214/04, que atribui à ANP – Agência Nacional de Petróleo competência para regular e fiscalizar o mercado do biodiesel e outros combustíveis à base de fontes renováveis.
Gargalos impeditivos
O secretário-executivo da Renove – Rede Nacional de Organizações para Energias Renováveis, Fábio de Oliveira Rosa, criticou a falta de uma visão sistêmica do País capaz de superar os gargalos que impedem o desenvolvimento desse potencial. Um dos pontos de estrangulamento, segundo ele, é a legislação incompleta ou excludente, além do descaso em relação às pequenas fontes de energia e a falta de catalogação das fontes alternativas. “Precisamos de aperfeiçoamento legislativo voltado para cada espécie de fonte energética; devemos contemplar as pequenas gerações e usos de energia e temos que modificar as políticas setoriais, permitindo o desenvolvimento dos pequenos produtores autônomos”, apontou.
O ex-secretário de Tecnologia Industrial José Walter Bautista Vidal concorda. Ele insistiu na necessidade de o Brasil admitir sua ampla natureza energética, em face do exaurimento do petróleo e do carvão mineral, “duas fontes sujas de energia exploradas pelos países do hemisfério norte, que dispõem de poucas fontes renováveis e limpas”. Bautista Vidal lamentou que o Brasil permaneça em estado de apatia diante de sua expressiva potencialidade bioenergética enquanto as nações hegemônicas montam um projeto baseado nos combustíveis fósseis, que levam milhares de anos para se formar.
O autor do requerimento da audiência, deputado Gervásio Oliveira (PDT-AP), considera o atual momento ímpar para debater o biodiesel, uma vez que o Governo está se mostrando favorável à implementação do programa. Para o deputado, o programa do biodiesel é melhor que o Pró-Álcool porque promove cidadania e o respeito às vocações produtivas de cada região. “O Pró-Álcool só promovia bóias-frias”, disse o parlamentar, apoiando a criação da Aner.
Oliveira sugeriu também a criação de uma subcomissão, ligada às Comissões da Amazônia, de Minas e Energia e de Ciência e Tecnologia, para colaborar com a elaboração de uma política mais ampla de biocombustíveis. Já Bautista Vidal considera muito pouco misturar apenas 2% de biodiesel ao diesel, como previsto no programa do biodiesel. Para ele, esse percentual atende aos interesses da indústria automobilística, “que objetiva minar o programa, como fez com o Pró-Álcool há quase trinta anos; por que não deixar o próprio mercado definir o percentual?”, indagou o professor.
Patrícia Araújo

Fonte: Agência Câmara

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Empresas de todo o mundo poderão continuar usando marcas como “champagne” e “parma”. Os Estados Unidos e a Austrália venceram a União Européia na disputa sobre as chamadas “denominações de origem”, proteção dada pela União Européia a seus produtos regionais, como a champagne da região francesa de Cham-pagne, o presunto parma da cidade italiana de Parma ou o camembert da cidade de Camembert, na região francesa da Normandia.
O parecer da comissão de arbitragem da Organização Mundial de Comércio (OMC) não é uma decisão final, mas, de acordo com altos funcionários da entidade, indica que esse será o caminho a ser seguido pela OMC daqui a um ano, quando sai o relatório final.
Se confirmada, a decisão vai permitir que empresas de todo o mundo continuem utilizando esses nomes em seus próprios produtos, mesmo que o vinho Rioja não venha da região de La Rioja, da Espanha, ou o queijo Roquefort não venha da região de mesmo nome, na França.
O parecer da OMC foi uma vitória para empresas americanas como a Kraft Foods, a General Mills Inc. e a Anheuser-Busch Cos. Inc., que lutam para poder empregar os nomes genéricos para os produtos que vendem na Europa.
EUA e Austrália dizem que a UE protege mais a seus próprios membros que a outros países quando o assunto é denominação de origem. A conduta fere as normas da OMC, que dizem que todos os parceiros comerciais devem ser tratados de forma igual.
Numa conclusão preliminar divulgada para os governos nesta semana, a OMC decidiu que as normas da UE que protegem os nomes de origem de mais de 600 frutas, queijos, carnes, peixes, azeites, cervejas, pães, azeitonas e águas minerais discriminam os produtores não-europeus – como os cultivadores da batata “Idaho” ou das laranjas da Flórida -, que não podem registrar o nome de seus próprios produtos na Europa.
As normas da UE, em vigor desde 1992, delimitam a sidra àquela produzida na Bretanha, o marzipan ao fabricado na cidade alemã de Lubeck, o salmão Clare Island a County Galway, na República da Irlanda, o creme de leite Cornish ao condado inglês da Cornualha e os vinhos Chianti e Beaujolais às respectivas regiões na Itália e na França.
Rioja argentino
A Comissão Européia, o órgão executivo da UE, quer impedir a Maple Leaf Foods Inc., do Canadá , de vender presunto parma, que leva o nome da cidade italiana em que se originou, e que os produtores argentinos comercializem o famoso vinho Rioja.
A entidade diz que a indicação geográfica dos produtores é uma garantia de qualidade e evita confusão entre os consumidores.
“Não estamos sendo protecionistas. É apenas uma questão de justiça”, afirmou o comissário agrícola da UE, Franz Fischler. “Simplesmente não é aceitável que a Europa não possa vender o seu genuíno presunto parma italiano no Canadá porque a marca ‘presunto parma’ já pertence a um fabricante local”, desabafou.
O sistema da UE “reconhece o direito dos produtores locais ao emprego de um nome, com base na história, na tradição e no know-how do lugar”, disse David Thual, secretário-geral da Origin, uma organização internacional com sede em Genebra que representa um milhão de produtores de alimentos do mundo inteiro, inclusive produtores de café do Quênia. “Trata-se de uma proteção singular, porque, ao contrário da marca registrada, ela dura para sempre”, afirmou o executivo.
Budweiser tcheca
Os Estados Unidos e a Austrália também conseguiram que a OMC aprovasse a determinação de que todas as proteções da UE às denominações vinculadas a lugar de origem para os alimentos não são válidas para traduções, segundo as pessoas que leram a decisão. As cópias do parecer da OMC só foram distribuídas às partes envolvidas.
A determinação é uma vitória para a Anheuser-Busch, a maior cervejaria do mundo, que luta em mais de 50 países contra uma cervejaria tcheca pelo uso do nome “Budweiser”. A Budejovicky Budvar NP, cervejaria tcheca que produz cervejas com a marca “Budweiser”, vem lutando contra a Anheuser-Busch pelo emprego dessa marca registrada.
A Budvar, com sede numa cidade chamada Ceske Budejovice, em tcheco, e Budweis em alemão, alega que suas cervejarias empregam esse nome há vários séculos. A Anheuser-Busch argumenta que utiliza a marca desde 1876, 19 anos antes da fundação da Budvar.
Paul Byrne, porta-voz da Anheuser-Busch, preferiu não comentar a decisão, dizendo que a empresa não viu o texto do parecer, ainda confidencial. Neena Moorjani, porta-voz do gabinete do Representante de Comércio dos Estados Unidos, também se recusou a comentar o documento. Arancha Gonzalez, porta-voz de Comércio da Comissão Européia em Bruxelas, ressaltou que a UE ainda está “muito segura” de que seus argumentos são suficientes para permitir que a OMC conclua que as normas do bloco são condizentes com as regras de comércio internacional.

Fonte: Gazeta Mercantil

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O assessor especial do presidente russo Vladimir Putin, Igor Shuválov, acredita que a visita de Putin contribuirá para solucionar o problema do embargo às importações de carne brasileira imposta pela Rússia devido a um foco de febre aftosa detectado numa longínqua região do estado do Amazonas. Shuválov participou do seminário “Brasil-Rússia: fortalecimento de uma parceria”, realizado em São Paulo.
O volume do comércio entre os dois países é ínfimo – US$ 2 bilhões em 2003. O saldo da balança comercial foi favorável ao Brasil em US$ 585 milhões. Por isso, tanto governos como empresários estão discutindo para encontrar uma forma de transformar em realidade as imensas possibilidades existentes em diversos setores das duas economias.
O fim do embargo no Estado de Santa Catarina, estado livre de febre aftosa sem vacinação, não afastou a equipe russa de três veterinários que trabalha no Brasil para conhecer e melhorar as condições sanitárias brasileiras. O objetivo é conseguir uma revisão do acordo sanitário existente entre os dois países até o fim deste ano, ou no próximo, chegando a suspensão total do embargo.
Os russos reiteraram que acreditam que o embargo será suspenso logo porque os especialistas da área consideram a carne brasileira de alta qualidade e precisam do nosso produto para suprir as necessidades do mercado interno russo cuja indústria de carne está defasada. Além disso, disse que dão prioridade à carne brasileira e que 25% de toda a carne importada pela Rússia vem do Brasil.
Controle sanitário é sensível
No entanto, Shuválov afirmou que todas as medidas para solucionar o problema estão sendo adotadas, porém, “o controle sanitário é uma questão muito sensível para a Rússia porque envolve o problema da saúde da população. É preciso proteger os consumidores”. Ele considera melhor adotar medidas rigorosas agora para não ter de comprometer as exportações brasileiras no futuro. E que os resultados serão positivos para as duas partes.
Os russos também tiveram problemas sérios com a importação de carne de frango dos Estados Unidos e com a carne bovina da Grã-Bretanha por causa da doença da “vaca louca”, e também foram obrigados a suspender as importações destes países. Embora se fale em acordos em várias áreas como, por exemplo, em aviação comercial, aeroespacial, petróleo, energia nuclear, Shuválov perguntado sobre quais acordos seriam firmados por Putin em sua visita ao Brasil, disse que não mencionaria nenhum acordo concretamente porque já foram assinados vários acordos, mas que eles não haviam saído do papel. Mas, ele acredita que estão sendo criadas as condições para que os próximos tenham sucesso.
Brasileiros e russos, acreditam que agora os dois países devem evoluir para um patamar superior nas suas relações, isto é, partir das exportações de commodities, que são a maior parte do intercâmbio comercial entre os dois países, e começarem a transacionar produtos industrializados com maior valor agregado. E para tanto pretendem criar condições para que as médias e pequenas empresas participem do esforço de comércio exterior dos dois mercados.
Segundo os representantes das duas partes, a Rússia seria um país extraordinário para a realização de negócios pelo Brasil, que teria possibilidades de entrar nos mercados das ex-repúblicas soviéticas e no Leste Europeu. A Rússia, por sua vez, teria no Brasil a porta de entrada para o Mercosul. Quanto aos investimentos da Rússia no Brasil, Shuválov disse que a Rússia é que está precisando de capitais brasileiros lá.
Antonio A. Dias Castro

Fonte: Gazeta Mercantil

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O engenheiro agronômo e diretor da Planejar Informática e Certificação, de Porto Alegre (RS), Luciano Medici Antunes, é o novo presidente da Associação das Empresas de Rastreabilidade e Certificação Agropecuária (Acerta). Ele assume o cargo a partir deste mês, com mandato até outubro de 2005. Valmir Luis Rodrigues, da Biorastro Certificação, de Botucatu (SP), e Jorge Andrade Gomes, da Tracer Certificação, de Uberlândia (MG), respectivamente vice-presidente e diretor financeiro, completam a diretoria executiva da entidade.
A nova diretoria executiva pretende atuar em sistema colegiado, compartilhando as iniciativas e decisões. “Apesar da função estatutária, cada diretor terá responsabilidade e autonomia para representar e agir em nome da Acerta, ampliando nossa presença e participação nos mais variados foros e grupos de trabalho”, explica Luciano.
Uma das metas da diretoria eleita é trazer o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para estabelecer parâmetros que venham fortalecer o setor de rastreabilidade e certificação agropecuária. Abrir espaço para novos associados também está nos planos da atual diretoria. “Convidaremos empresas e organizações que venham referendar nosso propósito, sinalizando seriedade e confiabilidade para o mercado”, completa.
Para o Conselho Deliberativo foram eleitos Henrique Victorelli Neto (Instituto Genesis), como presidente, e José Ricardo S. Rezende (Tecnagro), Cláudio Akio Michiura (BovId) e Cezar Hoerlle (Fockink), como membros conselheiros. No Conselho Fiscal assumem Paulo E. Nobre (Fnet), Mário Alves Garcia (Prodap) e Carlos César de Queiroz (Oxxen). Como Coordenadores Técnicos foram escolhidos José Wagner Amaral Neto (OiaBrasil) e Vincent L¹Henaff (Allflex).

Fonte: Revista Cultivar

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos investiga mais um possível caso de vaca louca nos Estados Unidos. Exames detalhados estão sendo feitos e o resultado final deve sair em uma semana. Em dezembro passado, um animal nascido no Canadá e criado no estado americano de Washington foi infectado com a Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE, na sigla em inglês), o mal da vaca louca. Se confirmado, este será o segundo caso.
O porta-voz do departamento de agricultura, Ed Curlett, disse que o Estado pretende determinar a fonte da infecção e então tomar as medidas apropriadas para contornar o problema. Curlett não quis especular o possível impacto de mais uma vaca contaminada no rebanho americano.
Andrea Morgan,também do departamento de agricultura, disse que “os resultados inconclusivos não significam que encontramos mais um caso de BSE neste país”. Ela reiterou que nenhum animal infectado foi abatido e que a carne servida aos americanos e por eles exportada é segura. A doença já afetou as exportações americanas de carne para o Japão, além de outros países.

Fonte: Revista Cultivar

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